Encontro intersetorial discute educação baseada na natureza
A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) promoveu e participou, nesta segunda-feira (25), do Encontro Intersetorial sobre Educação Baseada na Natureza (EBN), realizado na sede do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em Brasília. O evento reuniu representantes de órgãos públicos, instituições educacionais e organizações da sociedade civil para fortalecer o diálogo sobre educação socioambiental, sustentabilidade e enfrentamento das mudanças climáticas no ambiente escolar. Encontro discute cooperação entre diferentes setores para fortalecer ações socioambientais nas escolas do Distrito Federal | Fotos: Mary Leal / SEEDF A chefe do Núcleo de Educação Ambiental da SEEDF, Cibele Lima, destacou que o encontro buscou fortalecer a articulação entre diferentes setores para ampliar as ações socioambientais nas escolas do DF. “O encontro visa fortalecer a articulação intersetorial por meio da ampliação da Educação Baseada na Natureza em um espaço participativo de troca de experiências, alinhamento de perspectivas e construção de estratégias integradas, considerando os desafios da crise climática e a necessidade de fortalecimento da educação socioambiental nas instituições educacionais do DF”, afirmou. “Espera-se reunir cerca de 60 participantes de diferentes instituições e setores estratégicos, fomentando a criação de redes de colaboração, definição de pontos focais, pactuação de agenda futura e encaminhamento de ações integradas voltadas à educação socioambiental e aos desafios climáticos” Cibele Lima, chefe do Núcleo de Educação Ambiental da SEEDF O conceito de Educação Baseada na Natureza está ligado ao direito das crianças de aprender e brincar em contato com ambientes naturais, dentro e fora da escola, com intencionalidade pedagógica. A proposta também dialoga diretamente com os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela necessidade de adaptação dos espaços educacionais. Segundo Cibele, a expectativa é consolidar uma rede colaborativa entre instituições e definir encaminhamentos conjuntos para os próximos anos. “Espera-se reunir cerca de 60 participantes de diferentes instituições e setores estratégicos, fomentando a criação de redes de colaboração, definição de pontos focais, pactuação de agenda futura e encaminhamento de ações integradas voltadas à educação socioambiental e aos desafios climáticos”, ressaltou. A programação contou com palestras, painéis intersetoriais e grupos de trabalho voltados à construção de estratégias integradas para ampliar ações de Educação Baseada na Natureza no Distrito Federal. Representando a SEEDF, participaram equipes de diferentes subsecretarias, diretorias e coordenações regionais de ensino (CREs), além de profissionais ligados às áreas de educação ambiental, educação integral e formação continuada. Ampliação do debate O encontro integra as ações do projeto Educação Baseada na Natureza, desenvolvido pelo Unicef Brasil em parceria com o Instituto Alana desde 2024. A iniciativa é realizada em quatro territórios do país: Distrito Federal, Salvador, Recife e Rio Grande do Norte. O projeto promove formações, elaboração de materiais pedagógicos e ações voltadas para o letramento climático e à integração entre natureza e currículo escolar. [LEIA_TAMBEM]A coordenadora do projeto Educação Baseada na Natureza no Instituto Alana, Gabriela Arakaki, explicou que a proposta busca ampliar o debate para além do cotidiano escolar, envolvendo também gestores e formuladores de políticas públicas. “As ações foram muito focadas no chão da escola, nos processos formativos com gestores escolares, professores e professoras. Agora, estamos pensando também na incidência desse tema no contexto dos tomadores de decisão no âmbito das políticas públicas”, destacou. O encontro também abordou o Prêmio Entre no Clima, iniciativa ligada ao projeto que reconhece experiências desenvolvidas por escolas nas áreas de mudanças climáticas, gestão de resíduos, eficiência energética e uso consciente da água. As inscrições foram encerradas em maio e 36 projetos finalistas terão suas experiências registradas em um e-book. Desses, 12 escolas serão premiadas em cerimônia marcada para 1º de julho, em Brasília, com reconhecimento nacional e premiação que conta com a instalação de placas fotovoltaicas para geração de energia solar. *Com informações da SEEDF
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‘Plantar árvores é garantia de manutenção ou recuperação das nascentes’
Até a próxima quarta-feira (8), o Distrito Federal celebra a Semana do Meio Ambiente com as atenções voltadas para a educação ambiental. Em meio a uma crise climática mundial, o governo vai concentrar esforços na conscientização da comunidade para a preservação do bioma e para o uso responsável da água. Para o secretário do Meio Ambiente, Sarney Filho, o ponto alto do evento ficará por conta da assinatura de um decreto que formaliza o plano distrital Carbono Zero. “Seremos a primeira unidade da Federação a assumir o compromisso de reduzir a emissão do gás causador do efeito estufa (o CO2 ou gás carbônico)”, ressalta. “Vamos propor uma redução de 20% até 2025 e de 37,4% até 2030”. Em entrevista à Agência Brasília, Sarney Filho detalhou o decreto e a programação da Semana do Meio Ambiente. O secretário ainda falou sobre projetos-pilotos do governo, como a geração de energia solar e o programa de recuperação de nascentes. Foto: Lúcio Bernardo Júnior/Agência Brasília Por que a Semana do Meio Ambiente é tão importante no mundo todo? Ao longo dos anos, a questão ambiental foi ganhando cada vez mais relevância. Estamos vivendo um desarranjo climático global – períodos de maior estiagem, chuvas intensas, derretimento das calotas polares… Cuidar do meio ambiente não é apenas preservar uma beleza cênica, a biodiversidade. É uma questão de sobrevivência da vida no planeta Terra. A Semana do Meio Ambiente não foi criada para ser comemorada. Foi criada para levantar reflexões, para que as pessoas tomem consciência da importância do equilíbrio ecológico, da preservação dos nossos biomas. Por isso, o principal objetivo dessa data é educar as futuras gerações. Em um mundo com quase 8 bilhões de habitantes, onde se retira da natureza mais do que ela pode repor, a educação ambiental é muito importante. [Olho texto=”“Aqui no DF há uma sensibilidade muito grande por parte da população no que diz respeito ao uso dos espaços verdes e preservação da nossa biodiversidade”” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Aqui no DF há uma sensibilidade muito grande por parte da população no que diz respeito ao uso dos espaços verdes e preservação da nossa biodiversidade. Ainda assim, não é o suficiente. Precisamos de uma conscientização ainda maior, principalmente no que diz respeito à utilização da água. No DF, a Semana do Meio Ambiente vai até o dia 8. Como será a programação? As ações começaram na segunda-feira (30/5), no Parque Águas Claras, com exposição fotográfica, voltada para a educação ambiental, e conversas. Já nesta sexta (3), vamos fazer a primeira de cinco blitze educativas sobre queimadas, com distribuição de panfletos explicativos e orientações – será no portão de entrada do Jardim Botânico, das 8h às 12h. Depois, no domingo (5), teremos uma caminhada com a comunidade no Parque Ecológico das Copaíbas, às 8h, no Lago Sul. Para segunda-feira (6), está marcado um ato muito importante. O governador Ibaneis Rocha vai assinar um decreto que formaliza a intenção de reduzir as emissões de gás carbônico no DF. Seremos a primeira unidade da Federação a ter determinado, por decreto, o plano de caminhar rumo à emissão zero do gás causador do efeito estufa. [Olho texto=”“Atualizamos o inventário das nossas emissões e constatamos que os veículos são os principais responsáveis pelo gás carbônico lançado no ar do DF”” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Ainda na segunda-feira, o projeto Recupera Cerrado estará na Orla Norte do lago Paranoá com atividades de educação ambiental. Essa ação se estenderá para além da Semana do Meio Ambiente – vai até o dia 10, pela manhã e à tarde. Vamos promover oficinas, semeadura de mudas de espécies nativas do cerrado e distribuição de cartilha contendo, de forma lúdica e didática, explicações sobre o nosso bioma. Faremos também uma mobilização educativa na Rodoviária do Plano Piloto, na terça-feira (7). Com a participação de empresas privadas, do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e de catadores de material reciclável, daremos orientações sobre reciclagem e destinação de resíduos sólidos. A ação ainda terá coleta de equipamentos eletrodomésticos e atrações culturais. Por fim, o projeto CITinova fará apresentações sobre energia fotovoltaica em dois centros de ensino médio, um no Guará e outro em Taguatinga. Essas atividades estão marcadas para terça e quarta-feira (8). O decreto que trata das emissões de gás carbono é um passo importante que o DF dará em direção ao enfrentamento das mudanças climáticas? O que o senhor pode detalhar desse compromisso? [Olho texto=”“Plantar árvores, e cuidar para que elas possam crescer, é garantia de manutenção ou recuperação das nascentes”” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Nossa proposta é reduzir a emissão do gás causador do efeito estufa em 20% até 2025 e em 37,4% até 2030, tomando por base as emissões medidas em 2003. Atualizamos o inventário das nossas emissões e constatamos que os veículos são os principais responsáveis pelo gás carbônico lançado no ar do DF. Já nos reunimos com o secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro. Estamos conversando sobre o favorecimento do uso de biocombustível, como o etanol e o biodiesel, e sobre a priorização de transportes públicos como o BRT e o metrô, que não utilizam combustível fóssil. O enfrentamento da mudança climática global é urgente e demanda atuação por parte de todos os países, estados e cidades. A geração de energia fotovoltaica, uma das apostas do CITinova, também coloca o DF na linha de frente do combate às mudanças climáticas. Como está o andamento deste projeto-piloto? A ideia inicial é suprir o gasto de energia de dez escolas, 42 parques, Jardim Botânico, Jardim Zoológico e a sede do Brasília Ambiental. Para isso, placas de captação de energia solar serão instaladas no Hospital Público Veterinário, no Parque Ezechias Heringer (Guará) e no Parque Ecológico Dom Bosco (Lago Sul). Além disso, teremos uma usina solar em Água Claras. A energia solar, captada por meio de placas, é limpa e barata. Fará com que o DF esteja dentro do que há de mais moderno na geração de energia e no combate às mudanças climáticas. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] O Recupera Cerrado conta com a população no trabalho de preservação do equilíbrio ecológico. Como o projeto funciona? O Recupera Cerrado é um projeto-piloto do GDF. Trabalhamos com a capacitação de agricultores e demonstramos às comunidades como é possível recuperar nascentes e áreas degradadas com plantio e isolamento. Plantar árvores, e cuidar para que elas possam crescer, é garantia de manutenção ou recuperação das nascentes. Estamos concluindo a etapa rural do programa, um trabalho feito em 70 hectares de cerrado. Já recuperamos as nascentes Serrinha do Paranoá e Córrego do Ipê, a Bacia do Descoberto e a Arie (Área de Relevante Interesse Ecológico) Granja do Ipê.
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