Resultados da pesquisa

Hospital Regional de Taguatinga (HRT)

Thumbnail

Terapia nutricional provê fórmulas gratuitas para crianças alérgicas ao leite de vaca

Nos primeiros 40 dias de vida, Maitê Nóbrega apresentou sinais de alergia à proteína do leite de vaca (APLV), o tipo mais comum entre crianças de até 24 meses. Após receber alta do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), a bebê foi encaminhada ao Programa de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (Ptned), da Secretaria de Saúde (SES-DF). Karem Araújo com a filha Maitê, de 9 meses, que tem alergia à proteína do leite de vaca e se trata pelo programa da Secretaria de Saúde: “É um alívio saber que teremos o alimento garantido” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “A alergia à proteína de leite de vaca pode provocar sintomas gastrointestinais, respiratórios e dermatológicos” Carolina Cunha, gerente substituta de Serviços de Nutrição da SES-DF Hoje, aos 9 meses, Maitê recebe regularmente fórmulas adequadas à sua condição. “É algo extremamente importante”, ressalta a mãe da criança, Karem Araújo, de 38 anos. “Eu e meu marido somos autônomos e não teríamos condições financeiras de custear a alimentação dela. É um alívio saber que teremos o alimento garantido”. Cuidado contínuo Na Semana Nacional de Conscientização sobre Alergia Alimentar, instituída pela Lei nº 14.731/2023, a SES-DF lembra as fórmulas especiais de uso domiciliar utilizadas pelo Ptned. Regulamentado pela Portaria nº 374/2023, o programa atende mais de 4 mil pacientes com diferentes condições clínicas. Entre eles estão 1.445 crianças menores de 2 anos com diagnóstico de alergia à proteína do leite de vaca. “A APLV pode provocar sintomas gastrointestinais, respiratórios e dermatológicos”, explica a gerente substituta de Serviços de Nutrição da SES-DF, Carolina Cunha. “Quando não tratada adequadamente, pode comprometer o crescimento e até aumentar o risco de infecções.” Fórmulas e cadastro Conforme a necessidade de cada paciente, a SES-DF disponibiliza fórmulas infantis à base de proteína hidrolisada do leite de vaca, com ou sem lactose, além de compostos à base de aminoácidos livres. Atualmente, cerca de 34% das crianças atendidas utilizam fórmulas de aminoácidos. “Do ponto de vista nutricional, o programa também garante que a criança receba nutrientes essenciais, especialmente proteínas e cálcio, em quantidades adequadas para assegurar crescimento e desenvolvimento compatíveis com a faixa etária”, afirma Carolina. [LEIA_TAMBEM]O acesso a esse serviço se dá pela avaliação da criança por médico, nutricionista e assistente social na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência ou em hospitais parceiros. Os relatórios são encaminhados à Gerência de Serviços de Nutrição, responsável por verificar se o caso atende aos critérios previstos na portaria. O cadastro também pode ser feito durante internações hospitalares ou atendimentos na atenção especializada.  É necessário que o responsável acompanhe o processo pelo InfoSaúde e marque a retirada das fórmulas pela plataforma Agenda DF. A dispensação é feita na Central de Nutrição Domiciliar (Cnud), localizada no Parque de Apoio da SES-DF, no SIA. A disponibilidade das fórmulas pode ser consultada também pelo painel do InfoSaúde. Na primeira retirada, é preciso apresentar cópia do documento de identidade do responsável, comprovante de residência no DF, Certidão de Nascimento da criança e o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para permanecer no programa, a criança deve passar por reavaliação nutricional a cada três meses e médica a cada seis meses. A avaliação do assistente social é feita apenas no momento do cadastro. *Com informações da Secretaria de Saúde    

Ler mais...

Thumbnail

Hospital Regional de Taguatinga agiliza cirurgias para tratamento da doença de Chagas

O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) realizou, nesta quinta-feira (21), dois procedimentos cirúrgicos de miotomia endoscópica peroral (Poem, sigla em inglês). A nova técnica permite recuperação clínica rápida para pacientes que sofrem de acalasia, condição na qual o esôfago perde a capacidade de empurrar o alimento e a válvula de entrada para o estômago não se abre, impedindo a alimentação. A maioria dos pacientes acometidos sofre com a doença de Chagas. "A recuperação após o Poem é significativamente mais rápida do que a cirurgia tradicional. Em geral, a alta hospitalar ocorre no mesmo dia ou em até 24 horas após o procedimento", explica a gastroenterologista do HRT Sara Cardoso Rose. Segundo a médica, essa melhora acelerada não apenas impacta a qualidade de vida, como também reduz os custos hospitalares quando comparada à operação tradicional. "É um benefício importante para o sistema público de saúde", complementa. Poem é um procedimento minimamente invasivo, realizado por endoscopia, garantindo melhor tempo de recuperação para os pacientes | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Procedimento Além dos especialistas na área, o procedimento conta com a participação de equipes de anestesiologia, enfermagem, radiologia e de internação. Não é realizada nenhuma incisão: tudo é feito por meio da boca, como uma endoscopia. Com uso da tecnologia, o foco é criar um pequeno túnel na parede interna do esôfago para cortar as fibras musculares que impedem a passagem adequada dos alimentos. O paciente permanece sob monitorização avançada e são realizados exames antes e depois do Poem. Até 79% dos operados conseguem beber líquidos em até 24 horas. O primeiro Poem no HRT foi realizado em 2025 e, agora, já foram 12 procedimentos do tipo somente neste ano. "Hoje, o hospital de Taguatinga é um dos poucos centros no Brasil que oferecem a tecnologia na rede pública", destaca o gastroenterologista do HRT Técio de Araújo. O Hospital de Base (HBDF) também disponibiliza o Poem. Para o especialista, o serviço é fundamental para atender a população que mais necessita, especialmente considerando a alta incidência de doença de Chagas no país. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Atendimentos de radioterapia no HRT crescem 259% em 2026

A unidade de radioterapia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) atendeu 262 pacientes nos quatro primeiros meses de 2026, alta de 259% em comparação com o mesmo período de 2025, quando 73 pessoas passaram pelo serviço. A ampliação está vinculada ao programa "O câncer não espera. O GDF também não", do Governo do Distrito Federal (GDF), que triplicou a oferta de vagas na unidade. Entre janeiro e abril de 2026, o serviço ofertou 335 vagas, mais que o triplo das 92 disponibilizadas no mesmo período de 2025. A média mensal de atendimentos passou de cerca de 18 pacientes em 2025 para mais de 65 em 2026. A chefe substituta da Radioterapia do HRT, Aline Ribas, atribui o avanço ao reforço das equipes e à ampliação da capacidade operacional da unidade. “Tivemos servidores lotados aqui, entre enfermeiros, físicos, técnicos de radiologia e técnicos de enfermagem. Isso veio para somar e ajudar a disponibilizar mais vagas para o sistema de regulação”, afirma. Entre janeiro e abril de 2026, o serviço ofertou 335 vagas, mais que o triplo das 92 disponibilizadas no mesmo período de 2025 | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Segundo ela, o atendimento humanizado também é uma marca do serviço. “Aqui, o paciente está sempre em primeiro lugar. Desde a recepção até a revisão médica, esse acolhimento faz diferença para que o paciente se sinta seguro e esperançoso”, destaca. Em 2025, a unidade somou 424 atendimentos no ano inteiro. Em 2026, em quatro meses, o serviço chegou a 262, mais de 60% do total do ano anterior. O supervisor de proteção radiológica da unidade, o físico médico Thyago Mangabeira, explica que a reorganização interna e o reforço das equipes permitiram ampliar significativamente a capacidade do serviço. “Conseguimos mais físicos, aumento de carga horária e uma melhor distribuição das equipes. Isso aumentou a eficiência na recepção dos pacientes e a taxa de conversão dos atendimentos”, relata.   Segundo o profissional, a unidade passou a operar em dois turnos com a presença de físicos médicos. “Antes, funcionávamos apenas em um turno. Com a adequação das equipes e a chegada de mais profissionais, dobramos nossa capacidade de atendimento em termos de horário de trabalho”, explica. Mangabeira também destaca o trabalho integrado das equipes multiprofissionais. “Na radioterapia, não existe divisão simples de tarefas. Trabalhamos efetivamente em grupo. Isso garante um cuidado integral, desde a recepção até a alta do paciente”, afirma. “Aqui, o paciente está sempre em primeiro lugar. Desde a recepção até a revisão médica, esse acolhimento faz diferença para que o paciente se sinta seguro e esperançoso”, destaca Aline Ribas, chefe substituta da radioterapia do HRT O físico médico ressalta ainda a complexidade tecnológica da estrutura do HRT. “O equipamento que temos aqui é um acelerador de partículas de altíssima complexidade, que utiliza feixes de elétrons e fótons para tratar os pacientes. Ter acesso a esse tipo de tecnologia dentro do SUS é algo muito significativo”, avalia. Fila da radioterapia cai 75% no DF Entre março de 2025 e abril de 2026, a fila da radioterapia no Distrito Federal caiu 75%, de 630 para 156 pacientes em espera. O tempo médio de espera diminuiu 72%, de 87 para 24 dias. No mesmo intervalo, o programa "O câncer não espera. O GDF também não" atendeu 4.094 pacientes em radioterapia, em três hospitais da Secretaria de Saúde (SES-DF) e quatro clínicas privadas. Foram 2.234 novos pacientes na rede do SUS e 1.860 na rede contratada. Na fila oncológica, a redução foi de 21% no período: a fila caiu de 889 para 701 pacientes em espera. O tempo médio de espera diminuiu 58%, de 81 para 34 dias. No mesmo intervalo, foram 5.531 pacientes atendidos, em três hospitais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e oito clínicas privadas. Da quimioterapia à reta final da radioterapia Maria Sufia de Miranda, de 55 anos, faz tratamento contra câncer de mama no Centro de Radioterapia do HRT. Após quimioterapia e três cirurgias, está na 9ª das 15 sessões de radioterapia previstas. Ela conta que encontrou acolhimento desde o primeiro atendimento. “Fui muito bem recebida. Os médicos, as enfermeiras, os técnicos, toda a equipe me deram apoio e carinho. O atendimento aqui foi maravilhoso”, relata. “Fui muito bem recebida. Os médicos, as enfermeiras, os técnicos, toda a equipe me deram apoio e carinho. O atendimento aqui foi maravilhoso”, conta a paciente Maria Sufia de Miranda Maria Sufia afirma que a proximidade da unidade facilitou a continuidade do tratamento. “Depois que cheguei aqui, fui atendida rapidamente. E fazer radioterapia perto de casa ajudou muito, porque, nesse período, a gente fica fragilizada também financeiramente”, diz. A paciente também elogia o ambiente da unidade e o tratamento humanizado. “Aqui, todo mundo é tratado com respeito, atenção e pontualidade. Você chega mais tranquila para enfrentar um momento tão difícil”, afirma. Já na reta final do tratamento, Maria Sufia comemora a remissão da doença. “Estou muito feliz. Graças a Deus, está dando tudo certo”, celebra.  

Ler mais...

Thumbnail

Hábitos de higiene do sono favorecem qualidade de vida de pessoas e famílias atípicas

A literatura demonstra que de 40% a 80% das pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) apresentam algum distúrbio do sono. Constatando essa incidência durante os atendimentos realizados no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), a cirurgiã-dentista Andréia Aquino decidiu ampliar as oportunidades de conscientização das famílias atípicas. A ideia de desenvolver o folder O sono e o autismo surgiu da observação da importância de noites bem-dormidas para a saúde global e, de modo especial, para a qualidade de vida das pessoas com o transtorno. “Queríamos destacar que a privação ou a baixa qualidade do sono pode exacerbar sintomas do TEA, acarretando prejuízos cognitivos, sociais, emocionais e comportamentais, com impactos não apenas para a pessoa autista, mas também para toda a família”, explica a especialista no atendimento a pessoas com deficiência (PcD). O material educativo foi desenvolvido há dois anos. Desde então, tem sido utilizado, no Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal, como instrumento de educação, sensibilização e orientação, especialmente em ações voltadas para o cuidado de PcD e para a atenção às famílias atípicas. Andréia Aquino: "Queríamos destacar que a privação ou a baixa qualidade do sono pode exacerbar sintomas do TEA", explica uma das autoras e especialista no atendimento a pessoas com deficiência (PcD) | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF  Novos hábitos Foi durante o Encontro Atípico, terapia comunitária oferecida todos os meses de 2025 no HRT, que Danielle Nunes Lacerda, de 39 anos, conheceu o que é higiene do sono. A ocasião, além de garantir a oferta gratuita do material impresso, serviu para que a mãe de Murilo Lacerda, 12, ouvisse o relato de famílias que já haviam colocado em prática o conjunto de hábitos recomendados para melhoria da qualidade e da duração do sono. O garoto convivia com excessiva sonolência durante o período em que fez uso de medicação antipsicótica. Além disso, a demora para dormir, junto ao costume de acordar frequentemente cedo, causavam prejuízos ao seu humor e ao rendimento nas atividades apresentadas ao longo do dia. A campanha Abril Azul conscientiza a sociedade para os cuidados com TEAs A suplementação de melatonina — recomendada pelo neurologista com quem ele faz acompanhamento — e a incorporação de práticas de higiene do sono modificaram esse cenário. “A partir do momento em que começamos a aplicar a higiene do sono, ele melhorou 100%. Continua acordando cedo, mas tem uma noite de sono muito melhor", relata Danielle. A rotina de sono dificultosa causava desapontamentos no ambiente familiar. “A gente ficava um pouco frustrado às vezes, por dormir tarde e acordar cedo. Quando ele se levantava, a gente precisava se levantar também. Isso afetava a rotina dele e também a nossa", detalha a professora e moradora de Taguatinga. Abril Azul O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, comemorado em 2 de abril, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007. Ao longo de todo o mês, ações da campanha são dedicadas à ampliação do conhecimento sobre o transtorno, ao enfrentamento do preconceito e à promoção da inclusão das pessoas com TEA na sociedade. A rede pública de saúde do DF registrou mais de 8,2 mil atendimentos individuais na atenção primária à saúde, além de quase 135 mil procedimentos na atenção especializada e na rede contratada em 2025. Em dezembro, o Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou o primeiro Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea) do DF. O TEA atinge cerca de 34,5 mil pessoas, equivalente a 1,2% da população distrital, segundo censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)  

Ler mais...

Thumbnail

Paciente reaprende a andar na Policlínica de Taguatinga

Família: é essa a palavra que Adriano Veras Sousa, 39 anos, mais repete ao contar a sua história. Era nos familiares que ele pensava nos meses em que permaneceu consciente, mas sem conseguir falar, andar, comer ou mesmo beber água, enquanto esteve internado no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Agora, é com o apoio dos entes queridos e de servidores da Secretaria de Saúde (SES-DF) que Adriano reaprendeu a falar, a se alimentar sozinho e a dar os primeiros passos. "Fiquei mais de um ano sem tomar banho de chuveiro. Sabe como é boa aquela água vindo? Passei a valorizar cada pequena coisa", conta. Adriano Veras Sousa ficou meses internado, sem poder se mexer nem se comunicar; ele conta que sua maior vontade era voltar a estar com a família | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF A história do motorista é um exemplo tanto de superação pessoal quanto da importância do cuidado multiprofissional. Após 12 dias com o intestino preso, ele deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia, sendo encaminhado ao HRT para uma cirurgia de desobstrução. Porém, o quadro clínico do paciente, então com 37 anos, apresentou piora inesperada, com perda gradual dos movimentos, sendo necessária a realização de traqueostomia para respiração, já que ele se encontrava sem qualquer movimento abaixo do pescoço. Além disso, sofreu paradas cardiorrespiratórias e edema cerebral. Era outubro de 2024. Quando acordou, Adriano logo percebeu todas as suas limitações. A única forma de se comunicar era emitir ruídos, o suficiente para a equipe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HRT perceber que ele estava consciente e oferecer conforto, contra o frio ou com mudanças de posição. "Eu pensava na minha mãe. Na minha esposa. No meu filho. Eu pensava em como eu iria jogar bola com ele de novo. Pensava nas pessoas que me esperavam do lado de fora. Eu queria pedir perdão se eu tivesse feito alguma coisa de errado. Mas eu sabia que iria voltar. Eu não podia morrer e deixar meu filho sozinho", relata, emocionado. [LEIA_TAMBEM]No Natal e na noite de Réveillon, ele preferiu dormir. Os meses passaram, e a vida voltou aos poucos. A experiência de comer a primeira comida pastosa e retomar os cuidados com a barba e os cabelos — com os profissionais — foram verdadeiros marcos da recuperação. Já em março, chegou a hora da primeira visita do filho, João Miguel, então com 10 anos de idade. Ele tinha novidades a contar: o Flamengo havia vencido o Vasco. "Eu nem lembro o placar. Eu sei que a gente ganhou. Eu contei para ele. E nós começamos a rir", lembra o menino. À época, o Flamengo havia vencido o Vasco da Gama por 2 x 1, de virada, pela semifinal do Campeonato Carioca, em partida disputada em 8 de março de 2025. Reaprender a andar Quem vê Adriano, atualmente, não imagina que, há pouco mais de um ano, ele não conseguia se comunicar e estava com braços, pernas e tronco paralisados. Agora, a fala já é praticamente normal. As mãos, ainda que não completamente estendidas, já permitem que ele se alimente de forma autônoma, vá ao banheiro, escolha os seriados na televisão e até faça um Pix no celular, como gosta de contar. "É gratificante. Eu tenho gratidão aos profissionais que me ajudaram", afirma. Hoje, o acompanhamento oferecido pela SES-DF se dá em duas frentes. Uma equipe no Hospital de Apoio de Brasília (HAB) investiga uma série de suspeitas de doenças genéticas ou autoimunes que podem ter desencadeado desde a obstrução intestinal até o edema cerebral e as paradas cardiorrespiratórias. Em paralelo, na Policlínica de Taguatinga, segue o processo de reabilitação. Morador de Samambaia, ele conta com pai, mãe, irmão, esposa e filho para acompanhá-lo em cada visita às unidades de saúde. Acompanhado por equipes multiprofissionais da Secretaria de Saúde, Adriano conseguiu ficar de pé e já deu os primeiros passos Resultados Os resultados têm sido surpreendentes. Adriano foi submetido ao exame de eletroneuromiografia, procedimento que combina pequenos choques e agulhas finas para medir impulsos elétricos e a atividade muscular, avaliando a integridade dos nervos periféricos e dos músculos. "O exame mostrou que ele não tem nada de força e de movimentação, principalmente nas pernas. E então, por incrível que pareça, o Adriano foi ganhando força, apesar de o exame dele continuar a mostrar uma capacidade de ativação muscular muito ruim. Há aproximadamente duas semanas, conseguimos colocá-lo em pé, e ele andou alguns passos", conta o fisioterapeuta Hudson Azevedo Pinheiro.  Com pós-doutorado na área e especializado em fisioterapia neurofuncional, o servidor da SES-DF não esconde a surpresa com a recuperação do paciente. "Estamos em processo de investigação diagnóstica", afirma. A equipe, formada por servidores e residentes, já preparou talas que vão ajudar Adriano a caminhar. A cada sessão, há pequenas vitórias. Não é possível, porém, afirmar se algum dia Adriano vai andar mais que alguns passos, dirigir ou desenvolver o talento futebolístico do filho canhoto para jogar na lateral esquerda. Mas ele está em casa. Está vivo. Está ao lado da família. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Depois de 40 anos de espera, Túnel Rei Pelé é realidade e muda a vida dos moradores de Taguatinga

Criada em 1958 para acolher trabalhadores que ajudavam a construir Brasília, Taguatinga cresceu junto com a capital e consolidou-se como polo comercial e urbano. Nos últimos sete anos, a cidade passou a integrar um ciclo robusto de intervenções do Governo do Distrito Federal. O Túnel Rei Pelé, inaugurado em 2023, com mais de R$ 275 milhões aplicados, passou a receber cerca de 135 mil motoristas por dia, trazendo mais fluidez ao trânsito e gerando 1,6 mil empregos. A região central ganhou novo desenho com o boulevard, enquanto vias estratégicas receberam recapeamento, drenagem e ciclovias. O programa Drenar Taguatinga readequou bacias de detenção, reduzindo alagamentos históricos. Os reflexos alcançam diferentes áreas. Escolas foram construídas e ampliadas, unidades passaram a contar com novo modelo de gestão, e a educação infantil ganhou mais estrutura. Na saúde, o hospital regional recebeu centro de radioterapia e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) reforçou os atendimentos de urgência. Delegacias ganharam novas sedes, praças tradicionais foram recuperadas e espaços públicos voltaram a ser ponto de convivência das famílias. De cidade pioneira a protagonista de um novo ciclo urbano, Taguatinga reafirma seu papel estratégico no desenvolvimento do Distrito Federal.  

Ler mais...

Thumbnail

Residência em clínica médica do HRT fortalece cuidado na rede pública

Qualificar médicos recém-formados e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Esse é o propósito do Programa de Residência em Clínica Médica (PRM-CM) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), que alia formação técnica rigorosa à prática assistencial, ampliando a presença de profissionais qualificados na rede pública do Distrito Federal. Os resultados se refletem na ampliação da resolutividade clínica, na organização do cuidado e no fortalecimento da atenção hospitalar à população. “Trata-se de um investimento direto na formação de especialistas comprometidos com a excelência e com o SUS [Sistema Único de Saúde]”, afirma a supervisora do programa, Larissa de Freitas Oliveira. Atualmente, 30 residentes atuam em todos os setores clínicos da unidade; eles reforçam as equipes e garantem acompanhamento mais próximo dos pacientes | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Formação sólida Com duração de dois anos, a residência é pré-requisito para especialidades como cardiologia, endocrinologia e nefrologia. Os médicos em formação passam por enfermarias, emergência, Unidade de Cuidados Intermediários e ambulatórios de diversas áreas, além de realizarem rodízios em outras unidades, como o Instituto do Coração e o setor de pneumologia do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Atualmente, 30 residentes — 15 do primeiro ano e 15 do segundo — atuam em todos os setores clínicos da unidade. Eles reforçam as equipes e garantem acompanhamento mais próximo dos pacientes, levando atualização científica constante ao hospital. “A graduação nem sempre proporciona a vivência prática necessária para lidar com a complexidade dos pacientes. A residência oferece treinamento em serviço, sob supervisão constante de preceptores, o que é fundamental para o amadurecimento clínico”, afirma a preceptora Leila Villas Boas. Com duração de dois anos, a residência é pré-requisito para especialidades como cardiologia, endocrinologia e nefrologia Aprendizado contínuo Além da assistência, os residentes participam de aulas regulares, cursos como infectologia e parada cardiorrespiratória e desenvolvem um trabalho de conclusão, com possibilidade de publicação científica. No dia a dia, a imersão é intensa. Médico residente, Yan Porto destaca a diversidade de experiências vivenciadas no hospital. [LEIA_TAMBEM]“Compartilhamos experiências e conhecimento, e essa formação no HRT se reflete em nosso crescimento profissional e pessoal, fortalecendo a união do grupo e nos preparando para enfrentar os desafios de dois anos intensos, com alta demanda, mas de grande aprendizado. A amizade construída e o suporte mútuo tornam este programa essencial e gratificante”, diz. Para a residente Ana Carolina Carvas, que inicia o segundo ano, a formação também contribui para o desenvolvimento humano, ampliando competências que vão além da técnica. “A residência promove o desenvolvimento de habilidades interpessoais, como o trabalho em equipe, o respeito à hierarquia, a comunicação de ideias e a empatia”, afirma. Prestes a concluir o programa, Pedro Girotto destaca o impacto da experiência em sua trajetória: “Obtive a segunda maior nota do país para cardiologia no Exame Nacional de Residência e reconheço que o HRT foi decisivo nesse resultado. Aqui, aprendi que cuidar não é apenas prescrever. É orientar, explicar o tratamento, ajudar o paciente a acessar o medicamento e acompanhar cada etapa do processo”. Pioneiro da residência em clínica médica do HRT, o médico Jairo Zapata ajudou a estruturar o programa e formou gerações de especialistas Uma história que virou referência Primeiro programa de residência do HRT, criado na década de 1970, o curso de clínica médica consolidou-se como eixo estruturante da formação médica na unidade. Ao longo dos anos, foi ampliado, estruturado e passou a atrair profissionais de diferentes regiões do país, tornando-se referência na formação clínica na rede pública. Um dos pioneiros foi o médico Jairo Zapata, que ajudou a estruturar a residência e formou gerações de especialistas. Em reconhecimento ao seu trabalho, a enfermaria da clínica médica passou a se chamar Enfermaria Professor Dr. Jairo Martinez Zapata. “Deveria ser uma oportunidade acessível a todos os médicos recém-formados, com expansão das vagas no setor público. O residente está em aprendizado, sob orientação qualificada, e isso resulta em uma qualidade de atendimento ao paciente do SUS extraordinária”, destaca Zapata. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Rede pública amplia estrutura de nefrologia e moderniza atendimento em hemodiálise no DF

A rede pública de saúde do Distrito Federal passou por uma reestruturação no atendimento em nefrologia, com modernização de espaços, aquisição de novos equipamentos e atualização dos sistemas de filtragem de água utilizados na hemodiálise. As intervenções ampliaram a capacidade de atendimento e reforçaram a assistência a pacientes renais em diferentes unidades hospitalares. Nos hospitais regionais de Taguatinga e do Gama, a modernização elevou a oferta de sessões mensais de hemodiálise de 774 para 2.220. A ampliação foi possível com a substituição das máquinas, a renovação dos sistemas de filtragem avançada e a readequação das áreas de tratamento, garantindo mais segurança e eficiência no procedimento. O setor de nefrologia do HRT ganhou novos pontos de hemodiálise e sistema de osmose reversa | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília  No Hospital Regional de Taguatinga (HRT), o setor de nefrologia passou por reforma completa, com novos pontos de hemodiálise, pintura renovada, adequações elétricas e a troca integral do sistema de osmose reversa, responsável pela purificação da água utilizada no tratamento. Considerado essencial para a segurança dos pacientes, o equipamento assegura padrões rigorosos de qualidade no procedimento. O investimento de R$ 4,7 milhões garantiu a aquisição de 75 novas máquinas de hemodiálise para a rede pública, sendo 29 destinadas ao HRT. Com a modernização, a capacidade da unidade passou de 50 para 140 vagas, ampliando significativamente a oferta de tratamento. No Hospital Regional do Gama (HRG), o novo setor de nefrologia também foi modernizado, com investimento de cerca de R$ 3 milhões. A reestruturação incluiu sistema de osmose com tecnologia de duplo passo, novas máquinas de hemodiálise, monitores multiparamétricos, poltronas específicas, rede de gases medicinais e manutenção elétrica, hidráulicas e de climatização. O novo setor de nefrologia do HRG recebeu investimento de R$ 3 milhões | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Com as intervenções, a capacidade hospitalar do HRG dobrou, passando de 20 para 40 vagas. A unidade também passou a oferecer suporte dialítico para pacientes no box de emergência e ampliou para 20 leitos de UTI com suporte para hemodiálise, fortalecendo o atendimento a casos críticos. A ampliação da estrutura permite reduzir o tempo de espera, evitar transferências desnecessárias entre unidades e garantir continuidade do tratamento após a alta da UTI. As mudanças também aumentam o giro de leitos e possibilitam atender mais pacientes com segurança e agilidade. Somente em 2025, o Hospital Regional de Taguatinga realizou 6.538 atendimentos em hemodiálise, consolidando-se como o maior serviço de nefrologia do Distrito Federal e referência regional no tratamento de pacientes renais.

Ler mais...

Thumbnail

Vice-governadora Celina Leão inaugura ala de nefrologia do HRT e destaca ampliação da hemodiálise no DF

A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, visitou nesta segunda-feira (16) a nova ala de nefrologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), que passou por reforma completa e já está em funcionamento. Durante a agenda, Celina Leão conheceu a estrutura modernizada e acompanhou de perto a ampliação da capacidade de atendimento em hemodiálise na rede pública de saúde. “Toda a área de nefrologia da nossa rede pública foi reestruturada. Todos os nossos hospitais receberam máquinas novas, todas elas foram trocadas, e agora seguimos com a reestruturação física das unidades. Já inauguramos nos hospitais do Gama e Taguatinga e o próximo será o de Sobradinho”, afirmou. A reestruturação do setor faz parte da estratégia deste Governo do Distrito Federal (GDF) para fortalecer a assistência aos pacientes renais. Com a manutenção feita no HRT e no Hospital Regional do Gama (HRG), a capacidade conjunta de atendimento hospitalar saltou de 70 vagas para 180 vagas de hemodiálise, um crescimento de 157%.  Celina Leão: "Todos os nossos hospitais receberam máquinas novas, todas elas foram trocadas, e agora seguimos com a reestruturação física das unidades" | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O governo também prepara um novo edital de credenciamento para ampliar a participação de clínicas particulares e aumentar a oferta de vagas. “Revisitamos e melhoramos o edital em vários aspectos para torná-lo mais atrativo. A previsão é publicá-lo nos próximos dias, com expectativa de ampliar em cerca de 700 vagas e chegar à plenitude do atendimento”, explicou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda.   O maior centro de nefrologia do Centro-Oeste No Hospital Regional de Taguatinga, a unidade de nefrologia passou por uma reforma completa. O espaço recebeu novos pontos de hemodiálise, pintura renovada, adequações na infraestrutura elétrica e a troca integral do sistema de osmose, etapa fundamental para garantir segurança e qualidade no tratamento. O sistema de osmose reversa é considerado o “coração” da hemodiálise, responsável pela purificação extrema da água utilizada no procedimento e pela eliminação de impurezas, assegurando padrões rigorosos de segurança para pacientes com insuficiência renal. A expectativa é que todos os hospitais da rede recebam esse equipamento.   O investimento de R$ 4,7 milhões garantiu a aquisição de 75 novas máquinas de hemodiálise para a rede pública, sendo 29 destinadas ao HRT. Com a modernização, a capacidade da unidade passou de 50 para 140 vagas, ampliando significativamente a oferta de tratamento. A médica Iara Campos de Carvalho ressalta que as novas máquinas trarão mais conforto para pacientes e servidores A médica nefrologista e gerente de serviços de internação da Secretaria de Saúde, Iara Campos de Carvalho, destacou o impacto técnico das melhorias. “A gente renovou a osmose, que hoje é de duplo passo, muito moderna, trazendo mais segurança para o paciente porque é ela que produz a água usada na hemodiálise. Além disso, foi renovada toda a parte dos tubos e o setor ficou totalmente revitalizado, com mais conforto para servidores e pacientes”, explicou. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, ressaltou que a modernização também melhora a organização da rede hospitalar. “Essa reestruturação permite girar mais leitos, porque conseguimos tirar o paciente da UTI para o serviço de nefrologia com assistência adequada. Isso aumenta a capacidade de atendimento e melhora a qualidade da assistência para todos os pacientes”, afirmou. Em 2025, o HRT já realizou 6.538 atendimentos em hemodiálise, consolidando-se como o maior centro de nefrologia do Centro-Oeste e o maior serviço do Distrito Federal. Inaugurado em 1974, o hospital é referência em diversas áreas da saúde pública e foi a primeira unidade da rede a contar com Banco de Leite Humano, implantado em 1978. Ampliação também no HRG No Hospital Regional do Gama (HRG), o novo setor de nefrologia começou a receber pacientes na última semana, após investimento de aproximadamente R$ 3 milhões. Juracy Lacerda: “Essa reestruturação permite girar mais leitos, porque conseguimos tirar o paciente da UTI para o serviço de nefrologia com assistência adequada” A reestruturação incluiu troca integral do sistema de osmose com tecnologia de duplo passo, aquisição de 16 novas máquinas de hemodiálise, novos monitores multiparamétricos, poltronas específicas, rede de gases medicinais, além de adequações elétricas, hidráulicas e de climatização. [LEIA_TAMBEM]Com a modernização, a capacidade oficial hospitalar dobrou, passando de 20 vagas para 40 vagas. Além das vagas regulares, o HRG passou a oferecer suporte dialítico para dois pacientes por turno no box de emergência e ampliou o atendimento para 20 leitos de UTI com suporte para hemodiálise, fortalecendo o cuidado aos pacientes críticos. Segundo a vice-governadora Celina Leão, a ampliação da estrutura segue um planejamento para toda a rede. “O objetivo é ter 100% dos leitos de UTI com suporte para hemodiálise e evitar transferências desnecessárias, garantindo mais cuidado e eficiência na rede”, destacou. O investimento na ampliação contribui diretamente para a continuidade do tratamento após a alta da UTI e para o aumento do giro de leitos, permitindo que mais pacientes sejam atendidos com segurança e agilidade.  

Ler mais...

Thumbnail

DF amplia em 157% a oferta de hemodiálise e garante 180 vagas para pacientes renais

O Distrito Federal registrou um marco histórico na assistência aos pacientes renais. Com a reestruturação dos setores de nefrologia dos hospitais regionais de Taguatinga (HRT) e do Gama (HRG), a capacidade conjunta de atendimento saltou de 70 para 180 vagas para hemodiálise. O crescimento de 157% na oferta hospitalar do tratamento é fruto de um investimento de R$ 4,7 milhões por parte do Governo do Distrito Federal (GDF) para modernizar, ampliar e fortalecer o acesso ao atendimento especializado na rede pública de saúde. Maior centro de nefrologia do Centro-Oeste e o maior serviço de hemodiálise do DF, o  Hospital Regional de Taguatinga (HRT) é referência no Brasil. Para a diretora de Serviços de Internação da Secretaria de Saúde, Emanuelle Ferreira Lustosa, a ampliação representa um marco para a rede pública. “O HRT é o nosso maior serviço de nefrologia e estamos aqui hoje reinaugurando esse espaço. Os pacientes terão acesso melhor e de qualidade. Todos aqueles que têm problemas renais crônicos que necessitam de suporte terão um espaço mais acolhedor para serem atendidos”, afirma. O espaço do HRT destinado à nefrologia passou por uma reforma completa, com inovação no parque tecnológico, renovação das máquinas de hemodiálise e troca do sistema de osmose | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Segundo ela, a modernização foi estrutural e tecnológica. “A gente fez uma reforma em todo o espaço, mexeu no parque tecnológico, renovou todas as máquinas de hemodiálise e trocou o sistema de osmose. Agora, temos um sistema de osmose reversa de duplo passo, que é inédito aqui na Secretaria de Saúde”, explica. Tecnologia e atendimento de ponta No HRT, a unidade de nefrologia passou por uma reforma completa. O espaço, que realizou 6.538 atendimentos em hemodiálise no ano passado, recebeu novos pontos de hemodiálise, pintura renovada, adequações na infraestrutura elétrica e a troca integral do sistema de osmose (etapa essencial para garantir segurança e qualidade no tratamento).   O sistema de osmose reversa é considerado o “coração” da hemodiálise. É ele que faz a purificação extrema da água utilizada no procedimento, eliminando impurezas e garantindo padrão rigoroso de segurança para pacientes com insuficiência renal. O investimento de R$ 4,7 milhões garantiu a aquisição de 75 novas máquinas de hemodiálise para a rede pública, sendo 29 destinadas ao HRT. Com a modernização, a capacidade da unidade saltou de 50 para 140 vagas, quase triplicando a oferta de tratamento. Inaugurado em 1974, o HRT é referência em diversas outras áreas da saúde pública do DF e foi a primeira unidade da rede a contar com banco de leite humano, implantado em 1978. Suporte para pacientes renais 16 Número de novas máquinas de hemodiálise do HRG No Hospital Regional do Gama, o novo setor de nefrologia começou a receber pacientes na última quarta-feira (11). Por lá, os investimentos são de aproximadamente R$ 3 milhões. A reestruturação incluiu troca integral do sistema de osmose com tecnologia de duplo passo, aquisição de 16 novas máquinas de hemodiálise, novos monitores multiparamétricos, poltronas específicas, rede de gases medicinais, além de adequações elétricas, hidráulicas e de climatização. Com a manutenção completa, a capacidade oficial hospitalar de hemodiálise dobrou, passando de 20 para 40 vagas. Além das vagas regulares, o HRG passou a oferecer suporte dialítico para dois pacientes por turno no box de emergência e ampliou o atendimento para 20 leitos de UTI com suporte para hemodiálise. A medida fortalece o cuidado aos pacientes críticos, reduz a fila de egressos da UTI e aumenta o giro de leitos, contribuindo para uma desospitalização mais segura. Emanuelle Lustosa: "O giro de leito do hospital vai ser maior e vamos conseguir dar uma assistência de qualidade a todos os nossos pacientes" De acordo com Emanuelle Lustosa, a ampliação tem impacto direto na dinâmica hospitalar. “O maior impacto é para aquele paciente que está aguardando vaga de UTI. A gente vai conseguir atender esse paciente aqui, ele vai conseguir sair da UTI, e aquele que está no pronto-socorro poderá ir para a UTI. O giro de leito do hospital vai ser maior e vamos conseguir dar uma assistência de qualidade a todos os nossos pacientes”, detalha. Impacto direto na qualidade de vida O crescimento de 157% na oferta de vagas representa um marco para a saúde pública do DF. A ampliação da capacidade instalada e a modernização tecnológica impactam diretamente a qualidade de vida dos pacientes que dependem da hemodiálise, além de trazer mais segurança e previsibilidade às famílias. Paciente da unidade, a cuidadora de idosos Ana Selma Carvalho da Silva, de 34 anos, faz sessões três vezes por semana e relatou a diferença após a reforma. “Antes era tudo mais bagunçado, parede descascando, tinha equipamento que não funcionava muito bem. Agora está muito bom, a gente se sente mais acolhida”, conta. Ela também destacou o atendimento recebido. “Aqui o acolhimento é melhor. A qualidade dos enfermeiros para tratar a gente faz muita diferença”, afirma. Ana Selma Carvalho da Silva faz sessões de hemodiálise três vezes por semana e aprovou o novo espaço: "A gente se sente mais acolhida" O responsável técnico-administrativo da unidade de nefrologia do HRT, Gladson Paiva, destaca que a modernização amplia não apenas a quantidade, mas também a segurança do tratamento. “O impacto positivo se traduz no aumento da capacidade de atendimento e na melhoria da qualidade do tratamento, graças à renovação do parque tecnológico e à implementação de um sistema de tratamento de água de alta qualidade”, diz o médico. Segundo ele, a previsão é saltar de 224 sessões semanais para 435 sessões por semana. “A capacidade praticamente dobra em relação ao que a gente tinha antes da reforma”, explica.

Ler mais...

Thumbnail

Saúde da mulher: Ação itinerante já realizou quase 800 consultas e mais de mil exames em Taguatinga

Quase 800 consultas e 1,2 mil exames, sendo 718 de mamografias e 495 de ecografias transvaginais. Esse é o resultado dos atendimentos realizados pela Carreta do Programa Agora Tem Especialistas, no Hospital Regional de Taguatinga (HRT).  Com apoio da Secretaria de Saúde (SES-DF), a iniciativa, que é do Ministério da Saúde (MS), oferece serviços voltados à prevenção e cuidado da saúde da mulher, como consultas com especialistas ginecologistas, além da realização de exames de imagem, como mamografias e ultrassonografias. Durante a permanência na Região de Saúde Sudoeste — que engloba Taguatinga, Águas Claras, Recanto das Emas, Samambaia, Vicente Pires e Água Quente — a carreta atenderá a mulheres previamente reguladas, ou seja, já inseridas na fila de espera do Distrito Federal. O objetivo é ampliar o acesso à assistência especializada, atuando como uma porta adicional de entrada para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Com apoio da Secretaria de Saúde (SES-DF), a iniciativa oferece serviços voltados à prevenção e cuidado da saúde da mulher | Fotos: Divulgação/SES-DF Ampliação do acesso Durante visita nesta quarta-feira (4), o diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Nilton Pereira, destacou que a iniciativa responde a uma demanda direta da própria população. “As carretas têm o objetivo claro de atacar o principal problema que a população brasileira identificou no SUS, o acesso à atenção especializada. Não podemos aceitar que as pessoas morram esperando algum procedimento ou exame”, afirmou. A representante do Comitê de Planejamento da Saúde do DF, Michelline Pedrosa, refletiu sobre a importância do investimento contínuo em saúde pública. “Trazer saúde para a população é investir no futuro. Precisamos nos dedicar e estar mais presentes para que o povo usufrua dessa melhoria”, declarou. Para a superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Márcia Rodrigues, a carreta simboliza um compromisso com o cuidado em saúde. “Não é só uma carreta, um veículo. É um símbolo de cuidado para a população, é um compromisso principalmente com as mulheres, que são os pilares para nossas famílias e comunidade”, declarou. A carreta conta com consultórios climatizados para atendimentos clínicos e procedimentos de diagnóstico, além de salas de espera equipadas com capacidade para até 60 pessoas sentadas Também participaram da visita os deputados distritais Jorge Vianna e Chico Vigilante; e o representante do Conselho Regional de Saúde de Taguatinga, Ronaldo Seggiaro.  Estrutura A carreta conta com consultórios climatizados para atendimentos clínicos e procedimentos de diagnóstico, além de salas de espera equipadas com capacidade para até 60 pessoas sentadas. Os consultórios itinerantes percorrem diferentes regiões administrativas (RAs) desde outubro do ano passado.  Atendimentos no DF No período em que esteve em Ceilândia, entre dezembro de 2025 e a primeira quinzena de 2026, foram registradas mais de 1,4 mil pessoas atendidas e 3,3 mil procedimentos.   *Com informações da SES-DF

Ler mais...

Thumbnail

Paciente internada no HRT celebra aniversário de 18 anos do filho no hospital

A celebração dos 18 anos é sempre uma ocasião especial. Para João Athos Almeida, a data será inesquecível. A festa-surpresa, realizada na segunda-feira (2), tinha entre as convidadas uma de maior importância: a mãe, Lana Marnie de Lima, 41 anos, paciente da Unidade de Internação Oncológica do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Lana Marnie e o filho, João, o aniversariante: festa foi até as instalações onde a mãe se encontra internada |  Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde “Ter a festa em um local em que você não espera uma surpresa como essa, junto das pessoas que você ama, é tão perfeito, tão maravilhoso”, comemora o jovem que chegou à maioridade. A reunião de familiares e amigos nas dependências da unidade de saúde foi um presente inesperado para João. Contudo, a ação resultante do trabalho de equipe multiprofissional em conjunto com familiares teve vários dias de preparação. Trabalho em equipe Desde 12 de janeiro, Lana Marnie encontra-se na enfermaria oncológica do HRT para tratamento paliativo de câncer de estômago. Durante os atendimentos da assistência psicossocial, ela falou sobre seu imenso amor pela família. Lana com amigas e a equipe que a assiste no hospital: “Eu estou muito feliz em poder compartilhar esse momento com toda a minha família. É uma experiência muito boa” Nossa intenção, como parte de uma rotina de humanização, é proporcionar maior conforto e qualidade de vida aos pacientes” Stephanie Lisboa, chefe da Unidade de Internação Oncológica do HRT O aniversário do filho mais velho se aproximava. Sem poder deixar a internação, Lana acabou sendo presenteada pela equipe, que resolveu fazer o caminho contrário: levar a festa até ela. “Dentro da nossa unidade trabalhamos esse cuidado integral com o paciente e com a família”, lembra a chefe da Unidade de Internação Oncológica do HRT, Stephanie Lisboa. “Durante os momentos mais delicados, nosso cuidado não é apenas uma intervenção específica feita no leito”, explica. “Nossa intenção, como parte de uma rotina de humanização, é proporcionar maior conforto e qualidade de vida aos pacientes.” Entre bolo, doces, suco e decoração, a alegria foi o ingrediente mais notável da festa. “Eu estou muito feliz em poder compartilhar esse momento com toda a minha família. É uma experiência muito boa”, declarou a paciente. [LEIA_TAMBEM] Cuidados paliativos O atendimento em cuidados paliativos é oferecido pelas unidades hospitalares da rede pública de saúde do Distrito Federal. A assistência é multiprofissional, podendo contar com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, nutricionistas e farmacêuticos. O principal objetivo é promover a qualidade de vida dos pacientes, considerando seus valores e sua biografia. Dessa maneira, o procedimento com cada caso é individualizado, e as condutas são adequadas conforme a proporcionalidade terapêutica e a necessidade do paciente e de sua família.   *Com informações da Secretaria de Saúde    

Ler mais...

Thumbnail

HRT amplia procedimentos do aparelho gastrointestinal

O ano de 2026 começa com uma ótima notícia para a população do Distrito Federal: o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) ampliou a realização da colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE). A CPRE é uma técnica utilizada no diagnóstico e tratamento de doenças em regiões como aparelho gastrointestinal, vesícula biliar, vias biliares e pâncreas. Entre janeiro e junho de 2025, foram realizadas 56 CPREs no HRT. Com a ampliação do serviço, os procedimentos mais que dobraram na unidade: foram 182 CPREs feitas entre julho e dezembro, uma alta de 225%. A CPRE é indicada a pacientes com cálculos biliares ou com necessidades especiais | Foto: Ualisson Noronha/Arquivo Agência Saúde DF O procedimento, também chamado de colangiografia endoscópica, é realizado duas vezes por semana no HRT — às terças e às quintas-feiras. A CPRE é indicada a pacientes com presença de cálculos (pedras) biliares ou que, após um transplante, apresentem necessidades especiais. Em um único exame são realizadas a fluoroscopia, que permite visualizar estruturas do corpo em movimento e em tempo real, e a duodenoscopia, caracterizada pela inserção, no duodeno, de um tubo fino e flexível acoplado a uma microcâmera. Por conta de uma obstrução das vias biliares, a técnica de enfermagem Kenia Ferreira precisou passar pelo procedimento no final de dezembro, ocasião em que também foi inserida uma prótese na região. “Por causa da obstrução, tive um quadro de bilirrubina elevada no sangue. Eu estava ficando amarela, sentia muitas náuseas, tive crises de vômito, mal-estar em geral. Graças a essa primeira intervenção, tive melhora significativa no meu quadro”, conta. No início de janeiro, foi realizada uma cirurgia simples de retirada da vesícula, no centro cirúrgico do hospital. Quatro dias depois, Kenia realizou outra CPRE, dessa vez para remover a prótese, que já não era mais necessária. “Agora estou bem. Recebi alta do HRT, estou voltando à minha coloração normal, sem mal-estar. Tenho apenas gratidão a toda a equipe médica e de enfermagem em geral, tanto pela CPRE quanto pela equipe cirúrgica, por todo o apoio, a agilidade e o cuidado comigo”, agradeceu. O gerente de Assistência Multidisciplinar e Apoio Diagnóstico do hospital, Diego Caires, ressalta que a ampliação do serviço é mérito da equipe envolvida, formada por profissionais de enfermagem, médicos endoscopistas, técnicos de radiologia e gestores. “Esse resultado é decorrente da atuação integrada e tecnicamente qualificada dos profissionais envolvidos em todas as etapas do processo assistencial”, afirma. [LEIA_TAMBEM]Método pouco invasivo Por ser versátil, a colangiografia endoscópica muitas vezes evita a realização de cirurgias mais complexas ou outros procedimentos mais invasivos. Com a técnica, o profissional consegue, sem grandes incisões, remover cálculos, fazer biópsias, drenagens e desobstruir a via biliar, além de diagnosticar cálculos e tumores. O equipamento também permitiu que o HRT passasse a realizar exames de videodeglutograma, técnica utilizada para avaliação de estruturas anatômicas, como esôfago e boca, durante o processo de deglutição de alimentos. *Com informações da Secretaria de Saúde

Ler mais...

Thumbnail

HRT utiliza procedimento inédito para tratamento da doença de Chagas

O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) realizou, pela primeira vez, a técnica de miotomia endoscópica peroral (Poem), ampliando o tratamento especializado para combate à doença de Chagas no sistema público de saúde. A unidade hospitalar passa a oferecer um serviço mais capacitado e acessível, reforçando o compromisso em levar tecnologia, segurança e cuidado humanizado à população do Distrito Federal. Procedimento é feito por endoscopia, criando um pequeno túnel na parede interna do esôfago para desobstruir a passagem dos alimentos | Foto: Divulgação/HRT “O Hospital Regional de Taguatinga celebra essa conquista, que representa mais acesso, mais qualidade e mais dignidade para os pacientes atendidos pelo SUS [Sistema Único de Saúde]”, comemorou a supervisora da Gerência de Assistência Clínica do HRT, Andressa Lohanna Barbosa. O Poem é um procedimento minimamente invasivo, feito por endoscopia, no qual o médico cria um pequeno túnel na parede interna do esôfago para seccionar as fibras musculares que impedem a passagem adequada dos alimentos. De forma simples e segura, a técnica devolve ao paciente a possibilidade de se alimentar com conforto e melhora expressiva dos sintomas. [LEIA_TAMBEM]No Brasil, poucos centros dispõem de equipes habilitadas para essa técnica. Brasília foi uma das pioneiras: o Hospital de Base começou a oferecer o Poem em 2013, tornando-se referência nacional dentro do SUS. O procedimento no HRT foi realizado pelos médicos Sara Cardoso, Técio de Araújo, Raul Torres e Sabrina Carvalho. Doença de Chagas Causada pelo Trypanosoma cruzi, a doença de Chagas está associada a áreas rurais e a populações com menor acesso aos serviços de saúde, sendo normalmente transmitida pelo inseto conhecido como barbeiro. Presente principalmente nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, a enfermidade pode causar complicações crônicas que afetam diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Entre essas complicações, está a acalasia secundária à doença de Chagas, condição que compromete o esôfago e dificulta de forma progressiva a deglutição. Doenças como a acalasia chagásica atingem, em sua maioria, indivíduos de baixa renda, reforçando a relevância de serviços públicos especializados e gratuitos. “Diante desse cenário, o SUS desempenha papel essencial, garantindo diagnóstico, acompanhamento e tratamento a populações historicamente vulneráveis”, enfatiza a supervisora do HRT.   *Com informações da Secretaria de Saúde    

Ler mais...

Thumbnail

Terapia comunitária para mães atípicas completa nove meses de atividade

O ciclo do Encontro Atípico de 2025 chegou ao fim, após nove meses de atividade. A terapia comunitária oferecida no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) para mulheres que assumem o cuidado contínuo de filhos com condições que exigem atenção especial teve início em abril, mês de conscientização sobre o autismo. Cerca de 150 mulheres participaram de palestras e oficinas mensais, promovidas por profissionais voluntários — de psicóloga a esteticista, passando por nutricionista, educadora física e fisioterapeuta. “Foi um ano muito produtivo. A gente pôde perceber o quanto as mães atípicas necessitam de atenção, de serem ouvidas, de terem um momento só pra elas”, avalia a cirurgiã-dentista do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do HRT e coordenadora do projeto, Andréia Aquino. Andréia Aquino: "A gente pôde perceber o quanto as mães atípicas necessitam de atenção, de serem ouvidas, de terem um momento só pra elas" | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF O “período de gestação” serviu para consolidar os vínculos e expandir as ambições do grupo. O desejo é unânime: retomar os encontros no próximo ano. “Eu consegui, através dos encontros, olhar mais pra mim”, disse Alessandra Albuquerque, 44 anos, mãe de Bernardo, 10, durante o encerramento, na última quinta-feira (11). “A vida de mãe atípica geralmente é a gente tentando se capacitar para cuidar dos nossos filhos. Essa foi uma oportunidade de capacitação para cuidarmos de nós mesmas”, concluiu. *Com informações da Secretaria de Saúde  

Ler mais...

Thumbnail

Centro cirúrgico do Hospital Regional de Samambaia é reformado e amplia atendimento

O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Saúde (SES-DF), está prestes a entregar à população o novo centro cirúrgico do Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Fechado desde agosto para reforma, o espaço retorna com capacidade ampliada em 50%, segundo a pasta. Entre janeiro e junho deste ano, cerca de mil cirurgias foram feitas no local, e, durante o período de interdição, os pacientes já convocados para operar receberam assistência no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde 110 procedimentos puderam ser feitos. Obras feitas no hospital não impediram o atendimento aos pacientes; cirurgias eletivas foram feitas, provisoriamente, no HRT | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Mesmo durante a renovação, o hospital não deixou de prestar assistência. Segundo a diretora hospitalar Elielma Almeida, foram mantidos os atendimentos de obstetrícia, ginecologia e os serviços das três UTIs da unidade. As cirurgias eletivas foram efetuadas provisoriamente no HRT, para onde a equipe, composta por médicos, cirurgiões, enfermeiros, anestesistas e técnicos de enfermagem, foi deslocada, a fim de dar continuidade aos procedimentos. Após operarem em Taguatinga, os pacientes retornaram ao HRSam para a recuperação.   Atendimento ampliado Com a entrega das novas salas, haverá aumento do número de cirurgias e também a incorporação de um equipamento de arco cirúrgico, que permite procedimentos como colangiografia, pancreatografia, ressonância intraoperatória e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), com o objetivo de ampliar a capacidade diagnóstica e terapêutica do hospital. Novas salas de cirurgia vão receber ainda equipamentos mais modernos A direção explica que o preparo para o exame de CPRE, um dos principais avanços dessa reforma, é igual ao de uma cirurgia. Antes, o CPRE era feito apenas no Hospital de Base, hoje administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), e no Hospital Regional de Taguatinga. Agora, o HRSam passa a oferecer o serviço. Como a unidade já é referência em cirurgias de vesícula e hérnia, o novo equipamento permite diagnosticar e tratar esses casos no próprio hospital, que traz mais agilidade e resolutividade ao atendimento. O centro cirúrgico do HRSam faz cirurgias de colecistectomia, hernioplastia, vasectomia e procedimentos ginecológicos, como histerectomia, sling, correções do períneo e laqueadura tubária. Além disso, a equipe oferece suporte aos pacientes de UTI, casos de pós-operatório vindos de outros hospitais e cirurgias de emergência e traqueostomias quando necessário. Ampliação A enfermeira Aparecida Silva comemora as reformas: “Estamos muito satisfeitos, porque agora podemos oferecer um atendimento maior, com qualidade, e garantir uma assistência ainda melhor aos pacientes” A diretora administrativa da Região de Saúde Sudoeste, Izabela Alves, explica que os espaços onde agora funcionam as novas salas estavam sendo utilizados anteriormente para áreas administrativas, mas foram totalmente adaptados para atender às necessidades do centro cirúrgico. Um dos principais avanços foi a adequação e ampliação da infraestrutura, especialmente da sala necessária para o CPRE. Outro ponto destacado pela diretora é a ampliação da sala de recuperação anestésica. Como antes havia menos salas de cirurgia, também era menor a capacidade de recuperação. Agora, com a devolução desses espaços à função original, foi possível aumentar esse suporte essencial. Isso garante fluxo, segurança e qualidade no pós-operatório, evitando gargalos. “Não adianta ter várias salas de cirurgia se não há onde recuperar adequadamente o paciente”, explica. Sobre a finalização da obra, ela informa que a parte assistencial já está praticamente concluída. Faltam apenas ajustes finais de base de apoio. Os equipamentos das novas salas mais específicas já estão em produção e chegarão em breve. Como são equipamentos confeccionados sob medida, não podem simplesmente ser instalados, pois exigem gabarito, medições precisas e montagem técnica especializada. [LEIA_TAMBEM]Além disso, o centro cirúrgico passou por uma ampla reforma da Central de Materiais Esterilizados (CME), que recebeu novo sistema de ar-condicionado, gases medicinais, estrutura física e painéis técnicos. Todo o piso da área também foi renovado, para garantir mais segurança e conforto aos pacientes. Quem precisou se deslocar para o Hospital de Taguatinga durante a manutenção corretiva comemora o retorno ao HRSam. A enfermeira Aparecida Keilly Silva conta que, apesar da boa recepção na unidade temporária, nada se compara à sensação de estar “de volta para casa”. Ela destaca que o centro cirúrgico está mais amplo, com mais salas abertas e mais leitos na sala de recuperação pós-anestésica. “Estamos muito satisfeitos, porque agora podemos oferecer um atendimento maior, com qualidade, e garantir uma assistência ainda melhor aos pacientes”, afirma. Quem aguarda cirurgia também vê com bons olhos a transformação do hospital. A paciente Ana Paula Martins, 50 anos, ainda realiza os últimos exames antes de marcar o procedimento e afirma que a nova ala representa um avanço importante. Para ela, a mudança, com salas novas, ar-condicionado, piso renovado e mais leitos, traz esperança e agilidade. “É tudo novo, inovador”, celebra. “Isso é importante para acelerar as cirurgias. Tem muita gente esperando”. Ana Paula acredita que a reestruturação ajudará a reduzir a fila e melhorar o atendimento para todos.  

Ler mais...

Thumbnail

HRT reúne mães de bebês prematuros e mostra casos de superação

Em um dia marcado por abraços, esperança e superação, familiares, profissionais de saúde, residentes e mães de prematuros se reuniram no auditório do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), na última segunda-feira (17), para celebrar o Dia Mundial da Prematuridade. Mães de crianças que nasceram antes da 37ª semana de gestação na unidade relataram aos pais que ainda têm bebês internados no hospital as suas experiências e toda a emoção de verem seus filhos recuperados. Familiares, profissionais de saúde, residentes e mães de prematuros se reuniram no auditório do HRT para celebrar o Dia Mundial da Prematuridade | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF É o caso de Teresinha Maria Rezende, 52 anos, mãe de Matheus Rezende, 25. O jovem foi o primeiro bebê prematuro nascido no HRT a ficar na Unidade Canguru (Ucinca), um tipo de assistência neonatal que proporciona o contato pele a pele precoce entre o recém-nascido de baixo peso e os familiares. “Lembro de vê-lo tão pequeno, com 29 semanas e 875 gramas. Cada dia era uma conquista, e sempre havia alguém dizendo: 'não desista, vocês vão vencer'. Na UTI [Unidade de Terapia Intensiva], tudo mexia comigo, da primeira gota de leite até as mudanças frequentes no quadro de saúde dele”, contou. O filho agradeceu o cuidado dos servidores: “Cada etapa da minha vida foi importante. Agradeço à equipe do HRT e à minha mãe. Gostaria de dizer para todas as mães não desistirem. Esse caminho é difícil, mas vocês vão conseguir: seus filhos vão crescer e trarão muita felicidade”. Quem também compartilhou sua experiência foi Beatriz Vieira, 27, mãe da pequena Alana. A bebê nasceu com 29 semanas e 2 dias, e hoje, aos 9 meses, esbanja vitalidade. “Foi um processo muito difícil. Vê-la naquela situação, tão pequena dentro de uma incubadora, com apenas 1,3 kg, doeu demais. A equipe do HRT salvou a vida da minha filha. Ela está linda e esperta, serei grata para sempre”, declarou. Teresinha Maria Rezende ao lado do filho Matheus Rezende — o jovem de 25 anos foi o primeiro bebê prematuro nascido no HRT Conscientização O Dia Mundial da Prematuridade integra o Novembro Roxo, campanha que alerta para o aumento dos partos prematuros e como preveni-los, além de informar sociedade e gestores quanto às consequências do nascimento antecipado para o bebê e sua família. “Abordar a prematuridade significa sensibilizar a sociedade sobre prevenção, assistência qualificada e políticas públicas que garantam o direito ao nascer e crescer com saúde. Por trás de cada incubadora, existe uma família que se renova diariamente, com coragem e fé”, ressaltou a fonoaudióloga da Unidade Neonatal (Uneo) do HRT e coordenadora do Centro de Referência do Método Canguru do DF, Caroline Ribeiro. Em 2024, o DF registrou 4,2 mil partos antes da 37ª semana de gestação, representando 12,83% dos nascimentos no ano passado. Segundo a gerente de Serviços de Enfermagem Obstétrica e Neonatal (Geon) da Secretaria de Saúde (SES-DF) e coordenadora do grupo condutor distrital da Rede Cegonha, Gabrielle Medeiros, essa parcela do grupo demanda atenção especial. “A Rede Materno Infantil envolve a prevenção da prematuridade, que se inicia no pré-natal, o atendimento hospitalar no momento do nascimento, o acolhimento e a assistência. O acompanhamento pós-alta também é fundamental”, afirmou. Beatriz Vieira, mãe da pequena Alana, que nasceu com 29 semanas e 2 dias: “A equipe do HRT salvou a vida da minha filha. Ela está linda e esperta e serei grata para sempre” Semana de conscientização O encontro marcou também a abertura oficial da Semana de Conscientização da Prematuridade no HRT. Até sexta-feira (21), a unidade realizará atividades que aproximam famílias e equipes e reforçam a importância da assistência humanizada. [LEIA_TAMBEM]Confira a programação abaixo. • Quarta-feira (19) — 14h | Dia do cuidado: mães e equipe, com participação da escola de cabeleireiro Senac, da Mary Kay e do Projeto Atendimento em Movimento Seac-DF • Quinta-feira (20) — 15h30 | Cine Canguru • Sexta-feira (21) — Café com prosa – Equipe Uneo. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Hospital Regional de Taguatinga ganha central para exames especializados

A Central de Exames Especializados, instalada no Núcleo de Patologia Clínica (Nupac) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), foi inaugurada nesta sexta-feira (31). A unidade será responsável pela execução de exames de média e alta complexidade. Segundo a diretora do HRT, Thalita Rassi, o novo espaço indica um avanço estratégico na modernização e ampliação da capacidade diagnóstica da Rede de Laboratórios da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). "Teremos diagnósticos mais precisos e, com isso, tratamentos mais eficazes", afirma. A Central de Exames Especializados conta com equipamentos modernos e capacidade de realizar mais de 3 mil exames em um único plantão de 12 horas | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF [LEIA_TAMBEM]O local conta com equipamentos modernos e capacidade de realizar mais de 3 mil exames em um único plantão de 12 horas, isto é, uma média mensal de 68,4 mil análises. Entre os testes está a eletroforese de hemoglobina, exame utilizado para triagem, diagnóstico e monitoramento das hemoglobinopatias — condições que impactam de forma significativa a saúde pública, especialmente no rastreamento neonatal, pré-natal e em populações de risco. Todas as regiões de saúde do DF poderão enviar amostras à central do HRT. "A unidade irá concentrar os exames especializados da rede. Além das eletroforeses, por exemplo, teremos diferentes análises de autoimunidade", detalha Kleber de Sousa Oliveira, referência técnica distrital (RTD) da SES-DF em Patologia Clínica. A expectativa é a de que a central recém-inaugurada expanda progressivamente sua carteira de exames. Entre os procedimentos especializados em fase de planejamento estão marcadores de trombose e trombofilia, imunofixação sérica e urinária, cadeias leves livres, entre outros.    *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Saúde inaugura parquinhos em unidades de saúde de Taguatinga

Nesta quarta-feira (22), a Secretaria de Saúde (SES-DF) inaugurou parquinhos no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi) de Taguatinga, em cerimônia realizada pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha. “Entregamos esses parquinhos para contribuir com o tratamento de crianças que estão internadas”, ressaltou Mayara. “Acredito que um ambiente como esse acelera o processo de cura, porque brincadeira de criança é coisa séria”. Taiane Santos, mãe de Apollo Valentin, comemorou: “Ter esse espaço para interação com outras crianças é muito importante” | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde Os novos espaços abrigam torres, escadas, rampa, tobogã e carrossel. Para Taiane Santos, 26 anos, mãe do pequeno Apollo Valentin, o parque vai ajudar no tratamento do filho, que tem síndrome de Down. “Meu filho ficou em isolamento por muito tempo, e ter esse espaço para interação com outras crianças é muito importante”, comentou. “Nós nos sentimos ainda mais acolhidos aqui agora”. [LEIA_TAMBEM]De acordo com a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, o parquinho do Capsi de Taguatinga vai qualificar o atendimento oferecido à população: “O brincar é terapêutico para as crianças com sofrimento psíquico. Estamos muito felizes com essa entrega”. Além das unidades do Capsi e HRT, foram instalados parquinhos nos hospitais Regional de Ceilândia (HRC), da Região Leste (HRL), na Policlínica do Gama, nos Capsis do Recanto das Emas, Sobradinho, e Asa Norte e na Unidade Básica de Saúde (UBS) 5 do Arapoanga. *Com informações da Secretaria de Saúde

Ler mais...

Thumbnail

Reconstrução de mamas: cirurgias no HRT ajudam a resgatar autoestima de mulheres na luta contra o câncer

Nessa terça-feira (21), foi aberto oficialmente o 10º Mutirão de Reconstrução de Mamas no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). A unidade celebra o Outubro Rosa promovendo uma força-tarefa de reconstrução mamária em mulheres mastectomizadas (que retiraram as mamas) devido ao câncer. São dez anos ajudando na recuperação da autoestima, com a realização dos procedimentos e de dermopigmentações (tatuagem estética na aréola). As cirurgias são realizadas em dois turnos até sábado (25).  O oncologista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Gustavo Ribas, destacou a importância do mutirão e lembrou o direito constitucional da mulher em receber o tratamento de reconstrução mamária. “O HRT fortalece o papel legal e de direito dessas mulheres que passaram por uma mastectomia. Além disso, enaltece o papel de reabilitação emocional, física e social da mulher”, afirma. “Este momento celebra todo o esforço e dedicação dos servidores do HRT na luta contra o câncer”, afirma Márcia Rodrigues, superintendente da Região de Saúde Sudoeste | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF De acordo com dados do Instituto do Câncer (Inca), a previsão do triênio 2023-2025 é de 1,1 mil casos de câncer de mama por ano no DF. Para Ribas, além de ajudar mulheres que enfrentam o câncer, é fundamental fortalecer o trabalho de prevenção da doença. “O câncer de mama é prevenível por ações de saúde como hábitos e alimentação saudáveis e atividade física”, destaca. [LEIA_TAMBEM]A superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Márcia Rodrigues, enfatizou a importância dos servidores envolvidos no mutirão de reconstrução mamária. “Este momento celebra todo o esforço e dedicação dos servidores do HRT na luta contra o câncer”, afirma. A ação, promovida há dez anos, reforça a rede de apoio no DF, como explica a diretora do HRT, Thalita Reis. “Este momento é muito especial, pois podemos reafirmar o nosso compromisso com a saúde da mulher e principalmente com a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. São dez anos fortalecendo a rede de apoio que tem salvado tantas vidas no Distrito Federal”, declara. Força-tarefa Neste ano, serão realizadas 38 cirurgias e 20 procedimentos de tatuagem estética. Ao longo dos anos anteriores, o HRT já atendeu 371 pacientes com procedimentos e cirurgias. A força-tarefa de 2025 conta com cerca de 60 profissionais de saúde, entre médicos cirurgiões, anestesistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, tatuadores, dentre outros trabalhadores que doam o seu trabalho voluntariamente. Cirurgiões da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) também participam do mutirão.  Luta contra o câncer A paciente Luzirene dos Santos, 56 anos, que retirou a mama direita nesta semana, destacou o empenho da equipe do HRT, desde o diagnóstico até as sessões de quimioterapia. “Vim aqui na emergência com os exames e foi tudo muito rápido. Eu não estava com esperança de realizar a cirurgia agora. O tratamento da equipe comigo foi excelente”. "O tratamento da equipe comigo foi excelente”, destaca a paciente Luzirene dos Santos Segundo Luzirene, a campanha Outubro Rosa tem ajudado muitas mulheres na luta contra o câncer. Ela também aproveitou a oportunidade para se maquiar com a equipe de beleza voluntária que estava por lá.  O Câncer não espera. O GDF também não O programa “O câncer não espera. O GDF também não”, lançado neste ano para acelerar o atendimento de pacientes oncológicos, também foi destaque no evento. “O acesso ao diagnóstico precoce e às mamografias são esforços que não faltarão para que elas tenham acesso ao tratamento de forma mais célere”, ressaltou Gustavo Ribas.  A iniciativa reduziu o atendimento oncológico no DF para 9,5 dias.      *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador