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Curso gratuito de síndico no Itapoã Parque busca fortalecer protagonismo dos moradores

Depois de passar sete anos morando de aluguel em São Sebastião, Cristiano Rodrigues conquistou a casa própria no Itapoã Parque. A mudança veio em meio à pandemia, quando surgiu a oportunidade de adquirir o imóvel por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF). Há dois anos, ele vive no Condomínio 49 com a esposa. “No meu condomínio são oito prédios”, descreve ele. “Cada apartamento tem três quartos. Ao todo, são 128 famílias. Mas aqui tem condomínio para todos os lados. O Itapoã Parque está crescendo muito.” Curso Básico de Síndico, promovido pela Administração Regional do Itapoã com parcerias, ajuda na atualização dos profissionais administrativos | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília O ritmo acelerado de entregas habitacionais no Itapoã Parque trouxe não só novos moradores, mas também desafios para a administração dos condomínios. Até dezembro do ano passado, foram entregues 7.488 unidades habitacionais.  Quando o projeto estiver concluído, serão 12.112 apartamentos, distribuídos em 71 condomínios. Desses, 45 já estão ocupados, reunindo cerca de 30 mil pessoas. “Com o curso, esperamos melhorar a harmonia e a convivência dentro dos condomínios” Dilson Bulhões, administrador regional do Itapoã À medida que cada prédio abre suas portas, cresce a necessidade de síndicos preparados para garantir a gestão dos empreendimentos. Para lidar com essa demanda crescente, a Administração Regional do Itapoã lançou o Curso Básico de Síndico, em parceria com o Instituto Nacional dos Condomínios e Cidades Inteligentes e a Assosíndicos-DF. “A administração está presente na resolução de problemas entre síndicos e condôminos; e, com o curso, esperamos melhorar a harmonia e a convivência dentro dos condomínios”, explica o administrador do Itapoã, Dilson Bulhões. Segundo ele, o curso aborda gestão financeira e resolução de conflitos, além das atividades cotidianas do síndico. “Também inclui a interação com a administração regional e órgãos do Governo do Distrito Federal, principalmente o Serviço de Limpeza Urbana”, enumera. Gestão condominial Paulo Melo, coordenador do Curso Básico de Síndico: “O síndico, muitas vezes, faz tudo com boa vontade, mas sem preparo” O curso é gratuito — mediante a doação de dois quilos de alimento não perecível — , tem certificado com carga horária de 10 horas e contou com 70 inscritos nesta edição. Segundo o coordenador das atividades, Paulo Melo, o Distrito Federal tem passado por uma explosão de condomínios, o que aumenta a demanda por profissionais preparados. “O síndico, muitas vezes, faz tudo com boa vontade, mas sem preparo”, observa. “Em algum momento, ele pode se perder e acabar respondendo por isso. Por isso, o nosso objetivo é ajudar o síndico a se capacitar e adquirir conhecimento.” Aprimoramento Rebeca Matos já participou de outra capacitação sindical: “A área de condomínios muda com frequência, principalmente por causa das leis, por isso a gente precisa buscar sempre mais conhecimento para se atualizar e atender às novas demandas” Rebeca Matos, síndica do Condomínio 67 há dois anos, foi uma das participantes da formação. “Vim aprender um pouco mais”, conta. “Já fiz curso de formação de síndicos em 2024, mas a área de condomínios muda com frequência, principalmente por causa das leis. Por isso, a gente precisa buscar sempre mais conhecimento para se atualizar e atender às novas demandas”. [LEIA_TAMBEM]O primeiro dia de capacitação foi esta quarta-feira (25), no auditório da Escola Classe 502 do Itapoã Parque. Durante a aula inicial, os participantes receberam orientações sobre normas técnicas, convivência e organização do condomínio. As aulas abordam aspectos como legislação, administração, contabilidade, relações humanas e interpessoais, liderança e noções de engenharia, além das regras técnicas, como a ABNT 16.280. “O condomínio precisa prestar contas em assembleia e organizar balancetes”, esclarece Paulo Melo. O curso já percorreu outras regiões do Distrito Federal. No mês passado, no Guará, 223 participantes receberam certificados.  “A gente tem feito a formação de síndicos em várias regiões administrativas”, relata o presidente da Assosíndicos-DF, Emerson Tormann. “Esse curso já foi muito elogiado por muita gente em todo o Brasil, porque a gente faz esse trabalho de forma gratuita e sempre visando principalmente às legislações e às normas que estão em vigor e aquelas que estão por vir.”     

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PM treina porteiros para reforço de segurança na Asa Sul

Com mais de 30 anos de experiência, o porteiro Genilson Bertoldo da Conceição elogia a interação proporcionada pelo projeto: “Estamos todos os dias aqui, cada um no seu posto, e nem nos conhecíamos” | Fotos: Joel Rodrigues / Agência Brasília   Há 35 anos na portaria do bloco J da 313 Sul, Genilson Bertoldo da Conceição, de 52 anos, passa a contar com um aliado na sua função: um radiocomunicador que o coloca em contato com os outros porteiros e síndicos da superquadra residencial. Sob treinamento e coordenação do 1º Batalhão da Polícia Militar do DF, Genilson e seus colegas agora fazem parte do Policiamento Vizinhança. Em vigor na Asa Sul desde o início deste mês, o projeto é elaborado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da PM, em parceria com a comunidade. O Policiamento Vizinhança é baseado em três pilares: aproximar a comunidade da Polícia Militar, integrar os moradores por meio de uma rede de comunicação e protegê-los. Com radiocomunicadores ligados 24 horas por dia, os porteiros e os síndicos dos 11 blocos podem falar entre si, comunicar movimentos estranhos e, no caso de identificá-los, avisar imediatamente a PM em um grupo de WhatsApp. “Os porteiros funcionam como uma câmera viva da PM”, explica o comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar, major Kotama. “Nós os treinamos para não reagirem nem se exporem ao perigo. Essa missão é nossa, por meio do repasse de informações fornecidas às nossas equipes de segurança”.  Ele lembra que o policiamento já existe, mas agora ganha reforço com o projeto. Técnicas de observação   Agentes de portaria se reúnem em torno de palestra proferida por policial especializada: técnicas compartilhadas tornam mais eficiente o trabalho de todos da comunidade A primeira etapa do trabalho é feita por uma equipe de policiais que repassa aos agentes de portaria conhecimentos de observação, memorização e descrição – técnicas que ajudarão a PM na prevenção e na intervenção em algum crime. Há uma apostila com instruções, assim como um folder com informações básicas sobre o programa. Depois de instruídos, os porteiros recebem acompanhamento das equipes. Programas semelhantes já existem na cidade, como o Rede de Vizinhos Protegidos do Lago Norte e um desenvolvido com proprietários de chácaras e fazendas das áreas rurais do DF. De acordo com o major Kotama, a comunidade da Asa Sul tem particularidades que merecem ser exploradas. “São moradores antigos, com casos de porteiros que estão há muitos anos na função e conhecem bem as rotinas de quem circula por lá, seja morador, seja visitante e até prestadores de serviços”. “Juntos podemos muito” Presidente do Sindicato dos Condomínios Residenciais e Comerciais do DF (Sindicondomínio) e síndico do bloco A da 313 Sul há nove anos, Antônio Carlos Paiva é um dos entusiastas do projeto. Sua expectativa é que aumente a segurança dos moradores – que enfrentam problemas como roubo de carros e furtos de rodas de veículos. “É um sonho ter uma ligação mais próxima com a Polícia Militar”, diz. “Os órgãos públicos sozinhos não podem tudo, mas nós todos juntos podemos muito”. [Olho texto=”“É um sonho ter uma ligação mais próxima com a Polícia Militar. Os órgãos públicos sozinhos não podem tudo, mas nós todos juntos podemos muito”” assinatura=”Antônio Carlos Paiva, presidente do Sindicondomínio” esquerda_direita_centro=”centro”] Com experiência de mais de 30 anos na portaria do bloco J, o porteiro Genilson está satisfeito com as novas técnicas que aprendeu – e com seus novos instrumentos de trabalho. Para ele, poder se comunicar com seus colegas de quadra já é um ganho. “Estamos todos os dias aqui, cada um no seu posto, e nem nos conhecíamos”, conta. Morador antigo no bloco, o síndico Pedro Félix, de 73 anos, está há poucos meses na função, mas reside por lá há duas décadas. Aposentado, ele comemora a possibilidade de entrosamento entre os vizinhos e com a PM em prol da segurança. “É também uma maneira de ter amizade com todos, de ninguém ter medo de ninguém e ainda ter a confiança da polícia”, destaca. Novas quadras O projeto piloto implementado na Superquadra Sul 313 já está em fase de expansão: será também levado para as superquadras 402 e 109. A servidora pública Gabriela Frota, de 34 anos, é síndica em um bloco da 402, localizada na área central da cidade. Com grande movimentação de pedestres, os moradores enfrentam, muitas vezes, problemas com usuários e traficantes tráfico de drogas. “Estamos seguindo todas as orientações repassadas pela PM e cheios de expectativas, só aguardando a chegada dos equipamentos de segurança que adquirimos”, informa. Assim como ela, demais síndicos interessados em incluir suas quadras no Policiamento Vizinhança podem entrar em contato com o 1º Batalhão da Polícia Militar pelo telefone (61) 3190.0100. Arte: Agência Brasília

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