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HBDF amplia hemodiálises em 53% e reforça atendimento 24 horas para pacientes renais 

Quando recebeu o diagnóstico e foi encaminhada para iniciar a hemodiálise, Aldenora Maria Ribeiro da Silva, de 63 anos, imaginou que enfrentaria uma longa espera até começar o tratamento. A realidade foi diferente. "Consegui a vaga em apenas uma semana”, conta.  Aldenora faz hemodiálise há dois anos no HBDF: "Consegui a vaga em apenas uma semana” | Fotos: Divulgação/IgesDF “Faço questão de dizer que o Hospital de Base é o melhor hospital que já vi. Todos aqui me tratam muito bem" Aldenora Maria Ribeiro da Silva, paciente do HBDF   Há dois anos, Aldenora é paciente no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), onde realiza as sessões de diálise. “Faço questão de dizer que o Hospital de Base é o melhor hospital que já vi. Todos aqui me tratam muito bem", elogia. A experiência de Aldenora reflete uma mudança importante na assistência aos pacientes renais. Após reorganizar seus fluxos internos e aperfeiçoar o funcionamento do serviço, o Hospital de Base ampliou em 53% o número de sessões de hemodiálise realizadas no primeiro semestre deste ano. Foram 9.060 procedimentos, contra 5.905 no mesmo período do ano passado. A presidente do IgesDF, Eliane Abreu, destaca que a ampliação da capacidade representa mais qualidade na assistência e mais segurança para os pacientes. "A hemodiálise é um procedimento contínuo e essencial para a vida de muitas pessoas. Ao ampliarmos nossa capacidade de atendimento, garantimos mais acesso, mais conforto e uma assistência cada vez mais qualificada para a população", afirma. A diálise é um tratamento que substitui parcialmente as funções dos rins, filtrando o sangue e removendo toxinas e o excesso de líquidos do organismo. O procedimento é indispensável para pacientes com insuficiência renal e a demanda pelo serviço cresce continuamente. Para responder a esse crescimento, o Hospital de Base reorganizou seus fluxos assistenciais e aperfeiçoou a logística de funcionamento do setor. Com isso, a hemodiálise passou a ser oferecida 24 horas por dia, tanto para pacientes internados quanto para aqueles em tratamento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ampliando a capacidade de resposta da unidade.  Neste ano, todos os meses registraram aumento nas sessões de hemodiálise superior a 45% em relação aos mesmos períodos de 2025 Mais acesso ao tratamento Os resultados acompanham a evolução do serviço nos últimos anos. Em 2024, foram realizadas 10.814 sessões de hemodiálise. Em 2025, esse número subiu para 14.393, um crescimento de 33%. Neste ano, todos os meses registraram aumento superior a 45% em relação aos mesmos períodos de 2025, com mais de mil procedimentos mensais. O maior avanço ocorreu em janeiro, quando o número de sessões passou de 941 para 1.622, alta de 72%.  [LEIA_TAMBEM] O chefe da Nefrologia do HBDF, Thiago Hayashida, destaca que o Hospital de Base atende não apenas seus pacientes internados, mas também recebe encaminhamentos de toda a rede pública de saúde do Distrito Federal. "Nosso compromisso é garantir que nenhum paciente com indicação de terapia renal substitutiva fique sem assistência. A revisão dos processos e a melhoria dos fluxos internos permitiram ampliar significativamente nossa capacidade de atendimento, sem necessidade de grandes intervenções estruturais", explica.   Tecnologia leva a hemodiálise até o paciente Além da reorganização do serviço, o Hospital de Base passou a contar, desde abril deste ano, com a tecnologia Genius, que permite realizar a hemodiálise diretamente no leito do paciente. Antes, o procedimento dependia de pontos fixos de água, exigindo o deslocamento de pacientes, muitas vezes em estado clínico delicado. Com o novo sistema, o tratamento é realizado onde o paciente está internado, reduzindo movimentações, aumentando a segurança e proporcionando mais conforto. Foram incorporados dez equipamentos, ampliando a capacidade de atendimento aos pacientes internados e fortalecendo ainda mais a assistência prestada pelo Hospital de Base. Serviço → A diálise atende pacientes internados no Hospital de Base e pessoas encaminhadas pela rede pública de saúde do Distrito Federal que necessitam de terapia renal substitutiva. → O atendimento é realizado mediante indicação médica e regulação da rede pública de saúde. Não há atendimento por demanda espontânea. *Com informações do IgesDF

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Simpósio multiprofissional em nefrologia debate avanços e desafios no cuidado ao paciente renal

A Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) promove, nos dias 26 e 27 deste mês, o 2º Simpósio Multiprofissional em Nefrologia. A iniciativa, do Programa de Residência Multiprofissional em Nefrologia da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF), tem como objetivo promover atualização científica e aprimoramento profissional dos trabalhadores envolvidos na assistência a pacientes com doenças renais, especialmente no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) do DF. Segunda edição do simpósio vai abordar, entre outros temas, diálise peritoneal e relação entre queimaduras e função renal | Foto: Divulgação/Fepecs O objetivo é fortalecer a integração entre as diferentes categorias da saúde, valorizando o trabalho em equipe e contribuindo para uma assistência mais eficaz, humanizada e centrada no paciente. Nesta segunda edição, o simpósio abordará temas como diálise peritoneal, atuação da equipe multiprofissional, relação entre queimaduras e função renal, diabetes e sarcopenia, além de aspectos sociais e psicológicos que influenciam diretamente no cuidado com o paciente renal. Esses tópicos refletem a complexidade do atendimento nefrológico e reforçam a importância de uma abordagem interdisciplinar. [LEIA_TAMBEM]De acordo com a coordenadora da residência, Karine Cardoso Lemos, a principal novidade desta edição é a participação ativa de médicos residentes e estudantes de medicina, o que amplia o alcance do evento e estimula a troca de experiências entre diferentes níveis de formação. “Essa inclusão representa um avanço importante na construção de uma rede de conhecimento colaborativa e contínua”, afirma. À frente da organização do evento, a preceptora Patrícia Matias de Souza enfatiza: “Os participantes desenvolvem maior respeito e compreensão mútua, o que favorece a interação e a coesão no trabalho, e isso resulta em uma assistência mais assertiva, eficiente e centrada nas necessidades do paciente”. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas neste link.    *Com informações da Fepecs

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