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mulheres em situação de vulnerabilidade

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Mulheres vítimas de violência doméstica no DF podem solicitar o Aluguel Social

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Mulheres em situação de violência doméstica e familiar que precisem deixar o lar para preservar a integridade física podem solicitar o Aluguel Social. O benefício é de R$ 600 mensais para despesas com moradia por até seis meses, com possibilidade de prorrogação por igual período. Unidades do Espaço Acolher estão entre as instituições que fazem acompanhamento psicossocial de mulheres em situação de vulnerabilidade | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Atualmente, 765 mulheres recebem o auxílio; e, entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 4.327 atendimentos. O acesso ocorre por demanda espontânea, e não há limite de vagas. Critérios para solicitar o benefício ⇒ Possuir medida protetiva de urgência vigente, expedida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), com base na Lei Maria da Penha ⇒ Estar em situação de vulnerabilidade econômica e social ⇒ Precisar deixar a residência em caráter emergencial devido ao risco de morte ou agravamento da violência ⇒ Não possuir outro imóvel ou local seguro para morar ⇒ Não ter condições financeiras de custear despesas com moradia ⇒ Residir no Distrito Federal ⇒ Possuir renda per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar de até dois salários mínimos ⇒ Estar em acompanhamento psicossocial na Casa da Mulher Brasileira, em alguma unidade do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), na Casa Abrigo ou nos Espaços Acolher. Como solicitar O primeiro passo é procurar presencialmente uma das unidades de atendimento psicossocial. Durante o atendimento, uma equipe multidisciplinar avalia a situação da vítima e elabora um relatório técnico para verificar se ela atende aos critérios estabelecidos pela Portaria nº 49/2026. Se o benefício for concedido, o valor deverá ser utilizado para despesas com moradia. O que é necessário durante o recebimento Enquanto recebe o auxílio, a beneficiária deve manter o acompanhamento psicossocial em uma das unidades ou na rede de proteção às mulheres vítimas de violência. Também é necessário apresentar, nos primeiros 45 dias de recebimento do benefício, o contrato de locação do imóvel ou uma declaração assinada pelo proprietário. Mulheres que não possuírem documentos para comprovar renda ou residência poderão utilizar autodeclaração. Além disso, é obrigatória a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), caso ainda não estejam cadastradas, e a apresentação do comprovante de cadastro no programa habitacional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). Quando indicado, também poderá ser necessária a participação em programas sociais complementares. Como funciona a prorrogação O benefício pode ser disponibilizado por mais seis meses. Para isso, a beneficiária deverá comprovar inscrição em pelo menos dois cursos de capacitação, qualificação profissional ou empreendedorismo. Também é preciso, nesse caso, apresentar o comprovante de cadastro na Codhab e um documento que comprove a continuidade da locação do imóvel, como contrato de aluguel ou declaração do locador A permanência depende do cumprimento dos critérios previstos e da regularidade do acompanhamento feito pelas unidades ou pela rede de proteção às mulheres vítimas de violência. 

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Projeto conscientiza trabalhadores da construção civil sobre prevenção à violência doméstica

As experiências de violência doméstica que presenciou durante a infância e a adolescência fizeram o pedreiro Francisco Pereira, de 35 anos, morador de Samambaia, valorizar iniciativas voltadas à conscientização dos homens sobre o tema. Participante de uma ação do projeto Conversa com Eles em um canteiro de obras da Supera Engenharia, na Asa Sul, ele acredita que o diálogo é um caminho importante para prevenir novos casos. “Vivemos agora uma outra época, de maior conscientização da necessidade de proteção das mulheres. Mas ainda há muitos homens que precisam entender isso e mudar a cabeça. Por isso é muito importante levar essa noção de respeito ao maior número possível de homens", afirma.  O projeto Conversa com Eles promove diálogo sobre masculinidade, responsabilidade afetiva, igualdade de gênero, sinais de violência e canais de denúncia | Fotos: Divulgação/Sejus-DF É justamente com esse objetivo que a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) desenvolve o projeto Conversa com Eles. Criada em 2024 e integrante do programa Direito Delas, a iniciativa já levou orientações sobre prevenção da violência doméstica, respeito às mulheres e relacionamentos saudáveis a mais de 5 mil trabalhadores da construção civil em canteiros de obras de diversas regiões do Distrito Federal.  “Ainda há muitos homens que precisam entender isso e mudar a cabeça. Por isso é muito importante levar essa noção de respeito ao maior número possível de homens” Francisco Pereira, pedreiro Realizado em parceria com o Sinduscon-DF, o projeto promove conversas diretas e acolhedoras sobre masculinidade, responsabilidade afetiva, igualdade de gênero, sinais de violência e canais de denúncia, levando o debate para ambientes tradicionalmente masculinos. A proposta é estimular reflexões sobre comportamentos que alimentam a violência de gênero e incentivar a construção de relações mais respeitosas dentro e fora de casa.  Conversas Nos encontros, especialistas da Sejus conduzem conversas sobre relacionamentos abusivos, controle emocional, comunicação não violenta, divisão de responsabilidades e formas de acolhimento às vítimas. A iniciativa busca sensibilizar os participantes para que se tornem agentes de transformação em suas famílias, locais de trabalho e comunidades.  Parceria com o setor da construção civil permitiu ao projeto levar a discussão para os canteiros de obras Para a subsecretária de Apoio a Vítimas de Violência (Subav), Uiara Mendonça, envolver os homens na discussão é fundamental para combater o problema em sua origem. “Quando falamos de prevenção à violência contra a mulher, precisamos incluir os homens nessa conversa. O projeto cria oportunidades para que eles reflitam sobre comportamentos, revejam atitudes e compreendam seu papel na construção de relações mais saudáveis e respeitosas. É um trabalho de conscientização que gera impactos dentro das famílias e em toda a sociedade.  “Temos uma força de trabalho majoritariamente masculina. Conscientizar é um passo importante para prevenir a violência e promover relações mais respeitosas” Joana Almeida, diretora do Sinduscon-DF A parceria com o setor da construção civil tem sido fundamental para ampliar o alcance da iniciativa. Para a diretora do Sinduscon-DF, Joana Almeida, os canteiros de obras são espaços importantes para promover esse tipo de conscientização. “Temos uma força de trabalho majoritariamente masculina. Conscientizar é um passo importante para prevenir a violência e promover relações mais respeitosas”, destaca. Ampliação do projeto Tradicionalmente realizado em canteiros de obras, o Conversa com Eles ganhou novos formatos e ampliou seu alcance em 2026. A iniciativa passou a visitar outros ambientes predominantemente masculinos, como atacadistas, garagens de empresas de transporte coletivo, clínicas, empresas de limpeza urbana e órgãos públicos. Durante as atividades, especialistas da Sejus conduzem conversas sobre masculinidade, respeito, responsabilidade afetiva e enfrentamento à violência contra a mulher, incentivando reflexões sobre comportamentos cotidianos, relacionamentos abusivos, acolhimento às vítimas e canais de denúncia. Somente neste ano, já foram realizadas 17 ações em diferentes instituições. A rede Super Adega recebeu sete atividades, que alcançaram 403 colaboradores. O Atacadão Dia a Dia sediou uma ação, com participação de 49 trabalhadores. A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) concentrou seis encontros, alcançando 899 pessoas, entre servidores e colaboradores de empresas parceiras. Entre as atividades está a capacitação promovida para funcionários da BSB Bus durante o período de Carnaval. Também participaram das ações trabalhadores das empresas Valor Ambiental e Suma Resíduos Sólidos, com 50 participantes cada, além da Clínica Fenelon, que recebeu uma palestra voltada a 50 colaboradores.  Direito Delas Funcionários da BSB Bus participam de atividade de conscientização e pela mudança de comportamento  "Ao ampliar o projeto, ampliamos também nossa capacidade de prevenir situações de violência e proteger vidas” Jaime Santana, secretário interino de Justiça e Cidadania Para o secretário interino de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, a expansão do projeto demonstra a importância de investir em ações preventivas para enfrentar a violência contra a mulher. “O enfrentamento à violência contra a mulher passa pela conscientização e pela mudança de comportamento. O Conversa com Eles tem mostrado que é possível levar esse debate para diferentes ambientes de trabalho e promover reflexões que contribuem para uma cultura de respeito e responsabilidade. Ao ampliar o projeto, ampliamos também nossa capacidade de prevenir situações de violência e proteger vidas”, ressalta. Coordenado pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), o programa Direito Delas reúne ações permanentes de prevenção, acolhimento e enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa atua em diferentes frentes, promovendo orientação, assistência psicossocial, capacitação profissional e fortalecimento da autonomia feminina. [LEIA_TAMBEM]Um dos principais pilares do programa são os 12 polos Direito Delas distribuídos pelo Distrito Federal. Nessas unidades, mulheres em situação de vulnerabilidade têm acesso gratuito a atendimento psicológico, orientação jurídica, assistência social e atividades voltadas para o fortalecimento da autoestima e da independência financeira. Além dos polos, o programa engloba projetos como o Conversa com Eles, que promove a conscientização do público masculino sobre prevenção da violência doméstica; o Banco de Talentos, voltado à qualificação e geração de renda; e diversas campanhas educativas realizadas ao longo do ano. A proposta é atuar tanto no acolhimento das vítimas quanto na prevenção das violências, fortalecendo a rede de proteção às mulheres e promovendo uma cultura de respeito, igualdade e cidadania em todo o Distrito Federal. *Com informações da Sejus-DF  

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Divas no Digital capacita mulheres em situação de vulnerabilidade como empreendedoras nas redes sociais

No mês dedicado às mulheres, uma iniciativa voltada para inclusão digital e ao empreendedorismo feminino transforma o acesso à tecnologia em ferramenta de autonomia. No Riacho Fundo II, o projeto Divas no Digital, desenvolvido por meio de parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e o Instituto Stefano Fumasoli, oferece capacitação gratuita para mulheres em situação de vulnerabilidade social. Cursos reúnem, atualmente, 50 mulheres, que assistem a aulas ministradas nos períodos vespertino e noturno | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “Nossa missão é conectar o talento dessas mulheres às oportunidades reais da economia digital” Samara Araújo, subsecretária de Inovação, Capacitação e Inclusão Digital  Atualmente, 50 mulheres entre 14 e 60 anos participam das aulas, divididas em duas turmas: uma no período vespertino, das 14h às 18h, e outra no noturno, das 19h às 21h. Durante o curso, as participantes têm acesso a conteúdos de marketing digital, gestão de redes sociais e inteligência artificial, com foco na aplicação prática para impulsionar pequenos negócios e iniciativas empreendedoras. Capacitação Para a subsecretária de Inovação, Capacitação e Inclusão Digital da Secti-DF, Samara Araújo, iniciativas como essa contribuem para ampliar a participação feminina na economia digital e fortalecer o empreendedorismo local.  “Nossa missão é conectar o talento dessas mulheres às oportunidades reais da economia digital”, afirma. “Ao oferecer formação gratuita em marketing, branding e gestão de redes sociais, estamos injetando mão de obra qualificada no mercado e fomentando o empreendedorismo feminino local. Com 240 vagas totais, o projeto fortalece o ecossistema de inovação do DF, garantindo que o desenvolvimento econômico da nossa região seja inclusivo e chegue a quem mais precisa.” Janaína Braga, presidente do Instituto Fumasoli, mantém o foco nas condições das mulheres atendidas: “No projeto de marketing digital, vemos a importância de utilizar as redes sociais, porque a maioria das alunas tem dificuldade de sair para trabalhar fora de casa” Há 16 anos, o projeto desenvolve capacitação profissional e apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Segundo a presidente do Instituto Fumasoli, Janaína Bezerra Amaral Braga, a proposta é oferecer ferramentas que permitam às mulheres ampliar a renda e conquistar maior autonomia financeira, principalmente no caso daquelas que já empreendem ou têm dificuldade de trabalhar fora de casa. Ela afirma que, desde a criação do projeto, mais de 20 mil pessoas já passaram pelas atividades promovidas pela instituição. “Nós capacitamos mulheres que sofrem violência doméstica com vulnerabilidade social”, aponta. “No projeto de marketing digital, por exemplo, vemos a importância de utilizar as redes sociais, porque a maioria das alunas tem dificuldade de sair para trabalhar fora de casa. E são vendedoras, empreendedoras individuais, então é uma maneira de elas conseguirem ter um alcance maior para vender o seu produto.” Crescimento profissional A cantora de forró Cília Rezende procurou o curso para aprimorar as formas de divulgar seu trabalho: “Agora eu posto um vídeo e as pessoas já estão me procurando com mais facilidade” Nas aulas, as participantes aprendem desde conceitos básicos até estratégias para divulgar produtos e serviços na internet. O curso inclui orientações sobre público-alvo, criação de conteúdo, produção de vídeos e edição para redes sociais. [LEIA_TAMBEM]A professora Jully Teixeira explica que muitas alunas chegam com ideias de negócios, mas sem saber como utilizar as plataformas digitais para divulgar o trabalho. “Aqui temos muitas mulheres empreendedoras que não têm conta no Instagram, não sabem fazer uma vitrine do negócio online. Então, nas aulas a gente ensina um pouco sobre encontrar o público-alvo, montar roteiro de vídeo, o que postar e o que não postar”, explica. “A gente montou o Instagram das meninas e agora estamos aprendendo a editar os vídeos que elas mesmas filmaram”. De acordo com a professora, ao longo das aulas também é possível perceber mudanças na confiança e na motivação das participantes, que passam a enxergar novas possibilidades de crescimento para seus empreendimentos: “Elas chegam bem perdidas, mas com o passar do tempo já começaram a ficar mais animadas, ter ideias de conteúdos e tudo, porque a gente vai trabalhando a criatividade também. Elas vão começando a confiar mais no negócio próprio delas”. Entre essas alunas está a aposentada Cília Rezende, de 65 anos. Cantora de forró, ela buscou o curso para aprender a divulgar melhor o próprio trabalho nas redes sociais. “Eu tenho Instagram, mas não sou muito boa em tecnologia”, afirma. “Quando surgiu o curso, foi minha oportunidade”, comemora. “Já é a segunda semana de aula e eu já estou sabendo puxar no vídeo, editar e jogar nas redes sociais. Agora eu posto um vídeo e as pessoas já estão me procurando com mais facilidade.” A autoestima, complementa ela, também aumentou com o curso, com um ambiente feminino e acolhedor.  

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Mais de 1,6 mil pessoas foram atendidas na primeira edição deste ano do Dia da Mulher

A primeira edição de 2026 do Dia da Mulher, iniciativa da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), registrou 1.627 atendimentos, reafirmando o compromisso da instituição com a promoção da dignidade, do acolhimento e da transformação social feminina. O evento, que já contabiliza 31 edições, ocorre mensalmente no Nuclão da DPDF, localizado no Setor Comercial Norte, próximo ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Iniciativa oerece serviços gratuitos a mulheres, com foco nas que enfrentam situação de vulnerabilidade | Foto: Henrique Morais/DPDF Desde maio de 2023, mais de 58 mil atendimentos já foram prestados, tendo como foco serviços especializados voltados às mulheres em situação de vulnerabilidade. A ação ocorre sempre na primeira terça-feira útil de cada mês e tem se consolidado como uma importante política pública de acesso à Justiça e à cidadania. Durante o Dia da Mulher, são oferecidos diversos serviços gratuitos, como atendimento jurídico especializado, encaminhamentos para a rede de proteção à mulher, exames de DNA para reconhecimento de paternidade, atendimentos de saúde, oficinas de capacitação profissional e atividades de bem-estar. A proposta é garantir um atendimento facilitado, humanizado e concentrado em um único espaço, reduzindo barreiras de acesso aos serviços públicos. [LEIA_TAMBEM]“O Dia da Mulher é uma ação que traduz o papel social da Defensoria Pública ao acolher, orientar e oferecer soluções concretas para mulheres que enfrentam situações de vulnerabilidade, muitas vezes marcadas por violência, exclusão e dificuldades de acesso aos seus direitos”, ressalta o defensor público-geral do DF, Celestino Chupel. Atendimento integrado  O Dia da Mulher se consolidou como um evento integrado, atuando de forma transversal nas áreas jurídica, social, de saúde e cidadania. O objetivo é enfrentar ciclos de violência, exclusão e desigualdade que atingem milhares de mulheres no Distrito Federal. A cada edição, novas parcerias ampliam a oferta de serviços, abrangendo desde saúde e segurança até acesso à Justiça e oportunidades econômicas. O volume expressivo de atendimentos evidencia a relevância da ação diante dos desafios enfrentados por mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas delas chefes de família, vítimas de violência ou economicamente dependentes de seus agressores. A dificuldade de acessar diferentes órgãos públicos reforça a importância de um atendimento unificado, acolhedor e eficiente. *Com informações da Defensoria Pública do DF      

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Restaurando Sorrisos já ofereceu atendimento odontológico para mais de 4,1 mil mulheres em situação de vulnerabilidade

Mais de 4,1 mil mulheres já foram atendidas pelo programa Saúde Mais Perto do Cidadão — Restaurando Sorrisos, criado para oferecer serviços odontológicos gratuitos ao público feminino em situação de vulnerabilidade social. Desde o lançamento da ação, em março deste ano, até este mês, foram mais de 27,8 mil procedimentos executados em quatro regiões administrativas — Paranoá, Itapoã, Sobradinho e Planaltina, onde a unidade móvel está disponível atualmente. Desde o lançamento da ação, em março deste ano, até este mês, foram mais de 27,8 mil procedimentos executados em quatro regiões administrativas — Paranoá, Itapoã, Sobradinho e Planaltina | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília A iniciativa é desenvolvida pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Saúde (SES-DF), em parceria com o Instituto Brasileiro de Saúde, Ensino, Pesquisa e Extensão para o Desenvolvimento Humano (IBSaúde). O investimento é de R$ 8 milhões, com recursos de emenda parlamentar do deputado federal Rafael Prudente. “O Restaurando Sorrisos busca devolver dignidade e autoestima de pessoas em situação de vulnerabilidade. Esse projeto reafirma o compromisso da Secretaria de Saúde com a transformação social”, destaca o titular da pasta, Juracy Lacerda. “Nosso objetivo é acolher, proteger e oferecer caminhos para a reconstrução da vida dessas pessoas”, completa. Em Planaltina, os atendimentos começaram em agosto e vão até 13 de dezembro, sempre de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. A estrutura foi instalada no estacionamento da administração regional da cidade. As pacientes têm acesso a procedimentos que vão desde consultas e limpezas a tratamentos mais complexos, como canal e próteses dentárias. “Quando a gente não consegue oferecer algum atendimento específico, informamos no sistema de regulação da Secretaria de Saúde para que elas possam seguir com o tratamento”, ressalta a coordenadora substituta do programa, Thamires Milena Brandão. “Elas saem daqui revigoradas, dá para ver no olhar delas que aquilo ali é algo que elas não conseguem pagar por fora. Faz com que elas possam voltar para o mercado de trabalho, voltar a ter uma vida social melhor, a sorrir melhor, coisas que não conseguiam fazer antes”, salienta Brandão, que é dentista especialista em prótese. Assim que ficou sabendo do programa, a dona de casa Maria Conceição Nascimento, 52 anos, tratou de conseguir uma vaga Assim que ficou sabendo do programa, a dona de casa Maria Conceição Nascimento, 52 anos, tratou de conseguir uma vaga. “Minha irmã me falou para procurar a carreta quando estava em Sobradinho, mas esperei vir para mais perto da minha casa”, revelou ela, que já fez uma limpeza bucal e tem mais procedimentos agendados. “É bom porque eu não estava podendo pagar agora e acho que vai deixar meu sorriso mais bonito.” A renovação do sorriso também vai fazer diferença na vida da aposentada Margarida Pereira Sales, 72. Moradora de Planaltina, ela já fez a limpeza e receberá uma prótese dentária. “Tenho um dente que quebrou, mas não pude consertar porque cancelei o convênio por não conseguir pagar mais. Agora vai dar certo”, afirma ela, que elogia a iniciativa. “É uma coisa muito boa para muitas mulheres que não tem condição de sorrir direito por vergonha. É uma bênção para muita gente.” Saiba mais Para participar, é necessário residir no Distrito Federal, ter 18 anos ou mais, estar registrado no CadÚnico e apresentar o documento de identidade, CPF e cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). A inscrição é feita presencialmente, das 9h às 16h. As consultas são confirmadas por ligação ou mensagem via WhatsApp. A unidade móvel é equipada com quatro consultórios para procedimentos básicos e complexos, como limpezas, restaurações, radiografias, extrações, tratamento de canal e colocação de próteses dentárias. A equipe multiprofissional é composta por cirurgiões-dentistas, técnicos em saúde bucal, auxiliares e assistentes sociais.

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Vigésima nona edição do Dia da Mulher ofertará atendimento integral

Iniciativa da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), o Dia da Mulher terá sua 29ª edição nesta segunda-feira (3/11), das 8h às 14h, ofertando atendimento integral às mulheres em situação de vulnerabilidade. A ação será realizada no Nuclão da DPDF (Setor Comercial Norte, Quadra 1, Bloco G, Edifício Rossi Esplanada Business, Loja 1, próximo ao Hospital Regional da Asa Norte). Mais de 52 mil pessoas já foram atendidas pelo programa, que ocorre sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês. Há oferta de atendimento jurídico especializado, encaminhamentos para a rede de proteção à mulher, exames de DNA para reconhecimento de paternidade, atendimentos de saúde, atividades de bem-estar, oficinas de capacitação e diversas outras ações, todas gratuitas e de fácil acesso à população. Programa da Defensoria Pública abrange oferta de serviços de entidades do governo e parcerias | Foto: Divulgação/DPDF Cada atendimento realizado é uma oportunidade de fortalecer direitos, oferecer acolhimento e proporcionar autonomia às mulheres, garantindo que a Justiça chegue de forma efetiva a quem mais precisa”, afirma o defensor público-geral, Celestino Chupel. Na edição de setembro, Rosângela Ferreira, de 39 anos, moradora de Ceilândia, conseguiu resolver diferentes pendências. “Este dia sempre representa um recomeço para mim”, contou. “Consegui orientação jurídica sobre a guarda dos meus filhos e ainda tive acesso a atendimento de saúde. Aqui, além de resolver questões práticas, a gente encontra acolhimento e apoio. Saio fortalecida e muito grata à Defensoria por olhar para nós com tanto cuidado”. Com a participação de órgãos públicos, instituições e parceiros da iniciativa privada, o Dia da Mulher se consolidou como um evento de caráter integrado e humanizado, atuando nas áreas jurídica, social, de saúde e cidadania. A ação tem como objetivo enfrentar ciclos de violência, exclusão e desigualdade, promovendo o fortalecimento feminino e o acesso à informação. [LEIA_TAMBEM]A cada edição, novas parcerias ampliam a oferta de serviços voltados às mulheres, contemplando desde saúde e segurança até acesso à Justiça e oportunidades econômicas. Veja abaixo, os serviços prestados durante a ação. Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) . Requerimento de Passe Livre para mulheres vítimas de violência . Exames de DNA gratuitos . Mediação e conciliação . Orientação jurídica . Iniciais de Família . Iniciais de saúde . Atendimento psicossocial  Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) / Cras Móvel Serviços socioassistenciais (senhas limitadas) Sesc-DF Mamografia Exame citopatológico (preventivo) Centro Universitário do Distrito Federal (Cliniprev/UDF) Atendimento e orientação relacionados a: INSS e BPC/Loas Secretaria de Saúde (SES-DF) Multivacinação Uniforense Aferição de pressão arterial Escuta qualificada Higienização facial Hidratação das mãos Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab/DF) Regularização e inscrição. Caixa Econômica Federal . Consulta . Desbloqueio dos aplicativos Caixa Tem e FGTS . Emissão de boleto, emissão de cartão social, poupança e conta corrente . Consulta PIS e FGTS . Renegociação de dívida Neoenergia . Esclarecimento de dúvidas . Solicitações de serviços Caesb . Distribuição de água potável . Negociação e renegociação . Alteração de titularidade . Suspensão de fornecimento e religação . Revisão de conta . Agendamento de atendimento BRB Mobilidade . Cadastro BRB Mobilidade . Solicitação e cobrança de 2ª via do Cartão Mobilidade Instituto Sabin . Distribuição de vouchers para exames laboratoriais Escola Nacional de Acupuntura . Auriculoterapia . Ventosaterapia Escola de Barbeiro Roberto Ramos . Corte feminino . Corte masculino e barba Instituto Comunitário Mãos das Artes . Corte de cabelo feminino. Ceub . Atendimento psicológico às mulheres vítimas de violência. Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) . Atendimento psicossocial às mulheres vítimas de violência doméstica. Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Prevenção e orientação às mulheres vítimas de violência doméstica Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD) . Cadastro da pessoa com deficiência; . Carteira de identificação da pessoa com transtorno do espectro autista (TEA) . Solicitação do cartão de identificação da pessoa com deficiência . Orientações para concessão de Passe Livre – PCD . Orientações para concessão de benefício de prestação continuada (BPC) Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) . Vagas de emprego . Cesta do trabalhador . Atendimento ao empregador . CTPS digital . Inscrições e orientações para os cursos ofertados pela secretaria . Programa Prospera (microcrédito) . Seguro-desemprego . Orientação profissional Secretaria de Educação (SEEDF) . Cartão Creche . Cartão Material Escolar Secretaria de Turismo (Setur-DF) . Emissão de carteira do artesão e trabalho manual. Secretaria da Mulher (SMDF) . Doação de absorventes íntimos . Orientações a mulheres vítimas de violência . Esclarecimentos em relação às diversidades etária, étnico-racial, LGBTQIA+ e mães atípicas Secretaria de Saúde (Caps) . Assistência em saúde mental, álcool e drogas Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) . Atendimento e orientação multilíngue a mulheres migrantes. Senac-DF Cadastro no programa cursos de gratuidade Trança de cabelo feminino. Instituto + Brasal . Distribuição de refrigerantes Instituto Fecomércio . Vagas de estágio ou jovem aprendiz para estudantes do ensino médio, técnico e superior . Para conclusão do cadastro, será necessário que a candidata ou responsável legal informe o CPF, RG, dados escolares e dados pessoais Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDF) / Núcleo Judiciário da Mulher . Prevenção e enfrentamento da violência doméstica contra a mulher . Atendimentos psicossociais de orientação e de sensibilização Procuradoria Especial da Mulher/Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) . Recebimento de denúncias de violência institucional contra mulheres . Recebimento de denúncia de assédio sofrido por mulheres no ambiente de trabalho . Orientações sobre direitos das mulheres e políticas públicas.   *Com informações da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF)  

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Portal reúne dados para orientar políticas públicas e amplia a transparência sobre a realidade feminina no DF

Criado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), o Observatório de Violência Contra a Mulher e Feminicídio tem se consolidado como uma ferramenta essencial para promover a igualdade de gênero e aprimorar as políticas públicas voltadas às mulheres. Coordenado pela Secretaria da Mulher (SMDF) e regulamentado pelo Decreto nº 45.174, de 21 de novembro de 2023, o órgão atua na coleta e análise de dados que orientam ações estratégicas em diversas áreas. Nos seis primeiros meses deste ano, a rede de atendimento à mulher registrou 24.983 atendimentos psicossociais, acolhendo 11.226 mulheres em situação de vulnerabilidade. Os números integram o banco de dados do observatório, que reúne informações sobre escolaridade, saúde, emprego, programas sociais e segurança pública. De acordo com a vice-governadora do DF, Celina Leão, o observatório foi criado para fortalecer as políticas de combate à violência contra as mulheres. “O Observatório [de Violência Contra a Mulher e Feminicídio] tem como principais objetivos contribuir para a igualdade de gênero, ampliar o debate sobre as questões femininas e produzir diagnósticos qualificados sobre a situação das mulheres”, afirmou. A Secretaria da Mulher é responsável por articular com órgãos e entidades, receber e encaminhar dados oficiais sobre as mulheres ao Comitê Gestor, além de divulgar informações e resultados de pesquisas realizadas. Os dados são atualizados trimestralmente e abrangem temas como escolaridade, saúde, emprego, programas sociais e segurança pública. A Secretaria da Mulher é responsável por articular com órgãos e entidades, receber e encaminhar dados oficiais sobre as mulheres ao Comitê Gestor, além de divulgar informações e resultados de pesquisas realizadas | Foto: Divulgação/SMDF A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destacou que a iniciativa reforça o compromisso do GDF com a transparência e a efetividade das ações públicas. “Esses dados são fundamentais para consolidar políticas públicas que façam diferença na vida das mulheres, mostrando o empenho do governo em prevenir e enfrentar a violência de gênero”, disse. O Comitê Gestor do observatório é formado por representantes de órgãos e entidades estratégicos, como o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), a Secretaria de Educação (SEEDF) e a Secretaria de Saúde (SES-DF). Juntos, eles garantem a atualização periódica das informações e a integração dos dados em nível distrital. Segundo a secretária-executiva do observatório, Letícia Araújo, o portal é uma ferramenta essencial para gestores, pesquisadores e para a própria sociedade. “Com base nos dados, é possível tomar decisões mais assertivas e compreender melhor a realidade das mulheres. O Observatório de Violência Contra a Mulher e Feminicídio reúne informações atualizadas de 2023, 2024 e 2025, disponíveis a qualquer cidadão, fortalecendo a transparência e a construção de políticas públicas baseadas em evidências”, explicou. A ampliação da atuação do colegiado foi impulsionada pelo aumento do orçamento da Secretaria da Mulher, que cresceu 743% entre 2020 e 2024. Enquanto em 2020 foram aplicados pouco mais de R$ 10,3 milhões, no ano passado o valor empenhado chegou a R$ 86,9 milhões. O Observatório conta ainda com a colaboração de órgãos públicos federais, estaduais e municipais, além de organismos internacionais, o que amplia sua capacidade de análise e ação no combate à violência de gênero. A população pode acessar os dados e acompanhar as atualizações pelo site observatoriodamulher.df.gov.br. *Com informações da Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF)

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Projeto Jornada da Mulher Trabalhadora oferece 420 vagas

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) abriu inscrições para o projeto Jornada da Mulher Trabalhadora – Capacitação e Profissionalização Feminina. Ao todo, estão sendo oferecidas 420 vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional voltados exclusivamente para o público feminino. Projeto investe na promoção da autonomia econômica de mulheres em situação de vulnerabilidade | Arte: Divulgação/Sedet-Df Abertas até 3 de agosto, as inscrições devem ser feitas de forma eletrônica, por meio do portal da Sedet-DF, onde as interessadas deverão preencher o formulário. A iniciativa tem como objetivo promover a autonomia econômica e a inclusão produtiva de mulheres em situação de vulnerabilidade social, ampliando oportunidades de acesso ao mercado de trabalho e à geração de renda. Confira o edital.  Faça sua inscrição aqui. *Com informações da Sedet-DF  

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Dia da Mulher da DPDF ultrapassa a marca de dois mil atendimentos gratuitos a mulheres em situação de vulnerabilidade

A 25ª edição do Dia da Mulher da DPDF realizou 2.008 atendimentos gratuitos a mulheres em situação de vulnerabilidade. Com ações mensais desde maio de 2023, a iniciativa tem como principal objetivo promover dignidade, acolhimento e transformação social por meio de uma série de serviços nas áreas jurídica, de saúde, assistência social, cidadania e bem-estar. Em 25 edições, a ação promoveu 44.857 atendimentos gratuitos, reafirmando o compromisso da instituição com a dignidade, o acolhimento e a transformação social das mulheres do DF. O projeto Dia da Mulher da DPDF oferece serviços nas áreas jurídica, de saúde, assistência social, cidadania e bem-estar a mulheres em situação de vulnerabilidade | Foto: Divulgação/DPDF Para o defensor público-geral, Celestino Chupel, o projeto já se consolidou como uma política pública permanente de atenção às mulheres. “A cada edição, o Dia da Mulher fortalece o compromisso com uma instituição mais próxima, sensível e transformadora. São diversos atendimentos que refletem a força de uma rede comprometida com a equidade, a inclusão e a justiça social. Essa ação é sobre cuidar, escutar e transformar realidades”, comemorou. A moradora do Paranoá Valdirene Almeida, de 68 anos, participou da 25ª edição do Dia da Mulher promovido pela Defensoria Pública do Distrito Federal. Ela recebeu orientação jurídica, aferição de pressão, atendimento com psicóloga, além de voucher para exames laboratoriais e corte de cabelo. “É muito bom ver um evento voltado para nós, mulheres, que muitas vezes não temos acesso fácil a esses serviços. São diversos atendimentos oferecidos em um só lugar, o que facilita muito a vida de quem precisa. Estão todos de parabéns pela organização e pelo cuidado com a gente”, elogiou. *Com informações da DPDF

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Projeto Restaurando Sorrisos leva saúde bucal para mulheres em situação de vulnerabilidade de Sobradinho II

Fazia algum tempo que a dona de casa Luciene Xavier Bahia, 47 anos, desejava se consultar com um dentista para checar a saúde bucal. No entanto, a necessidade era sempre deixada de lado devido à falta de recursos financeiros. Até que ela soube da chegada do projeto Saúde Mais Perto do Cidadão – Restaurando Sorrisos a Sobradinho II e, imediatamente, foi garantir seu atendimento. “Minha irmã ia vir e me chamou, aí eu aceitei, claro, porque a gente sabe como é difícil ter acesso a tratamentos odontológicos hoje em dia”, conta. “É perto de casa, e vou sair com um sorriso novo, bem mais bonito”. Itinerante, a estrutura de atendimento odontológico é bem-aparelhada e vai ao encontro das políticas sociais dirigidas a mulheres em situação de vulnerabilidade | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Voltado a mulheres em situação de vulnerabilidade e vítimas de violência doméstica, o projeto é desenvolvido pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Saúde (SES-DF), em parceria com o Instituto Brasileiro de Saúde, Ensino, Pesquisa e Extensão para o Desenvolvimento Humano (IBSaúde). O investimento é de R$ 8 milhões, com recursos de emenda parlamentar do deputado federal Rafael Prudente. “Muitas dessas mulheres passaram por experiências extremamente delicadas e encontram-se em situação de vulnerabilidade”, salienta o vice-presidente do IBSaúde, Vinícius Medeiros. “Com essa iniciativa, buscamos contribuir para o resgate da dignidade, da autoestima e do bem-estar emocional, elementos fundamentais para a plena reintegração social e qualidade de vida.” Os serviços estão em Sobradinho II desde o dia 16 deste mês e seguem até 13 de agosto. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, no estacionamento da administração regional da cidade. A unidade móvel, que já passou pelo Itapoã e Paranoá, beneficiando mais de 1,7 mil mulheres e registrando 13 mil procedimentos, também vai contemplar Planaltina. Valdenice de Assis garantiu sua vaga e já está em tratamento:  “Eu tinha dificuldade em achar atendimento, porque dependendo do tratamento, fica caro. Esse projeto veio na hora certa” Para participar, as interessadas devem se inscrever presencialmente, sempre às segundas-feiras, até 3 de agosto, das 9h às 16h. É necessário residir no Distrito Federal, estar registrada no CadÚnico e apresentar o documento de identidade, CPF e cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). As consultas são confirmadas por ligação ou mensagem via WhatsApp. Autoestima renovada “A ideia é que elas saiam melhor do que entraram, com a saúde e a autoestima renovada”, afirma a cirurgiã-dentista Marillya Mesquita Em Sobradinho II, a expectativa é alcançar mil mulheres com consultas e exames. A vendedora Valdenice de Assis, 36, já garantiu uma vaga. Após a inscrição, ela passou por avaliação da dentista e recebeu uma limpeza com flúor - essencial para a saúde da gengiva e a estética dos dentes. “Acho que vou precisar de obturação e prótese, e outras coisas também”, comenta. “Eu tinha dificuldade em achar atendimento, porque dependendo do tratamento, fica caro. Esse projeto veio na hora certa”. [LEIA_TAMBEM]A cirurgiã-dentista Marillya Mesquita acentua que o objetivo principal é oferecer bem-estar e qualidade de vida às beneficiadas: “A ideia é que elas saiam melhor do que entraram, com a saúde e a autoestima renovada. Não tem nada pior do que sentir dor e ter um rosto inchado. O GDF tem unido forças para ajudar essas mulheres que tanto precisam”. A unidade móvel é equipada com quatro consultórios para procedimentos básicos e complexos, como limpezas, restaurações, radiografias, extrações, tratamento de canal e colocação de próteses dentárias. A equipe multiprofissional é composta por cirurgiões-dentistas, técnicos em saúde bucal, auxiliares e assistentes sociais. “É importante lembrar que os atendimentos especializados são limitados, ou seja, não conseguimos fazer todos aqui, tanto por estarmos em uma carreta como pelo tempo disponível”, reforça Marillya. Ela explica que, tão logo é feito o cadastro, os dados das mulheres são enviados para a regulação da Secretaria de Saúde para dar continuidade ao atendimento. Acompanhe o andamento do projeto pelo Instagram.  

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