As obras da nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Águas Claras, na altura da Rua 22 Sul, entram na fase de acabamento e adequações prediais. Com investimento de R$ 17,6 milhões, o equipamento público terá cerca de 2.600 metros quadrados de área construída e 65 leitos modulares, para atendimento adulto e pediátrico. A estrutura integra o pacote de seis novas unidades, aposta do Governo do Distrito Federal (GDF) para fortalecer a rede de urgência e emergência.
A visita a Águas Claras abre a série de reportagens da Agência Brasília sobre o plano de expansão da rede pública de saúde. Além da cidade, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges), responsável pelas Upas, constrói outras cinco unidades — em Água Quente, Estrutural, Guará, Sol Nascente e Taguatinga.
“A gente sabe que precisa melhorar, tanto que estamos construindo seis novas Upas. E o mais importante de tudo: nós estamos planejando, os recursos estão garantidos, porque é isso que faz um governo — planeja, coloca e prioriza o recurso para a saúde”
Governadora Celina Leão
Todas as seis estruturas seguem o mesmo padrão arquitetônico e assistencial, com a mesma área construída de aproximadamente 2.600 metros quadrados e a oferta de 65 leitos. A expansão da rede de saúde é uma das prioridades da governadora Celina Leão.
“Eu acredito muito em aproveitar a gestão e a mão de obra para melhorar o atendimento da população”, afirma a chefe do Executivo. “A gente sabe que precisa melhorar, tanto que estamos construindo seis novas Upas. E o mais importante de tudo: nós estamos planejando, os recursos estão garantidos, porque é isso que faz um governo — planeja, coloca e prioriza o recurso para a saúde.”
Diferenciais
Um dos principais pontos do projeto das novas Upas é o compromisso com a sustentabilidade e a eficiência energética. As unidades contarão com sistema de energia fotovoltaica, o que gera redução de custos com eletricidade para os cofres públicos. Além disso, os prédios vão abrigar 65 leitos modulares, tecnologia que permite a reorganização rápida entre a assistência adulta e a pediátrica de acordo com a sazonalidade e a demanda da população.
De acordo com o gerente de Obras e Fiscalização do IgesDF, Matheus Martins, a inovação assegura vantagens diretas para a gestão pública. "O maior diferencial é a questão da eficiência energética e da energia fotovoltaica”, aponta. “Vamos trazer uma economia para os cofres públicos na questão de energia. A nova UPA vai fortalecer a assistência à saúde tanto do DF quanto de Águas Claras”.
O engenheiro explica também a flexibilidade da área assistencial: “Todas as novas UPAs têm um porte maior do que o tipo 3 convencional. Como os leitos serão modulares, não vai ter problema de suprimir leito ou ampliar leito. A equipe faz esse planejamento de acordo com a necessidade. Além disso, a UPA fica próxima do metrô, para facilitar a locomoção da população. A obra hoje está avançada, na fase de acabamento e agora com adequações para a instalação dos futuros tomógrafos. Em todas as novas Upas, não só aqui em Águas Claras, temos também toda a parte de repouso da equipe de atendimento, toda a parte administrativa, todas as enfermarias, todos os postos de enfermagem são amplos, tem espaço para todos as recuperações, verde, vermelha e amarela, além de raios-X”.
A instalação de tomógrafos nas unidades de saúde é uma prioridade da governadora Celina Leão. Os novos aparelhos já foram inaugurados nos hospitais de Sobradinho (HRS), Samambaia (HRSam), Gama (HRG), Planaltina (HRPl), Ceilândia (HRC) e Materno Infantil de Brasília (Hmib). A expectativa é expandir o atendimento com esses equipamentos, inclusive nas novas Upas, que já serão entregues com as adequações necessárias para receber, futuramente, os aparelhos.
Localização estratégica