Aplicativo DF no Ponto reforça canal direto com o passageiro e supera 680 mil usuários ativos
Criado para operar como ferramenta de consulta sobre linhas e horários de ônibus, o DF no Ponto se consolidou como um canal de comunicação em mão dupla entre o passageiro e a gestão do sistema. Levantamento feito no dia 23 deste mês mostra que o aplicativo alcançou 680.452 usuários ativos, com crescimento superior a 200% no volume de mensagens trocadas com o público em relação a 2025. Centro de Supervisão Operacional registra evolução na interação com os usuários de transporte público | Foto: Divulgação/Semob-DF Os dados do painel de conversas do aplicativo revelam a evolução das interações entre o usuário e o Centro de Supervisão Operacional (CSO) da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF). No período, foram registradas 77.646 conversas, 412.248 mensagens recebidas e 1.138.737 mensagens enviadas. O aplicativo soma ainda 637.310 novos usuários e mais de 27 milhões de sessões registradas. Na avaliação de satisfação, o aplicativo reporta alcance médio de mais de 1 milhão de passageiros impactados por dia — 1.035.030 clientes, em média —, reforçando o papel do app como principal porta de acesso do cidadão às informações do sistema de transporte público coletivo do Distrito Federal. “O DF no Ponto mostra que o passageiro está no centro da política de mobilidade, com informações que chegam até ele antes do embarque”, afirma a titular da Semob-DF, Sandra Holanda. “Seu ônibus, sua linha, tudo na palma da mão. A ferramenta entrega informação segura, clara e atualizada para quem usa o transporte público coletivo do Distrito Federal, sem depender de informação de terceiros.” O que o passageiro procura O detalhamento dos contatos mostra que a maior parte das demandas é para busca de informações operacionais, somando mais de 92% das mensagens. Veja abaixo. → Próximas partidas — 37.102 buscas → Tabela horária — 28.638 pesquisas → Planejar viagem — 5.939 contatos → Reclamação — 3.925 mensagens → Denúncia — 1.210 mensagens → Informação — 339 contatos → Elogio — 278 manifestações → Sugestão — 215 manifestações. O volume de temas ligados a próximas partidas e tabela horária — juntos, mais de 65 mil contatos — confirma que a previsão de chegada dos ônibus é a informação mais buscada pelos usuários. Aplicativo na parada A comunicação também chega fisicamente aos pontos de parada, sem a necessidade de baixar o aplicativo. Por meio de adesivos com QR Code afixados nos pontos de ônibus, o passageiro aponta a câmera do celular e acessa de imediato os horários das linhas que passam no local onde pretende embarcar. No período analisado, 513.152 usuários acessaram os QR Codes para checar os horários de chegada dos ônibus, totalizando 2.604.888 visualizações. Entre as paradas com maior engajamento estão as de maior circulação de passageiros: W3 Norte, SCLRN 716 (Extra Asa Norte); W3 Sul, Setor Comercial Sul (Pátio Brasil); Eixo L Central, em frente à Rodoviária do Plano Piloto; Eixo W Sul, SMHS 501 (Hospital de Base); e Eixo Monumental, Praça Municipal (Palácio do Buriti / TCDF). O aplicativo é 100% acessível, desenvolvido de acordo com as diretrizes WCAG (Web Content Accessibility Guidelines), com ajustes de tamanho de texto, uso de cores e contrastes e rótulos descritivos para leitores de tela como o VoiceOver, do iOS, e o TalkBack, do Android. Dados orientam a gestão O aplicativo DF no Ponto faz parte do sistema operacional do transporte público coletivo do Distrito Federal. Além de atender o passageiro, alimenta a gestão do sistema com dados de uso e demanda. No painel operacional, o sistema registra demanda acumulada de 194,3 milhões de passageiros entre janeiro de 2025 e outubro deste ano, com 3.443 veículos em circulação e eficiência operacional de 94,38%. O perfil de uso confirma o peso do sistema: 67,6 milhões de passageiros com cartão comum, 41,2 milhões com vale-transporte, 30,9 milhões de estudantes, 25,7 milhões em pagamentos, 12 milhões de passes gratuitos PCD e 10,7 milhões de passes gratuitos para idoso. O acesso é majoritariamente por Android, com 461.315 usuários (68%), contra 219.765 no iOS (32%). A nova geração de dados do DF no Ponto mostra que o aplicativo evoluiu de um simples consultor de horários para uma plataforma completa de comunicação, acessibilidade e inteligência de mobilidade — colocando o passageiro no centro da operação do transporte público do DF. *Com informações da Semob-DF
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Concurso de Desenho 2026 do GDF: descubra o talento de crianças
Desenhar é uma das formas mais bonitas de expressar sentimentos, compartilhar ideias e enxergar o mundo com novos olhares. É com esse espírito que o Governo do Distrito Federal (GDF) abre as inscrições para o Concurso de Desenho 2026, desta segunda-feira (26) a 8 de novembro. A iniciativa é voltada a filhos, enteados e netos de servidores ativos e aposentados e de empregados públicos do Distrito Federal, com idades entre 5 e 12 anos. Promovido pela Secretaria de Economia (Seec-DF) por meio da Secretaria Executiva de Valorização e Qualidade de Vida (Sequali), o concurso tem como tema “Com respeito, amizade e inclusão, o mundo fica mais feliz”. "A proposta é estimular a criatividade e a expressão artística das crianças, valorizando também a importância do respeito às diferenças, da empatia, da amizade e da solidariedade", explicou o secretário-executivo de Valorização e Qualidade de Vida, Epitácio Júnior. A ideia é que os pequenos artistas traduzam, por meio de seus desenhos, situações do cotidiano que mostrem como atitudes simples podem contribuir para uma convivência mais respeitosa e inclusiva. Vale retratar gestos de amizade, momentos de cooperação e exemplos de como acolher as diferenças e garantir a participação de todos. Promovido pela Secretaria de Economia (Seec), por meio da Secretaria Executiva de Valorização e Qualidade de Vida (Sequali), o concurso tem como tema “Com respeito, amizade e inclusão, o mundo fica mais feliz” | Foto: Divulgação/Seec-DF Quem pode participar? Podem se inscrever crianças de 5 a 12 anos completos na data da inscrição, desde que sejam filhos, enteados ou netos de servidores públicos ativos ou aposentados e empregados públicos da administração direta e indireta do Distrito Federal. De acordo com o regulamento, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) em 28 de agosto deste ano, cada criança poderá inscrever apenas um desenho. Caso sejam identificadas múltiplas inscrições da mesma criança, será considerada válida somente a última enviada. Como devem ser os desenhos? Os trabalhos deverão ser feitos em papel branco, tamanho A4, sem pauta e na orientação horizontal. Os desenhos poderão ser coloridos ou em preto e branco, utilizando materiais como tinta guache, aquarela, tinta a óleo, nanquim, giz de cera, lápis, lápis de cor ou canetas coloridas. Um detalhe importante: o desenho não poderá conter o nome da criança, do servidor ou empregado público, nem a identificação do órgão de lotação. Avaliação e premiação Os desenhos serão avaliados por uma comissão julgadora formada por três servidores do GDF, considerando critérios como fidelidade ao tema, originalidade, criatividade e expressividade. Para garantir uma avaliação adequada à idade e ao desenvolvimento artístico de cada participante, a seleção será dividida em quatro faixas etárias: de 5 e 6 anos; de 7 e 8 anos; de 9 e 10 anos; e de 11 e 12 anos. Ao todo, 12 crianças serão contempladas, sendo três de cada faixa etária. Além de receberem prêmios a serem definidos pela organização do concurso, elas terão seus desenhos estampados no calendário do GDF do ano seguinte. O resultado final será publicado no DODF e no site da Seec-DF. A data da cerimônia de premiação será divulgada posteriormente. *Com informações da Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF)
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Hospital de Base realiza primeiro transplante de medula óssea
Um estalo no ombro direito, durante um treino na academia, mudou a vida do comerciante Carlos França Pereira, de 54 anos. A dor persistente levou à descoberta de um tumor e ao diagnóstico de mieloma múltiplo, um tipo de câncer que se desenvolve na medula óssea. O medo de morrer e deixar os filhos marcou o início de uma jornada que, quase um ano depois, o levaria a se tornar o primeiro paciente a receber um transplante de medula óssea no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Realizado em 8 de outubro, o procedimento representa um marco para a unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O hospital passa a oferecer transplantes autólogos, modalidade que utiliza células-tronco do próprio paciente, ampliando as possibilidades de tratamento de alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Medo de morrer e deixar os filhos marcou o início da jornada de Carlos França Pereira, 54 anos, quando recebeu o diagnóstico em novembro do ano passado: "Pensei que era uma sentença de morte, que não tinha mais jeito" | Fotos: Divulgação/IgesDF "Estou pensando em mudar minha vida, fazer completamente diferente, em termos de prestar atenção nas coisas, nos mínimos detalhes. E fazer só coisas boas, pra coisas boas ficarem perto de mim" Carlos França Pereira, comerciante "Pensei que era uma sentença de morte, que não tinha mais jeito e eu iria morrer", recorda Carlos sobre o diagnóstico recebido em novembro de 2025. A doença transformou sua rotina. Com dores constantes, precisou se afastar do trabalho e dedicar os dias aos cuidados médicos. "O mais difícil foi saber que tinha a doença, que iria morrer e deixaria meus filhos pra trás", conta. Em fevereiro deste ano, iniciou a quimioterapia no HBDF. A resposta favorável abriu caminho para a próxima fase. A confirmação chegou por telefone, trazendo a notícia que aguardava havia meses. "Foi uma alegria muito grande. Eu estava em casa, o telefone tocou e disseram que tinha dado certo. Foi só alegria", lembra. Uma conquista para o SUS O avanço é resultado de um projeto iniciado há cerca de uma década, a partir das articulações conduzidas pelo médico Alexandre Caio. Para viabilizar o serviço, foram necessárias adequações na estrutura física, capacitação de profissionais e implantação de protocolos específicos de segurança. Cerca de 30 integrantes de diferentes especialidades participaram da preparação, que incluiu o cumprimento das exigências técnicas do Ministério da Saúde para o credenciamento. Para a chefe do Serviço de Hematologia, Hemoterapia e Transplante de Medula Óssea, Laura Ferreira de Mesquita Ferraz, o resultado desse esforço vai além da incorporação de uma nova modalidade terapêutica. "Representa um salto de qualidade no cuidado oferecido pelo Hospital de Base. O transplante de medula óssea é um procedimento de alta complexidade. Para realizá-lo, o hospital inteiro precisou aprimorar seus processos, fluxos assistenciais e práticas de segurança do paciente", destaca. Antes da implantação do serviço, pessoas acompanhadas pela unidade que necessitavam desse tipo de intervenção eram encaminhadas à Central Estadual de Transplantes, responsável por distribuir as vagas entre os centros habilitados no Distrito Federal. A demanda podia resultar em meses de espera. "Esse primeiro transplante inaugura uma nova etapa na assistência hematológica do Distrito Federal. A rede pública passa a contar com maior capacidade para atender à demanda por esse tratamento" Laura Ferreira de Mesquita Ferraz, chefe do Serviço de Hematologia, Hemoterapia e Transplante de Medula Óssea Agora, a ampliação da rede oferece uma alternativa de atendimento na própria instituição, permitindo que mais pessoas sejam acompanhadas por profissionais que já conhecem seu histórico clínico. "Esse primeiro transplante inaugura uma nova etapa na assistência hematológica do Distrito Federal. A rede pública passa a contar com maior capacidade para atender à demanda por esse tratamento, o que deve contribuir para reduzir o tempo de espera", explica Laura. A expectativa é realizar de dois a quatro transplantes mensais, inicialmente destinados a pacientes com indicação da modalidade autóloga, especialmente em casos de mieloma múltiplo e determinados tipos de linfoma. Equipe celebra o sucesso do primeiro transplante de medula óssea feito no Hospital de Base Trinta minutos que exigiram dias de cuidados Diferentemente do que o nome pode sugerir, o transplante de medula óssea realizado em Carlos não envolveu cirurgia. As células-tronco foram retiradas do próprio sangue e, após uma quimioterapia de alta intensidade, devolvidas ao organismo por uma infusão semelhante a uma transfusão sanguínea. Internado em 5 de outubro, o paciente passou pela coleta das células no dia seguinte e recebeu a medicação preparatória no dia 7. A infusão ocorreu em 8 de outubro e durou aproximadamente 30 minutos. A etapa mais delicada veio depois. Com as defesas do organismo profundamente reduzidas, permaneceu em isolamento, sob monitoramento constante, enquanto a equipe aguardava a retomada da produção das células sanguíneas. [LEIA_TAMBEM] O médico hematologista Gabriel de Carvalho Pereira, integrante da equipe responsável pelo caso, explica que a experiência exigiu integração entre diferentes especialidades e reforçou a importância de uma assistência organizada em todas as etapas. "Implementar o transplante no hospital não significa somente o ganho do procedimento em si, mas principalmente a melhoria de todos os fluxos de qualidade, das interações entre as equipes e de toda a assistência de que o paciente de onco-hematologia necessita, que já é bastante complexa", ressalta. A notícia mais aguardada chegou em 19 de outubro, quando os exames indicaram que a medula havia retomado a produção de células de defesa. O resultado foi confirmado no dia seguinte, permitindo a alta após 15 dias de internação, sem complicações graves. "Foi bacana, foi muito surpreendente. Dentro de mim, eu senti uma cura definitiva", relata o comerciante. Embora represente uma etapa importante, a recuperação da medula não significa a cura do mieloma múltiplo. Nesse tipo de câncer, o objetivo do transplante é prolongar o controle da doença e melhorar a qualidade de vida. O paciente seguirá em acompanhamento médico, com novos exames para avaliar os resultados nos próximos meses. Os planos para o futuro Com o serviço em funcionamento, o Hospital de Base pretende ampliar gradualmente sua atuação. Entre os planos está a oferta do transplante alogênico, realizado com células-tronco de um doador, modalidade que poderá beneficiar outros perfis de pacientes. Para Carlos, a experiência trouxe uma mudança de perspectiva. Depois de meses marcados pela incerteza, ele deseja retomar a rotina e dar mais valor às pequenas coisas. "Estou pensando em mudar minha vida, fazer completamente diferente. Em termos de prestar atenção nas coisas, nos mínimos detalhes. E fazer só coisas boas, pra coisas boas ficarem perto de mim", reflete. Na despedida, a equipe multidisciplinar preparou uma homenagem que emocionou Carlos. Ele foi surpreendido por um corredor formado pelos profissionais que o acompanharam durante a internação, ao som de parabéns pelo seu renascimento. Balões com mensagens de carinho e um certificado de Honra ao Mérito, assinado por toda a equipe, marcaram a celebração. Entre aplausos e demonstrações de afeto, a emoção tomou conta de um momento que simbolizou não apenas a recuperação do paciente, mas também o cuidado e os vínculos construídos ao longo do tratamento. Ao deixar o hospital, depois de participar de um momento histórico para a saúde pública do Distrito Federal, o comerciante tinha um desejo simples: voltar para casa e reencontrar os pequenos prazeres do cotidiano. "Assim que chegar em casa, vou tomar um banho e comer", comemora Carlos. *Com informações do IgesDF
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1ª Reunião Extraordinária 2026
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