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emergência obstétrica

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Treinamento no HRSM prepara equipes para agir em emergências obstétricas

Em uma emergência obstétrica, a rapidez da equipe pode fazer toda a diferença para a vida da mãe e do bebê. Diante de uma parada cardiorrespiratória, reconhecer os sinais, iniciar as manobras de reanimação e coordenar a atuação dos profissionais são medidas fundamentais. Para que essa resposta aconteça com segurança, o preparo começa antes mesmo de uma situação real. Com esse objetivo, profissionais do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), participaram, nesta sexta-feira (30), do treinamento “Simulação Realística: RCP em Adultos e Manejo da Parada Cardiorrespiratória na Gestante”. A atividade reproduziu situações críticas no centro de simulação realística da unidade, permitindo que as equipes exercitassem condutas em um ambiente controlado. Promovida pelo Núcleo de Educação Permanente (Nudep), da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), a capacitação reuniu profissionais da linha de Ginecologia e Obstetrícia para revisar técnicas de reanimação cardiopulmonar (RCP), reconhecer precocemente sinais de agravamento e praticar os cuidados necessários durante uma parada cardiorrespiratória na gestação. Os participantes enfrentaram cenários que exigiram conhecimento técnico, comunicação e decisões rápidas | Fotos: Divulgação/IgesDF   Os participantes enfrentaram cenários que exigiram conhecimento técnico, comunicação e decisões rápidas. Ao final de cada exercício, as condutas foram avaliadas coletivamente pelo enfermeiro emergencista Brenner Saboia, responsável pelo treinamento, que identificou acertos e oportunidades de melhoria. “Precisamos aprimorar nosso olhar clínico a cada dia, e a prática é fundamental nesse processo. É importante observar todo o histórico da paciente, reconhecer sinais de agravamento e compreender a situação antes de agir. Na simulação, temos a oportunidade de avaliar nossas condutas; na realidade, a pressão é muito maior, porque estamos lidando diretamente com vidas”, explica. Preparação para situações em que cada segundo conta A parada cardiorrespiratória ocorre quando o coração deixa de manter uma circulação sanguínea efetiva. É uma emergência que exige reconhecimento imediato e início rápido das manobras de reanimação. Durante a gestação, o atendimento requer cuidados adicionais, considerando as mudanças fisiológicas do organismo da mulher e a necessidade de uma atuação integrada para proteger também o bebê. Para a chefe do Serviço de Enfermagem do Centro Obstétrico do HRSM, Ariodene Carvalho, a qualificação é essencial diante da complexidade dos casos atendidos na unidade. “Essa capacitação é muito importante para o atendimento às urgências e emergências dentro do centro obstétrico, principalmente pelo grau de gravidade das pacientes que recebemos no HRSM. Precisamos preparar nossos colaboradores para agir diante de qualquer intercorrência, independentemente do horário em que ela aconteça, seja durante o dia ou nos plantões noturnos”, destaca. Além de revisar as técnicas de reanimação, o treinamento buscou desenvolver o raciocínio clínico e preparar os profissionais para situações que fogem à rotina habitual do centro obstétrico. “Nem toda gestante chega ao hospital apenas para um parto sem intercorrências. Algumas podem apresentar quadros clínicos complexos, e a equipe precisa reconhecer os sinais, compreender a gravidade da situação e saber como agir. Queremos estimular esse pensamento crítico para que os profissionais tenham mais segurança na tomada de decisão”, ressalta Brenner. O enfermeiro lembra que as emergências obstétricas exigem uma resposta coordenada, já que a condição clínica da mulher também pode colocar o bebê em risco. “Uma emergência no centro obstétrico é diferente daquela que encontramos em um pronto-socorro adulto. Estamos diante de uma mulher e de um bebê, e isso exige raciocínio clínico, controle emocional, decisões rápidas e, sobretudo, trabalho em equipe. A atuação integrada da enfermagem, ginecologia e obstetrícia, pediatria e neonatologia é fundamental para garantir uma resposta ágil e segura, considerando as necessidades da mãe e do bebê”, explica. A capacitação integra as ações de educação permanente desenvolvidas no HRSM, ampliando as oportunidades de qualificação das equipes de ginecologia e obstetrícia   Aprender antes para agir melhor As simulações permitiram testar procedimentos, identificar dificuldades e discutir alternativas de atendimento antes de enfrentar situações semelhantes na assistência. A enfermeira Geise Oliveira, que atua no centro obstétrico, destaca que o exercício contribui para alinhar conhecimentos e fortalecer a integração entre os profissionais responsáveis pela assistência materna e neonatal. “Esse treinamento é fundamental para estarmos preparados para atender nossas pacientes em uma situação de parada cardiorrespiratória. Precisamos pensar não apenas na mãe, mas também no bebê, e manter toda a equipe alinhada, tanto no conhecimento quanto na prática”, afirma. Com experiência em situações semelhantes em outras unidades hospitalares, Geise reconhece que uma emergência real envolve maior pressão, o que torna a preparação prévia ainda mais importante. “No cenário real, a adrenalina é muito maior e a responsabilidade também. Por isso, é tão importante treinar. Quando se trata de uma gestante, precisamos estar articulados com as equipes de obstetrícia e pediatria, porque também pode ser necessário preparar a assistência ao bebê”, acrescenta. Para a técnica de enfermagem Lilian Ferreira, as atividades também ajudam a manter os conhecimentos atualizados diante dos desafios da rotina assistencial. “Essas capacitações agregam muito à nossa vida profissional. São oportunidades de crescer, atualizar os conhecimentos e relembrar condutas que, com a correria do dia a dia, nem sempre temos a chance de praticar. Estar aqui e vivenciar essas situações faz muita diferença para o nosso trabalho”, avalia. Realizada nos dias 23 e 30 deste mês, a capacitação integra as ações de educação permanente desenvolvidas no HRSM, ampliando as oportunidades de qualificação das equipes de ginecologia e obstetrícia. Para Ariodene, o conhecimento adquirido nesses encontros também representa mais segurança para as mulheres atendidas e suas famílias. “Para as gestantes e suas famílias, esse preparo representa uma segurança que nem sempre é percebida durante uma consulta ou internação, mas que pode ser decisiva nos momentos mais delicados: saber que, diante de uma emergência, existe uma equipe capacitada para agir quando cada segundo faz diferença”, conclui.   *Com informações do IgesDF

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