Eleições deste ano terão operação integrada das forças de segurança
O planejamento da operação integrada para garantir a segurança e a normalidade das eleições de 2026 envolve estruturas de inteligência e está sendo feito em articulação com o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) e órgãos federais. De acordo com o TRE-DF, 2,2 milhões de eleitores estão aptos a votar no DF, distribuídos em 622 pontos relacionados à votação. São 614 locais instalados em escolas públicas e particulares e oito seções em unidades destinadas à votação de pessoas privadas de liberdade ou adolescentes internados. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro; e, caso necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. A operação começa antes do dia da votação e se estende pelas principais etapas do processo eleitoral. As equipes atuarão na proteção das urnas e instalações, no transporte e distribuição dos equipamentos, nos testes de integridade, durante a votação e também na apuração. O planejamento integrado tem como prioridade garantir que o eleitor possa exercer o direito ao voto com segurança, tranquilidade e mobilidade. Locais de votação Nos locais de votação e áreas estratégicas haverá policiamento ostensivo para garantir a segurança de eleitores, mesários, servidores da Justiça Eleitoral e da população, de forma geral | Foto: Divulgação Haverá policiamento ostensivo e de prevenção nos locais de votação e em áreas estratégicas. O trabalho inclui a segurança de eleitores, mesários, servidores da Justiça Eleitoral, instalações e urnas eletrônicas. As delegacias estarão em funcionamento e atuarão nas ocorrências de sua competência, além de participar das ações de inteligência e prevenção relacionadas ao período eleitoral. Haverá equipes de prontidão do Corpo de Bombeiros e do Samu para atuação nos principais centros eleitorais, especialmente nos locais com maior concentração de pessoas. A estrutura estará preparada para atender emergências médicas, salvamentos, incêndios e outras ocorrências. Entre os eleitores do DF, cerca de 24,8 mil declararam ao TRE-DF algum tipo de deficiência. A presença de equipes de emergência nos maiores centros de votação também amplia a capacidade de atendimento a idosos, pessoas com mobilidade reduzida e demais cidadãos que eventualmente necessitem de auxílio. Trânsito terá atenção especial em Águas Claras A mobilidade será outro ponto de atenção durante a votação. Em Águas Claras, onde estão alguns dos maiores locais de votação e há previsão de grande fluxo de veículos, haverá operações especiais de trânsito. As ações ocorrerão nas proximidades de locais como Feirão da Orca, Colégio Leonardo da Vinci e Unieuro, além de outros pontos identificados como críticos no planejamento. A orientação para os eleitores é programar o deslocamento com antecedência e utilizar locais regulares de estacionamento. Os motoristas devem evitar fila dupla, estacionamento sobre calçadas e faixas de pedestres ou qualquer parada que prejudique a circulação. No entorno do Feirão da Orca, equipes farão fiscalização específica sobre estacionamento irregular. Veículos que estiverem em desacordo com a legislação ou comprometendo a circulação poderão ser autuados e removidos, quando cabível. Inteligência e monitoramento Haverá acompanhamento permanente do cenário por meio da Célula Integrada de Inteligência e do Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), que reúne órgãos e agências do DF e federais. O centro permitirá o compartilhamento de informações entre os órgãos, o acompanhamento de ocorrências e o uso de recursos de videomonitoramento para apoiar a tomada de decisão e o acionamento das equipes responsáveis. O monitoramento considera situações que possam interferir na segurança ou na mobilidade, como ocorrências policiais, manifestações, aglomerações, bloqueios de vias e emergências nos locais de votação. A estrutura do Distrito Federal também estará integrada ao sistema nacional de coordenação da segurança das eleições, permitindo o intercâmbio de informações com as instituições federais envolvidas. O esquema de segurança também contará com um módulo específico do DF 360 para as eleições, que reunirá informações sobre os pontos de votação e áreas consideradas sensíveis. A ferramenta permitirá monitorar esses locais em tempo real, cruzar dados e imagens e identificar possíveis situações de risco, agilizando o acionamento das equipes responsáveis durante o processo eleitoral. Planeje o deslocamento Recomenda-se que os eleitores consultem previamente o local de votação, programem o deslocamento e, especialmente nos pontos de maior movimento, cheguem com antecedência. Durante a votação, a orientação é seguir as instruções das equipes de segurança e dos agentes de trânsito, respeitar as áreas de circulação e evitar situações que possam dificultar o acesso de pedestres ou veículos de emergência.
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Entenda como funciona o Hospital de Base, um gigante da saúde pública do DF
Há unidades de saúde para onde o paciente vai quando precisa de atendimento. E há aquelas para onde ele é encaminhado quando o caso exige estrutura, equipes especializadas e recursos de alta complexidade. Há 66 anos, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) ocupa esse papel na rede pública de saúde. Inaugurado em 12 de setembro de 1960, o hospital é referência do Sistema Único de Saúde (SUS) e recebe pacientes encaminhados de diferentes regiões do Distrito Federal e de outros estados. Na unidade, são realizados desde atendimentos de urgência e consultas ambulatoriais até cirurgias complexas, transplantes, tratamentos oncológicos e cuidados intensivos. O Hospital de Base faz atendimentos desde casos de urgência e consultas ambulatoriais até cirurgias complexas, transplantes, tratamentos oncológicos e cuidados intensivos | Fotos: Divulgação Cerca de 1,7 mil pessoas circulam diariamente pelo Hospital de Base. Com 5.455 colaboradores, 789 leitos e mais de 40 especialidades, a unidade reúne pronto-socorro, ambulatório, unidades de internação e de terapia intensiva, centro cirúrgico, serviços de diagnóstico e tratamento e assistência multiprofissional. O que é atendido no Hospital de Base Uma das características do HBDF é a diversidade de serviços oferecidos. Isso, no entanto, não significa que qualquer pessoa com um problema de saúde deva procurar diretamente a unidade. No ambulatório, consultas e procedimentos são agendados conforme os fluxos de regulação. Atualmente, o setor dispõe de 122 salas assistenciais, distribuídas em 28 especialidades médicas e não médicas, com capacidade operacional de aproximadamente 1,6 mil agendamentos por dia. Entre as especialidades estão cardiologia, cirurgia cardiovascular, cirurgia oncológica, neurocirurgia, neurologia, oncologia, ortopedia, nefrologia, hematologia, oftalmologia, pneumologia, urologia, gastroenterologia, endocrinologia, infectologia, mastologia, psiquiatria e reumatologia, entre outras. Também fazem parte da assistência ambulatorial serviços de enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, psicologia, serviço social e terapia ocupacional. O Hospital de Base recebe situações de maior gravidade, especialmente nas áreas de trauma, cardiologia, neurologia, neurocirurgia, oftalmologia, cirurgia vascular, otorrinolaringologia e oncologia No pronto-socorro, o perfil de atendimento é diferente. O Hospital de Base recebe situações de maior gravidade, especialmente nas áreas de trauma, cardiologia, neurologia, neurocirurgia, oftalmologia, cirurgia vascular, otorrinolaringologia e oncologia, além de pacientes com complicações relacionadas a tratamentos de quimioterapia e radioterapia. O setor conta com 115 leitos e recursos especializados para atender quem necessita de cuidados compatíveis com o perfil assistencial do hospital. Quando a urgência exige alta complexidade Parte desses pacientes chega encaminhada por outras unidades da rede. Por isso, quem precisa de atendimento médico de menor complexidade deve procurar inicialmente uma Unidade Básica de Saúde (UBS), uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou o hospital regional, de acordo com a situação. Para o diretor de Atenção à Saúde do instituto que administra o hospital, Edson Gonçalves, a definição do local de atendimento é importante para garantir que cada paciente seja direcionado à unidade mais adequada às suas necessidades. "O Hospital de Base tem um papel muito específico dentro da rede pública: receber e cuidar de pacientes que precisam de atendimento de maior complexidade" Edson Gonçalves, diretor de Atenção à Saúde “O Hospital de Base tem um papel muito específico dentro da rede pública: receber e cuidar de pacientes que precisam de atendimento de maior complexidade. São pessoas que necessitam de equipes especializadas, exames, procedimentos ou tratamentos que exigem uma estrutura hospitalar preparada para casos mais graves. Por isso, o paciente não precisa escolher o Base por conta própria. Na maioria das situações, ele chega ao hospital encaminhado pela própria rede de saúde, de acordo com a necessidade de cada caso”, explica. O funcionamento em rede permite que os hospitais e demais unidades do SUS atuem de forma complementar. Enquanto outros pontos de atenção recebem casos que podem ser resolvidos nesses níveis, o HBDF concentra recursos e equipes preparados para situações de maior gravidade. Entre os atendimentos estão politraumas, emergências cardiovasculares, neurocirurgia, cirurgia cardiovascular, assistência onco-hematológica e transplantes. A unidade dispõe ainda de serviços como hemodinâmica, medicina nuclear, radioterapia, quimioterapia, endoscopia digestiva e respiratória, anatomia patológica, laboratório clínico, diagnóstico por imagem, métodos gráficos e eletrofisiologia. Essa concentração permite que o paciente tenha acesso, dentro do próprio hospital, a diferentes etapas da investigação e do tratamento. Um hospital que recebe pacientes de todo o país A complexidade dos serviços faz com que o Hospital de Base receba pacientes de diferentes localidades. A unidade é referência não apenas para moradores do Distrito Federal, mas também para pessoas encaminhadas de outros estados em busca de tratamentos que não estão disponíveis em todos os hospitais públicos. Maria de Fátima Ramos Pereira veio de Caldas Novas (GO) e encontrou no Hospital de Base tratamento para pé torto congênito Esse é o caso de Maria de Fátima Ramos Pereira, de 25 anos, moradora de Caldas Novas (GO). Desde criança, ela convivia com as dificuldades causadas pelo pé torto congênito e nunca teve acesso ao cuidado necessário. Vinda de uma família humilde, Maria de Fátima não teve condições de corrigir a condição na infância. Foi no Hospital de Base que ela conseguiu caminhar com os pés alinhados pela primeira vez. “Eu nunca consegui usar um sapato comum e passei por muitos traumas. Cheguei a me preparar para uma cirurgia, mas ela não aconteceu porque o médico da época considerou o método muito invasivo”, relembra. Maria de Fátima conheceu o trabalho desenvolvido pelo ortopedista do HBDF, Davi Haje, por meio de uma reportagem exibida no programa Fantástico, que mostrava os resultados da técnica utilizada no hospital. Em 2026, ela realizou o procedimento na unidade. Segundo o médico, o pé torto congênito é uma alteração em que o pé fica voltado para dentro e, quando não tratada, pode levar o paciente a apoiar o peso do corpo sobre o dorso do pé. “É uma condição de origem multifatorial, com importante componente genético, que afeta cerca de um a cada mil nascimentos. Muitos desses pacientes nunca receberam tratamento e passam a vida sem conseguir usar um calçado convencional”, explica Haje. Hoje, Maria de Fátima já consegue calçar um sapato fechado e caminhar com os pés alinhados. Um gesto simples para a maioria das pessoas, mas carregado de significado para quem conviveu durante anos com limitações. “Para outras pessoas, pode parecer algo pequeno, mas, para nós, é uma conquista enorme”, celebra a paciente. O Hospital de Base é referência no atendimento de adultos com pé torto congênito. Ao adaptar para esse público uma técnica já consolidada no tratamento infantil, a unidade ampliou as possibilidades de reabilitação e passou a receber pacientes de diferentes regiões do país em busca desse cuidado especializado. Um gigante por dentro O HBDF tem 789 leitos entre pronto-socorro, internação, terapia intensiva e psiquiatria Os 789 leitos do Hospital de Base estão distribuídos entre pronto-socorro, internação, terapia intensiva e psiquiatria. Nas unidades de internação estão pacientes de áreas como ortopedia e bucomaxilofacial, neurocirurgia, cardiologia e cirurgia cardíaca, cirurgia geral, cirurgia oncológica, neurologia, hematologia, nefrologia, transplante, oncologia, pneumologia, urologia, infectologia, gastroenterologia e reumatologia. A terapia intensiva reúne 86 leitos, distribuídos entre UTIs geral, coronariana, de trauma, cirúrgica, pediátrica e neurocirúrgica, além das estruturas de centro de trauma e neurocárdio. O cuidado também envolve diferentes categorias profissionais. Enfermagem, farmácia clínica, nutrição, psicologia, fisioterapia, serviço social, fonoaudiologia e terapia ocupacional, entre outras áreas, participam do acompanhamento dos pacientes. 122 Número de programas de residência médica mantidos no HBDF O Hospital de Base também é cenário de ensino, pesquisa e formação profissional, com 122 programas de residência médica e multiprofissional. A unidade conta, ainda, com centro de simulação realística, salas de estudo e biblioteca. Inaugurado poucos meses depois de Brasília, o Hospital de Base passou a fazer parte da história da capital e da própria estruturação da rede pública de saúde do Distrito Federal. Ao completar 66 anos, mantém uma característica que acompanha sua trajetória: concentrar assistência especializada, tecnologia e diferentes equipes para atender pacientes que necessitam de cuidados de maior complexidade. Consultas e procedimentos ambulatoriais O atendimento ambulatorial é realizado mediante agendamento. Na maioria dos casos, o paciente deve procurar inicialmente uma UBS para avaliação e, quando houver indicação de atendimento especializado, é encaminhado via Sistema Nacional de Regulação (Sisreg). O ambulatório também recebe consultas de retorno e pacientes egressos da emergência ou da internação. Alguns serviços possuem fluxo próprio de agendamento, como determinadas demandas da oncologia, da urologia e para vacinação, conforme critérios e protocolos institucionais. Horário de funcionamento Atendimento ambulatorial: das 6h às 12h e das 13h às 18h; Quimioterapia e radioterapia: até as 22h; Radiologia, laboratório, hemodinâmica, endoscopia respiratória e endoscopia digestiva: 24 horas. O Hospital de Base adota atendimento com hora marcada, check-in e fluxos definidos para entrada e saída dos pacientes, contribuindo para a organização do atendimento e a redução de filas e do tempo de permanência na unidade.
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GDF moderniza e agiliza processo de compras
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Governo do Distrito Federal (GDF) regulamentou, nesta quinta-feira (10/9), o uso da plataforma Contrata + Brasil. O sistema digital funciona como um marketplace de compras públicas, desenvolvido pelo governo federal para simplificar, padronizar e desburocratizar a aquisição de bens e a contratação de serviços por parte da Administração Pública no DF. Com a nova medida, todas as contratações feitas por meio da ferramenta deverão estar obrigatoriamente alinhadas ao Plano de Contratações Anual (PCA) de cada órgão ou entidade do GDF. A emissão de diretrizes, capacitação e acompanhamento da plataforma ficarão sob a responsabilidade da Subsecretaria de Compras Governamentais, vinculada à Secretaria de Economia (Seec-DF). A plataforma estabelece critérios transparentes para a seleção de fornecedores, que devem seguir rigorosamente os princípios da Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021). Aspectos como qualidade, pontualidade, conformidade do objeto e satisfação da necessidade pública serão monitorados continuamente. Caso o fornecedor discorde da avaliação registrada pelo órgão contratante, terá o prazo de até cinco dias úteis, após a notificação, para apresentar sua manifestação. O decreto traz diretrizes de tratamento diferenciado e favorecido para microempresas, empresas de pequeno porte e produtores rurais locais. Nas hipóteses previstas em lei, a medida simplifica o fluxo dos processos administrativos, com potencial para acelerar as contratações que se enquadrem nos requisitos da plataforma. A Seec-DF disponibilizará manuais didáticos com passo a passo sobre como utilizar a ferramenta, tanto para servidores públicos quanto para fornecedores. *Com informações da Secretaria de Economia
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Monitoramento eletrônico auxilia na prisão de agressor após descumprimentos de medidas protetivas no DF
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O acompanhamento eletrônico de autores de violência doméstica realizado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) resultou em mais uma prisão após reiterados descumprimentos de medidas determinadas pela Justiça. O mandado foi expedido nesta quinta-feira (10/9) e cumprido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O homem era monitorado eletronicamente desde 22 de julho, por determinação do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Águas Claras. Desde então, a vítima também estava inserida no sistema de proteção e acompanhamento da Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas (DMPP), vinculada à SSP-DF. Durante o período de monitoramento, a DMPP identificou reiterados descumprimentos das medidas impostas ao agressor. As violações foram comunicadas aos órgãos competentes, permitindo o acompanhamento da situação e a adoção das providências cabíveis. Durante o período de monitoramento, a DMPP identificou reiterados descumprimentos das medidas impostas ao agressor | Foto: Arquivo/Agência Brasília Diante da reincidência das violações e das informações encaminhadas pela Diretoria, a Justiça expediu mandado de prisão contra o monitorado em 10 de setembro. A ordem judicial foi cumprida por uma equipe da PCDF, que localizou o homem e o conduziu à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (Deam II), onde foram realizados os procedimentos relativos ao cumprimento do mandado. Proteção e resposta O monitoramento eletrônico integra as estratégias adotadas no Distrito Federal para ampliar a proteção de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A tecnologia permite acompanhar o cumprimento das determinações judiciais e identificar situações de descumprimento, possibilitando o acionamento dos mecanismos de proteção e a comunicação às autoridades competentes. A atuação da DMPP ocorre de forma articulada com as forças de segurança e o sistema de Justiça. Quando são identificadas violações das condições estabelecidas judicialmente, as informações são registradas e encaminhadas para subsidiar a adoção das providências pertinentes. Monitoramento de pessoas protegidas Em 2026, 21 prisões já foram realizadas em situações acompanhadas pela diretoria A prisão registrada nesta semana é a primeira decorrente da atuação da DMPP no mês de setembro. Em 2026, 21 prisões já foram realizadas em situações acompanhadas pela diretoria. Desde a implantação da iniciativa, 154 prisões foram contabilizadas. O resultado reforça o papel do acompanhamento contínuo no cumprimento das medidas determinadas judicialmente e na prevenção de novas situações de violência. A SSP-DF mantém o monitoramento como parte das ações voltadas à proteção das vítimas e à responsabilização dos autores que descumprem as determinações impostas pela Justiça. *Com informações da SSP-DF
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Hospital de Base chega aos 66 anos entre histórias, inovação e avanços
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. “Quando cheguei aqui foi outra história. O Hospital de Base foi tudo para mim. Fui acolhida, tratada. Esse hospital salvou a minha vida.” A declaração é de Maria de Lourdes Gomes do Nascimento, de 61 anos, que há cerca de duas décadas chegou ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) com leucemia. Curada após o tratamento, ela escolheu voltar ao lugar que marcou sua história. Há 16 anos atua como voluntária e acolhe pessoas que, como ela, chegam em busca de cuidado. A trajetória de Maria é uma entre milhões que atravessam os corredores do Base, que completa 66 anos neste sábado (12). Inaugurado em 12 de setembro de 1960, apenas cinco meses após a fundação de Brasília, o hospital cresceu junto com a capital e chega ao aniversário como referência em alta complexidade, com ampliação da assistência, novas tecnologias e projetos que apontam para o futuro. A trajetória de Maria é uma entre milhões que atravessam os corredores do Base, que completa 66 anos neste sábado (12) | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF Desde 2019, sob gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), foram aproximadamente 4,7 milhões de atendimentos ambulatoriais, mais de 85 mil procedimentos cirúrgicos e aproximadamente 560 transplantes. Atualmente, o HBDF dispõe de 789 leitos, sendo 86 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e reúne mais de 40 especialidades médicas e não médicas. Antes de chegar ao Base, Maria havia passado por diferentes hospitais. Fraqueza intensa, dores e hematomas pelo corpo faziam parte de uma rotina de incertezas até que, após conseguir um exame por conta própria, recebeu o diagnóstico de leucemia. “Eu estava definhando, morrendo sem o diagnóstico”, lembra. Transferida para o HBDF, passou quase seis meses em tratamento, entre internações e retornos. Depois de curada, decidiu transformar a própria experiência em cuidado com outras pessoas e tornou-se voluntária na unidade. Para a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, histórias como a de Maria ajudam a traduzir o significado do hospital para a população. “Vejo isso, por exemplo, nos pacientes oncológicos que chegam acreditando que ali encontrarão uma possibilidade de recuperar a saúde e seguir suas vidas. É muito gratificante perceber a confiança das pessoas no Base e saber que o hospital faz diferença em momentos tão importantes de suas histórias”, pontua. Assistência cresce e amplia alcance A evolução das consultas especializadas ajuda a dimensionar as transformações dos últimos anos. Em 2019, o hospital registrou 74.027 consultas médicas especializadas. Em 2025, foram 293.737, quase quatro vezes o volume contabilizado seis anos antes. Em 2026, o levantamento registra 197.294 consultas até o início de setembro. “O Hospital de Base é feito, antes de tudo, de pessoas cuidando de pessoas. Temos equipes altamente especializadas e profissionais que conhecem a dimensão e a responsabilidade de trabalhar em uma unidade que recebe pacientes de alta complexidade. Os números são importantes, mas cada atendimento representa uma vida e uma família que confiaram no nosso trabalho”, avalia o superintendente do HBDF, Paulo Saad. Em 2019, o hospital registrou 74.027 consultas médicas especializadas. Em 2025, foram 293.737 A atividade cirúrgica também avançou. O número de procedimentos passou de 13.436 em 2020 para 19.233 em 2025, crescimento de aproximadamente 43%. Em 2026, já são 12.403 cirurgias até início de setembro. Desde 2019, o Base também fortaleceu áreas estratégicas, como oncologia, cardiologia, nefrologia, transplantes, medicina nuclear, ortopedia e traumatologia. Um dos destaques está no atendimento ao trauma. O HBDF abriga o primeiro Centro de Trauma do Centro-Oeste e foi o quinto do Brasil a receber a Certificação Platinum da Linha de Cuidado do Paciente de Trauma. A unidade soma ainda 42 habilitações ativas, entre elas a de transplante de medula óssea. Para o chefe do Centro de Trauma do HBDF, Renato Lins, o reconhecimento representa um marco para a instituição. “Mais do que um título, essa conquista reconhece um trabalho construído diariamente há anos por uma equipe multiprofissional, com organização, capacitação, estrutura e compromisso com a segurança e a qualidade do atendimento a toda a população do Distrito Federal”, afirma. Na oncologia, entre 2019 e 2026, foram registradas mais de 187 mil consultas de pacientes com câncer, quase 6 mil cirurgias oncológicas e mais de 351 mil sessões de quimioterapia. O HBDF abriga ainda o Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), que reúne diferentes etapas do diagnóstico e do tratamento. Tecnologia muda a forma de cuidar Ao mesmo tempo em que amplia a assistência, o Hospital de Base incorpora recursos que aumentam as possibilidades de diagnóstico e tratamento. Em dezembro de 2025, o HBDF colocou em funcionamento o primeiro vídeo-EEG da rede pública do Distrito Federal, ampliando a capacidade de diagnóstico de epilepsia e outras alterações neurológicas. No mesmo ano, recebeu uma nova ressonância magnética, a única da rede pública do DF com capacidade para realizar exames com sedação. O diagnóstico por imagem também passa por modernização, com a aquisição de dois novos tomógrafos A Hemodinâmica ganhou um novo angiógrafo destinado a procedimentos minimamente invasivos e equipado com recursos de inteligência artificial. Na Medicina Nuclear, o hospital é referência na rede pública para exames de alta complexidade, como o PET/CT. Na radioterapia, está prevista a incorporação de dois aceleradores lineares para ampliar a estrutura destinada ao tratamento do câncer. O diagnóstico por imagem também passa por modernização, com a aquisição de dois novos tomógrafos, além de um novo arco cirúrgico para suporte intraoperatório e um aparelho de raio X telecomandado para exames dinâmicos e contrastados. Outra frente é a radiointervenção, com equipe médica especializada em procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem, como biópsias, drenagens e intervenções vasculares. Na prática, esses recursos ampliam a capacidade diagnóstica, tornam procedimentos mais precisos e permitem tratamentos menos invasivos. Novo Centro Cirúrgico aponta para o futuro Entre os projetos em andamento está o novo Centro Cirúrgico, que terá 16 salas operatórias e uma sala de recuperação pós-anestésica com 16 leitos. O complexo também está sendo preparado para receber cirurgia robótica. A nova estrutura surge em um cenário de crescimento da atividade cirúrgica e abre caminho para ampliar a capacidade do hospital, incorporar tecnologias e oferecer melhores condições para pacientes e equipes. Para Eliane Abreu, os avanços precisam estar diretamente ligados ao cuidado. “Queremos deixar para as próximas gerações um hospital ainda mais acolhedor, inovador e preparado para incorporar novas tecnologias, sem jamais se desconectar da essência assistencial e do cuidado humanizado. Inovação só faz sentido quando chega ao paciente e melhora a vida das pessoas”, ressalta. Eliane Abreu, presidente do IgesDF: “O Hospital de Base é complexo, resolutivo e gigante. É na assistência, no dia a dia das equipes, que gestão e cuidado se transformam em resultado para o paciente” Um hospital feito por pessoas Por trás dos equipamentos, salas, consultas e procedimentos estão os profissionais que mantêm uma das estruturas hospitalares mais complexas do Distrito Federal em funcionamento. O HBDF conta com 5.455 trabalhadores. Desse total, 424 atuam em serviços terceirizados, como cozinha, recepção, segurança e manutenção. A enfermagem representa o maior contingente, com 2.421 profissionais, entre 585 enfermeiros e 1.836 técnicos de enfermagem. O corpo médico reúne 1.181 profissionais, enquanto as equipes multiprofissionais somam 1.022 trabalhadores. Na área administrativa, são 407 colaboradores. É essa dimensão humana que a presidente do IgesDF associa à trajetória do Base. “Quando olho para essa unidade, vejo muito mais do que sua estrutura. Vejo o corpo clínico, a enfermagem, as equipes multiprofissionais, os voluntários e os profissionais terceirizados que ajudaram a construir esse legado. Meu reconhecimento e minha admiração são diários, porque são as pessoas, com seu senso de pertencimento e dedicação, que fazem a diferença no hospital”, afirma. A assistência convive ainda com ensino, pesquisa e formação profissional. O HBDF é cenário para 122 programas de residência médica e multiprofissional, além dos programas multiprofissionais do IgesDF. Atualmente, registra 61 pesquisas não patrocinadas aprovadas e 19 estudos patrocinados em andamento. Centro de Simulação Realística, salas de estudo e biblioteca complementam essa estrutura. Aos 66 anos, passado e futuro se encontram em um hospital que cresceu junto com Brasília e continua se transformando para acompanhar as necessidades da população. “O Hospital de Base chega aos 66 anos olhando para a própria história com orgulho, mas também com a responsabilidade de continuar avançando. Temos um legado construído por muitas gerações e, hoje, seguimos trabalhando para entregar um hospital cada vez mais moderno, eficiente e acolhedor. O futuro do Base continua sendo construído todos os dias, por quem trabalha aqui e por cada paciente que confia em nosso cuidado”, avalia Paulo Saad. Do primeiro atendimento ao procedimento de alta complexidade, da formação de novos profissionais à incorporação de tecnologias, cada avanço tem um destinatário comum: o paciente. “O Hospital de Base é complexo, resolutivo e gigante. É na assistência, no dia a dia das equipes, que gestão e cuidado se transformam em resultado para o paciente”, observa Eliane Abreu. *Com informações do IgesDF
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Grupo Viva Leve encerra turma com resultados positivos no cuidado de pacientes com doenças crônicas
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Taguatinga encerrou, na quinta-feira (10/9), mais uma turma do grupo Viva Leve. A iniciativa é voltada ao cuidado integrativo de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão, dislipidemia, obesidade e dores crônicas. Semanalmente, o grupo promove ações de educação em saúde e acompanhamento multidisciplinar, com foco na mudança de hábitos e na melhoria da qualidade de vida. Ao longo dos três meses de acompanhamento, os participantes apresentaram resultados que vão além da perda de peso. Segundo a nutricionista Raquel Cota, coordenadora do grupo, foram registrados relatos de mudanças na alimentação, na rotina e na forma de lidar com os desafios relacionados à saúde. “A gente quer que eles percam peso, mas a gente quer uma mudança de estilo de vida”, explica a nutricionista. Grupo Viva Leve busca estimular mudanças de hábitos e um estilo de vida mais saudável. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Para Raquel, um dos resultados mais significativos é o efeito multiplicador da iniciativa: os conhecimentos e hábitos trabalhados durante os encontros são levados para o ambiente familiar, contribuindo para mudanças que alcançam outras pessoas além dos pacientes acompanhados diretamente pelo grupo. “Os benefícios sentidos pelos participantes do Grupo Viva Leve vão além da saúde física, com impactos positivos também na saúde emocional e na socialização”, completa a nutricionista. Benefícios sentidos pelos participantes do grupo vão além da saúde física, impactando também a saúde emocional e a socialização dos participantes O Viva Leve conta com a participação de diferentes profissionais da UBS, como nutricionista, fisioterapeuta e enfermeiros. O acesso ocorre por meio de encaminhamento das equipes de Saúde da Família. A próxima turma terá início em 24 de setembro e já conta com mais de 30 pessoas na lista de espera. A proposta é que o grupo funcione como um ponto de partida para a adoção de hábitos mais saudáveis e para a continuidade do cuidado na própria unidade. Para participar dos grupos de cuidado integrado, procure sua UBS de referência. Clique aqui e confira qual é a sua UBS de referência. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Semana começa com 1,3 mil vagas nas agências do trabalhador
As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 1.390 vagas abertas nesta segunda-feira (14). As oportunidades contemplam candidatos com diferentes níveis de escolaridade, incluindo opções para quem já tem experiência e também para aqueles que buscam ingressar pela primeira vez no mercado de trabalho. Entre as vagas disponíveis, as maiores remunerações do dia são para os cargos de supervisor de lavanderia, com duas vagas, e técnico de segurança do trabalho, com uma vaga. Ambos oferecem salário de R$ 3,5 mil, além dos benefícios. Com 175 vagas, o cargo de operador de caixa lidera entre as oportunidades disponíveis. A remuneração chega a R$ 1,7 mil, além de benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Mesmo que nenhuma das ofertas do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram. Empregadores e empreendedores que desejam oferecer vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou por e-mail. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador.
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Passo a passo (vídeo)
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