Vazio sanitário da soja começa em julho no DF
Produtores rurais do Distrito Federal devem ficar atentos: entre 1º de julho e 30 de setembro estará em vigor o vazio sanitário da soja, medida obrigatória que proíbe a presença de plantas vivas da cultura nas propriedades rurais. A iniciativa tem como objetivo prevenir a ferrugem asiática, considerada uma das principais ameaças à produção de soja no Brasil. Grãos de soja: ferrugem asiática pode provocar redução da produtividade e prejuízos econômicos | Fotos: Divulgação/Seagri-DF Coordenada pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), a medida determina a eliminação de todas as plantas vivas de soja, inclusive aquelas que nascem espontaneamente após a colheita da safra, conhecidas como plantas voluntárias. “O Distrito Federal se destaca pelas suas características sanitárias, com lavouras de alta qualidade e baixa disseminação de pragas e doenças" Rafael Bueno, secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e pode provocar redução da produtividade e prejuízos econômicos significativos para os produtores. Por isso, o vazio sanitário é uma das principais estratégias de manejo adotadas para interromper o ciclo de sobrevivência do fungo entre uma safra e outra. Ao eliminar as plantas hospedeiras durante o período determinado, reduz-se a quantidade de inóculo do fungo nas fases iniciais do cultivo da soja. A medida contribui para retardar a ocorrência da doença na safra subsequente, reduzindo perdas produtivas e a necessidade de aplicações de fungicidas, além de minimizar impactos econômicos e ambientais. Para o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, Rafael Bueno, o DF se destaca nacionalmente pelos elevados padrões sanitários e pela qualidade de suas lavouras, e o vazio sanitário reforça esse compromisso com a sanidade vegetal. “O Distrito Federal se destaca pelas suas características sanitárias, com lavouras de alta qualidade e baixa disseminação de pragas e doenças", destaca Bueno. Parceria com a defesa agropecuária Cumprimento do vazio sanitário é obrigatório e será fiscalizado: quem descumprir pode sofrer sanções previstas em lei “A defesa agropecuária é um trabalho que se constrói em parceria. O vazio sanitário só alcança seus objetivos quando há o comprometimento dos produtores rurais” Danielle Araújo, subsecretária de Defesa Agropecuária da Seagri-DF O secretário observa que o vazio sanitário da soja vem para complementar esse trabalho. "Cerca de 40% das mais de 390 mil toneladas de soja produzidas no DF são destinadas à produção de sementes, que abastecem outros estados e dão origem a novas lavouras em diversas regiões do país", diz. "Por isso, essa ferramenta tem um papel ainda mais relevante para o Distrito Federal. O trabalho da defesa agropecuária, em parceria com os produtores rurais, é fundamental para que possamos manter esse padrão de excelência e continuar avançando na abertura de novos mercados.” [LEIA_TAMBEM]Para a subsecretária de Defesa Agropecuária da Seagri-DF, Danielle Araújo, o sucesso da medida depende do envolvimento de todos os produtores. “A defesa agropecuária é um trabalho que se constrói em parceria. O vazio sanitário só alcança seus objetivos quando há o comprometimento dos produtores rurais, que são os primeiros interessados em proteger suas lavouras. O histórico de enfrentamento da ferrugem asiática mostra que a prevenção continua sendo o caminho mais eficiente para preservar a produtividade e a competitividade da nossa agricultura”, afirma. A Seagri-DF reforça que o cumprimento do vazio sanitário é obrigatório e será fiscalizado ao longo do período. O descumprimento da norma pode resultar nas sanções previstas na Lei Distrital nº 6.932/2021, sem prejuízo de outras responsabilizações administrativas, civis e penais cabíveis. A medida contribui para fortalecer a sanidade vegetal da cultura da soja no Distrito Federal e garantir melhores condições para o desenvolvimento da próxima safra. *Com informações da Seagri-DF
Ler mais...
Vazio sanitário da soja: fiscalização só notifica oito produtores
A primeira etapa da fiscalização anual do vazio sanitário da soja no Distrito Federal foi concluída em apenas três dias, por meio de ação da Subsecretaria de Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal (Seagri-DF). Cinco equipes da Seagri-DF percorreram 2.735 quilômetros, fiscalizando aproximadamente cem mil hectares de áreas produtivas, em 555 locais com histórico de produção ou potencial para cultivo de soja. Foto: Seagri-DF/Divulgação Não houve autuações nesta etapa, sendo notificados apenas oito produtores, cujas áreas apresentaram plantas vivas de soja. Esse tipo de planta espontânea, também chamada de soja guaxa, tem origem na germinação de sementes ou grãos que sobram após a colheita ou que caem durante o transporte em momento indesejado. Os produtores notificados foram orientados quanto à necessidade de manutenção das áreas sem plantas vivas de soja, tendo um prazo para regularização da situação. “O resultado encontrado demonstra que os produtores estão cientes da necessidade e importância do programa do vazio sanitário da soja, e que os esforços da Seagri-DF, de divulgação dessa medida ao longo dos anos, têm sido de extrema valia para o seu fiel cumprimento”, afirmou o gerente de Sanidade Vegetal da Seagri-DF, Karlos Santana. Durante o período do vazio sanitário, os produtores de soja têm explorado diversas outras culturas, como milho, sorgo, trigo, aveia, girassol e até gergelim. “A alternância em uma mesma área contribui para o equilíbrio do ecossistema, redução de pragas, preservação de inimigos naturais, maior fertilidade do solo, aumento da produtividade e diminuição do uso de agrotóxicos. Isso promove maior sustentabilidade para a produção agrícola local e nacional”, explicou Santana. Serviço O vazio sanitário da soja, no Distrito Federal, vai até o dia 30 de setembro. Em caso de dúvidas ou denúncias, entre em contato com a Defesa Agropecuária da Seagri-DF por meio do e-mail gesav@seagri.df.gov.br ou pelo telefone 3051-6422 (WhatsApp). * Com informações da Secretaria de Agricultura do DF
Ler mais...