Resultados da pesquisa

redução da libido

Thumbnail

Saiba como cuidar da saúde hormonal masculina após os 40 anos

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Cansaço frequente, perda de disposição, aumento da gordura abdominal e redução da libido. Depois dos 40 anos, esses sinais podem aparecer com mais frequência e, embora muitas vezes sejam associados apenas ao envelhecimento, também podem estar relacionados às mudanças hormonais que ocorrem naturalmente no corpo masculino. De acordo com a endocrinologista Martha Sanjad, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), uma das principais alterações nessa fase da vida é a redução gradual dos níveis de testosterona, hormônio que desempenha funções importantes no organismo. “Diferentemente do que acontece com as mulheres na menopausa, a queda hormonal nos homens ocorre de forma lenta e progressiva ao longo dos anos. Por isso, muitas vezes os sintomas passam despercebidos ou são confundidos com o estresse da rotina e com o próprio envelhecimento”, explica.  Fadiga persistente, diminuição do desejo sexual, disfunção erétil, perda de massa muscular são alguns dos sintomas de redução da testosterona | Foto: Divulgação/IgesDF Deficiência hormonal A redução da testosterona pode afetar diferentes aspectos da saúde e estar associada a sintomas como fadiga persistente, diminuição do desejo sexual, disfunção erétil, perda de massa muscular, alterações de humor e redução da energia e da motivação. A endocrinologista ressalta, porém, que a presença desses sinais não significa necessariamente uma deficiência hormonal. “É importante lembrar que os sintomas podem estar relacionados a outras condições de saúde. Por isso, a avaliação médica é fundamental para identificar a causa e definir a melhor abordagem para cada paciente”, afirma. Hábitos que fazem a diferença Embora o envelhecimento seja acompanhado por mudanças naturais, algumas escolhas ao longo da vida podem contribuir para a manutenção do bem-estar e da qualidade de vida. “Nem sempre a reposição hormonal é necessária. Em muitos casos, mudanças no estilo de vida já proporcionam melhora significativa dos sintomas. O mais importante é buscar orientação e evitar a automedicação” Martha Sanjad, endocrinologista do Hospital Regional de Santa Maria Uma alimentação equilibrada, com frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas magras, fornece nutrientes importantes para o bom funcionamento do corpo. Já a redução do consumo de alimentos ultraprocessados e açúcares refinados contribui para a saúde metabólica. A prática regular de exercícios físicos também tem papel importante. Atividades aeróbicas favorecem a saúde cardiovascular, enquanto o treinamento de força ajuda a preservar a massa muscular e a densidade óssea. O sono é outro fator que merece atenção. Segundo Martha, manter uma rotina regular de descanso e evitar estimulantes antes de dormir são medidas que favorecem o equilíbrio e o funcionamento adequado do corpo. Controlar o estresse, não fumar, moderar o consumo de bebidas alcoólicas e manter um peso saudável completam os cuidados que podem contribuir para a qualidade de vida ao longo dos anos. Reposição hormonal exige acompanhamento O cuidado com os hormônios também passa por evitar o uso de testosterona sem indicação e orientação médica. Fernando Almeida, nome fictício adotado a pedido do entrevistado, tem 44 anos e conhece na prática a importância desse cuidado. Ele iniciou o uso de testosterona por questões estéticas, mas, durante o tratamento, apresentou problemas no fígado e nos rins e precisou interromper a reposição. Atualmente, segue orientação médica para adotar hábitos mais saudáveis, especialmente com a prática de exercícios físicos. “Hoje estou focado em cuidar da saúde e me exercitar. Mais para frente pretendo voltar ao endocrinologista para uma nova avaliação”, conta. Martha Sanjad reforça que a reposição de testosterona não deve ser utilizada simplesmente para combater os efeitos naturais do envelhecimento ou com finalidade estética. A indicação deve ser individualizada e considerar o quadro clínico, os sintomas apresentados e os resultados dos exames. Quando procurar ajuda médica? A orientação é buscar atendimento quando os sintomas persistem ou começam a interferir na rotina e na qualidade de vida. A investigação pode envolver exames de testosterona total e livre, avaliação de hormônios relacionados ao funcionamento dos testículos e da tireoide, além de testes para verificar glicemia e perfil lipídico. A definição dos exames necessários depende da análise clínica de cada caso. “Nem sempre a reposição hormonal é necessária. Em muitos casos, mudanças no estilo de vida já proporcionam melhora significativa dos sintomas. O mais importante é buscar orientação e evitar a automedicação”, conclui a endocrinologista.  *Com informações do IgesDF

Ler mais...

Thumbnail

Rede pública de saúde já oferece acompanhamento hormonal para menopausa e baixa testosterona

“Era um calorão que vinha exatamente de madrugada, na hora em que eu começava a pegar no sono.” Aos 45 anos, Eliane Mendes Maciel começou a enfrentar ondas de calor, noites maldormidas e cansaço constante provocados pela menopausa.  Eliane Maciel faz tratamento de reposição hormonal no ambulatório do Hospital de Base: “É uma fase bem sofrida, mas agora, com esse acompanhamento, estou sendo amparada” | Foto: Divulgação/IgesDF  Ela está entre as primeiras pacientes atendidas no novo ambulatório de reposição hormonal do Hospital de Base (HBDF), criado para acompanhar mulheres e homens com alterações hormonais relacionadas ao envelhecimento. O ambulatório tem capacidade para atender até 40 pessoas por mês. Desde a implantação do serviço, já houve 26 acompanhamentos, envolvendo 19 mulheres e sete homens. “É uma fase bem sofrida, mas agora, com esse acompanhamento, estou sendo amparada”, relata Eliane. Desde janeiro deste ano, a unidade hospitalar, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), oferece atendimento especializado para pessoas que enfrentam sintomas ligados à redução hormonal causada pela idade. Sintomas Ondas de calor, insônia, irritabilidade, perda de memória, diminuição da libido, cansaço excessivo e alterações de humor estão entre os sinais mais comuns. Embora muitas pessoas associem essas mudanças apenas ao envelhecimento, especialistas alertam que o acompanhamento médico pode ajudar a reduzir impactos físicos e emocionais provocados pelas alterações hormonais. “Além da melhora na qualidade de vida, o tratamento pode auxiliar na saúde óssea, muscular e cardiovascular” Marcelo Canto, endocrinologista   “No caso das mulheres, a principal queixa costuma estar ligada à menopausa”, aponta a chefe do serviço de endocrinologia do HBDF, Alessandra Christine Pfeilsticker. “Já entre os homens, a queda da testosterona pode causar diminuição da libido, disfunção erétil, cansaço e falta de disposição.” O endocrinologista Marcelo Canto enfatiza que o aumento da expectativa de vida fez crescer também a procura por tratamentos voltados à saúde hormonal. “Hoje existe uma compreensão muito maior sobre a importância desse cuidado quando ele é indicado e acompanhado por especialistas”, afirma. “Além da melhora na qualidade de vida, o tratamento pode auxiliar na saúde óssea, muscular e cardiovascular”. Quem pode procurar o serviço [LEIA_TAMBEM]O atendimento é destinado a mulheres entre 40 e 60 anos que apresentem sintomas típicos da menopausa, como ondas de calor e alterações no ciclo menstrual, incluindo intervalos longos entre as menstruações ou ausência do fluxo. Para homens, o serviço é indicado principalmente a pacientes acima dos 45 anos com sintomas como diminuição da libido, cansaço persistente e disfunção erétil, além de exames laboratoriais que apontem baixos níveis de testosterona. Para agendar avaliação no ambulatório, é necessário comparecer ao Hospital de Base com encaminhamento médico, tanto da rede pública quanto da particular. No documento, devem constar os sintomas apresentados e, no caso dos homens, exames laboratoriais que comprovem alteração hormonal.   *Com informações do IgesDF

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador