Produtores da Bacia do Descoberto podem se inscrever para implantar unidades demonstrativas de irrigação
Nesta quarta-feira (15), quando se comemora o Dia Nacional da Conservação do Solo, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) está com inscrições abertas para o Chamamento Público nº 001/2026, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de terça-feira (14). O processo vai selecionar seis produtores rurais da Bacia do Alto Rio Descoberto para implantação de unidades demonstrativas de irrigação (UDIs). As inscrições vão de 15 a 30 de abril, nos escritórios locais de Brazlândia (Alameda Veredinha, s/n, AE Setor Tradicional), Alexandre de Gusmão (AE 14, lote 1, Incra 8, Brazlândia) e Ceilândia (QNP 01, AE, Feira do Produtor). Cada produtor selecionado receberá, gratuitamente, um conjunto de equipamentos, serviços e estruturas para uso eficiente da água na propriedade, incluindo revestimento de reservatório, sistema de captação de água da chuva, hidrômetro de água bruta e kit para monitoramento da umidade do solo. O investimento estimado por unidade é de aproximadamente R$ 20 mil. Os produtores selecionados receberão equipamentos, serviços e estruturas para uso eficiente da água na propriedade | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Segundo a extensionista rural da Emater-DF Anne Caroline Borges, “a contrapartida do produtor é responsabilizar-se pela operação, guarda e integridade dos bens que compõem a unidade demonstrativa”. Os produtores também devem participar, efetivamente, dos cursos e reuniões técnicas, inclusive das agendadas para serem realizadas em seu imóvel rural, que será usado como unidade modelo para disseminar as tecnologias implantadas. A iniciativa integra o programa Produtor de Água, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em convênio com a Emater-DF. O objetivo é promover a conservação de solo e água na bacia hidrográfica do Descoberto, responsável pelo abastecimento de cerca de 60% da população do Distrito Federal. Podem participar produtores rurais (pessoa física ou jurídica) com imóvel localizado na área da Bacia do Alto Rio Descoberto assistidos pela Emater-DF que tenham a olericultura comercial correspondendo a pelo menos 50% da produção, que sejam irrigantes e que possuam reservatório de água para irrigação ou se disponibilizem a construir um reservatório com dimensão de 10 metros por 15 metros. Os requisitos e demais detalhes da seleção podem ser conferidos no Edital. Os produtores devem participar dos cursos e reuniões técnicas e responsabilizar-se pela operação, guarda e integridade dos bens que compõem a unidade demonstrativa | Foto: Divulgação/Emater-DF As inscrições são presenciais, realizadas com apoio da equipe técnica local, das 8h às 17h, nos dias úteis. O resultado será divulgado no site da Emater-DF até 29 de maio. Produtor de Água no Descoberto O projeto Produtor de Água é uma iniciativa que promove a conservação dos recursos hídricos por meio da adoção de práticas sustentáveis no meio rural, como recuperação de nascentes, proteção de áreas de preservação permanente e manejo adequado do solo. Sua execução se dá de forma integrada, reunindo um amplo conjunto de instituições públicas, privadas e da sociedade civil, incluindo a ANA, órgãos ambientais e agrícolas do Distrito Federal e de Goiás, entidades de regulação e saneamento e instituições federais e regionais. O projeto conta, ainda, com o apoio de organizações não governamentais e iniciativas locais. Serviço Chamamento público Emater-DF nº 001/2026 ⇒ Inscrições: até o dia 30 deste mês, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e 13h às 17h Locais: → Escritório Alexandre Gusmão: AE 14, Lote 1, Incra 8, Brazlândia, telefone 33311-9388; → Escritório Brazlândia: Alameda Veredinha, s/nº, Setor Tradicional, Brazlândia, telefone 33311-9313; → Escritório Ceilândia: QNP 01, AE, Feira do Produtor, Ceilândia, telefone 33311-9402. *Com informações da Emater-DF
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Programa orienta sobre uso de recursos hídricos em propriedades rurais
O programa Produtor de Água no Pipiripau já chegou a 188 propriedades rurais e quase R$ 3 milhões em volume de recursos obtidos por meio de Pagamento pelos Serviços Ambientais (PSA) referentes a trabalhos executados na bacia do Ribeirão Pipiripau. A ação é uma das iniciativas com participação da Emater-DF que incentivam a preservação e o uso racional da água no Distrito Federal. Entre as ações promovidas pelo programa Produtor de Água está o plantio de mudas para reflorestamento de área de preservação | Foto: Divulgação/Emater Os serviços ambientais remunerados pelo projeto são as ações que colaboram para o aumento da infiltração da água e redução efetiva da erosão e sedimentação dos solos, além do aumento da vazão e da qualidade da água do Ribeirão Pipiripau. Assim, o produtor adere voluntariamente e recebe ações como cercamento de nascentes, plantio de mudas para reflorestamento de área de preservação e manutenção de estradas rurais, entre outras. [Olho texto=”“O Produtor de Água é um programa que olha o produtor rural como ele realmente é, como um parceiro na preservação ambiental. O produtor rural sabe que depende da água e do solo para produzir”” assinatura=”Cleison Duval, presidente da Emater-DF” esquerda_direita_centro=”esquerda”] A adesão ao projeto Produtor de Água é voluntária, e, a partir da assinatura do contrato, o produtor rural se dispõe a desenvolver práticas de conservação de água e solo em sua área. Os produtores das regiões das bacias do Pipiripau e do Descoberto interessados em aderir ou renovar sua participação no projeto podem procurar a unidade da Emater-DF mais próxima de sua propriedade. “A Emater-DF é parceira do Produtor de Água do Pipiripau desde a sua concepção. A empresa atua em todos os grupos de trabalho do projeto, desde a mobilização e divulgação junto aos produtores rurais até o acompanhamento das ações em campo, como a realização do diagnóstico que serve de base para o contrato de pagamento por serviços ambientais feito com a Adasa, além das atividades de conservação de solo e reflorestamento”, explica a engenheira ambiental Iclea Silva, que é também a representante da empresa na unidade de gestão do programa. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Criado pela Agência Nacional de Águas (ANA) em 2001, o Produtor de Água entrou em ação no Distrito Federal em 2011 na Bacia do Pipiripau, por meio da parceria institucional de órgãos de governo e da sociedade civil. Em 2019, a Bacia do Descoberto recebeu o programa após a assinatura de acordo de cooperação entre 20 parceiros. “O Produtor de Água é um programa que olha o produtor rural como ele realmente é, como um parceiro na preservação ambiental. O produtor rural sabe que depende da água e do solo para produzir”, afirma o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. “O papel da Emater-DF é orientar e apoiar os produtores rurais sobre como fazer o uso racional da água e aliar a preservação das áreas de proteção e dos mananciais a uma produção de alimentos sustentável.” *Com informações da Emater
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Crianças da rede pública de ensino ajudam a plantar 1,5 mil mudas no DF
Até 11 de dezembro, 350 estudantes de 13 escolas públicas e privadas do Distrito Federal plantarão pelo menos 1,5 mil mudas de espécies nativas do Cerrado em 15 propriedades rurais às margens da Bacia do Ribeirão Pipiripau. Até 11 de dezembro, estudantes de escolas públicas e privadas do Distrito Federal plantarão pelo menos 1,5 mil mudas de espécies nativas do Cerrado em 15 propriedades rurais às margens da Bacia do Ribeirão Pipiripau. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília O coordenador de Programas Especiais da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), Miguel Sartori, ressalta que a bacia é responsável por parte do abastecimento de água de Sobradinho e de Planaltina. “Toda a população residente na região é beneficiada com o plantio. No entanto, é preciso saber que o Cerrado é importante para o mundo inteiro”, reforça. A ação faz parte do projeto Produtor de Água Mirim, que leva crianças de escolas públicas e particulares de Brasília para as áreas das bacias hidrográficas. Os alunos são orientados sobre a importância do reflorestamento de árvores nativas do Centro-Oeste para a preservação dos mananciais e a conservação do solo. Na edição de 2018, a ONG Pede Planta forneceu 10 mil mudas de 13 viveiros pedagógicos — as 1,5 mil a serem plantadas até dezembro e 8,5 mil que serão distribuídas para o plantio nas áreas centrais da região. O projeto Produtor de Água Mirim é desenvolvido sempre no início do período chuvoso no DF, favorável para a plantação das mudas. Na primeira edição, em outubro e novembro de 2017, envolveu 240 estudantes na plantação de 1,2 mil mudas de árvores nativas, em 12 propriedades rurais da região. Participam da ação a Adasa, o Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF) e o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), que integram o Grupo de Trabalho de Educação Ambiental do programa Produtor de Água do Pipiripau. Alunos visitaram Assentamento Oziel Alves III “O que é uma bacia hidrográfica?”, perguntou Louise Kaiser, assistente técnica da Adasa, para os 15 estudantes que visitaram o Assentamento Oziel Alves III na Bacia do Ribeirão Pipiripau, em 20 de novembro. O questionamento é importante porque o ribeirão abastece a área do Centro de Ensino Fundamental 3 de Sobradinho, escola das crianças. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Os alunos foram para o local para plantar cem mudas de aroeira, ipê, mogno, pequizeiro, cajuzinho, angico, buriti, gueroba e jerivá — todas plantas de grande porte típicas do Cerrado. A fazenda visitada é do produtor Robemario Ribeiro de Souza, de 49 anos, que reconhece o valor do auxílio tanto para o trabalho dele como para o meio ambiente. “Antes eu não recebia ajuda nenhuma, agora ainda melhoramos o acesso à água para a vegetação.” Souza produz hortaliças entre linhas de agroflorestas e sabe que as águas da bacia são importantes para o cultivo. “Por causa do desmatamento na região, a água que estava a cerca de 7 metros abaixo da superfície, agora está a 14 metros. A cada ano fica 1 metro mais funda.” Programa Produtor de Água no Pipiripau funciona em sete frentes Coordenado pela Adasa, o Produtor de Água do Pipiripau foi constituído em 3 de fevereiro de 2012 para fazer a manutenção da bacia hidrográfica do Ribeirão Pipiripau. O projeto é dividido em sete Grupos de Trabalho: GT 1 – Conservação do Solo GT 2 – Reflorestamento GT 3 – PSA GT 4 – Canal Santos Dumont GT 5 – Monitoramento GT 6 – Educação Ambiental GT 7 – Comunicação e Marketing Fazem parte do GT 6: Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) Emater-DF DER-DF Rede de Sementes do Cerrado Rede Planta World Wide Fund for Nature (WWF) Edição: Marcela Rocha
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Doações ao Fórum Mundial da Água serão usadas para recuperar mananciais no DF
Para proteger mananciais do Distrito Federal, os organizadores do 8º Fórum Mundial da Água se comprometem a recuperar, a cada 5 euros doados, 5 metros quadrados de matas de galeria e vegetação típica do Cerrado. O encontro internacional ocorre em Brasília deste domingo (18) até sexta-feira (23). Intitulada Cerrado do Fórum, a ação faz parte do projeto Produtor de Água no Pipiripau, desenvolvido em parceria com agricultores da região. A restauração será por meio de plantio de mudas e semeadura do solo nas margens e nas nascentes do córrego de mesmo nome. Grãos cedidos pela Associação de Coletores de Sementes da Chapada dos Veadeiros (Cerrado de Pé) serão plantados em tubetes durante o fórum e levados para o Rede Planta. Nesse projeto, alunos de escolas particulares de Brasília cuidam de espécies vegetais em viveiros. Lá, as espécies serão preparadas até que virem mudas e estejam prontas para o plantio na época do início das chuvas, em setembro e outubro de 2018. [Olho texto=”Sementes do Cerrado serão plantadas em tubetes durante o fórum. Cuidadas por alunos do projeto Rede Planta, as espécies serão introduzidas, na época das chuvas, nas margens e nascentes do Pipiripau” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Depois disso, elas serão levadas para propriedades rurais que participam do projeto Produtor de Água do Pipiripau. As áreas ainda não foram definidas. Além do plantio das mudas, o dinheiro arrecadado servirá para que as áreas passem pelo processo de semeadura direta. A técnica consiste em tratar o solo para remover gramíneas que não integram a vegetação nativa. Assim, não é necessário fazer manutenção das espécies depois do plantio. Para receber a restauração ambiental, os produtores devem se comprometer a zelar pelas mudas, permitir vistorias na área e fornecer informações sobre os mananciais que passam pelas propriedades. Os dados serão inseridos em uma plataforma on-line chamada Sistema de Informação de Restauração. Por ela, os doadores poderão acompanhar o sucesso da recuperação ecológica. Segundo a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do DF (Adasa), até quarta-feira (14), foram doados R$ 8,5 mil por 226 inscritos de todo o mundo. Como doar para o plantio das mudas Interessados em doar mudas têm duas opções: a primeira é on-line, no momento da inscrição, pelo site oficial do fórum, nos valores de 5, 10, 15, 20 ou 25 euros. A segunda, no evento, com R$ 20, R$ 40, R$ 60, R$ 80 ou R$ 100. Dois espaços designados com o nome Brasília serão montados: um na área de exposição do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, e outro na Vila Cidadã, dentro do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Neles, haverá estandes da Adasa para atender interessados, que poderão fazer a doação e plantar as sementes nos tubetes. Ações do projeto serão destaque no fórum As ações do Projeto Produtor de Água no Pipiripau receberão destaque no fórum, com o lançamento de livro que narra a história da iniciativa, além da campanha de doações. [Numeralha titulo_grande=”1,3 mil hectares” texto=”Tamanho da área beneficiada pelas ações do projeto Produtor de Água no Pipiripau” esquerda_direita_centro=”direita”] Financiado pelo governo federal, o programa é de responsabilidade da Agência Nacional de Águas (ANA), com versão adaptada às características regionais. No caso do Pipiripau, atuam 16 parceiros sob coordenação da Adasa. Desde o começo da iniciativa, foram firmados 172 contratos. Ao todo, as ações na bacia beneficiaram aproximadamente 300 produtores. Os investimentos somaram em torno de R$ 6 milhões, que custearam a plantação de mais de 360 mil mudas, além de atividades de conservação de solo em mais de 1,3 mil hectares. Voluntários, os produtores rurais são responsáveis pela manutenção de benfeitorias, como plantio de mudas de árvores nativas, recuperação de estradas e terraceamento (técnica de conservação destinada ao controle de erosão hídrica, utilizada em terrenos muito inclinados). Ao firmar o contrato, eles recebem até cinco anos de pagamentos por essas manutenções, que são três tipos: Conservação do solo: R$ 43,10 por hectare ao ano em caso de abatimento de 25% a 50% das erosões; R$ 71,82 por hectare ao ano, se esse porcentual for de 51% a 75%; e R$ 114,92 por hectare ao ano, se acima de 75% Restauração de área de preservação permanente (APP) e/ou vegetação nativa em até 20% da área total, desconsiderando APP: R$ 129,28 por hectare ao ano, se a manutenção for parcial e R$ 229,84, se integral Conservação de remanescentes de vegetação nativa: R$ 344,76 por hectare ao ano. São elas as áreas fora de APP e dos 20% da área total. São consideradas preservadas as que não demandarem nenhum investimento além do cercamento Os valores serão corrigidos de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O que é o Fórum Mundial da Água Criado em 1996 pelo Conselho Mundial da Água, o fórum foi idealizado para estabelecer compromissos políticos acerca dos recursos hídricos. [box-forum-agua] Em Brasília, o evento é organizado pelo Conselho Mundial da Água, pelo governo local — representado pela Adasa — e pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Agência Nacional de Águas (ANA). O fórum ocorre a cada três anos e já passou por: Daegu, Coreia do Sul (2015); Marselha, França (2012); Istambul, Turquia (2009); Cidade do México, México (2006); Quioto, Japão (2003); Haia, Holanda (2000); e Marraquexe, Marrocos (1997). A escolha de Brasília como sede da 8ª edição se deu em 26 de fevereiro de 2014, durante reunião de governadores do Conselho Mundial da Água, na Coreia do Sul. Será o primeiro fórum no Hemisfério Sul. Edição: Vannildo Mendes
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Preservação de água em área rural recebe novas ações do governo
Fábio Issato, de 43 anos, é agricultor há mais de duas décadas. Ele conta que a falta de água suficiente para a produção, no Núcleo Rural Santos Dumont, em Planaltina, provocou perdas em 2016. Cobertura por lona garante a impermeabilização do poço, como ocorre na propriedade de Fábio Issato. Foto: Tony Winston/Agência Brasília Para aproveitar ao máximo o recurso hídrico, o produtor é um dos moradores do local que recebem auxílio do governo para a implementação de poços impermeabilizados na propriedade. A ajuda do poder público vem da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). De acordo com o técnico agropecuário extensionista da Emater-DF Sizelmo da Silva Santana, o método utilizado garante que não haja nenhuma perda de água por infiltração. O poço é padrão, com cerca de 20 metros de raio e 1,5 metro de profundidade no centro. Depois de cavado, é coberto por uma lona. Esta, após ser colada e presa às laterais do buraco, recebe uma camada de terra para ficar protegida de ações naturais, como raios solares. Uma impermeabilização desse tipo dura cerca de 20 anos. O reservatório é abastecido pelo canal de irrigação do núcleo rural, que capta água da Bacia do Pipiripau. Até agora, três poços já estão concluídos. Outros 12 estão furados e serão impermeabilizados nos próximos dias, e três devem começar a ser feitos na semana seguinte. Santana acredita que mais produtores vão solicitar o serviço depois que perceberem os benefícios. O núcleo tem 87 propriedades. O técnico agropecuário extensionista da Emater-DF Sizelmo da Silva Santana afirma que a impermeabilização impede a perda de água por infiltração. Foto: Tony Winston/Agência Brasília No caso de Fábio Issato, a escavação substituirá outro poço, sem impermeabilização. A perda de água chegava a até 30% da capacidade. “Minha expectativa é que agora só esse tanque novo seja suficiente para a produção que já tenho.” As novas construções comportam cerca de 300 mil litros. Nas terras de Kinichi Nakamura, de 80 anos, o poço já está cheio e passa por avaliação. A medida é para garantir que não haja infiltração antes de o sistema de irrigação ser instalado e ficar pronto para uso. [Olho texto='”Depois que ele começar a usar, ainda passaremos um tempo medindo a vazão para ver se não está tendo realmente nenhum problema”‘ assinatura=”Sizelmo da Silva Santana, técnico agropecuário extensionista da Emater-DF ” esquerda_direita_centro=”direita”] “Depois que ele começar a usar, ainda passaremos um tempo medindo a vazão para ver se não está tendo realmente nenhum problema”, afirma o técnico agropecuário. As obras ocorrem por meio de parceria entre a Secretaria da Agricultura, que cede as máquinas; a Emater, com o acompanhamento técnico; e os produtores, que compram o material necessário. Outras medidas para economizar água O governo aguarda recurso para a impermeabilização de todo o canal que distribui água aos produtores. De acordo com o extensionista Santana, já existe um projeto pronto para que a passagem seja tubulada. O poço impermeável na propriedade de Kinichi Nakamura, de 80 anos, assegura água para manter a produção de batatas. Foto: Tony Winston/Agência Brasília Para a economia do recurso hídrico na área rural, o planejamento ainda envolve, por exemplo, a mudança dos sistemas de irrigação por modelos mais eficientes e a adoção de medidas de retenção de água da chuva para enriquecer o solo e para ser usada na agricultura. Por meio do programa Produtor de Água, que beneficia os agricultores em toda a Bacia do Pipiripau, o governo investe na conservação de água e do solo com a adequação ambiental das estradas rurais — o centro da via é levantado para que a água corra pelas margens até um ponto de estocagem. Para isso, a Secretaria da Agricultura trabalha no Assentamento Oziel Alves 3 desde 15 de maio. Depois, o mesmo processo será feito em cerca de 40 quilômetros das estradas internas em propriedades do Núcleo Rural Pipiripau. Segundo o diretor de Infraestrutura Rural e Serviços, da secretaria, José Voltaire, as obras aumentam a durabilidade da estrada — porque diminuem a necessidade de manutenção —, reduzem o risco de erosões e garantem a melhoria da água. “Isso permite que se diminua o impacto de pequenas partículas nos córregos, provocando, por exemplo, o assoreamento.” Edição: Raquel Flores
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Retomadas propostas de uso consciente de Águas Emendadas
A parceria entre o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) para ampliar os projetos na Estação Ecológica de Águas Emendadas está sendo retomada. Representantes das duas instituições analisam a situação da unidade em visitas periódicas para entender os níveis de ameaça de degradação ambiental. A ideia é que Águas Emendadas se torne um centro de difusão de práticas agrícolas em harmonia com a preservação, como parte das atividades programadas para o 8º Fórum Mundial da Água, que ocorrerá em Brasília, em 2018. A ideia é que Águas Emendadas se torne um centro de difusão de práticas agrícolas em harmonia com a preservação, como parte das atividades programadas para o 8º Fórum Mundial da Água. Foto: Tony Winston/Agência Brasília Desde 2014, existe um acordo de cooperação técnica entre Ibram e Adasa para executar ações de proteção ambiental, pesquisa científica e educação no local. As medidas fazem parte do plano de manejo da unidade de conservação, documento obrigatório a todas as áreas de proteção estabelecidas no País. Até então, parte dos projetos vinha sendo executado de forma isolada. “Queremos alavancar o uso da estação ecológica, observando o cuidado com a conservação, visto que ela é uma área de proteção integral”, destaca a superintendente de Áreas Protegidas do Ibram, Tânia Brito. A ideia é que sejam oferecidos cursos de capacitação dos produtores rurais que têm propriedades em torno da estação ecológica. Palestras, oficinas de estímulo à redução do uso de defensivos agrícolas e demonstrações de práticas alternativas de cultivo fazem parte do programa. “Queremos fazer o trabalho de conservação e mostrar que é possível ter atividade agrícola e lucro”, explica a analista de atividade de meio ambiente do Ibram Danielle Vieira Lopes. No atual estágio, o grupo de trabalho faz levantamento da quantidade de fazendas e chácaras nas imediações de Águas Emendadas e o tipo de atividade agrícola desenvolvida. Além disso, a Adasa prepara um trabalho de monitoramento dos mananciais que afloram no perímetro da área de preservação. A proposta é avaliar a qualidade de águas para saber se ela tem sofrido influência das ameaças ambientais. No atual estágio, o grupo de trabalho faz levantamento da quantidade de fazendas e chácaras nas imediações de Águas Emendadas e o tipo de atividade agrícola desenvolvida. Foto: Tony Winston/Agência Brasília Uma ideia que também tem sido analisada pelo departamento técnico da instituição é a aplicação do programa Produtor de Água nas propriedades vizinhas à estação. “A exemplo do que ocorre no Núcleo Rural do Pipiripau, onde os produtores se dedicam à preservação das nascentes, estudamos a possibilidade de trazer um projeto semelhante para cá”, explica o gestor de projetos da Coordenação de Projetos Especiais da Adasa, Cláudio Odilon da Costa. Os riscos de degradação ambiental em Águas Emendadas A Estação Ecológica Águas Emendadas tem 10.547 hectares. Ela é cercada por propriedades rurais, a maioria de até 2 hectares, suscetíveis ao parcelamento irregular. “Águas Emendadas sofre intensa pressão urbana, seja pela expansão de Planaltina ou pelos constantes focos de parcelamento para criação de condomínios irregulares”, destaca Danielle. Alguns sintomas desse problema estão bastante evidentes. É o caso do assoreamento da Lagoa Bonita, que fica dentro da unidade. No caso das grandes propriedades, o uso de herbicidas e outros insumos químicos acabam por contaminar a área protegida. Uma evidência é o desaparecimento de bromélias, apesar de se tratar de uma região bastante úmida. A proximidade com a BR-020, uma das vias mais movimentadas que cortam o Distrito Federal, completa o rol de ameaças impostas à unidade de conservação. Por que o nome Águas Emendadas? Águas Emendadas tem esse nome em razão de ser o ponto no qual nascem os afluentes de importantes bacias hidrográficas do continente: a Bacia do Paraná, que escorre para o Sul do País, e a Bacia Tocantins/Araguaia, que segue para o Norte. Em uma vereda de 6 quilômetros, em terreno plano, a água aflora em diversos pontos até formar os córregos Brejinho, origem da Bacia do Paraná, e Vereda Grande, ponto de partida da Bacia Tocantins/Araguaia. Águas Emendadas tem esse nome em razão de ser o ponto no qual nascem os afluentes de importantes bacias hidrográficas do continente. Foto: Tony Winston/Agência Brasília Os primeiros registros de Águas Emendadas remontam aos tempos dos bandeirantes, no século 18. Ali era um ponto de descanso e abastecimento de quem seguia para o interior profundo do Brasil. Com o passar do tempo, a região se consagrou como Mestre D’Armas, por causa de um ferreiro com habilidade em conserto de armas de fogo que se fixou na área. O local também foi citado pelo relatório da Comissão Exploradora do Planalto Central, chefiada por Luís Cruls. A proximidade com o ponto de divisão das duas bacias foi considerada fator importante para estabelecimento de uma nova capital. Em 1967, com Brasília devidamente criada, um grupo de botânicos liderados por Ezechias Heringer, conheceu o local e percebeu a necessidade de ampliar a proteção da área. Em 1968, o Decreto nº 771, do então prefeito Wadjô da Costa Gomide, estabeleceu a Reserva Biológica de Águas Emendadas. Em 1988, o Decreto do Executivo local nº 11.137, de 16 de junho de 1988, elevou Águas Emendadas à condição de estação ecológica. Edição: Paula Oliveira
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