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Produção artesanal ganha regulamentação e selo próprio no Distrito Federal 

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Produtores que trabalham com alimentos de forma artesanal no Distrito Federal passam a contar com regras específicas para o reconhecimento dessa produção. Publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) nesta sexta-feira (21), o Decreto nº 49.215 regulamenta a produção artesanal de produtos de origem animal, vegetal e fúngica e estabelece os procedimentos para a validação da artesanalidade. A medida regulamenta a Lei nº 7.710, de 2025, e cria o Selo Artesanal do DF, identificação oficial que poderá ser utilizada em produtos reconhecidos como artesanais, conforme os critérios previstos na legislação. O decreto também regulamenta a concessão do Selo Arte, previsto na legislação federal e válido em todo o território nacional. Queijos caseiros estão entre os produtos artesanais que poderão ganhar certificados por meio dos selos recém-criados | Foto: Divulgação/Seagri-DF Para obter o reconhecimento, o produto deverá atender a critérios como predominância de técnicas manuais, produção em pequena escala, preservação de características culturais, tradicionais ou regionais e domínio do processo produtivo pelo próprio produtor. O uso de máquinas, equipamentos e tecnologias também será permitido, desde que não descaracterize a produção artesanal, podendo contribuir para melhorar as condições de higiene, a eficiência do processo e a qualidade da atividade produtiva. A norma também valoriza o uso de matérias-primas próprias e regionais, com preferência para produtos provenientes da agricultura familiar e da própria unidade produtiva, contribuindo para a autenticidade e a rastreabilidade dos alimentos. O decreto estabelece ainda regras para o uso de determinados ingredientes e aditivos e determina o cumprimento das normas sanitárias e das boas práticas agropecuárias e de fabricação. Avaliação da artesanalidade A avaliação dos pedidos de reconhecimento da artesanalidade será feita com a participação do Conselho de Produtos Artesanais do Distrito Federal, colegiado que reúne representantes de diferentes áreas ligadas à produção, fiscalização e pesquisa. A inspeção e a fiscalização dos processos de elaboração terão caráter prioritariamente orientador, conforme previsto na regulamentação. Produtores terão maios clareza e segurança jurídica a partir da nova regulamentação  Com as novas regras, os produtores que atenderem aos critérios terão um procedimento definido para solicitar o reconhecimento da artesanalidade e, posteriormente, utilizar a identificação oficial correspondente. A medida busca valorizar a produção em pequena escala e preservar produtos associados a saberes, técnicas e características tradicionais de diferentes produtores e regiões do Distrito Federal. Benefícios para produtores e consumidores Para os produtores, a regulamentação representa maior segurança jurídica e clareza sobre os requisitos necessários para o reconhecimento da produção artesanal. A possibilidade de utilizar uma identificação oficial também contribui para diferenciar esses produtos no mercado, valorizar seus atributos e ampliar as oportunidades de comercialização. O reconhecimento pode ainda fortalecer pequenos negócios, agricultores familiares e empreendedores que mantêm técnicas tradicionais de produção, permitindo que seus produtos sejam associados oficialmente à origem, à identidade e aos saberes que caracterizam a produção artesanal. Nos casos em que forem atendidos os requisitos específicos, o Selo Arte amplia esse potencial ao permitir a comercialização do produto em todo o território nacional. A medida contribui para preservar conhecimentos e práticas tradicionais, estimular a produção local e fortalecer a agricultura familiar e as cadeias produtivas do DF. Ao mesmo tempo, estabelece parâmetros para que a valorização do artesanal esteja associada ao cumprimento das exigências sanitárias e às boas práticas de produção. A identificação oficial também facilita ao consumidor reconhecer produtos que passaram por um processo formal de avaliação da artesanalidade. Dessa forma, a regulamentação busca aproximar valorização cultural, desenvolvimento econômico e segurança dos alimentos, criando um ambiente mais favorável tanto para quem produz quanto para quem consome. Ao estabelecer critérios claros sem impedir o uso de tecnologias que contribuam para a higiene, a qualidade e a eficiência dos processos, o decreto procura conciliar a preservação das características artesanais com as necessidades atuais de produção e segurança dos alimentos.   *Com informações da Emater-DF

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Para manutenção na rede, cinco regiões terão fornecimento de energia suspenso nesta terça (25)

Nesta terça-feira (25), serviços de melhoria e modernização da rede elétrica serão realizados em áreas de Planaltina, Samambaia, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Varjão e Vicente Pires. Para garantir a segurança das equipes e da população, o fornecimento de energia será suspenso durante a execução dos trabalhos. Em Planaltina e Samambaia, os serviços ocorrerão das 9h às 15h. Em Planaltina, a manutenção será realizada no Núcleo Rural Taquara, DF-250, km 40, Chácara Palmito. Em Samambaia, os trabalhos serão feitos na QS 304, conjuntos 02, 03, 05, 06 e 07, e na QS 308, Conjunto 05. Em Vicente Pires, no mesmo horário, os serviços ocorrerão na Colônia Agrícola Vicente Pires, chácaras 185, 186 e 228. No SIA, a manutenção será das 10h às 16h, no Setor de Oficinas Norte, Quadra 04, conjuntos A, C, D, E, F e I. Já no Varjão, os trabalhos serão realizados das 14h às 16h, no Trecho 5, Chácara Salinas 208, Otávio Albuquerque Mansur. Caso o trabalho termine antes do previsto, a rede voltará a ser energizada. Além dos desligamentos programados, pode ocorrer a interrupção de energia em alguma região, sem comunicação prévia. Nesses casos, a população pode registrar a ocorrência pelo telefone 116. Clientes com deficiência auditiva e de fala podem acessar o atendimento pelo 0800 701 01 55, desde que utilizem aparelho adaptado.

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Conheça os direitos de pessoas com deficiência no transporte público do DF

Na busca pela inclusão e pela garantia dos direitos previstos na Constituição brasileira, foram criadas, nas últimas décadas, leis e mecanismos para que as pessoas com deficiência possam exercer plena cidadania. É o caso do colar de girassol, da Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (Carteira CadPcD) e do Cartão Especial, que garante gratuidade no transporte público. E nenhum deles substitui o outro. O colar de girassol identifica pessoas com deficiências, síndromes ou doenças que não são visíveis fisicamente. Ele foi regulamentado para validar o direito ao atendimento preferencial e evitar constrangimentos. O uso é opcional e não dispensa a apresentação da Carteira CadPcD. No transporte público, o girassol garante acesso ao embarque prioritário, assentos preferenciais nos ônibus e metrô, mas para transpor a catraca é necessário apresentar também o Cartão Especial. O girassol representa um pedido discreto por empatia, paciência e compreensão no dia a dia. Ele está regulamentado pela Lei Federal nº 14.624, de 17 de julho de 2023. No DF, o uso do colar é amparado pela Lei Distrital nº 6.842, de 29 de abril de 2021, e regulamentado pelo Decreto nº 45.230, de 1º de dezembro de 2023. Entre as deficiências ocultas ou invisíveis, estão condições como: autismo, TDAH, surdez, epilepsia, fibromialgia e demência. Contudo, o fato de a pessoa não portar o colar, não prejudicará o exercício dos seus direitos e das suas garantias previstos em lei. Carteira de Identificação de PcD O Passe Livre Especial, ou Cartão Especial, é um benefício específico, com critérios próprios e processo de concessão | Foto: Divulgação A Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (Carteira CadPcD) foi instituída por meio da Lei Distrital nº 6.809/2021 e regulamentada pelo Decreto nº 42.363/2021. É com ela que a pessoa com deficiência acessa benefícios econômicos e sociais garantidos por políticas públicas, ou seja, previstos em lei. O documento é expedido e renovado gratuitamente. Para obter a CadPcD, o cidadão precisa fazer o Cadastro da Pessoa com Deficiência, em site próprio. Conforme o art. 1º da referida lei, a carteira só é emitida para pessoas com deficiência de natureza física, auditiva, visual, mental ou múltipla. Ela pode ser especialmente importante quando a deficiência não é aparente. Cartão Especial O Passe Livre Especial, ou Cartão Especial, é um benefício específico, com critérios próprios e processo de concessão que envolve documentação, laudo médico e análise conforme a legislação vigente. Podem solicitá-lo pessoas com insuficiência renal e cardíaca crônica, portadores de câncer, de HIV, de anemias congênitas (falciforme e talassemia) e coagulatórias congênitas (hemofilia), além de pessoas com deficiência física, sensorial ou mental. O cadastro pode ser feito neste site ou presencialmente, na estação do metrô da 112 Sul, em posto especializado no atendimento dos serviços do Cartão Especial. Após o preenchimento, é feita uma análise conclusiva e a validação dos laudos médicos apresentados, requisito indispensável para a liberação do benefício. Empatia e garantia de direitos É importante destacar que nem o colar de girassol nem a Carteira CadPcD concedem, por si só, gratuidade ao transporte público. Mais do que identificar uma deficiência, esses recursos ajudam a tornar visíveis necessidades que nem sempre podem ser percebidas. Por isso, é fundamental respeitar quem utiliza o colar ou apresenta uma carteira de identificação, evitando julgamentos e constrangimentos. Nem toda deficiência pode ser vista, mas toda pessoa merece ter seus direitos e necessidades respeitados.

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Celina Leão visita obras de infraestrutura para a saúde e participa de ação de acolhimento à população em situação de rua

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A governadora Celina Leão cumpriu, nesta sexta-feira (21/8), uma série de agendas em diferentes regiões do Distrito Federal, com foco na melhoria da infraestrutura da saúde pública e no atendimento à população em situação de rua. No Hospital Regional de Ceilândia (HRC), Celina acompanhou a conclusão de uma obra na pediatria. A intervenção recebeu investimento de aproximadamente R$ 516 mil que contemplou a recuperação da fachada, do hall de entrada e dos consultórios, além da substituição e recuperação de pisos, tratamento de paredes e adequações das instalações elétricas e hidrossanitárias. A ala de pediatria do HRC recebeu investimentos da ordem de R$ 516 mil | Fotos: Fabio Cruz/GDF A obra faz parte do conjunto de ações de recuperação e modernização da infraestrutura da rede pública de saúde. No HRC, a maternidade também passa por intervenções. A unidade conta, ainda, com um novo tomógrafo, já instalado e em funcionamento, ampliando a capacidade de diagnóstico e a resolutividade dos atendimentos. Em seguida, a governadora esteve no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) para acompanhar a implantação do novo centro de infusão, que terá capacidade para 20 novos leitos. Os serviços começaram em abril e incluíram reforma dos ambientes, adequações das instalações elétricas e hidráulicas, implantação da rede lógica e de dados, pintura e preparação da infraestrutura para os novos leitos. A intervenção foi executada pela Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF) e amplia a capacidade assistencial do HSVP, oferecendo melhores condições de atendimento aos pacientes e de trabalho para as equipes. Acolhimento à população em situação de rua Celina Leão tem defendido uma atuação que combine firmeza na organização dos espaços públicos com assistência às pessoas em situação de vulnerabilidade A terceira agenda foi dedicada à desmobilização de pontos de concentração de pessoas em situação de rua na Asa Norte. A iniciativa integra a estratégia do Governo do Distrito Federal (GDF) de aliar acolhimento, assistência social, atendimento de saúde e organização dos espaços públicos. Nas últimas semanas, o GDF intensificou as ações de abordagem e acolhimento em diferentes regiões, com equipes oferecendo encaminhamento para serviços de assistência, saúde e acolhimento. Durante as ações, Celina Leão tem defendido uma atuação que combine firmeza na organização dos espaços públicos com assistência às pessoas em situação de vulnerabilidade. “Vou devolver Brasília aos brasilienses e acolher as pessoas em situação de rua” Governadora Celina Leão “Vou devolver Brasília aos brasilienses e acolher as pessoas em situação de rua”, afirmou a governadora, ao destacar que o trabalho do governo busca oferecer alternativas de acolhimento e atendimento para quem está nas ruas. As ações também incluem a Operação Retorno, que permite o encaminhamento de pessoas em situação de rua para as cidades de origem quando essa é a opção escolhida e possível dentro da estratégia de atendimento.  

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Estiagem: reservatórios do Descoberto e de Santa Maria apresentam níveis superiores a 89%

Mesmo durante a estiagem — período com poucas chuvas —, dois dos principais reservatórios que abastecem o Distrito Federal estão com níveis elevados de capacidade: segundo dados da Adasa, no dia 20 deste mês, o reservatório do Descoberto estava com 89,2%, e o de Santa Maria, com 94%. O Descoberto abastece cerca de 64% da população de Brasília, enquanto o de Santa Maria, que integra o sistema Torto/Santa Maria, abastece cerca de 19% da população. Neste mesmo período no ano passado, os índices de capacidade desses reservatórios eram de 81% e 73%, respectivamente. Apesar dos níveis atuais apresentados, ressalta-se a importância do uso consciente da água enquanto hábito permanente. A fim de contribuir para manutenção e preservação dos recursos hídricos, existem práticas que podem ajudar a evitar desperdícios, sobretudo nos períodos de estiagem. O Descoberto abastece cerca de 64% da população de Brasília, enquanto o de Santa Maria, que integra o sistema Torto/Santa Maria, abastece cerca de 19% da população | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Entre as boas práticas que devem ser adotadas, recomenda-se: - Verificar regularmente possíveis vazamentos em casa; - Irrigar as plantas com regador em vez de mangueira; - Retirar os restos de comida da louça a ser lavada, usar uma bacia para colocar a louça enquanto passa o sabão e enxaguar todas de uma vez; - Manter piscinas cobertas fora do período de uso; - Usar baldes para lavar o carro, janelas etc.; - Reaproveitar a água da lavagem de roupas para lavar pisos e áreas externas; - Acumular várias peças de roupas sujas para usar a máquina de lavar apenas uma vez. Ao longo de todo o ano, mananciais, sistemas de produção e distribuição de água são monitorados. São feitas também ações de manutenção preventiva, interligação dos sistemas, controle operacional e redução de perdas. Esse trabalho visa à garantia da segurança hídrica do DF.

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Exposição inédita no Museu Nacional reúne documentos sobre a construção de Brasília

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Registros históricos mantidos sob guarda técnica por décadas saem dos bastidores do Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF) para protagonizar um encontro direto com a população. Em cartaz até 4 de outubro no Museu Nacional da República, a mostra inédita Utopias em construção: diálogos com o acervo do Arquivo Público do Distrito Federal coloca lado a lado acervos fundamentais do planejamento e da edificação da capital e produções de arte moderna e contemporânea. A exposição reúne cerca de 480 itens e obras ao todo, criando um amplo panorama crítico e visual. Desse conjunto, aproximadamente 120 objetos históricos pertencem diretamente ao acervo do ArPDF, incluindo fotografias inéditas, desenhos, plantas arquitetônicas originais, projetos, maquetes, mapas, documentos administrativos oficiais, filmes e narrativas cronológicas da transferência do centro do poder.  No acervo da utopia, cenas de Brasília sendo construída na prática: conexão com a realidade dos primórdios da capital | Foto: Fotos: Arquivo Público do DF "O Arquivo Público não existe apenas para guardar documentos. Nossa missão é preservar a memória coletiva e garantir que ela esteja acessível à sociedade" Hélio Júnior, arquivista A iniciativa propõe conectar os princípios fundadores da cidade com a sua realidade viva. A experiência é estruturada para imergir o visitante nas mentes centrais do modernismo — como Oscar Niemeyer, Lucio Costa e Athos Bulcão — e se desdobra ao colocar em perspectiva produções de nomes expressivos como Mariane Peretti, Rubem Valentim, Cildo Meireles, Alfredo Ceschiatti, Bruno Giorgi, Gastão Manoel Henrique, Di Cavalcanti e Cândido Portinari. Pertencimento Historicamente preservados para consultas acadêmicas e demandas técnicas, os documentos ganham papel cultural e educativo. Segundo o arquivista Hélio Júnior, a iniciativa marca um passo importante na democratização do acesso ao patrimônio documental brasileiro. "O Arquivo Público não existe apenas para guardar documentos. Nossa missão é preservar a memória coletiva e garantir que ela esteja acessível à sociedade", afirmou. O Arquivo Público do Distrito Federal é a instituição encarregada de recolher, preservar e dar acesso ao patrimônio documental do DF. O acervo registra todo o planejamento, a construção e o desenvolvimento de Brasília, além de possuir valor histórico com reconhecimento internacional: em 2007, a instituição teve o Fundo Novacap inscrito pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no programa Memória do Mundo (Memory of the World), atestando a importância perpétua de sua guarda. O Museu Nacional da República fica no Setor Cultural Sul, Lote 2, no Eixo Monumental, e a visitação é de terça a domingo, incluindo feriados, das 9h às 18h30. A entrada é franca, e a classificação indicativa da exposição é livre.

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GDF na Sua Porta: Taguatinga recebe mais de R$ 35 milhões para obras de infraestrutura urbana

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Taguatinga ganhará obras no sistema de esgoto, 5,3 km de calçadas, recuperação de 5,7 km de vias e novos espaços de esporte e lazer. Essas e outras intervenções integram um conjunto de 17 ordens de serviço que a governadora Celina Leão assinou nesta segunda-feira (24), durante a 14ª edição do GDF na Sua Porta. Os investimentos superam R$ 35 milhões. Governadora analisa projetos e cronograma das obras: “É muito importante porque, nessa parte de zeladoria, o administrador às vezes ficava fazendo ofícios para vários órgãos. A gente pega todas as demandas da população” | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “Taguatinga está recebendo todo um reforço”, enfatizou a governadora. “Esse GDF na Sua Porta é exatamente isso: entra com PECs [pontos de encontro comunitário], parquinhos novos e calçadas.” Ao explicar a proposta do programa, Celina destacou que as demandas são reunidas para evitar que a administração regional precise encaminhar pedidos separados a diferentes órgãos: “Esse é o 14º GDF na Sua Porta. É muito importante porque, nessa parte de zeladoria, o administrador às vezes ficava fazendo ofícios para vários órgãos. A gente pega todas as demandas da população”. Os recursos são do Tesouro do Distrito Federal e não incluem emendas parlamentares. Das ordens de serviço, 15 abrangem diferentes pontos da região administrativa. As outras duas tratam do sistema de esgoto do Setor Primavera. Saneamento no Setor Primavera As duas obras previstas para o Setor Primavera somam R$ 16,1 milhões e devem beneficiar cerca de 2 mil moradores, distribuídos entre aproximadamente 615 famílias. O maior investimento, de R$ 12,5 milhões, será destinado ao remanejamento do interceptor de esgoto, tubulação de maior porte que recebe o material coletado por redes menores. A segunda ordem de serviço prevê R$ 3,6 milhões para a construção de uma nova rede de esgoto na região. Calçadas, asfalto e drenagem R$ 3,4 milhões Recursos investidos nasa obras de 2,2 km de pistas Para a construção e a recuperação de cerca de 5,3 km de calçadas, serão destinados R$ 2,1 milhões. Segundo o administrador regional de Taguatinga, Ezequias Pereira da Silva, um dos trechos prioritários fica em frente aos residenciais Miami Beach e Long Beach, onde vivem mais de 5 mil pessoas. “As calçadas eram uma das nossas principais reclamações”, afirmou. Na malha viária, as ordens de serviço abrangem 2,2 km de pistas que passarão por fresagem, retirada da camada superficial desgastada antes da aplicação do novo asfalto, com investimento de R$ 3,4 milhões. Outros 3,5 km receberão recuperação asfáltica sem essa etapa, ao custo estimado de R$ 1 milhão. O conjunto inclui ainda R$ 2 milhões para a desobstrução das redes de drenagem e outros R$ 2 milhões para conter uma erosão na QNC 1, atrás do antigo Clube City. De acordo com o administrador regional, o problema atinge uma rota usada por veículos pesados e avança em direção às chácaras próximas. “Essa erosão é antiga”, pontuou Ezequias. “Ali é uma rota de escape de trânsito pesado, e o fluxo veicular é muito grande”. Também estão previstos 27 redutores de velocidade e cerca de mil metros de meios-fios, com investimento de R$ 241 mil. Duas passarelas serão recuperadas ao custo estimado de R$ 300 mil. Esporte, lazer e iluminação Sete quadras poliesportivas serão construídas, anunciou Celina Leão, com investimento de R$ 2,7 milhões. A Praça do Batalhão, na QNL, receberá um campo de grama sintética, orçado em R$ 1,3 milhão. O campo do Taguaparque e a área próxima ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) ganharão iluminação, serviço estimado em R$ 179 mil. “Acho que vai ser muito importante para o pessoal jogar à noite”, acrescentou a governadora. Aparelhos dos novos parquinhos serão feitos com madeira plástica, não mais com ferro As ordens de serviço também abrangem dez PECs, espaços públicos com aparelhos de ginástica. Cinco serão construídos e cinco passarão por recuperação, com investimento total de R$ 280 mil. Três parquinhos infantis serão instalados no novo modelo adotado pelo programa, ao custo de R$ 1,1 milhão. Outros quatro serão recuperados, com investimento de R$ 240 mil. Segundo Celina, os novos equipamentos serão feitos de madeira plástica. “Não tem mais parquinho de ferro na nossa gestão”, afirmou. O pacote contempla ainda cinco espaços do programa De Cara Nova, que tem como foco a recuperação de locais usados para o descarte irregular de resíduos, e mil serviços de poda de árvores. A 14ª edição do GDF na Sua Porta segue até sexta-feira (28/8). Durante a semana, a Administração Regional de Taguatinga disponibiliza 300 vagas para o agendamento de castrações de cães e gatos. Não é necessário levar o animal no momento da inscrição; a data do procedimento será marcada posteriormente em uma das clínicas responsáveis. O programa Criado em março deste ano, como primeiro ato oficial da governadora Celina Leão, o GDF na Sua Porta leva gabinetes móveis e serviços públicos às regiões administrativas. A iniciativa ouve os moradores, identifica prioridades locais e articula a atuação de órgãos e entidades para atender às demandas apresentadas. Com Taguatinga, o programa chega à 14ª edição. Ao todo, a governadora assinou 316 ordens de serviço para obras e manutenção da infraestrutura urbana, definidas a partir das demandas da população e do levantamento feito pelas administrações regionais. Ordens de serviço até o momento ⇒ Itapoã: 17 ⇒ Paranoá: 30 ⇒ Riacho Fundo II: 31 ⇒ Samambaia: 27 ⇒ 26 de Setembro: 9 ⇒ Ceilândia: 35 ⇒ Planaltina: 24 ⇒ Plano Piloto: 21 ⇒ São Sebastião: 17 ⇒ Recanto das Emas: 15 ⇒ Estrutural: 19 ⇒ Sobradinho e Sobradinho II: 35 ⇒ Sol Nascente/Pôr do Sol: 19 ⇒ Taguatinga: 17. 

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Atendimento especializado assegura direitos a migrantes, refugiados e apátridas no DF

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Distrito Federal conta com uma unidade pública socioassistencial voltada exclusivamente ao atendimento de migrantes, refugiados e apátridas vítimas de violação de direitos: o Centro de Referência Especializado de Assistência Social, o Creas Migrantes. Instituído formalmente em 2024, o serviço é pioneiro no país com essa especialização na rede de assistência social, oferecendo acolhimento humanizado, escuta qualificada e inclusão em programas sociais. Localizado na Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), próximo ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), o Creas Migrantes funciona das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, oferecendo atendimento em português, inglês, francês e espanhol, e inclusão em programas sociais para as vítimas de xenofobia, tráfico internacional de pessoas, além de dificuldades de integração envolvendo barreiras linguísticas e culturais. Também são realizados encaminhamentos para serviços de saúde, educação, provisão de documentos, entre outros. Os interessados podem comparecer diretamente à unidade, para avaliação, ou serem encaminhados formalmente por diversos órgãos. “Desde a sua criação, em 2024, o Creas Migrantes já recebeu pessoas de mais de 50 nacionalidades, com registros que chegam a incluir oito atendimentos diários. O público atendido é diverso em idade, escolaridade e trajetória social, unido pela busca por reconstrução de vida na capital federal. A maioria das pessoas que atendemos na unidade são venezuelanos, cubanos e haitianos”, explica o gerente do Creas Migrantes, Aquilles Brayner. O serviço de atendimento específico para migrantes internacionais é oferecido pela Sedes desde 2022 | Foto: Divulgação/Sedes-DF Dados da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), gestora da unidade, revelam que, de janeiro a julho deste ano, o principal obstáculo enfrentado pelo público foi a barreira cultural e linguística, presente em quase 43% dos casos. A situação de rua — muitas vezes circunstancial devido à falta de renda e moradia imediata — aparece em seguida, representando 25% dos registros. Outras demandas frequentes incluem dificuldade de integração comunitária (7,9%) e isolamento social (5,7%); situações de xenofobia (5,8%); ausência de vínculos locais ou passagem interestadual (4,4%); violência psicológica (2,6%); violência contra a mulher (1,9%), discriminação étnico-racial (1,9%) e risco à vida (1,9%). No âmbito da proteção social, cerca de 42% das pessoas cadastradas recebem o benefício do Bolsa Família, enquanto 58% ainda necessitam de orientação para inclusão em programas de transferência de renda. Como funciona O serviço de atendimento específico para migrantes internacionais é oferecido pela Sedes desde 2022, anteriormente por meio do Creas Diversidade. A equipe, composta por técnicos e especialistas de assistência social, trabalha em parceria com organizações específicas, como o Instituto de Migrações e Direitos Humanos (IMDH), voltado ao apoio jurídico, assistencial, de acolhida humanitária e ajuda na integração de migrantes internacionais no Brasil. Além disso, a unidade recebe apoio do Projeto Mobilang, da Universidade de Brasília (UnB), que disponibiliza intérpretes dos cursos de Letras para facilitar a comunicação durante atendimentos em idiomas específicos.   *Com informações da Sedes-DF

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