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Cuidado: Carnaval com sol é mistura explosiva

Durante o Carnaval, as unidades de saúde registram aumento de atendimentos por desidratação, queimaduras solares,  exaustão pelo calor e insolação. Quando o corpo permanece exposto por muito tempo a altas temperaturas, ele tenta se resfriar por meio do suor. Se a perda de líquidos não é compensada com hidratação adequada, ocorre desidratação. Atençao ao uso do glitter: caso o produto não tenha sido testado dermatologicamente, pode provocar irritação | Foto: Divulgação/IgesDF  Em situações mais graves, a temperatura corporal sobe de forma descontrolada. É a chamada insolação. “É uma condição séria”, explica a dermatologista Danielle Aquino, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). “O corpo perde a capacidade de regular a própria temperatura e isso pode levar a complicações importantes, inclusive neurológicas”.  A médica explica que os principais sintomas são dor de cabeça intensa, tontura, febre, náuseas, pele quente e avermelhada, fraqueza e confusão mental. Sem atendimento adequado, orienta ela, o quadro pode evoluir para emergência. Protetor solar Um dos erros mais comuns no Carnaval é aplicar protetor solar apenas uma vez, antes de sair de casa. Com suor intenso e contato com água, o produto perde eficácia. “A reaplicação é fundamental”, aponta a dermatologista. “Não adianta passar protetor apenas pela manhã e achar que está protegido o dia inteiro”. As recomendações incluem usar protetor com FPS 30 ou superior, aplicando de 15 a 30 minutos antes da exposição e reaplicando a cada duas horas, bem como a cada vez que sair da água ou suar muito e não se esquecer de espalhar o produto entre orelhas, pescoço, pés e parte de trás das pernas.   Hidratar-se com frequência ou ter por perto uma garrafa de água são atitudes que ajudam na prevenção | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Outra dúvida comum envolve o glitter. Produtos que não foram testados dermatologicamente podem causar irritação na pele e, se atingirem os olhos, provocar ardência e inflamação. O ideal é procurar itens próprios para uso cosmético e evitar aplicação próximo à região ocular. Roupas e acessórios que ajudam a proteger são boné ou chapéu de aba larga, óculos de sol com proteção UV, roupas leves e claras, tecidos que facilitam a ventilação e uma garrafinha de água sempre por perto. Também é recomendado evitar exposição direta ao sol entre as 10h e as 16h, quando a radiação ultravioleta é mais intensa. Cuidados redobrados com crianças Blocos infantis e matinês também exigem atenção. Crianças desidratam mais rápido e nem sempre conseguem identificar os próprios sintomas. “Elas dependem totalmente da observação dos adultos”, atenta a dermatologista do Hospital de Base. “Irritabilidade excessiva, sonolência e pele muito quente são sinais de alerta”. “O Carnaval é tempo de alegria, mas a prevenção é essencial para que a folia não termine em emergência” Danielle Aquino, dermatologista do Hospital de Base Os cuidados principais são oferecer água com frequência, reaplicar protetor com maior regularidade, evitar exposição nos horários de pico e garantir pausas em locais sombreados.  Queimadura solar Se a pele ficar vermelha e dolorida, é preciso agir rapidamente. Saia imediatamente do sol, tome um banho frio ou morno, beba bastante líquido e use hidratantes calmantes indicados por profissional de saúde.  O que não se deve fazer, nesse caso, é estourar bolhas, aplicar receitas caseiras (como pasta de dente ou manteiga) ou voltar à exposição solar. Em caso de bolhas extensas ou dor intensa, é importante procurar avaliação médica. [LEIA_TAMBEM]Alguns sinais indicam que é hora de buscar ajuda imediata: febre alta, desmaio, confusão mental, vômitos persistentes e pele muito quente e seca. A recomendação geral é manter a atenção. “O Carnaval é tempo de alegria, mas a prevenção é essencial para que a folia não termine em emergência”, conclui a dermatologista Danielle Aquino.   Veja, abaixo, onde procurar assistência no DF:  ⇒ Unidades de pronto atendimento (UPAs) para quadros moderados e urgências; ⇒ Hospitais regionais, em casos mais graves; ⇒ Em situações com risco iminente à vida, acionar o Samu, pelo telefone 192.   *Com informações do IgesDF

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Pacientes com tratamento domiciliar recebem visitas temáticas de Carnaval

Com o objetivo de desospitalizar aqueles com longo período de internação, o programa acolhe pacientes de idades variadas, indo dos 4 até os 94 anos de idade | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Os 39 pacientes que recebem a equipe do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) em casa tiveram uma visita para lá de especial nesta sexta-feira (9). O clima carnavalesco contagiou os profissionais do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (Nurad), que realizaram os atendimentos com muito glitter, maquiagem e fantasias. Com o objetivo de desospitalizar aqueles com longo período de internação, o programa acolhe pacientes de idades variadas, indo dos 4 aos 94 anos de idade. Por meio do programa, os pacientes que estavam por um longo período acamados no hospital receberam alta para ter a oportunidade de continuar com os cuidados no conforto do lar. Isso porque, desde 2021, é a equipe multidisciplinar do Nurad que vai até a residência do assistido, desenvolvendo tratamentos médicos de média complexidade até reabilitação motora, tudo sem a necessidade de sair de casa. De acordo com a chefe do Nurad, Maiara Cosme, o momento de recuperação é difícil, “mas a ideia é levar (aos pacientes) um pouco de descontração e interação” “Estamos fazendo as visitas dos últimos dias em clima de Carnaval para trazer uma sensação diferente. Nós sabemos que é um momento difícil, de recuperação, mas a ideia é levar um pouco de descontração e interação”, pontuou a chefe do Nurad, Maiara Cosme. Orlando Costa, pai de Thomas, diz que as consultas domiciliares têm mostrado resultado no desenvolvimento do filho As visitas ocorrem semanalmente aos 39 pacientes assistidos pelo programa. O núcleo é composto por médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas. Nesta sexta-feira (9), os profissionais visitaram o pequeno Thomas, de 4 anos. Devido ao parto prematuro, ele teve algumas complicações que são acompanhadas pela equipe do Nurad. A ida à casa de Thomas teve o objetivo de promover exercícios de fonoaudiologia para estimular a mastigação. De acordo com o pai, Orlando Silva Costa, 39, as consultas domiciliares têm mostrado resultado no desenvolvimento do filho: “Ele tem paralisia cerebral, e o diagnóstico dele nos pegou de surpresa. É tudo novo para a gente. Com a equipe aqui em casa, é sempre uma ajuda extra, além de nos orientar sobre como ter mais cuidado com a alimentação dele”, afirmou o cobrador. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] De lá, a equipe foi até a casa de Edson Fontinelle Araújo, 50. Ele sofreu um acidente de motocicleta, com politrauma grave, e hoje vive com sequelas neurológicas. “A gente faz cuidados paliativos com ele. Nós realizamos um trabalho de curativo complexo, e hoje iremos trocar a traqueostomia”, detalhou a médica do programa, Mayara Almerim. “O atendimento que fazem em casa é ótimo. Eles sempre vêm e nos ajudam da melhor forma possível. Como ele é acamado, sempre tem feridas no corpo, então eles nos auxiliam na troca de curativo, receitam medicamentos também, nos orientam sobre o que pode e o que não pode. É ótimo”, avaliou a técnica de enfermagem responsável pelo Edson, Jaqueline Justino.  

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