FAPDF aponta crescimento de 240% no número de startups deep techs mapeadas no DF
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Distrito Federal ampliou em 240% o número de startups de base científica mapeadas entre 2025 e 2026. O levantamento realizado pela Emerge Brasil (SP) e pela Cotidiano Aceleradora (DF), executoras do programa Deep Tech FAPDF, identificou 51 deep techs no Distrito Federal neste ano, diante de 15 negócios identificados no levantamento anterior. O resultado aponta para o crescimento do ecossistema científico-empreendedor da capital e reforça o potencial do DF na geração de negócios baseados em ciência, pesquisa aplicada e tecnologias avançadas. Os dados foram apresentados durante o Deep Tech Summit 2026, realizado nos dias 11 e 12 de agosto, no Complexo Inova USP, em São Paulo. Considerado pela organização como o maior evento de deep tech da América Latina, o encontro reuniu startups, investidores, corporações, pesquisadores e representantes do poder público para aproximar tecnologias de fronteira de oportunidades de mercado. A participação do Distrito Federal fez parte de uma missão empresarial do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do DF (Sebrae-DF), que levou 21 das 30 startups selecionadas no programa Deep Tech FAPDF. A agenda teve como objetivo aproximar os empreendedores do ecossistema nacional de inovação, ampliar conexões com investidores e corporações e proporcionar às empresas contato direto com atores que podem contribuir para o desenvolvimento e a inserção de suas tecnologias no mercado. “A FAPDF tem um papel fundamental em criar caminhos para que o conhecimento produzido por nossos pesquisadores se transforme em negócios, tecnologias e soluções para a sociedade. O crescimento de 240% no número de deep techs mapeadas mostra que existe um ambiente científico qualificado no Distrito Federal e que, quando aproximamos pesquisa, empreendedorismo, mercado e capital, conseguimos transformar esse potencial em novas oportunidades para o DF”, afirma Ana Paula Aragão, superintendente científica, tecnológica e de inovação da fundação. Os dados foram apresentados durante o Deep Tech Summit 2026 | Fotos: Divulgação/FAPDF Além da participação no Deep Tech Summit, a missão incluiu agenda técnica no ecossistema paulista de inovação e participação no Investor Day, no Cubo Itaú, maior hub de inovação e fomento ao empreendedorismo tecnológico da América Latina. A programação também contempla visita ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, onde está localizado o Sirius, um dos mais avançados aceleradores de partículas do mundo. Conexão entre laboratório e mercado Deep techs são empresas construídas a partir de conhecimento científico, pesquisa aplicada e tecnologias avançadas. Muitas dessas soluções surgem em universidades, laboratórios e centros de pesquisa e apresentam ciclos de desenvolvimento mais longos, maior complexidade tecnológica e necessidade de investimentos para validação e entrada no mercado global. É justamente nesse ponto que atua o programa Deep Tech FAPDF, criado para aproximar ciência, empreendedorismo, mercado e capital. A iniciativa tem investimento total de R$ 9,8 milhões e foi estruturada para apoiar os negócios de forma progressiva, concentrando mais recursos nas soluções que demonstram maior potencial de evolução tecnológica e mercadológica. Na primeira etapa, todos os participantes receberam acesso a capacitação em inovação e mentorias para desenvolver suas propostas. Na sequência, 30 projetos foram selecionados para a fase 2, recebendo R$ 60 mil cada, destinados à criação do business case e pitch, apresentação verbal curta e direta de uma ideia ou produto, a fim de convencer possíveis investidores a fecharem negócio. Ao todo, essa etapa representa até R$ 1,8 milhão em recursos. Depois, os negócios que apresentarem maior potencial avançam para a etapa de aceleração e validação tecnológica. Dessas, dez startups serão selecionadas e receberão R$ 600 mil cada, totalizando até R$ 6 milhões. O recurso é destinado a atividades como provas de conceito, prototipagem, validação tecnológica, entrevista com cliente e preparação para a entrada no mercado e captação de investimentos. Durante a apresentação no Deep Tech Summit, em São Paulo, foram destacados os resultados da primeira edição do programa de fomento a deep techs da FAPDF O programa prevê ainda uma terceira frente de apoio por meio do matching fund — modelo de financiamento coletivo turbinado. Nessa modalidade, para cada R$ 1 captado pela startup junto a investidores privados, o programa poderá aportar R$ 1 em recursos públicos, até o limite global de R$ 2 milhões. Dessa forma, o mecanismo busca estimular a entrada de capital privado e ampliar o volume de recursos destinado às empresas que demonstrarem capacidade de atrair investimentos. Durante a apresentação no Deep Tech Summit, em São Paulo, foram destacados os resultados da primeira edição do programa de fomento a deep techs da FAPDF. A iniciativa da fundação em parceria com as executoras Emerge Brasil (SP) e Cotidiano Aceleradora (DF), mobilizou 623 inscritos, recebeu 115 projetos submetidos, formando um portfólio de negócios de base científica em diferentes áreas tecnológicas, que ajudou a mapear parte do ecossistema de inovação do segmento no Distrito Federal, consolidando o DF no ranking de estados brasileiros mais relevantes de deep techs. Entre os inscritos, 56,2% têm pós-graduação, incluindo mestrado ou doutorado. O levantamento também aponta que 38,2% são doutores e que 8,5% têm doutorado em andamento, o que demonstra o alto nível técnico-científico do público envolvido. Os projetos submetidos contemplam áreas como biotecnologia, inteligência artificial (IA) e dados, agritech, saúde, materiais avançados, nanotecnologia e energia. A análise do portfólio indica vocações do Distrito Federal em saúde avançada, biotecnologia, agro, bioeconomia, inteligência artificial e materiais. Para as startups participantes, a presença no Deep Tech Summit representa uma oportunidade de apresentar soluções a investidores, corporações, fundos de venture capital, instituições científicas e potenciais parceiros. Para a FAPDF, a missão permite acompanhar a maturidade dos projetos, observar sua interação com o mercado e reunir informações estratégicas para as próximas etapas do programa. Com o programa Deep Tech FAPDF, pesquisas desenvolvidas no Distrito Federal ganham novas condições para avançar além do ambiente acadêmico, acessar mercado, atrair investimentos e gerar soluções tecnológicas com impacto para a sociedade. *Com informações da FAPDF
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Startup do Biotic vence Prêmio Deep Tech do Ano na categoria Agricultura e Saúde Animal
A Peptidus Biotech, startup de base científica residente no Parque Tecnológico Biotic, conquistou o 1º lugar na categoria Agricultura e Saúde Animal do Prêmio Deep Tech do Ano, durante o Deep Tech Summit 2025, realizado no Complexo Inova USP, em São Paulo. Reconhecido como o maior festival de inovação deep tech da América Latina, segundo a Agência USP de Inovação, o evento reuniu milhares de participantes, investidores e pesquisadores de todo o país. A conquista consagra a startup como referência ao apresentar soluções que unem bioinspiração e inteligência artificial na descoberta de novos fármacos voltados à saúde animal. A tecnologia desenvolvida pela Peptidus já mostra avanços e aplicações em áreas como infecções bacterianas, dermatite atópica, cicatrização de feridas, obesidade animal e mastite bovina sem antibióticos. Antes do reconhecimento no prêmio Deep Tech do Ano, a empresa já havia conquistado o 2º lugar na categoria Startup Inovadora do Prêmio Inovo 2025, promovido por Sindusfarma, RBIF e Biominas Brasil, durante a IV Cúpula Brasileira de Inovação em Saúde. Na ocasião, o cofundador e diretor científico, Otávio Franco, apresentou a plataforma proprietária que combina ciência e tecnologia para desenvolver moléculas terapêuticas de forma mais ágil e precisa. Octávio Franco, cofundador e diretor centífico da Peptidus Biotech | Fotos: Divulgação/Biotic “Esse importante reconhecimento reforça o trabalho que a Peptidus Biotech vem desenvolvendo ao conectar bioinspiração e inteligência artificial para criar novas soluções em saúde animal, com potencial de impacto até mesmo em saúde humana. Também evidencia o papel das deep techs como agentes transformadores, capazes de enfrentar grandes problemas da sociedade com soluções científicas de alto impacto. Temos orgulho de sermos uma empresa nascida no Cerrado, no coração do Centro-Oeste, e de contribuir para impulsionar a onda das deep techs na região e no Brasil”, afirma Bernardo Petriz, CEO da Peptidus Biotech.[LEIA_TAMBEM] O próximo passo da empresa será agora em outubro, quando a Peptidus atravessa fronteiras e apresenta suas inovações no Biohunt Summit 2025, em Miami, no dia 28. O encontro, promovido pelo The Ganesha Lab, conecta startups de biotecnologia da América Latina a investidores globais, líderes da indústria e especialistas em inovação. Para o presidente do Biotic, Gustavo Dias, a conquista reforça o papel do parque tecnológico como ambiente estratégico de apoio à inovação. “Cada reconhecimento da Peptidus reafirma a vocação do Biotic em apoiar startups de base científica que têm potencial de transformar mercados e gerar impacto global. É uma satisfação ver uma empresa nascida aqui, no coração de Brasília, alcançar patamares internacionais com inovação de ponta”, ressalta. De premiações nacionais a eventos internacionais, a Peptidus Biotech mostra como a combinação entre ciência e empreendedorismo pode gerar soluções capazes de transformar setores inteiros, levando a biotecnologia desenvolvida no Cerrado para o mundo. *Com informações do Parque Tecnológico de Brasília - Biotic
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