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Dia Mundial da Paralisia Cerebral reforça importância do cuidado precoce e da inclusão
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Quando um bebê demora mais para sustentar a cabeça, apresentar rigidez ou flacidez muscular, movimentar um lado do corpo de forma diferente ou demorar a alcançar etapas esperadas do desenvolvimento são sinais que merecem atenção. Nem sempre essas alterações significam paralisia cerebral, mas elas podem indicar a necessidade de uma avaliação especializada. Celebrado em 6 de outubro, o Dia Mundial da Paralisia Cerebral reforça a importância do diagnóstico, da assistência multiprofissional e de um olhar que veja a criança para além da deficiência. Identificar alterações precocemente pode favorecer o desenvolvimento de habilidades, prevenir complicações e contribuir para mais funcionalidade e autonomia. A paralisia cerebral reúne alterações permanentes do movimento e da postura decorrentes de uma lesão ou alteração no cérebro em desenvolvimento. A lesão que dá origem à condição não é progressiva, mas as manifestações e as necessidades da criança podem mudar ao longo do crescimento. Identificar os sinais da paralisia cerebral precocemente pode favorecer o desenvolvimento de habilidades, prevenir complicações e contribuir para mais funcionalidade e autonomia | Fotos: Divulgação/IgesDF No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), esse cuidado pode começar ainda na assistência neonatal e continuar ao longo da infância, conforme as necessidades de cada paciente. Relação com o parto Um dos principais mitos sobre a paralisia cerebral é associar automaticamente a condição à falta de oxigênio durante o nascimento. Segundo a chefe do serviço de neonatologia do HRSM, Phabyana Araújo, as causas são diversas e podem ocorrer antes, durante ou depois do parto. Prematuridade, baixo peso ao nascer, alterações no desenvolvimento cerebral, infecções e acidente vascular cerebral fetal ou neonatal estão entre os fatores associados à condição. "A paralisia cerebral pode ter diferentes causas. A alteração cerebral pode ocorrer ainda na gestação, durante o nascimento ou no período neonatal. Por isso, não podemos atribuir automaticamente o diagnóstico a um episódio ocorrido no parto" Phabyana Araújo, chefe do serviço de neonatologia do HRSM “A paralisia cerebral pode ter diferentes causas. A alteração cerebral pode ocorrer ainda na gestação, durante o nascimento ou no período neonatal. Por isso, não podemos atribuir automaticamente o diagnóstico a um episódio ocorrido no parto. Cada caso precisa ser analisado individualmente”, explica Phabyana. Uma das condições que podem provocar comprometimento neurológico é a encefalopatia hipóxico-isquêmica, quando há redução importante da oferta de oxigênio ou do fluxo sanguíneo para o cérebro. Ela pode ocorrer antes, durante ou depois do nascimento. “A encefalopatia hipóxico-isquêmica é uma lesão cerebral aguda e pode deixar sequelas neurológicas. Entre elas, a paralisia cerebral. Mas não é a única causa. Da mesma forma, um Apgar baixo, isoladamente, não permite concluir que houve asfixia ou lesão cerebral”, esclarece Phabyana. O Apgar é uma avaliação rápida feita logo após o nascimento para verificar as condições do bebê. A nota, que varia de zero a 10, leva em conta sinais como frequência cardíaca, respiração, tônus muscular, resposta aos estímulos e cor da pele. Um resultado baixo indica que o recém-nascido precisa de atenção, mas não permite, sozinho, diagnosticar falta de oxigênio, lesão cerebral ou prever paralisia cerebral. “Na neonatologia, reconhecer rapidamente um bebê que pode estar evoluindo com EHI é fundamental. É uma situação tempo-dependente e, quando a criança atende aos critérios, a hipotermia terapêutica iniciada precocemente pode melhorar os desfechos”, destaca Phabyana. O cuidado em crianças com paralisia é individualizado e pode envolver fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, pediatria, neurologia, ortopedia, enfermagem, nutrição e psicologia A atenção precoce é importante porque os primeiros anos de vida são marcados por intensa neuroplasticidade, capacidade do cérebro de se reorganizar e aprender. Quando existe diagnóstico ou risco elevado para paralisia cerebral, começar as intervenções o quanto antes pode favorecer habilidades, funcionalidade e participação, além de ajudar a prevenir complicações. O cuidado é individualizado e pode envolver fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, pediatria, neurologia, ortopedia, enfermagem, nutrição e psicologia. Dependendo da necessidade, podem ser utilizados órteses, tecnologias assistivas e recursos de comunicação alternativa. Além do diagnóstico Na Unidade de Cuidados Prolongados Pediátricos (UCPPed) do HRSM, esse olhar faz parte da rotina de assistência a crianças e adolescentes com condições crônicas complexas de saúde. A maioria dos pacientes atendidos no setor tem paralisia cerebral, incluindo crianças dependentes de tecnologias de suporte à vida. A unidade oferece assistência integral, humanizada e multiprofissional, com foco na funcionalidade, qualidade de vida, capacitação dos familiares e preparação para uma desospitalização segura, além de cuidados paliativos quando necessários. “Na UCPPed, não cuidamos apenas da paralisia cerebral, mas da criança em sua integralidade. Cada paciente tem capacidades, necessidades e uma história própria. Nosso trabalho é identificar potencialidades, favorecer funcionalidade e qualidade de vida e preparar a família para que esse cuidado tenha continuidade também fora do hospital”, destaca a chefe do Serviço da UCPPed, Lara Vieira. Dimensões diferentes Paralisia cerebral não significa, necessariamente, deficiência intelectual. O comprometimento motor e o intelectual são dimensões diferentes. Uma criança pode ter grande dificuldade para andar ou falar e, ainda assim, compreender o que acontece ao seu redor. Da mesma forma, não falar não significa não compreender. Com os recursos adequados, muitas crianças podem se comunicar, participar das atividades da família, frequentar a escola e fazer escolhas. “Não podemos limitar uma criança ao que ela não consegue fazer. Algumas vão precisar de mais apoio, outras conquistarão maior independência, mas todas precisam ter oportunidades para se comunicar, participar, aprender e exercer escolhas dentro de suas possibilidades” Lara Vieira, chefe do Serviço da UCPPed “Não podemos limitar uma criança ao que ela não consegue fazer. Algumas vão precisar de mais apoio, outras conquistarão maior independência, mas todas precisam ter oportunidades para se comunicar, participar, aprender e exercer escolhas dentro de suas possibilidades”, reforça Lara. Nesse contexto, autonomia não significa necessariamente fazer tudo sozinho. Significa ter oportunidades de participar, expressar preferências e exercer escolhas com os apoios necessários. Onde buscar atendimento no DF Crianças com atraso no desenvolvimento ou alterações nos movimentos devem ser avaliadas por um profissional de saúde. Na rede pública, a Unidade Básica de Saúde (UBS) é a porta de entrada para avaliação e, quando necessário, encaminhamento para atendimento especializado. O Distrito Federal conta com centros especializados em reabilitação (CER) que oferecem atendimento multiprofissional para pessoas que necessitam de reabilitação, incluindo pacientes com paralisia cerebral. Os serviços podem envolver fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e outras especialidades, conforme a necessidade de cada paciente. *Com informações do IgesDF
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SLU mobiliza 1,8 mil garis para limpeza das ruas após eleições
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) mobilizou cerca de 1,8 mil garis para reforçar a limpeza das ruas do Distrito Federal após o primeiro turno das eleições. As equipes começaram a atuar ainda na tarde de domingo (4/10) e continuaram nas ruas no dia seguinte, removendo os resíduos deixados durante o processo eleitoral. O trabalho de limpeza foi intensificado nas proximidades dos locais de votação e continuará ao longo da semana, até que todas as áreas sejam limpas. Santinhos, panfletos e outras publicações tomaram as ruas: até a segunda-feira, cerca de 33 toneladas de resíduos tinham sido recolhidas pelo SLU | Foto: Divulgação/SLU Até o momento, aproximadamente 33 toneladas de resíduos já foram recolhidas. Entre os materiais encontrados pelas equipes estão santinhos, panfletos e outros impressos de campanha descartados em vias e espaços públicos. Com a realização do segundo turno, o SLU reforça o pedido de colaboração da população. A orientação é para que santinhos, panfletos e qualquer outro tipo de resíduo não sejam jogados no chão. Além de facilitar o trabalho dos garis, o descarte correto contribui para manter a cidade limpa, evitar o entupimento de bocas de lobo e reduzir os impactos causados pelo descarte irregular. A participação de cada cidadão é fundamental para manter o Distrito Federal mais limpo. No segundo turno, faça a sua parte: não jogue resíduos no chão e colabore com a limpeza urbana. *Com informações da SLU
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Informe Econômico
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