Pedagogos fortalecem aprendizagem e inspiram estudantes na rede pública do Distrito Federal
Nesta quarta-feira (20), comemora-se o Dia Nacional do Pedagogo, profissional essencial na formação e transformação da vida de crianças, jovens e adultos. Na rede pública de ensino do Distrito Federal, 18.751 profissionais desta área atuam na promoção do desenvolvimento educacional, como professores efetivos, temporários e pedagogos-orientadores educacionais que contribuem diretamente para o fortalecimento da aprendizagem e da gestão pedagógica nas escolas. Andrea Costa e Silva, coordenadora pedagógica da EC 308 Sul, acompanha o interesse pelo curso de pedagogia nos alunos: “Você não consegue dizer até onde vai sua influência, mas, quando eu vejo que eles estão escolhendo a mesma profissão que eu, penso que alguma coisa boa eu fiz” | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF Há 13 anos na Secretaria de Educação (SEEDF), Andrea Costa e Silva é coordenadora pedagógica da Escola Classe (EC) 308 Sul e foi a vencedora do prêmio Docente Empreendedor 2025, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) DF, com o projeto “Integrando a inteligência artificial à prática pedagógica: um novo olhar para a educação”. Projetos desenvolvidos na EC 308 Sul estimulam nos estudantes o prazer pela leitura Na unidade escolar, Andrea coordena o projeto Leitura Prazer, trabalhando com estudantes do 2º e 3º ano do ensino fundamental. “A intenção é que eles gostem de ler, que a leitura não seja aquela coisa condicionada a fazer um teste, um texto; depois de um tempo, eles começaram a trazer os próprios livros”, relata. Em outro projeto da escola, o Sacola Literária, toda sexta-feira os estudantes levam um livro para casa e depois precisam responder a uma fichinha sobre o material selecionado. Já no Leitura Prazer, a pedagoga trabalha normalmente com dois livros: Feiurinha, de Pedro Bandeira, e O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, histórias sobre as quais são exibidos filmes para os estudantes. Mas outros livros da biblioteca também são escolhidos pelos alunos, assim como eles mesmos trazem de casa. Retorno positivo e influência Bela Barbalho e Catarina Mazzola, participaram de projetos de leitura e de tecnologia desenvolvidos na Escola Classe 308 Sul Bela Barbalho e Catarina Mazzola, ambas com dez anos e estudantes do 5º ano, foram alunas de Andrea em 2023 e em 2024 na EC 308 Sul. Bela participou do projeto de leitura, e Catarina, além desse, desenvolveu atividades no projeto de tecnologia. “No livro você consegue imaginar do seu jeito; cada um tem um jeito diferente de imaginar”, afirma Bela. “Esse projeto me engajou mais a ler; antes eu nem gostava muito, agora melhorou bastante minha leitura, eu presto atenção no livro.” 900 mil Número aproximado de alunos matriculados em cursos de pedagogia no Brasil Catarina, por sua vez, identificou-se com um projeto que permite, a partir de um prompt de comando, criar seu próprio personagem virtual: “No de tecnologia, o que eu mais gostei foi quando nós criamos o avatar da gente, um autorretrato. Achei muito legal”. Segundo o levantamento mais recente do número de matrículas no curso de pedagogia, a graduação está entre as dez mais buscadas pelas pessoas que ingressam no nível superior de educação, com cerca de 900 mil alunos matriculados nas faculdades. Esses dados correspondem ao Censo da Educação Superior 2024, divulgado em setembro de 2025 pelo Instituto Anísio Teixeira (Inep), indicando que a carreira está em ascensão. Andrea Costa e Silva se entusiasma: “Você não consegue dizer até onde vai sua influência, mas, quando eu vejo que eles estão escolhendo a mesma profissão que eu, penso que alguma coisa boa eu fiz”. Data comemorativa dos profissionais O dia 20 de maio passou a ser a data de homenagem aos pedagogos após a publicação da Lei nº 13.083/2015. O objetivo é promover a discussão sobre o papel da família e da escola no desenvolvimento das pessoas, principalmente de crianças. A discussão inclui a delimitação das responsabilidades de cada meio e, ao mesmo tempo, cria alternativas para oferecer um ensino de qualidade e humano. [LEIA_TAMBEM]O pedagogo tem sua atuação ligada à educação infantil e fundamental, atuando como gestor de processos educativos de sistemas e de instituições de ensino, editoras e órgãos públicos e privados que produzem e avaliam programas e materiais didáticos para o ensino presencial e ensino a distância. Sua atribuição central é a docência na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, que requer sólidos conhecimentos sobre os fundamentos da educação, sobre o desenvolvimento histórico e as relações com diversas áreas, assim como sobre estratégias para a internalização do conhecimento pedagógico em ambiente escolar. O profissional da pedagogia que atua como orientador educacional desempenha papel estratégico nas unidades escolares ao acompanhar trajetórias estudantis em todas as etapas e modalidades da educação básica, viabilizar o trabalho coletivo, criar e organizar mecanismos de participação em programas e projetos educacionais, fortalecendo o vínculo entre escola e famílias e apoiando ações de inclusão, mediação de conflitos e desenvolvimento socioemocional. *Com informações da Secretaria de Educação
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Gincana das Cores promove integração e desenvolvimento socioemocional para mais de 40 adolescentes em semiliberdade
Mais de 40 adolescentes das Gerências de Semiliberdade do Gama I, Gama II, Guará, Metropolitana e Taguatinga II viveram dois dias de integração e aprendizado durante a terceira edição da Gincana das Cores, realizada em 3 e 4 de dezembro, no complexo esportivo da Praça dos Direitos de Ceilândia Norte. A atividade, tradicionalmente promovida nas férias de fim de ano, mobilizou também servidores que participaram diretamente da organização e condução das provas. Idealizado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), o projeto tem como objetivo promover momentos de convivência que fortaleçam o desenvolvimento emocional e social dos adolescentes, ampliem seus repertórios de brincadeiras, estimulem a imaginação e favoreçam a construção de vínculos e habilidades essenciais à cidadania. Cabra-cega foi uma das brincadeiras que fizeram parte da Gincana das Cores | Foto: Divulgação/Sejus-DF [LEIA_TAMBEM] Durante a gincana, os participantes revisitaram brincadeiras clássicas da infância, como cabra-cega, corrida de saco, balão de água, jogo da velha humano, corrida do ovo na colher, pega-fita e cabo de guerra. Além de diversão, as atividades estimularam competências como cooperação, respeito às regras, confiança mútua e negociação. As equipes somaram pontos a cada prova, com pontuações entre 50 e 300. Ao final dos dois dias de competição, a equipe amarela, formada pelos adolescentes da Gerência de Semiliberdade do Gama I, conquistou o primeiro lugar na classificação geral. “Investir em atividades lúdicas para os socioeducandos é oferecer a eles a oportunidade de reconstruir vínculos, expressar suas emoções e desenvolver habilidades sociais que serão muito importantes no futuro”, destacou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. *Com informações da Sejus-DF
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Dia Nacional do Livro Infantil: instrumento de ensino e construção afetiva
Terreno fértil para a imaginação, a literatura é fundamental para estimular o gosto pelo ensino e pela escrita na infância. Nesta quinta-feira (18), é comemorado o Dia Nacional do Livro, marco importante para incentivar o contato com a leitura cada vez mais cedo. Na rede pública de ensino do Distrito Federal, a leitura é incentivada desde cedo, seja com a distribuição de obras literárias nas escolas, seja com o incentivo ao pensamento criativo | Fotos: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília Com foco no desenvolvimento socioemocional, o Governo do Distrito Federal (GDF) promove o incentivo à leitura na rede pública em várias frentes: a partir da distribuição de obras literárias às instituições de ensino, da capacitação de profissionais da educação no tema, e do incentivo ao pensamento criativo e à imaginação na infância. “Nós temos uma política bem firme com o repasse de livros de literatura infantil para instrumentalizar as bibliotecas escolares, e garantir que elas tenham um acervo sempre atualizado, que gere interesse nas crianças”, destaca Rejane Matias, gerente das Políticas de Leitura, do Livro e das Bibliotecas da Secretaria de Educação do DF. “A formação do nosso professor é muito voltada para a importância de trabalhar esses referenciais teóricos da literatura e da oralidade, principalmente os processos de criação e imaginação na infância” Rejane Matias, gerente das Políticas de Leitura, do Livro e das Bibliotecas da Secretaria de Educação do DF De acordo com a pasta, somente neste ano, 6 mil livros já foram distribuídos às unidades escolares. Levantamento do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPE-DF) também aponta que 70% das crianças de até 6 anos do DF possuem algum livro infantil ou livro de imagens. Outros 74%, na mesma faixa etária, têm incluídos na rotina momentos de música, leitura, brincadeiras ou atividades físicas. “A secretaria prima muito pela valorização de todos os profissionais da educação infantil envolvidos nesse contexto. A formação do nosso professor é muito voltada para a importância de trabalhar esses referenciais teóricos da literatura e da oralidade, principalmente os processos de criação e imaginação na infância”, prossegue a educadora. Por trás da obra, a autora A pasta também incentiva a realização de eventos voltados para a contação de histórias e o desenvolvimento educacional dos pequenos por meio da literatura infantil. A escritora brasiliense Ana Neila Torquato, autora de 12 obras infantis, participou de uma dessas iniciativas, no Centro de Ensino Infantil (CEI) da Candangolândia. A escritora brasiliense Ana Neila Torquato participou de evento no Centro de Ensino Infantil da Candangolândia: “Esse tipo de ação é importante para o desenvolvimento, para o processo de aquisição do repertório de leitura da criança” O evento realizado na quarta-feira (17), véspera do Dia Nacional do Livro Infantil, promoveu uma imersão na literatura. Mais que uma contação de histórias, teve como objetivo aproximar as crianças da autora e do processo criativo por trás da composição de um livro. “Esse tipo de ação é importante para o desenvolvimento, para o processo de aquisição do repertório de leitura da criança. Saber que o escritor existe, que ele está pertinho, é ‘gente como a gente’, né? Porque tem muita criança que acha que todo autor já morreu. Ou todos moram longe”, destaca. “Quando a gente vai escrever um livro, pensa na obra como um objeto de cultura, que pode conduzir boas conversas e abrir portas e janelas para o mundo” Ana Neila Torquato, escritora Psicopedagoga com experiência na rede pública de ensino, Ana Neila decidiu escrever os livros que sentia falta na construção da didática em sala de aula. Foi assim que nasceu a obra Minha Cidade, trabalhada com os alunos do CEI Candangolândia. “Muita gente acha que escrever para crianças é fácil, porque tem pouco texto. Mas não é uma tarefa fácil. Você precisa resgatar a sua criança interior e prestar a atenção no mundo. Essa visão de mundo da criança precede a leitura das palavras, então quando a gente vai escrever um livro, pensa na obra como um objeto de cultura, que pode conduzir boas conversas e abrir portas e janelas para o mundo”, avalia a profissional. A pequena Sara Vasques de Oliveira, de 5 anos, é uma das crianças da turma e conta que a obra se tornou o novo livro preferido dela. “Eu achei bem legal a contação de histórias, porque eu adoro ler livros. O meu favorito é o Minha Cidade, eu aprendi todas as coisas da cidade com ele”, afirma a pequena. A estudante Sara Vasques de Oliveira conta que adora ler livros: “O meu favorito é o Minha Cidade, eu aprendi todas as coisas da cidade com ele” Não é só para crianças Mais do que palavras escritas em verso e prosa, a literatura infantil também promove momentos em família. É com essa premissa que o autor Alexandre Parente decidiu começar a escrever as primeiras obras infantis, por sentir falta da figura paterna nas histórias e nos momentos familiares. “Muitas vezes a criança, mais do que a própria história, o que ela quer é o momento. Ela quer aquele abraço, aquele aconchego com o pai, com a mãe, com os avós, com os professores da escola. Aquele fortalecimento dos laços. Por isso eu acho a literatura infantil tão importante”, destaca o engenheiro agrônomo, que encontrou na literatura uma forma de homenagear os quatro filhos e viver momentos importantes ao lado deles. O escritor Alexandre Parente defende que livros infantis não são só para crianças: “Eu já vi vários adultos se emocionarem com meus livros e com outros porque eles também despertam a memória afetiva” | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília “Eu, como escritor, tenho muita preocupação com as palavras que a gente coloca, porque é da infância que estamos cuidando. Demanda um respeito, um cuidado, um carinho. Cada palavra, cada ilustração toca no coração de uma criança – que é uma terra fértil e pura”, explica. A leitura também é uma forma lúdica e leve de introduzir temas sensíveis, como acessibilidade, doenças mentais e bullying. Em algumas obras do autor, o assunto é abordado de forma descomplicada e enriquecedora. “Nesse tipo de obra, temos que ter mais profundidade. O livro infantil não é só para crianças, ele é para todas as idades. Eu já vi vários adultos se emocionarem com meus livros e com outros. Porque eles também despertam a memória afetiva”, conta.
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