Produção artesanal ganha regulamentação e selo próprio no Distrito Federal
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Produtores que trabalham com alimentos de forma artesanal no Distrito Federal passam a contar com regras específicas para o reconhecimento dessa produção. Publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) nesta sexta-feira (21), o Decreto nº 49.215 regulamenta a produção artesanal de produtos de origem animal, vegetal e fúngica e estabelece os procedimentos para a validação da artesanalidade. A medida regulamenta a Lei nº 7.710, de 2025, e cria o Selo Artesanal do DF, identificação oficial que poderá ser utilizada em produtos reconhecidos como artesanais, conforme os critérios previstos na legislação. O decreto também regulamenta a concessão do Selo Arte, previsto na legislação federal e válido em todo o território nacional. Queijos caseiros estão entre os produtos artesanais que poderão ganhar certificados por meio dos selos recém-criados | Foto: Divulgação/Seagri-DF Para obter o reconhecimento, o produto deverá atender a critérios como predominância de técnicas manuais, produção em pequena escala, preservação de características culturais, tradicionais ou regionais e domínio do processo produtivo pelo próprio produtor. O uso de máquinas, equipamentos e tecnologias também será permitido, desde que não descaracterize a produção artesanal, podendo contribuir para melhorar as condições de higiene, a eficiência do processo e a qualidade da atividade produtiva. A norma também valoriza o uso de matérias-primas próprias e regionais, com preferência para produtos provenientes da agricultura familiar e da própria unidade produtiva, contribuindo para a autenticidade e a rastreabilidade dos alimentos. O decreto estabelece ainda regras para o uso de determinados ingredientes e aditivos e determina o cumprimento das normas sanitárias e das boas práticas agropecuárias e de fabricação. Avaliação da artesanalidade A avaliação dos pedidos de reconhecimento da artesanalidade será feita com a participação do Conselho de Produtos Artesanais do Distrito Federal, colegiado que reúne representantes de diferentes áreas ligadas à produção, fiscalização e pesquisa. A inspeção e a fiscalização dos processos de elaboração terão caráter prioritariamente orientador, conforme previsto na regulamentação. Produtores terão maios clareza e segurança jurídica a partir da nova regulamentação Com as novas regras, os produtores que atenderem aos critérios terão um procedimento definido para solicitar o reconhecimento da artesanalidade e, posteriormente, utilizar a identificação oficial correspondente. A medida busca valorizar a produção em pequena escala e preservar produtos associados a saberes, técnicas e características tradicionais de diferentes produtores e regiões do Distrito Federal. Benefícios para produtores e consumidores Para os produtores, a regulamentação representa maior segurança jurídica e clareza sobre os requisitos necessários para o reconhecimento da produção artesanal. A possibilidade de utilizar uma identificação oficial também contribui para diferenciar esses produtos no mercado, valorizar seus atributos e ampliar as oportunidades de comercialização. O reconhecimento pode ainda fortalecer pequenos negócios, agricultores familiares e empreendedores que mantêm técnicas tradicionais de produção, permitindo que seus produtos sejam associados oficialmente à origem, à identidade e aos saberes que caracterizam a produção artesanal. Nos casos em que forem atendidos os requisitos específicos, o Selo Arte amplia esse potencial ao permitir a comercialização do produto em todo o território nacional. A medida contribui para preservar conhecimentos e práticas tradicionais, estimular a produção local e fortalecer a agricultura familiar e as cadeias produtivas do DF. Ao mesmo tempo, estabelece parâmetros para que a valorização do artesanal esteja associada ao cumprimento das exigências sanitárias e às boas práticas de produção. A identificação oficial também facilita ao consumidor reconhecer produtos que passaram por um processo formal de avaliação da artesanalidade. Dessa forma, a regulamentação busca aproximar valorização cultural, desenvolvimento econômico e segurança dos alimentos, criando um ambiente mais favorável tanto para quem produz quanto para quem consome. Ao estabelecer critérios claros sem impedir o uso de tecnologias que contribuam para a higiene, a qualidade e a eficiência dos processos, o decreto procura conciliar a preservação das características artesanais com as necessidades atuais de produção e segurança dos alimentos. *Com informações da Emater-DF
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Agropecuária do DF mantém patamar histórico e movimenta R$ 5,8 bilhões em 2025
A agropecuária do Distrito Federal segue demonstrando força e estabilidade. Em 2025, o Valor Bruto da Produção (VBP) alcançou R$ 5,8 bilhões, mantendo patamar semelhante ao registrado em 2024. Desde 2016, início da série histórica do levantamento, a riqueza gerada no campo mais que dobrou, saindo de R$ 2,3 bilhões para os atuais R$ 5,8 bilhões. Produção de hortaliças: o campo segue como um dos pilares da economia do Distrito Federal | Fotos: Divulgação/Emater-DF O indicador é calculado anualmente pela Emater-DF com base nos dados de mais de 300 cadeias produtivas rurais do Distrito Federal. Da produção de grãos às hortaliças, passando pela pecuária, fruticultura, floricultura e silvicultura, o campo segue como um dos pilares da economia do Distrito Federal. “Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto, construído diariamente pelos produtores e técnicos da Emater-DF. É um retrato da riqueza gerada pelas famílias rurais e da importância econômica da agropecuária para o abastecimento e geração de renda no DF” Cleison Duval, presidente da Emater-DF Elaborado pela Emater-DF, o relatório consolida informações levantadas diretamente nas propriedades rurais pelos extensionistas da empresa, que são repassadas à Gerência de Desenvolvimento Econômico (Gedec) e calculados com base nos preços médios de comercialização apurados pela Gerência de Comercialização e Organização Rural (Gecor). O resultado oferece um retrato detalhado da riqueza gerada no campo e da contribuição da agropecuária para a economia do Distrito Federal. Força da pecuária A pecuária segue como a principal atividade econômica rural do DF, respondendo por aproximadamente R$ 2,2 bilhões do VBP total. O segmento é impulsionado principalmente pela carne de ave industrial, produção de ovos férteis de galinha, carne de suíno industrial e carne bovina. As grandes culturas aparecem em seguida, movimentando cerca de R$ 1,7 bilhão, com destaque para soja, milho, feijão e milho destinado à silagem. O resultado reforça a importância do DF como importante polo produtor de grãos do país. A olericultura, tradicional vocação agrícola da região, gerou aproximadamente R$ 1,4 bilhão, sendo o DF autossuficiente na produção de hortaliças/folhosas. Entre as culturas de maior valor econômico estão tomate, alface, morango, couve e cenoura. Para a Emater-DF, o levantamento evidencia a capacidade produtiva do campo e o trabalho conjunto realizado para transformar conhecimento técnico em resultados econômicos A floricultura também registrou desempenho expressivo, com cerca de R$ 265 milhões em produção, consolidando o DF como grande mercado consumidor de plantas ornamentais e flores. Já a fruticultura respondeu por aproximadamente R$ 240 milhões, enquanto a silvicultura somou cerca de R$ 28 milhões, demonstrando a diversidade das atividades desenvolvidas pelos produtores rurais do Distrito Federal. Indicadores da força do agro [LEIA_TAMBEM]Para o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, o levantamento evidencia a capacidade produtiva do campo e o trabalho conjunto realizado para transformar conhecimento técnico em resultados econômicos. “O Valor Bruto da Produção Agropecuária é um dos principais indicadores da força do agro no Distrito Federal", observa."Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto, construído diariamente pelos produtores e técnicos da Emater-DF. É um retrato da riqueza gerada pelas famílias rurais e da importância econômica da agropecuária para o abastecimento e geração de renda no DF”. De acordo com Jair Tostes, da Gerência de Desenvolvimento Econômico da Emater-DF, responsável pela consolidação dos dados, as cadeias estão divididas em seis grupos: grandes culturas (grãos), fruticultura, olericultura (hortaliças), floricultura, silvicultura e pecuária. “Na média, o Valor Bruto da Produção se manteve estável, mas algumas cadeias tiveram aumento significativo”, aponta o extensionista. O técnico cita como exemplo a pecuária, que inclui 21 produtos — como carne suína e bovina, ovos, leite, entre outros. “O VBP total da pecuária foi de R$ 2,2 bilhões, e, de 2024 pra cá, tivemos uma elevação da produção de 5,05%”, aponta Jair. Além de mensurar o valor bruto na agropecuária, o relatório serve como ferramenta estratégica para o planejamento de políticas públicas, identificação de tendências produtivas e definição de ações voltadas para o fortalecimento do setor rural. *Com informações da Emater-DF
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Governador Ibaneis Rocha assina ordem de serviço para pavimentação da VC-541, em Brazlândia
O governador Ibaneis Rocha assinou, na manhã desta quarta-feira (18), a ordem de serviço para início das obras de pavimentação da VC-541, que liga a região de Brazlândia à cidade de Águas Lindas (GO), no Entorno do Distrito Federal. Serão asfaltados cerca de 4 km de via, com investimento de R$ 7,7 milhões. A rodovia vicinal 541 era uma das últimas pistas da região que ainda não haviam recebido asfalto | Foto: Renato Alves/Agência Brasília “As nossas obras do Governo do Distrito Federal têm beneficiado também o estado de Goiás, as cidades que fazem divisa. É o início de mais um sonho para as pessoas da região” Celina Leão, vice-governadora “Essa vicinal era pedida há mais de 30 anos, é uma interligação fácil com a cidade de Águas Lindas, e era necessário que ela fosse feita”, afirmou o governador. “Tivemos um grande trabalho, porque é uma região de muitas nascentes de muitas águas, então nós tivemos que aprovar todos os projetos na Secretaria do Meio Ambiente [Sema] e no Brasília Ambiental para fazer tudo com segurança, para que a gente tenha crescimento e infraestrutura com sustentabilidade ambiental”, complementou Ibaneis. Escoamento “É uma área que tem ajudado o Distrito Federal, escoando o produto para alimentação dos brasilienses; então, é um momento de realização para a nossa comunidade” Jailson Nascimento, presidente da Associação de Produtores Rurais do Setor Maranata A VC-541 era uma das últimas pistas ainda não asfaltadas da região. A obra, que vai gerar 80 empregos diretos, beneficiará os cerca de 30 mil motoristas que trafegam pelas imediações, além de contribuir para o escoamento da produção agrícola no local. “As nossas obras do Governo do Distrito Federal têm beneficiado também o estado de Goiás, as cidades que fazem divisa”, reforçou a vice-governadora Celina Leão. “É o início de mais um sonho para as pessoas [da região].” Entre as pessoas beneficiadas estão a cabeleireira Luciane Santana, de 49 anos. “Essa obra vai melhorar muito para nós”, disse. “Meu sobrinho pega o ônibus aqui e chega à escola todo sujo, é uma luta danada. Moro aqui desde que nasci e vejo ele passando o que eu já passei”. Meyry Belo, corretora: “Estamos sendo premiados com o maior sonho nosso, que é essa pista” | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília Assim como Luciane, a corretora Meyry Belo, 77, comemorou: “Estamos sendo premiados com o maior sonho nosso, que é essa pista”. Por sua vez, o presidente da Associação de Produtores Rurais do Setor Maranata, Jailson Nascimento, reforçou: “É uma área que tem ajudado o Distrito Federal, escoando o produto para alimentação dos brasilienses; então, é um momento de realização para a nossa comunidade”. Intervenções A obra integra um conjunto de intervenções para melhorar a conexão viária do DF com o Entorno. Em Brazlândia, já estão concluídas, entre outros serviços essenciais, a reconstrução de trechos da DF-189 e a pavimentação de um trecho da DF-001, além de ter sido feito um investimento de R$ 26,6 milhões na DF-220 para ligação entre rodovias estratégicas. R$ 1,1 bilhão Total de investimentos feitos desde 2019 pelo GDF para melhorar a vida de motoristas e passageiros da região “Eu estive em Brazlândia como chefe do Distrito Rodoviário há 26 anos, e a pavimentação da VC-541 já era um pedido da população”, lembrou o presidente do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF), Fauzi Nacfur Junior. “Agora nós estamos anunciando o início das obras, e isso mostra algumas coisas muito importantes, como a parceria com a Prefeitura de Águas Lindas. Foi combinado e eles estão trazendo a obra de lá para cá também. São ações muito importantes para melhorar esse trânsito entre o Distrito Federal e Goiás.” O secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, enfatizou: “A gente sabe que muitas pessoas dormem em suas casas no Entorno, mas as atividades econômicas, de lazer, de educação, de saúde são feitas no DF; então é importante que a gente faça essa infraestrutura para dar condições de essas pessoa acessarem o Distrito Federal com mais dignidade e também apoiar toda a questão da produção rural, bem como fazer que o pessoal de Brasília que precisa ir ao Entorno tenha esse conforto, essa qualidade”. [LEIA_TAMBEM]Desde 2019, o DER-DF investiu R$ 525 milhões em infraestrutura e R$ 582,2 milhões na manutenção da malha viária, totalizando um montante de R$ 1,1 bilhão para melhorar a vida de motoristas e passageiros. Agenda Mais cedo, também em Brazlândia, o governador Ibaneis Rocha assinou um termo que transferiu da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) para a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab), a área da Expansão Vila São José, no Núcleo Rural Capão da Onça, a fim de que, no local, sejam construídas moradias de interesse social.
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Governador Ibaneis Rocha entrega patrulhas agrícolas e equipamentos para fortalecer a produção rural no DF
O governador Ibaneis Rocha entregou, nesta sexta-feira (6), patrulhas agrícolas, kits de irrigação e equipamentos de apoio à produção rural. Os bens passam a integrar a estrutura operacional da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF (Seagri-DF), com o objetivo de ampliar as políticas públicas voltadas às organizações sociais do campo, como associações e cooperativas de produtores e beneficiadores rurais. O investimento do Governo do Distrito Federal (GDF) é de R$ 18.768.071,96. “Eu venho do interior, conheço a vida na área rural, sei das dificuldades. Eu tenho muita alegria quando a gente faz uma entrega dessa, porque nós estamos entregando para quem gosta do campo. E amar o campo é uma coisa muito importante porque é de lá que vem toda a vida. Tudo o que nós temos aqui na cidade é produzido pelo homem do campo. Então, compete ao governo — e nós estamos fazendo isso com muito zelo —, dar toda a assistência necessária para que o homem do campo no Distrito Federal tenha as melhores condições para viver com as suas famílias e produzir”, ressaltou Ibaneis Rocha. O chefe do Executivo também elencou outras ações do GDF nos últimos anos voltadas a melhorar a produção e a dar mais qualidade de vida aos produtores. Entre elas, a regularização de milhares de propriedades, a pavimentação de vias, a criação das rotas do vinho e do queijo e o programa Caminho das Escolas, que leva asfalto até a porta de escolas de áreas rurais. “As compras governamentais na área do agro saíram de aproximadamente R$ 10 milhões por ano no início do nosso governo e hoje já alcançaram mais de R$ 70 milhões de reais por ano, garantindo comida e investimento na mesa do produtor rural do Distrito Federal e garantindo comida de qualidade para os nossos estudantes das escolas da Secretaria de Educação”, apontou. A vice-governadora Celina Leão destacou que hoje é possível circular pela área rural do DF com tranquilidade, resultado de um governo que, segundo ela, entregou trabalho, mudanças, água e infraestrutura para o campo. “Tenho muito orgulho de ter participado disso. Como deputada federal, já era uma das que mais investiam na área rural, acompanhando de perto a execução das políticas públicas voltadas aos nossos agricultores”, afirmou. Ao acreditar na agricultura familiar, temos certeza de que, com esses equipamentos, vocês vão gerar renda, riqueza e garantir a permanência do homem e da mulher no campo”, completou Celina. Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Já o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, destacou a importância dos equipamentos para fortalecer a produção rural no DF. “Esses equipamentos têm uma relevância muito grande para a população rural. Sabemos o quanto é caro um trator e o custo da hora de máquina para preparar o solo e plantar. Por meio de emendas parlamentares federais, o Governo do Distrito Federal adquiriu 32 tratores. Dois já estão sendo entregues agora e os outros 30 serão disponibilizados por meio de chamamento público para que comunidades, associações e cooperativas possam concorrer e ter acesso a máquinas novas, eficientes e com baixo consumo”, explicou. Segundo ele, a iniciativa deve ampliar a capacidade produtiva no campo. “Também estamos entregando caminhões e implementos que vão ajudar na recuperação das estradas rurais. Assim, além de fortalecer a produção, garantimos melhores condições para o escoamento. O produto que foi produzido com tanto esforço precisa chegar em boas condições ao consumidor”, completou. Entre os serviços previstos com o novo maquinário, estão a limpeza de áreas com vocação agrícola, preparo do solo, transporte de insumos e da produção, além da conservação e manutenção de estradas vicinais. Os equipamentos também darão suporte ao deslocamento de operadores e fiscais e às frentes de trabalho voltadas à mecanização agrícola e à manutenção das vias rurais. Toda a logística será feita pelo sistema de transporte da Seagri-DF, no âmbito da área de mecanização agrícola. A aquisição contou com recursos do GDF e de emendas parlamentares destinadas pela vice-governadora e então deputada federal, Celina Leão, ex-deputado Tadeu Filippelli, pelos deputados federais Júlio César Ribeiro e Bia Kicis e pelos senadores Damares Alves, e Izalci Lucas Suporte O conjunto de bens inclui caminhões, tratores, kits de irrigação e equipamentos de apoio à produção rural. Entre os itens adquiridos estão um caminhão toco com caçamba basculante, seis caminhões truck com caçamba basculante, um caminhão comboio (melosa), um caminhão tipo cavalo mecânico, um semirreboque carreta prancha e um caminhão plataforma de auto socorro. O investimento também contempla um caminhão guindaste tipo sky, 32 tratores agrícolas, sendo 30 da marca John Deere, 98 kits de irrigação, três veículos leves destinados à Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e 120 jogos completos de caixas de mel para apoio à apicultura. O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, destacou que o fortalecimento da produção rural na região é resultado da atuação conjunta entre os órgãos do governo. “É uma junção de esforços entre a Emater e a Seagri-DF. A Emater atua diretamente dentro das propriedades, oferecendo assistência técnica, apoiando na comercialização, nas compras governamentais e no desenvolvimento da agroindústria”, explicou. Para os produtores que serão beneficiados, o maquinário traz novas perspectivas de trabalho, como é o caso do agricultor rural Ivan Engler, de 49 anos. “Para nós isso é muito importante. Hoje muitos produtores estão descapitalizados e não conseguem comprar um equipamento desse porte para uma pequena propriedade. Muitas vezes não há recurso nem financiamento e, mesmo quando existe, a produção não consegue pagar esse investimento”, explicou. “Com esse aporte repassando os equipamentos para cooperativas e associações, a produção fica mais viável e mais barata. Além disso, é uma garantia de que teremos máquinas novas e produtivas para que a produção não pare no campo”, afirmou Ivan. Impacto Em 2025, as ações de infraestrutura no campo já resultaram na recuperação de 1.700 quilômetros de estradas coletivas, além de 248 quilômetros atendidos pelo programa Porteira para Dentro. Também foram executadas obras de infraestrutura viária, com a construção de 325 peitos de pombo, a recuperação de 115 bolsões e a implantação de outros 713. As frentes de mecanização somam 1.781 horas de trabalho com retroescavadeira e 3.761 horas com motoniveladora. No apoio à infraestrutura hídrica, foram instalados 9,5 quilômetros de tubulações, recuperados 3,7 quilômetros de canais e implantados 55 tanques lonados com capacidade de 430 m³, que beneficiou 247 propriedades rurais. A iniciativa também fortalece a agricultura familiar, que representa cerca de 60% dos produtores rurais do DF. De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), o Distrito Federal conta atualmente com 23.199 produtores rurais ativos, sendo 10.042 agricultores familiares, organizados em 313 associações e 38 cooperativas, que reúnem aproximadamente 583 participantes. Somente em 2025, a Emater prestou atendimento a 122 associações e 24 cooperativas.
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Programa capacita produtores rurais do DF para gestão de negócios
Entre produzir, comercializar e gerar renda, há uma lacuna de conhecimento e organização que faz toda a diferença para que um negócio não apenas seja capaz de sustentar uma família, mas decole e seja lucrativo. Esse é o ponto de partida trabalhado em mais uma edição do curso Gestão do Negócio Rural, coordenado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), que visa a capacitar produtores rurais no aprimoramento da gestão de seus empreendimentos. Curso, que começou nesta terça, tem aulas no Centro de Formação Tecnológica e Desenvolvimento Profissional da Emater-DF | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília As aulas teóricas começaram nesta terça-feira (18) e serão ministradas durante dois dias no Centro de Formação Tecnológica e Desenvolvimento Profissional (Cefor), na sede da Emater-DF da Asa Norte. De acordo com o presidente da empresa pública, Cleison Duval, a iniciativa funciona por meio do programa Empreender e Inovar e surgiu de uma necessidade de capacitar, assistir, instrumentalizar e fomentar técnicas de gestão aos beneficiários rurais, oferecendo capacitação, acompanhamento e instrumentalização dos participantes em processos de gestão e planejamento. Cleison Duval, presidente da Emater-DF: “Quando o produtor assimila que ele tem essa responsabilidade na gestão do próprio negócio, ele consegue enxergar o lucro” “A gente entendeu que não bastava mais só ensinar a produzir ou a transformar aquele produto em um de valor agregado, como um morango em uma geleia, por exemplo”, explica. “Quando o produtor assimila que ele tem essa responsabilidade na gestão do próprio negócio, ele consegue enxergar o lucro. Temos casos de pessoas que iam fechar o empreendimento e, com esse trabalho do Empreender e Inovar, conseguiram reverter a situação. É transformador na vida das pessoas e famílias da área rural. Gera emprego, renda e negócios para o DF, que cresce nesse setor.” Rota do Queijo Carlos Goulart, coordenador do programa: “Aqui vemos os conceitos fundamentais de gestão, análise de viabilidade econômica, controle financeiro, metas e indicadores, planejamento estratégico e plano de negócio” Neste ano, o curso terá como foco os produtores de queijos artesanais, acompanhando o avanço da Rota do Queijo no DF, mas está aberto a todos os demais interessados. São 50 participantes do curso que tem por objetivo fornecer conhecimentos essenciais sobre gestão, precificação, planejamento estratégico, e-commerce e marketing digital, ajudando os produtores a expandirem seus negócios e valorizarem a produção. O coordenador do programa, Carlos Goulart, lembra que o curso de dois dias é apenas uma etapa do Empreender e Inovar, que oferece um acompanhamento semanal durante dois anos nas propriedades para auxiliar de perto os produtores rurais com demandas específicas que envolvem a produção e comercialização de produtos. “O objetivo desse curso é, na verdade, plantar uma semente”, afirma Goulart. “Aqui vemos os conceitos fundamentais de gestão, análise de viabilidade econômica, controle financeiro, metas e indicadores, planejamento estratégico e plano de negócio. Depois o programa é estendido para os produtores que se interessarem nos acompanhamentos para se apropriarem profundamente e transformarem a produção em um negócio rural de verdade, onde conseguem apreender o resultado de seus esforços na forma de remuneração adequada.” Planejamento para o sonho A produtora rural Mara Rosane Benke, 62, vê no curso um norte para otimizar o trabalho e alcançar os sonhos, como o de fazer uma cozinha individual só para o seu negócio. Com uma propriedade em Tabatinga (Planaltina), ela produz e comercializa desde geleias até biscoitos e cucas – mas conta que nunca planejou ou organizou resultados obtidos. A produtora de mandioca Maria Cândida Botelho participa do curso: “Não basta só produzir. Hoje eu não tenho uma propriedade muito grande, então preciso que a produção seja eficaz e também fazer uma gestão na ponta do lápis” “Eu faço minhas coisas, mas não tenho um planejamento”, relata. “Eu vendo, recebo e já gasto em outras coisas, mas não tenho noção de quanto eu ganho. Com o curso eu vou me organizar melhor, ter um cantinho ajeitado e ver qual produto vai ser o melhor, que vende mais, para de repente focar mais ele e [o trabalho] não ficar tão cansativo, e ter um lucro melhor, porque minha renda vem dessas coisas.” Outra participante das aulas, Maria Cândida Botelho, 30, produtora de mandioca na região rural de Ceilândia, conta que a Emater-DF sempre esteve presente em seu aprendizado: “Não basta só produzir. Hoje eu não tenho uma propriedade muito grande, então preciso que a produção seja eficaz e também fazer uma gestão na ponta do lápis. Qualquer coisa que deixo escapar, eu deixo de trazer à mesa para os meus filhos. Essa é a minha maior motivação”.
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Feiras movimentam mercado rural do DF com a comercialização da produção agrícola
Parte da produção agrícola da capital federal é comercializada nas feiras difundidas pela cidade, garantindo o sustento de muitos produtores da agricultura familiar. Em praticamente todas as regiões administrativas, há pontos criados com apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), onde são vendidas hortaliças, verduras, frutas, pescados, aves, suínos e produtos agroindustrializados, como queijos e doces. Feira do Produtor, no Paranoá, é uma das referências da produção orgânica no DF | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília “A Emater trabalha com comercialização há muitos anos, porque entendemos que precisamos ajudar o produtor, então o projeto das feiras é muito importante para isso”, afirma o presidente da empresa, Cleison Duval. “Nosso trabalho vai desde a produção e o acompanhamento da atividade, lá na chácara do produtor, até a padronização e a melhor forma dele levar esse produtor para a feira.” Feira do Produtor José Maurício Rocha, que começou com cultivo e venda de abacate, hoje expandiu a produção e quer investir na criação de galinhas, orientado pela Emater-DF: “Eles nos ensinam a plantar, a vender. É um baita auxílio” Há oito anos, o produtor rural José Maurício Rocha começou no segmento cultivando e vendendo abacate. O sucesso da comercialização o levou a ampliar a produção. Hoje, ele cultiva tomate, maracujá-do-cerrado, quiabo, chuchu, pimentão, banana e folhagens em uma propriedade no Núcleo Rural Capão da Onça, no Paranoá. Tudo que produz, ele comercializa em três feiras no Paranoá, na Vila Planalto e no Lago Sul. “Quando comecei, eu levava duas caixas e vendia; depois só foi crescendo”, conta. “Hoje, todo o meu sustento vem das feiras.” E José Maurício quer aumentar ainda mais a comercialização. A ideia agora é investir na criação de galinhas, o que ele vai fazer com o auxílio da Emater-DF. “Já estou até com um curso com eles marcado. A Emater nos ajuda muito. Eles nos ensinam a plantar, a vender. É um baita auxílio.” Noraci da Costa não perde um domingo de feira no Paranoá: . “Tudo aqui é muito bom, seja pela qualidade, seja pelo preço” No Paranoá, um dos pontos mais conhecidos é a Feira do Produtor, montada todo domingo em um estacionamento no Setor de Oficinas. Por lá, as opções são variadas. “É uma feira livre que tem produtos de hortícolas frescos, in natura, pescado, agroindustrializados, temperos e também outras coisas de alimentação”, resume Rafael Lima, extensionista da Emater-DF no escritório do Paranoá. “É uma feira bem diversificada para atender a demanda dos consumidores da região”. 240 Número de produtores rurais mapeados pela Emater-DF dedicados ao cultivo de orgânicos Todos os domingos, a babá Noraci da Costa vai até a feira garantir frutas e verduras para passar a semana. “Tudo aqui é muito bom, seja pela qualidade, seja pelo preço. Para mim, essa feira é maravilhosa, perfeita, nota 10”, define. Neste domingo (18), ela saiu do local para a sua casa no Itapoã com maçãs, tomates e quiabos. Quem também não abre mão de frequentar a Feira do Produtor do Paranoá é a técnica em enfermagem Selma Cristiane Xavier, 50. A cada 15 dias, ela deixa o Altiplano Leste em direção ao Paranoá só para comprar verduras, legumes, polpas e peixes: “Quase todo domingo eu estou aqui. Acho os produtos excelentes. É mais em conta e tudo fresco”. Venda de orgânicos Maria de Fátima da Conceição produz orgânicos em sua chácara e comercializa na Feira do Produtor: “É onde mais vendo; com certeza, boa parte do meu sustento vem daqui” “Há uma demanda muito grande da população pelos produtos orgânicos, então nós temos um trabalho específico cadastrando as feiras e os pontos de comercialização” Cleison Duval, presidente da Emater-DF Além da expansão das feiras tradicionais, o Distrito Federal tem vivenciado um crescimento de pontos orgânicos. Segundo o mapeamento da Emater-DF, são mais de 30 locais com cerca de 240 produtores rurais envolvidos. A maior parte está localizada no Plano Piloto, mas há pontos no Sudoeste, no Jardim Botânico, no Jardins Mangueiral, em Sobradinho, no Park Way, no Lago Oeste e nos lagos Norte e Sul. “Há uma demanda muito grande da população pelos produtos orgânicos, então nós temos um trabalho específico cadastrando as feiras e os pontos de comercialização”, pontua o presidente da Emater-DF. “Esse é um trabalho que fazemos junto ao produtor, ajudando na produção, na comercialização e no registro.” Maria de Fátima da Conceição é uma das produtoras de orgânicos da cidade. Em sua chácara no Núcleo Rural Capoeira do Bálsamo, no Lago Norte, ela e o marido produzem há 12 anos culturas livres de agrotóxicos, com suporte da Emater-DF. “Começamos há 15 anos, e, na época, ainda não eram orgânicos; mas, com auxílio da Emater conseguimos fazer a transição”, lembra. Os produtos são todos comercializados na região do Paranoá. “A venda é boa, principalmente, na feira aos domingos. É onde mais vendo; com certeza, boa parte do meu sustento vem daqui”, comenta ela. No restante da semana, ela comercializa os produtos em um quiosque no Paranoá. O gerente de Comercialização e Organização Rural da Emater-DF, Blaiton Carvalho, explica que os produtores de orgânicos fazem parte de um cadastro junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa): “O agricultor é obrigado a ter uma certificação que documenta que a produção é orgânica. Por isso, é importante que ele esteja com a cópia do certificado na banca e também que o consumidor exija para saber que de fato está comprando um produto orgânico”.
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GDF impulsiona produção rural com qualificação e linhas de crédito
O Governo do Distrito Federal (GDF) trabalha para apoiar e desenvolver a agricultura, que está em pleno crescimento. De hortaliças a grãos, passando por mel e diversas culturas, o fomento à produção é diária e está literalmente dando frutos. Celebrado em 28 de julho, o Dia do Agricultor é uma data a ser comemorada pelos profissionais, incentivados com assistência técnica, cursos e linhas de crédito rural. São inúmeras iniciativas para apoiar esse ofício vital para toda a população, que passam por apoio e qualificação profissional ofertadas por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater) e pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento de Desenvolvimento Rural do DF (Seagri). Celebrado em 28 de julho, o Dia do Agricultor é uma data a ser comemorada pelos profissionais, incentivados com assistência técnica, cursos e linhas de crédito rural | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Para se ter ideia, o agronegócio movimentou cerca de R$ 6 bilhões de valor bruto no DF no ano passado, em uma área produtiva de 178,5 mil hectares, de acordo com o relatório do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) da Emater. Destaque para a produção de grãos com DNA brasiliense. Entre as variedades que brotam no Quadradinho, o trigo foi um dos produtos que apresentaram um grande salto na produção durante os últimos cinco anos. Entre 2019 e 2023, a safra da triticultura cresceu 272%, e passou de 6 mil toneladas para 22 mil toneladas, ainda de acordo com a Emater. Estão à disposição dos agricultores linhas de crédito rural, cursos, oficinas, incentivos na produção e comercialização de produtos, além da assistência técnica. Atualmente, a Emater possui 22.950 produtores cadastrados na empresa. Desses, 9.386 são produtores familiares – 5.384 homens e 4.002 mulheres. O produtor rural Miguel Simões de Oliveira, do Núcleo Rural Ponte Alta, no Gama, cultiva hortaliças em sua propriedade desde 1994. São cerca de 6 hectares dedicados ao plantio de alface, cheiro-verde, acelga, cebolinha, pimenta, jiló e quiabo, além da criação de galinhas, porcos, pavões e gansos. Maria José Cassimiro começou produzindo morangos, há três anos, e agora começou a se preparar para plantar mirtilos, em aproximadamente 2,5 hectares Ele relata que conta com o total apoio da Emater para tudo o que precisa para desenvolver o cultivo. A assistência técnica constante resulta em melhorias de processos e aplicações de novas tecnologias, como o cultivo com túneis altos e irrigação por gotejamento. Os túneis altos são estruturas que protegem as plantas da chuva e do sol. O gotejamento permite um controle eficaz da quantidade de água utilizada na irrigação. Ao mesmo tempo que proporciona a quantidade de água ideal para as plantas, evita o desperdício. A combinação das duas técnicas aumenta a produção e reduz os custos. Também por meio da Emater, ele conseguiu financiamento para energia fotovoltaica, que será instalada nos próximos dias. Miguel também aproveita os cursos oferecidos pela empresa pública, entre eles manejo de irrigações e caldas alternativas. “Quando a gente usa a tecnologia, trabalha menos e produz mais. Sem a Emater, a gente não consegue. Tudo o que a gente precisa, falamos com o Kleiton [Rodrigues Aquiles, técnico da Emater do Gama].” O produtor agora se organiza para iniciar o plantio hidropônico que, entre as vantagens propicia redução da mão de obra e maior controle nutricional das plantas. Kleiton Rodrigues Aquiles, técnico da Emater: “A assistência também leva aos produtores tecnologias visando o aumento da produção de alimentos em quantidade e qualidade” Técnico da região, Kleiton explica que auxiliar os produtores é justamente o papel da Emater. “A assistência também leva aos produtores tecnologias visando ao aumento da produção de alimentos em quantidade e qualidade”, ressalta. Ele também atende as produtoras Maria José Cassimiro, de 70 anos, e a filha dela, Juliana Cassimiro, 42. Após viverem nove anos na Inglaterra, decidiram voltar ao Brasil e escolheram o Núcleo Rural Córrego Crispim, no Gama, para se dedicarem à agricultura familiar. Elas começaram produzindo morangos, há três anos, e agora se preparam para plantar mirtilos, em aproximadamente 2,5 hectares. Também se dedicam ao cultivo de ervas medicinais e até açaí. E estão desenvolvendo turismo rural na propriedade. “Como a propriedade é pequena, temos que desenvolver diversas culturas. Tudo o que a gente sabe, aprendemos com a Emater”, afirma Juliana. A mãe dela, Maria, fez diversos cursos por meio da empresa, como o de flores comestíveis, caldas alternativas e orgânicos. E reforça que, embora tenha trabalhado na roça na juventude, elas não teriam conseguido fazer tantas coisas sem a Emater: “A Emater nos ajuda com tudo. Sem isso, não teríamos conseguido”.
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Produtor rural cria projetos de implementos para facilitar o trabalho agrícola
Movido pela vontade de diminuir a penosidade do trabalho agrícola, Lucas da Natividade Ribeiro, 33 anos, começou a criar projetos de implementos há dez anos. Ao longo desse tempo, desenvolveu um pulverizador para ser acoplado num microtrator, uma plantadeira e um colhedor de batata doce, e máquinas lavadoras de cenoura e batata doce. Tudo pensado para atender a própria produção e as propriedades vizinhas. Lucas desenvolveu um pulverizador que funciona acoplado a um microtrator | Foto: Divulgação/ Emater-DF Lucas herdou do pai o amor pela produção rural e, aos 17 anos, adquiriu uma propriedade localizada no Núcleo Rural Jardim, no Paranoá, com extensão de 6,5 hectares. O jovem sabia o que o aguardava – desde criança, ele acompanhava a lida diária do pai no campo. Mas como não tinha a mesma afeição pelas atividades braçais, deu um jeito de facilitar seu trabalho. “Sempre quis tirar essa carga pesada, eu sou um cara mais mole; daí vi uma necessidade de mudança para continuar vivendo da agricultura”, contou o produtor. O trabalho no campo requer o cuidado diário com o manejo da produção agrícola, boa gestão da propriedade e organização. Essa foi a receita encontrada por Lucas para ter uma vida tranquila e confortável ao lado da esposa e dois filhos. “O produtor que não planeja sua rotina e busca melhorar a produtividade não vai para frente. O meu sucesso está na organização, no planejamento para atender as necessidades da propriedade e produzir com mais qualidade e menor custo e dificuldade”, argumentou. Máquinas lavadoras de cenoura e batata doce agilizam o trabalho e geram economia com mão de obra Assistência técnica Da extensão total da propriedade, seis hectares são destinados ao plantio de batata doce, cenoura e milho, entre outras culturas. O trabalho de assistência técnica e extensão rural prestado pelo escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) no Jardim, unido à mecanização do processo agrícola, renderam um aumento de 30% da produção e redução de 20% nos custos com mão de obra. “Indicamos os projetos do Lucas por terem um custo menor, permitindo acesso a outros produtores, e por levarem ao aumento da produtividade e eficiência nas atividades” Aureliano Dantas, extensionista da Emater-DF De acordo com o extensionista da Emater-DF Aureliano Dantas, as máquinas agrícolas criadas por Lucas facilitam as operações do dia a dia em sua propriedade, gerando eficiência na aplicação dos produtos químicos e na economia da quantidade aplicada, uma vez que o pulverizador, bem ajustado, faz a aplicação de maneira uniforme. “Outra diferença no desempenho é a organização na maneira de gerir a propriedade e a aceitação das nossas orientações, que se dão em relação a todo o processo produtivo, desde o manejo da cultura, documentação e declarações até a produção de projetos de crédito rural”, informou o extensionista. O profissional observou ainda que a mecanização das propriedades rurais é uma realidade para poucos em função do alto custo e da dificuldade de crédito rural para o investimento. “Os implementos agrícolas e outros equipamentos, necessários para diminuir a penosidade do trabalho rural, não chegam facilmente ao agricultor familiar; por isso, indicamos os projetos do Lucas por terem um custo menor, permitindo acesso a outros produtores, e por levarem ao aumento da produtividade e eficiência nas atividades”, finalizou Aureliano. Lucas Ribeiro ensina: “O produtor que não planeja sua rotina e busca melhorar a produtividade não vai para frente” Mecanização agrícola O gerente de Agropecuária da Emater-DF, Antonio Dantas, declarou que a mecanização agrícola vem sendo trabalhada há muito tempo pela empresa; no entanto, nos últimos anos, o tema tem recebido mais ações devido às mudanças no ambiente rural, principalmente no perfil e composição das famílias rurais, visando a permanência delas rurais no campo. “A mecanização agrícola está sendo tratada dentro dos Programas de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas com diversas metodologias planejadas para este ano. Nesse projeto destaco os Dias Especiais de Mecanização e Automatização da Agropecuária, que deverão acontecer em julho em Planaltina e Brazlândia. Nesses eventos, e durante as atividades de campo dos nossos extensionistas, os agricultores recebem orientações sobre as possibilidades de mecanização ou automatização de suas atividades e das linhas de crédito rural disponíveis para o financiamento”, afirmou o gestor. O Programa de Crédito Rural da Emater-DF assessora extensionistas da empresa e produtores rurais na elaboração de projetos e critérios de acesso às linhas de crédito rural disponíveis para o Distrito Federal. Para acessar as linhas de crédito, é necessário que o pequeno agricultor familiar esteja enquadrado nos critérios do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf). Para isso é preciso estar inscrito no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), que é a porta de entrada do agricultor familiar às políticas públicas de incentivo à produção e à geração de renda. *Com informações da Emater-DF
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Autonomia financeira e empoderamento das mulheres rurais são prioridades para a Emater-DF
O trabalho da Emater-DF para a mulher rural vai além do atendimento voltado à produção rural. Colocar a mulher num local de autonomia financeira e empoderamento tem norteado as atividades de assistência técnica e extensão rural (Ater) e as parcerias com instituições públicas, como a Secretaria da Mulher (SMDF) e o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDF). O Dia Internacional da Mulher reafirma a importância de empoderar as produtoras rurais que, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), são as grandes responsáveis pela preservação da biodiversidade, pela garantia da soberania e da segurança alimentar e pela produção de alimentos saudáveis | Fotos: Divulgação/Emater-DF Do lado da produção agrícola, os dados de cadastro da Emater-DF apontam para o número de 7.341 produtoras rurais em todo o DF. Dessas, em 2023, 5.554 mulheres foram atendidas por meio de Ater, que correspondem a 38,2% de todo o público atendido. Além disso, existem 16.497 propriedades cadastradas, sendo que desse total 5.379 propriedades têm mulheres como proprietárias ou coproprietárias. Dessa forma, a semana do Dia Internacional da Mulher é o momento de reafirmar a importância de empoderar as produtoras rurais que, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), são as grandes responsáveis pela preservação da biodiversidade, pela garantia da soberania e da segurança alimentar e pela produção de alimentos saudáveis. A diretora-executiva Loiselene Trindade reforça que a Emater-DF tem feito diversas parcerias com a Secretaria da Mulher do DF e com o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) para levar conhecimento e oportunidade, visando combater definitivamente a violência no campo contra as mulheres e meninas rurais A diretora-executiva da Emater-DF, Loiselene Trindade, ressalta o compromisso da empresa junto às produtoras rurais, entre todos os trabalhos realizados, pela busca da igualdade de gênero, em atendimento aos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Esse trabalho passa por inserir a mulher jovem, adulta e idosa em atividades de capacitação para melhoria tanto na produção agrícola como nas produções não agrícolas, para que possam contribuir com a geração e aumento da renda familiar. “Muito tem sido feito para levar autonomia e desenvolvimento às mulheres rurais, como priorizá-las nas políticas públicas de compras governamentais e na concessão dos documentos de posse das terras. Isso reflete diretamente no empoderamento dessas mulheres, que precisam ser qualificadas e capacitadas para que se desenvolvam e se reconheçam diante desse empoderamento. No entanto, ainda existem desafios que precisam ser vencidos. A Emater-DF tem feito diversos trabalhos, como empreendedorismo, sessões de conversa e integração para que as mulheres se reconheçam nesse papel e essa é uma preocupação constante que precisamos ter. Outra questão não menos importante é violência contra a mulher, física, moral, psicológica e patrimonial, que é urgente combater”, declarou Loiselene Trindade. A dirigente informou também que a Emater-DF tem feito diversas parcerias com a SMDF e com o TJDFT para levar conhecimento e oportunidade para essas mulheres, visando combater definitivamente a violência no campo contra as mulheres e meninas rurais. “Diferente das mulheres urbanas, as mulheres do campo têm dificuldades de fazerem as notificações de violência e por essa razão precisam ser ouvidas”, finalizou. A produtora rural Mariazinha Porto dos Santos, moradora há 10 anos do Assentamento 15 de Agosto, em São Sebastião, decidiu deixar o trabalho de diarista para se transformar em produtora rural e viver da terra Sessões de conversa Em 2022, a Emater-DF iniciou o Programa Terapia Comunitária Integrativa (TCI), com o objetivo de levar acolhimento, apoio e escuta às mulheres rurais de São Sebastião, PAD-DF, Rio Preto, Vargem Bonita e Taquara, com idade entre 19 e 59 anos, em sua maioria. A TCI é um espaço terapêutico de fala e escuta com participação horizontal das mulheres que está promovendo uma transformação quanto à autoestima, ao empoderamento individual e do grupo, a ajudas mútuas, fortalecendo laços, promovendo confiança, cooperação e melhorando a organização na produção e comercialização dos produtos agrícolas. Em 2023, foram realizadas 23 sessões de TCI com a participação de 80 mulheres. As conversas são uma prática coletiva que visa a saúde mental, a integração, a coletividade e momentos de partilha das dores e superações. A produtora rural Roselita Urani Camargo produz biscoitos caseiros e é novata nos encontros de TCI. A morte da mãe a deixou sem chão, pois era a pessoa que experimentava e aprovava as fornadas e novas receitas de biscoitos. “Estava sem perspectiva, perdida, e foi a Emater-DF que me deu coragem e confiança no meu trabalho. Participei de apenas uma sessão e saí gratificada por tanta coisa que tenho aprendido”, falou Rosinha, como é conhecida. A condução dos trabalhos é coordenada pela extensionista da Emater-DF, Maria Bezerra, juntamente com terapeutas voluntárias. “As mulheres rurais estão longe do centro urbano e às vezes estão numa condição de invisibilidade, convivendo com dores e sofrimentos que levam à improdutividade, descrença e perda da autoestima. Portanto, é nossa missão buscar meios de resgate e empoderamento da mulher rural. O lema da TCI é “quando a boca fala, os órgãos saram”, assim, durante as sessões de conversa utilizam recursos da cultura local, como a empatia, a escuta amorosa, e as estratégias de superação para ajudarem as mulheres e comunidade superarem os desafios individuais e coletivos”, finalizou. Muitas mulheres em todo o DF são atendidas pela Emater-DF e vivem o desafio de dividirem o trabalho rural, que compreende todas as etapas da cadeia produtiva, como plantar, adubar, irrigar, colher e comercializar, com as atividades domésticas e cuidados com os filhos e família Participação feminina nas cadeias produtivas De olho no desenvolvimento econômico e autonomia das produtoras rurais, os extensionistas da Emater-DF desenvolvem atividades diárias nas diversas cadeias agrícolas e não agrícolas. As primeiras com maior participação feminina são: bovinocultura, floricultura, avicultura, olericultura, agricultura orgânica e agroecologia, totalizando 1.138, 769, 1.388, 2.226, 709 e 720, respectivamente. Já nas atividades não agrícolas, que compreendem agroindústria, artesanato e turismo, a Emater-DF atendeu 3.054 pessoas, sendo 1.300 mulheres, totalizando 43,7% do público geral atendido. A produtora rural Mariazinha Porto dos Santos (38), moradora do Assentamento 15 de Agosto, em São Sebastião, divide os cuidados com a produção de hortaliças, cuidando da casa e dos três filhos, de 11, 6 anos e apenas 11 meses. A família é assentada há 10 anos, quando Mariazinha decidiu deixar o trabalho de diarista para se transformar em produtora rural e viver da terra. Apesar de o marido lhe ajudar com a produção orgânica de alface, cenoura, salsinha, cebolinha, brócolis, couve e batata-doce que vendem para o PAA há cinco anos, não é fácil dar conta de todos os afazeres. “A dificuldade é grande, mas a força que a mulher tem para enfrentar é maior. Eu cuido da terra, planto, colho e vendo, limpo a casa, cuido dos meninos, mando para a escola e faço a comida. Meu marido trabalhava fora e era mais difícil, agora cuidamos juntos da plantação, o que facilita muito. Dois cuidando é mais fácil. Mas a mão da mulher faz a diferença, apesar de que tem coisas que é mais complicado quando se trata de mulher, como comprar insumos, comercializar. Quando eu penso que em 40 dias posso ver a produção do meu trabalho e colocar comida saudável na mesa é prazeroso, apesar de tudo. E, como mãe, transfiro todo dia esse conhecimento pros meus filhos”, disse Mariazinha. Assim como ela, há muitas mulheres na região e em todo o DF que são atendidas pela Emater-DF e vivem o desafio de dividirem o trabalho rural, que compreende todas as etapas da cadeia produtiva, como plantar, adubar, irrigar, colher e comercializar, com as atividades domésticas e cuidados com os filhos e família. Há ainda aquelas produtoras rurais que são as únicas mantenedoras da casa e precisam realizar todas essas atividades sozinhas. A gerente do escritório local da Emater-DF em São Sebastião, Maíra Andrade, que é mãe de um casal de filhos e também divide seu dia com trabalho, casa e família, observa que o governo tem muitas políticas de incentivo às produtoras rurais, como preferência na abertura do calendário dos programas de compras governamentais. “Nosso trabalho de assistência técnica junto a essas mulheres é muito mais que assistência técnica e extensão rural e levar a autonomia financeira e empoderamento. Passa também por dar apoio, pois muitas vezes temos de saber ouvir suas queixas e desabafos, levar políticas públicas e, assim, tentar minimizar as dificuldades de fazerem quase tudo sozinhas. Por isso, implementamos uma vez por semana ou a cada 15 dias os mutirões de plantio, adubação e tratos culturais. São mulheres ajudando outras mulheres, um trabalho de empatia e sororidade”, declarou Maíra Andrade. *Com informações da Emater-DF
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Meliponicultura se destaca como alternativa de geração de renda
Um grupo de 15 produtoras familiares dos núcleos rurais São José e Rio Preto, em Planaltina, participou, nesta quinta-feira (25), de uma aula sobre os benefícios da criação de abelhas sem ferrão. O objetivo do encontro foi introduzir as mulheres no universo da meliponicultura – como a atividade é chamada – e, assim, ampliar as alternativas de geração de renda das famílias. Mulheres que já atuam na agricultura puderam aprender mais sobre a lucrativa atividade de criação de abelhas | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília A aula foi ministrada por equipes da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). Todas as participantes selecionadas trabalham com a produção de hortaliças e flores. O técnico Carlos Morais, da Emater-DF, incentiva a meliponicultura: “Nós temos casos que mostram que a introdução dessas abelhas ao ambiente aumentou a produtividade em 30% a 35%” “São mulheres que já mexem com agricultura em suas propriedades, e o objetivo foi que elas pudessem conhecer um pouco mais sobre essa criação, que é uma verdadeira arte”, detalha a extensionista rural Regina Lima. “Com este primeiro contato, o grande retorno que teremos é o empoderamento dessas mulheres, que passarão a ter, nas suas propriedades, uma alternativa de renda proveniente de uma produção só dela.” Além de ser uma alternativa de renda, a meliponicultura também traz impactos na produtividade das plantações. “Essas abelhas sem ferrão contribuem muito no processo de polinização”, explica o técnico Carlos Morais, da Emater-DF. “Nós temos casos que mostram que a introdução dessas abelhas ao ambiente aumentou a produtividade em 30% a 35%”. Referência O local escolhido para as aulas é uma propriedade meliponicultora referência no DF. Localizada no Núcleo Rural Córrego do Palha, no Lago Norte, a produção, coordenada por Diana Schappo,é conhecida pelo seu “Jardim do Mel” – uma trilha em que os visitantes podem ter contato com várias das espécies de abelhas sem ferrão. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Atualmente consolidada na atividade, Diana relata que sua história na meliponicultura se confunde com a de várias produtoras participantes: “No começo, eu também tinha a meliponicultura como um hobby e, hoje, tenho uma renda com a produção que vale muito a pena. Queremos que essas produtoras possam levar para a propriedade delas um pouco do nosso trabalho”. A experiência de Diana serviu como inspiração para Valdete Oliveira, 54, uma das selecionadas para participar do encontro. “Era um sonho meu poder mexer com abelhas, e, devido à minha idade e problemas de saúde, está sendo muito difícil ficar na lavoura”, conta. “A meliponicultura vai se encaixar perfeitamente no que preciso; é uma produção que exige muito cuidado e atenção, mas não tanto esforço físico”.
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