Fercal terá primeira creche pública
A governadora Celina Leão assinou, nesta sexta-feira (26), um acordo de cooperação técnica entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e empresas de cimento para a construção da primeira creche pública da Fercal. O termo foi firmado pela administração regional da cidade com as empresas Cimento Planalto - Ciplan S/A e Pedreira Contagem. Conforme o documento, a unidade de educação infantil será erguida exclusivamente com recursos privados, com fornecimento de materiais, maquinário e mão de obra. O acordo foi celebrado durante visita da chefe do Executivo à fábrica da Ciplan, localizada no km 2,5 da DF-205. Para ela, a parceria entre o governo e iniciativa privada é fundamental para atender aos anseios da população em quesitos como infraestrutura, geração de renda e emprego. “Hoje foi um dia de conhecer quem produz, quem trabalha e de receber essa doação da creche com muito carinho. A comunidade da Fercal fica muito feliz”, afirmou. “Hoje foi um dia de conhecer quem produz, quem trabalha, e de receber essa doação da creche com muito carinho. A comunidade da Fercal fica muito feliz”, declarou a governadora Celina Leão | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “Soubemos pelo responsável da empresa que há a possibilidade de ampliação daqui. Se isso acontecer, são mais de 600 milhões investidos e mais empregos sendo gerados. Isso é muito importante porque aqui tem um produto fundamental para as nossas obras, que é o cimento”, comentou Celina Leão, citando também uma possível parceria no processamento de resíduos. O pavimento rígido está presente nas vias mais movimentadas do DF, como a Estrutural e a Hélio Prates. Para viabilizar a construção da creche, cabe à Administração Regional da Fercal a disponibilização do terreno e a garantia do acesso das equipes das empresas durante a vigência da obra, assegurar a celeridade no licenciamento edifício e ambiental e a execução das obras de acabamento, já na fase final, após a entrega da estrutura base, assegurando as condições necessárias para o funcionamento pedagógico da unidade. O administrador regional da Fercal, Fernando Madeira, salientou que a cidade recebeu uma série de investimentos ao longo dos últimos anos, beneficiando os mais de 9 mil moradores. “Nos últimos sete anos e meio, foram mais de 100 obras entregues à população, pavimentação em frente às escolas rurais, agora vindo a construção da creche”, comemorou. O acordo foi celebrado durante visita da governadora à fábrica da Ciplan A visita à fábrica da Ciplan ocorreu após a inauguração de um trecho de 2,7 km da DF-205, que beneficia mais de 10 mil pessoas diariamente, além de facilitar o deslocamento de veículos pesados e o escoamento rural. Durante a solenidade, a governadora autorizou, ainda, a pavimentação de 1,7 km da DF-326, na comunidade Lobeiral, e a reforma do Centro Comunitário do Alto da Bela Vista. Prestes a completar 70 anos, em 11 de setembro deste ano, a Fercal ocupa área de 15.438,01 hectares e reúne mais de 9 mil habitantes. Dos moradores, mais de 50% são do sexo masculino e a idade média é de 30 anos. Os dados são da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) 2024.
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Com investimento de R$ 2,9 milhões, GDF leva asfalto ao acesso da escola do Incra 9
Estudantes, professores e moradores do Incra 9 passaram a contar, nesta segunda-feira (8), com um acesso asfaltado entre a BR-070 e a escola pública da comunidade, no Setor de Chácaras Alexandre Gusmão, em Ceilândia. Com investimento de R$ 2,9 milhões, a obra integra o Caminho das Escolas, programa do GDF voltado para a pavimentação de vias próximas a unidades de ensino em áreas rurais do Distrito Federal. Durante a entrega da obra, a governadora anunciou: “Já temos pedidos para outros dois trechos, que estão em elaboração, com o objetivo de concluir a pavimentação no Incra 8 e no Incra 9, com apoio de deputados e da bancada federal, que também destinou recursos” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Com mais uma rua pavimentada, avançamos no cercamento de toda essa área”, comemorou a governadora Celina Leão, que acompanhou a entrega da obra. “Já temos pedidos para outros dois trechos, que estão em elaboração, com o objetivo de concluir a pavimentação no Incra 8 e no Incra 9, com apoio de deputados e da bancada federal, que também destinou recursos. Esse é um esforço conjunto para garantir dignidade à população que vive no campo. Os alunos passam a chegar à escola com mais conforto, sem poeira ou lama, mesmo diante das duas estações bem marcadas da região, seca e chuva. A melhoria também preserva os ônibus e contribui para uma melhor qualidade de vida para todos.” Área rural Trecho da obra concluída liga a BR-070 à escola, atendendo diretamente a comunidade do Incra 9 A intervenção contemplou pavimentação, drenagem, sinalização horizontal e vertical e obras complementares no trecho de acesso à unidade de ensino. O trecho liga a BR-070 à unidade escolar e atende diretamente a comunidade do Incra 9, formada por estudantes, famílias, professores, trabalhadores da educação e moradores da área rural de Ceilândia. “Ações como essa mostram a força desse governo que não faz obra somente nas cidades, mas também na área rural, que tem uma carência muito grande”, pontuou o presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur Júnior. “E essa entrega é ainda mais importante quando é na porta de uma escola, com crianças que sofrem na seca e na chuva. Isso é, inclusive, uma questão de saúde para a comunidade escolar, que agora não lida mais com as doenças causadas pela poeira.” [LEIA_TAMBEM]A escola atende cerca de 500 estudantes. Pela manhã, recebe turmas da educação infantil e do ensino fundamental I; à tarde, alunos do ensino fundamental II; e, à noite, estudantes do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A obra faz parte do pacote de intervenções do Caminho das Escolas em Ceilândia. A emenda federal de bancada destinada ao conjunto de obras soma R$ 22,4 milhões e contempla também acessos a outras unidades de ensino da área rural. Caminho das Escolas O Caminho das Escolas foi criado para melhorar o deslocamento de alunos, professores e servidores da educação em áreas rurais. Segundo a Secretaria de Governo (Segov-DF), o programa já havia viabilizado 29,2 km de acessos pavimentados a escolas rurais desde 2020, com previsão de chegar a 42,9 km após a conclusão das obras em andamento. Andreia Gomes, que mantém uma ONG no local: “O asfalto fez muita diferença para a gente. A gente respirava poeira. Então, essa melhoria não beneficia só os alunos, mas também quem trabalha aqui” Moradora da região, Andreia Gomes, de 57 anos e mantenedora de uma ONG de proteção animal, destacou a importância da obra para a comunidade: “O asfalto fez muita diferença para a gente. Antes, com a passagem dos ônibus, havia muita poeira. A gente respirava poeira. Então, essa melhoria não beneficia só os alunos, mas também quem trabalha aqui. Há várias ONGs aqui na região, e foi muito importante para todos nós”. Eron Lopes, organizador de eventos: “Antes, o Incra 9 parecia uma região abandonada. Esse asfalto foi o que de melhor aconteceu para a comunidade. Trouxe dignidade para todos nós” Também morador do Incra 9, o organizador de eventos Eron Lopes, 60, também ressaltou o impacto da obra para a comunidade: “Antes, o Incra 9 parecia uma região abandonada. Era inadmissível ter uma escola tão próxima da rodovia e ainda em estrada de chão. Esse asfalto foi o que de melhor aconteceu para a comunidade. Trouxe dignidade para todos nós”. Escola Classe 15 Antes da entrega do acesso asfaltado no Incra 9, a governadora Celina Leão visitou a Escola Classe 15 de Ceilândia, única unidade da região que oferece ensino integral em tempo integral para cerca de 530 estudantes do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. “Em Ceilândia, muitas mães trabalham; então, com o ensino integral, elas podem deixar seus filhos em um lugar seguro onde estão aprendendo e se desenvolvendo” Mariângela Rolim, diretora da Escola Classe 15 de Ceilândia Com jornada de dez horas diárias e 530 alunos matriculados, a escola desenvolve projetos nas áreas de educação financeira, informática, esporte e cultura, além de acumular premiações em iniciativas pedagógicas e de alimentação escolar. A unidade também recebeu recentemente um novo parquinho, instalado após pedido feito por uma aluna à governadora. A diretora da Escola Classe 15 de Ceilândia, Mariângela Rolim, enfatizou o papel do ensino integral para a comunidade, tanto no desenvolvimento pedagógico e segurança nutricional das crianças quanto no apoio que oferece às famílias. “Quando a criança passa mais tempo na escola, ela tem mais tempo para se desenvolver”, avaliou. “Os projetos que temos, de horta, educação física e outros, potencializam a aprendizagem”, enumerou a diretora. “Nesse cenário, são os meninos que ganham, porque uma escola que atende crianças durante dez horas consegue atender as famílias também. Em Ceilândia, muitas mães trabalham; então, com o ensino integral, elas podem deixar seus filhos em um lugar seguro onde estão aprendendo e se desenvolvendo.” Na agenda, a governadora Celina Leão anunciou a construção de um vestiário para atender a comunidade escolar. Para a secretária de Educação, Iêdes Braga, esses espaços chegam em uma boa hora. “Com a construção dos vestiários feminino e masculino, essas crianças vão poder tomar banho”, lembrou. “Também vamos fazer uma parceria com a CEB que vai resolver o problema da rede elétrica das escolas, porque muitas unidades não suportam ar-condicionado e outras demandas”.
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Com investimento de R$ 12 milhões, Recanto das Emas terá dois novos Cepis
A governadora Celina Leão assinou, nesta quarta-feira (20), as ordens de serviço para a construção de mais dois Centros de Educação da Primeira Infância (Cepis) no Recanto das Emas. Com investimento contratual total de R$ 12.257.230,41, as creches serão erguidas na Quadra 201, Conjunto 13, Lote 1; e na Quadra 112, Conjunto 5-A, Lote 1. Cada unidade terá capacidade para acolher 188 crianças em período integral. “Hoje já temos um atendimento estruturado em rede e conseguimos zerar a fila por vagas em creche. Mas isso não pode gerar acomodação. Seguimos avançando com um modelo que combina o Cartão Creche e as unidades públicas, sempre com o objetivo de garantir vagas próximas às residências das famílias”, afirmou a chefe do Executivo. Celina Leão: "Hoje já temos um atendimento estruturado em rede e conseguimos zerar a fila por vagas em creche. Mas isso não pode gerar acomodação" | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília “Essas duas novas creches foram posicionadas de forma estratégica para atender regiões mais distantes. Além delas, já temos outras duas em construção. Ao todo, serão quatro novas unidades entregues, ampliando o acesso e garantindo que a população tenha uma creche perto de casa. Esse é o nosso principal objetivo.” A assinatura ocorreu na Quadra 112 e marca o início das duas obras. Os novos espaços seguem o projeto padrão “tipo 1” do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), modelo adotado para ampliar a rede de atendimento à primeira infância. A governadora também ressaltou que o próximo passo é ampliar a educação integral. “Isso só é possível porque começamos pela base. Não dá para falar em educação integral sem antes garantir o acesso à creche. Fizemos essa estratégia: zeramos a fila e agora vamos avançar para a próxima etapa”, completou. As duas unidades terão edificação térrea com dez salas de atividades, sala multiúso, direção, secretaria, sala de professores, solários, fraldários, lactário, sala de amamentação, refeitório, pátio coberto, cozinha, despensa, rouparia, lavanderia, vestiários e copa Na Quadra 201, o contrato prevê a construção de uma nova unidade, ao custo de R$ 6,19 milhões. O prazo de execução previsto é de 305 dias, contados a partir do recebimento da ordem de serviço pela empresa contratada. Já na Quadra 112, a ordem trata da execução do remanescente da obra, com contrato de R$ 6.067.230,41 e prazo de 300 dias para conclusão, também a partir do recebimento da ordem de serviço. As duas unidades terão edificação térrea com dez salas de atividades, sala multiúso, direção, secretaria, sala de professores, solários, fraldários, lactário, sala de amamentação, refeitório, pátio coberto, cozinha, despensa, rouparia, lavanderia, vestiários e copa para funcionários. A estrutura também contará com sanitários para alunos, professores e comunidade, além de banheiros acessíveis. Na área externa, os projetos incluem playground, estacionamento com vagas reservadas para pessoas com deficiência e idosos, espaço para embarque e desembarque, guarita, paraciclo, mastro de bandeiras, parquinho, pátio descoberto, duchas infantis, bancos, lixeiras, iluminação, horta escolar, canteiros e área verde com paisagismo. Calçadas, desníveis e demais acessos seguem parâmetros de acessibilidade. "A determinação da governadora é que possamos fazer obras cada vez mais econômicas, mais funcionais e mais rápidas. Tenha certeza de que nós vamos nos dedicar" Fernando Leite, presidente da Novacap O presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Fernando Leite, ressaltou o padrão dos projetos e a orientação para reduzir custos e prazos sem comprometer a estrutura das unidades: “São creches de 1,5 mil m², com todos os recursos, exatamente dentro desse padrão que está sendo feito. A determinação da governadora é que possamos fazer obras cada vez mais econômicas, mais funcionais e mais rápidas. Tenha certeza de que nós vamos nos dedicar.” A secretária de Educação interina, Iêdes Braga, destacou a ampliação da oferta na educação infantil como um avanço importante para o desenvolvimento dos estudantes. “Para nós, é uma grande alegria ampliar, a cada dia, a oferta educacional, especialmente nessa etapa da educação infantil. Existe um princípio muito importante: investir na primeira infância é investir no futuro. Quando garantimos esse cuidado desde a creche, formamos cidadãos mais preparados e mais envolvidos com seus projetos de vida”, afirmou. Iêdes Braga: "Quando garantimos esse cuidado desde a creche, formamos cidadãos mais preparados e mais envolvidos com seus projetos de vida" Segundo ela, as novas unidades representam um avanço concreto para a região. “Essas ordens de serviço trazem a certeza de que vamos atender 188 crianças na unidade da Quadra 101 e outras 188 na Quadra 201. É um resultado muito significativo”, destacou. “Hoje já temos mais vagas do que procura em creches, mas ainda há a questão da localização. Muitas vezes, a vaga existe, mas não está próxima da residência. Por isso, o governo e a Secretaria de Educação seguem trabalhando para levar essa oferta cada vez mais perto das famílias que precisam desse atendimento”, completou. Esforço educacional A ampliação da rede de educação infantil tem sido uma das frentes do GDF para atender crianças desde os primeiros anos de vida e apoiar a rotina das famílias. Desde 2019, o governo construiu e inaugurou 28 Cepis em diferentes regiões administrativas, além de ampliar o atendimento por instituições parceiras e pelo Cartão Creche. No Recanto das Emas, a rede pública voltada à primeira infância foi ampliada recentemente com a inauguração do Cepi Seriema, na Quadra 109, com capacidade para 188 crianças em período integral. As duas novas ordens de serviço de hoje reforçam a expansão da oferta de vagas em uma das regiões com demanda constante por equipamentos públicos de educação infantil. A aposentada Eda Maria Quaresma expressou o agradecimento das mães com a nova creche na cidade: “Fiquei muito alegre porque tem muita criança precisando, é um investimento muito bom aqui na 112. É muito bom ser um período integral, porque tem muita mãe que não trabalha por não ter com quem deixar as crianças. Então desenrola a vida das mães”. Daniele Rocha comemorou que a obra "saiu do papel" e previu "um futuro bom, maravilhoso para as crianças" Para a autônoma Daniele Rocha, a obra é um ganho para toda a comunidade. “Saiu do papel, né? Ficamos satisfeitos, porque é isso que a gente precisa. Vai ser um futuro bom, maravilhoso para as crianças”, ressaltou. Mobilidade urbana Durante a assinatura das ordens de serviço para a construção de duas novas creches no Recanto das Emas, a governadora Celina Leão também destacou avanços nos estudos de mobilidade urbana no Distrito Federal, incluindo o projeto de expansão do Metrô. Segundo ela, está em andamento o estudo de viabilidade técnica para uma nova linha que deve sair do final da Asa Sul e seguir pelo Gama, Santa Maria e Recanto das Emas. [LEIA_TAMBEM]“A EPNB já conta com estudos de modal e de melhorias na rodovia, e, no caso do metrô, já contratamos o estudo de viabilidade técnica. Assim que ele for concluído, vamos avançar para a licitação da obra”, ressaltou. Celina Leão destacou que o modelo previsto pode facilitar a execução. “Trata-se de um metrô de superfície, sem necessidade de grandes escavações, o que reduz custos e o tempo de obra, além de minimizar intervenções. Isso vai permitir ampliar a mobilidade e melhorar o trânsito no DF”, disse. Além disso, a chefe do Executivo mencionou outros projetos em estudo, como a implantação de um VLT ao longo da Hélio Prates, ligando regiões como Ceilândia e Taguatinga ao sistema metroviário, e ações de modernização, como a aquisição de novos trens e a expansão das linhas existentes.
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Pedagogos fortalecem aprendizagem e inspiram estudantes na rede pública do Distrito Federal
Nesta quarta-feira (20), comemora-se o Dia Nacional do Pedagogo, profissional essencial na formação e transformação da vida de crianças, jovens e adultos. Na rede pública de ensino do Distrito Federal, 18.751 profissionais desta área atuam na promoção do desenvolvimento educacional, como professores efetivos, temporários e pedagogos-orientadores educacionais que contribuem diretamente para o fortalecimento da aprendizagem e da gestão pedagógica nas escolas. Andrea Costa e Silva, coordenadora pedagógica da EC 308 Sul, acompanha o interesse pelo curso de pedagogia nos alunos: “Você não consegue dizer até onde vai sua influência, mas, quando eu vejo que eles estão escolhendo a mesma profissão que eu, penso que alguma coisa boa eu fiz” | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF Há 13 anos na Secretaria de Educação (SEEDF), Andrea Costa e Silva é coordenadora pedagógica da Escola Classe (EC) 308 Sul e foi a vencedora do prêmio Docente Empreendedor 2025, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) DF, com o projeto “Integrando a inteligência artificial à prática pedagógica: um novo olhar para a educação”. Projetos desenvolvidos na EC 308 Sul estimulam nos estudantes o prazer pela leitura Na unidade escolar, Andrea coordena o projeto Leitura Prazer, trabalhando com estudantes do 2º e 3º ano do ensino fundamental. “A intenção é que eles gostem de ler, que a leitura não seja aquela coisa condicionada a fazer um teste, um texto; depois de um tempo, eles começaram a trazer os próprios livros”, relata. Em outro projeto da escola, o Sacola Literária, toda sexta-feira os estudantes levam um livro para casa e depois precisam responder a uma fichinha sobre o material selecionado. Já no Leitura Prazer, a pedagoga trabalha normalmente com dois livros: Feiurinha, de Pedro Bandeira, e O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, histórias sobre as quais são exibidos filmes para os estudantes. Mas outros livros da biblioteca também são escolhidos pelos alunos, assim como eles mesmos trazem de casa. Retorno positivo e influência Bela Barbalho e Catarina Mazzola, participaram de projetos de leitura e de tecnologia desenvolvidos na Escola Classe 308 Sul Bela Barbalho e Catarina Mazzola, ambas com dez anos e estudantes do 5º ano, foram alunas de Andrea em 2023 e em 2024 na EC 308 Sul. Bela participou do projeto de leitura, e Catarina, além desse, desenvolveu atividades no projeto de tecnologia. “No livro você consegue imaginar do seu jeito; cada um tem um jeito diferente de imaginar”, afirma Bela. “Esse projeto me engajou mais a ler; antes eu nem gostava muito, agora melhorou bastante minha leitura, eu presto atenção no livro.” 900 mil Número aproximado de alunos matriculados em cursos de pedagogia no Brasil Catarina, por sua vez, identificou-se com um projeto que permite, a partir de um prompt de comando, criar seu próprio personagem virtual: “No de tecnologia, o que eu mais gostei foi quando nós criamos o avatar da gente, um autorretrato. Achei muito legal”. Segundo o levantamento mais recente do número de matrículas no curso de pedagogia, a graduação está entre as dez mais buscadas pelas pessoas que ingressam no nível superior de educação, com cerca de 900 mil alunos matriculados nas faculdades. Esses dados correspondem ao Censo da Educação Superior 2024, divulgado em setembro de 2025 pelo Instituto Anísio Teixeira (Inep), indicando que a carreira está em ascensão. Andrea Costa e Silva se entusiasma: “Você não consegue dizer até onde vai sua influência, mas, quando eu vejo que eles estão escolhendo a mesma profissão que eu, penso que alguma coisa boa eu fiz”. Data comemorativa dos profissionais O dia 20 de maio passou a ser a data de homenagem aos pedagogos após a publicação da Lei nº 13.083/2015. O objetivo é promover a discussão sobre o papel da família e da escola no desenvolvimento das pessoas, principalmente de crianças. A discussão inclui a delimitação das responsabilidades de cada meio e, ao mesmo tempo, cria alternativas para oferecer um ensino de qualidade e humano. [LEIA_TAMBEM]O pedagogo tem sua atuação ligada à educação infantil e fundamental, atuando como gestor de processos educativos de sistemas e de instituições de ensino, editoras e órgãos públicos e privados que produzem e avaliam programas e materiais didáticos para o ensino presencial e ensino a distância. Sua atribuição central é a docência na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, que requer sólidos conhecimentos sobre os fundamentos da educação, sobre o desenvolvimento histórico e as relações com diversas áreas, assim como sobre estratégias para a internalização do conhecimento pedagógico em ambiente escolar. O profissional da pedagogia que atua como orientador educacional desempenha papel estratégico nas unidades escolares ao acompanhar trajetórias estudantis em todas as etapas e modalidades da educação básica, viabilizar o trabalho coletivo, criar e organizar mecanismos de participação em programas e projetos educacionais, fortalecendo o vínculo entre escola e famílias e apoiando ações de inclusão, mediação de conflitos e desenvolvimento socioemocional. *Com informações da Secretaria de Educação
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Primeira creche pública da Estrutural é inaugurada com investimento de R$ 3,7 milhões
A população da Estrutural ganhou, nesta terça-feira (14), a primeira creche pública da região: o novo Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi). Construído com investimento de R$ 3.766.683,94, o Cepi Baru, no Setor Leste, põe fim a uma espera de anos para os mais de 38 mil habitantes da cidade. As instalações contam com cinco salas de aula e capacidade para acolher cerca de 100 crianças. Presente na solenidade de inauguração, a governadora Celina Leão destacou a ampliação da rede pública de educação infantil e o impacto do novo espaço na rotina das famílias da Estrutural. "Estou muito feliz, porque as mulheres como eu sabem o que é ter uma creche perto de casa. Essa unidade atende de 3 meses de idade até 3 anos. É uma estrutura que não perde para nenhuma creche particular. E isso é motivo de grande orgulho", comemorou. Segundo Celina, os investimentos em educação na cidade da Estrutural continuam: “Nós estamos com duas ordens de serviço que eu vou assinar. Estou arrumando orçamento para mais duas escolas. Uma escola que vai atender todas as etapas e outra só de ensino médio”. "É uma estrutura que não perde para nenhuma creche particular. E isso é motivo de grande orgulho", comemorou a governadora Celina Leão | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília Com 1.102,74 m² de área construída, o Cepi Baru foi projetado para atender crianças de até 3 anos. A estrutura tem sala multiuso, fraldário, lactário, salas administrativas, sanitários, cozinha, refeitório e playground. A área externa inclui gradil, portões, muro, calçadas, rampas, estacionamento, canteiros, paisagismo, bancos, postes de iluminação, paraciclo, mastros de bandeiras, lixeiras e reservatório de água. A secretária de Educação interina, Iêdes Soares Braga, ressaltou a importância da ampliação do atendimento em creches, sobretudo em cidades com maior demanda por vagas. “Nosso propósito é levar atendimento a diversas regiões, para facilitar também o acesso às mães, que é tão importante, porque a primeira infância é — e deve continuar sendo — uma prioridade de qualquer governo, e a gente tem isso como meta”, reforçou. “Nosso propósito é levar atendimento a diversas regiões, para facilitar também o acesso às mães, que é tão importante, porque a primeira infância é e deve continuar sendo uma prioridade de qualquer governo, e a gente tem isso como meta”, afirmou a secretária de Educação interina, Iêdes Soares Braga A Estrutural é vinculada à Regional de Ensino do Guará. Para a coordenadora de educação da região, Karine Rodrigues, a inauguração mostra o empenho do GDF em zerar as filas de creches. “É uma alegria trazer esse aparelho público para essa comunidade, que precisa tanto, e aumentar o atendimento para a nossa população. Nós planejamos iniciar o chamamento das crianças já na próxima semana”, destacou. O Cepi Baru atende a uma demanda antiga da Estrutural. A entrega se soma à expansão da rede de educação infantil no Distrito Federal desde 2019. De lá para cá, o GDF construiu 28 Cepis em diferentes regiões administrativas, em uma política de ampliação de vagas para crianças de até 5 anos. Entre as inaugurações mais recentes estão o Cepi Seriema, no Recanto das Emas, e o Cepi Uruçu, no Riacho Fundo, entregues neste mês. Famílias da cidade “É muito bom, porque não é em qualquer pessoa que a gente pode confiar. Então, ter uma creche para nossos filhos é bom demais”, celebra a atendente de pastelaria Andressa Pereira dos Santos A abertura do Cepi representa mais apoio à rotina de quem precisa conciliar o cuidado com os filhos e o trabalho. “É muito bom, porque não é em qualquer pessoa que a gente pode confiar. Então, ter uma creche para nossos filhos é bom demais”, afirma a atendente de pastelaria Andressa Pereira dos Santos, de 22 anos, mãe do pequeno Diego, de 2. “Vai sobrar mais dinheiro e vou ter mais tempo para mim. Vai me ajudar bastante”, comemorou.
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Nova Escola Classe 425 amplia oferta de vagas e transforma rotina escolar em Samambaia
Há três meses, a comunidade escolar de Samambaia comemorou a entrega da nova estrutura da Escola Classe (EC) 425. Com investimento de R$ 14 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF), a antiga “escola de lata” deu lugar a um prédio moderno, acessível e adequado às necessidades pedagógicas dos estudantes. A unidade, que funcionava em instalações provisórias desde 1991, agora atende 700 alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, um aumento em relação aos 600 que havia antes. Capacidade atual da escola é de aproximadamente 700 estudantes; direção manteve turmas reduzidas para garantir o atendimento a alunos atípicos | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Essa ampliação é muito significativa, porque muitas famílias antes não conseguiam matricular os filhos aqui e precisavam se deslocar para outras regiões; agora, com a nova estrutura, conseguimos atender mais crianças e facilitar a vida dessas famílias” Liliene de Souza, diretora da EC 425 Segundo a diretora da unidade, Liliene de Souza, a nova estrutura representa uma conquista esperada há mais de três décadas. Ela conta que a antiga escola havia sido construída de forma provisória, com blocos de madeira e apenas um pavimento térreo. “Se considerarmos turmas com 30 estudantes, poderíamos atender aproximadamente 1.100 crianças; entretanto, mantemos diversas turmas reduzidas para garantir o atendimento adequado aos nossos estudantes atípicos”, explica a gestora. “Por isso, neste momento, nossa capacidade é de cerca de 700 estudantes.” Estrutura reforçada A escola recebe estudantes da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, da faixa etária dos 4 aos 11 anos. O número de salas aumentou de 15 para 18, o que permitiu abrir cerca de 100 novas vagas. “Essa ampliação é muito significativa, porque muitas famílias antes não conseguiam matricular os filhos aqui e precisavam se deslocar para outras regiões; agora, com a nova estrutura, conseguimos atender mais crianças e facilitar a vida dessas famílias”, ressalta Liliene. Uma quadra de esportes coberta faz parte das novas aquisições da escola Além do aumento de salas de aula, a escola também recebeu quadra de esportes coberta, laboratórios, biblioteca, auditório e estacionamento. Uma das professoras do espaço, Lannuccia Borges, conta que a mudança estrutural da unidade representa uma verdadeira virada de página. Ela relata que trabalha na escola há quatro anos, mas apenas neste ano pôde lecionar em um prédio novo e adequado. Antes da reforma, a realidade era muito diferente. “Tínhamos uma estrutura bastante precária, que dificultava o nosso trabalho pedagógico e também a aprendizagem das crianças”, afirma. “Não basta o professor planejar e querer fazer um bom trabalho se não houver condições adequadas para isso.” A docente lembra que o termo “escola de lata” surgiu pela precariedade da antiga construção: “Eram janelas quebradas, portas que não fechavam, tetos que caíam quando chovia. As crianças tinham medo, e nós, professores, também, mas precisávamos demonstrar coragem para acolhê-las da melhor forma possível”. Nova realidade Elisete Pereira, professora e mãe de ex-alunos da EC 425 de Samambaia: “A estrutura atual é excelente, até melhor do que muitas escolas particulares” Mãe de ex-alunos da EC 425 de Samambaia, a professora Elisete Pereira descreve o sentimento de impotência diante do cenário antigo. “Era muito triste ver meu filho estudando em um lugar sem segurança, sem conforto, sem uma quadra de esportes, sem espaços adequados”, lembra. “As salas eram quentes, pequenas e mal ventiladas. Como mãe, a gente quer o melhor para os filhos, e era doloroso saber que eles não tinham acesso a uma escola com estrutura digna. Muitas mães compartilhavam esse mesmo sentimento de tristeza e preocupação.” A professora Lannuccia Borges elogia a estrutura do novo prédio: “Quando uma criança é acolhida em um espaço apropriado, ela tem mais condições de aprender” Hoje, ela vive a realidade completamente diferente da nova EC 425, e com um vínculo ainda mais forte, agora como professora. “A estrutura atual é excelente, até melhor do que muitas escolas particulares”, comemora. “Temos acessibilidade para cadeirantes, refeitório, biblioteca, salas amplas e arejadas. É um ambiente acolhedor, bonito, pensado para o aprendizado e o bem-estar das crianças”. Impacto Segundo Lannuccia Borges, a nova estrutura interfere diretamente no aprendizado. “Quando uma criança é acolhida em um espaço apropriado, ela tem mais condições de aprender”, pontua. “Cada aluno tem seu tempo, mas se o ambiente oferece conforto e recursos, o desenvolvimento é muito mais significativo.” [LEIA_TAMBEM]Com a nova estrutura, os benefícios não se limitam aos alunos. “Estamos todos mais motivados, gestão, coordenação e docentes”, afirma a professora. “Hoje temos salas amplas, arejadas, com armários, televisões e espaços adequados para projetos. Antes, chegávamos e não conseguíamos abrir o armário porque estava estragado. Agora, tudo funciona. Isso nos dá vontade de planejar mais, de inovar nas aulas”. Com obras coordenadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), agora o novo espaço conta com uma área total construída de 4.464,82 metros quadrados, para oferecer mais conforto e qualidade no ensino das crianças. São 18 salas de aula, laboratórios de informática e artes, biblioteca, auditório, refeitório, cozinha, depósito, área de recreação, parquinho e sanitários. A escola tem ainda 30 vagas de estacionamento e uma quadra coberta de 768 metros quadrados. A aluna Beatriz Fonseca, de 10 anos, também comemora o novo espaço de aprendizagem. Entre os novos espaços, ela conta o que mais chama atenção: “A biblioteca, o refeitório e os banheiros. Dá mais gosto vir para uma escola assim, maravilhosa”.
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Cepi Tucano alivia rotina de famílias e promove o desenvolvimento de crianças em Planaltina
A feirante Mirella Duarte trabalha das 7h às 17h. Em meio à rotina de mãe e trabalhadora, ela vê o Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) Tucano, em Planaltina, como o apoio necessário para conciliar o trabalho dela com a educação e o desenvolvimento psicomotor do filho. Antes do Cepi, Mirella só tinha uma opção para manter a renda e cuidar do menino. “Sem creche, eu levava ele comigo para a feira e precisava que ele ficasse quietinho”, relata. Entre caixas, clientes, pesagem e mercadoria, o celular virou a distração necessária para que a criança a deixasse trabalhar. “Eu o deixava se distraindo com a tela para atender o público. Depois percebi que isso estava atrasando o desenvolvimento dele.” Segundo ela, o filho apresentou atraso na fala por causa do excesso de telas. Mirella Duarte: "Antes e depois da creche são dois mundos. Ele fala mais, interage, aprende. Para nós, mães, isso é um acalento" | Fotos: Agência Brasília O menino está no segundo ano no Cepi Tucano, recebe cinco refeições ao dia, convive com outras crianças e teve acompanhamento por meio do Projeto Legado, parceria da creche com equipe de fonoaudióloga e assistente social. Mirella conta que a evolução dele foi notória. “Antes e depois da creche são dois mundos. Ele fala mais, interage, aprende. Para nós, mães, isso é um acalento. A gente deixa aqui com confiança e vai trabalhar em paz”, afirma. “É um divisor de águas. Entrego meu filho e trabalho tranquila sabendo que ele está bem cuidado”, acrescenta. “Não tenho nada a reclamar. É sério, organizado e acolhe meu filho com carinho. O atendimento com fonoaudióloga pelo Projeto Legado deu resultado. Hoje vejo a evolução dele”, comenta. A história de Mirella não é um fato isolado. Inaugurado há pouco mais de dois anos, o Cepi Tucano vem mudando a rotina de mães, pais e crianças da região. O espaço atende a 198 crianças de quatro meses a 3 anos, em tempo integral, com jornada das 7h às 17h. Os alunos estão distribuídos em dez turmas. Investimento, estrutura e acolhimento A unidade é resultado do investimento de R$ 4,1 milhões da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O prédio segue modelo padrão tipo 1, com 4,7 mil m² de área total e 1,3 mil m² de área construída. São dez salas, lactário, pátio coberto, cozinha, refeitório, solário, secretaria, direção, almoxarifado, playground, parquinho, sala de professores, rouparia, lavanderia, despensa, banheiros e estacionamento. O diretor Ademar Luiz Nascimento conta que acompanha a chegada das crianças diariamente. “Eu mesmo fico no portão acolhendo cada criança e cada pai. É quando conheço a família e ouço o retorno sobre o trabalho do Cepi”, afirma. O trabalho no Cepi Tucano vai além da educação formal e inclui acolhimento das famílias A unidade tem 43 funcionários, entre eles 10 professoras e 18 monitoras. Os berçários 1 e 2 e os maternais 1 contam com duas monitoras e uma professora; nos maternais 2, atuam uma professora e uma monitora. Segundo o diretor, o impacto na comunidade é visível. “Os pais precisam trabalhar e, muitas vezes, não tinham onde deixar os filhos com segurança. O Cepi veio em boa hora”, afirma. Ele explica que a entrada de alunos é feita exclusivamente por encaminhamento da Regional de Ensino, após cadastro pelo número 156. Ao concluir o maternal 2, as crianças são direcionadas a escolas indicadas pela rede pública. Mudança concreta na vida das famílias Felliane Almeida fala dos progressos do filho no Cepi Tucano e do carinho da equipe: “Ele sente saudade da ‘tia’ no fim de semana. Isso só acontece porque ele recebe amor aqui dentro" A fotógrafa Felliane Almeida matriculou o filho mais velho no Cepi Tucano quando ele tinha 11 meses. Para ela e o marido, a creche se tornou peça essencial na vida da família. “É o terceiro membro do nosso casamento”, brinca. Com a chegada da filha bebê, a intenção é repetir o caminho. “Eu pretendo que a Antonella venha para cá, porque o desenvolvimento do meu primeiro filho foi muito bom. Tanto cognitivo quanto a interação com outras crianças. Foi essencial”, avalia a mãe. Felliane ressalta que, além de cuidado técnico, existe vínculo afetivo. “A gente precisa, mas também gosta. Ele chega em casa com coisa nova, com música nova. Ele sente saudade da ‘tia’ no fim de semana. Isso só acontece porque ele recebe amor aqui dentro.” [LEIA_TAMBEM]Para Felliane, o progresso do filho no Cepi veio em etapas marcantes. “O João deu os primeiros passos aqui. O desfralde começou aqui. Ele perguntava pela professora, pelos colegas. Criou vínculo mesmo.” A confiança no atendimento também pesa na decisão de matricular a caçula. Para Felliane, qualidade profissional e afeto caminham juntos. “Eles entregam carinho. A gente sabe o que acontece, tem retorno. É suporte, é educação e é amor”, enumera.
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Hospital da Criança de Brasília mantém a continuidade dos estudos na rotina de crianças internadas
Para as crianças que enfrentam longos períodos de internação, há um desafio de manter a rotina escolar. No Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), o esforço é grande para garantir que a doença não signifique a perda da educação escolar, mesmo que o atendimento traga limitações. Esse trabalho de levar o ensino escolar para dentro do ambiente hospitalar é amparado por uma portaria entre as Secretarias de Educação e de Saúde do DF, que garante a atuação de professores da rede pública no hospital. Atualmente, o Hospital da Criança de Brasília conta com duas professoras cedidas pela Secretaria de Educação; elas atendem crianças em tratamento oncológico matriculadas na rede pública do Distrito Federal nos primeiros anos, contemplando a educação infantil e o ensino fundamental, do 1° ao 5° ano. Amanda Cruz é uma dessas professoras e explica a abordagem inicial que fazem com os pacientes: “Fazemos as visitas nos leitos, pegamos as informações da escola, os dados do estudante, o nome, a série e a turma, e o contato da escola também. Depois, entramos em contato com a instituição de ensino e solicitamos que encaminhem as atividades e os conteúdos que a criança está aprendendo naquele período”. Stephanny Silva, de 10 anos, vê nas aulas um caminho para o futuro: “Quando crescer, quero ser médica de crianças e delegada” | Fotos: Ana Carolina Magela Com esse envio, as professoras garantem que as crianças não percam a continuidade pedagógica. As atividades são impressas e realizadas no leito ou, quando a condição clínica e as precauções de contato permitem, em uma sala separada, permitindo a realização das atividades em pequenos grupos. “Depois, na alta hospitalar do aluno, devolvemos as atividades para a família e encaminhamos o relatório para a escola, dizendo quais foram as habilidades e os conteúdos que a criança aprendeu, o que ela deu conta e o que não deu”, conta a professora. [LEIA_TAMBEM]A psicopedagoga do HCB Patrícia Lamounier reforça que o foco principal são os pacientes da oncologia devido ao longo tempo de afastamento escolar. “Hoje, é o maior número de pacientes que nós temos que são afastados da escola; eles estão em tratamento e não podem ir para a escola presencialmente. Para quem não está matriculado ou é de outro estado, nós tentamos fazer apenas um acompanhamento, vemos a faixa etária da criança e observamos as habilidades que ela tem. Não alfabetizamos, mas tentamos apresentar aquilo que contempla o Currículo em Movimento”, afirma. Para as famílias, esse suporte pedagógico é um divisor de águas. Lorrany da Silva, mãe de Luna Alves, de 5 anos, observa que isso transforma a percepção da filha sobre o hospital. “Acho muito bom esse suporte para as crianças que estudam e não têm como comparecer à escola, é um desenvolvimento importante. A Luna gosta tanto que, às vezes, ela fica no quarto esperando e pergunta: ‘A professora não vem me visitar?’. Eu explico os dias certos, mas ela sente falta. As aulas distraem a mente da criança, elas ficam menos entediadas”, diz Lorrany. A pequena Luna Alves, de 5 anos, aguarda ansiosamente a visita dos professores durante a semana Além de manter o aprendizado em dia, o acompanhamento escolar evita o sentimento de exclusão quando o paciente retorna à sua rotina fora do hospital. Denise Silva, mãe de Stephanny Silva, de 10 anos, relata que o serviço impede que a filha se sinta “perdida” ao voltar para a escola. “Só de ter ensino, já é uma alegria. As professoras vêm no quarto, tiram dúvidas e ajudam a Stephanny. Antes, quando ela voltava para a escola, ficava perdida e perdia muita matéria. Eu e o pai dela não tínhamos tempo para ensinar tudo. Agora, como ela é acompanhada pedagogicamente aqui no Hospital, quando sai ela consegue acompanhar o que está aprendendo na sala de aula”, afirma Denise. Stephanny já faz planos para o futuro e vê nas aulas um caminho para seus sonhos: “Minha matéria favorita é português, mas também gosto de ciências, de estudar o corpo humano. Quando crescer, quero ser médica de crianças e delegada”. “Minha matéria favorita é português, mas também gosto de ciências, de estudar o corpo humano. Quando crescer, quero ser médica de crianças e delegada” Stephanny Silva, de 10 anos Quando há casos da escola não enviar o material ou de pacientes não estarem matriculados na rede pública do DF, as professoras utilizam um banco próprio de atividades e consultam o Currículo em Movimento, um documento da Secretaria de Educação com conteúdos pedagógicos que as crianças, de acordo com o ano escolar de cada uma, estariam aprendendo. O atendimento no HCB inclui também a Educação Especial, adaptando as atividades conforme as necessidades específicas da criança. A equipe pedagógica reforça a importância do trabalho para que as crianças não percam a ligação com a escola, um pilar fundamental em suas vidas. * Com informações do Hospital da Criança de Brasília
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Plenarinha Distrital promove protagonismo infantil e reflexão sobre cidadania
A XIII Plenarinha Distrital, realizada na última sexta-feira (7), no auditório da Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape), celebrou o compromisso da rede pública do Distrito Federal com a participação das crianças nos processos educativos e nas discussões sobre cidadania. O encontro reuniu estudantes, professores e gestores para refletir sobre práticas pedagógicas que fortalecem o respeito, a inclusão e o diálogo desde a primeira infância. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou a relevância da iniciativa como espaço de aprendizagem cidadã e valorização das vozes infantis. Segundo ela, as discussões promovidas durante o evento extrapolam o ambiente escolar e contribuem para a formação de indivíduos mais conscientes e empáticos. “A Plenarinha foca nas questões da cidadania e mostra para a criança, desde cedo, o valor de ser um cidadão que respeita o outro, que não pratica violência, que tem cuidado com os animais e que entende o sentido da inclusão e da empatia”, afirmou. Hélvia Paranaguá: "A Plenarinha foca nas questões da cidadania e mostra para a criança, desde cedo, o valor de ser um cidadão que respeita o outro" | Fotos: Mary Leal/SEEDF A secretária também destacou que o protagonismo das crianças é o maior resultado desse processo educativo. “Os professores fortalecem a convivência e o respeito. O resultado está nos quatro temas debatidos: empatia, inclusão, cuidado e harmonia. Quando começamos a tratar dessas questões na primeira infância, formamos uma sociedade muito melhor”, completou. Participação e cidadania Durante a abertura, estudantes das coordenações regionais de ensino do Núcleo Bandeirante, Taguatinga, Sobradinho, Santa Maria, São Sebastião e Samambaia compuseram simbolicamente a mesa, representando a diversidade da rede pública e a força da infância como agente de transformação social. Estudantes de diferentes coordenações regionais de ensino participaram da composição simbólica da mesa “Estamos trazendo o resultado de uma prática que valoriza a ação e a participação dos pequenos em atividades lúdicas voltadas à aprendizagem, um momento importante para mostrar que as crianças exercem sua cidadania”, disse a chefe da Unidade Regional de Educação Básica da CRE do Plano Piloto, Juciele Rosa. Ela também falou sobre o compromisso das escolas em promover experiências educativas que unem afeto, intencionalidade pedagógica e escuta ativa. “Temos uma educação infantil com esse foco em brincar e aprender como parte de uma rotina que desenvolve habilidades e valores fundamentais para a vida em sociedade”, completou. Escuta e compromisso As demandas das crianças foram encaminhadas a autoridades da Secretaria de Educação O encontro foi marcado por momentos de reflexão. As apresentações dos comitês mirins revelaram o resultado de meses de pesquisa, diálogo e criação coletiva. As crianças investigaram temas de interesse comum e elaboraram propostas para aprimorar os espaços escolares e fortalecer o vínculo com as comunidades onde vivem. [LEIA_TAMBEM]A coordenadora do Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) Olhos d’Água, Sara Ledo, explicou que o projeto envolveu as crianças em ações que reuniram cuidado, criatividade e responsabilidade social. “As crianças foram protagonistas de ações para a melhoria da escola. Criaram uma horta, plantaram alface e cenoura, montaram o Jardim Arco-Íris para deixar o ambiente mais bonito e perfumado, além de promoverem passeatas para conscientizar a vizinhança sobre o cuidado com os pets e o espaço ao redor da escola”, contou. Ao final, as propostas elaboradas pelos comitês mirins foram entregues às autoridades educacionais, simbolizando o reconhecimento da importância da escuta infantil nos processos de decisão. Cada documento reuniu reivindicações, sonhos e ideias construídas a partir das experiências e dos olhares das próprias crianças, tornando um exercício concreto de cidadania desde a primeira infância. *Com informações da Secretaria de Educação do DF
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Cepi Abelha Mirim é inaugurado em Santa Maria e amplia vagas para a educação infantil
O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou, nesta quarta-feira (8), o Centro de Educação Infantil (Cepi) Abelha Mirim, em Santa Maria. A nova unidade foi construída para atender 188 crianças em período integral e faz parte do trabalho do GDF de ampliar a oferta de vagas na educação infantil pública. Com a entrega, a fila de espera para acolhimento de alunos do maternal I e II da região administrativa foi zerada. Durante a entrega simbólica da creche, que já está em funcionamento, o governador Ibaneis Rocha afirmou que a política pública é para além do acolhimento às crianças: “Isso [fila de espera de 24 mil crianças] quer dizer que nós tínhamos milhares de mães que não podiam se colocar no mercado de trabalho porque tinham que cuidar dos seus filhos ou então tinham que dividir o seu salário para colocar uma cuidadora dentro de casa. Essa é uma obra que deixa o meu coração muito feliz, porque ela não é só para a criança, é para a família. E não é só a questão da educação, é a formação como um todo”, afirmou Ibaneis Rocha. Para a vice-governadora Celina Leão, a nova unidade dá novos horizontes para as crianças da região. "A entrega do Cepi Abelha Mirim, em Santa Maria é a concretização do nosso compromisso com o futuro. Ao construirmos estruturas de qualidade como essa, garantimos que nossas crianças tenham acesso à educação desde a primeira infância, a base para o desenvolvimento pleno. Ao mesmo tempo, levamos tranquilidade a mães e pais que podem trabalhar sabendo que seus filhos estão sendo bem cuidados em um ambiente seguro e pedagógico”, disse. Durante a entrega simbólica da creche, que já está em funcionamento, o governador Ibaneis Rocha afirmou que a política pública é para além do acolhimento às criança: "Essa é uma obra que deixa o meu coração muito feliz, porque ela não é só para a criança, é para a família" | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília Localizado na EQ 215/315, Lote B, no CAIC de Santa Maria, o Cepi Abelha Mirim possui 10 salas de aula distribuídas em uma área total construída de 1.311,97 m². A obra, executada pela CBC Construtora Brasil Central Ltda., contou com investimento de R$ 5.672.082,86, financiado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e contrapartida do GDF. A contratação e fiscalização da obra ficaram a cargo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). “A nossa empresa participou desde o início da construção. Fiscalizamos os recursos e a execução em si, garantindo a qualidade do empreendimento. É uma obra muito bem feita e bem concluída. Essa qualidade vem da expertise da Novacap, de engenheiros, fiscais e técnicos”, acrescentou o presidente da companhia, Fernando Leite. Com a abertura de novas creches e a ampliação do programa Cartão Creche, a lista de espera por vagas na rede pública de educação infantil do DF caiu de 24 mil para 2,5 mil crianças, que devem ser acolhidas até 2026 com outras inaugurações previstas, segundo a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá. “Santa Maria já não tem mais carência em maternal I e II, apenas berçário. Aqui mesmo, estamos ampliando porque temos 30 vagas sobrando, então, a gente vai mudar para que essas vagas sejam para atender o berçário e podermos acolher esses alunos. Assim, vamos adaptando de acordo com a demanda da rede. Estamos apostando tudo para começar 2026 com as filas zeradas, nosso planejamento é atender todo mundo. Estamos trabalhando firme para isso”, concluiu a chefe da pasta. A obra contou com investimento de R$ 5.672.082,86 Até o ano que vem, a previsão é de que outros oito Cepis em construção do zero sejam entregues nas cidades do Paranoá, Guará, Riacho Fundo II, Lago Norte, Recanto das Emas e Planaltina. Além disso, o governo trabalha na reforma e ampliação da creche na Colônia Agrícola São José, em Planaltina. “Temos mais oito para inaugurar. Com isso, podemos dizer que somos o governo que mais fez creches no Distrito Federal”, acrescentou Ibaneis Rocha. Estrutura O Cepi é estruturado em dois blocos e uma ampla área externa. O Bloco A abriga a administração, incluindo secretaria, direção e sala de professores, além de lactário, lavanderia, rouparia, refeitório e cozinha completa, sanitários acessíveis, salas de Creche I (até 11 meses), solários e área de amamentação, bem como copa e vestiários para os funcionários. No Bloco B, estão localizadas as salas de atividades da Creche II e III (1 a 3 anos e 11 meses), a pré-escola (4 a 5 anos e 11 meses), uma sala multiuso, sanitários infantis e PNE, além de solários. A área externa conta com pátio coberto, playground, jardins, horta e paisagismo, além de estacionamento, gradil, portões e reservatório de água, garantindo espaços seguros e adequados para o desenvolvimento das crianças. Secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá: "Santa Maria já não tem mais carência em maternal I e II" “É inacreditável o cuidado dessas professoras com os meninos. A gente estava aqui assistindo a apresentação dessas crianças e a alegria da professora que estava na frente chegava a encantar. Isso é muito gostoso porque dá para sentir o calor no coração de cada um de ver um governo que trabalha para o povo e consegue entregar alegria para as famílias. Eu estou realmente encantado”, disse, emocionado, Ibaneis Rocha, durante cerimônia de inauguração do Cepi. Creches em todo o DF Desde 2019, este GDF já inaugurou 27 unidades de educação infantil distribuídas em Samambaia, Lago Norte, Ceilândia, Pôr do Sol, Sol Nascente, Planaltina, Paranoá, Santa Maria, Gama, Plano Piloto, Taguatinga, Recanto das Emas, SCIA/Estrutural e Jardim Botânico. Além disso, o GDF tem oito Cepis em construção, localizados no Paranoá Parque, Guará, Riacho Fundo II, Lago Norte, Recanto das Emas e Planaltina, o que reforça a expansão da educação infantil no Distrito Federal. Cepis e Creches entregues desde 2019 2019 Samambaia: Cepi Bambu Samambaia: Cepi Azulão 2020 Samambaia: Cepi Bem-te-vi Samambaia: Cepi Periquito Lago Norte: Cepi Cajuzinho Ceilândia: Cepi Papagaio 2021 Pôr-do-Sol: Cepi Jandaia 2023 Sol Nascente: Cepi Sarah Kubistchek Planaltina: Cepi QD 23 Planaltina: Creche Núcleo Rural Pipiripau II Paranoá: Creche Núcleo Rural Jardim II 2024 Sol Nascente: Cepi Orquídea do Cerrado Ceilândia: Cepi 8/12 Ceilândia: Cepi QNO 18 Santa Maria: Cepi Rosa do Campo Gama: Cepi EQ 01/02 Plano Piloto: Cepi Vila Telebrasília Taguatinga: Cepi Setor J 2025 Recanto das Emas: Cepi Q 510 Ceilândia: Cepi QNO 18 Ceilândia: Cepi QNP 11 SCIA/Estrutural: Cepi Estrutural Samambaia: Cepi Q 217 Jardim Botânico: Cepi Mangueiral Santa Maria: Cepi Abelha Mirim Riacho Fundo II: Cepi QN 07 Taguatinga: Cepi 9/11 Setor L Cepis em Construção no DF Paranoá: Cepi Paranoá Parque Guará: Cepi Guará Riacho Fundo II: Cepi QN 14 Lago Norte: Cepi Taquari Recanto das Emas: Cepi Q 805 Planaltina: Creche da Colônia Agrícola São José / Núcleo Rural Rio Preto (reforma e ampliação) Recanto das Emas: Cepi QD 109 Recanto das Emas: Cepi QD 104
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