Novo Creas no Recanto das Emas beneficia 275 mil moradores da região sudoeste do DF
A partir de agora, a população de Recanto das Emas conta com um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). A unidade atenderá também moradores do Riacho Fundo II e de Água Quente, referenciando aproximadamente 275 mil pessoas da região. O equipamento vai facilitar o acesso da população e fortalecer a rede de serviços socioassistenciais e de enfrentamento à situação de risco e violência. A expectativa é atender 80 casos mensais, alcançando em torno de mil famílias. A inauguração da nova unidade do Creas nesta quinta-feira (27) vai garantir o atendimento da população de Recanto das Emas e moradores do Riacho Fundo II e de Água Quente, referenciando aproximadamente 275 mil pessoas da região | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília Antes da inauguração da unidade, que é a 13ª do Distrito Federal, a população era atendida pelos Creas de Samambaia e Taguatinga. O novo equipamento fica na Quadra 104/105 do Setor Hospitalar. “Ter um Creas aqui significa que estamos fortalecendo a rede de proteção social das famílias mais vulneráveis em cada território. A gente está falando de uma unidade de grande porte, que vai atender não só as famílias do Recanto das Emas, mas também do Riacho Fundo II e de Água Quente, desafogando os Creas de Samambaia e de Taguatinga. A expectativa é a de que cerca de mil famílias sejam atendidas por ano” Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, destaca a importância para a população de toda a região. “Ter um Creas aqui significa que estamos fortalecendo a rede de proteção social das famílias mais vulneráveis em cada território. A gente está falando de uma unidade de grande porte, que vai atender não só as famílias do Recanto das Emas, mas também do Riacho Fundo II e de Água Quente, desafogando os Creas de Samambaia e de Taguatinga. A expectativa é a de que cerca de mil famílias sejam atendidas por ano”, ressalta. Os Creas são unidades públicas de assistência social que atendem as pessoas e famílias em situações de violência ou violação de direitos. Recepciona, acolhe as pessoas, fortalece vínculos familiares e comunitários, além de disponibilizar informações sobre direitos e viabilizar acesso a outros serviços, benefícios e programas. O objetivo é auxiliar as pessoas a superar as violências sofridas ou a diminuir os danos causados por elas. O novo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) no Recanto das Emas fica na Quadra 104/105 do Setor Hospitalar O administrador do Recanto das Emas, Carlos Dalvan, observa que a inauguração é uma conquista da população. “Não vamos parar de lutar por um Recanto das Emas cada vez melhor. O nosso grande objetivo é que essa cidade possa ter famílias mais felizes e que o progresso possa continuar acontecendo para desenvolver e crescer cada vez mais”, afirma. Para o presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Rôney Nemer, o equipamento público mostra o cuidado do Governo do Distrito Federal (GDF) com a população da região. “É um equipamento que vem para ajudar e mostrar que o Recanto das Emas é visto”, disse. A promotora de Justiça do Recanto das Emas, Gabriela González, destaca que o novo Creas é um ganho muito grande para quem precisa utilizar o serviço. “Muitas mulheres não conseguem romper esse ciclo (da violência) por conta da questão econômica. Então, o Creas é fundamental”, reforça.
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Unidades de acolhimento do DF oferecem suporte psicológico e oportunidades
Visando o cuidado das pessoas com vínculos familiares rompidos ou fragilizados, os Serviços de Acolhimento Institucional estão disponíveis no Distrito Federal por meio do Sistema Único de Assistência Social (Suas). As unidades públicas de assistência social oferecem acesso a benefícios e serviços socioassistenciais que podem mudar diversas trajetórias de vida. “É muito gratificante acompanhar histórias como a da Júlia. As unidades de acolhimento institucional têm esse objetivo de oferecer um suporte e ser um local de apoio, para que os acolhidos tenham segurança para conquistar autonomia e reconstruir a vida” Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social Histórias como a da estudante Júlia Camily Teles da Cruz, de 19 anos, que foi uma das acolhidas nas unidades da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). Ela foi para um abrigo aos 16 anos porque não havia mais condições de conviver com a mãe em casa. “Nunca foi uma escolha estar em um serviço de acolhimento, mas, já que eu estava, tinha que abraçar as oportunidades que vieram. É um serviço muito importante na sociedade porque dá novas possibilidades a jovens e crianças de famílias desestruturadas”, relatou. A jovem passou por três abrigos até chegar ao Lar São José, onde ficou um ano e seis meses. Ao completar a maioridade, ela passou a morar em repúblicas até 2022, ano que passou na Universidade de Brasília. Atualmente residindo na Casa do Estudante, Júlia cursa assistência social, inspirada pelo trabalho que deu um novo rumo a sua vida. Júlia Camily morou em repúblicas até 2022, ano que passou na Universidade de Brasília. Atualmente residindo na Casa do Estudante, cursa assistência social, inspirada pelo trabalho que deu um novo rumo a sua vida | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília “Grande parte da minha vida eu fui atendida pela assistência social. As pessoas mais importantes e que me ajudaram na minha trajetória foram assistentes sociais”, ressalta Júlia, recordando da técnica de referência que a acolheu no Lar São José. “Eu tenho uma admiração muito grande por ela e pensei: um dia quero ser igual”, acrescentou. Assistência psicológica Durante os acolhimentos nos abrigos, é disponibilizado um serviço de acompanhamento psicológico, com profissionais voluntários que cobrem áreas de psiquiatria e psicologia. Para Júlia, essa parte foi de extrema importância, especialmente após ela ter descoberto, nos abrigos, que pertence ao espectro autista e também tem transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDH). “Quando eu morava com minha mãe, a minha saúde mental era muito negligenciada. E, a partir do momento que eu fui morar num serviço de acolhimento, eu vi um acompanhamento de saúde mental mais eficaz”, observou. Ela destaca que, após o diagnóstico, o que ninguém entendia começou a fazer sentido e a jovem começou a se entender melhor. “O que era muito difícil começou a se tornar mais leve, porque eu não entendia o porquê de eu ser daquele jeito, diferente das pessoas. Foi muito importante pra mim e comecei a fazer o treino de habilidades sociais, que ajuda a me enquadrar na sociedade.” Unidades de atendimento Os Serviços de Acolhimento Institucional são para todos: adultos, famílias, mulheres, idosos, crianças e adolescentes. “É muito gratificante acompanhar histórias como a da Julia. As unidades de acolhimento institucional têm esse objetivo de oferecer um suporte e ser um local de apoio, para que os acolhidos tenham segurança para conquistar autonomia e reconstruir a vida”, frisou a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. Para acessar os Serviços de Acolhimento Institucional, é necessário entrar em contato com a Central de Vagas de Acolhimento pelo telefone 3223-2656. Orienta-se que o usuário se dirija a uma das unidades de Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) ou Centro Pop mais próximo de onde se encontre no momento, para que a unidade efetive o encaminhamento.
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