Governadora assina decreto que regulamenta a Política de Boas Práticas Agropecuárias
O Distrito Federal deu um novo passo para reforçar a segurança alimentar com o decreto que regulamenta a Política de Boas Práticas Agropecuárias (BPA) e amplia o controle de qualidade dos alimentos produzidos no campo. O programa alcança cerca de 200 produtores anualmente. O documento foi assinado pela governadora Celina Leão, nesta sexta-feira (22), durante a AgroBrasília. Agricultor em meio a plantação: novo decreto incentiva boas práticas em toda a cadeia produtiva | Foto: Arquivo/Agência Brasília “A gente sabe que o agronegócio hoje no Brasil é aquilo que move a economia. Não é fácil empreender no Brasil. Um governo precisa dar todas as condições necessárias, e o nosso governo tem feito isso, tem cuidado das pessoas no campo” Celina Leão, governadora O novo decreto, que substitui a regulamentação anterior, revoga o Decreto nº 42.584/2021 e traz uma abordagem mais ampla para incentivar boas práticas em toda a cadeia produtiva agropecuária do DF. “A gente sabe que o agronegócio hoje no Brasil é aquilo que move a economia. Não é fácil empreender no Brasil. Um governo precisa dar todas as condições necessárias, e o nosso governo tem feito isso, tem cuidado das pessoas no campo”, destacou a governadora. O programa é executado de forma integrada por órgãos como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF), Centrais de Abastecimento do DF (Ceasa-DF), Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Visa-DF) e o Banco de Brasília (BRB), reforçando a articulação entre produção, fiscalização e comercialização. Entre os principais objetivos do BPA estão a produção de alimentos mais seguros, a melhoria das condições sanitárias nas propriedades, a conservação ambiental, o uso racional da água e do solo, o bem-estar animal e a rastreabilidade dos produtos. “É uma garantia de qualidade desses produtos, adequação ambiental e o produtor vai poder também acessar, com o BPA, uma linha de financiamento chamada ABC+, agricultura de baixo carbono, com juros mais baixos, mais adequados, mostrando que tem uma qualidade e uma adequação ambiental”, enfatizou o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. Novas medidas vão valorizar a produção rural do Distrito Federal Editais da Emater-DF Também nesta sexta-feira (22), a Emater-DF lançou dois editais voltados à valorização da produção rural do Distrito Federal. Um deles seleciona produtores para integrar a segunda edição do catálogo bilíngue Conexões e Experiências: Turismo, Histórias e Produtos do Campo que Encantam, enquanto o outro cria o projeto Do Agro a Você, iniciativa que vai identificar e fortalecer produtos produzidos no DF por meio de um selo próprio. O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, destacou que as iniciativas devem ampliar a visibilidade da produção local e fortalecer a renda das famílias do campo. “O selo Do Agro a Você vai identificar e valorizar os produtos produzidos aqui no Distrito Federal. Com isso, vamos aumentar as vendas, melhorar a renda das famílias e fortalecer ainda mais a produção rural do DF”, afirmou. Feira agrícola [LEIA_TAMBEM]Com apoio do GDF, a AgroBrasília ocorre até este sábado (23), no PAD-DF, no Paranoá. O evento de negócios e tecnologia é voltado a empreendedores rurais de diferentes portes e segmentos e feito pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF). A feira funciona como uma grande vitrine de inovações, com destaque para negócios focados em maquinários, insumos, sustentabilidade, genética animal e vegetal, além de debates e palestras sobre o setor produtivo. Durante a visita à AgroBrasília, Celina Leão também anunciou mudanças no Fundo de Desenvolvimento Rural, entregou cinco licenças ambientais, lançou edital para regularização fundiária de 182 imóveis rurais e assinou o decreto que regulamenta o Programa Reflorestar. Além disso, a feira também foi palco da assinatura simbólica de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Seagri-DF) e a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), iniciativa que fortalece a defesa agropecuária e amplia a integração sanitária entre o Distrito Federal e Goiás. “Essa é uma feira que movimenta mais de R$ 5 bilhões em negócios, tem uma presença maciça do DF aqui, com os nossos órgãos, nossas secretarias dando apoio, fomento e investimento para que as pessoas tenham a oportunidade de expor seus produtos, seus projetos”, enfatizou a governadora.
Ler mais...
Representantes do Ministério da Saúde de Portugal visitam UBS 1 do Lago Norte
Representantes do Ministério da Saúde de Portugal estiveram na Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Lago Norte, na sexta-feira (8), para conhecer o Horto Agroflorestal Medicinal Biodinâmico (Hamb) desenvolvido no local. O projeto da Secretaria de Saúde (SES-DF), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília, possui 42 hortos, cujo foco está nos cuidados com a saúde, na segurança alimentar e na integração da comunidade. Servidores dos ministérios brasileiros da Saúde e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome também acompanharam a visita. "Foi uma experiência enriquecedora porque, de fato, percebe-se que a unidade envolve a comunidade em um conjunto de atividades que promovem a saúde como um todo. E a rede deve realmente ter espaços de promoção da saúde, não só de tratamento de doenças", avalia a representante do Ministério da Saúde de Portugal, Maria João Gregório. Árvores frutíferas e ervas medicinais estão entre as dezenas de espécies cultivadas no horto | Fotos: Arquivo/Agência Saúde DF Do lixo à inovação No passado, o espaço chegou a acumular lixo e hoje abriga dezenas de espécies de vegetais, incluindo árvores frutíferas e ervas medicinais. Parte da produção dos hortos também é enviada às duas Farmácias Vivas da SES-DF, que produzem medicamentos fitoterápicos. O desenvolvimento desses locais envolve, ainda, a capacitação de servidores integrantes do projeto. [LEIA_TAMBEM] Chefe de gabinete da Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde da SES-DF, Lina Alencar destaca a integração dos 42 Hambs aos demais serviços oferecidos à população. "Os hortos representam, além do cuidado com a terra, plantas e ambiente laboral, um cuidado à pessoa, à saúde mental. É uma interface entre o profissional e a coletividade, entre o serviço de saúde e a comunidade", explica. A gestora também lembrou que a iniciativa já foi reconhecida como experiência bem-sucedida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Rede de Hortos Agroflorestais do DF recebe visita de órgão da ONU
A Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais e Biodinâmicos (RHAMB) do Distrito Federal, instalada na Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 da Asa Norte, na Vila Planalto, recebeu a visita de um organismo internacional na última quinta-feira (5). Em meio à 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (Larc 39), a iniciativa da Secretaria de Saúde (SES-DF) despertou o interesse de autoridades estrangeiras. Marcos Trajano, gerente de Práticas Integrativas da Secretaria de Saúde: "A rede de hortos é a projeção de uma contribuição da pasta para o mundo" | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O serviço da rede pública é reconhecido como uma experiência bem-sucedida na área de segurança alimentar e nutricional. Segundo a vice-presidente do Comitê de Segurança Alimentar Mundial (CSA), Jhenifer Mojica, e a secretária do CSA, Chiara Cirulli, os hortos eram justamente o exemplo que procuravam para apresentar ao mundo. "Estamos buscando ser mais concretos em nossas propostas. Por isso, queremos exemplos que mostrem que as recomendações de políticas não são abstratas, mas sim ações que já existem e que podem ser replicadas", afirma Cirulli. [LEIA_TAMBEM]A 39ª edição da Conferência Regional da FAO ocorreu ao longo da semana, entre os dias 2 e 6 de março, no Palácio do Itamaraty. O CSA é a principal plataforma internacional e intergovernamental na área de segurança alimentar e nutrição, responsável por desenvolver e endossar recomendações científicas e orientações políticas. Projeção internacional Para o gerente de Práticas Integrativas em Saúde (PIS) da SES-DF, Marcos Trajano, o interesse demonstrado pelo órgão da FAO representa mais do que o reconhecimento da RHAMB como uma prática bem-sucedida: "É a projeção de uma contribuição da pasta para o mundo". A RHAMB foi instituída por meio da Portaria nº 137, de 15 de abril de 2025. A iniciativa promove o cultivo comunitário de plantas para a melhoria dos serviços de saúde e o bem-estar das comunidades atendidas. O monitoramento é de responsabilidade da Gerência de Práticas Integrativas em Saúde (Gerpis). Desde 2018, já foram implementadas quase 40 unidades e capacitados mais de cem profissionais da rede pública do DF. A expansão é fruto de parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
Ler mais...
Público de restaurantes comunitários tem tempo de espera reduzido nas filas
A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) tem investido em ações para reduzir as filas e tempo de espera de atendimento nos restaurantes comunitários. Entre as medidas, estão o aumento do número de caixas para venda das fichas das refeições e de balcões de atendimento, além do cadastramento dos frequentadores — que recebem um tíquete de identificação prévia. Tempo de espera médio tem sido de pouco mais de 20 minutos nos restaurantes onde a medida já foi implementada | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília “Nós acompanhamos diariamente junto às equipes dos restaurantes o andamento das filas para evitar que o tempo de espera seja maior que o normal para os frequentadores, mas é claro que a procura aumenta em dias de cardápios específicos, como na terça-feira, em que é servido o frango assado, e na sexta-feira, com a feijoada; por isso estamos implementando essas ações que vão qualificar o atendimento”, explica a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. Nas unidades em que a medida já foi implementada, como no restaurante de Sobradinho, o tempo de espera na fila é em média de 21 minutos, prazo dentro da Lei nº 2.529/2000, que estabelece o máximo de 30 minutos para o atendimento. “A ideia é que o tempo de espera diminua gradualmente de acordo com o cadastramento e implementação do sistema”, complementa a secretária. 17 milhões Total de refeições servidas pelos restaurantes comunitários do DF em 2025 Atualmente, os restaurantes de Santa Maria, Itapoã, Paranoá e Sobradinho já possuem o tíquete implementado e em funcionamento. A meta é que todos os 18 restaurantes comunitários do Distrito Federal sejam contemplados com o sistema. “É importante destacar que o cadastro não tem a finalidade de impor qualquer restrição ao cidadão que queira utilizar o restaurante comunitário; é uma medida que vai agilizar o atendimento, além de trazer mais segurança para a unidade, porque essa identificação inibe a entrada de pessoas que tenham objetivos diferentes que não sejam os de se alimentar”, resume a titular da Sedes-DF. O aumento do número de caixas para venda das fichas das refeições e de balcões de atendimento também foi uma demanda identificada pelas equipes da Sedes-DF para qualificar o atendimento. “Como estamos implementando o tíquete, muitas pessoas ainda não sabem que têm que fornecer o CPF”, relata a diretora de Gestão de Equipamentos de Segurança Alimentar e Nutricional da secretaria, Karen Moreno. “Muitas vezes, o cidadão chega na hora, vai procurar o CPF e isso acaba demorando um pouco”. Combate à fome [LEIA_TAMBEM]Desde 2019, a Sedes-DF tem ampliado o alcance dos restaurantes para a população. Além da inauguração de quatro unidades, 15 dos 18 restaurantes passaram a servir as três refeições diárias: café da manhã (R$ 0,50), almoço (R$ 1) e jantar (R$ 0,50), com abertura todos os dias, incluindo domingos e feriados. A medida possibilitou a este Governo do Distrito Federal (GDF) oferecer 17 milhões de refeições nos restaurantes em 2025, o que contribuiu para o DF ficar em primeiro lugar no ranking nacional do Selo Betinho de ações de combate à fome. “A procura com certeza aumentaria, por isso estamos atentos para sempre aprimorar o serviço”, pontua a secretária de Desenvolvimento Social. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social
Ler mais...
Restaurantes comunitários ampliam acesso à alimentação no DF
Os restaurantes comunitários se consolidaram como ponto de apoio diário para quem precisa garantir as principais refeições do dia, como a dona de casa Maurícia Barbosa Nascimento, de 41 anos, que sempre almoça na unidade do Sol Nascente com a neta. Antes em situação de rua e hoje com um teto para chamar de seu, por meio do programa Morar Bem, implementado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), ela relembra o período difícil e associa a mudança de vida ao acesso à moradia e à alimentação. “Tinha dia que a gente nem comia. Hoje a gente pode ter o prazer, o orgulho de dizer assim: vou levantar e tomar um café. Eu sou muito grata, porque em nenhum outro lugar você acha uma refeição dessa por esse preço. É quase grátis, você não compra nem uma balinha com 50 centavos. Aqui você toma café da manhã com fruta, café, um pãozinho com queijo, é uma maravilha, eu só tenho a agradecer. Eu ganhei até uns quilinhos”, contou, com bom humor. A neta de 8 anos, Sophia Sousa Nascimento, também elogia a comida do restaurante e tem até seu prato favorito: strogonoff. “A comida é muito boa, a gente sai satisfeito daqui”, completou. O Distrito Federal tem 17 restaurantes comunitários em funcionamento; cada um deles serve, por dia, uma média de 2,7 mil refeições | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília A unidade integra a rede de 17 restaurantes em funcionamento no Distrito Federal, que servem, por dia, uma média de 2,7 mil refeições cada. Apenas em janeiro foram mais de 1,4 milhão de refeições e, em 2025, o total chegou a 16,9 milhões, sendo 1,9 milhão destinado à população em situação de rua. O investimento anual do GDF na rede é em torno de R$ 96 milhões. A refeição, que chegou a custar R$ 3 em 2015 e R$ 2 em 2016, hoje é oferecida ao preço de R$ 1. Outro avanço foi a ampliação do cardápio e do atendimento dos espaços. Atualmente, 13 restaurantes comunitários funcionam de domingo a domingo, incluindo feriados, com a oferta de café da manhã e jantar pelo valor de R$ 0,50 cada. Nessas unidades, a população tem acesso a três refeições pelo total de apenas R$ 2. Atualmente, o café da manhã, o almoço e o jantar são servidos em Arniqueira, Brazlândia, Gama, Itapoã, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia (Rorizão), Santa Maria, Sobradinho, Sol Nascente/Pôr do Sol e Varjão. Os espaços Ceilândia (DJ Jamaika), Estrutural e Sol Nascente servem café da manhã e almoço. Os cardápios podem ser acessados neste site. A dona de casa Maurícia Barbosa Nascimento sempre almoça no Restaurante Comunitário do Sol Nascente: "Eu sou muito grata, porque em nenhum outro lugar você acha uma refeição dessa por esse preço. É quase grátis" Desde 2019, foram inaugurados quatro restaurantes comunitários, localizados em Samambaia Expansão, Sol Nascente/Pôr do Sol, Arniqueira e Varjão. Outros espaços foram reformados com o objetivo de aprimorar a estrutura e melhor receber a população, com reparos executados nas unidades de Sobradinho, Gama, Paranoá, Santa Maria, Samambaia e Planaltina. Atualmente, os serviços estão em andamento no equipamento da Estrutural. A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, declarou que o combate à fome é uma prioridade do GDF, apontando a redução dos valores das refeições, a inauguração e ampliação de unidades, além das reformas, como ações práticas de atenção ao tema. “Todo esse empenho foi premiado com o primeiro lugar nacional do Selo Betinho de ações de combate à fome, que é o reconhecimento de trabalho e investimento consistentes para os que mais precisam", destacou. Ao lado do esposo, Telma Moreira da Silva frequenta regularmente a unidade do Sol Nascente: "A comida é boa, feita por nutricionistas, saudável, leve, com um preço bom e acessível" Mudança de verdade Na visão da comunidade, a mudança é prática, com as refeições principais garantidas: mesmo com o bolso vazio, o estômago estará cheio. O pedreiro José Estácio Filho, 55, frequenta o Restaurante Comunitário do Sol Nascente todos os dias desde que a unidade foi inaugurada na região, há três anos. Ele conta que o espaço faz parte da sobrevivência dele e de outros moradores da cidade. “Funciona de domingo a domingo, tem café da manhã, almoço e jantar. O atendimento é maravilhoso, uma atenção completa para a gente. E a comida é uma delícia”, destacou. A esposa de José, Telma Moreira da Silva, 46, observa a mudança de realidade de quem chega ao local, muitas vezes sem ter o que comer em casa. Para a dona de casa, o restaurante representa uma alternativa segura e acessível. “A comida é boa, feita por nutricionistas, saudável, leve, com um preço bom e acessível. Tanta gente que não tem o que comer vem aqui, come e sai satisfeita”, observou. Morando há um ano na região após receber habitação pelo programa do GDF Morar Bem, a dona de casa Jacqueline de Santana Ribeira, 48, passou a incluir o restaurante na rotina da família. Ela diz que a refeição ajuda a equilibrar o orçamento: “A maioria dos dias a gente vem almoçar aqui, porque além de ser uma refeição completa, é econômico. Tomamos café da manhã, almoçamos e ainda levo marmita. Alimenta toda a família com qualidade”. Jacqueline de Santana Ribeira, dona de casa: "A maioria dos dias a gente vem almoçar aqui, porque além de ser uma refeição completa, é econômico" Atenção aos mais vulneráveis Mesmo para aqueles que não conseguem pagar os R$ 2 que englobam as três refeições, há um cadastro que atende aqueles em vulnerabilidade social. Com o objetivo de alcançar ainda mais pessoas, durante a pandemia de 2020 o governo garantiu o direito à alimentação sem custo nas unidades para a população em situação de rua. O número de refeições servidas a esse público subiu de 200 mil em 2021 para 1,2 milhão em 2024. Até abril de 2025 foram servidas mais de 550 mil refeições para pessoas em situação de rua. Hoje, as pessoas em vulnerabilidade social podem ter acesso a qualquer uma das refeições disponíveis nos restaurantes comunitários de forma gratuita. [LEIA_TAMBEM]Em 2025, os 18 restaurantes comunitários ofereceram mais de 17 milhões de refeições — cerca de 3 milhões a mais que no ano passado e mais que o dobro do total registrado em 2019. Em 2024, foram ofertadas 14 milhões de refeições, enquanto em 2019 foram 6,55 milhões de pratos. Todos os equipamentos estão sob gestão da Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (Subsan). Líder comunitário e gerente da unidade do Sol Nascente, Márcio Oliveira acompanha o funcionamento do espaço e o perfil das famílias atendidas. Ele afirma que o restaurante é parte essencial da rede de proteção social na região: “É uma ferramenta nesse sentido, eu classifico ele até como a vida da população, porque se você não se alimenta, você não tem vida, não tem saúde. Esse equipamento trouxe o direito à alimentação nesses três anos de existência e a gente, como liderança comunitária, percebe isso no dia a dia das famílias. A população está mais feliz, com mais gratidão. É uma política pública muito essencial para as periferias do Distrito Federal”.
Ler mais...
Refeições gratuitas: restaurantes comunitários reforçam segurança alimentar para pessoas em situação de vulnerabilidade no DF
O Governo do Distrito Federal (GDF) vem fortalecendo a segurança alimentar e nutricional na capital por meio dos restaurantes comunitários. Desde 2019, a política pública foi reforçada com a inauguração de novas unidades, a ampliação do número de refeições e dos dias de atendimento e a redução do valor do almoço, que passou de R$ 3 para R$ 1. Já em 2020, as pessoas em situação de rua passaram a ter direito à gratuidade nas refeições servidas. Em 2025, mais de 1.800.000 refeições gratuitas foram fornecidas pelos restaurantes comunitários do DF a pessoas em situação de rua | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O secretário-chefe da Casa Civil e coordenador do plano distrital, Gustavo Rocha, citou a gratuidade e o volume de refeições oferecidas como parte da estratégia de segurança alimentar. “O governador Ibaneis Rocha determinou que a alimentação para essas pessoas no restaurante comunitário é gratuita. Só neste ano passado a gente forneceu para essas pessoas mais de 1.800.000 refeições. É justamente para que essas pessoas tenham condições de se alimentar, tenham a sua segurança alimentar e possam seguir com o seu dia a dia, pelo menos, alimentadas.” A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, relacionou a política de segurança alimentar ao combate à fome e ao acesso regular a refeições. “Quando a gente fala de segurança alimentar e nutricional, nós estamos falando do combate à fome e é o que eu digo, ninguém com fome pensa direito. Então, a primeira coisa que a gente precisa fazer é alimentar bem todas as pessoas que estão aqui no Distrito Federal.” Ela também ressaltou a trajetória dos restaurantes comunitários e a manutenção do valor atual das refeições. “Os restaurantes comunitários já faziam de alguma forma esse trabalho com um preço simbólico, mas é importante sempre colocar que governos anteriores aumentaram esse valor para R$ 3. Hoje, o almoço continua sendo R$ 1.” “Independente do dia, aqui eu tenho minha refeição garantida” Frequentador do Restaurante Comunitário de Ceilândia, Rafael Bruno de Oliveira acompanhou de perto as mudanças no serviço ao longo dos anos. “Eu venho aqui desde 2014. Naquela época era só o almoço. Hoje tem café da manhã, tem jantar também. O cardápio muda todo dia: peixe, feijoada, costelinha de porco, costela bovina. A comida melhorou bastante. Eu gosto demais da comida daqui.” O local serve cerca de 600 refeições gratuitas por dia a pessoas em situação de vulnerabilidade. Rafael relata que vive em situação de vulnerabilidade após perder os pais e romper vínculos familiares. “Eu perdi meus pais muito cedo e a minha família não me aceitou em casa pela minha orientação sexual.” Para ele, a gratuidade ajuda a assegurar a alimentação diária. “Um almoço de R$ 1 é barato, mas nem todo dia a gente consegue R$ 1 para comer. Independentemente do dia, aqui eu tenho minha refeição garantida. De segunda a sábado eu como aqui. Se eu tivesse que correr atrás de comida todo dia, ia ser bem mais difícil”, explica. Rafael Bruno de Oliveira: "Eu venho aqui desde 2014. Naquela época era só o almoço. Hoje tem café da manhã, tem jantar também. Eu gosto demais da comida daqui" “Eu trabalho com reciclagem, mas nem todo dia a rua está rica de lata. Tem dia que você consegue algum dinheiro, tem dia que não consegue quase nada. Não é um dinheiro certo. Por isso eu ainda não consegui alugar uma casa. Saber que todo dia você vai comer já é muita coisa”, acrescenta. Jaílson Santos Gonçalves frequenta o restaurante comunitário há cerca de cinco anos. Ele conta que passou a viver em situação de vulnerabilidade após problemas com drogas e rompimento familiar. “Foi problema com drogas. Depois disso, a família não aceita. Aí eu fui morar na rua.” O acesso às refeições gratuitas veio após atendimento no Centro de Referência de Assistência Social (Cras). “Eu fui no Cras, expliquei a minha situação, eles fizeram a ficha e me deram o encaminhamento. A partir daí eu comecei a almoçar aqui de graça.” Jaílson Santos Gonçalves, frequentador do restaurante comunitário há cerca de cinco anos: "Saber que você não vai passar fome muda muita coisa" Para Jaílson, ter a alimentação assegurada traz tranquilidade. “Antes, eu acordava e não tinha café da manhã, não tinha almoço. Hoje eu sei que vou acordar e vou ter o meu alimento. Isso me deixa mais tranquilo. Teve época que eu tomava café da manhã, almoçava e pegava a janta aqui. Saber que você não vai passar fome muda muita coisa. Hoje eu estou tentando mudar. Já faz quase um mês que eu estou sem usar drogas. Estou tirando meus documentos, um passo de cada vez.” Ele resume o impacto do serviço de forma direta. “Mesmo sendo de graça, é uma grande coisa. Saber que todo dia você vai comer já é muita coisa para quem vive na rua.” [LEIA_TAMBEM]Crescimento no número de refeições servidas Veja a seguir o número de refeições servidas pelos restaurantes comunitários nos últimos anos: • 2021: 99.922; • 2022: 320.175; • 2023: 628.910; • 2024: 1.111.253; • 2025: 1.724.871 (até o final de novembro); • Previsão total para 2025: 1.881.677.
Ler mais...
Programa Brasília Verde fortalece a segurança alimentar e leva saúde e sustentabilidade às cidades do DF
Não é só na área rural que a Emater-DF está presente. Por meio do Programa Brasília Verde de Agricultura Urbana, a empresa tem fortalecido ações no Distrito Federal e ampliado o acesso à segurança alimentar. Em 2025, foram 164 unidades atendidas com insumos — das quais 94 escolas e creches, 26 instituições sem fins lucrativos e 11 unidades vinculadas à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) — quatro do sistema penitenciário e sete do sistema socioeducativo — e 33 unidades de saúde e socioassistenciais. São diversas hortas agroecológicas comunitárias, escolares, medicinais e terapêuticas que têm levado segurança alimentar e nutricional a milhares de pessoas no Distrito Federal. O programa também investe em infraestrutura sustentável: 21 escolas da rede pública receberam sistemas de captação de águas das chuvas, uma forma sustentável de reutilização da água e também de disseminar educação ambiental entre crianças e adolescentes. Ao todo, foram investidos R$ 350 mil nas hortas urbanas e R$ 233 mil em captação de águas pluviais. Outro R$ 1,4 milhão foi investido na aquisição de 714 kits de insumos, distribuídos ao longo do ano a famílias rurais, com o objetivo de fortalecer e ampliar a produção no campo. Uma das hortas medicinais apoiadas pela Emater-DF está na Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 do Guará. A farmacêutica Rosane Lopes, responsável pelo espaço, conta que o “horto”, como é chamado, foi inaugurado em fevereiro de 2025. “Fizemos um curso de horticultura urbana, ministrado pelo Instituto Arapoti [ONG] e, com apoio da Emater-DF, Fundação Oswaldo Cruz e Embrapa, implantamos o espaço”, relata. “Temos abóbora, couve, berinjela, capim-limão, pimenta-de-cheiro, citronela, hortelã... É muita coisa”, comemora a farmacêutica Rosane Lopes | Fotos: Divulgação/Emater-DF São mais de 80 espécies de plantas num sistema de agrofloresta. “Temos abóbora, couve, berinjela, capim-limão, pimenta-de-cheiro, citronela, hortelã... É muita coisa”, comemora Rosane. As hortaliças e frutas são destinadas à comunidade atendida pela UBS, com colheitas todas as quintas-feiras. Rosane Lopes informa ainda que a Secretaria de Saúde (SES-DF) implantou, em abril de 2025, a Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (Rhamb). “Trata-se de uma estratégia de saúde da família que reforça vínculos e amizades, promove a integração entre os pacientes e ajuda a construir um ambiente mais saudável, o que ajuda no acompanhamento e tratamento das pessoas atendidas na UBS”, explica a farmacêutica. Mario Moriani, morador do Guará, é voluntário na horta. “Trabalhar aqui me deu a oportunidade de plantar muitas coisas, faz parte do meu projeto de vida. Me sinto conectado à terra, é uma ação que envolve o lado emocional, o lado espiritual e me conforta saber que estou produzindo alimentos orgânicos e de qualidade para a comunidade”, comemora. O engenheiro-agrônomo Rogério Lucio Vianna Filho, gerente de Agricultura Urbana da Emater-DF, explica que o programa Brasília Verde não se resume a incentivar a produção e consumo de alimentos de qualidade. “Também propomos a adoção de tecnologias sustentáveis e de baixo custo, como captação de águas da chuva e aproveitamento de resíduos orgânicos para fabricação de bioinsumos e compostagem”, relata. Ao todo, foram investidos R$ 350 mil nas hortas urbanas e R$ 233 mil em captação de águas pluviais Rogério Lúcio acrescenta que o programa tem uma importância social, na medida que atende a pessoas em situação de vulnerabilidade social. “Sabemos que os alimentos de qualidade, especialmente os orgânicos, são menos acessíveis a parte da população, especialmente aquelas pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Nosso foco é levar segurança alimentar e nutricional, qualidade de vida e bem-estar por meio de uma alimentação segura para essas pessoas”, conclui o extensionista da Emater-DF. Escola-modelo Apesar de estar localizada na área rural, a Escola Classe (EC) da Jibóia, em Ceilândia, foi beneficiada com sistemas de captação de águas pluviais, energia fotovoltaica, horta pedagógica e fossa biodigestora. “O projeto já está todo instalado e pode servir de modelo para outras escolas da rede oficial”, informa Tiago Leite, técnico que também atua na Gerência de Agricultura Urbana da Emater-DF. A Escola Classe da Jiboia atende a cerca de 80 estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. De acordo com Tiago Leite, o programa Brasília Verde é executado por meio de recursos de emendas parlamentares, que viabilizam o trabalho da empresa em áreas urbanas e também periurbanas. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
GDF libera R$ 42 milhões para pagamento do Cartão Prato Cheio e do DF Social
A Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF) liberou, nesta terça-feira (6), R$ 42,6 milhões para o pagamento do Cartão Prato Cheio e do DF Social. A maior parte desse montante, R$ 32,2 milhões, foi investida no Cartão Prato Cheio, com crédito de R$ 250, utilizado para a compra de alimentos. O auxílio é pago em um ciclo de 18 parcelas para 130 mil famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional. Para o pagamento do DF Social, o Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 10,4 milhões, beneficiando 70 mil famílias. Entre os contemplados pelo programa, 1.773 famílias abriram contas sociais digitais para receber o benefício mensal. [LEIA_TAMBEM]“O Cartão Prato Cheio e o DF Social são benefícios que combatem a fome e a pobreza. Estou na secretaria desde 2019, e essa luta sempre foi nossa ideia fixa. Hoje, somos referência nesses temas, com premiações nacionais sérias, como o Selo Betinho e o ranking nacional de sustentabilidade social. Quem ganha é a população mais vulnerável do Distrito Federal”, pontuou a titular da Sedes, Ana Paula Marra. Consulta A consulta para retirada dos cartões nas agências do Banco de Brasília (BRB) pode ser feita no site do GDF Social. No portal, o cidadão obtém informações sobre a agência do BRB onde deverá retirar o cartão, mediante busca pelo nome do titular do auxílio e apresentação de documento oficial com foto e CPF. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF)
Ler mais...
Restaurantes Comunitários do DF inspiram boas práticas de outros estados
Os restaurantes comunitários do Distrito Federal servem de inspiração a governantes de outros estados como política de segurança alimentar. O Restaurante Comunitário do Varjão, por exemplo, recebeu durante a ação do Nosso Natal, na última quarta-feira (17), representantes de Pernambuco, Santa Catarina, Paraná e do Conselho Federal de Nutrição (CFN) para troca de experiências e boas práticas de programas de combate à fome do Distrito Federal. A comitiva conheceu as estruturas e o funcionamento do restaurante comunitário, onde foi apresentado o modelo de boas práticas de segurança alimentar e nutricional, referência para outras políticas públicas do país. A unidade é gerida pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). Márcia Ribeiro, secretária-executiva de Segurança Alimentar da prefeitura de Recife, relatou sua experiência durante a visita. “É um restaurante com uma estrutura maravilhosa, a gente na realidade se inspira muito na experiência dos restaurantes comunitários do Distrito Federal para implantar também essa iniciativa em Recife. Chegamos no dia ideal, ver todas estas pessoas, famílias inteiras, tendo essa oportunidade de consumir uma comida de Natal, isso é fantástico”, enalteceu Márcia. A comitiva conheceu as estruturas e o funcionamento do Restaurante Comunitário, onde foi apresentado o modelo de boas práticas de segurança alimentar e nutricional, referência para outras políticas públicas do país | Foto: Divulgação/Sedes-DF A comitiva veio a Brasília para participar do prêmio Brasil Sem Fome, organizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O Governo do Distrito Federal (GDF) foi destaque com duas ações de combate à fome e promoção da segurança alimentar e nutricional. “Isso só confirma que o governador Ibaneis Rocha é uma liderança nacional no combate à fome, além de enaltecer o trabalho que temos feito neste período em que estou na secretaria. A gente vê a evolução, mas quando outros estados e instâncias reconhecem e levam como referência, temos a certeza de que a população está bem assistida”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. Cartão Prato Cheio Os representantes também estiveram no edifício-sede da Secretaria para reunião na Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (Subsan), onde conheceram mais sobre o programa Cartão Prato Cheio. O benefício que atende 130 mil famílias com 18 parcelas mensais de R$ 250 para compra de alimentos é referência nacional e foi uma das ações que contribuíram para o primeiro lugar do DF no Selo Betinho de ações de combate à fome. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF)
Ler mais...
GDF lança banco de alimentos e amplia combate à fome na capital
Para muitas famílias em situação de vulnerabilidade no Distrito Federal, o acesso regular e direto a alimentos frescos e nutritivos está mais perto de se tornar realidade graças ao programa Todos Contra a Fome, lançado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) nesta segunda-feira (17), na Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF). Com o novo banco de alimentos, a instituição prevê investir, inicialmente, R$ 50 mil na compra de produtos de aproximadamente 600 agricultores familiares cadastrados. “Quando a deputada Jaqueline Silva nos levou esse projeto, eu, na mesma hora, abracei a causa porque isso é importantíssimo. Além do que a gente fornece de assistência social, com os cartões e benefícios e o apoio aos pequenos agricultores, esse complemento que vem do banco de alimentos é muito importante porque ele fornece o que a gente chama de cesta verde, que alimenta e complementa nutricionalmente as nossas famílias”, defendeu Ibaneis Rocha. O GDF lançou nesta segunda (17) o programa Todos Contra a Fome, que pretende ampliar o acesso de famílias em situação de vulnerabilidade a alimentos frescos e nutritivos | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília A iniciativa inaugura uma nova fase da política de segurança alimentar na capital federal. Com o novo modelo, será possível ampliar a distribuição de alimentos, fortalecer a agricultura familiar e melhorar a logística de arrecadação e entrega às entidades socioassistenciais. Hoje, o banco de alimentos tem mais de 400 instituições cadastradas, mas, por limitações estruturais, atende somente 150. A meta agora é alcançar todas. Presente na solenidade, a vice-governadora Celina Leão destacou que essa ação faz parte da política pública adotada para atender famílias em situação de vulnerabilidade: “Criamos um governo que trabalha com um ecossistema social que parte do campo para as pessoas que mais precisam da agricultura familiar. Essa é uma gestão eficiente e sensível para quem realmente precisa do nosso apoio. Nessa cidade, ninguém pode passar fome. E estamos trabalhando para isso. A criação do novo banco de alimentos, dentro do Todos Contra a Fome, é um marco para a nossa política de segurança alimentar. É o governo garantindo a compra da agricultura familiar e expandindo, de forma estratégica, nossa capacidade de levar dignidade e alimento a um número muito maior de famílias e entidades no Distrito Federal, cuidando de quem mais precisa”. O novo banco de alimentos será operado por uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip), responsável por gerenciar cadastros, editar chamadas de compra e organizar a logística dos alimentos. Agora, pequenos produtores poderão vender parte da produção ao governo e continuar doando outra parcela. “Só mediante doação não estava sendo o suficiente. Esse programa é inédito no Brasil. Somos a primeira Ceasa a ter uma Oscip com esse objetivo”, disse o diretor-presidente da Ceasa-DF, Bruno Sena Rodrigues. A estimativa inicial é de que cerca de 25 produtores participem das primeiras entregas, com compras feitas a cada dois meses. “A Ceasa vai começar investindo R$ 50 mil por mês na compra da produção da agricultura familiar. Temos nutricionistas que vão apontar a sazonalidade dos produtos e vão lançar a dieta de dois em dois meses. A ideia é colocar a Ceasa como um grande potencial de combate à insegurança alimentar no Distrito Federal”, acrescentou Bruno Sena. Bruno Sena Rodrigues, diretor-presidente da Ceasa-DF: "A ideia é colocar a Ceasa como um grande potencial de combate à insegurança alimentar no Distrito Federal" No campo, pequenos produtores vislumbram uma fonte de renda contínua e a segurança de ver sua produção chegar a quem mais precisa, como é o caso da agricultora familiar Cleunice Bezerra de Magalhães, de 70 anos. Com uma propriedade em Sobradinho, onde cultiva maracujá, baunilha e pepino, ela conta que o novo modelo de compra direta dá estabilidade e reconhecimento ao trabalho que exerce. “Esse programa vem nos ajudar a escoar nossos produtos e aumentar a nossa renda. Além disso, nos fortalece como produtoras mulheres”, disse. Cleunice afirma estar vivendo um período especial: “A gente tá sendo muito reconhecido nesses últimos tempos. Isso está nos dando força, principalmente para nós mulheres com mais idade.” Para ela, o programa não é apenas uma política pública. “Acabar com a fome é um desafio. A gente tem que trabalhar mesmo, temos de fazer alguma coisa. Eu me sinto gratificada de saber que estamos colaborando com a sociedade”, completou. Cleunice Bezerra de Magalhães comemora o lançamento do Todos Contra a Fome: "Esse programa vem nos ajudar a escoar nossos produtos e aumentar a nossa renda. Além disso, nos fortalece como produtoras mulheres" Mais investimentos e reconhecimento para a Ceasa-DF Essa é mais uma das iniciativas traçadas por este GDF para beneficiar os produtores e clientes que frequentam a Centrais de Abastecimento. Somente neste ano, foram destinados aproximadamente R$ 18 milhões em investimentos para a modernização, incluindo reformas estruturais e ações de segurança e intervenções para garantir mais conforto e eficiência às operações realizadas diariamente no local. Os destaques vão para a reabertura do Mercado do Peixe, a construção de três novos pavilhões e melhorias de infraestrutura, como estacionamento gratuito, pista de acesso, rotatória e posto da brigada de incêndio. Segundo o governador Ibaneis Rocha, há mais investimentos previstos para 2026. [LEIA_TAMBEM]“Para o orçamento do ano que vem, vamos destinar mais R$ 20 milhões aqui para a Ceasa. Quando a gente chegar ao final de 2026, todas as estruturas estarão reformadas, dando melhor condição para os produtores e para os comerciantes que aqui estão”, anunciou o chefe do Executivo. Fundada em 1971, a Ceasa-DF é o principal centro de abastecimento de frutas, verduras, legumes e flores do Distrito Federal. O espaço reúne 150 empresas atacadistas e desempenha papel estratégico para a economia local e para a segurança alimentar da população.
Ler mais...