Resultados da pesquisa

queda em homicídios

Thumbnail

Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios

O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país. Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país | Foto: Arquivo/Agência Brasília Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15). Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou. Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Mais segurança pública A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024. Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.

Ler mais...

Thumbnail

Feminicídios no DF caem quase pela metade em 2020

O último levantamento mensal realizado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) mostra que o número de feminicídios registrado no acumulado dos nove meses deste ano teve redução de quase 50%. De janeiro a setembro de 2019, 26 mulheres morreram pela condição de gênero. No mesmo período deste ano, o número de mulheres vítimas de feminicídio caiu para 14. “Os dados revelam que o esforço concentrado da segurança pública do DF tem surtido efeito positivo. O cenário de pandemia nos preocupou inicialmente. Desde o início buscamos alternativas, como a possibilidade de registro de ocorrência por meio da Delegacia Eletrônica, e fortalecemos campanhas de denúncia e apoio às vítimas, como é o caso da campanha #MetaaColher. Os atendimentos do Provid, que com adequações à segurança, continuaram a ser realizados”, explica o secretário de Segurança Pública, delegado Anderson Torres. No último mês, foram registrados dois feminicídios no Distrito Federal. Já em setembro de 2019 seis mulheres morreram vítimas do crime. Outro dado revelado pelo estudo é que em dois meses deste ano – fevereiro e maio – nenhuma mulher foi vítima de feminicídio no DF. “Desde o início da nossa gestão, o enfrentamento a todas as violências contra a mulher se tornou prioridade. Fortalecemos a Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios (CTMHF) e, com base em estudos detalhados sobre cada crime, estabelecemos uma estratégia e direcionamos nossas ações”, completa Torres. [Numeralha titulo_grande=”50%” texto=”foi a queda no número de feminicídios nos nove primeiros meses de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado” esquerda_direita_centro=”centro”] A secretária da Mulher, Ericka Filippelli, também lembra que desde o início da pandemia, o atendimento às mulheres em situação de violência foi uma prioridade do governo do Distrito Federal, com a integração de ações da Secretaria da Mulher (SMDF), da Secretaria de Segurança Pública, da Polícia Civil. “Os atendimentos da Secretaria da Mulher não pararam. A Casa Abrigo continuou aberta 24 horas e os Centros Especializados de Atendimento à Mulher permaneceram em funcionamento”, diz. Além disso, foi lançada a campanha “Mulher, você não está só!”, pela SMDF. “Por meio dela, criamos protocolos de atendimento para mulheres em situação de violência nesse tempo de pandemia, estabelecendo serviços on-line e o teleatendimento, que foi algo inovador. Nosso temor era a subnotificação, por isso, colocamos à disposição esses novos canais pensando, justamente, em facilitar que as mulheres que estivessem dentro de suas casas com seus agressores pudessem pedir ajuda e tivessem a certeza de que elas não estão sozinhas”, explica a secretária. Homicídios: segunda menor redução em 21 anos O número de homicídios registrados em setembro também apresentou redução. O levantamento revela que é a segunda maior redução de homicídios, e também dos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI) – que além dos homicídios, englobam também o latrocínio e a lesão corporal seguida de morte – em 21 anos. No acumulado do ano, cenário de janeiro a setembro, foram registrados 308 homicídios no DF e, no mesmo período do ano passado, o número registrado foi 327, o que corresponde à redução de 5,8%. Desta forma, neste ano, 19 vidas foram preservadas. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Para contribuir com a redução desses crimes, há dois meses a SSP/DF coordena a operação Quinto Mandamento. Em referência ao mandamento bíblico – Não Matarás – a operação reúne as forças de segurança e outros órgãos, como a Secretaria DF Legal e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF). “Em 2019 tivemos uma das maiores reduções de homicídios em 35 anos. Precisávamos adotar ações específicas para que em 2020 também pudéssemos alcançar resultados semelhantes ou até melhores”, conta o titular da SSP/DF. A ação ocorre sempre de sexta a domingo em regiões administrativas previamente definidas, com base em análises semanais de inteligência e de levantamentos estatísticos. Em mais de dois meses de operação, quase 2 mil abordagens pessoais foram realizadas e cerca de mil e duzentos veículos foram revistados. A DF Legal também fiscalizou 383 estabelecimentos comerciais, o que resultou em quase cem autuações. Cento e vinte e cinco comércios receberam equipes do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), com orientações sobre documentação e adequações às saídas de emergência, por exemplo, para prevenir acidentes. Em dois meses, 1.471 servidores participaram da operação em 540 viaturas. Resolução de homicídio A solução das mortes violentas é um diferencial do Distrito Federal em relação ao restante do país – o que coloca a capital federal em destaque com uma das maiores taxas de resolução de homicídios. A Polícia Civil (PCDF) conta, diariamente, com o Plantão Extraordinário de Local de Crime (PEL) – equipe composta por delegado e três agentes. A equipe é acionada imediatamente sempre que ocorre um homicídio e fica responsável em proteger o local do crime, colher evidências e fazer o isolamento adequado da cena do crime até a chegada da perícia. “A equipe é composta por delegado e policiais que aderem ao Serviço Voluntário, que passou a ser possível na atual gestão. A corporação também conta com médicos legistas e peritos em escala de plantão, possibilitando que um laudo fique pronto muito rapidamente, até mesmo de madrugada, dependendo da necessidade”, explica o diretor-geral da PCDF, delegado Robson Cândido. O detalhamento permite que o inquérito policial seja ainda mais completo e transparente, não deixando dúvidas para o Judiciário, o que contribui para o julgamento do suspeito. De segunda a quarta-feira uma equipe de plantão fica responsável pelas investigações. De quinta a domingo, por conta da maior demanda, duas equipes são disponibilizadas. Em todos os dias os policiais podem solicitar, sempre que necessário, apoio da delegacia mais próxima. Crimes contra o patrimônio em queda há nove meses Os Crimes Contra o Patrimônio (CCPs) acompanhados prioritariamente pela SSP/DF – roubos a pedestre, veículos, transporte coletivo, comércio, residência e furto em veículo – apresentaram redução de 30,1%, no período de janeiro a setembro deste ano, em comparação com o ano passado. Isso significa 10,2 mil roubos e furtos a menos no DF. De acordo com o comandante do Departamento de Operações (DOP), da Polícia Militar (PMDF), coronel Hemerson Rodrigues, ações para coibir esses crimes são feitas com base em análises de dados produzidos pela SSP/DF e pela corporação. “Empregamos nossos policiais de acordo com áreas quentes, ou seja, com maior incidência criminal, principalmente nas proximidades de áreas comerciais, que tem maior movimentação. Os esforços contribuem para recordes de apreensões de armas, por exemplo. Chegamos a retirar cerca de quatro armas por dia das ruas do DF, mas esse número é ainda maior, a depender da ação empregada”. O maior decréscimo apresentado em setembro deste ano, em comparação com o mesmo mês de 2019, refere-se ao roubo em transporte coletivo – chegou a 63%. Na sequência aparece o roubo em comércio (56,6%), o roubo de veículo (51,9%), o furto em veículo (45,4%) e o roubo a transeunte (44,5%). Em setembro deste ano foram registrados 16 roubos em residência em todo o DF, enquanto que no mesmo mês do ano passado foram 34 crimes do tipo. No acumulado dos nove meses deste ano, a maior redução foi de roubos em transporte coletivo (37%), seguido dos roubos de veículos (33,9%), de comércio (31,6%), a transeunte (31%) e em residência (13,4%). O furto em veículo apresentou redução de 25,1%. [Olho texto=”Chegamos a retirar cerca de quatro armas por dia das ruas do DF, mas esse número é ainda maior, a depender da ação empregada” assinatura=”Hemerson Rodrigues, comandante do Departamento de Operações da PM” esquerda_direita_centro=”centro”] De acordo com o titular da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), da PCDF, delegado André Leite, o índice de elucidação de crimes reflete diretamente na redução desses crimes. “A partir do momento que investigamos e prendemos membros de organizações criminosas especializados em determinado crime, como por exemplo, o roubo de veículos, temos a redução destes delitos. A PCDF tem um índice de elucidação de crimes superior à média do país”. É preciso registrar ocorrência O delegado alerta ainda para a importância do registro de ocorrência, nos casos dos crimes contra o patrimônio. “É muito importante que as vítimas desses crimes registrem ocorrências, pois mesmo que o bem não seja recuperado, contribui para atuação das polícias e até mesmo para a prisão de organizações criminosas”. Além do registro de ocorrência, o delegado chama atenção para as denúncias, que podem ser feitas pelo telefone 197 opção 0 (zero), pelo e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br e ainda pelo WhatsApp (61) 98626-1197. “A identidade do cidadão é preservada e a denúncia é encaminhada para a delegacia responsável pela área em que o crime ocorreu”, finaliza Leite. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador