Vacina contra mpox chega à rede pública do DF
Na manhã deste sábado (7), 100 doses da vacina contra a mpox chegaram à Gerência de Rede de Frio (GRF) da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). O imunizante foi entregue pelo Ministério da Saúde (MS), após avaliação da demanda de todos os estados. A população elegível será contactada pela pasta distrital e orientada a buscar unidade específica para administração desse imunizante, que estará disponível a pessoas vivendo com HIV/aids, com idade igual ou superior a 18 anos e contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³. “Esta vacina é disponibilizada para um grupo prioritário, baseada em diretrizes do Ministério da Saúde” explica a enfermeira da coordenação técnica de imunização do DF, Ligiane Selles. “Nós temos uma lista nominal, com todas as pessoas elegíveis, que vão ser contatadas e direcionadas ao lugar específico para receber a vacina”, complementa. A triagem do público-alvo verificou, ainda, que parcela das 150 pessoas que atendem aos critérios clínicos no DF já foi vacinada no início do ano. Sintomas e prevenção Causada pelo vírus monkeypox (MPXV), a mpox é uma doença que apresenta como principais sintomas erupções ou lesões na pele, aumento dos linfonodos (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com pessoas infectadas, seja por meio de lesões na pele ou nas mucosas, gotículas respiratórias, em situações de contato próximo e prolongado, beijo ou contato íntimo e sexual. Na maioria dos casos, a mpox apresenta evolução leve ou moderada, com recuperação completa após algumas semanas. Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem evitar o contato próximo com outras pessoas e seguir as recomendações dos profissionais de saúde. Na manhã deste sábado (7), 100 doses da vacina contra a mpox chegaram à Gerência de Rede de Frio (GRF) da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Tereza Luiza, gerente da Rede de Frio, tira as principais dúvidas sobre a vacinação contra mpox: 1. Quantas pessoas precisam da vacina de imediato? Atualmente, o Distrito Federal possui aproximadamente 150 pessoas vivendo com HIV (PVHIV) com contagem de linfócitos T CD4+ inferior a 100 células/mm³ elegíveis, constituindo o público prioritário inicial para a vacinação pré-exposição, observados os demais critérios de elegibilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A identificação dessas pessoas permitirá organizar a busca ativa e o agendamento da vacinação, de acordo com a disponibilidade de doses. Além desse público, também serão contempladas as pessoas com indicação de vacinação pós-exposição, conforme a avaliação epidemiológica dos contatos de casos suspeitos, prováveis ou confirmados de mpox. 2. Como será feito o planejamento da vacinação? A vacinação será realizada de forma planejada e escalonada, priorizando as pessoas com maior vulnerabilidade e aquelas que tiveram exposição de médio ou alto risco ao vírus. Inicialmente, a estratégia de pré-exposição será direcionada às pessoas vivendo com HIV/aids, com idade igual ou superior a 18 anos, pertencentes aos grupos de homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais, com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 100 células/mm³. A partir da relação de aproximadamente 150 pessoas identificadas, a Sala de Vacinação do Hospital Universitário de Brasília (HUB) realizará a busca ativa e o agendamento dos usuários, conforme a disponibilidade do imunizante. A estratégia prevê ainda a ampliação escalonada do público elegível: • Inicialmente: pessoas vivendo com HIV/aids pertencentes ao grupo prioritário, com CD4 inferior a 100 células/mm³. • Após 10 dias: ampliação para pessoas vivendo com HIV/aids com CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de PrEP com 18 anos ou mais e técnicos de laboratório que manipulam amostras de mpox, com idade entre 18 e 49 anos. • Após 20 dias: ampliação para pessoas vivendo com HIV/aids, com 18 anos ou mais, independentemente da contagem de CD4. O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de 28 dias. A vacinação pós-exposição será organizada conforme a identificação dos contatos elegíveis, mediante articulação dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica e Imunização das Regiões de Saúde com a Gerência de Rede de Frio. 3. Existe cadastro dos pacientes elegíveis? A Secretaria de Saúde dispõe de uma relação de aproximadamente 150 pessoas com HIV com contagem de CD4 inferior a 100 células/mm³ elegíveis para iniciar ou completar o esquema vacinal. Com base nessa relação, a Sala de Vacinação do Hospital Universitário de Brasília (HUB) entrará em contato com os usuários para realizar o agendamento da vacinação, considerando os critérios de elegibilidade e a disponibilidade das doses. Além da busca ativa, as pessoas que atendam aos critérios estabelecidos também poderão entrar em contato diretamente com a Sala de Vacinação do HUB para obter informações e orientações sobre o agendamento. Os usuários que já receberam a primeira dose da vacina contra a mpox e ainda precisam completar o esquema vacinal também deverão entrar em contato com a Sala de Vacinação do HUB para agendar a segunda dose. Hospital Universitário de Brasília Horário: das 8h às 12h e das 13h às 17h – de SEGUNDA a SEXTA-FEIRA (Dias úteis) Endereço: SGAN 605 Telefone: (61) 2028-5376 A convocação será realizada de forma organizada, respeitando a confidencialidade das informações pessoais e de saúde dos usuários. 4. O DF vai solicitar mais doses ao Ministério da Saúde? A Secretaria de Saúde acompanhará a utilização das 100 doses inicialmente disponibilizadas, bem como a demanda identificada entre os grupos prioritários para avaliar a necessidade de solicitar novas remessas ao Ministério da Saúde, considerando o número de pessoas elegíveis, a evolução do cenário epidemiológico e a disponibilidade nacional do imunizante. 5. Quais são os critérios para receber a vacina? A vacinação contra a mpox contempla duas estratégias: * Vacinação pré-exposição Inicialmente, será destinada às pessoas vivendo com HIV/aids, com idade igual ou superior a 18 anos, dos grupos de homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais, que apresentem contagem de linfócitos T CD4 inferior a 100 células/mm³. Conforme a disponibilidade e o prazo de utilização das doses após o descongelamento, a vacinação poderá ser ampliada progressivamente para os demais públicos estabelecidos na Nota Informativa nº 55/2026. * Vacinação pós-exposição Destinada às pessoas de 18 a 49 anos que tiveram contato direto com fluidos ou secreções corporais de pessoas com suspeita ou confirmação de mpox, quando a exposição for classificada como de médio ou alto risco. Nesses casos, a vacinação deverá ocorrer preferencialmente nos primeiros quatro dias após a exposição, podendo ser realizada em até 14 dias, desde que a pessoa não apresente sinais ou sintomas da doença e atenda aos critérios técnicos. Conclusão do esquema vacinal As pessoas que receberam apenas a primeira dose da vacina contra a mpox poderão receber a segunda dose, respeitando o intervalo recomendado de 28 dias. Para isso, deverão entrar em contato com a Sala de Vacinação do HUB e solicitar o agendamento. Pessoas que já receberam o esquema completo de duas doses não possuem indicação de revacinação neste momento. A Secretaria de Saúde reforça que a vacinação será realizada conforme os critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, priorizando a proteção das pessoas mais vulneráveis e a utilização responsável dos imunizantes disponíveis. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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DF fará busca ativa pelos grupos da vacina contra a mpox
A Secretaria de Saúde vai iniciar uma busca ativa pelo grupo de 177 pessoas residentes no Distrito Federal com indicação para receber a vacina contra a mpox, doença antes chamada de varíola dos macacos e monkeypox. De acordo com os critérios do Ministério da Saúde, o imunizante não é indicado para toda a população, sendo restrita a homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com mais de 18 anos, vivendo com HIV/Aids, com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses, e a profissionais de laboratório que lidem diretamente com o orthopoxvírus. A aplicação da vacina contra a mpox é específica para homens cisgêneros, travestis, mulheres transexuais com mais de 18 anos e profissionais de laboratório que lidem diretamente com o Orthopoxvírus | Foto: Divulgação/SES-DF De acordo com a gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde, Tereza Luiza Pereira, o imunizante não será disponibilizado amplamente nas unidades básicas de saúde (UBSs), como acontece com outras campanhas de vacinação. “A ideia é fazer a busca ativa dessas pessoas”, explica. A aplicação poderá ocorrer nos locais onde os pacientes fazem seu tratamento de saúde. Servidores serão treinados especificamente para a aplicação do imunizante contra a mpox, com foco em usar as doses encaminhadas pelo Ministério da Saúde sem perdas técnicas. [Olho texto=”“Observamos uma queda bastante expressiva da transmissão a partir de outubro. De modo geral, o cenário do DF é similar ao que observamos na Europa e nas Américas, onde temos uma desaceleração importante da transmissão”” assinatura=”Priscilleyne Reis, gerente do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Saiba mais sobre a mpox: https://www.saude.df.gov.br/monkeypox A gerente do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), Priscilleyne Reis, lembra que apesar de uma alta taxa de transmissão da mpox no ano passado, quando chegaram a ser registrados 168 casos em um único mês, setembro, hoje é possível dizer que a doença está controlada. “Observamos uma queda bastante expressiva da transmissão a partir de outubro. De modo geral, o cenário do DF é similar ao que observamos na Europa e nas Américas, onde temos uma desaceleração importante da transmissão”, explica. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O primeiro caso no Distrito Federal foi confirmado em maio de 2022. Até agora, são 381, sendo 327 somente entre julho e setembro. O último caso registrado foi em janeiro, quando foram confirmadas quatro contaminações. Em fevereiro e em março o Distrito Federal não registrou pessoas com mpox. Apesar da redução, Priscilleyne Reis destaca a importância de profissionais de saúde e a população em geral manterem a atenção para os sinais e sintomas da doença. “A vacinação está direcionada apenas para um grupo bastante restrito de pessoas, principalmente como estratégia de proteção das pessoas com maior risco de evolução para as formas graves da doença”, completa. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
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