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Aedes aegypti

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Drones ajudam a combater a dengue em várias regiões do DF

Historicamente, o Distrito Federal não apresenta um número elevado de casos de dengue em junho. Contudo, a Secretaria de Saúde (SES-DF) segue atuando em locais propícios à reprodução do Aedes aegypti, impedindo a formação de novos focos de proliferação da doença.  Drone lança pacotes de larvicidas, que se dissolvem e se espalham ao entrar em contato com água acumulada, impedindo a formação de novos focos de proliferação da dengue | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF "A tecnologia do drone chegou para deixar o combate à dengue mais acessível em pontos que não conseguimos alcançar" Vladimir Sales, agente de Vigilância Ambiental da SES-DF Uma das principais medidas para localizar e combater esses possíveis pontos de reprodução é o uso de drones, como as ações que ocorrem ao longo desta semana em vários pontos do DF, como Santa Maria, Gama, Água Quente, Recanto das Emas, Plano Piloto, Park Way, Vicente Pires, Arniqueira, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Estrutural, Águas Claras, entre outros.  "A tecnologia do drone chegou para deixar o combate à dengue mais acessível em pontos que não conseguimos alcançar", explica o agente de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) da SES-DF, Vladimir Sales. O servidor diz que a ferramenta tem sido útil para espaços como encostas, locais cercados ou mesmo casas e comércios fechados, onde não é possível fazer contato com os responsáveis.    A operação dos drones segue os protocolos de segurança, tendo como principal foco garantir a segurança das pessoas Funcionamento dos drones [LEIA_TAMBEM]O aparelho é utilizado de duas formas. A primeira é para monitoramento: com uma câmera de alta resolução, ele faz imagens de cima dos locais de interesse e, com ajuda de inteligência artificial, são mapeados possíveis criadouros do mosquito, como caixas de água aberta e concentrações de lixo onde possa haver água acumulada. Caso não seja possível a atuação direta dos agentes, entra em ação o segundo tipo de uso. Nessas situações, o drone lança até quatro pacotes de 15 gramas com larvicidas, totalizando 60 gramas de carga. Em contato com a água, esses invólucros se dissolvem e o larvicida se espalha na água acumulada.  "No caso da aplicação, o trabalho do aparelho é pontual. Normalmente, ficamos em uma área próxima de onde vai fazer esse lançamento", explica o operador de drones Luciano Martins. O trabalho do profissional segue os normativos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), tendo cuidado específico com postes, fiação ou com pessoas.  Contratado em setembro do ano passado, o serviço prevê que, ao longo de um ano, sejam realizadas 18.420 atividades de mapeamento e identificação de focos do Aedes aegypti e 10.808 tratamentos de pontos de interesse. *Com informações da SES-DF

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Dengue e chikungunya: saiba diferenciar os sintomas

Febre, mal-estar e dores pelo corpo costumam ser os primeiros sinais de alerta para quem contrai dengue ou chikungunya. Apesar de apresentarem sintomas semelhantes nos primeiros dias, as duas doenças evoluem de maneiras diferentes.  A principal forma de prevenir a dengue e a chikungunya é eliminar possíveis fontes de reprodução do mosquito transmissor | Foto: Jhonatan Cantarelle/ Agência Saúde DF “A chikungunya provoca um processo inflamatório mais intenso, principalmente em mãos, pés, punhos e tornozelos. Essa inflamação pode levar à dificuldade de movimentação e, em alguns casos, permanecer por meses” José David Urbaez, infectologista da Secretaria de Saúde (SES-DF) e referência técnica na área  Embora sejam transmitidas pelo mesmo mosquito — Aedes aegypti —, ambas as doenças possuem algumas características distintas entre si. Na dengue, a febre alta e repentina (acima de 38°C) é um dos principais sintomas. Já na chikungunya, as fortes dores nas articulações marcam sua presença.  “A chikungunya provoca um processo inflamatório mais intenso, principalmente em mãos, pés, punhos e tornozelos. Essa inflamação pode levar à dificuldade de movimentação e, em alguns casos, permanecer por meses”, explica o infectologista da Secretaria de Saúde (SES-DF) e referência técnica na área, José David Urbaez. Sinais em comum e diagnóstico A dengue é causada pelo vírus Denv, que possui quatro sorotipos diferentes: Denv-1, Denv-2, Denv-3 e Denv-4. Seus sintomas incluem, também, dores na cabeça, atrás dos olhos e nos músculos. Nos casos mais graves podem ocorrer sangramentos nas mucosas e o surgimento de manchas vermelhas na pele. Mal-estar, dores nas articulações e na cabeça e vermelhidão também aparecem em ocorrências de chikungunya.  Além dos testes rápidos, a rede pública também realiza exames como RT-PCR e sorologia, que auxiliam na confirmação do diagnóstico das doenças | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF  Mesmo com as diferenças visíveis, a forma mais segura de identificar a dengue ou a chikungunya é procurar atendimento médico, segundo Urbaez. As duas doenças podem ser identificadas por exames laboratoriais disponíveis na rede pública de saúde do DF. Além dos testes rápidos, também podem ser realizados exames como RT-PCR e sorologia, que auxiliam na confirmação do diagnóstico. Ao apresentar febre, dores no corpo ou nas articulações, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). “A maioria dos casos de dengue, por exemplo, pode ser totalmente gerenciada na atenção primária, com hidratação, repouso e medicamentos para aliviar os sintomas. Os casos graves são encaminhados aos hospitais regionais”, detalha o especialista da SES-DF. Combate diário  A liberação dos chamados Wolbitos, mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia, é uma estratégia da SES-DF que ajuda a reduzir a transmissão de arboviroses. Foto: Jhonatan Cantarelle/ Agência Saúde DF  [LEIA_TAMBEM]A principal forma de prevenir as arboviroses é eliminar pontos de acumulação de água parada, ambiente ideal para a reprodução do mosquito transmissor. Pneus, garrafas, calhas e caixas d’água sem proteção estão entre os recipientes que mais favorecem a proliferação do Aedes aegypti. Na capital federal, a SES-DF também mantém uma série de ações de enfrentamento, como: borrifação intradomiciliar, uso de drones para identificar possíveis criadouros, instalação de armadilhas e aplicação da vacina contra a dengue em públicos específicos. Outra estratégia adotada pela pasta é a liberação dos chamados Wolbitos, mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia. A tecnologia ajuda a reduzir a capacidade de transmissão de doenças pelo Aedes aegypti e reforça as ações de controle. *Com informações da SES-DF  

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Chikungunya: rede pública do DF oferece diagnóstico e alerta sobre sintomas

O período de chuvas no Centro-Oeste deve prosseguir até o início de maio, e um dos principais problemas dessa época é a proliferação do Aedes aegypti, causada pela formação de poças d’água que servem como criadouros do mosquito. Mais associado à transmissão da dengue, esse vetor também pode transmitir outras doenças menos conhecidas, como a chikungunya. A temporada de chuvas no DF é caracterizada pela proliferação do Aedes aegypti​​​​​, causada pela formação de poças d’água que servem como criadouros do mosquito | Fotos Matheus Oliveira/Agência Saúde DF “A chikungunya é uma doença de notificação compulsória e representa riscos importantes à saúde, por conta de seu potencial de causar dor articular intensa e incapacitante. Esse quadro pode evoluir para a forma crônica, persistindo por meses ou até anos e comprometendo significativamente a qualidade de vida dos pacientes”, afirma Aline Factur, enfermeira da área técnica de arboviroses da Gerência de Vigilância das Doenças Transmissíveis (GVDT), unidade da Secretaria de Saúde (SES-DF). A especialista ressalta que, em casos mais graves, a doença pode apresentar manifestações sistêmicas, incluindo acometimentos neurológicos — como encefalite, mielite e síndrome de Guillain-Barré — e complicações cardíacas, renais e respiratórias. “Embora os óbitos sejam raros, casos graves podem demandar internação hospitalar e evoluir para morte, especialmente em idosos, crianças e pessoas com comorbidades, o que reforça a importância da vigilância, do diagnóstico oportuno e do acompanhamento adequado dos casos”, reforça. [LEIA_TAMBEM]Sintomas Os principais sintomas da chikungunya são mal-estar, dor muscular, cefaleia (dor de cabeça), manchas avermelhadas pelo corpo que não coçam e, como sinais mais característicos da doença, vermelhidão e dor aguda nas articulações — joelhos, tornozelos, mãos, cotovelos e ombros. A infecção pelo arbovírus chikungunya pode evoluir em três fases clínicas. A primeira, a fase aguda, é caracterizada por febre alta e dor intensa nas articulações, com duração aproximada de cinco a 14 dias. Em seguida, há uma fase em que a febre cessa, mas as dores articulares persistem por um período de 15 a 90 dias. Estima-se que mais de 50% dos pacientes desenvolvam ainda uma terceira etapa, a fase crônica, quando as dores articulares perduram por mais de 90 dias após o aparecimento dos sintomas. O quadro pode se prolongar por meses ou anos, com impactos importantes na qualidade de vida da pessoa. Arte: SES-DF “A chikungunya pode apresentar desafios no reconhecimento dos casos porque, nas fases iniciais, seus sinais e sintomas são muito semelhantes aos de outras arboviroses, especialmente dengue e zika. Febre de início súbito, dor de cabeça, dores no corpo, manchas na pele e mal-estar geral são manifestações comuns a essas doenças. Além disso, todas são transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti”, pontua Aline Factur. De acordo com a profissional, mesmo na fase crônica, a doença pode ter o diagnóstico ignorado, já que dores nas articulações são comuns a outros problemas de saúde. Ela enfatiza a necessidade de suspeição clínica e atenção epidemiológica constante para o vírus — introduzido no Distrito Federal apenas em 2015, mas com registro contínuo de casos confirmados ao longo dos anos e tendência de aumento anual. “Na rede da SES-DF, os exames laboratoriais confirmatórios para chikungunya são disponibilizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), sendo utilizado o mesmo kit de exame para a confirmação de dengue”, lembra. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Com a soltura de wolbitos, DF apresenta queda de mais de 60% dos casos de dengue

Em sete semanas de 2026, o Distrito Federal registrou 1.719 casos suspeitos de dengue, uma queda de 62,4% frente aos 4.579 no mesmo período do ano passado. O sucesso é atribuído a uma série de estratégias adotadas pela Secretaria de Saúde (SES-DF), tendo como destaque a liberação de mais de 38 milhões de mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia. Chamados de wolbitos, esses insetos têm menor capacidade de transmitir a dengue, com potencial para substituir a população original de transmissores. “É uma experiência bem-sucedida. Os mosquitos disseminados no meio ambiente adaptaram-se e conseguiram prevalecer”, explica o chefe da Assessoria de Mobilização Institucional e Social para a Prevenção de Endemias, Allex Moraes. Biofábrica de wolbitos permitiu a criação dos 38 milhões de mosquitos que foram disseminados em dez regiões administrativas | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF  Índices positivos Por meio de ovitrampas, armadilhas capazes de capturar mosquitos, foi possível atestar que as dez regiões administrativas onde houve a soltura de wolbitos atingiram uma média de 68,29% da população de Aedes aegypti composta por insetos inoculados com a bactéria Wolbachia. O menor índice foi na Fercal, com 53,73%, enquanto no Itapoã chegou a 81,44%. A expectativa é a que os wolbitos ocupem ainda mais espaço dos Aedes aegypti originais. Isso porque o cruzamento de mosquitos inoculados com Wolbachia geram novos wolbitos, enquanto o cruzamento com os Aedes aegypti originais ou não geram filhotes ou dão a origem a uma nova geração de wolbitos. Não há qualquer alteração genética, e a bactéria Wolbachia não é transmitida para seres humanos ou outros mamíferos, como gatos e cachorros.  Quando a Wolbachia se estabelece bem em uma região, tende a se manter sozinha na população. Ou seja, não é algo que pede a soltura de mosquitos inoculados para sempre Anderson de Morais, chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico “Quando a Wolbachia se estabelece bem em uma região, tende a se manter sozinha na população. Ou seja, não é algo que pede a soltura de mosquitos inoculados para sempre. A própria dinâmica de reprodução faz com que a bactéria continue circulando", detalha o chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico, Anderson de Morais. A previsão dos especialistas é que, aos poucos, os mosquitos se espalhem para outras regiões administrativas. “Existe dispersão natural. O Aedes aegypti voa distâncias curtas, mas com o tempo pode expandir território, principalmente com a ajuda involuntária do ser humano [carro, transporte de objetos, etc]”, complementa Morais. Além da dengue, o Aedes aegypti é responsável por transmitir zika, chikungunya e febre amarela, chamadas de arboviroses. Outros métodos Os drones também são uma importante ferramenta da Secretaria de Saúde para identificar possíveis focos de Aedes aegypti | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O sucesso da estratégia com os wolbitos, porém, não substituiu as demais iniciativas para combater as arboviroses. Em 2025, por exemplo, as equipes de Vigilância Ambiental da SES-DF visitaram mais de 1,8 milhão de residências.  [LEIA_TAMBEM]Mais tecnologias seguem em plena execução, como a aplicação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), a instalação de estações disseminadoras de larvicidas e o uso de ovitrampas. Drones também têm sido usados para ajudar o trabalho das equipes de campo, com identificação de locais onde há possíveis larvas.  A vacinação contra a dengue é outra forma eficiente de evitar casos graves da doença e hospitalização. Atualmente, a SES-DF aplica duas doses em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade. Em fevereiro deste ano, profissionais da linha de frente no combate ao mosquito foram incluídos nos públicos-alvos.    “Contudo, todas essas estratégias devem ser aliadas a ações da população. Os olhos atentos das comunidades são, ainda, um dos métodos mais eficazes contra a dengue e outras arboviroses”, reforça Morais. *Com informações da SES-DF  

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GDF inicia vacinação contra dengue para profissionais de saúde que atuam em linha de frente

A Secretaria de Saúde (SES-DF) iniciou, nesta quinta-feira (19), a vacinação contra a dengue para profissionais da área no Distrito Federal. No primeiro momento, a imunização contempla trabalhadores com maior exposição à doença, como é o caso dos agentes de Vigilância Ambiental (Avas), que atuam no combate aos focos do Aedes aegypti, e dos que atendem diretamente pacientes, caso das equipes de Consultório na Rua (eCR) e de Saúde da Família (eSF). A enfermeira Larissa Andrade, da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Núcleo Bandeirante, ressalta a diferença que a imunização pode fazer na assistência: "Para mim, é muito importante ficar protegida. Assim, evito ficar doente e posso cuidar melhor dos pacientes", argumenta. "Essa vacina me dá a segurança necessária para fazer os atendimentos", acrescenta a técnica de enfermagem Rosiane Correa, da eCR da UBS. A enfermeira Larissa Andrade destaca que estar protegida contra a doença significa poder cuidar dos pacientes | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Estratégia complementar A vacinação contra a dengue continua aberta a todas as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade. Em paralelo, a chegada de novas doses produzidas pelo Instituto Butantan permitiu o início da nova estratégia, focada na proteção dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à doença.  “Essa é uma medida estratégica de proteção coletiva, que contribui para reduzir afastamentos, garantir a continuidade dos serviços e assegurar assistência qualificada à população do DF”, explica o coordenador da Atenção Primária da SES-DF, Afonso Abreu. Nesse sentido, as salas de vacina têm recebido doses suficientes para atender tanto seus servidores elegíveis quanto os Avas dos Núcleos de Vigilância Ambiental próximos.  Tereza Luiza Pereira, gerente da Rede de Frio da SES-DF, endossa o papel de equipes de saúde mais protegidas para garantir a qualidade da rede pública. “Ao vacinar quem está na linha de frente, zelamos também pelos usuários do sistema, pois ampliamos a capacidade de resposta dos serviços de saúde”, avalia.  *Com informações da SES-DF

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População pode solicitar visitas técnicas para orientações de combate a pragas

Você sabia que a Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) tem como uma de suas principais atividades as visitas e inspeções domiciliares e em locais solicitados pela própria comunidade? O foco é na orientação e promoção da saúde.  Por meio de canais oficiais, como o telefone 162, o cidadão pode solicitar diretamente a inspeção ambiental para avaliação de situações relacionadas à presença de pragas no ambiente doméstico ou comercial. Na maioria dos casos, a inspeção ambiental não inclui aplicação de inseticidas | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde As visitas ambientais, realizadas pelos agentes de vigilância ambiental, monitoram e abrangem o controle de mosquitos vetores de Aedes aegypti, mosquito-palha, barbeiro, borrachudo, escorpião, aranha, lagarta e lacraia. As equipes não fazem dedetização nem aplicação de inseticidas, exceto em situações específicas de água parada, quando pode haver o uso de larvicidas para impedir o desenvolvimento de mosquitos causadores da dengue.  Conscientização O principal objetivo das inspeções é orientar a população sobre medidas adequadas para combater as pragas, conforme explica o agente do Núcleo de Vigilância do Recanto das Emas, Cleidson Silveira. “As nossas visitas são feitas para orientar a população a respeito de alguma situação com pragas no ambiente, casa ou comércio que possa trazer algum problema de saúde para a pessoa. Nós visitamos, observamos todo o local, se há algum problema, e orientamos a pessoa para que ela possa fazer adequações”, explicou. A participação da população é importante para evitar a propagação de doenças. De acordo com a agente Aline Cândida, também do núcleo do Recanto das Emas, a procura pelo serviço é significativa. “Recebemos muitos pedidos pela própria população. Temos equipes separadas para estas visitas e realizamos diariamente inspeções em residências ou outros locais”, destacou. A população tem um canal de comunicação direto com a Secretaria de Saúde para solicitar as visitas dos agentes ambientais [LEIA_TAMBEM]Além das solicitações espontâneas, os agentes também atendem demandas sobre denúncias encaminhadas por outros órgãos ou pela Ouvidora. Após o recebimento da solicitação, os agentes fazem a identificação do local, a classificação do vetor e tomam as medidas necessárias para controle de doenças relacionadas ao meio ambiente. Como solicitar Para solicitar o serviço, basta telefonar para o número 162 ou pela internet, por meio do site Participa.DF. Além desses canais, os núcleos regionais de vigilância ambiental das regiões administrativas também têm atendimento presencial, escutando e acolhendo as demandas da população. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Com drones e mosquitos wolbitos, GDF alia tecnologia e controle biológico no combate à dengue

O Governo do Distrito Federal (GDF) intensificou o combate ao mosquito Aedes aegypti em 2025 com ações que aliam tecnologia e controle biológico. Desde outubro do ano passado, drones contratados pela Secretaria de Saúde (SES-DF) sobrevoaram 22 regiões administrativas, com mapeamento de mais de 2,1 mil hectares e identificação de cerca de 3 mil possíveis criadouros. Além disso, em setembro, outra estratégia entrou em vigor com a inauguração do Núcleo Regional de Produção Oswaldo Paulo Forattini — Método Wolbachia, colocando Brasília na vanguarda do controle biológico do vetor. As frentes de combate são coordenadas pelo Núcleo de Controle Químico e Biológico da SES-DF, que funciona como um hub de controle vetorial. O espaço reúne o núcleo de produção dos mosquitos, a central de controle dos fumacês e a base de armazenamento e distribuição de larvicidas, inseticidas, bombas costais e outros insumos utilizados contra as arboviroses. Anderson Leocadio: "O drone funciona como um novo agente de saúde, capaz de identificar focos ocultos em grandes alturas e até realizar o tratamento químico onde o agente não consegue chegar" | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília O método Wolbachia foi desenvolvido por pesquisadores brasileiros e consiste na liberação de mosquitos inoculados com uma bactéria que impede a transmissão da dengue, da zika e da chikungunya. Após 14 semanas de produção e 13 semanas de liberação, foram soltos aproximadamente 13 milhões de wolbitos, apelido para os “mosquitos amigos”, em cerca de 14 mil pontos de soltura no DF. “Protegendo o mosquito, a gente protege a população”, afirma o chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico da SES-DF, Anderson Leocadio. Já o drone auxilia tanto na visualização como no tratamento dos focos do mosquito. “O drone funciona como um novo agente de saúde, capaz de identificar focos ocultos em grandes alturas e até realizar o tratamento químico onde o agente não consegue chegar”, ressalta Leocádio. Os dispositivos foram incorporados por meio do projeto Voo pela Saúde, executado pela empresa GRS80, com o objetivo de mapear 30% do território do DF. Já foram sobrevoadas cidades como Paranoá, Ceilândia, Brazlândia, Sol Nascente, Estrutural, São Sebastião, Arapoanga e Fercal.   [LEIA_TAMBEM] Segundo a gerente de Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo, Herica Bassani, as ações de combate, conscientização e prevenção ao mosquito da dengue são contínuas para manter o trabalho atualizado e eficaz, mas devem ser combinadas com o cuidado dos cidadãos. “Pedimos para que a população faça a sua parte e abra as portas para os agentes, que têm um olhar diferenciado e poderão te orientar da melhor maneira para não ter nenhum foco com mosquito na sua residência.” Em 2025, 362 servidores visitaram mais de 1,8 milhão de residências do DF. A gerente observa que a atenção deve ser redobrada no período chuvoso devido às características do mosquito. Uma delas é a durabilidade dos ovos em condições secas, que pode ultrapassar um ano. “A fêmea coloca os ovos acima da linha d'água e eles podem sobreviver ali no seco por mais de um ano. Por isso que, depois que chove, rapidamente o número de mosquitos aumenta, é perceptível. Em contato com a água, em 30 minutos temos a larva do mosquito e uma semana, dez dias depois, temos o mosquito adulto”, conclui.

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DF registrou redução de 96% nos casos prováveis de dengue em 2025

O Distrito Federal fechou o ano epidemiológico de 2025 com uma queda de 96% nos casos prováveis de dengue, conforme aponta o boletim epidemiológico mensal nº 52, divulgado pela Secretaria de Saúde (SES-DF). Os dados consideram as notificações registradas ao longo de todo o ano. Ao longo de 2025, foram registradas 24.759 notificações suspeitas de dengue no Distrito Federal. Desse total, 11.875 casos foram classificados como prováveis, dos quais 11.108 ocorreram entre moradores do DF. A comparação com 2024 — ano marcado por um cenário epidemiológico atípico, com alta circulação do vírus em diversas regiões do país — evidencia um quadro mais controlado em 2025. No ano anterior, haviam sido registrados 278.019 casos prováveis entre residentes no Distrito Federal, número significativamente superior ao observado neste ano. Ao longo do ano, 362 servidores da Vigilância Ambiental em Saúde visitaram mais de 1,8 milhão de residências, além de atuar em locais públicos e áreas com maior circulação de pessoas | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Segundo a diretora da Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Maria Alves Siqueira Malta, os indicadores relacionados à dengue são acompanhados de forma contínua pelas equipes técnicas. “Isso nos permite identificar tanto o aumento dos atendimentos quanto a mudança na predominância dos sorotipos em circulação”, explica. Ela acrescenta que, diante desse cenário, a secretaria vem fortalecendo a resposta para a nova sazonalidade, com a atualização do plano de contingência para dengue, chikungunya e zika, além da melhoria da qualidade dos dados de notificação e da reformulação do informe epidemiológico semanal. “Essas ações ampliam a capacidade de resposta do sistema de saúde e contribuem para a prevenção de casos graves”, conclui. A redução foi observada em todas as regiões de saúde do DF, indicando um comportamento mais uniforme da doença no território. O boletim também mostra que, em 2025, a maior parte dos registros ocorreu entre adultos jovens, especialmente na faixa etária de 20 a 29 anos, informação que contribui para direcionar as ações de prevenção e orientação à população. Os resultados refletem o trabalho permanente desenvolvido pela Secretaria de Saúde, com atuação contínua na Vigilância Epidemiológica, no monitoramento dos casos e nas ações da Vigilância Ambiental voltadas ao controle do mosquito transmissor. As iniciativas são realizadas ao longo de todo o ano, de forma integrada, envolvendo diferentes áreas da rede pública de saúde. As ações envolveram diferentes estratégias de controle e monitoramento do mosquito transmissor | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Apesar do cenário positivo, a SES-DF reforça a importância da manutenção dos cuidados, principalmente durante o verão. A dengue apresenta comportamento sazonal e tende a registrar maior ocorrência nos períodos mais quentes e chuvosos, quando aumentam as condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti. Equipes da SES-DF visitaram mais de 1,8 milhão de residências em 2025 Mesmo com a redução dos casos de dengue em 2025, a Secretaria de Saúde manteve ações contínuas de prevenção em todo o Distrito Federal. Ao longo do ano, 362 servidores da Vigilância Ambiental em Saúde visitaram mais de 1,8 milhão de residências, além de atuar em locais públicos e áreas com maior circulação de pessoas.[LEIA_TAMBEM] As ações envolveram diferentes estratégias de controle e monitoramento do mosquito transmissor. Entre elas, a aplicação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) em pontos estratégicos, a instalação de mais de 3,2 mil estações disseminadoras de larvicidas e o uso de 3,8 mil ovitrampas para acompanhamento da presença do Aedes aegypti. O trabalho de campo contou ainda com o apoio de drones, utilizados no mapeamento de áreas consideradas prioritárias. A tecnologia permitiu a varredura de 22 regiões administrativas, com mais de 2,1 mil hectares analisados e a identificação de milhares de possíveis focos. Outra frente adotada foi o uso dos mosquitos com a bactéria Wolbachia, estratégia que contribui para reduzir a transmissão das arboviroses ao longo do tempo.

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Dengue: equipes de saúde visitam mais de 1,8 milhão de residências em 2025

Mesmo com a redução significativa dos casos de dengue neste ano, em comparação a 2024, a Secretaria de Saúde (SES-DF) não poupou esforços para proteger a população. Com foco em prevenção, cuidado contínuo e inovações tecnológicas, 362 servidores de Vigilância Ambiental em Saúde visitaram mais de 1,8 milhão de residências no Distrito Federal em 2025. Mais de 2,1 mil hectares no DF foram mapeados por meio de drones, que localizaram milhares de possíveis criadouros | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF As ações de combate às arboviroses foram executadas de forma ininterrupta ao longo do ano, abrangendo desde residências até locais públicos. Entre as estratégias utilizadas está a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), tecnologia que cria uma camada protetora nas paredes internas, capaz de eliminar os mosquitos que pousam nesses locais. O produto, que tem baixa toxicidade para humanos e animais domésticos, permanece ativo por até 90 dias. Em 2025, foram feitas quase 60 aplicações do BRI, principalmente em locais com grande circulação de pessoas. Outra importante ferramenta de prevenção foram as estações disseminadoras de larvicidas (EDLs). Cada unidade é composta por um balde preto, com uma boia e uma tela ao redor, impregnada com Pyriproxyfen – inseticida que funciona como um hormônio regulador de crescimento de insetos, impedindo-os de atingir a fase adulta. Neste ano, mais de 3,2 mil EDLs foram instaladas em diferentes regiões do DF. Arte: Agência Saúde-DF As ovitrampas também tiveram papel fundamental no monitoramento e controle das arboviroses. Em 2025, as equipes de vigilância colocaram mais de 3,8 mil armadilhas. Nelas, um pote preto com água e levedo de cerveja estimula os mosquitos a colocarem seus ovos em uma placa de fibra de madeira (paleta) e na parede do recipiente. Embora as armadilhas pareçam um criadouro de mosquitos, elas são seguras, pois recebem inseticida para impedir o desenvolvimento de larvas.  Tecnologia nos céus [LEIA_TAMBEM]Além das ações em solo, a SES-DF incorporou tecnologias aéreas ao combate às arboviroses. Os drones passaram a integrar o conjunto de ferramentas estratégicas da pasta, auxiliando no mapeamento de territórios mais críticos. Cada foto tirada pelo aparelho traz a indicação dos locais onde há possíveis focos de água parada, permitindo ações mais precisas. Ao todo, os drones fizeram uma varredura em 22 regiões administrativas, totalizando mais de 2,1 mil hectares mapeados e cerca de 3 mil possíveis criadouros identificados. Outra frente de atuação inovadora foi a libertação dos wolbitos, mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, impedindo o desenvolvimento do vírus de doenças como dengue, zika, febre amarela e chikungunya. Os mosquitos com a Wolbachia se reproduzem com os insetos selvagens, transmitindo a bactéria para as próximas gerações. No DF, o programa registrou 14 semanas de produção e 13 de liberação de aproximadamente 13 milhões de “mosquitos amigos”. Nesse período, as ações de campo envolveram 68 rotas semanais, 14 mil pontos de soltura e 813 viagens para a distribuição dos insetos em todo o território previsto. *Com informações da Secretaria de Saúde      

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Chuvas intensas e calor acendem alerta para o combate ao mosquito da dengue no DF

Com a chegada da temporada de chuvas ao Distrito Federal, o alerta contra o mosquito Aedes aegypti volta a soar. O clima inconstante, marcado por calor intenso e pancadas de chuva, cria o ambiente ideal para a proliferação do inseto transmissor de arboviroses como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. É o momento ideal para que a população redobre os cuidados e elimine criadouros domésticos, principal foco de reprodução do vetor. Segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES-DF), até a 47ª semana epidemiológica de 2025, foram notificados 23,4 mil casos suspeitos de dengue no Distrito Federal, dos quais 11,4 mil foram classificados como prováveis. Apesar da redução de mais de 93% nos registros em comparação com o mesmo período do ano passado, o risco de nova alta é real com o retorno das chuvas. “O mosquito se aproveita de pequenas quantidades de água parada para se reproduzir. Por isso, é fundamental manter caixas d’água vedadas, calhas limpas e vasos sem acúmulo de água. Um simples descuido pode colocar toda uma vizinhança em risco”, alerta Thaynnara Pires, farmacêutica e epidemiologista de campo do Hospital de Base. O clima inconstante, marcado por calor intenso e pancadas de chuva, cria o ambiente ideal para a proliferação do mosquito da dengue | Fotos: Divulgação/IgesDF Ambiente doméstico é o principal foco De acordo com o Ministério da Saúde, oito em cada dez criadouros do Aedes aegypti estão dentro das residências, em locais como pratos de vasos de plantas, pneus, garrafas, ralos, calhas entupidas e caixas-d’água abertas. O publicitário Bruno Tavares, morador de Águas Claras, lembra que teve dengue em 2023, e o caso foi grave. Ele precisou ser internado, chegou a apresentar plaquetas muito baixas e a doença quase evoluiu para uma dengue hemorrágica. “Se eu não tivesse procurado atendimento rápido, poderia ter sido pior”, conta. Desde então, Bruno vive em estado de alerta. “Meu cuidado é redobrado, principalmente com a minha filha de apenas 2 anos. Passo repelente duas vezes ao dia, nela e em mim, todos os dias”, relata. Ele também se mantém atento ao ambiente onde vive: “Faço registros no condomínio sempre que percebo que o mato está alto e já acionei a vigilância sanitária algumas vezes. Em Águas Claras temos muitos problemas com obras abandonadas, então é preciso estar sempre vigilante”. O repelente pode ser uma das arnas contra dengue, já que o mosquito trasmissor da doença, muitas vezes, se prolifera na casa das pessoas Sintomas A dengue pode começar com sintomas parecidos com os de uma gripe: febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e atrás dos olhos. Mas há sinais que exigem atenção imediata, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos e tontura. Nesses casos, o paciente deve procurar imediatamente uma unidade de pronto atendimento (UPA) ou o hospital mais próximo. “A hidratação é essencial. O uso de medicamentos deve ser feito somente com orientação médica, pois alguns remédios podem agravar o quadro”, explica o infectologista do Hospital de Base, Tazio Vanni. [LEIA_TAMBEM]Medidas que fazem a diferença • Esvazie e lave com escova e sabão recipientes que acumulam água. • Tampe caixas-d’água e reservatórios. • Evite acúmulo de lixo e entulho em quintais e calçadas. • Limpe calhas e ralos regularmente. • Coloque areia nos pratos de plantas. • Use repelente e instale telas de proteção em janelas. Os wolbitos, mosquitos inoculados com a bactéria wolbachia, são aliados no combate à dengue Wolbitos: aliados tecnológicos no combate à dengue Com tecnologia inédita e produção própria de mosquitos com wolbachia, o Distrito Federal entra em uma nova fase no enfrentamento à dengue, reduzindo a circulação viral e ampliando as estratégias de proteção à população. Além das ações de conscientização, a SES-DF ampliou o uso de uma tecnologia inovadora no controle do Aedes aegypti: os wolbitos. A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), consiste na liberação de mosquitos infectados com a bactéria wolbachia, que impede a transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya. A técnica não elimina o mosquito, mas o torna incapaz de transmitir as doenças, reduzindo de forma significativa a circulação viral. A wolbachia é uma bactéria presente naturalmente em muitos insetos e não oferece risco para humanos, animais ou para o meio ambiente. “É um método sustentável e seguro. Os wolbitos, mosquitos inoculados com wolbachia, se reproduzem com os da natureza e, ao longo do tempo, essa característica se espalha pela população local, reduzindo a circulação viral”, explica Thaynnara. A capital federal conta com uma biofábrica própria, inaugurada em setembro de 2025, capaz de produzir milhões de wolbitos por semana. As primeiras solturas estão ocorrendo em dez regiões administrativas, com expansão prevista para todo o território até 2026. “Os wolbitos são uma ferramenta complementar. Mas o combate à dengue continua dependendo do engajamento da população. O poder público faz a parte dele, e cada cidadão precisa fazer a sua”, reforça Thaynnara. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Drones reforçam combate ao mosquito da dengue no DF

As ferramentas de combate ao mosquito da dengue chegaram ao céu do Distrito Federal. Desde outubro, drones contratados pela Secretaria de Saúde (SES-DF) sobrevoam as regiões administrativas para mapear possíveis focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como a dengue. A iniciativa permite respostas mais direcionadas e estratégicas das equipes de Vigilância Ambiental em Saúde. Na sexta-feira (7), os drones mapearam uma área do Paranoá, mas os equipamentos já atuaram em diversas localidades da capital: Ceilândia, Brazlândia, Sol Nascente, Estrutural, São Sebastião, Arapoanga e Fercal. O objetivo é mapear 30% do território do DF, com foco nas regiões que apresentam os maiores índices de casos de dengue. Os drones permitem um mapeamento detalhado das regiões, com imagens de alta qualidade | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF “O drone faz com que vejamos a área de cima, direcionando melhor nossa atuação no combate aos focos. Então, quando chegamos nas residências, podemos dizer: ‘Olha, tem uma caixa d’água sua que está aberta'. É um instrumento muito certeiro”, explica a agente de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) Gleyciane Ferreira. O serviço realizado com os drones integra o projeto Voo pela Saúde, da empresa GRS80, contratada pela SES-DF pelo período de um ano. O representante da iniciativa, Pedro Vasconcellos, destaca a qualidade do material produzido pelos instrumentos: “Chamamos de 'ortofoto', que tem uma qualidade muito boa de aproximação e de imagem. Nela, é possível identificar pequenos focos”. Uma vez feitas as fotos, um sistema de inteligência artificial analisa as imagens e indica locais com focos de água parada | Foto: Reprodução/Voo pela Saúde Como funcionam Os drones sobrevoam determinadas áreas das cidades e realizam, em uma primeira etapa, o mapeamento. Com câmeras de alta qualidade, o aparelho tira milhares de pequenas fotos, que são reunidas em um panorama de maior visualização (ortofoto). [LEIA_TAMBEM]Um sistema de inteligência artificial analisa as imagens e indica os locais onde há possíveis focos de água parada. Para eliminar falhas, as imagens são verificadas por funcionários da empresa. Em seguida, os dados são enviados às equipes de Vigilância Ambiental da SES-DF. Outra utilidade do drone é destinada ao tratamento de locais de difícil acesso pelos agentes. Caso um dos pontos identificados não possa ser tratado pelo profissional, o drone pode levar o larvicida — protegido em um invólucro solúvel — até o ponto de concentração de água. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Delegação internacional visita biofábrica de wolbitos no Distrito Federal

Uma delegação com aproximadamente 40 funcionários da World Mosquito Program (WMP), organização sem fins lucrativos australiana, visitou a biofábrica de wolbitos no Distrito Federal nesta quarta-feira (15). O local é responsável pela criação e liberação controlada de mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, que impede o desenvolvimento dos vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A visita fez parte de uma agenda voltada à troca de experiências sobre o controle de arboviroses. A instituição, que atua globalmente para reduzir a transmissão dessas doenças, mantém equipes na Oceania, Ásia, Europa e Américas, com escritórios na Austrália, Vietnã, França e Panamá. No Brasil, o trabalho é conduzido com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Integrantes da australiana World Mosquito Program (WMP) visitaram a biofábrica de wolbitos no Distrito Federal nessa quarta (15) | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Os visitantes conheceram as instalações da biofábrica e foram apresentados aos métodos de produção dos mosquitos. Além disso, participaram de uma das ações de soltura na região da Estrutural. Durante a apresentação das atividades, o coordenador regional de operações da Wolbito no Brasil, Caio Rabelo, destacou o trabalho da equipe local. “Essa é uma das maiores fábricas de wolbitos do país. Temos muito orgulho da equipe e parabenizamos todos pelo esforço”, elogiou. Reconhecimento O subsecretário de Vigilância à Saúde do Distrito Federal, Fabiano dos Anjos Martins, ressaltou a relevância da operação no combate às arboviroses na capital. “A visita da delegação reforça o reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido aqui no DF. A biofábrica tem contribuído de forma significativa para o controle de arboviroses, com tecnologia de ponta e uma equipe altamente qualificada”, enfatizou. No DF, os mosquitos estão sendo liberados em Planaltina, Brazlândia, Sobradinho II, São Sebastião, Fercal, Estrutural, Varjão, Arapoanga, Paranoá e Itapoã, além dos municípios de Luziânia e Valparaíso, em Goiás. Além de conhecer as instalações da biofábrica, os visitantes participaram de uma das ações de soltura na região da Estrutural O que é o wolbito O wolbito é o mosquito Aedes aegypti inoculado com a bactéria Wolbachia, que impede o desenvolvimento dos vírus da dengue, zika e chikungunya. Uma vez com a bactéria, os insetos deixam de transmitir essas doenças. [LEIA_TAMBEM]Ao serem soltos nos ambientes, os wolbitos se reproduzem com os mosquitos selvagens, transmitindo a bactéria para as próximas gerações. Com o tempo, não será mais necessário realizar a soltura de novos mosquitos, pois a população de “mosquitos amigos” será predominante. Dicas para a população Apesar de ser uma forte ferramenta no combate às arboviroses, os demais métodos de prevenção continuam essenciais, como evitar água acumulada, usar repelentes e manter cuidados individuais. Não há diferença visual entre o mosquito com ou sem Wolbachia. Mesmo inoculado, ele mantém o mesmo tamanho, padrão de listras e comportamento de picar. Por isso, métodos individuais de controle, como aerossóis ou raquetes elétricas, permanecem sendo ferramentas de proteção. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Núcleo de Controle Químico e Biológico é estratégico no combate à dengue

Estratégico para o combate às zoonoses, doenças infecciosas transmitidas entre animais e seres humanos, o Núcleo de Controle Químico e Biológico da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) é o coração das operações contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika, chikungunya e febre amarela. O equipamento funciona como hub de controle vetorial, reunindo o núcleo de produção dos mosquitos com Wolbachia, inaugurado neste mês, a central de controle dos fumacês e a base de distribuição de larvicidas, inseticidas e outros insumos. “A proposta é trabalhar na promoção da saúde e na antecipação de riscos, antes que o cenário crítico de epidemia se instale" Fabiano dos Anjos, subsecretário de Vigilância à Saúde De acordo com o subsecretário de Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos, o espaço concentra a inteligência logística e operacional das ações de campo, articulando diferentes métodos de combate e prevenção. “Tudo passa por aqui. É considerado um centro de armazenamento, distribuição e articulação das ações de combate ao mosquito da dengue”, resume. “A proposta é trabalhar na promoção da saúde e na antecipação de riscos, antes que o cenário crítico de epidemia se instale.” Com o Núcleo Regional de Produção Oswaldo Paulo Forattini — Método Wolbachia, estruturado com investimento de R$ 400 mil, a capital federal chega à vanguarda do controle biológico. A biofábrica reúne 22 servidores que trabalham diariamente na reprodução dos mosquitos inoculados com a bactéria Wolbachia, capaz de impedir o desenvolvimento dos vírus de dengue, zika, chikungunya e febre amarela, para liberação em áreas de vulnerabilidade. A primeira distribuição ocorreu na data de inauguração, em 9 de setembro, e mais uma foi registrada na última quarta-feira (24). “É um método 100% natural, não afeta as pessoas, não afeta os animais, não afeta o meio ambiente. A ideia é que haja uma substituição natural dos mosquitos que não tem a bactéria por aqueles que têm, diminuindo a incidência de doenças transmitidas pelo mosquito”, explica o subsecretário. A distribuição está prevista para dez regiões administrativas — Planaltina, Brazlândia, Sobradinho II, São Sebastião, Fercal, Estrutural, Varjão, Arapoanga, Paranoá e Itapoã — e dois municípios goianos — Luziânia e Valparaíso. O combate à dengue com os wolbitos é um metódo natural que não agride o meio ambiente | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília O processo de reprodução segue uma série de etapas minuciosas até que haja a soltura dos insetos. Em julho, as equipes iniciaram a organização do espaço com a higienização dos potes, a montagem das estruturas e a organização das salas que compõem o ciclo de desenvolvimento dos insetos. Após a soltura dos mosquitos, os frascos retornam para o núcleo e passam por um processo de higienização para retirar qualquer resquício de matéria orgânica. Em seguida, os recipientes são preparados para uma nova leva de wolbitos, como os insetos são apelidados. “Cada detalhe conta para garantir que os mosquitos estejam prontos para a expedição”, ressalta a agente de Vigilância Ambiental Débora Morais, 31 anos, que acompanha de perto a rotina da biofábrica. Segundo ela, o processo de criação controlada leva de 12 a 15 dias. As etapas envolvem desde a montagem dos potes com as cápsulas dos insetos e ração, passando pela fase de larva — em que o pote fica em ambiente aquecido a 30°C — até a sala do adulto, onde os insetos completam o desenvolvimento. “Pode parecer estranho produzir e soltar mosquitos, mas na prática estamos prevenindo casos de dengue e, consequentemente, evitando internações e óbitos" Débora Morais, agente de Vigilância Ambiental “Pode parecer estranho produzir e soltar mosquitos, mas na prática estamos prevenindo casos de dengue e, consequentemente, evitando internações e óbitos. O que fazemos aqui é promover saúde e garantir que a população esteja mais protegida”, enfatiza Débora, que é profissional da saúde há dez anos. A previsão é que sejam produzidos mais de 600 milhões de mosquitos com a bactéria somente em setembro. Prevenção O Núcleo de Controle Químico e Biológico coordena as estratégias integradas com os 15 núcleos locais espalhados pelo DF. No espaço, há o estoque e distribuição de larvicidas e bombas costais, além da base dos 33 veículos de Ultra Baixo Volume (UBV), conhecidos como fumacês, que promovem a aplicação de inseticida nas áreas críticas, de acordo com o cenário epidemiológico de cada região. [LEIA_TAMBEM]Segundo o chefe do Núcleo, Anderson de Morais Leocádio, a integração entre métodos tradicionais e novas tecnologias é o que garante a efetividade das ações. “As estratégias começam com a prevenção e avançam conforme a gravidade. A ideia é usar todos os recursos disponíveis de forma articulada, sempre buscando proteger a população”, reforça. Outras ferramentas complementam as operações: as ovitrampas, que já recolheram 1,5 milhão de ovos de mosquito até junho; as estações disseminadoras de larvicida, que utilizam o próprio inseto para espalhar o produto em criadouros; a borrifação residual intradomiciliar, que mantém efeito por até 60 dias em locais de grande circulação; e o uso de drones, que está em fase de contratação, para monitoramento de 18 mil hectares para identificar depósitos de água.

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Wolbitos são soltos no Distrito Federal para ajudar no combate à dengue

Antes das 7h desta quarta-feira (24), a equipe já estava a postos. Na fábrica dos wolbitos, no Guará, os agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) buscavam caixotes com os mosquitos que vão auxiliar no combate à dengue. De lá, seguiram para dez regiões administrativas do Distrito Federal e dois municípios de Goiás. A equipe leva mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, que impede a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Com os caixotes em mãos, os carros da Secretaria de Saúde (SES-DF) se deslocam para pontos específicos. Atualmente, os insetos estão sendo liberados em Planaltina, Brazlândia, Sobradinho II, São Sebastião, Fercal, Estrutural, Varjão, Arapoanga, Paranoá e Itapoã, além dos municípios de Luziânia e Valparaíso, em Goiás. Wolbitos são soltos pelos agentes de vigilância ambiental em diversos pontos do Distrito Federal | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Por meio de um sistema de mapeamento criado para a operação, o agente retira a tampa de tecido do pote com wolbitos e solta os mosquitos. Em seguida, registra os pontos em que ocorreram as liberações. Para o morador da Estrutural, Caleb Ferreira, 23 anos, os mosquitos amigos são uma novidade. “Achei muito interessante. É um negócio que eu nunca tinha ouvido falar”, comentou. A família do jovem conhece de perto os riscos da doença. “Minha mãe pegou dengue e quase morreu. Mudamos um bocado desde então, sempre virando os pneus, os potes, olhando as calhas”, refletiu. [LEIA_TAMBEM]Após a soltura, os agentes retornam os caixotes à fábrica, onde os potes são lavados, secos e reutilizados para a criação de uma nova leva de wolbitos. No dia seguinte, a rotina se repete em outros pontos, até que todas as áreas mapeadas sejam totalmente atendidas. O chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico da SES-DF, Anderson Leocadio, destacou a importância da logística da operação. “Todo o trabalho foi cuidadosamente planejado para chegar a cada comunidade. Há todo um planejamento logístico, desde a criação controlada dos insetos até o acompanhamento das solturas, para assegurar que cada região receba cobertura. Não se trata apenas de soltar mosquitos, é uma ferramenta inovadora de proteção à população”, explicou. Após a fase de soltura, o próximo passo será o monitoramento e a análise epidemiológica para verificar os números pós-liberação. Considerado seguro, o método já apresentou bons resultados, como em Niterói (RJ), que reduziu em mais de 80% os casos de dengue após a liberação dos mosquitos. Até chegarem aos locais de soltura, os wolbitos passam por um processo de criação controlada. Vindos de Curitiba (PR), os ovos inoculados com a bactéria Wolbachia se desenvolvem de larvas e pupas até a fase adulta, em ambiente controlado, durante sete a 14 dias. Uma vez maduros, são encaminhados às equipes de campo para liberação. Os insetos estão sendo liberados em Planaltina, Brazlândia, Sobradinho II, São Sebastião, Fercal, Estrutural, Varjão, Arapoanga, Paranoá e Itapoã, além dos municípios de Luziânia e Valparaíso, em Goiás Método Wolbachia A Wolbachia é uma bactéria de ocorrência natural e considerada segura para seres humanos, animais e meio ambiente. Ela impede que o mosquito desenvolva os vírus da dengue, zika e chikungunya, bloqueando a transmissão dessas doenças. Os mosquitos com Wolbachia — chamados de wolbitos – se reproduzem com os mosquitos selvagens, transmitindo a bactéria para as próximas gerações. Quando um macho infectado cruza com uma fêmea selvagem, não nascem filhotes, o que contribui para substituir a população transmissora. Porém, é importante ressaltar que esta é apenas mais uma ferramenta de combate às arboviroses. Os outros métodos de proteção devem permanecer, como eliminar água parada, usar repelente, entre outros cuidados. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Wolbitos: Perguntas e respostas sobre o método que vai combater a dengue no DF

Ainda neste mês, o Distrito Federal iniciará a soltura dos wolbitos: mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia. Essa é mais uma ferramenta no combate a doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. Mosquitos inoculados com a bactéria Wolbachia são mais uma ferramenta aliada ao combate à dengue | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Com o objetivo de reduzir a transmissão dessas enfermidades, o novo método é seguro e não representa riscos. No entanto, a população pode ter dúvidas sobre os mosquitos amigos que começarão a circular pela capital. Confira abaixo as principais informações sobre o método de prevenção. → O que é o método Wolbachia? Consiste na soltura de mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia — os chamados wolbitos. A bactéria impede que o inseto desenvolva os vírus da dengue, zika e chikungunya, interrompendo a transmissão dessas doenças. Os wolbitos se reproduzem com os mosquitos selvagens, transmitindo a bactéria para as próximas gerações. Quando um macho infectado cruza com uma fêmea sem Wolbachia, não há nascimento de filhotes, o que contribui para substituir a população transmissora. Com o tempo, não será mais necessário realizar novas solturas, porque a população de mosquitos amigos se tornará predominante.  Método não traz nenhum risco ao ser humano ou animais → Quais doenças o método Wolbachia ajuda a reduzir? O método reduz a transmissão de doenças causadas por vírus, como dengue, zika e chikungunya, além de outras menos comuns, como mayaro e febre amarela urbana. → É um método seguro para seres humanos e animais? [LEIA_TAMBEM]Sim. Não há riscos para pessoas ou animais, como pets. O método auxilia na proteção contra doenças transmitidas por mosquitos e faz isso sem causar impactos aos ecossistemas naturais ou à saúde humana. Ele é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e já foi adotado em 14 países. → Posso ser contaminado com a bactéria se um wolbito me picar? Não. A Wolbachia fica dentro das células do mosquito e não é transmitida a outros seres vivos por meio da picada ou da alimentação. → Onde os mosquitos serão liberados? Os wolbitos serão soltos em Planaltina, Brazlândia, Sobradinho II, São Sebastião, Fercal, Estrutural, Varjão, Arapoanga, Paranoá e Itapoã, além dos municípios de Luziânia e Valparaíso, em Goiás. Bactéria presente dentro da célula do mosquito não é repassada para outros seres vivos por meio da mordida ou da alimentação → Devo matar ou não o mosquito? A soltura dos wolbitos é apenas mais uma ferramenta de combate às arboviroses. Os demais métodos de prevenção devem continuar sendo adotados, como eliminar água parada e usar repelentes. Não há diferença visual entre os mosquitos com ou sem Wolbachia: ambos têm o mesmo tamanho, padrão de listras e comportamento. Por isso, pode-se continuar usando aerossóis, raquetes elétricas e outros meios individuais de controle. → Pode causar algum prejuízo ao ecossistema? Não. A Wolbachia é uma bactéria de ocorrência natural e considerada segura para seres humanos, animais e para o meio ambiente. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Biofábrica no DF produz mosquitos que ajudam no combate à dengue

Na biofábrica do mosquito wolbito, instalada no Distrito Federal pela Secretaria de Saúde (SES-DF), o ciclo de produção funciona de forma semelhante a uma fábrica tradicional: a matéria-prima chega, é transformada, embalada e distribuída. O diferencial é que o produto final será um aliado no enfrentamento da dengue e de outras arboviroses. Trata-se dos mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, que impede o desenvolvimento dos vírus de dengue, zika, chikungunya e febre amarela. O objetivo é reduzir a transmissão dessas doenças na população. O novo método é seguro e não representa riscos, conforme explica o coordenador de operações da empresa Wolbito do Brasil, Caio Rabelo: “A Wolbachia já está naturalmente presente em vários insetos, inclusive naqueles com que temos uma proximidade extrema, como as abelhas. Consumimos esses produtos e temos contato com a Wolbachia desde sempre, então sabemos que a bactéria não causa nada.” O método é seguro e não apresenta riscos, tanto para os próprios insetos quanto para os seres humanos | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF O subsecretário de Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos Martins, destaca que, além de inofensiva, a bactéria não permite que os vírus se multipliquem no organismo do mosquito. “A Wolbachia não faz nenhum mal, nem para o mosquito, nem para qualquer outro animal que tenha contato com ela, como nós seres humanos. Mas ela impede que o vírus consiga se reproduzir nesse mosquito”. Como funciona a produção Os ovos dos chamados “mosquitos amigos” (wolbitos), vindos de Curitiba (PR), chegam ao DF já encapsulados. Na biofábrica da SES-DF, os ovos são colocados em potes com água e alimento. Um pedaço de tule, firmemente preso à boca do pote, permite ventilação e segurança dos mosquitos.  Semelhante a uma fábrica tradicional, a biofábrica de 'Aedes aegypti' produz mosquitos aliados ao combate da dengue Os potes ficam em um ambiente com temperatura controlada, por volta de 30ºC, para melhor evolução e reprodução. Em um período de sete a 14 dias, os mosquitos saem de larvas e pupas até se tornarem adultos. Os recipientes com os wolbitos são transportados em caixas para as regiões administrativas e soltos no meio ambiente. Esses insetos serão lançados em Planaltina, Brazlândia, Sobradinho II, São Sebastião, Fercal, Estrutural, Varjão, Arapoanga, Paranoá e Itapoã, além dos municípios de Luziânia e Valparaíso, em Goiás. Reprodução [LEIA_TAMBEM]Após a soltura, os wolbitos se reproduzem com os mosquitos selvagens, transmitindo a bactéria para as próximas gerações. Há ainda outro efeito importante: quando um macho infectado com a Wolbachia cruza com uma fêmea selvagem, não nascem filhotes, contribuindo para substituir a população de insetos transmissores. Segundo o gerente de Implementação da Wolbito do Brasil, Gabriel Sylvestre, a estimativa é que o processo seja autossustentável. “Com a soltura dessa população de ‘mosquitos amigos’, a tendência é reduzir a transmissão desses vírus. Dado um tempo, a população de wolbitos vai subir de uma forma significativa e a de selvagens, diminuir”, explica. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Casos de dengue caem 97% no DF em relação ao ano passado

O Distrito Federal continua a registrar queda no número de casos de dengue. Até 29 de março deste ano, a capital notificou 9,3 mil ocorrências suspeitas da doença, das quais 6,1 mil eram prováveis. No mesmo período de 2024, foram registrados quase 220 mil casos prováveis. Os dados estão no novo boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Saúde (SES-DF). “Devemos registrar e comemorar esses dados, mas sem perder de vista os cuidados para combater a dengue. Afinal, alcançamos esse resultado por meio de um esforço conjunto da população e do governo. É um trabalho contínuo”, explica o subsecretário de Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos Martins. Até 29 de março deste ano, a capital notificou 9,3 mil ocorrências suspeitas de dengue, das quais 6,1 mil eram prováveis | Fotos:  Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde O Aedes aegypti é responsável por transmitir não só o vírus da dengue, como também da febre amarela urbana, chikungunya e zika. Entre essas arboviroses, a capital federal contabilizou 129 casos suspeitos de chikungunya, dos quais 105 são considerados prováveis. Desses, 93,3% (98 ocorrências) correspondem a moradores do DF. Até o momento, 59 casos tiveram confirmação laboratorial, enquanto os demais seguem em investigação. A chikungunya é uma doença febril aguda e sistêmica, causada por um arbovírus do gênero Alphavirus (CHIKV), e transmitida principalmente pelas fêmeas do mosquito. A infecção se destaca por sua elevada taxa de incapacitação, podendo causar sintomas persistentes em algumas pessoas. Ação domiciliar dos Avas A ação dos Avas é de extrema importância no combate à dengue Peça-chave no combate ao Aedes aegypti, a visita dos Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) promove a prevenção de doenças, o mapeamento de territórios e a execução de atividades de vigilância por meio da coleta e da pesquisa. Identificá-los é simples: os Avas usam colete e chapéu com abas, os dois da cor marrom-cáqui, além de uma camiseta branca. Eles também carregam uma bolsa amarela, onde armazenam seu material de trabalho. Os agentes devem estar devidamente identificados com símbolos da SES-DF e com a designação de suas funções bem visíveis no uniforme. Na maioria dos casos, o profissional estará munido de um crachá com nome e foto, porém pode haver situações em que o servidor ainda esteja com seu crachá provisório. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Não caia em fake news: Saiba como funcionam armadilhas contra o Aedes aegypti

A Secretaria de Saúde (SES-DF) tem adotado diversas estratégias para combater a dengue no Distrito Federal. Entre elas estão as armadilhas para o Aedes aegypti, como as Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) e as ovitrampas. Contudo, para que os dispositivos realmente sejam efetivos contra o mosquito, é preciso ficar atento às fake news e se informar por meio de fontes oficiais.  As armadilhas usadas pela SES-DF contra o Aedes aegypti, como as Estações Disseminadoras de Larvicida e as ovitrampas, são essenciais para o combate à dengue | Fotos: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF As armadilhas instaladas pelos agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) nas residências são ferramentas essenciais para o monitoramento dos mosquitos e controle da dengue na capital federal. “Elas permitem produzir mapas de infestação do Aedes aegypti e assim direcionar os agentes às ações de prevenção e controle, contribuindo para a proteção da população e menor ocorrência de casos”, aponta o biólogo Israel Martins, responsável pela implementação dos dispositivos na rede da SES-DF.  O especialista ressalta que os dispositivos não atraem um maior número de mosquitos para dentro das casas, uma vez que o alcance é limitado ao ambiente domiciliar. O subsecretário de Vigilância à Saúde (SVS), Fabiano dos Anjos, reitera e acrescenta que o papel das armadilhas é justamente o contrário: “Elas não aumentam a infestação, mas ajudam a identificar a presença do Aedes aegypti e permitem ações rápidas para interromper sua reprodução”. Como funcionam Cada EDL é composta por um pote plástico com água no fundo e um tecido preto impregnado com larvicida em pó, chamado pyriproxyfen. Quando o mosquito transmissor da dengue ingressa na armadilha para depositar seus ovos, ele entra em contato com o produto e, ao voar para outros criadouros, acaba dispersando o larvicida e impedindo que as larvas se desenvolvam. Já as ovitrampas são constituídas por um pote preto com água e levedo de cerveja, além de um pequeno pedaço de placa de fibra de madeira. Os mosquitos colocam seus ovos nessa placa – chamada de paleta – e na parede do recipiente. Embora as armadilhas pareçam um criadouro de mosquitos, elas são seguras, pois recebem inseticida para impedir o desenvolvimento de larvas. O produto não representa riscos a humanos ou animais de estimação. As ovitrampas são compostas por um pote preto com água e levedo de cerveja, além de um pequeno pedaço de placa de fibra de madeira Ação domiciliar dos Avas Peça-chave no combate ao Aedes aegypti, a visita dos agentes permite a instalação dos dispositivos, protegendo não só a residência, como toda a comunidade local. Identificá-los é simples: os Avas usam colete e chapéu com abas, os dois da cor marrom-cáqui, além de uma camiseta branca. Eles também carregam uma bolsa amarela, onde armazenam seu material de trabalho. Os agentes devem estar devidamente identificados com símbolos da SES-DF e com a designação de suas funções bem visíveis no uniforme. Na maioria dos casos, o profissional estará munido de um crachá com nome e foto, porém pode haver situações em que o servidor ainda esteja com seu crachá provisório. Para facilitar a identificação, os Avas usam colete e chapéu com abas, os dois da cor marrom-cáqui, além de uma camiseta branca; eles também costumam carregar uma bolsa amarela Queda de casos As visitas e armadilhas, aliadas às demais estratégias contra a dengue, têm mostrado resultados positivos. De acordo com dados do último boletim sobre a dengue, até a 13ª semana epidemiológica de 2025, foram notificados 5,1 mil casos prováveis da doença em moradores do DF – uma redução de 97,4% no número de ocorrências em comparação ao mesmo período de 2024, quando houve 194,4 mil casos. Porém, o subsecretário adverte que não é o momento de baixar a guarda: “O combate à dengue é um desafio contínuo, que exige estratégias inovadoras e engajamento de toda a população”. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Operação elimina pontos de descarte irregular de lixo em Arniqueira

O mutirão de limpeza e recolhimento de inservíveis do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) chegou nesta semana a Arniqueira. Desde quinta-feira (13), 60 agentes do órgão intensificam o trabalho nas ruas da região para retirar materiais descartados irregularmente que, além de poluírem visualmente a cidade, podem contribuir para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. A ação ainda vai circular pelas ruas locais neste sábado (15). Apenas no primeiro dia da ação, foram recolhidas 74 toneladas de lixo. “Uma quantidade de descarte muito grande, muito significativa. E a gente pede à população que não faça esse descarte irregular, até porque é um crime ambiental e ele gera uma multa pesada”, apontou o subdiretor de Limpeza Urbana do SLU, Everaldo Araújo. Apenas no primeiro dia da ação, foram recolhidas 74 toneladas de lixo | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília A administradora regional de Arniqueira, Telma Rufino reforçou a importância do mutirão para evitar a proliferação de doenças. “Uma ação como essa contribui para [o combate à] dengue, escorpião, tudo quanto é praga e doença. Isso é maravilhoso”, celebrou. “Nós estamos sempre com campanhas explicando, falando para poder manter, não deixar água parada”, acrescentou. As medidas têm apresentado efeito. Segundo a Secretaria de Saúde, o número de casos de dengue na região caiu 97,7% em relação ao ano passado. Até a 9ª semana epidemiológica de 2024, haviam sido registrados 871 casos prováveis da doença. No mesmo período deste ano, foram 20. Maria Almeida Oliveira trabalha em um restaurante da região: “É bom fazer a limpeza, ter a rua toda limpa, a cidade toda limpa. É uma bênção, importante para a gente, para todo mundo que chegar na nossa cidade encontrar tudo limpo” Moradores e trabalhadores da região aprovaram a ação. “Direto o povo bota guarda-roupa velho, sofá velho aí. Agora, desse jeito é bom. Ajuda demais [o comércio]”, avaliou o comerciante Marcos Antônio Rocha. “É bom fazer a limpeza, ter a rua toda limpa, a cidade toda limpa. É uma bênção, importante para a gente, para todo mundo que chegar na nossa cidade encontrar tudo limpo”, emendou Maria Almeida Oliveira, que trabalha em um restaurante da região. Pelo DF Arniqueira é a 15ª região a receber o mutirão de recolhimento de entulhos classificados como inservíveis — itens volumosos ou danificados, a exemplo de móveis e eletrodomésticos — descartados irregularmente. Além de retirar esses materiais das ruas, os agentes do SLU também fazem catação de lixo regular, varrição e pintura de meios-fios. “Para a população, ver a cidade limpa, varrida, com seus meios-fios pintados tem uma importância muito grande”, destacou Everaldo Araújo. E a população também pode ajudar, dando a destinação correta aos materiais. Os papa-entulhos são os espaços adequados para descarte de itens volumosos, como restos de obra, móveis velhos e restos de poda. Há 23 desses equipamentos espalhados pelo Distrito Federal, além de 625 papa-lixos — para resíduos menores — e papeleiras, que são as lixeiras convencionais. O descarte irregular é crime ambiental que pode render multa de R$ 2,7 mil a R$ 27 mil.

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Vila Cobra Coral, na Asa Sul, recebe ação coordenada do GDF contra a dengue

A Vila Cobra Coral recebeu, nesta segunda-feira (17), uma ação coordenada do Governo do Distrito Federal (GDF) de combate à dengue e de promoção da saúde pública da comunidade, localizada na 813 Sul. Na ocasião, equipes do GDF atuaram na remoção de 320 toneladas de resíduos, entulho e outros materiais acumulados na região, que poderiam contribuir para o surgimento de focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti e vetores de outras doenças. Participaram da ação equipes da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Vigilância Ambiental, Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), Polícia Militar (PMDF), Subsecretaria de Proteção à Ordem Urbanística (DF Legal) e do GDF Presente. O mutirão foi coordenado por servidores da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Asa Sul. “No ano passado, registramos muitos casos de dengue, especialmente nessa área. É uma região que tinha muito entulho e lixo acumulado e isso contribui para o acúmulo de água parada, e, consequentemente, de focos de dengue”, detalha Márcia Carneiro Fernandes, enfermeira da UBS 1 da Asa Sul. Segundo a servidora, este é o primeiro mutirão contra a dengue na região. “É, neste primeiro momento, uma ação pontual, mas esperamos dar continuidade nos próximos meses para evitar que tenhamos situações como no ano passado, de alta incidência de casos”. Na ocasião, equipes do GDF atuaram na remoção de 320 toneladas de resíduos, entulho e outros materiais acumulados na região, que poderiam contribuir para o surgimento de focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti e vetores de outras doenças | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Além da remoção dos resíduos descartados irregularmente, a ação também abrangeu inspeções por equipes de controle de endemias, e a aplicação de medidas preventivas para eliminar focos de mosquito. “Não existe saúde sem ser coletiva. Por isso, é importante o engajamento da comunidade no enfrentamento à dengue”, enfatiza o médico Lucas Medeiro Leite. Ponto cultural A Vila Cobra Coral é um espaço marcado pela diversidade cultural, religiosa e populacional. É o lar de aproximadamente 750 famílias e um ponto de efervescência cultural, abrigando projetos como a Casa da Árvore e o Cirque Inventado, além de diversas manifestações religiosas, como o Centro Espírita e as Igrejas Católica e Evangélica. “Não existe saúde sem ser coletiva. Por isso, é importante o engajamento da comunidade no enfrentamento à dengue”, enfatiza o médico Lucas Medeiro Leite Reconhecida pelo Plano Diretor de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB), a vila foi incluída no plano como uma área de valorização do patrimônio cultural imaterial do Distrito Federal. Entre os moradores da vila, está a estudante de medicina Izabella Coeli, 27 anos, que aprovou a iniciativa. “Estou muito feliz com essa ação, é uma verdadeira uma valorização da nossa comunidade. É muito importante a comunidade ser olhada e valorizada. Os moradores precisam dessa ajuda; nós precisamos, justamente para evitar a proliferação de dengue e outras doenças endêmicas”, avalia. Morador mais antigo da região, Sérgio Murilo Araújo, 64, se diz aliviado com a remoção dos resíduos acumulados. “Aqui já tivemos muitos casos de dengue, algumas pessoas chegaram a ter a doença duas vezes no mesmo ano”, conta o autônomo. “É muito importante essa ação, mas também que os moradores se conscientizem a não descartar os objetos, que podem virar focos do mosquito”.

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