Projeto leva educação financeira às escolas públicas do DF e transforma hábitos de consumo de estudantes
“O projeto Mochila Financeira tem sido muito importante para mim, porque mudou a forma como tomo decisões de consumo. Antes, eu agia por impulso, motivada pela vontade imediata de comprar. Agora, reflito antes de qualquer compra para evitar gastos desnecessários”, conta a estudante Nathiely Oliveira dos Santos, de 15 anos, aluna do Centro Educacional Miguel Arcanjo, em São Sebastião, uma das oito escolas da rede pública que participaram da iniciativa de educação financeira ao longo de 11 meses. O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), Rafael Vitorino, destaca que o sucesso do projeto demonstra como a tecnologia e a gamificação podem ser aliadas poderosas na transformação da educação pública. “Ao alcançarmos mais de 1,3 mil alunos com ferramentas inovadoras, como o KedMobile e a moeda virtual Dinx, não estamos apenas ensinando matemática financeira, mas democratizando o acesso à qualificação tecnológica”, afirma. A iniciativa contemplou escolas públicas, especialmente nas regiões administrativas de São Sebastião, Gama, Paranoá, Planaltina, Lago Sul e Samambaia, além do Planetário de Brasília, com investimento superior a R$ 1,8 milhão e meta inicial de alcançar entre 800 e mil alunos. Entre as unidades atendidas estão o CEF São Bartolomeu e o CEF Miguel Arcanjo, em São Sebastião; o CEF 15 e o CED GT, no Gama; o CED PAD-DF e o CEF Buriti Vermelho, no Paranoá; o CEF 312, de Samambaia; e o CEF 04, no Plano Piloto. Ao longo do projeto, no entanto, foram registrados mais de dois mil acessos de membros da comunidade externa, o que ampliou o alcance do conteúdo também às famílias. “Iniciativas como esta são fundamentais para preparar nossos jovens para os desafios da economia moderna, garantindo que o conhecimento técnico e a consciência financeira caminhem juntos no desenvolvimento de um DF mais inovador e inclusivo”, conclui Rafael Vitorino. A grande inovação metodológica do Mochila Financeira foi o uso da gamificação por meio do aplicativo KedMobile App | Foto: Divulgação/Secti-DF Aprendizado As atividades desenvolvidas nas unidades de ensino integraram teoria e prática para consolidar o aprendizado em educação financeira. O cronograma incluiu palestras e aulas expositivas sobre conceitos fundamentais, como planejamento de custos, orçamento e a distinção entre necessidade e desejo no consumo consciente. Aliado ao ensino em sala, o projeto ofereceu monitorias para sanar dúvidas individuais, oficinas práticas para a simulação de organização de gastos e a elaboração de planos financeiros pessoais, nos quais os estudantes aprendiam a definir metas de curto, médio e longo prazo. A grande inovação metodológica do Mochila Financeira foi o uso da gamificação por meio do aplicativo KedMobile App. A plataforma disponibilizou 128 vídeos educativos e trilhas de aprendizagem divididas por níveis e séries, como o eixo de Empreendedorismo para o 8º ano. Na prática, os alunos utilizavam uma carteira digital para gerenciar a "Dinx", uma moeda virtual recebida para simular o cotidiano financeiro. O ápice dessa dinâmica ocorreu na Loja Educativa, um ambiente de comércio simulado onde os jovens aplicavam os conhecimentos em negociação, avaliação de preços e controle de recursos para adquirir produtos escolares ou itens virtuais. O ciclo de aprendizagem foi encerrado com a entrega de certificados, que reconhecem o desenvolvimento de competências essenciais para a gestão consciente de recursos das famílias atendidas.
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Mais de mil estudantes participam de workshop de educação financeira no DF
Mais de mil estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal participaram, nesta segunda-feira (9), da 3ª edição do Futuro em Conta, Workshop de Educação Financeira. O evento é idealizado pela Secretaria da Juventude (Sejuve-DF) e foi promovido em parceria com a Voga Investimentos. A iniciativa orienta jovens sobre planejamento financeiro, consumo consciente e organização das finanças pessoais. Durante o workshop, os estudantes tiveram contato com conceitos práticos de educação financeira, como organização do orçamento pessoal, planejamento de gastos e a importância de começar a investir com responsabilidade. Também foram apresentados exemplos de aplicações acessíveis para iniciantes, como Tesouro Selic, CDBs, LCI/LCA e poupança, além da explicação de como funcionam os investimentos, em que o investidor empresta dinheiro ao governo ou a bancos por um período determinado e recebe o valor de volta com juros. André Kubitschek: "Quando o jovem aprende a cuidar do próprio dinheiro, ele passa a ter mais autonomia para tomar decisões, planejar sua vida e construir um futuro com mais segurança" | Foto: Divulgação/Sejuve-DF Para o secretário da Juventude do DF, André Kubitschek, a educação financeira é um instrumento importante para ampliar as oportunidades da juventude. “A educação financeira é uma ferramenta de liberdade. Quando o jovem aprende a cuidar do próprio dinheiro, ele passa a ter mais autonomia para tomar decisões, planejar sua vida e construir um futuro com mais segurança”, destacou. A estudante Ana Clara Silva, 16 anos, ressaltou que a experiência proporcionou novos aprendizados a ela. “A gente quase não aprende isso na escola. Hoje eu entendi que saber cuidar do dinheiro é importante para conseguir realizar nossos planos no futuro”, afirmou. Com a nova edição, mais de 2 mil jovens de escolas públicas do DF já participaram das atividades do projeto, que busca incentivar hábitos financeiros saudáveis e preparar os estudantes para decisões financeiras mais conscientes ao longo da vida. *Com informações da Sejuve-DF
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Pesquisa traça impacto dos jogos de azar na população do DF
Com o objetivo de analisar os impactos dos jogos de azar na população que vive na capital do país, o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), em parceria com a Secretaria da Família (Sefami-DF), lança o estudo “Apostadores no Distrito Federal Diagnóstico comportamental e sociodemográfico”. A pesquisa identifica as modalidades de jogos praticadas, os motivos que levam as pessoas a fazerem apostas e os impactos sociais, financeiros e de saúde entre cidadãos maiores de 18 anos. Estudo foca os impactos dos jogos de azar na estrutura das famílias | Arte: IPEDF “Este estudo é fundamental para compreender um fenômeno que vem se intensificando e que possui impactos diretos na vida das famílias, especialmente no que se refere ao endividamento e à vulnerabilidade social” Manoel Barros, diretor-presidente do IPEDF O levantamento também avalia a percepção de pessoas que não participam dessas atividades. Os dados foram coletados por meio de questionários aplicados por pesquisadores uniformizados em locais de grande circulação, abrangendo todas as regiões administrativas do Distrito Federal. As informações, que permanecem sem identificação dos respondentes, foram analisadas segundo critérios como gênero e faixa de renda. “Os jogos de azar, especialmente no ambiente digital, deixaram de ser apenas uma prática recreativa e passaram a gerar impactos reais na vida das famílias, como endividamento, conflitos familiares e adoecimento emocional”, avalia o secretário da Família, Rodrigo Delmasso. “O estudo inédito nos permite compreender quem são os apostadores no DF, onde estão e como esse comportamento afeta a dinâmica familiar. Com dados técnicos, o GDF poderá formular políticas públicas preventivas, voltadas à educação financeira, à saúde mental e ao fortalecimento das famílias, protegendo especialmente os mais vulneráveis.” Políticas públicas Por sua vez, o diretor-presidente do IPEDF, Manoel Barros, afirma: “O IPEDF tem como missão produzir informações qualificadas para orientar a tomada de decisão no âmbito das políticas públicas. Este estudo é fundamental para compreender um fenômeno que vem se intensificando e que possui impactos diretos na vida das famílias, especialmente no que se refere ao endividamento e à vulnerabilidade social. Ao oferecer dados objetivos e territorializados, a pesquisa contribui para que o poder público atue de forma preventiva e baseada em evidências”. [LEIA_TAMBEM]Segundo a diretora de Estudos e Políticas Sociais do IPEDF, Marcela Machado, a pesquisa responde a uma demanda crescente por informações qualificadas sobre o tema. “Com a rápida expansão das plataformas de jogos online e o fácil acesso às apostas, torna-se fundamental produzir um diagnóstico consistente sobre o perfil dos apostadores e sobre as possíveis consequências desse hábito na vida financeira, social e na saúde da população”, aponta. “O estudo permite compreender melhor esse fenômeno no contexto específico do Distrito Federal e subsidiar políticas públicas que consigam dar conta da problemática que envolve as apostas”. O objetivo do estudo é compreender o comportamento, as motivações e o perfil sociodemográfico dos apostadores (considerando gênero, renda e faixa etária) com mais de 18 anos. Dados gerais indicam que, no Brasil, a maior parte dos apostadores em plataformas de bets concentra-se entre jovens de 16 a 34 anos, embora também haja um volume expressivo de apostas entre aposentados. A pesquisa constitui uma resposta direta ao crescimento do endividamento associado aos jogos de azar e contribuirá para a construção de um diagnóstico específico da realidade da capital federal. Veja os dados apurados. *Com informações do IPEDF
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Iniciativas do GDF para a juventude têm como foco inclusão e capacitação
Programas da Secretaria da Juventude (Sejuve-DF) têm marcado presença no âmbito da agenda voltada à capacitação e ao empoderamento da juventude; especialmente dos estudantes da rede pública e jovens em situação de vulnerabilidade. Programa Jovem Candango é uma das principais portas de entrada no mercado de trabalho | Foto: Divulgação/Sejuve-DF São iniciativas que focam educação financeira, inclusão digital, qualificação profissional e articulação com programas de inserção no mercado de trabalho. “A juventude precisa de oportunidades reais”, afirma o titular da Sejuve-DF, André Kubitschek. “Política pública precisa gerar impacto direto na vida das pessoas”. Dentre as ações da secretaria, o gestor destaca o workshop de educação financeira Futuro em Conta, criado com a meta de preparar os jovens para lidar com o dinheiro de forma consciente, abordando temas como planejamento financeiro, consumo responsável, definição de metas e noções básicas de empreendedorismo. Estudantes da rede pública e jovens em situação de vulnerabilidade são o foco. “Educação financeira é também uma ferramenta de autonomia, cidadania e transformação social”, enfatiza o secretário. “Nosso compromisso é garantir que todos os jovens, independentemente de onde moram, tenham acesso às políticas públicas” André Kubitschek, secretário da Juventude O programa Pró-Jovem Digital, por sua vez, é considerado estratégico para a inclusão da juventude do DF. Oferece capacitação em tecnologia, marketing digital, produção de conteúdo e abordagem de áreas ligadas à economia digital, preparando os jovens para um mercado cada vez mais conectado e competitivo. Na mesma linha funciona o programa Jovem Candango, uma das principais portas de entrada do jovem no mercado de trabalho, conectando experiência profissional, formação continuada e desenvolvimento pessoal. Formação, oportunidade e protagonismo juvenil são os fundamentos da secretaria, bem como a descentralização dos serviços. “Nosso compromisso é garantir que todos os jovens, independentemente de onde moram, tenham acesso às políticas públicas”, reforça André Kubitschek. Perspectivas [LEIA_TAMBEM]Para este ano, a Sejuve-DF planeja a expansão dos programas já iniciados, além da criação de novas ações voltadas ao primeiro emprego, ao empreendedorismo juvenil, à economia criativa, à formação de lideranças jovens e à educação financeira continuada. Também estão previstas iniciativas nas áreas de saúde emocional, cidadania e inovação social, além do fortalecimento de parcerias com a iniciativa privada, universidades, terceiro setor e parlamentares, por meio da proposição de emendas voltadas às políticas públicas de juventude. “A ideia é transformar essas ações em políticas públicas permanentes, com resultados duradouros”, lembra o secretário. “A Secretaria da Juventude está de portas abertas para ouvir, construir e caminhar junto com os jovens. A juventude de Brasília tem talento, criatividade e força. Nosso papel é abrir caminhos para que esse potencial se transforme em oportunidades reais.” *Com informações da Secretaria da Juventude
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Educação financeira ganha destaque na segunda edição do workshop Futuro em Conta
A Secretaria da Juventude do Distrito Federal (Sejuve-DF) realizou, nessa quarta-feira (19), a segunda edição do Futuro em Conta, um workshop de educação financeira voltado para jovens de 15 a 18 anos da rede pública de ensino. O encontro reuniu mais de 500 participantes no Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada e foi conduzido pelo secretário da Juventude, André Kubitschek, que ressaltou a importância da formação financeira e do empreendedorismo para os jovens brasilienses. “O Futuro em Conta une três pilares de suma importância: finanças, empreendedorismo e propósito. Todo mundo pode começar, independentemente de quanto tem hoje. Aproveitem a oportunidade deste workshop para adquirir conhecimento e desenvoltura financeira com os melhores profissionais do ramo”, recomendou André Kubitschek. Segunda edição do Futuro em Conta recebeu mais de 500 estudantes da rede pública do DF interessados em aprender sobre educação financeira e empreendedorismo | Foto: Divulgação/Sejuve-DF O treinamento contou com a presença da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, que enfatizou a relevância de iniciativas que promovem autonomia e preparação para o futuro da juventude brasiliense. Ela relembrou sua trajetória na escola pública para inspirar os jovens e incentivou o empreendedorismo digital, destacando áreas como comunicação e videomaker, que oferecem excelentes oportunidades e remuneração. Por fim, destacou que acreditar em si mesmo, estudar sempre e manter a fé são pilares fundamentais do sucesso, concluindo com o conselho bíblico de honrar pai e mãe como caminho para a prosperidade. [LEIA_TAMBEM]Lançado em outubro pela Sejuve-DF, o Futuro em Conta tem como objetivo fortalecer as competências financeiras dos jovens do Distrito Federal, oferecendo conteúdos práticos sobre planejamento financeiro, consumo consciente, orçamento pessoal, poupança, empreendedorismo e definição de metas econômicas. Na primeira edição, realizada em 24 de outubro, 200 jovens participaram do curso e receberam certificados emitidos pela Voga Investimentos. A certificação será replicada para os mais de 500 participantes presentes na quarta-feira. A próxima edição da iniciativa deve ampliar ainda mais o alcance, reunindo cerca de 1.000 jovens. *Com informações da Secretaria da Juventude (Sejuve-DF)
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Workshop de educação financeira mobiliza 200 jovens
A Secretaria da Juventude (Sejuve) lançou, nesta sexta-feira (24), o Projeto Futuro em Conta, um workshop de educação financeira para jovens que reuniu 200 adolescentes em situação de vulnerabilidade social, vindos de escolas públicas, abrigos e programas de acolhimento. Todos os participantes receberam certificado. Durante o workshop, o secretário da Juventude, André Kubitschek, declarou: “Nosso compromisso é oferecer ferramentas para que esses jovens possam sonhar, planejar e conquistar com responsabilidade” | Foto: Divulgação/Sejuve O encontro foi marcado por momentos de envolvimento e aprendizado, com os participantes demonstrando entusiasmo, curiosidade e disposição para absorver cada conteúdo apresentado. A atividade teve como objetivo estimular o protagonismo juvenil, por meio do conhecimento sobre planejamento financeiro, uso consciente do dinheiro e autonomia pessoal. [LEIA_TAMBEM]A iniciativa contou com o apoio técnico e pedagógico da Voga Investimentos, que disponibilizou sua equipe e material didático. Com uma metodologia acessível, a equipe conduziu o workshop de forma leve e prática, aproximando conceitos de economia e finanças da realidade dos jovens. A cada dinâmica, foi possível observar o interesse crescente dos participantes, que aproveitaram a oportunidade para fazer perguntas, compartilhar experiências e refletir sobre o futuro. “Investir em educação financeira é investir na liberdade e no futuro da juventude”, afirmou o secretário da Juventude, André Kubitschek. “Nosso compromisso é oferecer ferramentas para que esses jovens possam sonhar, planejar e conquistar com responsabilidade. A Sejuve acredita que conhecimento transforma realidades.” *Com informações da Secretaria da Juventude
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Projeto ensina na prática sobre uso consciente do dinheiro para estudantes da rede pública do DF
Uma fila de crianças ansiosas para usar os créditos obtidos pelas boas notas tiradas durante o bimestre encheu o pátio do Centro de Ensino Fundamental 03 de Planaltina (CEF 03) nesta terça-feira (15). Era o Dia da Vendinha, parte do projeto Caminho da Riqueza, que desenvolve uma dinâmica própria de pontuação e administração de recursos. A proposta, incentivada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), se destaca como um importante passo para formar adultos financeiramente conscientes ao ensinar crianças e adolescentes a lidar com o próprio dinheiro em tempos de altos índices de endividamento, por meio da educação financeira nas escolas públicas. No projeto Caminho da Riqueza, a maioria das disciplinas no CEF 03 de Planaltina vale um XEF, uma moeda própria. As notas dos boletins são colocadas em uma planilha e somadas, gerando créditos de acordo com o desempenho para a troca por produtos como chicletes e balinhas | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília O objetivo não é apenas ensinar os estudantes a fazer contas, mas a desenvolver uma mentalidade financeira saudável desde cedo. Para tornar o aprendizado ainda mais atrativo, a iniciativa conta com um sistema de moeda própria, chamada XEF. O valor é calculado de acordo com o desempenho do aluno em notas de cada disciplina do boletim bimestral e pode ser utilizado para comprar produtos dentro do CEF 03. O idealizador e professor responsável pelo projeto, Raphael Fernandes, destaca que as aulas de educação financeira vão além de guardar dinheiro ou pensar em investimentos. “O objetivo principal é mostrar como eles podem gerir a vida financeira, guardar dinheiro para conseguir coisas no futuro, entender sobre inflação, investimento e tudo mais. Introduzimos eles nesse universo para que, quando eles forem adultos e conseguirem de fato gerir o próprio dinheiro, eles lembrem desses conceitos e comecem a aplicar”, ressalta. “Às vezes eu coloco algo que eles não conseguem comprar de primeira. A ideia é fazer com que eles olhem aquilo com um objetivo de longo prazo", afirma o professor Raphael Fernandes, idealizador do projeto Caminho da Riqueza O projeto funciona desde 2023 e as aulas teóricas de economia financeira ocorrem no contraturno, dentro da disciplina Acompanhamento em Matemática. A maioria das disciplinas vale um XEF, que é um crédito para cada ponto. As notas dos boletins são colocadas em uma planilha e somadas, gerando créditos de acordo com o desempenho. Porém, há também um sistema de bloqueio, onde o estudante perde 25% do saldo em cada disciplina que ficar de recuperação. Ou seja, se ele ficar em quatro disciplinas ou mais, ele não tem direito a ganhar saldo. De acordo com o idealizador, é um mecanismo utilizado para fazer um controle de oferta de produtos e também para incentivá-los a ficar o mínimo possível de recuperação. A cada bimestre há uma contabilidade e distribuição de créditos para que eles possam usar em um dia específico. As crianças conseguem acessar desde produtos de bombonière, como pirulitos, chicletes e balinhas, mas também há artigos de papelaria, brinquedos e outros produtos colocados na vitrine com um valor maior agregado. “Às vezes eu coloco algo que eles não conseguem comprar de primeira. A ideia é fazer com que eles olhem aquilo com um objetivo de longo prazo, que seria até o fim do ano, para conseguirem comprar aquele item com um valor maior”, explica Raphael. O projeto é pensado com sustentabilidade financeira por meio de uma economia circular, onde o professor incentiva que os alunos tragam materiais recicláveis e os recursos são revertidos para o caixa do projeto, tornando a iniciativa autossustentável. Retorno lucrativo "Aprendi que não se deve gastar com coisas que não valem a pena", disse a estudante Maria Clara Scziegvski [LEIA_TAMBEM]A diretora da escola, Rita Cirlene Martins de Godoi, ressalta que o retorno dos alunos é sempre animado, cada um com seu caderninho preenchido com os valores obtidos. “Isso faz a diferença, eles podem economizar durante o ano e chegar no final do ano comprar uma coisa melhor. Eles gostam muito, se esforçam para ganhar esse dinheiro porque tem que ter nota e isso faz com que melhore bastante o desenvolvimento do aluno. E já começa a trabalhar a questão da autonomia, poupar, administrar o financeiro mesmo. É muito importante começar justamente nessa idade, primordial pelas descobertas. Eles já são pré-adolescentes, é a hora deles começarem a se organizar financeiramente”, observa. “Acho bem legal porque eu estudo bastante e controlo os gastos para conseguir comprar o que eu quero. Aprendi que não se deve gastar com coisas que não valem a pena”, declarou a estudante Maria Clara Scziegvski, de 12 anos. A estudante Nicole Alves de Oliveira, 12, reforça a fala da colega de classe: “antes, quando eu ganhava dinheiro, eu sempre gastava. Só que agora, toda vez que eu ganho, eu junto para poder comprar alguma coisa melhor. Se você quer alguma coisa que os seus pais não estão em condições de te dar, com o tempo você vai juntando e pode conseguir conquistar”. A pequena Eloisa Costa, também com 12 anos, já entende a importância de ter uma reserva de emergência. “Se você estiver precisando de uma coisa ali na hora, vai se arrepender de ter gastado aquele dinheiro e ficado sem nada”. Ela frisa, ainda, o incentivo que a dinâmica traz para o boletim escolar: “Motiva os alunos a querer estudar mais e ganhar a recompensa”.
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Mais de 8 mil mulheres já foram capacitadas sobre organização do lar pelo curso Protagonista da Casa
“Essas oportunidades são maravilhosas, acessíveis, eficientes e gratuitas. É transformador.” O depoimento é de Sandra Maria Rodrigues, 51 anos, moradora de Planaltina. Depois de décadas atuando como diarista, ela viu sua profissão ganhar novos rumos após participar da primeira etapa do projeto Protagonista da Casa, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF). O curso gratuito de organização do lar ensinou técnicas de limpeza, organização, otimização de espaços e valorização profissional. “Comecei a cobrar por hora, ganhei mais reconhecimento e aumentei minha renda. Hoje até ganho à parte para organizar armários no meu condomínio”, conta, animada, após se inscrever no segundo módulo do curso, voltado agora para a educação financeira. Com o curso Protagonista da Casa, Sandra Maria Rodrigues aprendeu novas oportunidades de aumentar a renda | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF O relato de Sandra ecoa entre as mais de 8 mil mulheres que participaram do primeiro módulo do projeto, que ofereceu o curso de organização do lar entre os meses de fevereiro e julho, em todas as regiões administrativas do DF. A capacitação, com duração de duas horas, foi ministrada por Barbara Porto, especialista em organização e gerenciamento doméstico, e chegou a reunir uma média de cinco turmas por semana — algumas cidades, como Planaltina, Gama, Sobradinho, Santa Maria e Estrutural, receberam mais de uma edição devido à grande procura. Impacto real e valorização profissional “O que mais me marcou foi ver o quanto essas mulheres passaram a valorizar o trabalho doméstico que realizam. Elas saem do curso com um novo olhar, mais ético e profissional sobre o próprio serviço, conseguem fazer cobranças justas e prestar um atendimento de maior qualidade. Isso transforma a autoestima e abre portas para ganhos melhores ou até para se tornarem personal organizers”, destaca a instrutora Barbara Porto. O curso gratuito de organização do lar ensinou técnicas de limpeza, organização, otimização de espaços e valorização profissional Idealizadora do projeto, a secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, reforça que a proposta vai além da capacitação técnica. “O Protagonista da Casa é sobre oportunidades, dignidade e autonomia. Estamos falando de milhares de mulheres que agora enxergam valor no que fazem, que se sentem capazes de empreender, de buscar uma renda melhor e de transformar suas histórias. Esse é o papel da política pública: mudar realidades com ações concretas e acessíveis”, afirma. Reconhecimento e empoderamento [LEIA_TAMBEM]Mulheres como Ginalva Ramos de Jesus, 53 anos, moradora do Paranoá e empregada doméstica no Lago Norte, viram no projeto a oportunidade de agregar valor ao trabalho que já realizam há anos. “Aprendi a importância de detalhes que eu nunca tinha pensado, como a organização correta das roupas de cama, dos panos de chão e dos espaços. Agora estou empolgada para aprender a lidar melhor com meu dinheiro, porque nessa parte eu sou muito ruim”, confessa, rindo. Ela já está participando da nova etapa do projeto, que começou neste mês de julho. Ao final de cada turma, todas as participantes receberam certificados de conclusão, reconhecendo sua dedicação e os novos conhecimentos adquiridos — mais um passo importante no processo de valorização e profissionalização dessas mulheres. Segunda etapa: educação financeira para a vida Com o sucesso da primeira fase, a Sejus deu início ao segundo módulo do projeto Protagonista da Casa, com foco no orçamento doméstico funcional, dicas de economia residencial, planejamento financeiro e administração de recursos. As aulas são ministradas pela consultora de finanças pessoais Andressa de Paula, que aposta em uma mudança de mentalidade. “Queremos que essas mulheres saiam com uma nova visão sobre o dinheiro. Muitas acham que não é importante falar disso, mas é essencial. A ideia é que, mesmo com pouco, elas aprendam a se organizar e comecem a poupar. Essa transformação começa pela consciência”, explica. O segundo módulo está sendo realizado de forma itinerante e vai retornar às regiões que já receberam a primeira edição, ampliando o impacto nas comunidades e fortalecendo o processo de autonomia e empoderamento das participantes. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF)
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Evento leva palestras e oficinas ao Centro de Educação de Jovens e Adultos
O Centro de Educação de Jovens e Adultos (Cesas) da Asa Sul promoveu de quarta (21) a sexta (23) a Semana da Educação para a Vida. A programação contou com palestras, oficinas, exibição de filmes e outras atividades. Participaram estudantes, servidores da coordenação regional de ensino do Plano Piloto, além de jornalistas e profissionais da saúde. Com o tema Fato ou Fake, a escola convidou profissionais da saúde para falar sobre vacinação e desinformação. Os estudantes participaram de oficinas sobre elaboração de currículo e entrevista de emprego, cyberbullying, gamificação do saber, grafite e busca por vagas de emprego no LinkedIn. O Cesas promoveu a Semana da Educação para a Vida com o tema Fato ou Fake | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF O evento contou com a apresentação de uma pesquisa sobre evasão escolar na Educação de Jovens e Adultos (EJA), exibição do curta-metragem Vida de Maria, além de oficinas gastronômicas com preparo de sorvete, sorbet, drinques, caviar molecular e pipoca, feitos com o auxílio de nitrogênio líquido. “Para a EJA, é muito importante abordar temáticas que impactam a vida dos estudantes em algum aspecto. Neste semestre, escolhemos o tema Fato ou Fake, promovendo palestras sobre educação financeira e cyberbullying”, destaca a vice-diretora do Cesas, Rita Roriz. “Todos eles são adultos, já estão inseridos no mercado de trabalho e, hoje em dia, com a internet, é mais fácil gastar pois existe o atrativo do consumo. Então, falar sobre educação financeira é essencial, até para que eles possam organizar o orçamento.” Educação financeira Educação financeira na prática foi o tema da palestra do analista de políticas públicas e gestão educacional da SEEDF, Heleno Albuquerque [LEIA_TAMBEM]O destaque da quinta-feira (22) foi a palestra Educação Financeira, ministrada pelos estudantes de Direito Heleno Albuquerque e Val Venâncio. Heleno é analista de políticas públicas e gestão educacional da Secretaria de Educação (SEEDF) e Val é funcionária pública do Banco do Brasil. “A ênfase de hoje é sempre a questão do consumo consciente, que você pelo menos tente gastar menos do que ganha. O importante também é tomar boas decisões, fazer pesquisa. Parte da educação financeira passa por isso também: tomar as melhores decisões para o seu bolso. Isso vai refletir no seu futuro”, disse Heleno Albuquerque. A palestra abordou formas de conhecer e defender os próprios direitos como consumidor de serviços financeiros, como fazer reclamações por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), e os canais disponíveis para contato com o banco (agências físicas, atendimento presencial, telefones, aplicativos, chats, redes sociais e e-mails). Também foram discutidos golpes virtuais e como evitá-los. A família da estudante do terceiro segmento da EJA Gabrielle Oliveira tem uma empresa: “Acho muito importante saber lidar com administração de finanças” Gabrielle Oliveira, de 20 anos, estudante do terceiro segmento da EJA, afirmou que adorou aprender mais sobre educação financeira na prática: “Minha família tem uma empresa, então acho muito importante saber lidar com administração de finanças. É algo que me faz falta”. *Com informações da Secretaria de Educação
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Parceria leva tecnologia para o Centro de Ensino Médio 804 do Recanto das Emas
Nesta sexta-feira (7), o Centro de Ensino Médio (CEM) 804 do Recanto das Emas recebeu uma visita especial de voluntários do programa Dia dos Voluntários Telefônica Vivo (DVT). Em uma experiência enriquecedora, o programa promoveu oficinas para os estudantes e a implementação de projetos na escola com direito a uma doação de equipamentos para a sala de robótica e espaço maker, uma sala multiúso, com equipamentos como impressora 3D, para realização de experimentos. A estudante Débora da Silva, 17 anos, aprovou a nova sala de robótica do CEM 804 do Recanto das Emas | Foto: Jotta Casttro/SEEDF A abertura do evento contou com a participação da coordenadora da Regional de Ensino da cidade, Mariana Ayres; da embaixadora do voluntariado Telefônica Vivo no DF, Kelly Fernandes, e do responsável pelo voluntariado Telefônica Vivo no DF, Rodrigo Junior, além de colaboradores e educadores. “Estamos muito felizes em contar com a parceria da Vivo para levar tecnologia de ponta para uma escola pública do Recanto das Emas. É um passo importante para promover a inclusão digital e estimular o aprendizado dos nossos alunos. Agradeço o apoio e estamos empolgados com as possibilidades que essa parceria poderá trazer para mais escolas aqui da região”, disse Mariana Ayres. Cerca de 370 voluntários ajudaram na implementação da sala de robótica, espaço maker, horta acessível e também nas oficinas de educação financeira, mídia digital, carreira, empreendedorismo, saúde e bem-estar, maquiagem, defesa pessoal e outras atividades que ocorreram ao longo do dia na escola. A sala de robótica da escola e o espaço maker são um presente para a comunidade escolar do CEM 804. O espaço recebeu um investimento de R$ 60 mil da Vivo para compra dos equipamentos de impressora 3D, modem, impressora a laser, material para marcenaria e outros equipamentos doados pela empresa de telefonia móvel e internet. A comunidade escolar do CEM 804 do Recanto das Emas participou da 20ª edição do DVT A estudante Débora da Silva Fragoso, de 17 anos, compartilhou sua admiração pela nova sala de robótica. “A robótica é uma paixão para mim. Estou feliz por ter novamente essa oportunidade na escola, pois participei de um projeto semelhante no 7º ano em outra escola e gostava muito. Quando vi que poderia dar continuidade nas aulas aqui no CEM 804, foi ainda melhor”, celebrou Débora. “Essa iniciativa vai abrir muitas portas para o nosso futuro”. O diretor do CEM 804, Luiz Moreira Cunha, ressaltou a importância da iniciativa para os alunos, destacando o impacto positivo na vida deles. “O programa Dia dos Voluntários Telefônica Vivo é uma oportunidade única para nossos estudantes expandirem seus horizontes e adquirirem novos conhecimentos. Estamos muito gratos pela parceria e pelo apoio que estão oferecendo à nossa comunidade escolar”, declarou o diretor. Conscientização Essa é a 20ª edição do Dia dos Voluntários Telefônica Vivo, que reúne 10 mil colaboradores no país. Uma ação inédita este ano foi unir o voluntariado à coleta de resíduos eletrônicos. Na mais recente iniciativa, a empresa mobilizou jovens de 25 instituições, sendo 18 escolas públicas, atendidas pelo programa de voluntariado. Em 30 dias, a ação recolheu mais de 15 toneladas de lixo eletrônico, como celulares, cabos, fones, teclados e monitores. A iniciativa envolveu escolas públicas e instituições em 10 estados, nas cidades de São Paulo (SP), Diadema (SP), Guarulhos (SP), Curitiba (PR), Vitória da Conquista (BA), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Boa Vista (RR), Rio de Janeiro (RJ) e Imperatriz (MA). Durante o período da gincana, as turmas de cada instituição competiram entre si. Os estudantes do CEM 804 arrecadaram cerca de 1,5 toneladas de lixo eletrônico. A sala com maior arrecadação de resíduos em cada escola, confirmada por meio de pesagem, será premiada com uma sessão de cinema com direito a pipoca e refrigerante. *Com informações da SEEDF
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