Teleconsulta pediátrica chega ao DF e marca inauguração do Complexo de Telessaúde
A saúde pública do Distrito Federal avança na modernização do cuidado infantil. Pela primeira vez, crianças passam a contar com atendimento remoto especializado dentro de uma unidade de pronto atendimento (UPA), trazendo mais agilidade, segurança e tranquilidade às famílias. Na próxima quarta-feira (21), o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF) inaugura o primeiro Complexo de Telessaúde da rede pública distrital e inicia oficialmente o serviço de Teleconsulta Pediátrica na UPA do Recanto das Emas. A implantação ocorre em um contexto de alta demanda por atendimentos pediátricos nas unidades de urgência e representa um avanço concreto na ampliação do acesso à saúde, ao utilizar recursos digitais para qualificar o cuidado, reduzir filas e otimizar o tempo de resposta ao paciente. Com a novidade, a UPA do Recanto das Emas torna-se a sétima unidade do Distrito Federal a contar com serviços de telessaúde entre as 13 geridas pelo IgesDF. A expansão reforça a estratégia de descentralização da assistência e consolida o uso da tecnologia como ferramenta para aumentar a resolutividade de casos de baixa complexidade, por meio de avaliações remotas realizadas por profissionais capacitados. A adoção da telessaúde no DF parte do entendimento de que o cuidado remoto vai além da consulta médica, envolvendo equipes multiprofissionais e fluxos assistenciais integrados | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Para o presidente do IgesDF, a inauguração da telessaúde representa um novo modo de cuidar das pessoas no Distrito Federal. “Essa entrega é resultado de planejamento estratégico e compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS). Ao levar especialidades para onde o paciente está, reduzimos barreiras de acesso e construímos uma assistência mais ágil, eficiente e resolutiva para a população do Distrito Federal e entorno”, destaca. Estrutura moderna pensada para operação contínua O novo Complexo de Telessaúde foi concebido para acompanhar a expansão do serviço. A estrutura conta com 14 baias individuais, projetadas para assegurar privacidade, controle acústico e estabilidade tecnológica, elementos essenciais para a qualidade dos atendimentos remotos. A arquiteta responsável pelo projeto, Maria Fernanda Garcia, explica que o espaço foi planejado para minimizar interferências visuais e sonoras. “Cada estação foi pensada para garantir concentração, confidencialidade e fluidez na comunicação por vídeo”, ressalta. A adoção da telessaúde no DF parte do entendimento de que o cuidado remoto vai além da consulta médica, envolvendo equipes multiprofissionais e fluxos assistenciais integrados. Enquanto a teleconsulta permite o atendimento clínico direto aos pacientes nas unidades de pronto atendimento (UPAs), a teleinterconsulta conecta médicos da ponta a especialistas dos hospitais da rede IgesDF, encurtando distâncias e agilizando diagnósticos. Para a gerente de Comando Estratégico do IgesDF, Lillian Santos, a centralização dos serviços no Complexo de Telessaúde representa um avanço na governança assistencial. “O novo modelo permite operar a teleinterconsulta com protocolos definidos, indicadores e rastreabilidade dos fluxos, qualificando a tomada de decisão e fortalecendo a resolutividade da rede”, destaca. Entre maio de 2025 e janeiro de 2026, a teleconsulta somou 13.618 atendimentos, evidenciando crescimento contínuo e adesão da população ao modelo remoto O planejamento do centro envolveu de forma integrada áreas assistenciais, tecnologia da informação, gestão, engenharia e comunicação institucional. O espaço centraliza a coordenação da teleconsulta, teleinterconsulta e telessuporte, fortalecendo a governança, a padronização de processos e a capacidade de expansão do serviço. Ampliação do acesso e redução de filas nas UPAs Entre maio de 2025 e janeiro de 2026, a teleconsulta somou 13.618 atendimentos, evidenciando crescimento contínuo e adesão da população ao modelo remoto. Nesse período, o serviço contribuiu para a redução do tempo de permanência nas unidades, o desafogamento dos atendimentos presenciais e a melhoria da experiência do usuário do SUS. O maior volume de consultas foi registrado em outubro de 2025, com 2.247 atendimentos, refletindo a consolidação do serviço na rotina assistencial. A distribuição dos atendimentos demonstra capilaridade em diferentes regiões do DF. As unidades com maior número de consultas foram a UPA do Gama (3.555), Ceilândia II (3.463), Vicente Pires (3.433), Ceilândia (1.357), Samambaia (1.127) e São Sebastião (683). O perfil dos usuários aponta predominância do público feminino, com 8.052 atendimentos, frente a 5.566 do público masculino, além de maior concentração de pacientes entre 14 e 39 anos. Na prática, o impacto é percebido no fluxo das unidades. Pacientes com quadros de menor complexidade passam por avaliação remota e, quando indicado, recebem alta sem a necessidade de atendimento presencial, o que reduz filas e tempo de espera. Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, a iniciativa reflete um compromisso com inovação e cuidado centrado no paciente. “Estamos estruturando uma rede mais eficiente, que utiliza a tecnologia para ampliar o acesso, apoiar os profissionais de saúde e melhorar a experiência do cidadão”, afirma. Diagnósticos mais rápidos e decisões clínicas mais assertivas Reestruturada em 2025, a teleinterconsulta também tem impactado diretamente a assistência nas UPAs e hospitais do IgesDF Reestruturada em 2025, a teleinterconsulta também tem impactado diretamente a assistência nas UPAs e hospitais do IgesDF. A modalidade possibilita que médicos acessem, em tempo oportuno, pareceres de especialistas do Hospital de Base, Hospital de Santa Maria e Hospital Cidade do Sol, evitando transferências desnecessárias e acelerando decisões clínicas. Na especialidade de nefrologia do Hospital Cidade do Sol, por exemplo, foram realizadas 501 avaliações em apenas 57 dias, com resolução conservadora em 73% dos casos, sem necessidade de deslocamento dos pacientes. Já na hematologia, o intervalo entre a suspeita clínica e a confirmação diagnóstica foi reduzido de semanas para menos de 24 horas. Segundo a chefe do Núcleo de Inovação e Saúde Digital, Amandha Dias, a integração das modalidades de teleassistência elevou o padrão operacional do serviço. “A consolidação do Complexo de Telessaúde permite decisões clínicas mais assertivas, reduz tempos de espera e fortalece a integração entre as unidades, garantindo que o cuidado chegue de forma mais rápida e segura a quem precisa”, explica. *Com informações do IgesDF
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Telemedicina no DF ganha impulso com 38 novos computadores
Milhares de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal serão beneficiados com a ampliação das ações de telemedicina oferecidas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF). A melhoria será possível graças a 38 novos computadores cedidos pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF). O presidente do IgesDF, Cléber Monteiro, e o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino, com os equipamentos | Foto: Divulgação/Secti-DF “Esses equipamentos permitirão ampliar a comunicação entre especialistas e médicos das nossas unidades”, explicou a gerente de Comando Estratégico da Diretoria de Atenção à Saúde do IgesDF, Lillian Campos. “Isso se traduz em diagnósticos mais rápidos e decisões clínicas mais seguras, impactando diretamente o atendimento ao paciente.” “Nosso foco é o paciente. Essa doação representa mais um passo na construção de uma rede eficiente e humanizada” Cléber Monteiro, presidente do IgesDF Os aparelhos vão reforçar as frentes de teleconsulta e teleinterconsulta nas unidades administradas pelo instituto, contribuindo para agilizar diagnósticos, reduzir o tempo de espera e elevar a qualidade do atendimento em toda a rede pública. “A Secti-DF tem orgulho de colaborar com iniciativas que unem tecnologia e saúde”, declarou o titular da pasta, Rafael Vitorino. “Ver a inovação sendo aplicada para melhorar o cuidado à população é a prova de que estamos no caminho certo”. Durante a cerimônia de entrega, a mãe da vice-governadora Celina Leão, Maria Célia Leão Neto, que a representou, elogiou a iniciativa: “Essa doação mostra o quanto o trabalho conjunto pode transformar a vida das pessoas. É um gesto que aproxima o atendimento da população e fortalece a saúde pública. Agora temos que equipar as UPAs [unidades de pronto atendimento] também”. O presidente do instituto, Cléber Monteiro, reforçou: “Nosso foco é o paciente. Precisamos reduzir o tempo de espera, otimizar o fluxo e ampliar o acesso aos atendimentos especializados. Essa doação representa mais um passo na construção de uma rede eficiente e humanizada”. Telemedicina O IgesDF atua em duas modalidades de atendimento remoto: a teleinterconsulta e a teleconsulta, ambas voltadas a aprimorar o cuidado aos usuários do SUS, fortalecer a Atenção Primária em Saúde (APS) e melhorar os desfechos clínicos em toda a rede do DF. A teleinterconsulta é um serviço de apoio diagnóstico entre médicos, conectando especialistas e generalistas das unidades de saúde. O objetivo é agilizar a condução dos casos clínicos, evitar encaminhamentos desnecessários e aumentar a resolutividade das equipes locais. Com a nova estrutura, será possível ampliar os postos de trabalho virtuais e garantir que os pareceres médicos continuem sendo emitidos em até 48 horas, fortalecendo o cuidado integrado e centrado no paciente. [LEIA_TAMBEM]Implantada em maio deste ano, a teleconsulta oferece atendimento remoto a pacientes classificados como “verdes”, aqueles com queixas agudas de menor gravidade. Até agora, o serviço já registrou 9.618 consultas, oferecendo acolhimento, acompanhamento e orientação médica a distância. A iniciativa tem contribuído para desafogar as emergências e aprimorar o fluxo dos usuários dentro da jornada do SUS. “A teleconsulta mostra que é possível unir eficiência e acolhimento”, enfatizou o presidente do IgesDF. “Com tecnologia, conseguimos cuidar melhor, mais rápido e mais perto de quem precisa”. Projeto Reciclotech A ação faz parte do Projeto Reciclotech, programa da Secti-DF voltado à inclusão digital e sustentabilidade que promove o reaproveitamento de equipamentos eletrônicos e o fortalecimento de iniciativas tecnológicas em órgãos públicos e instituições sociais. “Com o Reciclotech, mostramos que é possível dar um novo propósito à tecnologia, conectando sustentabilidade e inovação a políticas públicas que melhoram a vida das pessoas”, lembrou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação. *Com informações do IgesDF
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Teleinterconsulta conecta médicos e diminui distância entre pacientes e especialistas
Uma ferramenta tecnológica tem revolucionado o atendimento nas unidades do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Desde a reestruturação do serviço de teleinterconsulta, neste ano, pacientes atendidos nas unidades de pronto atendimento (UPAs) e nos hospitais do Instituto têm acesso mais rápido e direcionado a especialistas. A iniciativa encurta o tempo de diagnóstico, reduz custos e transforma a experiência de quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS). A teleinterconsulta conecta médicos das unidades às equipes especializadas do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e do Hospital Cidade do Sol (HSol), por meio de um sistema digital integrado ao prontuário eletrônico MVPEP. O médico insere as informações clínicas e exames e, em pouco tempo, recebe um parecer técnico detalhado, garantindo agilidade e precisão nas condutas. [LEIA_TAMBEM]Segundo Lillian Campos, gerente de Comando Estratégico da Diretoria de Atenção à Saúde, o objetivo é assegurar o melhor encaminhamento para o paciente, reduzindo o tempo de permanência nas UPAs para menos de 24 horas. “Quando o médico tem acesso rápido ao parecer especializado, conseguimos decidir com agilidade se o paciente precisa ser transferido, internado ou se pode seguir em tratamento ambulatorial. Isso dá fluidez à jornada do paciente e segurança à equipe”, explica. Atendimento especializado e resultados reais O impacto prático é evidente. No Hospital Cidade do Sol, a teleinterconsulta em nefrologia realizou 501 avaliações em apenas 57 dias, e 73% dos casos foram resolvidos sem necessidade de deslocamento do paciente. Na hematologia do Hospital de Base, o modelo otimiza o uso de leitos e fortalece a integração entre os níveis de atenção. O médico Luiz Henrique Athaides Ramos relata que o tempo entre a suspeita e a confirmação de doenças graves, como leucemias e linfomas, caiu de semanas para menos de 24 horas. “Hoje conseguimos autorizar consultas, encaminhar internações e iniciar tratamentos quase em tempo real. Isso representa menos sofrimento e mais chance de recuperação para o paciente”, afirma. “Hoje conseguimos autorizar consultas, encaminhar internações e iniciar tratamentos quase em tempo real. Isso representa menos sofrimento e mais chance de recuperação para o paciente”, afirma o médico Luiz Henrique Athaides Ramos | Foto: Divulgação/IgesDF Na cardiologia, a médica Celeste Oliveira ressalta que a teleinterconsulta tem sido decisiva para evitar encaminhamentos desnecessários e garantir diagnósticos mais assertivos. “Muitas vezes recebemos solicitações de pacientes com alterações em exames que não estão relacionadas ao coração. Com a análise detalhada, conseguimos orientar o médico da UPA, ajustar o tratamento e evitar intervenções desnecessárias. Isso é cuidado com responsabilidade”, ressalta. Aprendizado e expansão Além de agilizar diagnósticos, a teleinterconsulta fortalece a formação e a troca de conhecimento entre profissionais. “É uma ferramenta de ensino e prática. Os médicos das UPAs aprendem com a experiência dos especialistas, e nós entendemos melhor os desafios da ponta”, destaca Amandha Roberta, chefe do Núcleo de Inovação e Saúde Digital (NUSAD). O IgesDF já planeja expandir o serviço para novas áreas clínicas e cirúrgicas, como gastroenterologia, reumatologia e otorrinolaringologia, além de especialidades voltadas à saúde da mulher. A meta é consolidar a teleinterconsulta como prática permanente, integrada ao prontuário eletrônico, com suporte de videoconferência e painéis inteligentes para acompanhamento de indicadores. “É uma ferramenta de ensino e prática. Os médicos das UPAs aprendem com a experiência dos especialistas, e nós entendemos melhor os desafios da ponta”, aponta Amandha Roberta, chefe do Núcleo de Inovação e Saúde Digital (NUSAD) “Estamos construindo um modelo de cuidado mais inteligente, acessível e resolutivo. A tecnologia é o meio, mas o propósito é humano: garantir que o paciente receba o cuidado certo, na hora certa e no lugar certo”, resume Lillian Campos. *Com informações do IgesDF
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