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cultura urbana

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8ª edição do Rabiscão Ilustrado leva arte para o metrô

O Rabiscão Ilustrado é um encontro de ilustradores profissionais e amadores que se reúnem desde 2009 para desenhar de forma coletiva, despretensiosa e divertida e se consolidou como um evento que reúne artistas de peso do Distrito Federal e do Brasil em um espaço de vendas que leva ao público trabalhos de diversos gêneros e, ainda, uma programação repleta de ações divertidas e formativas. A 8ª edição da Feira Rabiscão Ilustrado ocorre neste sábado (25) e domingo (26), na Estação 106 Sul | Foto: Divulgação/Metrô-DF A 8ª edição da Feira Rabiscão Ilustrado ocorre neste fim de semana, nos dias 25 e 26 de novembro, das 11h às 19h, na Estação 106 sul do Metrô-DF. Durante o evento, os ilustradores venderão prints, adesivos, broches, camisetas e outros produtos dos seus trabalhos. Na ocasião, vão ocorrer Live Painting com a artista de grafite e muralista Siren, além do lançamento de dois livros infantis, As Nuvens do Algodoeiro, de Yasmin Hassegawa, e Janela, de Betina Limanello, e também atividade lúdica de ilustração para crianças e a tradicional mesa colaborativa de desenho para todas as idades. O Rabiscão conta, ainda, com a fanfarra MaluVidas e com espaço de alimentação com o Café Antonieta, Japa Vegana e Gomes e Bebes. É uma opção para quem quiser comprar peças únicas e criativas, presentear amigos e familiares no Natal, conhecer o trabalho produzido por artistas locais, curtir um evento cheio de gente criativa. Serviço 8ª edição do Rabiscão Ilustrado 25 e 26 de novembro, sábado e domingo Exposição dos artistas: 11h às 19h Programação extra: Lançamento do livro As Nuvens do Algodoeiro, de Yasmin Hassegawa – sábado, 15h Atividade de ilustração para as crianças na mesa do Rabisquinho conduzida por Yasmin Hassegawa – sábado, 16h Live Painting com Siren – Domingo, 12h Lançamento do livro Janela com contação de histórias, de Betina Limanello – domingo, 14h Apresentação musical com a fanfarra Malu Vidas – Domingo, 16h Local: Estação 106 Sul do Metrô-DF Para mais informações, acesse o Instagram *Com informações da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal  

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Hip-hop agora é patrimônio cultural imaterial do Distrito Federal

O hip-hop é patrimônio cultural e imaterial do Distrito Federal. É o que determina a Lei nº 7.274, publicada no Diário Oficial do DF (DODF) desta quinta-feira (6). Ela estabelece, ainda, a criação da Semana Distrital do movimento. É assegurada, também, a realização das atividades na segunda semana do mês de novembro, quando é celebrado o Dia Mundial do Hip-hop (12/11). Agora patrimônio imaterial do DF, o hip-hop agrega expressões urbanas como o grafite e a dança de rua conhecida como breaking | Foto: André Luis/Secec “Trata-se de reconhecimento essencial para esse movimento artístico. O hip-hop encanta pela sua força urbana e discurso social”, festeja o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes. “Todo caminho para tornar a arte e a cultura mais acessíveis e democráticas é uma estrada que vale ser trilhada”, defende o gestor. Também conhecido como rap, o hip-hop – que agrega expressões urbanas como o grafite e a dança de rua conhecida como breaking – emergiu nos subúrbios negros e latinos da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, em meados da década de 1970. Não demorou muito para se transformar em importante agente de transformação social. No Brasil, o berço do movimento artístico é São Paulo, mas logo se espalhou pelo país, encontrando em Ceilândia, no Distrito Federal, a partir dos anos 80, uma de suas mais importantes referências. “Se, nos anos 80, Brasília foi a capital do rock, nos anos 90 ela virou a capital do hip-hop”, diz o rapper Marquim | Foto: Heri/Divulgação “Fico feliz por esse grande reconhecimento por parte das autoridades; de quem tem a caneta nas mãos, em relação ao hip-hop do DF. Fiquei muito emocionado com a notícia desta lei”, comenta o rapper, cineasta e ator, Marquim, artista ceilandense, um dos pioneiros da arte no quadradinho. “Se, nos anos 80, Brasília foi a capital do rock, nos anos 90 ela virou a capital do hip-hop – uma arte que resgata a autoestima, o valor, a história de quem vive na periferia”, discursa o artista. Membro do Batalha da Escada, coletivo de artistas que promove encontros e desafios de rap na Universidade de Brasília (UnB), Leo Matheus festeja essa relevante vitória para o segmento. “O hip-hop ser legalmente reconhecido como patrimônio cultural e imaterial do DF é uma grande conquista para a cultura urbana, especialmente periférica, e marca um passo maior na busca por respeito e valorização dessa arte”, aplaude. Valorização da Juventude periférica [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Em agosto de 2023, o hip-hop completa 50 anos de existência. No DF, por meio das subsecretarias de Economia Criativa e Difusão e Diversidade Cultural da Secec, a cultura rap tem sido valorizada por meio de políticas e ações de visibilidade do movimento, promovendo, rotineiramente, debates com o segmento. Autor do projeto de lei aprovado na Câmara Legislativa do DF em junho deste ano, o deputado distrital Max Maciel festeja a sanção validada pelo GDF. “Estamos muito orgulhosos de poder contribuir para a valorização dessa manifestação cultural e que salva tantas vidas na quebrada. Eu fui formado nessa escola e quero que ela seja reconhecida na nossa cidade”, destacou. Confira a lista de outros bens imateriais registrados no DF: ? Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro – ARUC (Decreto nº 30.132/2009) ? Bumba Meu Boi do Seu Teodoro (Decreto nº 24.797/2004) ? Clube do Choro de Brasília (Decreto nº 28.995/2008) ? Festa do Divino Espírito Santo de Planaltina (Decreto nº 34.370/2013) ? Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (Decreto nº 27.930/2007) ? Ideário Pedagógico de Anísio Teixeira (Decreto nº 28.093/2007) ? Via Sacra ao vivo de Planaltina (Decreto nº 28.870/2008) ? Praça dos Orixás e Festa de Iemanjá (Decreto nº 39.586/2018). *Com informações da Secult

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Arte do grafite invade paradas de ônibus em Taguatinga

Mensagens escritas e desenhos mudam panorama das paradas para melhor | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília A arte está tomando conta das paradas de ônibus de Taguatinga. Onde antes havia pichações e sujeira, desenhos brotam em forma de cultura e alegram quem espera pelo transporte coletivo. A iniciativa é da Administração Regional de Taguatinga. Os desenhos coloridos saem das mãos do grafiteiro Fernando Cordeiro, popularmente conhecido como Elom, que também é servidor da administração. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Em alguns locais, ele desenvolveu projeto próprio; em outros, os temas foram sugestões da comunidade. As ideias vieram por meio da página QNL, QNJ News e os assuntos abordaram feminicídio, suicídio, maus tratos aos animais, violência e drogas, entre outros. A administradora da página é a fotógrafa Fernanda Rios, 40 anos. “As paradas de ônibus estavam sujas. Com a pintura, as pessoas não colam cartazes, evitando a poluição visual”, observa Fernanda. Além dos desenhos, mensagens também estampam as paredes. “Leve sua mulher à parada de ônibus” ou “Feminicídio: não seja a próxima vítima” são alguns exemplos do que é grafitado por lá. “Sinto-me muito feliz porque estou dando minha contribuição para a cidade”, diz o grafiteiro Fernando | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília Já foram revitalizados pontos de ônibus na M Norte, na QNG, na QNH, no Pistão Norte, na Nova QNL e na Avenida Hélio Prates. Uma média de 20 neste ano. A ideia é que outros 30 sejam reformados até o final do ano. O material é doado pela comunidade. Uma média de 15 latas de spray é utilizada, além de uma de tinta acrílica, nos trabalhos  em cada ponto. As pinturas levam, em média, de 6 a 8 horas para ficarem prontas. Para o administrador regional de Taguatinga, Geraldo César de Araújo, o trabalho foi necessário porque as paradas de ônibus estavam sujas e cheias de cartazes. “A intenção é torná-las mais humanas e confortáveis. Também estamos revitalizando a parte superior das paradas, tirando entulhos e eliminando goteiras”, frisou Geraldo. Repercussão positiva Para Fernando Cordeiro, o reconhecimento é o maior prêmio pelos trabalhos. “Uma vez estava dentro do ônibus e vi uma pessoa comentando: ‘Pô, o cara arrebentou naquele grafite’. E era uma obra minha!” “Sinto-me muito feliz porque estou dando minha contribuição para a cidade. Além disso, a repercussão é positiva”, acrescenta o grafiteiro. Roselita: “É muito bom ver que o local está sendo cuidado” | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília Em algumas ocasiões Fernando ganha reforço para realizar os trabalhos. Já colaboraram os grafiteiros Scooby, Drop, Ataques, Aqez, Nativo e Paulo Órfão. Os trabalhos normalmente são executados de madrugada. Mas, quando são realizados durante o dia, chamam a atenção de quem passa pelo local ou aguarda chegada de ônibus. Um exemplo é a moradora Roselita Souza Brasileiro. “Quando cheguei e vi o trabalho, amei. Está muito bonito. Inclusive tirei fotos para mostrar para meus amigos nas redes sociais. É muito bom ver que o local está sendo cuidado. A cidade fica mais bonita e alegre”, comemora. Fernando é grafiteiro há 20 anos. Morador da Ceilândia Norte, ele conta que a arte lhe ofereceu um caminho melhor, longe da criminalidade. “O grafite e o rap foram as oportunidades que tiver de conhecer mensagens positivas. Via DF Zulu, que era a inspiração do grafite no DF. Eu quis seguir os passos dele.”

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