Drenar DF: Após escavações, montagem das galerias é essencial para estabilidade do sistema de drenagem
Após as equipes do Drenar DF terem rompido o trecho de solo rígido, no sábado (8), o trabalho agora vai se concentrar na montagem das galerias subterrâneas. Os serviços visam a garantir a estabilidade e segurança dos túneis, construídos de modo não destrutivo, e vão possibilitar o funcionamento total do maior programa de captação e escoamento de águas pluviais do Governo do Distrito Federal (GDF). Equipes fazem a limpeza do túnel, aplicando solo-cimento, malhas de aço e, no final, concreto projetado | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília As ações incluem a injeção de solo-cimento, uma técnica que proporciona mais estabilidade e resistência à construção, além da limpeza do túnel, com a retirada de terra e equipamentos da área, a aplicação de malhas de aço e, por fim, a execução do concreto projetado, que vai revestir a estrutura. Concluídas essas etapas, serão abertas 291 novas bocas de lobo, construídas em pontos estratégicos da Asa Norte, e dos pontos de derivação. Também chamados de “janelões”, esses dispositivos conectam a rede existente à nova, eliminando o risco de sobrecarga do sistema antigo. Os primeiros pontos foram abertos em janeiro, permitindo que a bacia enchesse pela primeira vez; os demais serão liberados em breve. “Após a abertura das bocas de lobo, quatro dos cinco contratos estão totalmente concluídos” Hamilton Lourenço Filho, diretor técnico da Terracap Com um investimento de R$ 180 milhões, o Drenar DF foi dividido em cinco lotes, que percorrem as imediações da Arena BRB (Estádio Nacional Mané Garrincha), passando pelas quadras da Asa Norte 902 (perto do Colégio Militar), 702, 302, 102, 202 e 402, cruzando a W3 e a W5 Norte e o Eixo Rodoviário Norte (Eixão), além da via L2 Norte, e chegando à L4 Norte, próximo ao Setor de Embaixadas Norte. Segundo Hamilton Lourenço Filho, diretor técnico da Terracap – empresa pública responsável pelo programa –, esses serviços permitem que o Drenar DF possa operar de forma integral e segura. “Após a abertura das bocas de lobo, quatro dos cinco contratos estão totalmente concluídos”, explica. “O único que ainda estará em andamento será o lote 2, onde tivemos a escavação do solo rígido, com operações superficiais, como instalação de tampas nos poços de visita e recuperação da área em que estava o canteiro de obras”. Solos Diante da complexidade da obra, foram feitos estudos sobre os tipos de materiais que seriam encontrados durante o serviço. O mais comum deles, o solo mole, esteve presente em quase todo o trecho de 7,7 quilômetros que recebe o sistema de drenagem. Outra categoria era a de um solo pouco rígido. Nos dois casos, os técnicos chegaram à conclusão de que a escavação poderia ser manual. O trecho de solo rígido foi encontrado durante o andamento do projeto na área correspondente ao segundo lote. Foram usadas escavadeiras e furadeiras hidráulicas – equipamentos especializados, munidos de brocas, capazes de perfurar e romper solos resistentes. Antes da descoberta, o trabalho era executado de forma manual, com uso de pá, picareta e martelete elétrico. Segurança e sustentabilidade Os túneis subterrâneos vão direcionar as águas da chuva para a bacia de detenção, localizada na ponta do projeto, às margens do Lago Paranoá. O reservatório foi construído dentro do Parque Urbano Internacional da Paz, no Setor de Embaixadas Norte, que também compõe o Drenar DF. Mais de 290 bocas de lobo e 108 poços de visita já foram abertos em pontos estratégicos da Asa Norte O objetivo é reduzir a pressão da água que chega ao lago e o índice de sujeira incorporado a partir de decantação. Antes, o volume chegava em alta velocidade e repleto de resíduos, animais mortos e lixo em geral. Além da bacia de detenção e dos 7,7 quilômetros de túneis, o projeto também incluiu a abertura de mais de 290 bocas de lobo em pontos estratégicos da Asa Norte e de 108 poços de visita (PVs), usados durante a escavação e, futuramente, para a manutenção e inspeção das galerias. As obras são executadas por empresas contratadas pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap).
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GDF estende horário de funcionamento das academias
Com índice de transmissão da covid-19 abaixo de 1, o Governo do Distrito Federal (GDF) vai ampliar o horário de funcionamento das academias de ginástica. Um decreto a ser assinado pelo governador Ibaneis Rocha vai permitir que os estabelecimentos fechem as portas às 23h e não mais às 21h. A expectativa é que o decreto seja publicado nesta terça-feira (25) com vigência imediata. Os gestores fizeram um apelo para que os profissionais de saúde busquem se vacinar contra a covid-19 | Foto: Renato Alves/Agência Brasília O anúncio foi feito nesta segunda-feira (24) pelos secretários da Casa Civil, Gustavo Rocha, e de Saúde, Osnei Okumoto, em coletiva de imprensa no Palácio do Buriti. “Academia é saúde. Os bares funcionam até 23h e as academias, que trazem um benefício importante para a população, funcionavam de 6h às 21h e agora poderão funcionar até 23h já a partir de amanhã”, afirmou Gustavo Rocha. Confira o vídeo: “A taxa de transmissão vem se mantendo estável, mas isso não quer dizer que a pandemia acabou”, ressaltou o secretário, lembrando que as academias devem respeitar o recolhimento noturno, à meia-noite. [Olho texto=”“A taxa de transmissão vem se mantendo estável, mas isso não quer dizer que a pandemia acabou”” assinatura=”Gustavo Rocha, secretário da Casa Civil” esquerda_direita_centro=”direita”] Na manhã desta terça-feira (25), também será inaugurado o último hospital de campanha, o de Ceilândia, reforçando os leitos para o combate à covid-19. Nos próximos dias, também estará pronto para receber pacientes o hospital acoplado de Samambaia. O DF tem hoje 7.917 casos ativos da doença. “Com isso, haverá o aumento de leitos e uma maior tranquilidade na ocupação dos leitos, que vem caindo”, afirmou Rocha. Vacinação Os gestores fizeram um apelo para que os profissionais de saúde busquem se vacinar contra a covid-19. Serão 14.400 doses disponibilizadas para este público. Desde o último sábado, a Secretaria de Saúde registrou 5.235 agendamentos. “A gente está preocupado com esse segmento, uma vez que estamos oferecendo a imunização”, declarou Osnei. “É importante que busquem a vacina, porque é através dela que vamos superar essa fase”, completou Gustavo Rocha. O secretário de Saúde disse que alguns conselhos profissionais encaminharam nomes para a secretaria sem os CPFs e que, por isso, há pessoas que não conseguem fazer o agendamento. Segundo ele, essas pessoas devem registrar uma reclamação no site da Ouvidoria, informando o nome, a qual conselho ele faz parte e o CPF. “A secretaria vai confirmar se o nome bate com o que foi encaminhado pelo conselho e o CPF será cadastrado no sistema”, garantiu Okumoto. Na coletiva, os secretários destacaram que a variante indiana ainda não se apresentou no DF. “O Laboratório Central (Lacen) fez o teste em 301 amostras, 259 delas são variantes P1 (de Manaus) e não foi destacado no restante das amostras o vírus indiano”, contou Osnei. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Não há, até o momento, indícios que a cepa indiana chegou ao Distrito Federal. Caso isso ocorra, vamos dar ampla publicidade”, ressaltou o chefe da Casa Civil. Segundo ele, as três vacinas aplicadas no DF, a CoronaVac, a AstraZeneca e a Pfizer/BioNTech, são eficientes contra a variante.
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