Programa Protagonista da Casa beneficia mais de 10 mil mulheres no DF em 2025
Ao completar os primeiros 12 meses de execução, o projeto Protagonista da Casa, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), consolida-se como uma importante iniciativa de capacitação, valorização profissional e promoção da autonomia financeira de mulheres em todo o DF. Somente em 2025, mais de 10 mil mulheres foram beneficiadas com os dois primeiros módulos do projeto, realizados em todas as regiões administrativas, com uma média de cinco turmas por semana, desde fevereiro. Capacitação proporciona às mulheres condições de aprimorar o planejamento doméstico e financeiro | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF Cidades como Planaltina, Gama, Sobradinho, Santa Maria e Estrutural chegaram a receber o curso mais de uma vez, ampliando o alcance da iniciativa e garantindo que mais mulheres tivessem acesso à formação gratuita voltada tanto ao fortalecimento da economia doméstica quanto à profissionalização no mercado de trabalho. “O projeto nasceu para reconhecer o valor do trabalho realizado dentro dos lares e transformá-lo em oportunidade”, afirma a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. “Quando oferecemos capacitação, promovemos autonomia, dignidade e a chance real de mudança de vida, com reflexos positivos para toda a família.” Organização do lar O primeiro módulo do Protagonista da Casa teve como foco a organização do lar, com um curso destinado a donas de casa e a profissionais que atuam como diaristas, empregadas domésticas e organizadoras. A formação apresentou técnicas de organização, gerenciamento doméstico e eficiência nos ambientes, contribuindo para a melhoria da rotina familiar e para a qualificação profissional das participantes. Glades de Souto participou de um dos módulos: “Agora sei como organizar melhor os armários, dispor os utensílios de forma mais eficiente e otimizar os espaços” Ministrado pela profissional de organização e gerenciamento doméstico Barbara Porto, o curso ofereceu ferramentas práticas para quem deseja aplicar os conhecimentos em casa ou transformar a organização em uma oportunidade de renda. “Organizar é criar ambientes mais funcionais, que facilitam a rotina e valorizam o trabalho de quem cuida do lar”, resume ela. Moradora de Santa Maria, a diarista Glades de Souto, de 56 anos, percebeu rapidamente os impactos da formação em sua rotina profissional: “Agora sei como organizar melhor os armários, dispor os utensílios de forma mais eficiente e otimizar os espaços. Isso melhora a qualidade do meu trabalho e me permite cobrar um valor mais justo pela faxina”. Educação financeira Ginalva de Jesus, que já cursou dois módulos, resume o aprendizado: “São detalhes que fazem muita diferença no dia a dia e no reconhecimento do nosso trabalho” Já o segundo módulo do projeto trouxe conteúdos voltados ao orçamento doméstico funcional, com orientações sobre planejamento financeiro, economia residencial e organização das finanças do dia a dia. O objetivo foi fortalecer a autonomia financeira das participantes e incentivar hábitos mais conscientes em relação ao uso do dinheiro. De acordo com a professora e consultora de finanças pessoais Andressa de Paula, o curso promove uma mudança prática de comportamento. “As mulheres saem com uma mentalidade estruturada e começam imediatamente a colocar em prática o hábito de poupar, mesmo com pouco dinheiro”, explica. [LEIA_TAMBEM]Essa transformação também foi sentida pela empregada doméstica Ginalva Ramos de Jesus, 53, que participou dos dois módulos do projeto. Com muitos anos de profissão, ela diz ter aprendido noções de organização que nunca havia imaginado, como a forma correta de distribuir roupas de cama nos armários e separar os panos de chão usados dentro e fora da casa. “São detalhes que fazem muita diferença no dia a dia e no reconhecimento do nosso trabalho”, relata ela. Agora, empolgada com os ensinamentos de educação financeira, Ginalva pretende aplicar o que aprendeu para administrar melhor o dinheiro e garantir mais tranquilidade no dia a dia. Formação profissional avançada Em 2026, o Protagonista da Casa avança para uma nova fase. Os cursos foram retomados nesta semana com o Módulo 3, voltado à Teoria de Organização de Ambientes, aprofundando a formação das participantes e ampliando as possibilidades de atuação profissional. “No módulo, mostramos que organizar vai muito além de arrumar”, explica a organizadora profissional Yêdda Correia, responsável pelo Módulo 3. “As participantes aprendem os princípios da organização, como identificar as necessidades de cada ambiente e aplicar soluções práticas, seja para melhorar a rotina da casa, seja para atuar profissionalmente, com mais autonomia, qualidade de vida e valorização do trabalho.” *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania
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Cartão Material Escolar beneficiará 150 mil alunos da rede pública em 2024
Para quem tem filho em idade escolar, um dos desafios no começo do ano é encarar a lista de material para o ano letivo. Para as famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade, o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF) é crucial para permitir que os alunos da rede pública de ensino iniciem o ano escolar com todos os aparatos necessários para um bom aprendizado. [Numeralha titulo_grande=”R$ 45,3 milhões” texto=”é o valor do planejamento financeiro para atender toda a demanda da rede pública de ensino em 2024″ esquerda_direita_centro=”esquerda”] Por meio do Cartão Material Escolar (CME), as famílias ganham autonomia para ir às papelarias credenciadas e escolher itens de estudos. Em 2023, o GDF atendeu 142.821 estudantes da rede de ensino, o que demandou um investimento de R$ 44,3 milhões. Para 2024, o planejamento financeiro prevê R$ 45,3 milhões para atender toda a demanda da rede pública de ensino. “Este é um benefício muito importante porque dá condições para que essa família vá até a papelaria e escolha o material que o filho vai usar. Esse material deve chegar nas mãos do estudante logo no início do ano letivo para que os estudos não sejam prejudicados. Por isso, estamos trabalhando para que todos recebam o benefício ainda no primeiro trimestre letivo”, afirmou a diretora de Assistência ao Estudante da Secretaria de Educação, Celhia Ramos. Para ter direito ao benefício, basta que o estudante tenha entre 4 e 17 anos, esteja regularmente matriculado na rede pública de ensino do DF e os pais ou responsáveis legais sejam beneficiários do Bolsa Família ou de algum outro programa similar do Governo Federal. Dessa forma, os dados são cruzados com o banco de informações da Secretaria de Desenvolvimento Social e, automaticamente, é gerada a listagem de beneficiários. Em 2023, o GDF atendeu 142.821 estudantes da rede de ensino, o que demandou um investimento de R$ 44,3 milhões | Foto: Divulgação/Sedes O pagamento é feito somente uma vez por ano. Para utilizar o crédito, o responsável familiar recebe um cartão de débito, onde será disponibilizado o valor referente aos estudantes cadastrados da família. Os responsáveis recebem R$ 320 por estudante da educação infantil, ensino especial e ensino fundamental. Já para alunos do ensino médio, o auxílio é de R$ 240. O benefício deverá ser utilizado, exclusivamente, para aquisição de materiais escolares em papelarias credenciadas pelo programa. A listagem dos estabelecimentos cadastrados para 2024 deverá ser divulgada em breve no site da Secretaria de Educação. Manual do Cartão Material Escolar Para aprimorar o processo de distribuição de recursos para a compra de materiais escolares, garantindo que os alunos da rede pública tenham acesso a tudo o que precisam para um ano letivo bem-sucedido, o GDF publicou, em novembro, o Manual do Cartão Material Escolar. O Cartão Material Escolar deverá ser utilizado, exclusivamente, para aquisição de materiais escolares em papelarias credenciadas pelo programa | Foto: Paulo H Carvalho/Agência Brasília A publicação aborda critérios de elegibilidade, processo de distribuição, uso responsável e prestação de contas. Clique aqui para conferir o documento na íntegra. Trabalho conjunto e integrado Em dezembro, foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) uma portaria conjunta que define as competências das secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), de Educação e de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) para a operacionalização do Programa Material Escolar. De acordo com o documento, cabe à Sedes o envio das informações dos beneficiários do Bolsa Família no DF à Secretaria de Educação, que fará o cruzamento desses dados para elaborar a relação dos beneficiários. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Além disso, a Sedes se responsabilizará pelo chamamento público para credenciar os estabelecimentos comerciais que vão participar do programa; fiscalizará as notas fiscais emitidas; apoiará as ações necessárias à operacionalização do Programa Material Escolar em sua área de competência; acolherá denúncias e indicará um servidor para participar da Comissão de Auditoria do Programa Material Escolar; além de prestar informações necessárias sobre o Programa Bolsa Família no DF. Já à Secretaria de Educação caberá, entre outros, estabelecer procedimento administrativo próprio com o objetivo de contratar o Banco de Brasília (BRB) para a confecção e distribuição dos cartões magnéticos utilizados na materialização do benefício, e disponibilizar, em conta definida com o BRB, os recursos financeiros necessários a serem creditados em cada cartão ou em outra tecnologia na função débito. O valor do benefício financeiro será definido, anualmente, por ato da Secretária de Educação. Por fim, a Sedet deverá transferir todas as informações, os processos, as atribuições e demais dados necessários para a transferência e continuidade do Programa Material Escolar.
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