Hospital de Base completa cinco meses sem casos de pneumonia em pacientes com respiradores nas UTIs
Cinco meses sem registros de pneumonia em pacientes que utilizam respiradores nas UTIs marcaram um importante passo do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) na prevenção de infecções hospitalares. O resultado foi alcançado após o reforço de protocolos assistenciais, treinamentos e medidas de segurança do paciente desenvolvidas em parceria com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS). A marca foi apresentada nesta sexta-feira (15), Dia Nacional do Controle das Infecções Hospitalares, durante visita técnica que reuniu representantes do programa e equipes multiprofissionais da unidade para avaliar indicadores e fortalecer estratégias voltadas para a segurança do paciente. Equipe do Hospital de Base avaliou indicadores e traçou estratégias para aumentar a segurança do paciente | Foto: Divulgação/IgesDF A gerente de Cuidado ao Paciente Crítico do HBDF, Jovita de Castro, explica que a redução desse tipo de ocorrência depende de uma atuação contínua e integrada entre diferentes equipes do hospital. “São várias ações que, isoladamente, não têm um efeito tão significativo, mas que, quando realizadas de forma conjunta e coordenada, conseguem reduzir as infecções. Isso exige treinamento constante, monitoramento de indicadores, identificação de riscos e ajustes nos processos assistenciais. É uma mudança de cultura institucional que depende do engajamento de toda a equipe”, destaca. A chamada pneumonia associada à ventilação mecânica é uma das infecções mais comuns e preocupantes dentro de unidades de terapia intensiva. Ela pode surgir em pacientes que precisam utilizar respiradores por longos períodos e costuma aumentar o risco de complicações, além de prolongar o tempo de internação. Trabalho integrado para reduzir riscos “São pacientes em estado grave, que dependem de diversos dispositivos invasivos e, por isso, ficam mais suscetíveis a complicações relacionadas ao ambiente hospitalar” Jovita de Castro, gerente de Cuidado ao Paciente Crítico do HBDF Administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o Hospital de Base participa do projeto em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), referência nacional em qualidade e segurança assistencial. O projeto, desenvolvido em parceria com o Proadi-SUS, tem foco nas UTIs voltadas a pacientes cardíacos e busca reduzir em 50% os principais tipos de infecções relacionadas à assistência à saúde. Segundo Jovita de Castro, pacientes internados em unidades de terapia intensiva apresentam maior vulnerabilidade devido à gravidade do quadro clínico e à necessidade de dispositivos invasivos e de suporte à vida. “São pacientes em estado grave, que dependem de diversos dispositivos invasivos e, por isso, ficam mais suscetíveis a complicações relacionadas ao ambiente hospitalar”, explica. [LEIA_TAMBEM]O Proadi-SUS é um programa do governo federal que promove cooperação entre hospitais públicos e instituições de excelência para o desenvolvimento de ações voltadas à pesquisa, inovação, educação e aprimoramento da gestão em saúde. No HBDF, a parceria teve início em 2025 e segue até o final deste ano, com ações voltadas para aprimoramento de protocolos, capacitações e fortalecimento das práticas de segurança do paciente. *Com informações do IgesDF
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Migrantes e refugiados recebem mutirão de serviços profissionalizantes no Creas Ceilândia
O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Ceilândia participou da feira do trabalhador, realizada nesta sexta-feira (15), oferecendo encaminhamentos e orientações sobre os serviços da rede socioassistencial do DF para pessoas refugiadas e migrantes. O mutirão ocorreu na unidade, com o objetivo de ofertar serviços para pessoas que estão em busca de vagas de emprego, cursos profissionalizantes e informações sobre direitos trabalhistas. A feira recebeu visitantes durante todo o dia e atendeu também às demandas do público geral. Entre os serviços do Creas mais buscados estiveram orientações e encaminhamentos, consultas e agendamentos para realização do Cadastro Único e solicitações para inclusão no Programa Cartão Prato Cheio. A gerente do Creas, Daniella Pimenta, destaca a articulação em conjunto para atender à demanda da região. “É importante para que os migrantes e refugiados no território da Ceilândia possam ter acesso aos serviços que estão sendo ofertados pelas equipes. Com o mutirão, os migrantes e refugiados poderão se aproximar mais da unidade que está de portas abertas para recebê-los e atendê-los com uma escuta qualificada”, ressalta. O evento foi organizado em conjunto pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), responsável pelo Creas Ceilândia, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), que ofereceu serviços trabalhistas, além da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e agências da Organização das Nações Unidas (ONU), que realizaram atendimentos especializados orientando os migrantes e refugiados sobre o nosso país, como regularizar documentos pessoais e dúvidas em relação à migração. A equipe também auxiliou as secretarias nos encaminhamentos e demandas durante o mutirão. A feira recebeu visitantes durante todo o dia e atendeu também às demandas do público geral | Foto: Divulgação/Sedes-DF “Parcerias como estas são fundamentais para garantirmos os direitos de migrantes vulneráveis que deixam seus países, em muitas vezes, como única opção de sobrevivência deles e de suas famílias. Nosso papel é prestar o atendimento integral, de modo que essas pessoas sejam integradas em nosso convívio, no lugar de aumentar as mazelas locais as próprias”, explica a secretária de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo. “Parcerias como estas são fundamentais para garantirmos os direitos de migrantes vulneráveis que deixam seus países, em muitas vezes, como única opção de sobrevivência deles e de suas famílias" Jackeline Canhedo, secretária de Desenvolvimento Social do DF Atendimento conjunto Os atendimentos da Sedet-DF foram realizados na unidade, pela equipe da agência do trabalhador itinerante do Distrito Federal, que ofereceu aos visitantes oportunidades de emprego, cursos de capacitação, orientação profissional, carteira de trabalho digital e informações sobre programas de benefícios sociais, como o seguro-desemprego e a Cesta do Trabalhador. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, ressalta a importância da parceria para levar os serviços da secretaria à população de migrantes e refugiados do DF. “Esse trabalho integrado é fundamental para garantir que a população em situação de vulnerabilidade tenha acesso real às oportunidades de emprego, qualificação e inclusão produtiva. Essa ação conjunta reforça o compromisso do governo em aproximar os serviços públicos de quem mais precisa, promovendo dignidade, autonomia financeira e novas perspectivas para refugiados, migrantes e suas famílias”, destaca o secretário. *Com informações da Sedes-DF
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Esporte, inclusão e cidadania marcam início da 66ª edição dos Jogos Escolares do DF
O som vibrante das torcidas anuncia: os ginásios e equipamentos esportivos do Distrito Federal serão tomados por alegria e muita disposição nos próximos meses. Esse é o clima que embala a 66ª edição dos Jogos Escolares do Distrito Federal (JEDF), competição que mobiliza estudantes das redes pública e privada de ensino em diversas modalidades esportivas, funcionando como qualificatória para as etapas nacionais. O evento, que acompanha a cidade desde a sua fundação, engaja a juventude em torno da prática desportiva, contribuindo ativamente para o desenvolvimento de estudantes-atletas de diferentes idades. Estudantes, educadores e autoridades participam da cerimônia de abertura da 66ª edição dos Jogos Escolares | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF O lançamento ocorreu no ginásio do Centro de Capacitação Física (Cecaf) do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), na última quarta-feira (13), com a presença de estudantes, educadores físicos, gestores e autoridades públicas. Na ocasião, a secretária interina de Educação do Distrito Federal, Iêdes Soares Braga, agradeceu o apoio de outras pastas e reforçou a importância da colaboração institucional para a execução do torneio. "Seria impossível se a gente não tivesse aqui o apoio da Secretaria de Esporte. Mais uma vez, muito obrigada pelo apoio da Câmara Legislativa, da Secretaria de Segurança Pública e de todas as demais secretarias. Muito obrigada a cada um de vocês”, destacou a gestora. Além do crescimento técnico dos estudantes-atletas do Distrito Federal, o evento é um marco importante para a integração das escolas, contribuindo para a formação social, cultural e cidadã dos jovens. Na edição do ano passado, foram 18.950 discentes participando sendo aproximadamente 68% alunos da rede pública de ensino (13.049). Foram envolvidas ainda 372 instituições educacionais do DF, sendo 241 da rede pública, número equivalente a aproximadamente 65% das instituições participantes. Nova edição dos Jogos Escolares traz adaptações no regulamento para garantir maior participação de estudantes paratletas “Para além dessa competição, cada um de vocês sai daqui com um sentimento de parceria, de respeito, de companheirismo. É isso que a gente consegue no esporte, e esse é o nosso objetivo na Secretaria de Educação: que a gente tenha jogos escolares que sirvam, acima de tudo, para diminuir a evasão escolar, que promovam novos relacionamentos entre vocês, e que tragam na memória de cada um o exercício e o autoconhecimento”, ressaltou a secretária. A prática esportiva no ambiente escolar transcende a simples busca por medalhas. Ela atua como uma ferramenta pedagógica essencial que estimula a disciplina, o trabalho em equipe, a resiliência e a inteligência emocional. Ao proporcionar um ambiente de convivência saudável e de superação de desafios, os jogos ajudam a afastar os jovens de situações de vulnerabilidade, reforçando o compromisso da SEEDF com a educação integral e com a preparação dos estudantes para os desafios da vida em sociedade. Secretária interina de Educação, Iêdes Soares Braga destacou que o esporte escolar atua como ferramenta de desenvolvimento cidadão A inclusão pelo esporte O Centro de Iniciação Desportiva Paralímpico (CIDP) de São Sebastião atua como núcleo de referência no acolhimento e desenvolvimento de estudantes-atletas do paradesporto no Distrito Federal. Para os educadores físicos da unidade, Alexandre Fachetti e Lucimar Neves, a competição tornou-se ainda mais inclusiva neste ano a partir de mudanças estratégicas no regulamento. "A novidade é que teremos duas competições paradesportivas, e estamos muito felizes com isso. Além das modalidades específicas do paradesporto, tivemos participação na natação convencional e, agora, no atletismo, levaremos nossos estudantes novamente para competir tanto na categoria regular quanto na adaptada", destaca Lucimar. [LEIA_TAMBEM] Os professores defendem, ainda, que a mudança proporciona uma preparação mais robusta aos paratletas. "A inclusão nas modalidades regulares e a ampliação das competições de entrada, que passaram de uma para duas, representam um avanço excelente. Sem dúvida, os estudantes chegarão às Paralimpíadas Escolares, em São Paulo, muito mais preparados e confiantes", ressalta Alexandre Fachetti. Essas inovações visam a garantir que alunos com deficiência tenham espaços adequados e equitativos para demonstrar seus talentos, fortalecendo o poder transformador do esporte adaptado. Com a 66ª edição oficialmente iniciada, a expectativa é de arquibancadas cheias, superação de limites e a certeza de que o esporte escolar no Distrito Federal segue como um pilar fundamental para a cidadania, o bem-estar e a inclusão. *Com informações da SEEDF
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Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios
O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país. Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país | Foto: Arquivo/Agência Brasília Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15). Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou. Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Mais segurança pública A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024. Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.
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Fórmula HCB promove corrida simbólica pela higienização de mãos
A higienização correta das mãos é uma medida imprescindível para a segurança de pacientes em atendimento hospitalar. Para reforçar a importância dessa prática e promover a integração entre os profissionais, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) lançou, na segunda-feira (11/5), a Fórmula HCB: um projeto que traz um componente lúdico à higiene correta. Ao longo de 12 meses, as equipes que atuam nas internações e nas unidades de terapia intensiva (UTI) serão estimuladas a elevar as taxas de conformidade de higiene de mãos por meio de uma competição. Como essas áreas já passam por avaliação constante feita pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do HCB, os indicadores gerados a partir dessa avaliação vão integrar um ranking mensal. Em maio de 2027, por ocasião do Dia Mundial da Higienização de Mãos, as equipes vencedoras serão reconhecidas pelo hospital. Fórmula HCB: projeto adicionou componente lúdico à higienização correta das mãos | Fotos: Divulgação / HCB A higienização de mãos está relacionada às Metas Internacionais de Segurança do Paciente, instituídas pela Organização Mundial da Saúde (OMS); a quinta meta consiste em reduzir o risco de infecções associadas aos cuidados de saúde. Durante o lançamento da Fórmula HCB, o gerente do SCIH, Bruno Lima, salientou: “É um dado incontroverso que a principal barreira para as infecções hospitalares é a higiene de mãos. Cada infecção que conseguimos prevenir é uma criança, com uma das várias doenças complexas que tratamos aqui, que consegue voltar para casa bem, com melhor qualidade de vida”. “Cada um de nós tem uma responsabilidade fundamental com o controle de infecção e a segurança do paciente. Que o vencedor seja a criança que nós atendemos!” Valdenize Tiziani, diretora executiva do HCB Segundo a diretora executiva do HCB, Valdenize Tiziani, a analogia com as corridas automobilísticas ressalta a importância de seguir continuamente as instruções de higiene de mãos. “Quando assistimos uma equipe de Fórmula 1, ficamos impressionados com o padrão de processos que eles implementam; nós também temos que trabalhar com esse nível de precisão e responsabilidade”, disse Tiziani. Embora a avaliação para o ranking considere a equipe de forma geral, sem criar constrangimentos entre os profissionais, a diretora reforçou o papel de cada funcionário do hospital tanto para a competição quanto para o cuidado com os pacientes: “Cada um de nós tem uma responsabilidade fundamental com o controle de infecção e a segurança do paciente. Que o vencedor seja a criança que nós atendemos!” *Com informações do HCB
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GDF suspende revisões da tarifa técnica para padronizar metodologia do transporte público no DF
A Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF) suspendeu temporariamente a tramitação dos processos de revisão da tarifa técnica do transporte público coletivo até a conclusão de estudos para padronização da metodologia de cálculo utilizada no sistema. A medida será publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). A portaria estabelece que a suspensão vale tanto para processos atualmente em andamento quanto para novos pedidos de revisão tarifária que venham a ser apresentados durante o período de elaboração dos estudos técnicos. O objetivo é aperfeiçoar os mecanismos regulatórios utilizados no cálculo da tarifa técnica, adotando critérios mais transparentes, modernos e alinhados às melhores práticas nacionais e internacionais de regulação do transporte público. A tarifa técnica corresponde ao valor utilizado para remunerar as empresas concessionárias do sistema — não se confunde com a tarifa paga pelo usuário. A nova metodologia deverá considerar parâmetros técnicos objetivos, auditáveis e voltados para a eficiência operacional | Foto: Agência Brasília De acordo com o documento, a futura metodologia deverá considerar parâmetros técnicos objetivos, auditáveis e voltados para a eficiência operacional, além de garantir equilíbrio econômico-financeiro dos contratos e sustentabilidade do sistema de transporte público. A proposta também busca ampliar a segurança jurídica e reduzir assimetrias regulatórias no setor. Estudos técnicos Além disso, serão contratados estudos especializados para formular e padronizar o novo modelo de revisão tarifária do Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal (STPC/DF). [LEIA_TAMBEM]Entre os pontos previstos estão mecanismos de benchmarking, incentivos à eficiência produtiva e modelos que permitam maior precisão na definição dos custos operacionais do sistema. O texto da portaria também esclarece que a política tarifária deve buscar equilíbrio entre sustentabilidade financeira do transporte público e modicidade tarifária, garantindo acesso da população ao serviço.
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Plataforma otimiza a fiscalização territorial no Distrito Federal
A Secretaria DF Legal lançou uma plataforma que mudará o jeito de fiscalizar o território da capital federal. Chamado de MonitoraDF, o site centraliza todas as informações necessárias para realizar ações fiscais em um só lugar, otimizando o trabalho e reduzindo o tempo de pesquisa em todas as etapas do processo. O projeto foi viabilizado em 2025 com a contratação do ArcGIS, um ecossistema de geoinformação de primeira linha capaz de integrar dados complexos. Agora, a pasta possui licenças vitalícias e acesso a todas as atualizações pelos próximos dois anos. A nova ferramenta permite que, ao invés de usar três ou quatro sites ao mesmo tempo para saber se é possível realizar uma operação para descaracterizar uma invasão de área pública, por exemplo, os gestores consultem tudo de uma vez. “Nós estamos fazendo uma mudança do analógico para o digital”, resume Gisele Formiga, chefe da Unidade de Geoprocessamento e Monitoramento (Ugmon). O MonitoraDF compila dados de situações fundiárias da Terracap, lotes registrados da Seduh-DF, processos rurais da ETR e dados de relatórios anteriores feitos pela DF Legal. A interface do site foi apresentada na quarta-feira (14) a todos os subsecretários, coordenadores e chefes de unidade da DF Legal em uma reunião. “É uma ferramenta que vai ajudar a tomada de decisão em diversos níveis. Ele finalmente nasceu e agora vamos fazer com que ele cresça e se desenvolva”, diz Gisele. O MonitoraDF compila dados de situações fundiárias da Terracap, lotes registrados da Seduh-DF, processos rurais da ETR e dados de relatórios anteriores feitos pela DF Legal | Foto: Divulgação/DF Legal A ideia é expandir o uso para todos os órgãos do governo, uma vez que a DF Legal não atua sozinha no combate a desordens urbanas. O próximo passo é apresentar o site a outras secretarias, explicar o funcionamento e conceder credenciais de acesso. Imagens de satélite O site MonitoraDF ainda contará, em breve, com imagens de satélite atualizadas diariamente e com altíssima resolução. A contratação já está na fase final. Para se ter uma ideia, será possível ver imagens a 30 centímetros do chão. Isso significa que os auditores poderão identificar o início de novos parcelamentos irregulares com rapidez e precisão nunca antes vistas. Placas de carro também serão visíveis e vão possibilitar o monitoramento de inteligência da secretaria. *Com informações da DF Legal
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Assistentes sociais são homenageados no Hospital Regional de Santa Maria
Garantir acesso a benefícios, orientar familiares e auxiliar pacientes em situação de vulnerabilidade fazem parte da rotina da equipe de Serviço Social do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Nesta quinta-feira (15), data em que é celebrado o Dia do Assistente Social, os profissionais da unidade receberam homenagens em reconhecimento ao trabalho desenvolvido junto aos usuários durante todo o período de internação. Administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o HRSM conta atualmente com 19 profissionais distribuídos em diferentes áreas assistenciais. A atuação do grupo contribui para um cuidado mais integrado, humanizado e eficiente, conectando assistência em saúde, suporte familiar e garantia de direitos. O HRSM conta atualmente com 19 profissionais distribuídos em diferentes áreas assistenciais | Foto: Divulgação/IgesDF A programação em homenagem à categoria contou com café especial, palestras e entrega de lembranças, destacando a importância de um trabalho que vai além do acompanhamento hospitalar e impacta diretamente a continuidade do cuidado após a alta. Garantia de direitos e continuidade do cuidado Formada há mais de 30 anos em Serviço Social, Divina Pereira de Melo explica que o acompanhamento começa ainda nos primeiros momentos da internação. “Quando chegamos ao leito, fazemos questão de explicar ao paciente qual é o nosso papel. O primeiro passo é realizar uma admissão social, por meio de entrevista, para compreender a realidade daquela pessoa, sua rede de apoio e possíveis situações de vulnerabilidade”, afirma. Segundo ela, o atendimento busca identificar fatores sociais, econômicos e familiares que possam interferir diretamente no tratamento e na recuperação. Crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência e mulheres em situação de violência estão entre os públicos que recebem atenção prioritária, conforme previsto em lei. “A intenção é compreender o contexto em que aquela pessoa vive, se possui apoio familiar, se já é acompanhada pelos serviços socioassistenciais ou se precisa de algum encaminhamento. Isso contribui para uma alta mais organizada e para a continuidade do cuidado após a saída do hospital”, destaca. Além do suporte aos pacientes, a equipe mantém articulação constante com a rede socioassistencial e outros órgãos públicos Além do suporte aos pacientes, a equipe mantém articulação constante com a rede socioassistencial e outros órgãos públicos, como Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), Conselho Tutelar, Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) e Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Em muitos casos, os profissionais auxiliam na emissão de documentos, acesso a benefícios e encaminhamentos necessários durante e após a internação. Preparo técnico e sensibilidade De acordo com a chefe do Serviço Social do HRSM, Léia Tibério, atuar na área hospitalar exige competências técnicas, éticas e relacionais. Entre as principais habilidades estão a escuta qualificada, o acolhimento humanizado, a comunicação assertiva e a capacidade de trabalho em equipe multiprofissional. “É uma atuação que exige sensibilidade social, compromisso ético e preparo para lidar com situações de crise e vulnerabilidade. Também temos a missão de defender a dignidade humana e assegurar os direitos dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”, ressalta. Ela acrescenta que os desafios acompanham a complexidade da assistência em saúde. A alta demanda de atendimentos, os casos sociais delicados, a fragilização de vínculos familiares e as dificuldades de acesso à rede de proteção estão entre as principais situações enfrentadas diariamente pela equipe. A programação também contou com palestras conduzidas por Jaqueline Oliveira Fonseca, do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (Nurad), e Cristian da Cruz Silva, profissional da Unidade Básica de Saúde (UBS) de Santa Maria e atuante nas Práticas Integrativas em Saúde. *Com informações do IgesDF
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Terracap entrega novas escrituras do Trecho 2 de Vicente Pires
A Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) realizou, nesta sexta-feira (15), no gabinete da presidência da companhia, a entrega de mais duas escrituras definitivas a moradores do Trecho 2 de Vicente Pires. A cerimônia contou com a presença do presidente da Terracap, Júlio Cesar Reis, e do diretor de Comercialização da companhia, Renato Leal. A ação representa mais uma etapa bem-sucedida no processo de regularização fundiária da região, considerado um dos maiores do Distrito Federal. As novas escrituras fazem parte do primeiro edital de venda direta do Trecho 2, já encerrado, que registrou expressiva adesão da população. Dos 738 imóveis disponibilizados nesta etapa, 95% tiveram propostas apresentadas pelos ocupantes. Entrega de escritura a moradora de Vicente Pires, no gabinete da presidência da Terracap | Fotos: Divulgação/Terracap A regularização do Trecho 2 representa o desfecho de uma espera histórica para centenas de famílias que conviveram durante anos com a insegurança jurídica de morar em uma área sem escritura definitiva. As terras, originalmente pertencentes à União, foram ocupadas ao longo dos anos por parcelamentos irregulares e, após negociações entre os governos federal e distrital, passaram a integrar o patrimônio da Terracap, permitindo o avanço da urbanização e da titulação dos imóveis. Cerimônia de assinatura definitiva é um marco para moradores da região Importância social Durante a entrega, Júlio Cesar Reis destacou a importância social e simbólica da regularização para os moradores da região. “Eu conheço Vicente Pires há muitos anos e posso afirmar que hoje se trata de um excelente lugar para morar. Este momento em que a gente para e assina a escritura é muito gratificante. Para vocês, é um sonho, uma segurança. Para nós, é uma obrigação cumprida, mas muito gratificante de cumprir”, afirmou. “Sabemos que não é fácil para o morador permanecer anos em uma situação irregular, sob pressão e insegurança. Então, para nós, essa entrega representa a consolidação de um árduo trabalho” Júlio Cesar Reis, presidente da Terracap Segundo Reis, chegar à etapa de escrituração exige um longo trabalho técnico e institucional. “Sabemos que não é fácil para o morador permanecer anos em uma situação irregular, sob pressão e insegurança. Então, para nós, essa entrega representa a consolidação de um árduo trabalho”, completou. Entre os moradores beneficiados está Lilia da Silva Freitas, que vive em Vicente Pires desde 2019 com o marido e a filha. Ela contou que adquiriu o imóvel mesmo diante das críticas recebidas por se tratar de uma área irregular. “É um sonho realizado. Quando comprei o imóvel, fui muito criticada por ser em uma área considerada ilegal. Então, receber a escritura e ter minha casa regularizada é uma sensação muito boa. Nunca imaginei que estaria com a escritura em mãos tão rápido. Foi surpreendente”, relatou. Lilia também aproveitou as condições facilitadas oferecidas pela Terracap e obteve 25% de desconto ao optar pelo pagamento à vista do imóvel. O empresário Arlan Gouveia, morador de Vicente Pires desde 2009, também recebeu a escritura definitiva do imóvel onde vive com a esposa e as duas filhas. Ele relembrou as dificuldades enfrentadas pelos moradores no início da ocupação da região e destacou a importância da regularização fundiária para o futuro da cidade. “Acompanhei toda a fase difícil de Vicente Pires, a época dos buracos, das enchentes e da falta de infraestrutura. Hoje vemos uma cidade completamente diferente e em constante crescimento. A regularização vai melhorar ainda mais a nossa realidade”, afirmou. Arlan também ressaltou a importância da adesão dos moradores ao programa de Venda Direta da Terracap. “Sou um grande apoiador desse trabalho. Convido toda a população a aderir à regularização, porque isso fortalece a cidade e dá ainda mais voz aos moradores para buscar melhorias junto ao poder público”, completou. Caso de sucesso O Programa de Venda Direta da Terracap, iniciado em 2017, já é considerado um marco na regularização fundiária de Vicente Pires. Nos trechos 1 e 3, aproximadamente 4,3 mil imóveis já foram comercializados por meio da modalidade, consolidando a região como um dos principais casos de sucesso em regularização urbana no Distrito Federal. [LEIA_TAMBEM] Além da titulação, o Governo do Distrito Federal e a Terracap investiram cerca de R$ 500 milhões em obras de infraestrutura em Vicente Pires, incluindo drenagem, pavimentação e organização urbana — intervenções consideradas fundamentais para viabilizar a regularização definitiva das áreas. O edital do Trecho 2 também trouxe condições facilitadas para os moradores, como parcelamento em até 360 meses e redução da taxa de juros para 0,2% ao mês nos lotes unifamiliares. Outra possibilidade prevista foi o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aquisição dos imóveis. A companhia também passou a prever o encaminhamento de famílias que se enquadrem nos critérios de Regularização Fundiária de Interesse Social (Reurb-S) para análise junto à Codhab-DF, possibilitando, em alguns casos, a regularização por meio de doação prevista em lei. *Com informações da Terracap
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Prevenção contra incêndios florestais é tema de ação educativa
Em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) da Polícia Militar do DF promoveu uma ação educativa nesta sexta-feira (15), entre as 9h e as 13h, no Riacho Fundo II. O foco foi a prevenção contra incêndios florestais e a conscientização da população. Personagem temático Lobo Guará foi destaque nas abordagens, conscientizando sobre a importância da preservação ambiental | Foto: Divulgação/PMDF [LEIA_TAMBEM]A iniciativa faz parte do Plano de Ação de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Ppcif). Com apoio do personagem temático Lobo Guará, as equipes abordaram motoristas e estudantes e conversaram sobre os riscos e impactos ambientais provocados durante o período de estiagem, reforçando a importância da preservação ambiental e da prevenção a queimadas. Ao todo, aproximadamente 500 pessoas, entre motoristas e alunos do Centro de Ensino Fundamental Lobo Guará, foram atendidas durante a atividade, fortalecendo a integração entre segurança pública, educação ambiental e cidadania. *Com informações da Polícia Militar do Distrito Federal
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