Equipes iniciam troca do piso da pista de atletismo do Estádio Augustinho Lima, em Sobradinho
O Governo do Distrito Federal (GDF) dá mais um passo na reforma do Estádio Augustinho Lima, em Sobradinho. Nesta nova etapa da obra, as equipes iniciaram a retirada do material da pista de atletismo, procedimento necessário para a adequação da base que receberá o novo piso, conforme os padrões técnicos exigidos para treinamentos e competições oficiais. Para o secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, a intervenção representa a recuperação de um equipamento histórico da região. “O Augustinho Lima é um patrimônio da cidade e uma demanda antiga da população”, afirma. “O estádio ficou muito tempo sem jogos e com a estrutura bastante deteriorada. Essa reforma é importante porque devolve o estádio à comunidade e permite que ele volte a cumprir seu papel, recebendo grandes eventos e diferentes modalidades esportivas”. Renato Junqueira: "Essa reforma é importante porque devolve o estádio à comunidade e permite que ele volte a cumprir seu papel, recebendo grandes eventos e diferentes modalidades esportivas" | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília A reforma teve início em novembro de 2025 e é financiada com recursos do Fundo de Apoio ao Esporte (FAE). Ao todo, os investimentos chegam a R$ 4,4 milhões e contemplam intervenções estruturais no campo e na pista, além de melhorias no sistema de iluminação do estádio. Na etapa anterior, foram aplicados cerca de R$ 1,8 milhão em serviços de drenagem, irrigação e preparo do gramado. Renato Junqueira ressalta que o impacto da obra vai além do alto rendimento: “O Augustinho Lima se tornou uma referência nacional e internacional com grande repercussão, que vai muito além do esporte de alto rendimento. Ali também se formam jovens cidadãos, que encontram no esporte uma oportunidade de inserção no mercado de trabalho e a chance de proporcionar uma vida melhor para suas famílias”. Estrutura moderna A reforma inclui pontos como a drenagem do novo gramado, a instalação de uma pista sintética apta a receber competições oficiais e a modernização da iluminação | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Um dos responsáveis técnicos pela obra, o engenheiro Thyago Veras explica que os trabalhos avançam de forma integrada: “Neste momento, estamos na fase de retirada da pista antiga e de preparação do local para receber o novo piso. É uma intervenção conjunta, que envolve tanto o campo quanto a pista, com foco em qualidade técnica e durabilidade”. Segundo o engenheiro, somente nesta fase voltada à pista de atletismo, o investimento gira em torno de R$ 2 milhões. “Isso vai garantir melhores condições de treinamento para atletas de alto rendimento e adequar o espaço aos padrões nacionais e internacionais”, especifica. Além do novo gramado, que já recebeu drenagem e sistema de irrigação, o projeto prevê a instalação de uma pista sintética certificada, apta a sediar competições oficiais, e a modernização da iluminação, ampliando a capacidade de uso do estádio para diferentes modalidades e eventos esportivos. Formação esportiva O Estádio Augustinho Lima é um dos principais polos do atletismo no Distrito Federal e atende atletas de Sobradinho, Planaltina, Paranoá e regiões do Entorno. O local também é centro de treinamento do marchador Caio Bonfim, nascido e criado em Sobradinho, medalhista de prata nas Olimpíadas de Paris-2024, quatro medalhas em Jogos Pan-Americanos e outras quatro em Campeonatos Mundiais no currículo. Ele é o atual campeão do mundo nos 20km da marcha atlética. João Sena: "Aqui temos iniciação esportiva, projetos educacionais e alto rendimento. Manter essa estrutura em boas condições é fundamental para o desenvolvimento do esporte" | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Em 6 de dezembro, enquanto realizava treino no estádio, Caio Bonfim lembrou a importância do investimento do GDF para a rotina dos atletas e para o fortalecimento do esporte de alto rendimento no Distrito Federal. Na ocasião, o marchador ressaltou que a qualidade da estrutura interfere diretamente no desempenho técnico e amplia as condições para que Sobradinho receba eventos esportivos de maior porte. [LEIA_TAMBEM] Caio, que é treinador e pai de João Sena, enfatiza o papel histórico do estádio para o atletismo brasileiro: “Essa é a única pista da região norte do DF e atende não só Sobradinho, mas também Planaltina, Paranoá e o entorno. Aqui temos iniciação esportiva, projetos educacionais e alto rendimento. Manter essa estrutura em boas condições é fundamental para o desenvolvimento do esporte”. Atleta da marcha atlética e estudante de educação física, Gabriela de Souza Muniz, campeã brasileira, sul-americana e pan-americana, também ressalta a relevância da obra: “Esse espaço é usado diariamente por nós atletas e também pela comunidade. Uma pista de qualidade faz muita diferença na preparação para competições nacionais e internacionais. A gente fica muito feliz em acompanhar essa melhoria”.
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Corpo de Bombeiros reforça orientações de segurança e cuidados básicos para práticas de atividades em áreas naturais
A falta de planejamento e a desatenção a cuidados básicos figuram entre os aspectos observados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) como os principais riscos em práticas de atividades em áreas naturais. Por esse motivo, a corporação decidiu reforçar as orientações de segurança para praticantes que pretendem desbravar a natureza. Uma das primeiras orientações é sempre procurar fazer trilha com alguma companhia | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília De acordo com a tenente Letícia Medeiros Alves Frinhani, do CBMDF, trilhas não devem ser encaradas como passeios improvisados. “Antes de sair, a pessoa precisa definir o percurso, avaliar o grau de dificuldade, verificar o horário e observar as condições do tempo”, aponta. “Em ambiente natural, qualquer imprevisto pode se agravar rapidamente”. Um dos primeiros pontos destacados pela oficial é a recomendação de nunca fazer trilhas sem alguma companhia: “É fundamental avisar alguém sobre o trajeto escolhido e o horário previsto de retorno. Essas informações são essenciais caso seja necessário acionar o socorro”. Clima e ambiente Entre os fatores de risco mais relevantes estão as condições climáticas, sobretudo em trilhas próximas a rios e cachoeiras. A tenente Letícia chama a atenção para a possibilidade de cabeça-d’água, fenômeno em que o nível do rio sobe de forma repentina, mesmo sem chuva no local. “Mudança na cor da água, aumento da correnteza ou descida de galhos e folhas são sinais claros de perigo e exigem saída imediata”, orienta. “Se a pessoa não consegue se mover, o ideal é que alguém permaneça com ela, garantindo segurança e abrigo, enquanto outra busca ajuda, sempre evitando expor mais pessoas ao risco” Tenente Letícia Frinhani, do CBMDF Ela reforça que não se deve insistir no percurso diante desses sinais: “A decisão precisa ser rápida; esperar pode colocar a vida em risco”. Também é recomendado evitar trilhas no fim da tarde ou à noite e priorizar saídas nas primeiras horas do dia, quando há mais tempo de luz natural e melhores condições de visibilidade. Comunicação limitada e decisões corretas Outro aspecto observado pelo Corpo de Bombeiros é a limitação de comunicação em áreas remotas. Muitas trilhas não possuem sinal de telefonia móvel, o que dificulta o pedido de ajuda em situações de emergência. “Por isso, o planejamento prévio é essencial”, explica a tenente. “Em percursos mais longos ou isolados, pode ser necessário o uso de equipamentos de comunicação”. Em caso de acidente, a orientação é avaliar a condição da vítima antes de qualquer deslocamento. “Se a pessoa não consegue se mover, o ideal é que alguém permaneça com ela, garantindo segurança e abrigo, enquanto outra busca ajuda, sempre evitando expor mais pessoas ao risco”, orienta. Áreas naturais e trilhas podem trazer ocorrências que exijam atuação de equipes do Corpo de Bombeiros | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Nesse contexto, a tenente Letícia lembra que as ocorrências em trilhas e áreas naturais costumam exigir a atuação de equipes multidisciplinares do Corpo de Bombeiros, formadas por profissionais com diferentes atribuições, como bombeiros militares especializados em salvamento, atendimento pré-hospitalar e busca em ambientes naturais. “São situações que envolvem vítima, terreno e tempo de resposta, por isso o atendimento não depende de uma única função, mas da integração entre diferentes áreas de atuação”, pontua. As equipes atuam de forma coordenada desde a avaliação inicial do estado da vítima, passando pelos cuidados imediatos de saúde, até a definição da melhor estratégia de acesso e retirada, sempre considerando as condições do terreno. “O objetivo é garantir um atendimento seguro e eficaz, tanto para a pessoa atendida quanto para os profissionais envolvidos”, detalha a tenente. “A análise do cenário orienta todas as decisões”. O Corpo de Bombeiros também reforça que o uso de equipamentos adequados e a adoção de condutas preventivas ajudam a reduzir riscos e facilitam a atuação das equipes em caso de emergência. Equipamentos simples fazem diferença Calçados próprios para trilha, com solado antiderrapante, ajudam a reduzir o risco de escorregões e quedas em terrenos irregulares. Água em quantidade suficiente também é indispensável, já que nem sempre há pontos de apoio ao longo do percurso. Além disso, itens simples podem ser decisivos em uma emergência, indica a tenente: “O apito facilita a sinalização em locais de difícil acesso. O cobertor térmico ajuda a proteger contra o frio enquanto o socorro não chega. Um kit básico de primeiros socorros permite lidar com situações iniciais”. Vivência prática confirma as orientações Acostumada a correr em trilhas, a professora Patrícia Arruda recomenda: “Existe uma regra clara na trilha: nunca deixar ninguém para trás. Se alguém tem dificuldade, a gente para, pergunta se essa pessoa precisa de algum auxílio e ajuda” | Foto: Acervo pessoal Corredora de trilhas, a professora de educação física Patrícia Faim Arruda conta que os cuidados indicados pelos bombeiros fazem parte da rotina de quem pratica a modalidade com regularidade. “Existe uma regra clara na trilha: nunca deixar ninguém para trás”, enfatiza. “Se alguém tem dificuldade, a gente para, pergunta se essa pessoa precisa de algum auxílio e ajuda”. Uma das orientações importantes é contar com o acompanhamento de um guia Ela relata já ter presenciado acidentes, como torções e fraturas durante eventos organizados. “Em muitos trechos não há sinal de celular, então alguém fica com a pessoa machucada enquanto outra procura a equipe de apoio ou tenta acionar o socorro”, ilustra. Segundo Patrícia, a diferença entre trilhas organizadas e expedições independentes está na estrutura disponível. “Em eventos, há equipes distribuídas ao longo do percurso; em expedições, não há esse suporte imediato, o que exige ainda mais preparo”, observa. “Se você não conhece a trilha , contrate um guia local. Nunca se aventure! É importantíssimo contar com um guia experiente para fazer a trilha com segurança”. Preparo físico também é segurança Como professora, Patrícia pontua que o preparo físico deve ser encarado como parte da prevenção. “Trilha envolve terreno irregular, subida longa e muita altimetria”, atenta. “O corpo precisa estar preparado para esse esforço”. Ela recomenda fortalecimento muscular e treino cardiorrespiratório, além de exercícios específicos, como esteira inclinada e escadas, para simular as exigências do percurso. “Quando a pessoa não se prepara, o risco de queda, exaustão e lesão aumenta”, diz a especialista. Calçado, vestuário e outros detalhes A escolha do calçado é outro ponto sensível. “Nunca faça trilha com tênis novo”, adverte Patrícia. “O ideal é usar um calçado já amaciado, testado em treinos”. Segundo ela, bolhas e ferimentos nos pés podem comprometer a continuidade do percurso. [LEIA_TAMBEM]Patrícia também recomenda atenção ao tipo de meia: “Meias de algodão devem ser evitadas porque retêm umidade e aumentam o atrito. As meias próprias para corrida ou trilha secam mais rápido e protegem melhor a pele”, diz. Conduta coletiva e responsabilidade ambiental Além da segurança individual, a conduta coletiva é decisiva. “Trilha não é competição; é preciso respeitar o ritmo do grupo e tomar decisões pensando na segurança de todos”, afirma Patrícia. O cuidado com o meio ambiente também integra as orientações. “Tudo o que a pessoa leva para a trilha deve voltar com ela. Não deixar lixo é uma regra básica”, reforça. Ao reunir orientações técnicas do Corpo de Bombeiros e a experiência de quem pratica a atividade, o alerta é direto: trilha exige preparo, atenção e responsabilidade. “Planejamento e decisões corretas fazem toda a diferença para que a trilha seja uma experiência segura”, conclui a tenente Letícia.
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Talentos do COP da Estrutural representam o DF no Campeonato Nacional de Ginástica
Governo do Distrito Federal · TALENTOS DO COP DA ESTRUTURAL REPRESENTAM O DF NO CAMPEONATO NACIONAL DE GINÁSTICA Alunas das turmas de ginástica acrobática do Centro Olímpico e Paralímpico (COP) da Estrutural se preparam para a disputa do Campeonato Nacional de Ginástica, que ocorrerá no Distrito Federal. Ao todo, serão sete competições, sendo a primeira entre esta sexta-feira (9) e domingo (11), na Arena BRB Nilson Nelson. Treino no COP da Estrutural: segundo o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, a ginástica é uma das modalidades mais procuradas | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A competição da modalidade será disputada por equipes, e as brasilienses que se preparam para o torneio participam do projeto Futuro Campeão de Ginástica Acrobática, da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF). As alunas do COP são moradoras da Estrutural, Guará, Riacho Fundo e do Assentamento 26 de Setembro. Segundo o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, a ginástica é uma das modalidades mais procuradas nos COPs. “Nos centros olímpicos, entre as turmas mais cheias que temos, estão as da ginástica”, aponta. “São atletas que têm oportunidade tanto de competir localmente quanto no âmbito nacional”. A proposta inclusiva da competição também foi ressaltada pelo secretário: “Nossos centros estão inseridos na comunidade, com pessoas em situação de vulnerabilidade social; e, quando esses atletas têm a oportunidade de disputar uma competição como essa, é também uma chance de mudar a vida e a realidade deles e da família”. Além da oportunidade para os novos atletas, a promoção de campeonatos nacionais em Brasília traz visibilidade para o esporte local e representa uma chance real de inclusão e crescimento para os atletas brasilienses. “Uma das grandes condições que a gente trata com esses grandes eventos que vêm aqui para o Distrito Federal é dar oportunidade para os atletas locais estarem participando, colocando eles nessas competições nacionais e internacionais, o que é de suma importância”, reforça Junqueira. “Mais do que trazer um evento nacional e internacional, a gente quer que os atletas do Distrito Federal possam estar ali competindo.” Preparação A treinadora Jéssica Aguiar, que já foi aluna do projeto: “A gente aprende a ser uma pessoa pontual, uma pessoa mais responsável, porque a ginástica acrobática é um esporte coletivo”. A ginástica acrobática é uma modalidade que combina força, equilíbrio, flexibilidade e controle corporal em apresentações realizadas sem o uso de aparelhos. No Centro Olímpico da Estrutural, o programa atende atualmente 35 ginastas com idade entre 6 e 18 anos, distribuídos nos turnos matutino e vespertino. À frente da equipe, a treinadora Jéssica Aguiar se orgulha do caminho que trilhou: “Eu fui aluna desse projeto, depois vim como estagiária e hoje sou a treinadora do projeto Futuro Campeão. Essa inclusão é muito importante porque ela não trabalha só a parte física, trabalha o intelectual, o moral. A gente aprende a ser uma pessoa pontual, uma pessoa mais responsável, porque a ginástica acrobática é um esporte coletivo”. A preparação, explica ela, é feita em etapas: “As meninas treinam quatro horas por dia. Existe uma turminha de preparação, e aí, quando elas evoluem um pouco mais, eu trago para treinar comigo duas vezes na semana. A ideia é que elas estejam prontas para treinar quatro horas por dia”. Amanda Dias pratica ginástica desde os 8 anos: “O Centro Olímpico foi uma parte muito importante na minha vida, e ainda é” Uma das promessas da equipe é Esther Caroline Lopes, 12. “Eu faço ginástica acrobática há cinco anos”, conta. “Ela me traz felicidade, porque eu consigo ter mais confiança nas pessoas”. A aluna também elogia a estrutura do COP para a preparação de novos talentos: “É maravilhosa. No centro olímpico aqui, a gente consegue fazer muitas coisas que a gente não consegue fazer em qualquer lugar”. Entre as veteranas está a aluna Amanda Luiza Dias, 18, que pratica ginástica desde os 8. “O Centro Olímpico foi uma parte muito importante na minha vida, e ainda é”, afirma. “Foi através dele que eu descobri a minha paixão pela educação física, e isso influenciou muito na escolha do meu curso, que é a faculdade que eu estou fazendo agora”.
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Ginastas brasilienses se preparam para participar de campeonato nacional no Nilson Nelson
Treinos intensos e atenção a detalhes valiosos marcam a rotina dos atletas brasilienses Fernando Cauã Cantuária, Eduardo Rodarte e Rafael Akira na preparação para o Torneio Brasil de Ginástica Artística 2025. Os esportistas representarão o Distrito Federal na categoria adulto da competição, que ocorre de sexta-feira (9) a domingo (11), na Arena BRB Nilson Nelson, com entrada gratuita. Fernando Cauã vive rotina intensa de treinos: “Tem que regrar um pouco a alimentação, nada de hambúrguer e pizza aos finais de semana. Mas é tranquilo, vale o sacrifício” | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Esta será a primeira vez que Fernando e Eduardo, ambos com 18 anos, vão concorrer à posição mais alta do torneio, enquanto para Rafael, 20, será a segunda oportunidade. Haverá classificatórias e finais nas categorias masculina e feminina, disputadas por aparelhos. Rafael Akira: “Vamos estar ao lado de atletas que já foram para os campeonatos mundiais, então vai ser bem legal” Rafael escolheu as três categorias com que mais tem afinidade para galgar as medalhas de ouro. “Não consegui ir na edição passada porque me lesionei, e desde então estou treinando forte para tentar algum resultado esse ano”, conta. “Vou competir no solo, no cavalo e na barra fixa. Vamos estar ao lado de atletas que já foram para os campeonatos mundiais, então vai ser bem legal. Chamei meus amigos e familiares para me prestigiar, e estou bem feliz”. O preparo dos três ginastas envolve disciplina e precisão, com atenção às técnicas e coreografias. “Treinamos de segunda a sexta, das 14h às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h”, detalha Fernando Cauã. “Tem que regrar um pouco a alimentação, nada de hambúrguer e pizza aos finais de semana. Mas é tranquilo, vale o sacrifício. É um sentimento único. A própria Rebecca Andrade, que ganhou um monte de medalhas nas Olímpiadas, vai vir. E estaremos em casa, com os familiares olhando. É uma pressãozinha a mais, mas acho que vai ser legal”. Os jovens praticam o esporte no Centro Regional de Treinamento e Desenvolvimento da Ginástica, no Pavilhão do Parque da Cidade. Começaram a jornada há quase dez anos, no Centro de Ensino Médio Setor Oeste (Cemso), e acumulam diversas participações em disputas nacionais. As viagens contaram com apoio do programa Compete Brasília, coordenado pela Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF). Também são atendidos pelo Bolsa Atleta, disponibilizado pela pasta. Os incentivos permitem que os ginastas estejam presentes no cenário do esporte. Eduardo já competiu em Aracaju (SE) e em Anápolis (GO), entre outras localidades, graças ao GDF. “Ajuda muito com o financeiro”, aponta ele. “Compramos as passagens, os protetores, o magnésio, que precisamos usar para treinar, e até uniformes e alimentação”. Sobre competir em casa, ele afirma: “O sentimento é de alegria. Já treino faz mais de uns nove anos, então a ginástica é vida para mim”. Mais de 3,5 mil pessoas treinaram no centro regional da ginástica no ano passado, segundo um dos treinadores do espaço e presidente da Federação Brasiliense de Ginástica, Carlos Augusto Bezerra. Com mais de 30 anos de experiência no esporte, ele defende a importância de oferecer um local adequado para a prática, bem como lembra que é importante fomentar a participação dos atletas nas competições. Eduardo Rodarte: “O sentimento é de alegria. Já treino faz mais de uns nove anos, então a ginástica é vida para mim” “Sem essa infraestrutura, jamais conseguiríamos chegar ao nível a que chegamos”, avalia. “Agradecemos à Secretaria de Esporte e Lazer por isso, mas também pelos programas Compete Brasil e Bolsa Atleta, que possibilitam que eles continuem a carreira esportiva. As escolinhas fazem a parte de base, com a formação dos atletas - que, depois que galgam um nível maior de técnica, são chamados para treinar aqui no nosso centro. Conseguimos contemplar muitas crianças, jovens e adultos dentro das modalidades da federação.” Competição Brasília receberá sete campeonatos nacionais de ginástica neste ano, graças a uma parceria entre o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da SEL-DF, com a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). O primeiro é o Troféu Brasil de Ginástica Artística 2025. O último lote de ingressos gratuitos foi disponibilizado nesta terça-feira (6), em uma plataforma digital. A entrada é gratuita, mas a retirada do ticket digital é obrigatória. [LEIA_TAMBEM]“Sediar sete campeonatos nacionais de ginástica ao longo de 2025 reafirma o compromisso do DF com o esporte e com a realização de grandes eventos”, defende a vice-governadora Celina Leão. “É fruto de muito trabalho, dedicação, investimentos e parcerias bem-sucedidas que consolidam a nossa cidade como a capital do esporte. O resultado são vidas transformadas por meio do esporte, incluídos os nossos atletas que estarão nas competições, e o aquecimento da nossa economia fomentado pelas delegações que vêm para os jogos.” O secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, enfatiza a importância de trazer eventos nacionais para o DF para incentivar e impulsionar a carreira dos brasilienses e destaca o potencial de Brasília para sediar grandes eventos nacionais e internacionais: “Damos a oportunidade de os atletas locais participarem e terem essa experiência. Sabemos o quanto Brasília é estratégica, com um hub aeroportuário que oferece voos diretos para todas as capitais, e com a facilidade de que os trajetos dentro do Plano Piloto podem ser feitos em 10, 15 minutos, o que facilita eventos dessa magnitude”. A capital federal também receberá o Campeonato Brasileiro e o Torneio Nacional de Ginástica Aeróbica, o Campeonato Brasileiro e o Torneio Nacional de Ginástica Acrobática, além do Campeonato Brasileiro de Parkour. Todas as provas fazem parte do calendário nacional da CBG e integram o circuito de alto rendimento do país. Troféu Brasil de Ginástica Artística 2025 ⇒ Data: de sexta-feira (9) a domingo (11) ⇒ Local: Arena BRB Nilson Nelson ⇒ Ingressos: gratuitos, com retirada antecipada pela plataforma Sympla.
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Reformado, Bezerrão será palco para treinos da Seleção Brasileira
O estádio Valmir Campelo Bezerra, o Bezerrão, no Gama, vai receber os treinos da Seleção Brasileira antes da partida contra o Peru. O jogo, válido pela 10ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo, será no próximo dia 15, na Arena BRB Mané Garrincha. O Bezerrão, no Gama, será o local de treinos da Seleção Brasileira para o jogo das Eliminatórias da Copa do Mundo, no próximo dia 15, contra o Peru | Foto: Divulgação/SEL-DF Para poder receber a seleção pentacampeã, o estádio no Gama passou por alguns ajustes, feitos pela Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF). “Montamos uma academia para os jogadores da Seleção e fizemos uma intervenção agressiva na parte do gramado para que ele possa atingir uma pontuação rápida para o treinamento dos nossos jogadores da Seleção. A gente está empenhado para poder recepcioná-los da melhor forma possível. Então, o Bezerrão vai ser um estádio do Estado apto para poder fazer toda essa preparação para o jogo que vai acontecer contra o Peru no dia 15”, destacou o secretário Renato Junqueira. Um dos maiores palcos da capital, o Bezerrão foi completamente reformado recentemente. Concluídas no ano passado, as obras foram as maiores desde que o espaço foi remodelado, em 2008. Foram feitos reparos estruturais e recuperação das arquibancadas e do gramado, bem como a modernização da rede elétrica e do sistema de combate a incêndios, com investimento de R$ 3,9 milhões. Casa do clube com mais títulos do Campeonato Candango, o Gama, o Bezerrão já recebeu partidas da Série A do Brasileirão, do Campeonato Carioca e foi sede da Copa do Mundo Sub-17, em 2019. Além disso, o espaço serviu de campo de treinamento durante a Copa do Mundo de 2014, papel que poderá desempenhar também na Copa do Mundo Feminina de 2027, que terá o Brasil como sede.
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Parque da Cidade é referência para treinos de grupos de corrida
Quem passeia pelo Parque da Cidade encontra, além de muito verde, um local propício para a prática de esporte. Atividades como a corrida, caminhada, patins, futevôlei e ciclismo são as mais comuns de serem vistas. É lá também que projetos esportivos têm encontrado espaço para incentivar hábitos saudáveis entre a comunidade. Várias modalidades esportivas, como o ciclismo, encontram no Parque da Cidade um local propício para a prática | Foto: Divulgação/Secretaria de Esporte e Lazer “O Parque da Cidade é nossa referência em espaço livre para a prática de atividade física”, afirma Gaby Gonçalves, idealizadora do projeto Superação DF, promovido por uma rádio local. “É um espaço extremamente democrático, pois é possível praticar várias modalidades nos oferecendo estacionamento, banheiros, pistas bem-sinalizadas, segurança e uma energia que só o Parque da Cidade tem.” “Abrir esse espaço para as assessorias e os grupos específicos de corridas é democratizar a utilização do parque” Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer Com treinos gratuitos no estacionamento 11 do parque, a iniciativa conta, atualmente, com 160 integrantes. “O Superação foi criado para motivar, incentivar pessoas a saírem da zona de conforto”, detalha Gaby. “Não precisa ser atleta, basta querer sair do sedentarismo e se juntar a nós. Não cobramos mensalidades, e todos são bem-vindos”. Uso democratizado O secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, reforça: “Abrir esse espaço para as assessorias e os grupos específicos de corridas é democratizar a utilização do parque”, diz. “É essencial apoiar iniciativas como essas, pois não apenas promovem a prática esportiva, mas também estimulam a integração social e o bem-estar da comunidade”. Há 14 anos fornecendo treinamento para caminhada, corrida e triatlo, a Time Assessoria Esportiva também marca presença no parque. Com uma base sólida de 350 alunos, os integrantes também elegeram o local como ponto ideal para as atividades, praticadas regularmente ao longo da semana. A abordagem aos alunos se baseia no histórico de saúde, disponibilidade e objetivos individuais de cada um. “A partir dessas informações, elaboramos um programa de treinamento personalizado e oferecemos diversas opções de sessões presenciais com nossos instrutores para orientação direta na execução das atividades”, explica o diretor da assessoria, Filipe Albuquerque. “As melhorias que vêm sendo feitas no Parque da Cidade trazem mais segurança e comodidade para todos os frequentadores, inclusive para os alunos da, que estão mais assíduos aos treinos no local. O parque estava precisando dessa atenção”. Práticas saudáveis O administrador do Parque da Cidade, Todi Moreno, apoia as iniciativas. “A diversidade de participantes nos grupos de corrida reflete a característica desses espaços, onde pessoas de diferentes origens e perspectivas se reúnem em torno de objetivos comuns”, aponta. “Esperamos que a tendência de apoio e incentivo aos grupos de corrida prossiga em crescimento, motivando um número cada vez maior de pessoas a adotar um estilo de vida saudável e ativo por meio da prática da corrida”. Os grupos que tiverem interesse em realizar treinos no Parque da Cidade devem procurar a administração do local e, por meio de um profissional de educação física, solicitar uma autorização. “A diversidade de participantes nos grupos de corrida reflete a característica desses espaços, onde pessoas de diferentes origens e perspectivas se reúnem em torno de objetivos comuns”, avalia Todi Moreno. “Esperamos que a tendência de apoio e incentivo aos grupos de corrida prossiga em crescimento, motivando um número cada vez maior de pessoas a adotar um estilo de vida saudável e ativo por meio da prática da corrida”. *Com informações da Secretaria de Esporte e Lazer
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Jovens assistidos por programa do GDF são campeões no kickboxing
Com apoio da Secretaria da Família e Juventude (SFJ) e da Iecap-Agência de Transformação Social, os jovens Willian Carvalho, 22, e Marcelo Victor, 21, garantiram a vitória na categoria semiprofissional de kickboxing pelo campeonato Fight Community, realizado sexta-feira (5) no Centro Olímpico de São Sebastião. Ao centro, os campeões Willian e Marcelo, que treinam no Centro de Juventude da Estrutural | Foto: Divulgação Alunos de muay thai no Centro de Juventude (CJ) da Estrutural, coordenado pela secretaria, eles conciliam os treinos com a rotina de família, estudos e trabalho. Por meio de parcerias do CJ, eles e os demais jovens treinadores contam com fisioterapeuta, massoterapeuta, nutricionista, preparador físico e academia. “Antes do CJ, eu não tinha muita perspectiva de vida”, conta Willian. “Quando descobri o Centro, veio aquela esperança no final do túnel, um espaço bom para treinos, seguro e acolhedor. É difícil ter lugares assim na Estrutural. Hoje, voltei aos estudos e penso em fazer uma faculdade de educação física para ajudar outros jovens, que, assim como eu, foram ajudados um dia.” [Olho texto=”“O GDF está empenhado em promover e revelar o potencial do jovem por meio de programas como os do Centro da Juventude” ” assinatura=”Rodrigo Delmasso, secretário da Família e Juventude” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Sob o comando do treinador Cosme Compacto, eles têm se destacado nas modalidades de boxe, kickboxing e muay thai. “O CJ fornece muito mais que capacitação profissional, é uma oportunidade de crescimento pessoal, dando aos jovens uma nova visão de futuro”, resume Cosme. “O sucesso nos treinos se dá pelo suporte que temos aqui, com estrutura, lanches, luvas de aparadores de chute, coisas a que teríamos acesso somente em academias particulares”. Centro de Juventude [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O Centro de Juventude é uma iniciativa da SFJ com parceria de gestão de organizações da sociedade civil. “O GDF está empenhado em promover e revelar o potencial do jovem por meio de programas como os do Centro da Juventude”, afirma o titular da pasta, Rodrigo Delmasso. “Nossa intenção é ampliar, para que tenhamos mais jovens vencedores não só no esporte, mas na vida”. Os CJs se destinam ao atendimento de jovens de 15 a 29 anos e oferecem gratuitamente cursos e oficinas para capacitação profissional, esportiva e cultural, além de atendimento psicossocial. As inscrições podem ser feitas diretamente nas unidades, localizadas na Estrutural (Praça Central 8), Ceilândia (QNN 13, em frente à estação de metrô Ceilândia Norte), Recanto das Emas (Quadra 508), Samambaia Norte (QR 617) e Samambaia Sul (Quadra 313). *Com informações da Secretaria da Família e Juventude
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