Resultados da pesquisa

museu

Thumbnail

Estudantes da rede pública visitam museu e aprendem sobre separação de resíduos

Na última sexta-feira (24), três turmas de alunos da Escola Classe 305 Sul participaram de uma visita ao museu do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU-DF). A ação teve como foco a educação ambiental, com atividades voltadas à conscientização sobre a separação correta dos resíduos e o destino adequado do lixo. Durante a visita, os estudantes assistiram a uma palestra conduzida pelo gerente de educação ambiental do SLU, Allysson Silva, que destacou a importância de ensinar práticas sustentáveis desde a infância. A atividade abordou temas como a separação correta dos resíduos e o processo de compostagem. “Buscamos dialogar com as crianças sobre a forma correta de separar o lixo, além de ensinar como os resíduos orgânicos podem ser transformados em adubo por meio da compostagem”, explicou. O presidente do SLU-DF, Luiz Felipe Carvalho, acompanhou a atividade e ressaltou a relevância da iniciativa para a formação cidadã das novas gerações. “É muito importante ver as crianças aprendendo desde cedo sobre educação ambiental. São elas que vão ajudar a construir um futuro mais sustentável para todos”, destacou. A ação teve como foco a educação ambiental, com atividades voltadas à conscientização sobre a separação correta dos resíduos e o destino adequado do lixo | Foto: Divulgação/SLU-DF Aprendizado de forma lúdica A programação também contou com a participação do Garizito, mascote do SLU-DF, que interagiu com os alunos de forma lúdica e reforçou as mensagens sobre preservação ambiental e responsabilidade no descarte de resíduos. A visita integra o conjunto de ações educativas promovidas pelo SLU com o objetivo de incentivar a conscientização ambiental e estimular mudanças de comportamento no dia a dia da população. Por meio de iniciativas como essa, a autarquia busca fortalecer a cultura do descarte correto de resíduos e contribuir para a construção de uma cidade mais limpa, organizada e sustentável. *Com informações do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Museu da Educação é inaugurado na sede da SEEDF

Criado para preservar e difundir a memória da educação local, o Museu da Educação do Distrito Federal (Mude) foi inaugurado na última quarta-feira (1º) no Shopping ID, local da sede da Secretaria de Educação do DF (SEEDF). Com o objetivo de fortalecer identidade da escola e do professor, e a contribuição para a qualidade e a renovação dos processos educativos, o espaço reúne um acervo de objetos e documentos preservados pela Universidade de Brasília (UnB). Estiveram presentes na cerimônia de abertura a então secretária de Educação, Hélvia Paranaguá; o secretário-executivo da SEEDF, Isaias Aparecido; a então subsecretária de Educação Básica, Iêdes Braga; a professora da SEEDF e presidente da Comissão de Criação, Implantação e Implementação do Museu da Educação do Distrito Federal (Ceme), Martita Icó; a professora aposentada e coordenadora do projeto, Eva Waisros Pereira; o membro da Ceme, Wagner Barja, além de outros colaboradores e servidores da pasta. De acordo com Hélvia Paranaguá, a inauguração do espaço foi um momento histórico para o Distrito Federal e a realização de um sonho antigo. “É uma oportunidade de reconhecer valores e preservar a trajetória de quem constrói todos os dias a educação pública do DF”. A cerimônia de abertura do Museu da Educação ocorreu na última semana de março | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF Os objetos e documentos que compõem a exposição de longa duração do museu foram preservados pela UnB, que abrigou o Mude por mais de 30 anos. A coleção apresenta um recorte da história da educação no Distrito Federal desde 1957. Em 2015, foi criado o banco de dados, abastecido com conteúdos referentes à história da educação de Brasília, permitindo o acesso remoto ao acervo via internet. Colaboração Qualquer pessoa física ou jurídica pode colaborar com a iniciativa na condição de voluntário ou parceiro. Quem quiser doar algum material relacionado à memória da educação no DF pode contatar o museu, onde a doação será analisada conforme alguns critérios, inclusive o estado de conservação. O acervo reúne documentos históricos, vídeos, fotografias, mobiliário das escolas, materiais didáticos, diplomas, lousas, canetas, cartilhas de alfabetização, livros didáticos, livros infantis, livros de leitura, cadernos, ábaco, jogos pedagógicos, pastas escolares, merendeiras, cartazes, mimeógrafos, projetores, boletins, cadernetas escolares e outros. A respeito dos recursos oferecidos pelo local, a professora da SEEDF e presidente do Ceme, Martita Icó, informou que a proposta é tornar o museu cada vez mais inclusivo. “O museu é de todos e para todos. Museu tem essa característica de abarcar todos os tipos de público. Hoje ele conta com audiodescrição, mas vamos implementar outras ferramentas para ampliar a acessibilidade”, declarou. O acervo é formado por objetos, documentos e outros itens que contam a história da educação do DF Outro desejo é desenvolver o projeto Mude Móvel para levar parte da exposição para as escolas e espaços culturais. “A ideia é garantir que todos possam conhecer a exposição e torná-la mais interativa”, apontou. O museu está aberto ao público em geral, a entrada é gratuita e o horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, no 2º subsolo do Shopping ID. Gestores escolares que desejem levar os alunos para conhecer a exposição podem entrar em contato pelo e-mail portalmude@gmail.com para agendar a visita. Outras informações sobre o Museu da Educação podem ser obtidas pelo site: http://www.museudaeducacao.com.br. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)

Ler mais...

Thumbnail

Museu de Arte de Brasília abre programação especial de aniversário

Obras clássicas, modernas e contemporâneas integram o rico acervo do Museu de Artes de Brasília (MAB). Inaugurado em 1961, o espaço cultural foi inicialmente idealizado para ser um local multiúso – serviu de anexo para o Brasília Palace Hotel, para o clube das Forças Armadas e para um casarão de samba. Só em 1985 tornou-se uma galeria, abrigando um acervo com milhares de peças que foi aberto ao público, pela primeira vez, em 7 de março de 1985. O MAB fechou para reformas em 2007. Após restaurações profundas, o museu reabriu suas portas em 2021 como um dos espaços mais novos geridos pelo Governo do Distrito Federal (GDF), garantindo acessibilidade com elevadores, rampas e pisos táteis. O MAB passou 14 anos fechado antes reabrir suas portas, em 2021, como um dos espaços mais novos geridos pelo GDF | Foto: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília De acordo com o subsecretário do Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Felipe Ramón, a importância do museu reside em dois pilares: riqueza de acervo e capacidade de educação. “Além de ser um local gostoso de passear, bonito e perto do lago, o MAB provoca uma reflexão. É um espaço de identidade, pedagógico, que também oferece entretenimento e lazer”, observa. O assessor jurídico Lucas Marques, 26, é frequentador assíduo do museu. Ele destaca a frequência de eventos gratuitos, além do acervo variado e das exposições com boa rotação: “Conhecer o MAB foi uma ótima adição. Brasília é uma cidade jovem, e todo centro cultural que é mantido de forma ativa ajuda a preservar e apresentar a cultura brasiliense”. O museu mostra a história da arte desde o século 17 até os dias atuais, atraindo exposições renomadas para Brasília | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília Estímulo nas artes O MAB mostra a história da arte desde o século 17 até os dias atuais. De acordo com o gerente do equipamento público, Marcelo Gonczarowska, há ações que só o prestígio de um museu é capaz de promover, como atrair exposições renomadas para Brasília e fazer uma conexão com o passado do país. “É um espaço que permite o contato entre artistas. Ao expor no MAB, o artista é legitimado pelo sistema da arte, encontrando mais mecanismos para sobreviver do trabalho dele”, acentua. É o que confirma o artista Sanagê, que trabalha principalmente com esculturas, tendo 15 obras públicas em Brasília. Há dois anos, ele encontrou uma oportunidade de expor no MAB, espaço que considera fundamental para que o cenário da arte se potencialize no DF. “É um museu grandioso na carreira de qualquer artista. Todos se sentem honrados em poder expor em um local tão importante na história da cidade”, declara. O museu vem batendo recordes de frequência, com um aumento de 50% nas visitações desde 2021 | Foto: Arquivo/ Agência Brasília Uma média de 3 mil visitantes passam no MAB por mês. Na primeira edição do evento Noite dos Museus, que ocorreu em 2023, mais de 3 mil pessoas passaram pelo espaço durante uma única madrugada, que trouxe visitações em horários alternativos e atrações musicais por 24h. O gerente do museu acrescenta que a instituição tem tentado alcançar toda a população de Brasília, além da classe artística que já é familiarizada com o espaço. Segundo Marcelo, o museu vem batendo recordes de frequência desde que ele reabriu, com um aumento de 50% nas visitações desde 2021. O gestor frisa, ainda, que o espaço também aproxima as embaixadas, promovendo um grande intercâmbio cultural na cidade. Programação As comemorações pelo aniversário de 39 anos do MAB estão marcadas para sábado (9) e domingo (10). As ações são todas gratuitas e não exigem inscrição prévia – no entanto, é recomendado chegar com 30 minutos de antecedência para garantir vaga. Confira a programação completa abaixo. Sábado (9) 8h30 – Saída do MAB para fotografia em campo do Grupo de Caminhadas Brasília 10h – Retorno da caminhada do Grupo de Caminhadas Brasília (GCB) 10h – ⁠Oferecimento de algodão doce e pipoca gratuitos 10h – Apresentação de aikido 10h15 – Cerimônia de entrega de duas obras doadas pelo Brasília Photo Show 10h30 – Oficina de quebra-cabeça para bebês de 18 meses a 3 anos (dez vagas disponíveis) e jogos com o Zebra 5 11h – Show do mágico Steiner 11h30 – Mesa-redonda: Mulheres nas Trilhas 14h – Oficina artística de hanetsuki para público a partir de 7 anos (dez vagas disponíveis) 15h – Visita mediada: Descubra os caminhos da cultura japonesa na exposição Dô 16h30 – Oficina de colagem fotográfica para público a partir de 12 anos (12 vagas disponíveis) 17h – Apresentação do Quarteto Buritis tocando música de câmara Domingo (10) 14h – Oficina de brincadeiras japonesas para crianças a partir de 4 anos (10 vagas disponíveis) 15h – Visita mediada 16h – Sarau com poetas das trilhas 16h30 – Oficina de antotipia para público a partir de 8 anos (10 vagas disponíveis) 17h – Caminhada Poesia entre Lentes. O Museu de Arte de Brasília fica localizado no Setor Hoteleiro e Turismo Norte (SHTN), Trecho 1, projeto Orla Polo 03, Lote 05. Há uma linha de ônibus que serve o museu: nº 104, saindo da Rodoviária.

Ler mais...

Thumbnail

Música, cinema e teatro para fugir do calor e da chuva no fim de semana

Com os termômetros nas alturas e grande probabilidade de pancadas de chuva, a melhor pedida para o fim de semana no Distrito Federal é algum programa que envolva o frescor do ar-condicionado. E a agenda cultural do quadradinho está recheada de opções. Tem cinema, festa em museu, música, feira de artesanato, teatro… Há muitas opções para quem quer diversão longe do sol e da chuva. A Noche Iberoamericana de Museos é atração no Museu de Arte de Brasília (MAB), no sábado | Foto: Divulgação/Daniel Ruiz Confira aqui algumas atrações com incentivo do Governo do Distrito Federal (GDF), que além de dar apoio financeiro, cede alguns equipamentos públicos para a realização de eventos. Música O Teatro Plínio Marcos, no Eixo Cultural Ibero-Americano, abre as portas para o Encontro de Orquestras e Coros, um evento em comemoração ao Dia Mundial da Filosofia. Será no sábado (18), às 19h, com entrada gratuita. No espetáculo, as orquestras Filarmônica Ipearte (Pará), Filarmônica Juvenil Nova Acrópole (Brasília), Metropolitana (Brasília) e Alberto Nepomuceno (Brasília), juntamente com os coros Câmara de Brasília, Criança para o Bem e Ipearte, vão apresentar um repertório que abarca obras de Handel, Mozart, Vivaldi e até carimbó. Após a apresentação musical, haverá palestra com o professor de filosofia Luis Carlos Marques Fonseca, que vai ensinar sobre os princípios da chamada “filosofia em ação”. Festa [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] ?O Museu de Arte de Brasília (MAB) será palco da Noche Iberoamericana de Museos, festa que reúne drinks, comidinhas e a chance única de visitar o espaço cultural em um horário alternativo. No som, a programação terá house music com os DJs Kosmos & Damien e a participação especial de Vivi Seixas (RJ). O evento, uma iniciativa inédita da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec), está marcado para este sábado (18), das 16h20 à meia-noite. A entrada é gratuita, mediante retirada de cortesias pelo Sympla. Cinema Neste fim de semana, o Cine Brasília (106/107 Sul) vai receber um evento que une cultura, cinema e reflexão. É a mostra-debate Cinemas Negros, parceria entre a Secec e a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC), em comemoração ao mês da Consciência Negra. A animação ‘Trolls 3 – Juntos Novamente’ estará em cartaz no Cine Brasília | Foto: Divulgação Até domingo (19), sempre às 16h30, o cine recebe mesas de debate abordando temas como políticas afirmativas, metodologias afrocentradas e o impacto das políticas públicas afirmativas para o audiovisual. E, às 20h, a mostra exibe filmes de pessoas contempladas em editais da política afirmativa da SAv/MinC. Os longa-metragens exibidos incluem Marte Um, de Gabriel Martins; Um Dia com Jerusa, de Viviane Ferreira; e Cabeça de Nêgo, de Déo Cardoso. Além desses, a mostra traz os seguintes curtas: A Boneca e o Silêncio, de Carol Rodrigues; Cinzas, de Larissa Fulana de Tal; Preto no Branco, de Valter Rege; e UrSortudo, de Janú Ário Jr. Toda a programação é gratuita e aberta ao público. A estreia do Cine Brasília neste final de semana será a animação Trolls 3 – Juntos Novamente, exibida sempre às 10h. Até domingo, as sessões das 15h15 e das 17h30 serão reservadas para o Festival de Cinema Italiano. Confira os filmes que serão exibidos na mostra.  ?Os ingressos para as sessões regulares custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) e podem ser adquiridos na bilheteria do cinema ou neste site.   ?Feira Salão do Artesanato apresenta peças elaboradas por artistas locais | Foto: Ana Carolina/Setur Artesãos de todo o Brasil estão reunidos no 16º Salão do Artesanato, até domingo, no Brasília Shopping. O evento, organizado em parceria com a Secretaria de Turismo do DF (Setur), combina comércio, entretenimento e capacitação. Serão expostas 80 mil peças ao todo, em um mix que vai desde acessórios e utensílios até esculturas e móveis. Uma área dedicada aos mestres artesãos permite que o público testemunhe o processo criativo de cada artista. Nesta edição, estão em destaque a tecelagem, o trançado de fibras, o artesanato em barro, a madeira, a renda renascença, a arte santeira e a cartonagem. ?Nesta sexta e sábado, a feira vai das 10h às 22h. No domingo, das 10h às 20h. A entrada é franca, e a programação completa do evento pode ser conferida no site do Salão do Artesanato.  Teatro ‘Medeia Negra’ é uma das atrações do Festival Dulcina | Foto: Divulgação O Festival Dulcina está de volta, agora na terceira edição, com uma programação diversificada para profissionais, estudantes e amantes do teatro. O encontro, organizado no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul), celebra a trajetória revolucionária da atriz Dulcina de Moraes e seu impacto no teatro brasileiro e na economia criativa. Nesta sexta, o festival vai apresentar as peças Medeia Negra (19h) e Cabeça Oca (20h). As classificações indicativas são de 12 e 14 anos, respectivamente. Já no sábado, a programação terá os espetáculos Há uma Festa sem Começo que não tem Fim (18h) e Senhora P (20h), ambas indicadas para público acima dos 16 anos. O encontro se encerra no domingo com as peças O Arquipélago (18h) e Há uma Festa sem Começo que não Tem Fim (19h), as duas com classificação indicativa de 16 anos. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), e podem ser comprados pelo site Bilheteria Digital ou no próprio Espaço Cultural Renato Russo, com duas ‘horas de antecedência. Todos os espetáculos terão intérprete em Libras.

Ler mais...

Thumbnail

Catetinho reabre nos 62 anos de Brasília

O Catetinho completa 66 anos no dia 10 de novembro e já está de roupa nova para a ocasião. Primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek na construção da capital, o museu reabre para comemorar os 62 anos de Brasília, depois de dois anos fechado. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) investiu R$ 396,6 mil da manutenção do telhado ao piso de cimento da estrutura arquitetônica com pilotis, desenhada por Oscar Niemeyer, em 1956. Depois da limpeza de forros e da troca de peças de ipê comprometidas, o Catetinho recebeu novas pinturas internas e externas | Fotos: Divulgação/Secec-DF “O Catetinho é espaço símbolo de toda a jornada de criação de Brasília. É uma preciosidade para o mundo”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. Localizado na região administrativa do Park Way, com acesso novo e sinalizado via Brasília Country Club, o Museu do Catetinho passou por pinturas externa e interna do Palácio de Tábuas, Anexo e Sede Administrativa. Essa ação se deu depois da limpeza de forros e da troca das peças de ipê comprometidas. Orifícios na estrutura receberam tela e espuma para evitar entrada de insetos e outros animais. O piso de cimento do pilotis foi recomposto. Banheiros históricos receberam limpeza dos revestimentos. Cera acumulada nos pisos foi removida. Vigas e pilastras ganharam verniz novo. Durante a manutenção, o acervo de 466 itens foi embalado, entre peças de mobiliário, utensílios, livros, discos e outros objetos, que Juscelino Kubitschek utilizou até 1959 – quando ficou pronto o Palácio da Alvorada –, e armazenado no Centro de Dança, espaço cultural da Secec. [Olho texto=”“A sua elaboração rústica de madeira, origem do termo ‘Palácio de Tábuas’, referência à sua função de residência presidencial, representa um marco arquitetônico na identidade moderna dos prédios de Brasília, os famosos pilotis, nos oferecendo a sensação de leveza e suspensão no ar”” assinatura=”Aquiles Brayner, subsecretário do Patrimônio Cultural da Secec” esquerda_direita_centro=”direita”] “Foram priorizadas práticas visando a estabilização tanto do prédio histórico que abriga a coleção, quanto das peças que compõem o acervo, uma vez que, dispostas em um ambiente adequado, essas obras estarão mais bem acondicionadas”, conta a gerente de Conservação e Restauro da Secec, Mariah Boelsums. A manutenção também ocorre na área externa, com recapeamento total do estacionamento de visitantes feito pela Novacap, que também fez a roçagem de gramados e poda em árvores. Também foi construída a rampa de acesso destinada a pessoas com deficiência e instaladas as sinalizações horizontal e vertical (projeto do Detran/DER). O sistema elétrico e de comunicação foram revisados. Os cuidados com a estrutura do “Palácio de Tábuas”  incluíram o piso de cimento do pilotis, que foi recomposto. As vigas e pilastras ganharam verniz novo A gerente do Catetinho, Artani Grangeiro, que acompanhou o movimento de trabalhadores em turnos de 9h às 17h, não esconde a ansiedade de ver o museu repleto de turistas, moradores do DF e estudantes. Em 2019, o espaço havia recebido quase 45 mil visitantes – 40% de estudantes, 23% do DF, 36% de outros estados e 1% do exterior. “Não vejo a hora de ter os ônibus escolares aqui de novo”, aponta. O Catetinho está plantado numa espécie de santuário ecológico, na Área de Proteção Ambiental das Bacias do Gama e Cabeça de Veado e na Área de Proteção de Mananciais Catetinho. A beleza que cerca o local e inspirou Tom Jobim e Vinícius de Morais a compor Água de beber (1960) – quando deram com um olho d’água local durante estada a convite de JK para que compusessem Sinfonia da Alvorada (mesmo ano) – também guarda ameaças ao patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1959. Cupins, brocas e outros insetos xilófagos (que se alimentam de madeira) encontram no Palácio de Tábuas um convidativo repasto. Esse ambiente obrigou a Gerência de Conservação e Restauro a recorrer a tintas com alta resistência às ações climáticas e que contêm fórmula fungicida moderna e de efeito prolongado, além de resinas que repelem água e evitam o empenamento da madeira. Marco da construção [Olho texto=”“O Pala?cio de Ta?buas serviu como base para o ‘modernismo candango’, sendo modelo para edificações tempora?rias e definitivas erguidas na capital com caracteri?sticas semelhantes, a exemplo do Brasília Palace Hotel e dos prédios residenciais nas superquadras”” assinatura=”Maritza Dantas, arquiteta e urbanista” esquerda_direita_centro=”direita”] Subsecretário do Patrimônio Cultural da Secec, Aquiles Brayner destaca que o Catetinho é marco fundamental na construção de Brasília. “A sua elaboração rústica de madeira, origem do termo ‘Palácio de Tábuas’, referência à sua função de residência presidencial, representa um marco arquitetônico na identidade moderna dos prédios de Brasília, os famosos pilotis, nos oferecendo a sensação de leveza e suspensão no ar.” “O Pala?cio de Ta?buas serviu como base para o ‘modernismo candango’, sendo modelo para edificações tempora?rias e definitivas erguidas na capital com caracteri?sticas semelhantes, a exemplo do Brasília Palace Hotel e dos prédios residenciais nas superquadras”, reforça a arquiteta e urbanista Maritza Dantas na tese Brasília, Patrimônio Moderno em Madeira. “O Catetinho incorpora, justamente, essa particularidade do movimento modernista brasileiro, o que está evidenciado no seu volume alongado, elevado sobre pilotis, mas elaborado em madeira, como os vernaculares (habitações que usavam materiais locais) uma vez foram erigidos”, ensina a arquiteta. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Segurança sanitária Durante os períodos de liberação de espaços públicos ao longo da pandemia da covid-19, o Museu Catetinho não pôde ser reaberto porque não atendia às regras dos decretos, como o distanciamento e a sanitização. Dois anos depois do início da emergência sanitária, o cenário de vacinação e novas orientações de segurança facilitaram a reabertura. “Hoje, temos a orientação da Fundação Oswaldo Cruz/Fiocruz de que a limpeza com água e sabão é muito eficaz, diferentemente do que se sabia antes, quando apenas álcool ou cloro ativo eram recomendados”, observa Artani Grangeiro. Os espaços de exposição, por exemplo, estão sinalizados para que os visitantes não toquem nas superfícies, o que é praxe nos museus históricos. Há ainda dispositivos para desinfecção das mãos com álcool. *Com informações da Secec-DF

Ler mais...

Thumbnail

Lei que permite museu no lote do Touring é sancionada

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, sancionou a Lei Complementar n° 992/2021, que define os parâmetros de uso e ocupação do lote 1 do Setor Cultural Sul (SCTS) do Plano Piloto, onde fica o prédio do antigo Touring Club. A norma foi publicada na edição desta quarta-feira (15) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). A lei permite que seja instalado no local um museu tecnológico construído pelo Sesi/Senai, proprietário do lote, com investimento de aproximadamente R$ 160 milhões | Foto: Divulgação/Sesi De autoria da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), a lei permite que seja instalado no local um museu tecnológico construído pelo Sesi/Senai, proprietário do lote, com investimento de aproximadamente R$  160 milhões e previsão para ser inaugurado em abril de 2022, mês do aniversário de Brasília. Ele será um espaço de ciência, arte, tecnologia e inovação, localizado próximo à Biblioteca Nacional e ao Museu Nacional da República. O museu será chamado de Sesi Lab e terá um anfiteatro ao ar livre, quatro galerias para exposições, áreas de oficinas educativas, loja conceito, jardim e café. Contará ainda com o apoio e curadoria do Exploratorium, centro interativo instalado em São Francisco, nos Estados Unidos. [Olho texto=”“Esta é uma lei a ser comemorada, uma vez que põe fim a um problema que se arrastava há décadas, que era a falta de previsão legal do uso cultural para o prédio do Touring”” assinatura=”Mateus Oliveira, secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação” esquerda_direita_centro=”direita”] A instalação será possível porque a lei incluiu o uso do local para atividades institucionais ligadas a cultura, educação, comércio e prestação de serviços. Estabelece ainda critérios como a taxa de ocupação máxima da área do lote, a altura de novas edificações, o número mínimo de vagas de estacionamento para carros e para bicicletas, a taxa máxima de ocupação do subsolo, entre outras medidas. Também permite o funcionamento e a manutenção da passagem pública que liga a Plataforma Superior da Rodoviária do Plano Piloto ao Setor Cultural Sul, garantindo a plena acessibilidade das pessoas nesse trajeto. Sem contar que impede o cercamento do lote ou a construção de guaritas. “Esta é uma lei a ser comemorada, uma vez que põe fim a um problema que se arrastava há décadas: a falta de previsão legal do uso cultural para o prédio do Touring. Assim, torna-se possível, de forma definitiva, a instalação de um museu que será um grande presente para Brasília”, elogiou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Mateus Oliveira. A Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação. Aprovações A minuta da lei foi aprovada em julho pelo Conselho de Planejamento Territorial Urbano do Distrito Federal (Conplan). Na ocasião, os relatores do colegiado trouxeram aperfeiçoamentos ao texto, como a inclusão da possibilidade de comércio de souvenires e artigos de arte no local, e a previsão de vagas para bicicletas no estacionamento. Em novembro, foi a vez de o projeto ser aprovado no plenário da Câmara Legislativa do DF. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Antes disso, a iniciativa já contava com a aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do Parecer Técnico n° 51/2021. Também seguia o entendimento da Portaria nº 166/2016 do instituto, que prevê a destinação dos Setores Culturais Norte e Sul do Plano Piloto para o uso de equipamentos públicos de caráter cultural. Reforma Além do museu, o espaço adjacente ao lote será recuperado pelo Sesi por meio do programa Adote uma Praça, administrado pela Secretaria de Estado de Projetos Especiais do Distrito Federal (Sepe). O projeto é iniciativa da Seduh e prevê a construção de uma grande praça na área pública existente entre o Touring e a Biblioteca Nacional. A execução será custeada pelo Sesi e já foi aprovada pelo Conplan. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação 

Ler mais...

Thumbnail

Complexo Cultural da República passa por faxina geral

Idealizado por Oscar Niemeyer e um dos monumentos mais recentes da capital, o Complexo Cultural da República passa, esta semana, por uma faxina geral, executada pelas equipes do GDF Presente. O Polo Central Adjacente III, responsável por toda a área do Plano Piloto, trabalha na limpeza e manutenção do espaço. Subida pelas paredes para garantir a limpeza dos cobogós do Museu da República | Fotos: GDF Presente Os três espelhos d ‘água localizados entre o Museu da República e a Biblioteca Nacional estão sendo recuperados. O serviço consiste na limpeza dos tanques que estavam tomados por uma grande quantidade de lodo e barro. O próximo passo é a impermeabilização e, em seguida, água limpa e o retorno das carpas que ali habitam. Cada tanque tem capacidade para 400 mil litros. Já na biblioteca, o trabalho dos operários chamou a atenção de transeuntes. Profissionais de rapel começaram a lavagem do painel de cobogós que compõem a fachada do monumento. O prédio tem cinco andares e a limpeza dura, no mínimo, cinco dias. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Na opinião da secretária de Turismo, Vanessa Mendonça, um ponto turístico limpo e bem cuidado traz “uma reação positiva do visitante” e atrai novas pessoas. “Cuidar do nosso patrimônio é vital, é essencial. O GDF Presente renova a cidade e mostra para a população que cuidamos de Brasília. Que temos zelo pelos espaços públicos e monumentos”, destaca. As carpas estarão de volta ao espelho d’água após a impermeabilização, a limpeza e a água nova De acordo com o coordenador do Polo Central Adjacente III, Alexandro César, o complexo – construído em 2006 – vem recebendo cuidados do programa há cerca de um mês. “Já fizemos o tapa-buracos na via adjacente à S2 [rua paralela ao Eixo Monumental, na Asa Sul], recuperamos meios-fios e temos outras ações a serem feitas aqui na área central ”, explica. Estacionamento ‘novinho’ no Conic O Conic, no Setor de Diversões Sul, foi outro local onde as benfeitorias chegaram. O estacionamento do centro comercial, bastante antigo, teve os buracos tapados por trabalhadores da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Quatorze toneladas de massa asfáltica foram usadas na ação. O Detran também passou pelo espaço para uma visita técnica. O órgão fará toda a sinalização horizontal, com a pintura das vagas, e vertical, com a instalação de placas. “Esse estacionamento estava abandonado e muita gente circula por aqui”, afirma o funcionário de uma empresa de manutenção de ar-condicionado, Neucival Barbosa. “Parabenizo o governo por ter melhorado a entrada e fechado os buracos que não eram poucos”, conclui. Confira no vídeo outras ações do GDF Presente nesta sexta-feira (6):

Ler mais...

Thumbnail

SLU comemora 60 anos com exposição itinerante

Celebrar o passado e o presente da limpeza urbana no Distrito Federal. Assim pode ser definida a exposição itinerante do Museu da Limpeza Urbana, inaugurada no início da tarde desta terça-feira (3), no Venâncio Shopping (Asa Sul). A abertura da mostra também marcou o aniversário do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), que completa 60 anos de existência. O objetivo da exposição é aproximar a população da história do SLU, não só contando o passado, mas apresentando novos equipamentos e tecnologias utilizados na limpeza urbana do DF | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília O governador Ibaneis Rocha participou da solenidade ao lado do presidente do SLU, Sílvio Vieira, e de outras autoridades. O chefe do Executivo local visitou a exposição, que conta com diversas peças singulares encontradas em áreas de transbordo, além de um pouco da história do SLU e dos profissionais de limpeza urbana. [Olho texto=”“Brasília é uma cidade com qualidade de vida muito elevada, e isso tudo passa pelo trabalho feito pela turma do SLU”” assinatura=”Governador Ibaneis Rocha” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “O trabalho que é feito pelo SLU no DF como um todo é de grande importância. Nós temos uma cidade extremamente limpa e bem-cuidada, e por trás disso existem homens, mulheres e máquinas que ajudam nessa limpeza. Brasília é uma cidade com qualidade de vida muito elevada, e isso tudo passa pelo trabalho feito pela turma do SLU”, destacou o governador. O presidente do SLU falou sobre a história da instituição e afirmou que as políticas públicas de limpeza urbana no DF estão seguindo as tendências modernas e se atualizando constantemente. “Por determinação do governador, o SLU tem se renovado, e temos muitas tecnologias, como o aplicativo. Estamos nos modernizando, e a população pode esperar o que sempre fizemos: muito trabalho e limpeza para a cidade”, afirmou. O espaço foi cedido pela administração do shopping sem custos ao Governo do Distrito Federal (GDF) para a exposição itinerante, que terá duração de seis meses. O Museu da Limpeza Urbana fica no andar térreo do Venâncio Shopping, ao lado da praça de alimentação. História que vem do lixo O Museu da Limpeza Urbana funciona desde 1996 em uma casa situada na Usina de Tratamento Mecânico Biológico de Ceilândia, na QNP 28 (Usina do P Sul), e conta com um acervo de 600 peças. Foi idealizado pelo servidor do SLU Cícero de Lacerda, que hoje atua no papa-entulho de Santa Maria. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Segundo o órgão, a ideia do Museu da Limpeza Urbana itinerante é aproximar a população da história do SLU. No acervo, além das peças encontradas no lixo, há espaço para apresentar novos equipamentos e tecnologias utilizados na limpeza urbana do Distrito Federal. Os visitantes vão conhecer ainda os uniformes dos garis usados ao longo dos anos; telefones antigos, como orelhão, celulares analógicos e os primeiros digitais; quadros e fotografias das décadas de 1980 e 1990 com vários equipamentos de limpeza da época, além de informações e novidades sobre a gestão de resíduos sólidos.

Ler mais...

Thumbnail

Complexo Cultural da República recebe manutenção e limpeza

[Olho texto=”“Esse trabalho é um conjunto de ações extensivas, chegando, agora, ao entorno do Museu Nacional Honestino Guimarães e da Biblioteca Nacional Leonel Brizola. Essa paisagem forma um dos mais belos cartões-postais da capital”” assinatura=”Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”direita”] Um dos espaços públicos mais visitados de Brasília, a Praça do Complexo Cultural da República está no rol de ações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) para manutenção e preservação do patrimônio. Frequentada por skatistas, artistas, visitantes do Museu e da Biblioteca e transeuntes, a área passou por uma reforma por meio de parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Foram feitos os serviços de fresagem, varrição, catação, lavagem e pintura dos meios-fios. As ações integram o programa Brasília, Cidade Patrimônio, lançado neste ano pela Secec. O próximo passo é a manutenção e limpeza dos dois espelhos d’água, que terão a estrutura de concreto recuperada, em uma operação que necessitará da remoção segura e acondicionamentos dos peixes. Depois, os bancos serão pintados. Essa segunda fase da reforma segue para contratação de empresa. Espaço público recebe ações de limpeza e organização, um trabalho executado em parceria com o SLU | Foto: Divulgação/Secec “A Secec escolheu, como eixo central para 2021, o zelo e a salvaguarda do patrimônio, e tivemos, como símbolo, a reabertura do Museu de Arte de Brasília [MAB], moderno, inclusivo e sustentável, depois de 14 anos de abandono. Esse trabalho é um conjunto de ações extensivas, chegando, agora, ao entorno do Museu Nacional Honestino Guimarães e da Biblioteca Nacional Leonel Brizola. Essa paisagem forma um dos mais belos cartões-postais da capital”, afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Outros pontos  A Secec segue ainda com frentes de manutenção em equipamentos, como o Memorial dos Povos Indígenas (novo sistema de proteção contra incêndios, troca de piso) e o Conjunto Fazendinha (ações emergenciais). Neste semestre, nove espaços culturais sob gestão da Secec passaram por melhorias e ações preventivas. Um deles foi o Teatro Nacional Claudio Santoro (sistema de refrigeração). Neste momento, o equipamento segue em fase decisiva para acessar recurso de R$ 33 milhões do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD) para a reforma da Sala Martins Pena. “O segundo semestre será de outras importantes entregas, a exemplo da Concha Acústica, que formará, ao lado do MAB, um pulsante polo cultural na orla da Vila Planalto”, aponta o secretário executivo da Secec, Carlos Alberto Jr. *Com informações da Secec    

Ler mais...

Thumbnail

Mais de dez mil obras de museus mapeadas

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) avança no processo de mapeamento dos acervos museológicos sob a custódia da pasta, compreendendo mais de 10 mil itens alocados por cinco museus e outros espaços. O objetivo é identificar, descrever, medir, fotografar e avaliar o valor das peças para alimentar um banco de dados que vai ajudar no aperfeiçoamento da política de gestão de acervos da Secec, recomendando aquisições e descartes, ações previstas na Lei Orgânica da Cultura (LOC). O secretário de Cultura, Bartolomeu Rodrigues, explica que catalogar obras como a de Roberto Burle Marx (sem título) do Museu de Arte de Brasília (MAB) fortifica a “política de preservação e conservação” dos bens | Fotos: Divulgação/Secec O principal objetivo desse processo é compor um banco de dados que possibilite a valorização e salvaguarda, planejamento e pesquisa, conhecimento de potencialidades e educação patrimonial. A estimativa para a conclusão dos trabalhos é 2022. “O Distrito Federal precisa saber, entre doações e compras, a extensão das obras que possui salvaguardas em nossas instituições. Ter essas informações catalogadas fortifica as ações da Secretaria em sua política de preservação e conservação dos seus bens de arte”, conta o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. [Olho texto=”“Se já tivéssemos todo o nosso acervo mapeado e pesquisado, poderíamos estar compartilhando muito mais esses tesouros com o público nas redes sociais”” assinatura=”Daniele Pestana, museóloga da Secretaria de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Público é o maior beneficiado A museóloga da Secec, Daniele Pestana explica que, ao pé da letra, só constitui acervo aquilo que passou pelo crivo de um trabalho dessa natureza. Ela é a autora do Termo de Referência (TR) – documento com estudos técnicos e informações orientadoras à licitação –, mediante o qual a pasta obteve recursos da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), no valor de R$ 300 mil, para custear o trabalho de consultores externos. “A pandemia nos deu tempo para pensar e desenhar todo esse trabalho. Se já tivéssemos todo o nosso acervo mapeado e pesquisado, poderíamos estar compartilhando muito mais esses tesouros com o público nas redes sociais”, aponta. Cestaria do Museu dos Povos Indígenas será cadastrada. Recursos da ordem de R$ 300 mil são da Unesco Levantamento  árduo e em três fases A primeira fase refere-se à mudança de status do objeto, que se torna museológico, com valor chancelado por um especialista; A segunda é composta por processos museológicos de classificação, catalogação e documentação; A terceira fase consiste na comunicação e na disseminação da informação, a partir da exposição e pesquisa do objeto, garantindo acesso ao público e à pesquisa. Os equipamentos culturais da Secec que dispõem de acervos museológicos e serão contemplados por essa contratação são Museu de Arte de Brasília (MAB), Museu Nacional da República (MUN), Memorial dos Povos Indígenas (MPI), Museu Vivo da Memória Candanga (MVMC) e Catetinho. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Além da LOC, o Decreto-Lei nº 25 de 1937, considerado pelos museólogos o principal diploma de proteção do patrimônio cultural brasileiro, e a Constituição Federal de 1988, no art. 216, determinam a custódia cuidadosa do patrimônio cultural que esses objetos, em sua materialidade e simbolismo, representam em termos de identidade e memória. O trabalho de mapeamento desse acervo terá a participação de quatro consultores, com quatro perfis diferentes. O primeiro vai trabalhar as peças do MAB e do MUN. O segundo, o MPI. O terceiro, o Catetinho e o Museu Vivo da Memória Candanga. O quarto vai fazer todo o mapeamento do acervo da Secec que não está nos museus. Esses especialistas entregarão três produtos, que precisarão ser aprovados pelos servidores – dois museólogos e duas restauradoras – da Secec: um documento sobre mapeamento das coleções, outro sobre o estado de conservação das peças e, a partir destes, um estudo propositivo para auxiliar a política de gestão de acervo. É uma peça-chave para tornar os museus menos vulneráveis a ingerências políticas e administrativas, trazendo essas riquezas para a égide do estado. MAB e MUN De luva e máscara, equipamento básico para esse tipo de trabalho mesmo antes da pandemia, o museólogo Gustavo Nascimento Paes (graduação e mestrado) tem pela frente mais de 2.800 peças que formam o acervo comum do MAB e do MUN. Ele divide a tarefa com duas colegas de profissão. Ele conta que o acervo desses museus é muito representativo, passando por Carybé, (argentino/brasileiro que se radicou em Salvador), Alberto da Veiga Guignard e Inimá de Paula, dentre outros. Além de obras de Athos Bulcão, acervo do MAB e do MUN conta com peças de Carybé e Guignard, dentre outros “Estamos em um marco da arquitetura [Museu Nacional]. Podemos observar alguns desafios para a conservação e guarda desses bens patrimoniais. O contato direto com as obras exige atenção, não só para manusear como também na revisão das informações. Um olhar apurado para perceber como a obra vem se comportando, se possui perda da pintura, algum craquelado [pequenas fissuras] e até mesmo diferença de coloração. É um trabalho bastante desafiador e instigante”. Gustavo, que em 2014 organizou o “Seminário Interdisciplinar em Museologia” para o Museu Hering, em Blumenau (SC), tem consciência de que está lidando com um bem que dialoga com o passado, o presente e se constitui em direito para as gerações futuras. “O acervo é muito importante, não só para Brasília, mas para o nosso país”, observa. Catetinho e Museu Vivo Com mais de 15 anos de experiência profissional em documentação museológica e gestão de acervo, a consultora Tariana Maici de Souza Stradiotto, formada em História pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), começou a trabalhar no mapeamento da coleção do Catetinho no início de abril. Está em curso o levantamento do inventário e a verificação do estado de conservação das obras. No segundo semestre, ela se ocupará do Museu Vivo da Memória Candanga. Inventário do Museu Vivo da Memória Candanga terá início no segundo semestre do ano “O inventário consiste em listar as peças encontradas, anotando informações como denominação, fabricante, técnica e medidas. Coloco etiquetas com a numeração provisória das peças, afixadas por meio de linha de algodão, nunca com etiqueta adesiva”, explica ela. Nessa etapa, a historiadora registra o estado de conservação dos itens da coleção, identificando particularidades, como obra trincada, desgastada, com sujidade, etc. Tariana também fotografa as peças. “O Catetinho tem um acervo bem interessante, variado, com peças que estavam no local na época em que o prédio estava em uso. Outras são peças cenográficas, como os cestos com bolos e pães que estão na cozinha. Eu ainda estou fazendo a análise das informações que consegui localizar para tentar descobrir mais detalhes sobre a procedência das peças”, remata a consultora. *Com informações da Secretaria de Cultura

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador