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Policial penal do DF integra missão de capacitação no sistema penitenciário peruano 

A doutrina da Polícia Penal do Distrito Federal ultrapassou fronteiras mais uma vez. O policial penal Lucélio de Araújo Galeno, lotado na Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE) da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape/DF), foi instrutor em uma missão internacional de capacitação realizada em Lima, no Peru. O intercâmbio contribuiu para a formação de profissionais do sistema penitenciário peruano em técnicas especializadas de operações táticas. A atividade integrou a edição de 2026 da cooperação internacional entre Brasil, Peru e Argentina, realizada entre os dias 11 e 29 de maio. A equipe brasileira foi composta por quatro policiais penais de diferentes estados, entre eles o representante do Distrito Federal, que atuou ao lado de um policial militar argentino na capacitação de servidores do Instituto Nacional Penitenciário do Peru.  Na capacitação, brasileiro e argentino atuaram como instrutores em simulações de situações críticas dentro do sistema prisional | Foto: Divulgação/Seape-DF Durante o treinamento, foram ministradas instruções em técnicas de CQB (Close Quarters Battle), voltadas à atuação em ambientes confinados, além de procedimentos de resgate de reféns, áreas consideradas essenciais para a atuação em situações críticas dentro do sistema prisional. A capacitação também abordou temas relacionados à intervenção em ambiente prisional, escolta tática, armamento e tiro, atendimento pré-hospitalar de combate, uso de instrumentos de menor potencial ofensivo, imobilizações táticas e gestão de crises, sempre fundamentados em protocolos operacionais modernos e alinhados aos direitos humanos e às normas internacionais de custódia. Esta iniciativa reafirma o compromisso da Seape-DF com a qualificação permanente de seus profissionais, a valorização da Polícia Penal e a atuação pautada pela técnica, pela legalidade e pelo respeito à dignidade humana.  Além do policial penal do DF, outros três profissionais brasileiros participaram das atividades na capital peruana Cooperação que fortalece a segurança  [LEIA_TAMBEM]A parceria internacional teve origem em 2023, a partir da articulação entre profissionais dos sistemas penitenciários do Brasil e do Peru. Na primeira edição, realizada na cidade de Huancayo, policiais penais brasileiros capacitaram 86 servidores do Inpe em diversas áreas operacionais. A edição de 2026 representou um novo marco para a iniciativa ao incorporar também a participação da Argentina, ampliando o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre os países envolvidos.  Além da transferência de conhecimento técnico, a cooperação permite o compartilhamento de boas práticas, o aprimoramento de protocolos operacionais e o fortalecimento das relações institucionais entre os sistemas penitenciários participantes.  O intercâmbio contribui para a construção de soluções mais eficientes para a gestão prisional, especialmente em temas relacionados à segurança, à gestão de crises e à atuação de equipes especializadas. Referência nacional em operações penitenciárias A doutrina brasileira de intervenção prisional teve origem no Distrito Federal em 2000, com a criação da Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE), considerada referência na formação e no desenvolvimento de protocolos voltados à atuação em situações críticas no ambiente prisional.  Ao longo dos anos, esse conhecimento técnico foi consolidado e passou a contribuir para a capacitação de profissionais em diferentes regiões do Brasil e, mais recentemente, em outros países da América Latina.  *Com informações da Seape-DF

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Hospitais e laboratórios são obrigados a informar resultados de testes ao GDF

Os laboratórios de exames, clínicas, hospitais e quaisquer unidades de saúde, públicas e particulares, serão obrigados a partir de agora a informar à Secretaria de Saúde todos os resultados dos testes de sorologia feitos para Covid-19 no Distrito Federal. A determinação, que já entrou em vigor, foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial do DF desta terça-feira (7), por meio do Decreto nº 40.601. Leia a íntegra do Decreto 40.601 Por meio dele, todas as unidades laboratoriais e hospitalares realizadoras dos testes deverão informar ao Gabinete de Gestão de Crise do Governo do Distrito Federal (GDF) os dados completos dos pacientes que fizerem testes de coronavírus, seja o resultado positivo ou negativo. O canal de comunicação deverá ser o e-mail covid19@buriti.df.gov.br. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A obrigatoriedade na publicidade dos pacientes testados inclui o alerta dos profissionais de saúde que detectarem casos suspeitos decorrentes de sintomas por cononavírus apresentados pelo paciente. No corpo da mensagem deve conter, além dos dados pessoais do examinado (nome e endereço), a fonte notificadora do teste e o resultado ou a informação de suspeita de contaminação. Esses dados devem ser referentes ao período de coleta das 0h às 23h59 do dia anterior. Caberá às autoridades garantir o sigilo dessas informações, assim como divulgar os dados públicos aos profissionais da saúde, aos órgãos de controle social e à população.

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Iniciativa conjunta trabalha para normalizar Vicente Pires

As máquinas espalhadas por Vicente Pires evidenciam a ação do Governo do Distrito Federal para minimizar os efeitos da falta de infraestrutura na cidade. O Gabinete de Gestão de Crise, instalado na sexta-feira (3), não tem prazo para cessar as intervenções. São 20 órgãos, entre secretarias, autarquias e empresas públicas, unidos para levar normalidade à comunidade que sofre com a ação das chuvas. Enquanto isso, as obras definitivas estão em andamento, com previsão de conclusão em 2020. Luiz Carlos Rodrigues, morador da região: “É bom ver as máquinas por aqui, o pessoal trabalhando até no fim de semana para trazer melhorias” / Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Os resultados já são visíveis: em um fim de semana, foram mais de 35 ações e 15 pistas recuperadas. As ruas mais críticas agora têm circulação, o lixo acumulado por correntezas é recolhido, o mato é aparado e vazamentos são consertados. Enquanto for necessário, todos estarão a postos para resolver os problemas de forma emergencial. Nas ruas, a população reconhece o esforço do governo em minimizar os inconvenientes. “A gente está precisando de melhora, de suporte do governo”, avalia o aposentado Luiz Carlos Rodrigues, 65 anos. “É para beneficiar todo mundo. É bom ver as máquinas por aqui, o pessoal trabalhando até no fim de semana para trazer melhorias.”  Há oito anos morador da Chácara 25, na rua 4, ele diz que não vê a hora de as obras definitivas ficarem prontas, mas sente alívio por acompanhar as intervenções acontecendo para minimizar os impactos da chuva na rotina da população. “Recebemos Vicente Pires em situação um pouco complicada por causa das obras iniciadas em 2015 e por causa do período chuvoso que se alongou em pelo menos um mês”, conta o secretário de Obras e Infraestrutura, Izídio Santos. “Agora as chuvas foram embora, pelo menos naquela intensidade, e colocamos todo esse pessoal – secretariado, autarquias, estatais – para que possamos dar normalidade e mobilidade à cidade”. O Gabinete de Gestão de Crise instalado dentro da Administração Regional de Vicente Pires seguirá por tempo indeterminado, mas as ações emergenciais vinculadas não são definitivas. O gabinete é composto por 20 secretarias, autarquias e empresas públicas, que fazem parte de uma força-tarefa multidisciplinar para minimizar imediatamente os efeitos da falta de infraestrutura no local. Entre os serviços, há patrolamento de vias, limpeza de trechos, roçagem de grama, troca de lâmpadas queimadas e instalação de meios-fios. Serviços mais estruturais, como a pavimentação asfáltica, dependem do cumprimento do projeto definitivo das obras de infraestrutura, que está em andamento. São 412 pessoas e 201 máquinas trabalhando em oito dos 11 lotes com projetos já aprovados e licitados. A previsão é que sejam concluídas em 2020 todas as intervenções de drenagem e pavimentação de ruas, construção de lagoas que captem águas de chuva da cidade e as direcionem aos córregos. Ao todo, serão investidos R$ 460 milhões em obras que atenderão 2,2 mil hectares de área total, beneficiando 75 mil moradores. A pavimentação de ruas chegará a 253,4 quilômetros. Também serão construídos 468 quilômetros de meios-fios. “É preciso entender que não basta parar a chuva”, adverte o secretário de Obras. “Precisamos de um período de tempo seco para fazer a pavimentação asfáltica. Está tudo pronto para isso, as empresas estão a postos.” Gabinete A coordenação do trabalho do Gabinete de Gestão de Crise fica por conta de Marcelo Galimbert, subsecretário de Acompanhamento e Fiscalização de Obras (Suaf) da Secretaria de Obras e Infraestrutura. O titular da pasta, Izídio Santos, despachará diretamente da administração às segundas e quintas-feiras. Além deles, o grupo é composto pelas pastas de Cidades, Comunicação, Relações Institucionais Saúde, Meio Ambiente e o Conselho Permanente de Políticas Públicas e Gestão Governamental do DF (CPPGG/DF). Também participam do comitê a Companhia da Nova Capital (Novacap), o Departamento de Estradas e Rodagem (DER), o Departamento de Trânsito (Detran), a Companhia Energética de Brasília (CEB) e a Companhia de Abastecimento e Saneamento Básico (Caesb). Ainda estão presentes o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Polícia Militar (PMDF), a Defesa Civil, a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), o Banco de Brasília (BRB), o DFTrans e o DF Legal. Detentos vinculados à Subsecretaria do Sistema Penitenciário também atuam nas melhorias. [Numeralha titulo_grande=”R$ 500 milhões” texto=”Montante que o GDF vai destinar a obras emergenciais na região” esquerda_direita_centro=”direita”] O governador Ibaneis Rocha anunciou que destinará R$ 500 milhões a obras emergenciais para que a cidade volte à normalidade após as chuvas fortes. Segundo o Instituto Nacional de Metrologia (Inmet), em maio, o volume de chuvas em 36 horas ultrapassou os 43 milímetros de água, superando, em muito, a média histórica da capital, de 29,7 milímetros. São R$ 150 milhões só para Vicente Pires, cidade que mais sofre por ter sido construída sem infraestrutura de base. Tempestades A atenção a Vicente Pires não começou após a série de tempestades e nem parou com a chegada das precipitações. Em fevereiro, após um temporal, o governo interveio imediatamente para minimizar os problemas. Mais de 80 bocas de lobos foram limpas, bem como foram removidos entulhos, lixo e cascalho de lugares onde causavam alagamentos. O programa SOS DF também passou pela região. Entre 13 e 15 de março, foram executados serviços de serviços de tapa-buraco, pintura de meio-fio, limpeza e poda. A Companhia Energética de Brasília (CEB) tem feito a remoção de postes que interferem na execução das vias e da pavimentação, enquanto a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) rebaixa a rede e desloca as válvulas de redução de pressão e dos hidrantes. Ao mesmo tempo, o GDF manteve as obras de drenagem na cidade com escavações subterrâneas e a construção de 182 quilômetros de galerias pluviais e de lagoas para captação das águas.

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