Centro obstétrico do Hran terá nova estrutura para atendimento a gestantes e bebês
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A governadora Celina Leão visitou, na manhã desta sexta-feira (23/10), o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) para conferir as benfeitorias concluídas no centro obstétrico da unidade de saúde — que voltou a atender as parturientes no dia anterior. O local, que registra, em média, 200 nascimentos por mês, recebeu novos pisos, paredes, pintura, instalações elétricas, iluminação, climatização e rede de gases medicinais, além de adequações dos ambientes assistenciais. Houve, ainda, ampliação da sala de recuperação com a inclusão de um leito. “Eu determinei que todos os nossos centros obstétricos fossem reformados com os alojamentos também, porque é o momento mais importante da mulher, em que ela vai dar à luz. Nós já fizemos isso no Hospital Regional de Ceilândia, no Hmib [Hospital Materno Infantil de Brasília] e, agora, aqui no Hran. Vamos partir para Taguatinga também. Aqui ficou outra coisa: é qualidade de vida para o pai que está acompanhando, para a mãe no momento do parto e para os nossos profissionais. A gente está sempre criando a mesma padronização, são padronizações naquilo que a gente entende que pode melhorar a qualidade do atendimento dos nossos hospitais e dos nossos servidores", destacou a governadora. Celina Leão comemora as novas instalações do centro: "É qualidade de vida para o pai que está acompanhando, para a mãe no momento do parto e para os nossos profissionais" | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A obra recebeu investimento de R$ 550 mil, para fortalecer a assistência materno-infantil na rede pública do Distrito Federal. “A revitalização do centro obstétrico do Hran representa nosso compromisso com uma assistência mais humanizada, segura e acolhedora, garantindo mais conforto e dignidade às mães e aos bebês, além de melhores condições de trabalho aos profissionais de saúde. Cuidar bem também é oferecer ambientes adequados para quem recebe e para quem presta assistência”, avaliou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. Humanização do atendimento Médico ginecologista e responsável técnico do centro obstétrico, Cláudio Albuquerque ressaltou o impacto histórico do investimento, efetuado após anos sem intervenções estruturais profundas no local. "Eu entrei aqui em 2009. De 2009 até hoje, essa foi a primeira revitalização que recebemos. É como se você tivesse revitalizado a sua casa. Ela estava feia, e você pintou, com muita alegria. É um conforto para os profissionais e para as pacientes", elogiou. Além da reforma física, a unidade terá o atendimento humanizado aprimorado. As salas de parto contam com equipamentos específicos para o bem-estar das gestantes. “A gente prima pela humanização. Nós temos nas nossas salas de parto banqueta, que é aquele banco aberto na frente, se a gestante quiser ter o bebê de cócoras ou sentada. Tem bola para ela fazer exercício e o bebê não sai do lado dela", explicou o médico. O espaço dispõe de leitos para o período de pré-parto, parto e puerpério (PPP), onde a paciente permanece sob observação contínua nas duas primeiras horas pós-parto, momento crítico para a prevenção de complicações e sangramentos. De acordo com o responsável técnico, o empenho do Governo do Distrito Federal (GDF) renova o ambiente de trabalho e a assistência médica. "É importantíssimo, porque você tem uma melhoria na qualidade de atendimento da população e também na qualidade de atendimento do profissional, que passa a trabalhar mais satisfeito, vendo que que não é só ele, mas todo um conjunto que está trabalhando para o bem da população", conclui Albuquerque.
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GDF investe mais de R$ 2,2 milhões no Hran e acelera cirurgias com o programa Opera DF
O Governo do Distrito Federal (GDF) tem intensificado as ações para fortalecer a capacidade assistencial da rede pública de saúde, aliando a redução das filas de cirurgias eletivas a um amplo plano de modernização hospitalar. Com a meta de oferecer estruturas mais adequadas a pacientes e profissionais, as iniciativas integram o Programa Opera DF e um pacote de obras que supera a marca de R$ 2,2 milhões em intervenções no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Para acompanhar os resultados dos investimentos e vistoriar as intervenções na infraestrutura, a governadora Celina Leão visitou a unidade na manhã desta segunda-feira (22). Segundo a chefe do Executivo, a estratégia do GDF tem sido ampliar a capacidade cirúrgica da rede pública enquanto procedimentos de menor complexidade são absorvidos pela rede privada credenciada, garantindo mais fluidez no atendimento. “A lógica de toda essa engenharia que nós estamos fazendo é a de pegar as cirurgias eletivas de menor complexidade e levar para a rede privada. Nós já contratamos mais de 20 mil. Até sexta-feira passada, eram 10 mil pessoas chamadas; hoje nós já temos 12 mil pessoas convocadas. Já temos 5 mil pessoas operadas. Então, estamos com uma fluidez muito grande”, afirmou Celina Leão. O Opera DF foi criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) para acelerar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao combinar a força da rede pública à capacidade complementar da rede privada credenciada. A estratégia tem garantido procedimentos em especialidades bastante demandadas, como oftalmologia, urologia e cirurgias gerais, vasculares e de cabeça e pescoço. O Opera DF foi criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) para acelerar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao combinar a força da rede pública à capacidade complementar da rede privada credenciada | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Para ser contemplado programa, é importante que o paciente mantenha seus dados cadastrais atualizados. “Estamos tendo um pouquinho de abstenção também, de faltas, de pessoas que estavam marcadas para operar e não estão aparecendo. Então, a gente faz esse apelo para que prestem atenção às notificações da regulação, porque essa pessoa deixa de tirar a vaga de outra que está precisando”, alertou Celina Leão. Uma das grandes inovações do programa é o reforço nas equipes de anestesiologia: a contratação de cerca de 5,4 mil horas desses especialistas viabilizou o uso contínuo dos centros cirúrgicos, inclusive com a implementação de escalas noturnas. Aliado a isso, um trabalho técnico e contínuo de qualificação das filas de cirurgia do DF resultou na retirada recente de 3 mil registros de pedidos que já haviam sido atendidos ou cancelados, otimizando os recursos assistenciais. “Esse é um programa que tirou a cirurgia de menor dificuldade para a rede privada e está fortalecendo a nossa rede para procedimentos de maior complexidade. Nós mapeamos todos os centros cirúrgicos dos hospitais e identificamos necessidade de reforma, de insumos e de reforço de equipe. Quando resolvemos essas questões, conseguimos potencializar os centros cirúrgicos para ter maior número de cirurgias”, explicou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. Reformas Paralelamente à ampliação cirúrgica, o Hran passa por transformações físicas focadas no acolhimento. As obras atualmente em execução somam cerca de R$ 411 mil e contemplam áreas cruciais para a unidade. Durante a visita, a governadora constatou que as intervenções na Emergência do Pronto-Socorro estão avançadas, enquanto os trabalhos de adequações no refeitório dos servidores e nos vestiários chegaram à metade. O Centro Obstétrico e as enfermarias da maternidade também estão em fase de reformas. Secretário de Saúde, Juracy Lacerda: “Esse é um programa que tirou a cirurgia de menor dificuldade para a rede privada e está fortalecendo a nossa rede para procedimentos de maior complexidade” Durante a visita à unidade, o secretário Juracy Lacerda detalhou o avanço das obras e explicou como as intervenções físicas estão diretamente ligadas ao aumento da capacidade cirúrgica. “Nós sabemos que a realidade dos hospitais são hospitais antigos e que precisam dessa revitalização até para trazer um ambiente mais seguro para os nossos servidores trabalharem e também um ambiente mais humanizado para a nossa população”, acrescentou. O chefe da pasta destacou ainda que os resultados já são expressivos e a expectativa é de novo recorde este ano: “São essas ações que têm repercutido em um volume recorde de cirurgias aqui na saúde e esperamos que, neste ano, a gente ultrapasse muito esse recorde histórico da Secretaria de Saúde”. O GDF planeja, ainda, aplicar mais R$ 1,8 milhão em novos investimentos na unidade hospitalar. Os recursos serão direcionados à recuperação do hall, das esquadrias e das enfermarias da Unidade de Queimados, à reforma do auditório e às adequações no Núcleo Regional de Atenção Domiciliar. Também estão previstas pinturas internas, a construção de um novo abrigo de resíduos e a implantação de uma Sala de Simulação, consolidando o compromisso com uma saúde pública mais eficiente, resolutiva e humanizada.
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Junho Laranja: Hran é referência no atendimento a vítimas de queimaduras
No fim do mês passado, o pedreiro Bruno Oliveira* sofreu queimaduras após receber uma descarga elétrica durante o trabalho. “Eu já estava terminando o serviço quando a régua metálica que eu usava encostou na rede de alta tensão da rua. A descarga elétrica me atingiu e o choque foi muito forte”, conta. Após os primeiros atendimentos, Bruno foi encaminhado para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde está internado há 15 dias na Unidade de Queimados. “O tratamento tem sido muito bom. A equipe é bastante atenciosa e hoje já sinto uma melhora significativa em relação às dores que tinha quando cheguei”, relata. Atendimento especializado "A equipe é bastante atenciosa e hoje já sinto uma melhora significativa em relação às dores que tinha quando cheguei”, conta Bruno Oliveira Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Referência no Distrito Federal, a Unidade de Queimados do Hran acompanha pacientes desde o atendimento de urgência até a reabilitação. Em 2025, a unidade registrou 339 internações, 1.588 banhos e curativos com anestesia e 574 cirurgias, totalizando cerca de 2,5 mil procedimentos. Entre os casos relacionados a acidente de trabalho, os mais frequentes envolvem queimaduras térmicas por fogo e líquidos inflamáveis, queimaduras elétricas, especialmente em eletricistas e trabalhadores da construção civil, queimaduras químicas causadas por ácidos, solventes e produtos industriais, além de explosões envolvendo álcool, gasolina e outros combustíveis. O serviço reúne pronto-socorro, enfermaria, ambulatório para pacientes agudos e crônicos, além de ambulatório de fisioterapia. A assistência é prestada por uma equipe multiprofissional formada por médicos, psicólogo, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, nutricionista e assistente social. Segundo o cirurgião plástico da Unidade de Queimados do Hran, Brenner Dolis, o cuidado é contínuo. “Muitos pacientes chegam pelo pronto-socorro, passam por internação e cirurgias quando necessário e seguem em acompanhamento ambulatorial. Também contamos com atendimento especializado para reabilitação e tratamento de sequelas”, explica. Segundo o cirurgião plástico, Brenner Dolis, aproximadamente 90% das queimaduras podem ser evitadas com medidas simples de prevenção Conscientização Anualmente, é realizada a campanha Junho Laranja, em alusão ao Dia Nacional de Luta contra Queimaduras, celebrado neste sábado (6) e instituído pela Lei nº 12.026/2009. Neste ano, a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) escolheu o tema “Trabalho seguro sem queimaduras”. Com o slogan “Prevenção é o melhor equipamento de proteção”, a campanha alerta para os riscos de acidentes causados por eletricidade, produtos químicos, vapor, fogo e líquidos superaquecidos nos ambientes de trabalho. “A conscientização salva vidas. Acidentes com queimaduras geram impacto importante para o sistema de saúde e podem deixar sequelas que afastam trabalhadores de suas atividades. Além do tratamento das feridas, muitas vezes é necessária uma reabilitação ampla”, afirma Dolis. O especialista alerta ainda que aproximadamente 90% das queimaduras podem ser evitadas com medidas simples de prevenção. “Entre elas estão o uso correto de equipamentos de proteção individual, treinamentos periódicos, armazenamento adequado de produtos inflamáveis, sinalização de áreas de risco e capacitação em primeiros socorros”, aponta. O que fazer Em caso de queimadura, é essencial buscar atendimento médico. Antes de chegar ao hospital, recomenda-se resfriar o local com água corrente em temperatura ambiente por cerca de 20 minutos e cobrir a lesão com pano limpo ou gaze. “É importante não utilizar pasta de dente, manteiga, café, pomadas caseiras ou gelo diretamente sobre a pele, pois isso pode agravar a lesão”, orienta. Segundo o médico, a atenção deve ser redobrada em acidentes com eletricidade. “Os choques elétricos podem ser bastante enganosos. Muitas vezes observamos apenas pequenas lesões na pele, mas a corrente pode causar danos graves aos tecidos internos e, em alguns casos, levar o paciente a óbito. ” O pronto-socorro de queimados do Hran funciona 24 horas, todos os dias da semana. Após os primeiros cuidados, caso seja preciso, o paciente é encaminhado para a internação. *Nome fictício para preservar a identidade *Com informações da SES-DF
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Hemocentro inaugura Sala de Apoio à Amamentação nesta sexta (29)
A Fundação Hemocentro de Brasília inaugura, nesta sexta (29), às 14h, a Sala de Apoio à Amamentação, tornando-se o primeiro hemocentro público do país a contar com esse tipo de estrutura. A data faz referência ao Mês da Doação de Leite Humano, campanha que reforça a importância do aleitamento materno e da solidariedade entre mulheres. Nova sala tem poltrona, pia, refrigerador para armazenamento do leite, equipamento para extração manual e ar-condicionado | Foto: Divulgação/Fundação Hemocentro de Brasília “Mais do que cumprir uma determinação legal, queremos oferecer um ambiente que respeite e apoie a maternidade em todas as suas fases” Osnei Okumoto, presidente da Fundação Hemocentro de Brasília A criação do espaço reflete a realidade da instituição. Das 357 pessoas que compõem o quadro de servidoras e servidores da fundação, 235 são mulheres — mais de 65% do total. Entre elas, 14 estão atualmente em período de lactação. Somados os 34 profissionais terceirizados, a proporção feminina ultrapassa 70% da força de trabalho. Espaço aberto A sala é aberta a todas as mulheres em período de amamentação que circulam pelo Hemocentro — trabalhadoras, servidoras e profissionais terceirizadas —, além de doadoras de sangue, familiares de pacientes do Ambulatório de Coagulopatias Hereditárias e comunidade em geral. O espaço também servirá de referência para servidoras e estudantes da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs). Projetada para oferecer conforto e privacidade, a sala de apoio tem poltrona, pia, refrigerador para armazenamento do leite, equipamento para extração manual e ar-condicionado. A iniciativa atende ao disposto na Lei Distrital nº 7.057/2022, que obriga órgãos e entidades da administração pública do DF a disponibilizar esse tipo de espaço para suas trabalhadoras. [LEIA_TAMBEM]“A criação desta sala representa um passo importante no cuidado com as mulheres que fazem parte do Hemocentro — trabalhadoras, doadoras ou pacientes atendidas pelos nossos serviços”, afirma o presidente da Fundação Hemocentro de Brasília, Osnei Okumoto. “Mais do que cumprir uma determinação legal, queremos oferecer um ambiente que respeite e apoie a maternidade em todas as suas fases.” Ponto de coleta A sala também funcionará como ponto de coleta de leite humano para doação. A mãe que desejar contribuir pode extrair e deixar o leite armazenado no local — a retirada será feita pelo banco de leite humano do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), que faz a coleta diretamente no Hemocentro. O leite doado passa por análise, pasteurização e controle de qualidade antes de ser distribuído a recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados na rede pública. Para participar, basta procurar a equipe da sala. Mulheres que ainda estão amamentando só podem doar se o parto tiver ocorrido há mais de 12 meses. Caso a mulher já tenha encerrado a amamentação, basta que tenham se passado pelo menos três meses desde o parto. Em caso de qualquer dúvida, a orientação é procurar a equipe de triagem do Hemocentro antes de se dirigir ao local. * Com informações da Fundação Hemocentro de Brasília
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Vai para a Copa do Mundo? Saiba os cuidados necessários antes de entrar no avião
A Copa do Mundo se aproxima, e muitos torcedores já estão preparando as malas para visitar um dos três países que vão sediar os jogos. Entre passagens, roteiros e camisas de time, um item indispensável deve estar nos preparativos: o cartão de vacina. Thallys Silva, enfermeiro do Ambulatório do Viajante do Hran, orienta: “Às vezes a pessoa considera apenas o destino final, mas precisa pensar, também, nas possíveis escalas pelo caminho” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Viajar para outro país naturalmente envolve certo cuidado com a saúde. Como a Copa do Mundo é um evento que reúne milhões de pessoas de diferentes nacionalidades, exige atenção redobrada. A mistura e as multidões trazem maior risco na disseminação de doenças transmissíveis. “A orientação principal é atualizar o cartão de vacina na UBS [Unidade Básica de Saúde]", indica o enfermeiro Thallys Silva, do Ambulatório do Viajante do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). "Também é importante priorizar doses da tríplice viral, que engloba sarampo, caxumba e rubéola.” Sarampo O contexto global indica surtos de sarampo em todos os continentes. Em 2025, foram confirmados 248.394 casos da doença no mundo. O México soma mais de 14 mil casos desde 2025 e 36 mortes, enquanto os Estados Unidos registraram 49 surtos no ano passado. O Canadá, por sua vez, perdeu, neste ano, a certificação de país livre do sarampo. Para vacinação contra o sarampo, a orientação é procurar a UBS até 15 dias antes de viajar O Brasil, apesar do cenário, permanece como um país livre da circulação do vírus responsável pela doença — título conquistado em 2024. No entanto, em 2025, 94,7% dos casos confirmados (36 de 38) da doença ocorreram em pessoas sem histórico vacinal, o que reforça a importância da imunização como principal forma de prevenção. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, pessoas de 1 a 29 anos, além de profissionais de saúde de qualquer idade, devem receber duas doses da tríplice viral. Já os demais adultos, de 30 a 59 anos, precisam tomar uma dose. No caso do sarampo, recomenda-se procurar a UBS com antecedência mínima de 15 dias da viagem. Caso não seja possível cumprir o prazo, é importante receber a dose mesmo assim, pois ainda pode conferir proteção. Febre amarela Os viajantes devem se prevenir, ainda, contra a febre amarela, mesmo que os países que sediam a Copa (México, Canadá e Estados Unidos) não exijam o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). “Às vezes a pessoa considera apenas o destino final, mas precisa pensar, também, nas possíveis escalas pelo caminho”, explica Thallys Silva. “Se a escala for em um país muito rígido com o certificado, o indivíduo é deportado se não apresentar o documento”. [LEIA_TAMBEM]O esquema vacinal da febre amarela é de uma dose aos 9 meses, com reforço aos 4 anos, e a dose única, a partir dos 5 anos. Para áreas de riscos ou países que exigem o certificado, os viajantes devem tomar uma dose pelo menos dez dias antes da viagem. Para retirar o CIVP, basta acessar o aplicativo do Meu SUS Digital (Android e iOS), acessar o ícone da certificação e imprimir a guia. Salvar uma cópia no celular, de fácil acesso, também é recomendado. Todos os imunizantes inclusive o da tríplice viral e da febre amarela — estão disponíveis nas mais de 170 UBSs do Distrito Federal. Para se imunizar, basta apresentar um documento de identidade válido e com foto e, se possuir, a caderneta vacinal. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Unidade pioneira de cirurgia bariátrica no DF completa 1 ano de funcionamento
Em evento realizado neste sábado (23), no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), servidores e pacientes comemoraram um ano de atividade da Unidade de Cirurgia Bariátrica do hospital. O local é pioneiro no Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal e oferece atendimento humanizado e estrutura dedicada a pacientes com obesidade. O espaço conta com seis consultórios, utilizados por uma equipe multiprofissional composta por cirurgiões, psicólogos, endocrinologistas, profissionais de enfermagem e nutricionistas. A unidade é equipada com 16 cadeiras especiais para pessoas com obesidade, além de armários e ar-condicionado em cada sala, proporcionando mais conforto e acessibilidade aos usuários do SUS. “A nova estrutura trouxe mais dignidade para o paciente. Ele agora possui uma unidade específica, um espaço mais amplo e confortável, em que todo o atendimento bariátrico é feito no mesmo ambiente. Aqui há várias especialidades voltadas unicamente para o seu quadro”, ressalta o diretor do Hran, Bruno Bacelar. “As profissionais do Hran são pessoas maravilhosas, que enchem de esperança a minha vida”, conta Sandra Regina Ramos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF A referência técnica administrativa (RTA) do Hran e cirurgiã bariátrica responsável pela unidade, Ana Carolina Fernandes, afirma que o espaço representa a humanização do atendimento ao usuário. “O serviço de cirurgia bariátrica já existe há 18 anos no Hran, mas esse novo espaço reforça a importância e o comprometimento com pacientes obesos ou que tenham doenças metabólicas que necessitam do tratamento cirúrgico para melhora das comorbidades”, avalia. À frente da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o médico Juracy Lacerda prestigiou o evento e aproveitou para advertir sobre a importância de monitorar as taxas de obesidade. A condição está associada a doenças metabólicas graves como diabetes, hipertensão e doenças neurológicas. “Nós sabemos que a obesidade está em amplo crescimento no Brasil e no mundo. Quando analisamos os dados, nós vemos um aumento dos casos não só na população adulta, mas também na população infantil. Esse crescimento reforça a necessidade de trabalharmos com afinco em políticas de controle do sobrepeso na população”, afirma o secretário de Saúde. Esperança Próxima de ser chamada pelo complexo regulador (CRDF) para realizar a cirurgia bariátrica no Hran, Sandra Regina Ramos, 60, elogia o atendimento recebido na unidade e a atenção que os profissionais do hospital vêm dando ao seu caso. Ela conta esperar ansiosamente por ter de volta sua autonomia e qualidade de vida após o procedimento. “A bariátrica, para mim, é uma coisa muito importante, porque eu vou poder voltar a trabalhar, a cuidar de mim mesma. As profissionais do Hran são pessoas maravilhosas, que enchem de esperança a minha vida”, conclui. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Mutirão de espirometria realiza quase 400 exames no Hran
Nesta semana, entre os dias 4 e 8 de maio, 365 pacientes passaram pelo Ambulatório de Pneumologia do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) em meio à força-tarefa para realização de exames de espirometria. Também conhecido como prova de função pulmonar, o teste é essencial para avaliar a capacidade respiratória dos pacientes, permitindo o diagnóstico da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e de outras enfermidades. O mutirão, também organizado no ano passado, visa diminuir a fila de espera para realizar o exame pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). O diagnóstico é necessário para que alguns pacientes com a condição participem de programas de reabilitação pulmonar ou sejam encaminhados para outros procedimentos de saúde. O médico pneumologista do Hran, Paulo Feitosa, lembra que a rede de atenção da SES-DF é um modelo na oferta desse serviço. “A unidade de pneumologia do Hran é referência em várias patologias pulmonares específicas. Trata-se da maior unidade do tipo dentre as regiões Nordeste e Centro-Oeste e funciona em cooperação com outros serviços oferecidos no Hran, como o Ambulatório do Sono”, ressalta. Força-tarefa atendeu quase 500 pacientes entre os dias 4 e 8 de maio | Fotos: Yuri Freitas/Agência Saúde DF Como funciona Durante a espirometria, o paciente é orientado a encher o peito de ar e soprar forte e rápido, por seis segundos, esvaziando todo o pulmão em um tubo ligado a um sistema computadorizado. Após cerca de 20 minutos do primeiro sopro e do uso de um broncodilatador, o paciente repete o sopro para ver se houve mudança depois do uso da medicação. Todo o exame é orientado por um técnico de espirometria habilitado, com equipamentos ligados a sistemas computadorizados que geram dados gráficos e numéricos para análise de um especialista — no mutirão, os pneumologistas do Hran. Um dos pacientes atendidos no decorrer da semana foi a chefe de cozinha Rayane Campeche. Ela conta que já havia se consultado com um fonoaudiólogo da rede e elogiou a equipe da SES-DF. “A profissional que marcou os exames foi super solícita comigo. Estou na fila para fazer a cirurgia bariátrica também, então me colocaram para fazer esse exame de investigação pneumonológica. Eu tenho asma desde criança, mas agora eu quero cuidar melhor da minha saúde”. Acompanhada da filha e do neto, a aposentada Doralice Samara também participou do mutirão Outra a participar do mutirão foi a aposentada Doralice Samara, acompanhada da filha e do neto. Doralice é fumante — apesar da forte reprovação da família — e afirma que a força-tarefa acontece em um momento oportuno. “Como foi constatada a DPOC, um enfisema, o médico pediu esse exame para avaliar a minha situação, para ele poder trocar o medicamento”. Já sobre a dificuldade em realizar o teste, a aposentada fala com orgulho: “Segurar o fôlego foi difícil, mas eu consegui, mesmo com 80 anos! Teve gente mais nova que eu que não deu conta”, afirma sorridente. *Com informações da SES-DF
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Hran e Hospital de Base realizam 270 triagens fonoaudiológicas
Os hospitais de Base de Brasília (HBDF) e da Asa Norte (Hran) realizaram 270 triagens fonoaudiológicas, quinta (23) e sexta-feira (24). Durante os atendimentos, foram consideradas queixas relativas à voz, como rouquidão persistente ou cansaço ao falar. No Hran, a ação contou com fonoaudiólogos da Secretaria de Saúde (SES-DF) e alunos de fonoaudiologia da Universidade de Brasília (UnB), do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (Uniplan) e da Universidade Católica de Brasília (UCB). Em todas as consultas foi aplicado um protocolo de rastreio de casos desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), capaz de identificar sinais de desconforto na voz e possíveis quadros de rouquidão ou disfonia (alterações na qualidade vocal). Os pacientes com resultados positivos foram encaminhados à Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para continuidade do atendimento. Em todas as consultas foi aplicado um protocolo de rastreio de casos desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Coordenadora da ação, a especialista em voz e fonoaudióloga do Hran Yonara Caetano reforça que é preciso investigar qualquer desconforto vocal. A porta de entrada preferencial para essa checagem são as UBSs. “A voz precisa ser emitida facilmente e sair limpa. Se há força para falar ou certa rouquidão, é um sinal de alerta. Esses problemas indicam que algo não vai bem no corpo”, avisa Caetano. A profissional também enfatiza os principais cuidados para manter a saúde da voz. “O que indicamos, antes de tudo, é hidratar as pregas vocais, que precisam disso para vibrarem e emitirem som. Também é importante realizar sempre um aquecimento e um desaquecimento para o uso profissional da voz. Ela deve estar dentro dos limites do confortável e nunca nos extremos: muito agudo ou muito grave, nem falar tão alto ou tão baixo. O conforto é sempre o mais saudável”, diz. Assim como outras funções do corpo, a voz também envelhece. Situações como cirurgias, doenças ou até o uso inadequado podem gerar mudanças que precisam de acompanhamento Anne Paz, fonoaudióloga Atuando no HBDF, a fonoaudióloga Anne Paz, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), explica que a voz sofre mudanças ao longo da vida e precisa de cuidados: “Assim como outras funções do corpo, a voz também envelhece. Situações como cirurgias, doenças ou até o uso inadequado podem gerar mudanças que precisam de acompanhamento”. Quem aproveitou o evento de triagem fonoaudiológica foi Edicleide Gonçalves, de 39 anos, que saía de uma consulta de rotina no Hran quando foi abordada pela equipe da ação. “Para mim, essa foi uma experiência interessante. Eu sempre falo assim: ‘A voz é o mais importante, Deus me livre de eu ficar sem falar!’ Sou muito conversadeira", revela. *Com informações da Secretaria da Saúde
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Dia Mundial da Voz: Hran e Hospital de Base ofertam triagem fonoaudiológica
Em comemoração ao Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e o Hospital de Base de Brasília (HBDF) ofertarão, na próxima semana, uma triagem fonoaudiológica. A ação é voltada a quem apresenta algum distúrbio na voz, como rouquidão persistente, cansaço ao falar e falhas constantes na voz. Durante o atendimento, será aplicado um protocolo de rastreio desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), capaz de identificar sinais de desconforto ao falar e possíveis quadros de rouquidão. Os participantes passarão por triagem com avaliação vocal, que analisa aspectos como rouquidão e tensão vocal, além do preenchimento de questionários específicos. Caso seja identificada alguma alteração vocal, o paciente será encaminhado para a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, onde seguirá o fluxo de atendimento na rede pública. O percurso inclui avaliação na Atenção Primária, consulta com médico otorrinolaringologista, exame de videolaringoscopia e, se necessário, início de fonoterapia. A ação contará com a participação de fonoaudiólogos da Secretaria de Saúde (SES-DF) e de estudantes de fonoaudiologia do Distrito Federal. Rouquidão, cansaço ao falar e falhas na voz são sinais de alerta para saúde vocal | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Campanha A campanha deste ano da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia tem como tema Sua voz, sua História. O objetivo é chamar atenção para as mudanças da voz, ao longo dos anos, e quais sintomas indicam alerta. Com o envelhecimento, a voz também muda, e alguns aspectos dessa mudança chamam a atenção para a saúde vocal. Idosos podem apresentar ao longo dos anos a voz mais fraca e trêmula. Além disso, o uso inadequado da voz, uso de medicações, refluxo gastroesofágico, tabagismo e pouco consumo de água interferem na saúde da voz. A campanha chama atenção para uma doença chamada presbifonia, que é o envelhecimento da voz. Com cuidados com a saúde e acompanhamento de profissionais de fonoaudiologia, a voz na terceira idade pode ser preservada. O fonoaudiólogo é o responsável pela saúde vocal, com foco na prevenção de doenças. Serviço Local: Hospital Regional da Asa Norte Datas: dias 23 e 24 deste mês Horário: 8h às 12h e das 14h às 17h Local: Hospital de Base de Brasília Data: dia 23 deste mês Horário: 8h às 12h e das 14h às 17h. Público: aberto ao público em geral, especialmente a pessoas com queixas vocais. *Com informações da SES-DF
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Cozinha hospitalar do Hran é reinaugurada, com investimento de R$ 1,3 milhão
O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) ganhou uma nova cozinha hospitalar. O espaço foi reinaugurado nesta terça-feira (8) pela governadora Celina Leão, após receber investimento de R$ 1.324.249,34 em obras e equipamentos. A obra contou ainda com R$ 500 mil em emenda parlamentar do deputado Robério Negreiros. Cozinha foi reformada com foco no reforço à segurança no preparo e distribuição das refeições, o que melhora a qualidade de alimentação dos pacientes | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A estrutura passou por uma reforma completa para reforçar a segurança no preparo e na distribuição de refeições. Essa é a sétima unidade da rede pública de saúde que recebe investimentos de reforma no refeitório. A governadora Celina Leão acompanhou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, durante a reinauguração: “É uma área muito importante, porque trata da alimentação de quem está internado e também de quem trabalha todos os dias dentro do hospital” “Entendemos que isso melhora a qualidade da alimentação oferecida ao paciente e também as condições de trabalho dos servidores da saúde”, afirmou a governadora. “É uma área muito importante, porque trata da alimentação de quem está internado e também de quem trabalha todos os dias dentro do hospital.” Adequação A intervenção incluiu reformulação total da rede elétrica, impermeabilização integral da área, substituição dos revestimentos de piso e parede e modernização dos equipamentos usados na rotina da cozinha. As mudanças atendem às normas sanitárias e operacionais e reforçaram a segurança na armazenagem e no preparo dos alimentos. “O investimento melhora o manejo dos alimentos servidos a pacientes e equipes e reforça uma área importante para o hospital, para o cuidado com o paciente e para as condições de trabalho dos servidores” Juracy Lacerda, secretário de Saúde Entre os novos equipamentos estão fogão industrial, freezers, panelas industriais, caixas térmicas, sistemas de banho-maria, bancadas de apoio, armários para os funcionários e cubas para preparo e higienização. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, anunciou que os trabalhos continuam em outras unidades de saúde. “O investimento melhora o manejo dos alimentos servidos a pacientes e equipes e reforça uma área importante para o hospital, para o cuidado com o paciente e para as condições de trabalho dos servidores”, disse. “O próximo a receber a reforma será o Hospital do Gama e, depois, o Hmib [Hospital Materno Infantil de Brasília]”. O superintendente da Região Central de Saúde, Paulo Roberto da Silva Júnior, enfatizou o alcance das intervenções: “Toda a rede elétrica e a hidráulica foram trocadas. Agora, temos um equipamento moderno para atender usuários e servidores, com melhores condições na hora da alimentação”. Um novo Hran desde 2019 [LEIA_TAMBEM]A reinauguração da cozinha se soma a outras intervenções executadas pelo GDF no Hran nos últimos anos. Em 2020, durante a pandemia, a Secretaria de Saúde (SES-DF) empenhou R$ 822,6 mil em reformas prediais, com pintura das fachadas, troca de letreiros, readequação da radiologia para instalação de um novo tomógrafo, reforma do box do pronto-socorro e manutenção das redes elétrica e hidráulica. Em 2023, o pronto-socorro e o centro cirúrgico passaram por modernização, com reforma das oito salas cirúrgicas e das áreas de recuperação anestésica, renovação de piso, paredes e teto, climatização, iluminação blindada, novos focos, mesas cirúrgicas e uma farmácia satélite. Em 2024, o GDF investiu mais R$ 2,8 milhões para reformar a ala de fissurados, com intervenções também na unidade odontológica, na de queimados e no centro cirúrgico ambulatorial. Já em 2025, o hospital ganhou uma usina fotovoltaica de R$ 1 milhão, capaz de gerar mais de 500 MWh por ano e suprir cerca de 15% do consumo da unidade.
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Semana do Sono no DF abre debate sobre impactos de noites maldormidas
Dificuldade para dormir, acordar várias vezes durante a noite ou levantar com a sensação de cansaço. Todos são sinais comuns de insônia, um problema que pode afetar diretamente o bem-estar e a qualidade de vida. Quando o sono não ocorre de forma adequada, o organismo sofre impactos que vão desde irritabilidade e falta de concentração até prejuízos mais amplos à saúde física e mental. No Distrito Federal, o problema tem alcançado um número relevante de pessoas. De acordo com o mais recente perfil epidemiológico sobre o hábito de vida do brasiliense, divulgado neste ano pela Secretaria de Saúde (SES-DF), 31,1% dos adultos relatam sofrer com insônia. O levantamento também mostra que 20% dizem dormir menos de seis horas por noite, o que é considerado uma duração curta de sono. A Semana do Sono 2026 vai até quinta-feira (19), no auditório central do Hran; atividades são gratuitas e abertas à população | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF “É nesse ponto que precisamos chamar a atenção. Muitas vezes, a insônia é causada por nossos hábitos. A exposição excessiva à luz emitida por telas de celulares, televisores e tablets, assim como a iluminação artificial, inibe a produção de melatonina, hormônio que regula o ciclo sono-vigília. Além disso, a ausência de uma rotina adequada de sono contribui para o desenvolvimento da insônia”, explica a pneumologista e médica do sono Géssica Andrade, do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Os dados foram levantados pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, com informações relativas aos anos de 2006 a 2024. Os indicadores relacionados à duração e à qualidade do sono passaram a ser monitorados pelo Vigitel em 2024. No primeiro dia de evento, especialistas falaram sobre a importância do sono para a saúde como um todo e o papel da melatonina no organismo Conscientização Em todo o Brasil, unidades de saúde promovem atividades durante a Semana do Sono 2026, um movimento dedicado à conscientização sobre o tema. A mobilização teve início na última sexta (13) e segue até quinta-feira (19). O objetivo da iniciativa é ajudar a população a reconhecer os sinais de um sono de má qualidade, identificar quando é necessário procurar um especialista e adotar hábitos que favoreçam noites mais reparadoras. [LEIA_TAMBEM]No DF, a abertura ocorreu no auditório central do Hran. As atividades são gratuitas e abertas ao público. Durante as ações, as equipes destacam que a falta de sono de qualidade afeta o dia a dia e pode contribuir para o desenvolvimento de diversas doenças que poderiam ser evitadas com a adoção de hábitos mais saudáveis. “Inicialmente, a privação de sono pode causar sonolência diurna, comprometimento da memória e déficits de atenção. A longo prazo, podem surgir hipertensão, diabetes e distúrbios do humor, como depressão e ansiedade. Todas essas condições estão associadas à má qualidade do sono”, elenca Andrade. Confira aqui a programação dos próximos dias. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Referência em atendimento de queimados, Hran atende pacientes vítimas de raio
O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) deu alta clínica, nesta terça-feira (27), a três vítimas da queda de raio na Praça do Cruzeiro ocorrida no domingo (25). Ao todo, a unidade da Secretaria de Saúde (SES-DF) atendeu 14 pacientes, que tiveram pronto atendimento e receberam todos os cuidados necessários. A Unidade de Queimados do Hran é referência nesse tipo de tratamento. Pacientes vítimas de queimaduras, tanto do Distrito Federal quanto do Entorno, são encaminhados ao setor. No local, os pacientes encontram uma equipe multidisciplinar e um atendimento focado no bem-estar do indivíduo. Sávio Bezerra é um desses pacientes. Ele sofreu um acidente grave de trabalho e teve que ser internado na Unidade de Queimados em novembro. Um cabo de alta tensão provocou queimaduras de segundo e terceiro graus no corpo do eletricista. Após um mês tratando os ferimentos nos braços e coxa, o jovem de 29 anos está prestes a receber alta. “O atendimento aqui no Hran é excepcional! Tenho todos os profissionais que preciso. Eles cuidam de mim de uma maneira que, imagino, nem em hospitais particulares fazem. Sempre me informam sobre os procedimentos a serem feitos e cuidam para eu não sentir tanta dor”, elogia Sávio. A assistência humanizada, contínua e especializada é uma prioridade no setor. Por isso, no Hran, o tratamento não finaliza após a alta: a equipe segue acompanhando o paciente. Sávio irá voltar, ainda, para fazer curativos e prosseguir com a fisioterapia, por exemplo. Sávio Bezerra da Silva ficou internado na Unidade de Queimados do Hran durante um mês. Lá, ele recebeu o cuidado humanizado da equipe multidisciplinar | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Cuidado integral Quem precisa dos serviços da Unidade de Queimados do Hran pode contar com uma equipe vasta e completa: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e assistente social. A atuação multidisciplinar busca cobrir todas as necessidades daquele paciente para que sua recuperação seja completa. “Aqui é um centro de referência. Todos os profissionais atendem de acordo com a sua área e, juntos, criam um plano terapêutico personalizado para cada paciente. É uma equipe que intervém desde a admissão até depois da alta hospitalar”, explica a enfermeira do setor Aline Leão Simões. Essa assistência espelha-se na complexidade do caso. As queimaduras mais superficiais são atendidas no ambulatório. As de segundo e terceiro graus, por sua vez, comprometem superfícies maiores do corpo e, muitas vezes, pedem internações e cuidados mais intensivos. Em 2025, a unidade realizou 6.934 atendimentos, sendo 3.179 no pronto-socorro, 3.147 no ambulatório de queimaduras agudas e sequelas de queimaduras, 187 internações na enfermaria e 421 procedimentos no centro cirúrgico. Principais acidentes As causas mais comuns de queimaduras ocorrem pelo contato com líquidos quentes ou chamas diretas. Isso significa que a cozinha, na maior parte dos casos, é o local mais perigoso da casa. Choques elétricos com cabos de alta tensão, como o sofrido por Sávio, podem causar lesões de diferentes graus, além de outros problemas como convulsões e desmaios. “Os acidentes domésticos são os que mais trazem pessoas ao pronto-socorro. São indivíduos que colocam fogo no lixo, reacende churrasqueira com álcool, troca de fios de forma incorreta. Há também os acidentes de trabalho, com choques de alta tensão, por exemplo, geralmente as ocorrências mais graves", detalha Simões. O que fazer? Em caso de acidente, o primeiro passo é interromper o processo de queima com água limpa em abundância ou abafando o local. Em seguida, é necessário resfriar a região afetada com água em temperatura ambiente ou fria por pelo menos 20 minutos. Por fim, deve-se buscar imediatamente o serviço de saúde, podendo ser uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um pronto-socorro dos hospitais regionais da rede pública. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Verão e exposição prolongada ao sol acendem alerta para saúde
Horas de sol na piscina, na praia ou em atividades ao ar livre parecem inofensivas, mas também podem desencadear problemas de saúde. Com o verão começando, a insolação volta a ser um risco comum. Nesse contexto, a Secretaria de Saúde (SES-DF) alerta para os cuidados essenciais que devem ser mantidos durante esta temporada. A hidratação frequente é uma das primeiras recomendações para evitar problemas com o calor | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “A insolação é causada pela exposição prolongada ao sol ou a altas temperaturas, levando a um superaquecimento do corpo que não consegue mais regular sua própria temperatura; é uma emergência médica que exige atenção imediata”, adverte a dermatologista Letícia Oba, coordenadora dos ambulatórios de psoríase e cosmiatria do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). De acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico da insolação é basicamente clínico, fundamentado na avaliação dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Em algumas situações, o médico solicita exames complementares para identificar a gravidade do quadro e verificar se houve comprometimento de órgãos. Fatores de risco A insolação pode ser favorecida por uma combinação de fatores ambientais e individuais. Exposição prolongada a ondas de calor e em ambientes quentes e úmidos por vários dias seguidos são situações que elevam o risco. Condições como obesidade, baixo nível de condicionamento físico e desidratação também dificultam a dissipação do calor corporal e prejudicam a capacidade de transpiração. “Medidas simples, como compressas frias ou bolsas de gelo nas axilas, virilhas e pescoço, ajudam a reduzir a temperatura corporal” Letícia Oba, dermatologista do Hran Idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis. “O uso de certos medicamentos também contribui para o agravamento do quadro”, lembra a dermatologista do Hran. “Esses fatores podem atuar isoladamente ou em combinação, aumentando significativamente o risco de insolação”. Os sinais da insolação costumam aparecer de forma progressiva, indicando que o organismo está sobrecarregado pelo calor. Pele quente, seca e avermelhada, aumento da temperatura corporal, dor de cabeça intensa, náuseas e sensação de fraqueza são as manifestações mais comuns. Em quadros graves, podem ocorrer desmaios, convulsões, vômitos persistentes e dificuldade respiratória. O que fazer Diante de sintomas leves a moderados, a orientação é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Nos casos suspeitos de insolação grave, é fundamental acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) ou procurar o pronto-socorro de qualquer hospital da rede pública da SES-DF. [LEIA_TAMBEM]“Enquanto o socorro não chega, é essencial retirar a pessoa da fonte de calor e iniciar o resfriamento do corpo”, orienta Leticia Oba. “Medidas simples, como compressas frias ou bolsas de gelo nas axilas, virilhas e pescoço, ajudam a reduzir a temperatura corporal. Se for possível e a pessoa estiver consciente, mergulhe-a em uma banheira com água fria, não gelada, ou use um chuveiro.” A médica lembra que o uso de antitérmicos, como paracetamol ou ibuprofeno, não é indicado nesses casos. A ingestão de líquidos só deve ser feita se a pessoa estiver consciente e sem episódios de vômito. A prevenção passa por hábitos simples no dia a dia. Manter boa hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes (entre as 10h e as 16h), usar roupas leves e de cores claras e aplicar filtro solar regularmente são medidas eficazes para reduzir o risco de insolação e suas complicações. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hran recebe mais de 6 mil alunos por ano e se consolida como centro de excelência em formação de especialistas
O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) é um dos principais pilares da formação em saúde do Distrito Federal. Certificado como hospital de ensino pelos ministérios da Educação e da Saúde, a unidade funciona como uma fonte de talentos, recebendo anualmente cerca de 6 mil alunos de graduação, pós-graduação e residências multiprofissionais. “Somos por natureza um centro formador de especialistas. A residência médica ainda é o padrão-ouro para a formação e o Hran tem essa particularidade de ser pioneiro e exclusivo em diversas áreas", destaca o supervisor do programa de residência em cirurgia do aparelho digestivo do Hran, Adriano Guimarães. A residência médica no Hran é considerada padrão ouro | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde No DF, apenas o Hran forma especialistas em cirurgia plástica para atuação no Sistema Único de Saúde (SUS). O hospital também é o único a formar especialistas em procedimentos do aparelho digestivo. Neste ano, o Hran expandiu seu portfólio com a criação da residência em medicina do sono, vinculada à pneumologia. Uma pesquisa recente conduzida no hospital mostrou que o índice de satisfação é alto: 90% dos residentes recomendam o programa cursado. O número contrasta com a média nacional, que mostra grande migração de alunos para o setor privado. "O profissional, além de sair com formação exemplar e ser disputado pelo mercado, reconhece o serviço do hospital como de excelência e quer retribuir à rede pública" Adriano Guimarães, supervisor do programa de residência em cirurgia do aparelho digestivo De acordo com o supervisor da residência, a maioria dos residentes do Hran manifesta o desejo de atuar no SUS. "Isso é motivo de muito orgulho. Significa que o profissional, além de sair com formação exemplar e ser disputado pelo mercado, reconhece o serviço do hospital como de excelência e quer retribuir à rede pública", afirma Guimarães. A formação no Hran também atua estrategicamente para suprir carências, como na anestesiologia. "Formamos mão de obra qualificada para compor quadros defasados. A ampliação dessas vagas é, inclusive, uma importante política de Estado para o fortalecimento da saúde pública", acrescenta. O incentivo à pesquisa é outro alicerce da unidade. Todos os residentes têm a obrigatoriedade de publicar ao menos um trabalho científico, mas muitos concluem o curso com até cinco publicações. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Ambulatório do Viajante no Hran orienta população do DF sobre vacinas e prevenção de doenças antes de viagens
Aos 60 anos, Maria da Conceição de Almeida está prestes a realizar a primeira viagem internacional da vida. O destino é a ilha caribenha de Aruba. Antes de fechar a mala, a moradora de Taguatinga buscou orientações no Ambulatório do Viajante, que fica no Hospital Regional de Asa Norte (Hran). “Agendei por telefone. A ligação é rápida, o agendamento é feito na hora e eles orientam a chegada a partir das 14h. Vim fazer a consulta para falar sobre a minha viagem internacional. Preciso me precaver e trouxe minhas vacinas para o médico avaliar”, afirma a professora. O Ambulatório do Viajante é um espaço de orientação e prevenção para quem vai viajar, principalmente para o exterior, mas também para destinos nacionais, como regiões amazônicas. O atendimento ocorre às terças e quintas-feiras, de 14h às 17h. O agendamento é feito pelo telefone 3449-4733 ou pelos e-mails hran.crie@saude.df.gov.br e agendamentocriehran@gmail.com. O Ambulatório do Viajante é um espaço de orientação e prevenção para quem vai viajar, principalmente ao exterior, mas também para destinos nacionais, como regiões amazônicas | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília De acordo com o médico generalista do Hran, Fernando de Moraes, o ambulatório deve ser procurado principalmente por quem vai viajar para países tropicais e subtropicais. “A maioria dos países da América do Sul, da América Central, os 54 países africanos, e grande parte da Ásia exigem o CIVP, que é o Certificado Internacional de Vacinação”, explica o médico. A emissão do certificado é gratuita e pode ser feita de forma on-line. Segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF), quem tomou a vacina, exigida pelo país de destino, a partir de 30 de dezembro de 2022 pode emitir o certificado diretamente no aplicativo Meu SUS Digital, utilizando o mesmo login do Gov.br. O documento é gerado automaticamente, não possui prazo de validade e só precisa ser emitido uma única vez. Já quem foi vacinado antes dessa data e não tem registro no sistema, deve procurar uma unidade básica de saúde (UBS) para a atualização dos dados. Viagem segura Durante a consulta no Ambulatório do Viajante, a equipe avalia o histórico do paciente e confere as vacinas já tomadas. Para facilitar esse processo, é indicado o uso do aplicativo Meu SUS Digital. “É uma ferramenta importante, porque reúne as vacinas tomadas tanto no serviço público quanto no particular. Muitas pessoas não sabem mais onde está o cartão de vacinação, e isso ajuda muito”, pontua o doutor Fernando de Moraes. Além da vacinação, o atendimento inclui orientações sobre medicamentos. Como é comum que viajantes levem remédios para imprevistos, como alergias e diarreia, a equipe esclarece o que pode ser transportado na bagagem e qual o melhor horário para uso durante a viagem. Segundo Fernando de Moraes, o serviço segue um modelo adotado em vários países. “Esse trabalho existe em muitos lugares do mundo. Surgiu na Europa, na década de 1980, com uma proposta que considero uma das mais bonitas da medicina, que é a abordagem preventiva. Aqui, nosso foco é minimizar os riscos de adoecimento durante a viagem e evitar que a pessoa traga doenças para o Brasil”, esclarece o médico. Andreia Saboia: “Normalmente, pensamos primeiro no visto e nos documentos da viagem, mas também é fundamental verificar quais vacinas são exigidas" Andrea Saboia também procurou o Ambulatório do Viajante para se preparar para uma viagem internacional neste fim de ano. A advogada mora em Águas Claras e está com a passagem comprada para conhecer Curaçao. “Normalmente, pensamos primeiro no visto e nos documentos da viagem, mas também é fundamental verificar quais vacinas são exigidas. A gente sempre precisa se precaver. Consegui marcar pelo telefone e o atendimento foi imediato”, diz.
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DF tem a melhor taxa de cobertura do teste da orelhinha do país
O Distrito Federal tem a melhor taxa de cobertura da triagem auditiva neonatal, segundo dados do Ministério da Saúde. A unidade federativa registrou alcance de 95%, seguida por Santa Catarina (75%), Mato Grosso do Sul (66%), Rio Grande do Sul (63%) e Minas Gerais (61%). O teste da orelhinha, como é popularmente conhecida a triagem, compõe o rol de exames oferecidos a recém-nascidos ainda na maternidade, como parte do cuidado neonatal prestado por integrantes de uma equipe multiprofissional. Para a execução dessa política pública, o fonoaudiólogo desempenha um papel fundamental. Além de detectar problemas de audição, a área é responsável por avaliar o frênulo lingual (teste da linguinha) e por apoiar o aleitamento materno, favorecendo a coordenação entre as funções de sucção, deglutição e respiração do bebê. O teste da orelhinha compõe o rol de exames oferecidos a recém-nascidos ainda na maternidade | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Essa abordagem integral, conforme explica a responsável técnica de Fonoaudiologia da Secretaria de Saúde (SES-DF), Ocânia da Costa, favorece a adequada inserção do novo indivíduo na sociedade. “São vários profissionais envolvidos, cada um em sua área, buscando sempre aplicar a melhor conduta possível, a fim de promover mais saúde e produzir menos impacto negativo.” Essência humana Há quase seis anos atuando entre maternidade, unidade de cuidados intermediários neonatais e centro obstétrico do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), a fonoaudióloga Laís Nogueira segue motivando-se com seus pacientes. “Cada bebê é uma sensação de 'novo começo'. Esse início de vida traz muita esperança”, enfatiza. “Para mim, nesse cenário, a fonoaudiologia está muito relacionada com a essência do que é ser humano: desenvolver-se e comunicar-se.” Assistência especializada [LEIA_TAMBEM]A SES-DF conta com 217 fonoaudiólogos em seu corpo técnico. No contexto hospitalar, esse profissional de saúde de nível superior está disponível em todas as 16 unidades da rede pública. Em 2025, até o momento, foram registrados quase 18,5 mil exames de triagem auditiva neonatal. A elevada taxa de cobertura justifica-se por um intenso trabalho de gestão que envolve desde o engajamento e a capacitação técnica, até o aprimoramento das escalas de trabalho e do registro dos dados. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Protocolos de manejo de diabetes gestacional são reforçados no DF
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforçou ações de diagnóstico e acompanhamento de gestantes com diabetes. A iniciativa se alinha às novas diretrizes publicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em novembro. A doença afeta uma em cada seis grávidas no mundo e demanda cuidado especializado para prevenir complicações maternas e neonatais. Segundo a OMS, mais de 21 milhões de gestantes enfrentam diabetes a cada ano. Na capital federal, a SES-DF já possui estrutura consolidada para identificar precocemente a doença e garantir atendimento especializado. O pré-natal de risco habitual segue protocolos internacionais, realizando glicemia de jejum no primeiro trimestre e, quando necessário, o teste oral de tolerância à glicose para diagnosticar diabetes gestacional. Unidades de saúde em todas as regiões do DF contam com profissionais como endocrinologistas e nutricionistas para atendimento a pacientes de diabetes gestacional | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF O ginecologista Marcelo Cronemberger, do ambulatório de pré-natal de alto risco do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), explica que a rede está preparada para acolher e acompanhar grávidas com a doença. “A partir do diagnóstico, seja de diabetes gestacional, seja de diabetes pré-existente, como tipo 1 e tipo 2, a paciente é imediatamente regulada para o pré-natal de alto risco. Todas as regiões de saúde contam com serviços especializados para esse atendimento”, destaca. A SES-DF mantém equipes multiprofissionais em várias unidades de alto risco, incluindo endocrinologistas, nutricionistas, profissionais de enfermagem qualificados e pré-natalistas especializados. Esses profissionais atuam de forma integrada em controle glicêmico, definição do uso de medicamentos, orientação alimentar, monitoramento de comorbidades e avaliação do desenvolvimento fetal. “O bom controle glicêmico antes da concepção reduz o risco de malformações, abortamentos e intercorrências nos primeiros meses de gestação” Marcelo Cronemberger, ginecologista Cronemberger reforça que o cuidado começa idealmente antes mesmo da gestação. “Para mulheres com diabetes tipo 1 ou tipo 2, é fundamental planejar a gravidez. O bom controle glicêmico antes da concepção reduz o risco de malformações, abortamentos e intercorrências nos primeiros meses de gestação”, explica. Na hora do parto As novas diretrizes da OMS também orientam sobre o manejo durante o parto. Recomenda-se que a decisão sobre a idade gestacional segura para realização do parto seja individualizada e baseada no tipo de diabetes, no controle da glicemia e nas condições clínicas da mãe e do bebê. A SES-DF já adota esse modelo de atendimento, pautado em evidências e análise de risco. O diabetes é uma das condições crônicas que mais avançam no mundo e já afeta mais de 800 milhões de pessoas. A SES-DF busca fortalecer a linha de cuidado materno-infantil e garantir assistência qualificada, a fim de reduzir complicações e promover gestações mais seguras. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hran realiza 600 atendimentos para identificar lesões suspeitas de câncer de pele
As portas do ambulatório do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) estiveram abertas neste sábado (13) em uma força-tarefa para o diagnóstico de câncer de pele. Ao longo de seis horas, das 9h às 15h, 600 atendimentos foram realizados com o objetivo de identificar precocemente lesões suspeitas de câncer de pele e orientar a população sobre prevenção e cuidados essenciais. Após consulta médica, 40 remoções cirúrgicas puderam ser realizadas de forma imediata na unidade de saúde. Outros 50 pacientes tiveram procedimentos agendados para os próximos meses, que serão efetuados, além do próprio Hran, no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) ou no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB). Otávio Ruela, 90, e Maria das Dores de Souza, 86, foram os primeiros a serem atendidos. A posição foi garantida com o apoio de familiares que se revezaram na fila desde o fim da tarde anterior, sexta-feira (12). Logo nos primeiros minutos de atendimento, ambos entraram para a sala de cirurgia. Do lado de fora, quem os aguardava eram os filhos, o casal Edimar Ruela, 59, e Marilene Alves, 51. Otávio Ruela, 90, e Maria das Dores de Souza, 86, foram os primeiros a serem atendidos. Logo nos primeiros minutos de atendimento, ambos entraram para a sala de cirurgia | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF "Desde o início do ano que eu estou torcendo para esse dia chegar”, afirma o filho de Otávio na companhia da esposa. O pai teve lesões identificadas nos últimos meses, enquanto a sogra concluiu tratamento para câncer de pele há cerca de três anos. "A gente conhece alguns dos profissionais que estão aqui. Sabemos que nossos pais estão em boas mãos", garante Marilene. Voluntários A força-tarefa reuniu quase 60 médicos e outros 20 profissionais de diferentes formações. Neste grupo de voluntários, havia bastante comprometimento e paixão. "Eu nasci para cuidar de pessoas. Aqui é a minha casa", demonstrava a enfermeira Claudia Brito. Não à toa, foram quase trinta anos de atuação no Hran. Aposentada em 2014, os últimos 15 anos de profissão foram dedicados ao setor de dermatologia da unidade. Já tendo participado do Dezembro Laranja em anos anteriores, não teve dúvidas ao aceitar o convite para atuar como voluntária nesta edição. "Eu sou apaixonada por dermatologia. É o que eu gosto de fazer. Fui cada vez mais estudando… Essa paixão está aqui comigo até hoje", resume a profissional. Dezembro Laranja Os atendimentos gratuitos são uma das principais ações do Dezembro Laranja, coordenado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A campanha chama a atenção para a importância do autocuidado e da realização do check-up anual com o dermatologista, medidas essenciais para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pele. Desde 1999, essa iniciativa já somou mais de 600 mil consultas e identificou mais de 75 mil casos de câncer cutâneos. Este ano são mais de 100 postos em todo o país e colaboração de mais de 2 mil médicos dermatologistas voluntários. Ao longo de seis horas, das 9h às 15h, 600 atendimentos foram realizados no Hran com o objetivo de identificar precocemente lesões suspeitas de câncer de pele Segundo a preceptora da residência de dermatologia do Hran e presidente da SBD no Distrito Federal, Letícia Oba, a força-tarefa contribui de modo determinante. "A intenção aqui é ser resolutivo. A gente já faz algumas cirurgias hoje, deixa outras agendadas. É uma forma de acelerar o acesso da população à assistência especializada", explica. *Com informações da SES-DF
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Hran recebe força-tarefa para diagnóstico de câncer de pele
O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) recebe, neste sábado (13), uma ação da campanha Dezembro Laranja, mês de conscientização sobre o câncer de pele. A força-tarefa busca diagnosticar e orientar a respeito da doença, de cuidados preventivos e de tratamentos. O ambulatório da unidade vai atender das 9h às 15h. Haverá distribuição de senhas, de acordo com a ordem de chegada. A iniciativa é da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que articula assistência gratuita em diversas capitais do país. No Distrito Federal, serão feitos cerca de 600 atendimentos, realizados por médicos dermatologistas voluntários e associados à SBD. Quem for diagnosticado com suspeita de câncer de pele poderá agendar a cirurgia ou passar pelo procedimento no mesmo dia, dependendo da disponibilidade de material e da equipe | Foto: Sandro Araújo/Agência Brasília Os pacientes com suspeita diagnóstica de câncer de pele poderão ser submetidos à cirurgia no mesmo dia, mediante disponibilidade de material e da equipe de profissionais. Aqueles com diagnóstico positivo para a doença e que não forem operados no mesmo dia terão os procedimentos agendados pela equipe da dermatologia do Hran e do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Dezembro Laranja A campanha Dezembro Laranja alerta para a realização de exames anuais com um médico dermatologista, a fim de identificar precocemente lesões provocadas pelo câncer de pele. A campanha ocorre no mês de início do verão, quando a exposição ao sol aumenta. [LEIA_TAMBEM]Entre os sintomas de alerta para o câncer de pele estão: manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram; sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor; e feridas difíceis de cicatrizar. O câncer de pele é o mais frequente tipo de câncer no Brasil e no mundo. A doença provoca um crescimento anormal e descontrolado das células e representa 30% de todos os diagnósticos que acometem a pele. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa nacional para o triênio de 2023 a 2025 aponta para 704 mil casos novos. O uso de protetor contra as radiações UVA e UVB e fator de proteção solar (FPS) mínimo de 30 é uma das principais medidas preventivas. Além disso, roupas com proteção UV e chapéus de abas largas podem ser grandes aliados. Serviço Força-tarefa para diagnóstico de câncer de pele no Hran Data: sábado (13) Local: ambulatório do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) Horário: 9h às 15h (atendimento por ordem de chegada) *Com informações da Secretaria de Saúde
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Novo aparelho do Hran garante mais segurança a pacientes com fissura palatina
Na última quarta-feira (3), o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) realizou o primeiro procedimento cirúrgico utilizando o motor de vibração ultrassônica Piezo, tecnologia responsável pela retirada do osso da bacia para reconstrução da parte óssea da face. Adquirido recentemente pela unidade, o equipamento amplia o conforto, a precisão e a segurança dos pacientes, em especial daqueles com fissuras palatinas. O primeiro paciente foi Felipe Alves, 12 anos, nascido com fenda palatina e lábio leporino. A mãe dele, Lorena Alves, 34, conta que todo o tratamento, incluindo diversos procedimentos cirúrgicos ao longo dos anos, foi realizado no Hran com excelência. “O hospital sempre esteve de portas abertas. A equipe e os médicos são ótimos, estão sempre atentos e prontos para nos receber”, relatou. O novo aparelho leva mais tranquilidade e mais segurança à equipe médica e aos pacientes | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Sobre a cirurgia com o novo aparelho, Lorena demonstrou ansiedade, mas se manteve tranquila diante da capacidade e eficiência da equipe. “Apesar de ele já ter feito várias cirurgias, cada uma é diferente da outra. É uma emoção. Mas eu confio muito na equipe, eles estudam bastante o caso e estou confiante porque cada vez tem algo a melhorar”, emocionou-se. Cirurgia O procedimento realizado em Felipe retira um fragmento do osso da região da bacia do paciente e o insere na boca, melhorando o arco maxilar. O osso da bacia é utilizado devido à alta compatibilidade com a região maxilar, permitindo a continuidade do tratamento. Antes da aquisição, a extração óssea era feita com ferramentas manuais como martelo e outros instrumentos, o que poderia traumatizar a região e resultar em maiores dificuldades na recuperação pós-operatória, maior danificação de tecidos moles, com edema [inchaço] e demora na recuperação. Antes da compra do novo aparelho, a extração óssea era feita com ferramentas manuais, como martelo e outros instrumentos, o que poderia traumatizar a região Segundo o coordenador do Serviço Multidisciplinar de Atendimento a Fissuras Labiopalatinas do Hran, Marconi Delmiro, o aparelho facilita o procedimento tanto para os profissionais quanto para os pacientes. “Com o novo instrumento, esses cortes ósseos serão realizados com mais precisão. Além disso, vai diminuir o tempo cirúrgico, o sangramento, o edema e o risco de necrose. Ou seja, é um grande avanço para a melhoria do atendimento”, explicou. O que é a fissura palatina? As fissuras labiopalatinas são as malformações congênitas mais comuns entre as que ocorrem na cabeça e no pescoço. Estima-se que, no Brasil, haja um caso de fissura a cada 650 nascimentos. A condição ocorre quando o céu da boca não se fecha completamente durante o desenvolvimento do feto e pode vir associada à fissura labial. Se não tratada, pode causar problemas de alimentação, fala, respiração, audição e comprometimento psicológico. Referência [LEIA_TAMBEM]O Serviço Multidisciplinar de Atendimento a Fissurados do Hran é referência na região Centro-Oeste. O ambulatório se destaca pela excelência no tratamento oferecido pela equipe interdisciplinar. O diagnóstico precoce é essencial, pois garante a orientação adequada, especialmente sobre a alimentação, bem como encaminhamento para serviços de referência com equipe multiprofissional. O agendamento no ambulatório é realizado todas segundas-feiras, das 14h às 18h, no corredor laranja do ambulatório do Hran. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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