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Entidades têm até esta sexta-feira (6) para se inscrever no Conselho Distrital de Segurança Pública

Entidades representativas das forças de segurança, organizações da sociedade civil, instituições acadêmicas e conselhos comunitários têm até a sexta-feira (6) para se inscrever no processo de escolha dos novos integrantes do Conselho Distrital de Segurança Pública (Condisp), para o biênio 2027-2028, conforme estabelece a Portaria nº 68 (veja aqui), publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de 26 de outubro de 2026.  A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), busca ampliar a participação social na formulação, no acompanhamento e no aperfeiçoamento das políticas públicas de segurança. Ao todo, são 14 vagas destinadas às representações das instituições e da sociedade civil, com inscrições gratuitas e realizadas exclusivamente por meio eletrônico. As entidades interessadas devem encaminhar o formulário de inscrição e a documentação exigida no edital para o e-mail condisp@ssp.df.gov.br. A participação da sociedade no Condisp representa uma oportunidade de aproximar as demandas da população das decisões relacionadas à segurança pública. O colegiado reúne representantes de diferentes instituições e segmentos sociais para discutir prioridades, propor diretrizes e acompanhar ações voltadas à prevenção da violência e da criminalidade.  Participação da sociedade no Condisp representa uma oportunidade de aproximar as demandas da população das decisões relacionadas à segurança pública | Foto: Divulgação/SSP-DF Distribuição das vagas O processo contempla 14 representações, cada uma com um conselheiro titular e um suplente. Desse total, oito vagas são destinadas a entidades associativas ou sindicais das forças de segurança e órgãos vinculados. As representações contemplam oficiais e praças da Polícia Militar, delegados e demais carreiras da Polícia Civil, oficiais e praças do Corpo de Bombeiros Militar, agentes de trânsito do Detran-DF e policiais penais. [LEIA_TAMBEM]As outras seis vagas são destinadas à participação social e acadêmica, distribuídas entre organizações da sociedade civil, núcleos de estudo ou grupos de pesquisa, universidades e conselhos comunitários de segurança. Cada instituição poderá apresentar candidatura para apenas uma das categorias previstas no edital e deverá indicar, no momento da inscrição, os nomes dos representantes titular e suplente. As entidades interessadas precisam comprovar a regularidade de funcionamento, a atuação no Distrito Federal e o atendimento aos demais requisitos estabelecidos para sua categoria. O mandato será de dois anos, permitida uma única recondução, conforme as regras do processo eleitoral. A atuação dos conselheiros é considerada serviço público relevante e não é remunerada. Inscrições e próximas etapas O cadastramento deve ser feito exclusivamente por e-mail, com o formulário preenchido digitalmente e assinado por meio da plataforma de assinatura eletrônica Gov.br, acompanhado dos documentos previstos no edital. Após o encerramento das inscrições, a Comissão Eleitoral analisará a documentação apresentada. Entre os dias 9 e 11 de novembro, está prevista a fase de diligências para complementação documental. A divulgação do resultado preliminar ocorrerá em 16 de novembro, seguida das etapas de recursos. A homologação do processo está prevista para 11 de dezembro de 2026. A seleção observará os critérios estabelecidos no edital, incluindo, conforme a categoria, aspectos como representatividade, tempo de funcionamento, número de integrantes e produção acadêmica. Os representantes indicados também serão submetidos à análise de vida pregressa e investigação social, nos termos previstos nas normas do processo. Participação social Criado pela Lei Distrital nº 6.430, de 19 de dezembro de 2019, o Condisp integra a estrutura do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) no Distrito Federal. Com caráter permanente, consultivo, propositivo e de acompanhamento social, o conselho funciona como espaço de diálogo entre o poder público, as instituições de segurança e a sociedade. Entre suas atribuições estão a proposição de diretrizes para a política distrital de segurança pública, o acompanhamento de sua execução e a contribuição para o aprimoramento das ações de segurança pública e defesa social. A composição também amplia as possibilidades de participação dos conselhos comunitários de segurança, que atuam como canais de interlocução entre a população e os órgãos públicos nas regiões administrativas. *Com informações da SSP-DF

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Encontro internacional discute design ambiental para prevenção de crimes

Interação com especialistas de diversas áreas de arquitetura e segurança pública para levar conhecimento das áreas específicas e experiências globais com as melhores práticas na prevenção do crime urbano. Essa foi a pauta do encontro internacional Safe Cities by People (Cidades Seguras Para Pessoas), em São Paulo (SP). “Cidades de todo o mundo estão inovando em busca de soluções sustentáveis, com a redução do crime e do medo do crime. No Distrito Federal não será diferente”, disse o subsecretário de Integração de Políticas em Segurança Pública, Jasiel Fernandes, em São Paulo | Foto: Divulgação/SSP-DF Entre os temas abordados no encontro estavam projetos de uso do solo, planejamento de transportes, sustentabilidade, segurança e política habitacional. O subsecretário de Integração de Políticas em Segurança Pública, Jasiel Fernandes e equipe participaram do evento, realizado no fim de outubro, para falar sobre a integração de políticas públicas de segurança pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) para a prevenção criminal do Distrito Federal. [Olho texto=”“Devemos sempre levar em consideração a territorialidade, que é a observação de espaços abandonados e que podem ser comprometidos”” assinatura=”Isângelo Senna, assessor especial da Subsecretaria de Gestão da Informação da SSP-DF” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “Nosso principal papel é o de apresentar nossas conquistas e aprender com os outros países especialistas a fim de melhorar nosso conjunto de estratégias que, por meio do design apropriado e do uso efetivo dos espaços por usuários legítimos, reduziremos tanto o medo do crime quanto à possibilidade de eventos criminais em espaços públicos e privados. Cidades de todo o mundo estão inovando em busca de soluções sustentáveis, com a redução do crime e do medo do crime. No Distrito Federal não será diferente”, afirmou Jasiel. O encontro, em que participaram profissionais de segurança, arquitetos, urbanistas, estudantes de arquitetura e urbanismo, agentes de segurança, prefeitos e políticos, tem a proposta de promover a interação e integralidade de experiências, abordando possibilidades que podem efetivamente melhorar a qualidade de vida da população. “Debates inovadores como a prevenção criminal por meio do design do ambiente são extremamente relevantes para a segurança pública, pois impactam diretamente na segurança e percepção desta por parte da população. Em nossa nova política de integralidade na segurança pública, temos um eixo específico que desenvolve ações voltadas à criação de espaços seguros para, por meio do controle de desordens e outras medidas, desconstruir fatores de medo e insegurança”, ressalta o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Segundo o assessor especial da Subsecretaria de Gestão da Informação da SSP-DF, Isângelo Senna, referência internacional no assunto, a aplicação da estratégia Crime Prevention Through Environmental Design (CPTED) depende de três parâmetros. “Devemos sempre levar em consideração a territorialidade, que é a observação de espaços abandonados e que podem ser comprometidos; a manutenção, em relação a ambientes que acabam sendo atraídos pelo crime devido à sua condição física, como espaços com pichação, lixo e carcaça; e a vigilância natural, que é o conceito de ver e ser visto, como promover podas de árvore e melhorar a iluminação pública para aumentar a sensação de segurança”, definiu. No encontro em São Paulo estiveram presentes representantes da África do Sul, Chile, Austrália, França, Argentina, Índia e Brasil, que discutiram temas como urbanismo, arquitetura, projeto e desenho dos espaços urbanos, mobilidade e ação policial. Os especialistas puderam contribuir com suas experiências e contribuir para a ampliação do desenvolvimento de políticas públicas que aumentem a qualidade de vida da população. Crime Prevention Through Environmental Design (CPTED) é uma metodologia desenvolvida há mais de 40 anos na redução do crime e do medo do crime urbano, por meio de uma abordagem ligada a aspectos da natureza humana e suas manifestações no desenho e no uso das cidades pelas pessoas. O CPTED passa a ser utilizado pela SSP-DF para o mapeamento de desordens no Distrito Federal, se transformando na primeira secretaria no Brasil a implementar o CPTED como política pública de Estado. Os relatórios e inventários vão auxiliar no entendimento do problema e na proposição de medidas para maior segurança da população. *Com informações da SSP-DF  

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