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Veja as regras para receber a Cesta Verde no DF

Quem recebe o Cartão Prato Cheio também pode receber a Cesta Verde. A entrega é feita automaticamente, conforme a disponibilidade de recursos, e a liberação pode ser consultada pelo aplicativo. O programa fornece frutas, verduras e legumes produzidos por agricultores familiares do Distrito Federal às famílias beneficiadas. Além de ampliar o acesso a alimentos frescos, a iniciativa fortalece a produção local e gera renda para os produtores. A Cesta Verde amplia o acesso a alimentos frescos, fortalece a produção local e gera renda para os produtores rurais | Foto: Arquivo/Agência Brasília Entrega em casa A Cesta Verde é entregue uma única vez durante o período de recebimento do Cartão Prato Cheio. A entrega pode ocorrer no primeiro ou no último mês de pagamento do benefício, mas não é liberada para todos os participantes do programa, pois depende da disponibilidade de recursos.  As cestas são entregues diretamente na casa do beneficiário, no endereço cadastrado. Antes da entrega, a empresa responsável entra em contato para confirmar o endereço e combinar a data e o horário. Por isso, é importante manter o cadastro sempre atualizado.  Produção local Os alimentos variam de acordo com a época do ano. Entre maio e outubro, período de seca, a cesta pode conter produtos como abóbora, tomate, chuchu, pepino, beterraba, cenoura, mandioca, batata-doce, inhame, abacate, limão, tangerina e banana.  Já entre novembro e abril, durante o período chuvoso, a composição é adaptada e pode incluir itens como chuchu, pepino, tomate, abóbora, mandioca, batata-doce, inhame, banana, limão e goiaba. Antes da entrega, os alimentos passam por uma conferência de qualidade.  

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Grupo de trabalho para incentivar a venda de produtos rurais do DF faz primeira reunião

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   A primeira reunião do grupo de trabalho criado para incentivar a comercialização de produtos rurais do Distrito Federal nos supermercados foi realizada nesta sexta-feira (17/7). A iniciativa do Governo do Distrito Federal, prevista no Decreto nº 48.805 de 18 de junho de 2026, partiu da governadora Celina Leão após encontro, no Palácio do Buriti, com produtores rurais de diferentes regiões administrativas.  Partiu da governadora Celina Leão a proposta de formar grupo de trabalho para viabilizar a venda direta da produção rural do DF a redes de supermercados | Divulgação/Emater-DF O grupo de trabalho tem a proposta de definir um conjunto de medidas e mecanismos para viabilizar e estruturar a venda direta da produção rural do DF junto à rede supermercadista, por meio de ações e procedimentos que facilitem e ampliem essa comercialização.   "Esse grupo de trabalho é fundamental para consolidar ações que deem mais visibilidade aos produtos locais, valorizando a origem dos alimentos e fortalecendo nossos produtores, além de estimular a economia local” Cleison Duval, presidente da Emater-DF “Hoje, estamos instalando esse grupo de trabalho que vai fazer a conexão entre os agricultores e os representantes do setor supermercadista. A governadora Celina acredita que essa interação direta vai facilitar muito a venda dos produtos, que pode ter um custo menor na comercialização, já que não haverá intermediadores”, afirmou o secretário de Governo, Takane do Nascimento. “As questões técnicas serão aqui tratadas e acreditamos que será um trabalho produtivo."  Espaço para produtos de qualidade “A governadora Celina Leão viu na dificuldade de comercialização dos produtos um problema que nós precisamos enfrentar para gerar oportunidade aos produtores rurais”, afirmou o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. “O público está sedento para comprar um produto de qualidade, ele paga por isso. E se a gente demonstrar que esse produto vem do Distrito Federal, temos muitas famílias que vão optar por ele”.  Hoje há cerca de 22 mil produtores rurais cadastrados na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). O objetivo do grupo é desenvolver uma política pública que fortaleça a agricultura local. Os resultados esperados são: mais produtores regularizados e consequente redução da informalidade; aumento da oferta de produtos locais ao consumidor, com mais variedade nas prateleiras e regularidade no abastecimento das redes supermercadistas; geração de emprego e renda; melhoria da qualidade dos produtos, com padrões de qualidade, higiene e apresentação de acordo com as exigências dos varejo. Além disso, redução da burocracia, com cooperativas mais fortalecidas, cadeias produtivas mais organizadas e desenvolvimento regional.  A iniciativa animou tanto representantes de associações e de cooperativas de produtores rurais quanto dirigentes de entidades ligadas ao setor supermercadista | Foto: Divulgação/Segov-DF “O Governo do Distrito Federal tem investido de forma consistente no fortalecimento da produção rural. O trabalho desenvolvido com as cadeias do queijo e do vinho demonstra esse compromisso", destacou o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF), Cleison Duval. "Esse grupo de trabalho é fundamental para consolidar ações que deem mais visibilidade aos produtos locais, valorizando a origem dos alimentos e fortalecendo nossos produtores, além de estimular a economia local.” Representantes de associações e de cooperativas de produtores rurais, de entidades ligadas ao setor supermercadista, da Federação de Agricultura e Pecuária do Distrito Federal e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no DF (Sebrae-DF) participaram da reunião.  “A criação desse grupo de trabalho reúne governo, cooperativas e produtores em torno de um objetivo comum: ampliar o acesso dos produtos do Distrito Federal ao mercado. O selo será fundamental para identificar a origem desses alimentos, valorizar quem produz e dar ao consumidor a confiança de saber de onde vem e como o produto foi produzido”, afirmou o presidente da Cooperativa de Agricultura Familiar Mista do Distrito Federal (Coopermista), Ivan Engler. Coordenado pela Secretaria de Governo, o grupo contará com representantes das secretarias de Desenvolvimento Econômico, de Trabalho e Renda; da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Economia; da Mulher; além da Emater-DF e do Banco de Brasília (BRB).  *Com informações da Segov-DF

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Feira do Trabalho e do Campo leva agricultura familiar e economia solidária ao Plano Piloto

Depois de passar por diferentes regiões administrativas do Distrito Federal, a Feira do Trabalho e do Campo chega à última edição entre os dias 30 de junho e 5 de julho, no Eixo Ibero-Americano, no Plano Piloto. Com funcionamento das 12h às 21h, o evento reúne ações voltadas para o fortalecimento da economia solidária, da agricultura familiar e do empreendedorismo, além de oferecer serviços gratuitos e atrações para todas as idades. Ao longo das edições realizadas neste ano, a feira reuniu milhares de visitantes e se consolidou como um importante espaço para incentivar a produção local, promover a geração de renda e valorizar pequenos produtores, agricultores familiares, artesãos e empreendedores do Distrito Federal. A Feira do Trabalho e do Campo contará com exposições de produtos da agricultura familiar, ações de capacitação e uma agência do trabalhador itinerante | Foto: Divulgação/Sedet-DF Na edição de encerramento, o público encontrará uma feira livre com produtos da agricultura familiar, estandes da economia solidária, artesanato, gastronomia, além de oficinas e workshops de capacitação de produtores, artesãos e empreendedores. A programação também inclui encontro de brechós, shows e brinquedos para as crianças, oferecendo opções para toda a família. [LEIA_TAMBEM]Outro destaque é a presença da Agência do Trabalhador Itinerante, que disponibilizará gratuitamente serviços como encaminhamento para vagas de emprego, solicitação da Cesta do Trabalhador e inscrições em programas de qualificação profissional, ampliando o acesso da população às oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Feira do Trabalho e do Campo Local: Eixo Ibero-Americano, próximo à Torre de TV no Plano Piloto Data: de 30 de junho a 5 de julho Horário: das 12h às 21h Entrada gratuita *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do DF  

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Apoio técnico fortalece protagonismo feminino no campo no DF

A força feminina está presente no campo do Distrito Federal: 35% dos quase 22,5 mil produtores rurais cadastrados na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) são mulheres. Além disso, das cerca de 18 mil propriedades rurais cadastradas, 6.543 têm mulheres como proprietárias ou coproprietárias. São elas que cuidam de plantações, semeiam o futuro e transformam a matéria-prima em produtos que ganham o mundo, em programas de compras institucionais, feiras e festivais de agropecuária.  Rozelita Urany Camargo, a Rosinha, exibe sobre uma mesa guloseimas que produz na agroindústria familiar, com assistência da Emater-DF | Fotos: Divulgação/Emater-DF O trabalho conta com apoio direto da Emater-DF, com assistência técnica completa, do planejamento à comercialização dos produtos in natura e da agroindústria, cursos sobre empreendedorismo e atividades não agrícolas, além de atividades comunitárias voltadas à inclusão social e cidadania. Nos primeiros seis meses deste ano, foram promovidos 29.929 atendimentos a 3.781 produtoras rurais nas áreas social, ambiental e econômica.  “Atuamos desde o acesso às políticas públicas até a comercialização. O objetivo é que essas mulheres tenham autonomia econômica e consigam crescer com segurança” Aécio Prado, extensionista da Emater-DF “Atualmente, grande parte das propriedades são gerenciadas por mulheres, e a Emater-DF atua não só na parte produtiva, ensinando a produzir, na agricultura e na pecuária, mas também de forma social, prezando pelo desenvolvimento sociofamiliar, com a ampliação da nossa oferta de cursos e treinamentos, que vão desde empreendedorismo, panificação, ao cuidado com a saúde”, explica o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. “O encontro distrital é o coroamento desse trabalho, em que enfatizamos como acreditamos nessas mulheres e damos espaço para que possam construir relações e trocar experiências.” Com o apoio técnico, a confeiteira Rozelita Urany Camargo, 54 anos, conseguiu expandir a produção e os canais de venda. Filha de produtores rurais, ela aprendeu a mexer com a terra ainda criança, mas encantou-se pela cozinha e hoje produz bolos, pães, tortas e biscoitos. “Os meus pais nos sustentaram com tudo daqui da terra. Plantavam milho, mandioca, faziam farinha e rapadura”, diz.  Rosinha, como é chamada por amigos e familiares, começou a ter suporte direto da Emater-DF em 2021, por indicação de uma irmã. “Meus pais tinham essa chácara há muito tempo, eu nasci aqui, e eles já tinham assistência desde aquela época. Depois que minha mãe faleceu, eu estava perdida, até que o Aécio chegou aqui, provou meus biscoitos e falou: 'Onde é que você estava escondida?'. Foi aquela luzinha no final do túnel”, recorda. [LEIA_TAMBEM]Aécio Prado, a quem ela se refere, é o extensionista responsável por prestar assistência a Rosinha e a outras propriedades de Samambaia. “Atuamos desde o acesso às políticas públicas até a comercialização. O objetivo é que essas mulheres tenham autonomia econômica e consigam crescer com segurança”, afirma ele. “Temos profissionais especializados para atuar em todas as etapas da produção, desde a infraestrutura até o produto final”.  No caso de agroindústrias familiares como a de Rosinha, o acompanhamento começa ainda na fase de planejamento, incluindo orientação para obtenção de licenças, adequação às normas sanitárias, elaboração de projetos, capacitações e acesso a mercados institucionais. “Se a pessoa não tem estrutura, a gente começa pela planta baixa, acompanha a aprovação do projeto, a construção da agroindústria e todo o processo de regularização”, explica.  Atualmente, Rosinha participa do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), fornecendo bolos para entidades socioassistenciais atendidas pelo governo, e já foi beneficiada pelo Programa de Fomento Rural do Ministério do Desenvolvimento Social, que oferece R$ 4,6 mil em duas parcelas para projetos de inclusão produtiva de famílias rurais em situação de pobreza. “Hoje a Emater-DF é uma família para mim, são meus anjos da guarda”, complementa Rosinha.  Produtora rural, Michelly tem acompanhamento no cultivo: a orientação vai desde a escolha das sementes até a comercialização dos alimentos  Protagonismo  e variedade de culturas  Outra frente do suporte da Emater-DF é o acompanhamento do cultivo, com orientação desde a escolha das sementes à comercialização dos alimentos. “Na parte de assistência técnica, trabalhamos com o plantio, irrigação, adubação, todo o trato da cultura, mas também mostrando como participar de programas de compras institucionais”, explica Prado. “Incentivamos o policultivo, em que o produtor trabalha com mais de uma cultura para oferecer variedade e evitar nuances de mercado, ganhando mais segurança financeira”. Foi assim que a produtora rural Michelly Priscilla Campos aumentou a variedade de culturas cultivadas no Núcleo Rural Boa Esperança, em Ceilândia. “Sempre plantamos hortaliças, mas há uns três anos começamos com o açaí e o café, com apoio da Emater-DF. Agora também estamos com o jiló, o maxixe e o quiabo”, explicou ela, acrescentando que a ampliação possibilitará a criação de uma agrofloresta na propriedade, mantida por ela e a família, com apoio de dois funcionários.  “Ponho a mão na massa mesmo. Já tem 15 anos que estou aqui, colhendo e plantando todos os dias. A roça é a minha paixão” Michelly Priscilla Campos, produtora rural Para dar conta da demanda, Michelly começa o dia ainda de madrugada e divide os cuidados entre a própria chácara e as plantações do sogro. “Ponho a mão na massa mesmo. Já tem 15 anos que estou aqui, colhendo e plantando todos os dias. A roça é a minha paixão”, afirma. “A Emater-DF está sempre aqui com a gente, qualquer dúvida mandamos mensagem e rapidamente nos respondem”. Os resultados das colheitas de Michelly são direcionados ao Programa de Aquisição de Alimentos do governo federal e à Feira do Produtor de Ceilândia. “A minha vida é a roça. Nos dias de feira, acordo às 3h da manhã, organizo as coisas, dou café da manhã para os trabalhadores e já começamos as vendas. Na segunda e na sexta, é dia de colher, enquanto na terça colocamos adubo em tudo. E assim a gente continua trabalhando e vivendo da terra”, completa. Linha de crédito exclusiva para mulheres A governadora Celina Leão sancionou uma linha de crédito para mulheres do campo, em maio deste ano, com o objetivo de garantir autonomia e condições adequadas de trabalho ao público feminino. A modalidade faz parte do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF). Desde 2019 até maio deste ano, foram aprovados mais de R$ 67 milhões em crédito rural para 1.262 mil projetos elaborados pela Emater-DF. Com diferentes modalidades de financiamento, os recursos foram destinados ao fortalecimento da agricultura familiar e da produção rural, atendendo produtores individuais, associações e cooperativas, sobretudo aqueles que participam de programas de compras governamentais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF). Dois programas de crédito são mantidos pelo GDF: o Prospera, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Trabalho e Renda (Sedet-DF), e o FDR, da Seagri-DF. As iniciativas de âmbito nacional englobam o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), entre outras. Além da assistência técnica, a Emater-DF oferece cursos, oficinas e treinamentos voltados à gestão, liderança, empreendedorismo e processamento de alimentos. As capacitações são realizadas tanto nos escritórios locais quanto no Centro de Capacitação Tecnológica e Desenvolvimento Rural (Cepol). Outra iniciativa é o Encontro Distrital de Mulheres Rurais, que reúne moradoras de diversas regiões administrativas para um dia totalmente voltado à interação e à troca de conhecimento, com realização a cada dois anos.  

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Feira Junina dos Consegs Rurais valoriza agricultura familiar

Produtos artesanais, alimentos produzidos no campo, plantas ornamentais e espírito comunitário marcaram a Feira Junina dos Conselhos Comunitários de Segurança Rural (Consegs Rurais). O evento ocorreu na manhã desta sexta-feira (12), no Centro de Atenção Biopsicossocial (CAB), da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF). A iniciativa reuniu produtores e artesãos ligados aos Consegs Rurais, com foco no fortalecimento da agricultura familiar e no empreendedorismo, com a exposição de produtos como queijos, geleias, compotas, hortaliças, doces caseiros, sabonetes artesanais, plantas ornamentais e artigos religiosos.  Venda de mudas e flores durante a Feira Junina dos Conselhos Comunitários de Segurança Rural | Foto: Divulgação/SSP-DF “Esta feira evidencia a força do campo, valoriza os produtores rurais e aproxima ainda mais a população das políticas públicas desenvolvidas pela SSP-DF” Gustavo Danzmann, subsecretário dos Conselhos Comunitários de Segurança  “A segurança pública se fortalece quando ampliamos os espaços de diálogo, participação e integração com a população. Os Consegs Rurais têm desempenhado um papel estratégico nesse processo, aproximando o Estado das comunidades do campo e contribuindo para a construção de soluções que promovem não apenas segurança, mas também desenvolvimento, cidadania e qualidade de vida”, destacou o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury. O subsecretário dos Conselhos Comunitários de Segurança, Gustavo Danzmann, ressaltou que a feira representa, na prática, o conceito de participação social que orienta a atuação dos Consegs. “Os Consegs vão muito além das pautas relacionadas à criminalidade. Eles são instrumentos de mobilização social, de fortalecimento das comunidades e de construção coletiva de soluções. Esta feira evidencia a força do campo, valoriza os produtores rurais e aproxima ainda mais a população das políticas públicas desenvolvidas pela SSP-DF”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]Para Margarida Garcia, moradora da área rural de São Sebastião e expositora, a feira é uma forma de aproximação entre diferentes públicos. “Essa feira é muito importante para a área rural porque une mais as comunidades e fortalece a nossa parceria com a polícia. Quando a população e os produtores se aproximam, todos ganham, inclusive na segurança. Eu sempre participo quando posso. Também é uma oportunidade para as pessoas da cidade conhecerem os produtos rurais diretamente de quem produz, valorizando o trabalho do campo e fortalecendo a nossa região”, afirma. Consegs Atualmente, o Distrito Federal conta com Consegs Rurais em Brazlândia, Gama, Paranoá, Ceilândia, Taguatinga, Estrutural, Planaltina, PAD-DF e Lago Oeste. Além disso, estão em fase de implantação os conselhos de São Sebastião, Sobradinho e Samambaia Rural. A expansão integra o eixo Campo Mais Seguro – Segurança Integral, voltado ao fortalecimento das políticas públicas para as áreas rurais do DF. Os Consegs Rurais funcionam como espaços permanentes de diálogo entre moradores, produtores, forças de segurança e órgãos governamentais. Além de contribuir para o aprimoramento das ações de segurança no campo, os conselhos têm auxiliado na identificação de demandas relacionadas à infraestrutura, mobilidade, fiscalização e desenvolvimento local. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública

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Nova edição de 'Conexões e Experiências' abre inscrições para produtores rurais do DF

Estão abertas as inscrições para a 2ª edição do catálogo digital e físico Conexões e Experiências: Turismo, Histórias e Produtos do Campo que Encantam, iniciativa da Emater-DF voltada à valorização de produtores rurais, da agricultura familiar e do turismo rural do Distrito Federal. As inscrições começaram nesta segunda-feira (1º de junho), exclusivamente pelo e-mail projetoconexoes@emater.df.gov.br.  Uma das novidades da atual edição é o storytelling, trazendo imagens e histórias de empreendimentos rurais | Fotos: Divulgação/Emater-DF   Lançado durante a AgroBrasília 2026, o edital de chamamento público selecionará produtores atendidos pela Emater-DF para integrar a nova edição da publicação. A principal novidade é o formato bilíngue, em português e inglês, ampliando a visibilidade dos empreendimentos rurais e fortalecendo a promoção do campo do Distrito Federal junto a visitantes, consumidores e potenciais parceiros de outros países.  A força da agricultura familiar e o turismo rural também estão presente nas páginas da nova edição do catálogo Conexões e Experiências  "O projeto fortalece a venda direta, a agricultura familiar e a economia local"  Clarissa Valadares, turismóloga da Emater-DF Após o sucesso da primeira edição, o material vai além da divulgação de produtos: o catálogo aposta no storytelling, combinando imagens, histórias dos produtores e conteúdos audiovisuais integrados por QR Codes. A proposta é aproximar o consumidor de experiências únicas que o turismo rural do DF tem a oferecer. Podem participar produtores rurais atendidos pela Emater-DF que tenham produtos agroindustriais com registro nos órgãos competentes, propriedades com atrativo turístico ou parcerias entre ambas as modalidades. "O projeto fortalece a venda direta, a agricultura familiar e a economia local", destaca a turismóloga da Emater-DF, Clarissa Valadares.  [LEIA_TAMBEM]Os produtores selecionados também contarão com inclusão na plataforma virtual da Emater "Põe na Cesta" e apoio em ações de marketing regional e participação em eventos promocionais coordenados pela Emater-DF. Inscrições  As inscrições começaram nesta segunda-feira (1º de junho) e seguem até o dia  31 de agosto de 2026, exclusivamente pelo e-mail projetoconexoes@emater.df.gov.br. As dúvidas também serão sanadas pelo e-mail de inscrição. O edital está disponível no site da instituição na aba Transparência / Chamamentos Públicos (https://www.emater.df.gov.br/chamamentos-publicos).  *Com informações da Emater-DF

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Produtores conhecem primeiro edital do programa de compras da alimentação escolar de 2026

Representantes da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), da Emater-DF e da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) se reuniram, na tarde desta quinta-feira (28), para apresentar aos produtores rurais a Chamada Pública nº 01/2026, voltada à aquisição de alimentos da agricultura familiar para a alimentação escolar da rede pública de ensino. O edital contempla uma diversidade de produtos, são 70 gêneros alimentícios entre frutas e hortaliças orgânicas e convencionais, com previsão de aquisição de cerca de 4,8 mil toneladas de alimentos da agricultura familiar, movimentando aproximadamente R$ 44,8 milhões por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Cerca de 50 agricultores, representantes de organizações rurais do DF aptas a participar da chamada pública, compareceram ao encontro, onde puderam esclarecer dúvidas e informações sobre esse edital, que representa uma importante oportunidade de comercialização para a agricultura familiar, para o fortalecimento das organizações rurais e também para a comercialização a preços justos de alimentos orgânicos. A secretária de Educação do Distrito Federal interina, Iêdes Braga, destacou o impacto social e educacional da iniciativa. “A alimentação escolar é uma das políticas públicas mais importantes para a garantia do direito à educação. Ao investirmos R$ 44,8 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar, fortalecemos a economia local, valorizamos o trabalho dos produtores rurais do Distrito Federal e asseguramos que nossos estudantes recebam refeições cada vez mais saudáveis, nutritivas e de qualidade. É uma ação que gera desenvolvimento no campo e mais oportunidades de aprendizagem na escola.” Segundo o gerente de Comercialização e Organização Rural da Emater-DF, Blaiton Carvalho, o chamamento deste ano traz avanços importantes em relação à edição anterior. “Teremos um aumento de 35% no valor dos contratos e crescimento de 15% no volume de produtos previstos. A expectativa é atender mais de 1,1 mil produtores rurais do Distrito Federal”, destacou o extensionista. O edital contempla uma diversidade de produtos, são 70 gêneros alimentícios entre frutas e hortaliças orgânicas e convencionais | Foto: Divulgação/Emater-DF A presidente da Comissão de Chamada Pública da Agricultura Familiar da Secretaria de Educação, Patrícia Jane Lacerda, ressaltou os resultados positivos do programa para os estudantes da rede pública. “Podemos dizer que os 449.593 estudantes da rede pública estão sendo atendidos com alimentos frescos e saudáveis”, explicou. Para o diretor de Compras Institucionais da Seagri-DF, Lúcio Flávio da Silva, o crescimento do programa demonstra sua relevância para agricultores e estudantes. “Desde o primeiro contrato, em 2014, o volume de recursos investidos pelo GDF no PNAE aumentou 2.900%. Esse é um trabalho que beneficia diretamente os agricultores familiares e os estudantes da rede pública”, observou. A nutricionista da Secretaria de Educação, Flávia Itabaiana, reforçou a importância da alimentação escolar para milhares de alunos do DF. “Grande parte dos alunos depende das 515.958 refeições servidas diariamente para ter acesso a uma alimentação saudável, que é um direito constitucional”, aponta. A Chamada Pública 1/2026 foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) em 21 de maio. As organizações rurais interessadas em participar têm até o dia 22 de junho para apresentar a documentação. O edital pode ser conferido aqui. *Com informações da Emater-DF

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Sistema de produção de ovos aposta em eficiência e rentabilidade

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) apresenta, na AgroBrasília 2026, que começa nesta terça-feira (19), um modelo de produção de ovos voltado para a agricultura familiar que alia baixo investimento inicial, reduzida demanda de mão de obra e possibilidade de boa rentabilidade em pequenas áreas. No Circuito da Avicultura, os visitantes poderão conferir, na prática, como funciona a criação de galinhas poedeiras em sistema semi-intensivo (caipira), atividade considerada uma alternativa viável de geração de renda para pequenos produtores do Distrito Federal e do Entorno. O espaço conta com galpões demonstrativos e orientações técnicas sobre instalações, manejo, biosseguridade, qualidade da água, controle de roedores e produção sustentável. Segundo o responsável pelo programa de avicultura da Emater-DF, o médico-veterinário João Gabriel Palermo, a proposta do circuito é demonstrar que a atividade pode ser implantada mesmo em propriedades pequenas, com custo relativamente acessível e manejo simplificado. “Vamos mostrar que, num espaço relativamente pequeno, é possível otimizar a receita com possibilidade de um bom retorno financeiro”, destaca. A ideia do circuito é mostrar aos produtores que não é preciso de um espaço muito grande para uma boa produção de ovos | Fotos: Divulgação/Emater-DF De acordo com dados da Emater-DF, um galpão para 100 aves poedeiras com cerca de 18 metros quadrados pode ser implantado com investimento médio de aproximadamente R$ 22 mil. Já o custeio da criação ao longo de um ciclo produtivo de cerca de 90 semanas gira em torno de R$ 14,5 mil. Nesse período de 90 semanas, a receita bruta estimada para 100 poedeiras — com produção média de 360 ovos por ave — é de aproximadamente R$ 36 mil. Além do potencial de renda, a atividade se destaca pela baixa demanda hídrica, possibilidade de uso da mão de obra familiar e adaptação a pequenas propriedades rurais. O sistema também permite expansão gradual da produção conforme a estrutura da propriedade e o mercado consumidor. O circuito apresenta detalhes sobre construção de aviários, escolha de materiais, ventilação, instalação hidráulica e elétrica, além da importância da biosseguridade para prevenção de doenças como a influenza aviária. Entre as recomendações técnicas está o uso de telas de proteção para impedir a entrada de aves silvestres e outros vetores sanitários nos galpões. [LEIA_TAMBEM]Outro destaque é o manejo voltado para o bem-estar animal. O sistema semi-intensivo prevê acesso das aves a piquetes externos, proporcionando melhores condições de desenvolvimento e favorecendo a produção de ovos caipiras, produto cada vez mais valorizado pelos consumidores. “Estamos falando de um projeto facilmente adaptado à agricultura familiar e que pode ser replicado em escalas maiores, proporcionando maior renda”, afirma João Gabriel Palermo. Além das orientações técnicas, os visitantes poderão conhecer equipamentos utilizados na criação, estratégias de manejo e alternativas para redução de custos de produção. AgroBrasília 2026 Data: de terça (19) a sábado (23) Horário: das 9h às 17h Local: Parque Tecnológico Ivaldo Cenci – BR-251, km 5. *Com informações da Emater-DF  

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Circuito da Agroindústria mostra como transformar a produção de frutas em renda o ano inteiro

A Emater-DF vai apresentar na AgroBrasília 2026, que começa na terça-feira (19), um modelo em tamanho real de agroindústria de pequeno porte voltado para o processamento de frutas, capaz de transformar excedentes e produtos com menor valor comercial em novas oportunidades de renda para agricultores familiares. Mãos à obra: visitantes da AgroBrasília poderão ver de perto como funciona uma pequena fábrica de produtos à base de frutas | Foto: Divulgação/Emater-DF O Circuito Tecnológico da Agroindústria mostrará, na prática, como estruturar uma pequena fábrica para produção de polpas, geleias, doces, frutas desidratadas e outros derivados, aumentando o valor agregado da produção e ampliando o tempo de comercialização das frutas. O modelo apresentado possui capacidade para processar aproximadamente 100 quilos de frutas por dia e foi planejado para atender pequenos e médios produtores, com estrutura adequada para até quatro manipuladores. A proposta contempla desde a organização dos espaços até o fluxo produtivo e as exigências sanitárias necessárias para comercialização segura dos alimentos. Produtividade “De uns anos para cá, a produção de frutas no DF tem aumentado cada vez mais, e [são] frutas de qualidade”, afirma o extensionista rural Paulo Álvares, responsável pelo circuito deste ano. “Além disso, temos a rota das frutas incentivando a implantação de novos pomares. Nos próximos anos, teremos uma alta produção de frutas in natura, e essas frutas precisam ser colocadas no mercado.” Ele explica que muitas frutas produzidas no Distrito Federal possuem alta perecibilidade, o que reduz o tempo de venda e impacta diretamente a renda do produtor: “É possível comercializar essas frutas in natura? Sim, mas, por serem sensíveis, elas perdem qualidade rapidamente. Com isso, a produção precisa ser vendida muito rápido, muitas vezes a preços baixos, reduzindo a possibilidade de ganho do produtor”. “O ideal é ter essa estrutura mínima de beneficiamento para aproveitar o alto valor agregado dessas frutas, aumentar o tempo de prateleira e utilizar aquilo que não tem valor comercial para produzir polpas, geleias, sucos e outros derivados” Paulo Álvares, extensionista rural da Emater-DF Espécies como açaí e mirtilo estão entre os exemplos de frutas que exigem maior cuidado no pós-colheita e que podem ter melhor aproveitamento quando destinadas ao beneficiamento. O modelo  O modelo apresentado no circuito é baseado nos princípios de organização espacial e fluxo produtivo limpo descritos no manual Agroindústrias Rurais, da Emater-DF. A estrutura prevê áreas específicas para recepção, lavagem, processamento, armazenamento e expedição dos produtos, reduzindo riscos de contaminação e garantindo segurança alimentar. A proposta também contempla boas práticas de fabricação, controle higiênico-sanitário e separação entre áreas frias e quentes de processamento, além de orientações sobre armazenamento, rotulagem e conservação dos alimentos. O modelo inclui soluções sustentáveis para destinação de resíduos orgânicos e tratamento de efluentes. “O ideal é ter essa estrutura mínima de beneficiamento para aproveitar o alto valor agregado dessas frutas, aumentar o tempo de prateleira e utilizar aquilo que não tem valor comercial para produzir polpas, geleias, sucos e outros derivados”, explica Paulo Álvares. [LEIA_TAMBEM]A intenção da Emater-DF é mostrar que a agroindustrialização não é uma realidade distante da agricultura familiar, mas uma estratégia viável para aumentar a renda, reduzir desperdícios e ampliar mercados quando há planejamento e assistência técnica. A Emater-DF disponibiliza gratuitamente o manual Modelos de agroindústrias rurais: produtos de origem vegetal. A publicação reúne orientações técnicas sobre estrutura física, fluxo produtivo, organização dos ambientes, equipamentos e boas práticas de fabricação para agroindústrias de pequeno porte voltadas à agricultura familiar. Acesse gratuitamente o Manual Modelos de Agroindústrias Rurais – Produtos de Origem Vegetal. AgroBrasília 2026 → Data: terça-feira (19) a sábado (23), das 9h às 17h → Local: Parque Tecnológico Ivaldo Cenci — BR-251, Km 5, Brasília-DF.   *Com informações da Emater-DF

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Inaugurado centro de capacitação para impulsionar agroindústria e ampliar oportunidades para famílias rurais

O fortalecimento da agroindústria rural ganhou um novo capítulo no Distrito Federal com a inauguração do Centro Regional de Capacitação em Agroindústria da Emater-DF, no Núcleo Rural Tabatinga, em Planaltina. O espaço, inaugurado neste sábado (9), foi criado para ampliar as ações de capacitação voltadas ao processamento de alimentos, agregação de valor à produção rural e geração de renda para agricultores familiares da região leste do DF. A iniciativa representa um avanço nas políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar e da permanência das famílias no campo. Com investimento aproximado de R$ 282 mil entre 2025 e 2026, a Emater-DF realizou a reforma e adequação completa da antiga estrutura do Batalhão da Polícia Militar, cedida à empresa, transformando o espaço em um centro voltado à qualificação profissional, empreendedorismo rural e desenvolvimento comunitário. A nova estrutura conta com cozinha industrial equipada, forno industrial, fogão, freezer, geladeira, desidratador, utensílios específicos para agroindústria, auditório com capacidade para 80 pessoas e sala de reuniões destinada às atividades coletivas das comunidades rurais. Mais do que um espaço físico, o centro nasce como ferramenta estratégica para estimular pequenos produtores a transformar matéria-prima em produtos com maior valor agregado, fortalecendo cadeias produtivas e ampliando oportunidades de comercialização. A nova estrutura conta com cozinha industrial equipada, forno industrial, fogão, freezer, geladeira, desidratador, utensílios específicos para agroindústria, auditório com capacidade para 80 pessoas e sala de reuniões destinada às atividades coletivas das comunidades rurais | Foto: Divulgação/Emater-DF O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, ressaltou durante a inauguração do espaço que o novo centro faz parte de uma estratégia mais ampla da empresa voltada ao fortalecimento da agroindustrialização rural. “Aqui teremos cursos de doces, geleias, panificados, processamento de frutas, derivados e diversas outras capacitações que atendem às demandas da comunidade. Esse espaço foi pensado para apoiar produtores, associações e grupos organizados, especialmente mulheres rurais e pequenos empreendedores, permitindo que o produtor transforme sua produção, amplie mercados e fortaleça sua renda”, afirmou. Ele também destacou o potencial do Distrito Federal para se consolidar como polo de transformação agroindustrial. “Mesmo sendo um território pequeno, o DF demonstra enorme capacidade de inovação. Temos qualidade produtiva, tecnologia e produtores comprometidos. O próximo passo é avançar ainda mais na industrialização e na valorização daquilo que é produzido aqui”, completou. A implantação do centro atende a uma demanda antiga das comunidades rurais da região. As primeiras capacitações realizadas pela Emater-DF em Tabatinga começaram em 2019, em espaços improvisados da comunidade. Com o crescimento da procura, especialmente após a pandemia, surgiu a necessidade de uma estrutura permanente e adequada para atender os produtores. Para o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, Rafael Bueno, a entrega do centro reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com o desenvolvimento rural e a valorização do produtor. “O produtor rural do Distrito Federal é comprometido, inovador e responsável por colocar alimento na mesa da população do DF e de outras regiões do país. O Governo do Distrito Federal trabalha para garantir condições de desenvolvimento, geração de renda e permanência das famílias no campo. Esse espaço representa justamente isso: investimento em qualificação, oportunidades e melhoria da qualidade de vida para o homem e a mulher do campo”, afirmou. Além das capacitações técnicas, o espaço terá função social e comunitária. O centro será utilizado para reuniões de associações, encontros de grupos de mulheres rurais, atividades com artesãos e ações voltadas à população idosa da região, fortalecendo os vínculos entre Estado e comunidade. A produtora rural Eli Kanheski, 82 anos, acompanha de perto a atuação da Emater-DF na comunidade e participou de diversos cursos oferecidos pela empresa ao longo dos anos. “Já participei de cursos de geleias, artesanato e flores. Antes tudo era improvisado, agora ficou muito melhor. O espaço ficou mais próximo da comunidade e isso vai facilitar a participação de mais pessoas nos cursos e atividades que são muito importantes para a gente”, contou. A extensionista rural Adriana Lelis reforçou que o novo centro vai fortalecer as ações e os vínculos com a comunidade. “Agora teremos um ambiente adequado, confortável e próximo dos produtores, fortalecendo principalmente as atividades de agroindústria, que já têm grande potencial na região. Esse espaço vai ser importante para descentralizar e facilitar o acesso de comunidades próximas, fortalecendo e incentivando a agroindústria.” Edifício Mazé O novo espaço recebeu o nome de Centro Regional de Capacitação em Agroindústria Edifício Mazé, em homenagem à extensionista rural da Emater-DF, Maria José, conhecida carinhosamente pela comunidade como Mazé. Reconhecida pelo trabalho próximo às famílias rurais de Tabatinga, ela construiu um legado marcado pelo compromisso com o desenvolvimento da comunidade, pela dedicação à capacitação dos produtores e pela atuação humana junto às famílias da região. Extensionista de referência, Mazé ficou conhecida pela capacidade de acolher, orientar e incentivar produtores rurais, especialmente por meio de ações de inclusão produtiva e organização comunitária. Durante a solenidade, os três filhos e os netos da homenageada participaram do descerramento da placa inaugural, em um momento marcado pela emoção e pelo reconhecimento à trajetória da extensionista, cuja atuação permanece viva na memória e na história da comunidade local. *Com informações da Emater-DF

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GDF lança edital para construção do Empório Rural do Jardim Botânico

A população do Jardins Mangueiral está prestes a ganhar um novo espaço voltado ao encontro, à gastronomia e à valorização da produção local. Pensado para aproximar o campo da cidade, o Empório Rural do Jardim Botânico será um ponto de convivência onde produtores da agricultura familiar poderão apresentar o que há de melhor na produção rural do Distrito Federal. O Jardins Mangueiral abrigará o Empório Rural do Jardim Botânico, espaço dedicado à gastronomia e à valorização da produção local | Foto: Arquivo/Agência Brasília Para viabilizar o projeto, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) publicou nessa segunda-feira (29), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), o edital de licitação para a construção do novo empório, que será implantado no Jardins Mangueiral. O investimento previsto é de R$ 1,3 milhão, recursos obtidos por meio de emenda parlamentar do deputado João Cardoso. “Essa nova estrutura seguirá o mesmo modelo do Empório Rural do Colorado, que já é um grande sucesso” Rafael Bueno, secretário de Agricultura O novo espaço contará com 18 boxes destinados à comercialização de produtos da agricultura familiar, além de dois ambientes voltados a lanchonetes. A área construída será superior a 747 m², oferecendo estrutura, conforto e visibilidade aos produtores rurais da região. De acordo com o secretário de Agricultura, Rafael Bueno, o projeto segue um modelo já consolidado no Distrito Federal. “Essa nova estrutura seguirá o mesmo modelo do Empório Rural do Colorado, que já é um grande sucesso e se tornou um ponto de encontro da comunidade para apreciar os produtos da agricultura familiar”, destacou. A implantação do Empório Rural do Jardim Botânico tem como objetivo ampliar os canais de comercialização e fortalecer os produtores locais, muitos deles já atendidos por políticas públicas do Governo do Distrito Federal, como o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa/DF). Com o novo espaço, agricultores das regiões próximas terão um local adequado e permanente para a venda direta de seus produtos. [LEIA_TAMBEM]A região é reconhecida pela produção de queijos artesanais, cafés especiais, frutas e ovos orgânicos, o que reforça o potencial do empório como ponto de valorização da produção local e de incentivo ao consumo de alimentos de qualidade. Segundo o secretário-executivo da pasta, Pedro Paulo Barbosa, o prazo para execução da obra é de 180 dias. “A expectativa é que a entrega ocorra ao final de junho ou no início de julho, garantindo que o projeto seja concluído com qualidade e dentro do cronograma previsto”, afirmou. *Com informações da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF)

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Aberta chamada pública para compra de 148 mil quilos de tilápia destinada à alimentação escolar

A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) lançou a Chamada Pública nº 03/2025 para a aquisição de filé de tilápia sem pele produzido por agricultores familiares. A compra integra o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF) e tem como destino a alimentação escolar da rede pública do DF. Ao todo, o edital prevê a aquisição de 148,3 mil quilos de peixe congelado, com investimento estimado em R$ 5,3 milhões. O alimento será incorporado aos cardápios do Programa de Alimentação Escolar do Distrito Federal (PAE-DF), que atende a cerca de 455 mil estudantes em 689 unidades escolares urbanas e rurais, além de entidades filantrópicas conveniadas. Atualmente, o programa fornece aproximadamente 490 mil refeições diárias ao longo dos 200 dias letivos. “Ao priorizar o agricultor familiar, o recurso permanece no Distrito Federal, movimentando pequenas propriedades e fortalecendo toda a cadeia produtiva” Rafael Bueno, secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural “Cada chamada pública desse porte fortalece a agricultura familiar, estimula a produção local e assegura alimentos de qualidade para os nossos alunos”, afirmou o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. “Ao priorizar o agricultor familiar, o recurso permanece no Distrito Federal, movimentando pequenas propriedades e fortalecendo toda a cadeia produtiva.” O subsecretário de Políticas Sociais Rurais, Abastecimento e Comercialização, João Ricardo Soares, destacou que a medida contribui para a regularidade do fornecimento e para a qualidade nutricional da merenda escolar. “Garantimos previsibilidade ao produtor e segurança alimentar aos estudantes durante todo o ano letivo”, afirmou. Podem participar da chamada pública agricultores familiares, empreendedores familiares rurais, povos e comunidades tradicionais, beneficiários da reforma agrária, cooperativas e associações, desde que atendam aos critérios legais. O limite de fornecimento é de até R$ 120 mil por unidade familiar, conforme as regras do programa. Os peixes congelados serão entregues às escolas públicas durante o ano de 2026, segundo calendário da Secretaria de Educação | Foto: Divulgação/Seagri-DF A entrega da documentação e da proposta técnica de venda deve ser feita até o dia 29 deste mês, presencialmente, na sede da Seagri-DF ou via Sedex ou carta registrada. A seleção considerará critérios como localização do produtor, modalidade de participação, percentual de mulheres fornecedoras e a emissão de CAF ou DAP no Distrito Federal. O resultado será publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). O diretor de Compras Institucionais da Seagri-DF, Lúcio Flávio da Silva, ressaltou o avanço na gestão das compras públicas. “Essa aquisição reforça a transparência e a organização dos processos, ampliando oportunidades para produtores locais e garantindo um alimento seguro e nutritivo às escolas”, afirmou. As entregas ocorrerão ao longo de 2026, diretamente nas unidades escolares, conforme cronograma da Secretaria de Educação, com previsão de seis a sete períodos de distribuição, respeitando os padrões sanitários e logísticos do programa. Para o gerente de Editais e Convênios, Edson Teixeira, a iniciativa também contribui para o aperfeiçoamento das políticas públicas. “Nossa meta é consolidar um fluxo de distribuição eficiente e contínuo, que sirva de referência para futuras aquisições e fortaleça a política de alimentação escolar no DF”, concluiu. *Com informações da Seagri-DF  

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Conferência discute desenvolvimento rural sustentável e solidário no DF

A 3ª Conferência de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário do Distrito Federal reuniu, nesta quarta-feira (26), aproximadamente 80 pessoas entre produtores, representantes de associações, técnicos, gestores públicos e instituições parceiras para discutir políticas e estratégias de desenvolvimento voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar. O encontro serviu como etapa preparatória para a conferência nacional promovida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e organizada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf). A etapa regional do DF contou com apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF) na organização. “O objetivo geral da atividade é a construção de uma agenda política estratégica orientada à transformação agroecológica dos sistemas alimentares e do Brasil Rural. Ressaltamos, assim, a importância desse momento para a comunidade rural, onde os segmentos produtivos elaboraram proposições de políticas públicas que atendam aos anseios da população rural do DF”, afirma a extensionista rural da Emater-DF, Amanda Venturim. O papel da agricultura familiar frente às mudanças climáticas foi um dos eixos apresentados na conferência | Foto: Divulgação/Emater-DF Os participantes se dividiram em cinco grupos que debateram os seguintes eixos temáticos: Papel da agricultura familiar frente às mudanças climáticas; Transformação agroecológica dos sistemas alimentares e fortalecimento da agricultura familiar; Reforma agrária e promoção do direito à terra, à água e ao território; Cidadania e bem viver; e Estado, participação popular e governança das políticas públicas para o desenvolvimento rural sustentável. No evento, a diretora-executiva da Emater-DF, Loiselene Trindade, destacou que “a conferência tem uma importância enorme para o fortalecimento do campo. Precisamos discutir ideias, criar novas propostas e verificar se estamos no caminho certo. Precisamos de políticas públicas fortes para nossos produtores, e essa construção coletiva é essencial.” "São oportunidades reais de diálogo direto. É quando conseguimos trazer, de forma transparente, o que pensa quem está na ponta, os produtores da agricultura familiar, que constroem diariamente o desenvolvimento rural" Sófia Carvalho, da Associação de Produtores do Lago Oeste Para a jovem produtora Sófia Carvalho, da Associação de Produtores do Lago Oeste (Asproeste), espaços de debates como a conferência são necessários: “São oportunidades reais de diálogo direto. É quando conseguimos trazer, de forma transparente, o que pensa quem está na ponta, os produtores da agricultura familiar, que constroem diariamente o desenvolvimento rural. Lidamos com desafios constantes, temos muitas ideias e buscamos soluções práticas, por isso enxergamos essa iniciativa com muito bons olhos.” Representando a Condraf, Samuel de Albuquerque também reforçou a importância da conferência como instrumento de diálogo. “A conferência não resolve tudo, mas abre o canal necessário para que as propostas sejam construídas a partir da escuta das organizações. Nosso objetivo é formular uma agenda política estratégica para a transformação agroecológica dos sistemas alimentares e do desenvolvimento local”, disse. [LEIA_TAMBEM]Ele lembrou que os sistemas alimentares afetam desde a permanência das famílias no campo até a oferta de alimentos saudáveis e acessíveis nas cidades. “Muitas vezes o sistema alimentar favorece o atravessador e não o agricultor. Defendemos um modelo que respeite o meio ambiente, valorize o modo de vida da agricultura familiar e assegure soberania e segurança alimentar para o país.” O superintendente de Desenvolvimento Agrário no Distrito Federal, do MDA, Lukas Nunes de Lima, lembrou que o Distrito Federal voltou a acessar crédito rural após anos de interrupção. “Com esforço conjunto, restabelecemos o Pronaf A, o Pronaf B e o microcrédito. Estamos retomando políticas essenciais, como o Programa de Aquisição de Alimentos, que volta a receber investimentos.” Lukas reforçou a importância das propostas que serão levadas à etapa nacional. “Que as propostas aprovadas aqui representem verdadeiramente o DF.” *Com informações da Emater-DF

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GDF lança banco de alimentos e amplia combate à fome na capital

Para muitas famílias em situação de vulnerabilidade no Distrito Federal, o acesso regular e direto a alimentos frescos e nutritivos está mais perto de se tornar realidade graças ao programa Todos Contra a Fome, lançado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) nesta segunda-feira (17), na Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF). Com o novo banco de alimentos, a instituição prevê investir, inicialmente, R$ 50 mil na compra de produtos de aproximadamente 600 agricultores familiares cadastrados. “Quando a deputada Jaqueline Silva nos levou esse projeto, eu, na mesma hora, abracei a causa porque isso é importantíssimo. Além do que a gente fornece de assistência social, com os cartões e benefícios e o apoio aos pequenos agricultores, esse complemento que vem do banco de alimentos é muito importante porque ele fornece o que a gente chama de cesta verde, que alimenta e complementa nutricionalmente as nossas famílias”, defendeu Ibaneis Rocha. O GDF lançou nesta segunda (17) o programa Todos Contra a Fome, que pretende ampliar o acesso de famílias em situação de vulnerabilidade a alimentos frescos e nutritivos | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília A iniciativa inaugura uma nova fase da política de segurança alimentar na capital federal. Com o novo modelo, será possível ampliar a distribuição de alimentos, fortalecer a agricultura familiar e melhorar a logística de arrecadação e entrega às entidades socioassistenciais. Hoje, o banco de alimentos tem mais de 400 instituições cadastradas, mas, por limitações estruturais, atende somente 150. A meta agora é alcançar todas. Presente na solenidade, a vice-governadora Celina Leão destacou que essa ação faz parte da política pública adotada para atender famílias em situação de vulnerabilidade: “Criamos um governo que trabalha com um ecossistema social que parte do campo para as pessoas que mais precisam da agricultura familiar. Essa é uma gestão eficiente e sensível para quem realmente precisa do nosso apoio. Nessa cidade, ninguém pode passar fome. E estamos trabalhando para isso. A criação do novo banco de alimentos, dentro do Todos Contra a Fome, é um marco para a nossa política de segurança alimentar. É o governo garantindo a compra da agricultura familiar e expandindo, de forma estratégica, nossa capacidade de levar dignidade e alimento a um número muito maior de famílias e entidades no Distrito Federal, cuidando de quem mais precisa”. O novo banco de alimentos será operado por uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip), responsável por gerenciar cadastros, editar chamadas de compra e organizar a logística dos alimentos. Agora, pequenos produtores poderão vender parte da produção ao governo e continuar doando outra parcela. “Só mediante doação não estava sendo o suficiente. Esse programa é inédito no Brasil. Somos a primeira Ceasa a ter uma Oscip com esse objetivo”, disse o diretor-presidente da Ceasa-DF, Bruno Sena Rodrigues. A estimativa inicial é de que cerca de 25 produtores participem das primeiras entregas, com compras feitas a cada dois meses. “A Ceasa vai começar investindo R$ 50 mil por mês na compra da produção da agricultura familiar. Temos nutricionistas que vão apontar a sazonalidade dos produtos e vão lançar a dieta de dois em dois meses. A ideia é colocar a Ceasa como um grande potencial de combate à insegurança alimentar no Distrito Federal”, acrescentou Bruno Sena. Bruno Sena Rodrigues, diretor-presidente da Ceasa-DF: "A ideia é colocar a Ceasa como um grande potencial de combate à insegurança alimentar no Distrito Federal" No campo, pequenos produtores vislumbram uma fonte de renda contínua e a segurança de ver sua produção chegar a quem mais precisa, como é o caso da agricultora familiar Cleunice Bezerra de Magalhães, de 70 anos. Com uma propriedade em Sobradinho, onde cultiva maracujá, baunilha e pepino, ela conta que o novo modelo de compra direta dá estabilidade e reconhecimento ao trabalho que exerce. “Esse programa vem nos ajudar a escoar nossos produtos e aumentar a nossa renda. Além disso, nos fortalece como produtoras mulheres”, disse. Cleunice afirma estar vivendo um período especial: “A gente tá sendo muito reconhecido nesses últimos tempos. Isso está nos dando força, principalmente para nós mulheres com mais idade.” Para ela, o programa não é apenas uma política pública. “Acabar com a fome é um desafio. A gente tem que trabalhar mesmo, temos de fazer alguma coisa. Eu me sinto gratificada de saber que estamos colaborando com a sociedade”, completou. Cleunice Bezerra de Magalhães comemora o lançamento do Todos Contra a Fome: "Esse programa vem nos ajudar a escoar nossos produtos e aumentar a nossa renda. Além disso, nos fortalece como produtoras mulheres" Mais investimentos e reconhecimento para a Ceasa-DF Essa é mais uma das iniciativas traçadas por este GDF para beneficiar os produtores e clientes que frequentam a Centrais de Abastecimento. Somente neste ano, foram destinados aproximadamente R$ 18 milhões em investimentos para a modernização, incluindo reformas estruturais e ações de segurança e intervenções para garantir mais conforto e eficiência às operações realizadas diariamente no local. Os destaques vão para a reabertura do Mercado do Peixe, a construção de três novos pavilhões e melhorias de infraestrutura, como estacionamento gratuito, pista de acesso, rotatória e posto da brigada de incêndio. Segundo o governador Ibaneis Rocha, há mais investimentos previstos para 2026. [LEIA_TAMBEM]“Para o orçamento do ano que vem, vamos destinar mais R$ 20 milhões aqui para a Ceasa. Quando a gente chegar ao final de 2026, todas as estruturas estarão reformadas, dando melhor condição para os produtores e para os comerciantes que aqui estão”, anunciou o chefe do Executivo. Fundada em 1971, a Ceasa-DF é o principal centro de abastecimento de frutas, verduras, legumes e flores do Distrito Federal. O espaço reúne 150 empresas atacadistas e desempenha papel estratégico para a economia local e para a segurança alimentar da população.

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Mel da agricultura familiar será incluído na merenda escolar do Distrito Federal

O Governo do Distrito Federal (GDF) lançou nessa quinta-feira (11) o edital de Chamada Pública nº 02/2025, que prevê a aquisição de mel da agricultura familiar para ser destinado à merenda escolar da rede pública de ensino. A iniciativa, inédita no DF, vai garantir a compra de 13,2 toneladas do produto, beneficiando agricultores familiares e levando alimento saudável a cerca de 438 mil estudantes. O edital, de caráter experimental, integra as ações do Grupo de Acompanhamento do Programa Nacional de Alimentação Escolar do DF (Pnae-DF), formado pela Emater-DF, Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Infraestrutura (Seagri-DF) e Secretaria de Educação (SEEDF). O grupo é responsável por realizar estudos de viabilidade e logística antes da publicação de cada chamada pública, avaliando produção, entrega e aceitação dos alimentos. O investimento inicial é de R$ 463.991,90. Iniciativa inédita no DF prevê a aquisição de mel da agricultura familiar para ser destinado à merenda escolar da rede pública | Fotos: Divulgação/Emater De acordo com o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, a iniciativa representa um marco para a agricultura familiar. “Estamos inserindo na merenda escolar um produto de altíssimo valor nutricional e cultural. O mel tem identidade regional e fortalece cadeias produtivas que vêm se estruturando no Distrito Federal. Esse edital mostra que a agricultura familiar está pronta para atender demandas de escala, gerar renda e diversificar sua produção, sempre em sintonia com o mercado e as políticas públicas”, destacou. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ressaltou o papel estratégico da medida: “Hoje, nossas crianças recebem uma merenda mais saudável e diversificada. A inclusão do mel no cardápio é mais um passo para garantir segurança alimentar e nutricional, além de incentivar que os agricultores locais ampliem sua produção. Se tivéssemos mais toneladas disponíveis, compraríamos todas. É um sinal de que precisamos estimular ainda mais esse setor”. "Essa chamada pública chega em boa hora, porque os agricultores precisam de oportunidades e essa é uma forma de complementar a renda das famílias" Eliseu Sérgio, presidente da Cooapis Segundo Hélvia, há um esforço coletivo para que a merenda escolar seja cada vez mais saudável e natural. Atualmente, são priorizados alimentos in natura ou minimamente processados. “Grande parte da alimentação vem da agricultura familiar, como frutas, hortaliças, queijos e agora o mel, o que garante qualidade nutricional e ainda fortalece os produtores locais”, completou. O cronograma do edital estabelece que os grupos formais interessados em fornecer o produto devem encaminhar a documentação até o dia 30 deste mês, exclusivamente por e-mail, para a Comissão de Chamada Pública (comissao.suape@se.df.gov.br), com cópia para diae.suape@se.df.gov.br. A ação também reflete a recente ampliação da meta do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que aumentou de 30% para 45% o mínimo de recursos destinados à compra de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar. Durante o lançamento do edital, estiveram presentes representantes da Cooperativa de Negócios Agropecuários do DF e Entorno (Coopemel), da Cooperativa de Apicultores do DF e Ride (Cooapis), da Cooperativa de Produtores Agrícolas de Brasília (Cooperar) e do Sindicato dos Apicultores do Distrito Federal (Sindiapis). “Essa chamada pública chega em boa hora, porque os agricultores precisam de oportunidades, e essa é uma forma de complementar a renda das famílias. Hoje a Cooapis reúne 25 famílias, mas até o fim do ano já estaremos com cerca de 50 cooperados. Com o entreposto em funcionamento, vamos ampliar nossa capacidade e esperamos processar, já a partir de 2026, em torno de 20 toneladas de mel por ano. É uma oportunidade que fortalece não só os apicultores do DF, mas também da Ride”, destacou o presidente da Cooapis, Eliseu Sérgio. Hélvia Paranaguá, secretária de Educação: "A inclusão do mel no cardápio é mais um passo para garantir segurança alimentar e nutricional, além de incentivar que os agricultores locais ampliem sua produção" Evolução das compras públicas O edital de aquisição de mel soma-se a outros investimentos do GDF. Somente em 2025, a Secretaria de Educação já adquiriu R$ 26 milhões em frutas, hortaliças e produtos convencionais, além de R$ 6,5 milhões em alimentos orgânicos para a merenda escolar. Também está em andamento um processo paralelo para compra de derivados de leite e queijo, que soma mais de R$ 25 milhões. No total, já são mais de R$ 50 milhões aplicados diretamente em compras da agricultura familiar neste ano. O chefe do Núcleo de Produção Sustentável da pasta, João Ricardo Soares, destacou a importância da cooperação. “Esse edital é fruto de um esforço coletivo de várias instituições. É um passo importante para transformar a demanda em oportunidade concreta para os agricultores familiares, qualificando a produção e dando mais qualidade à alimentação escolar”, avaliou. [LEIA_TAMBEM]Já o gerente de Comercialização e Organização Rural da Emater-DF, Blaiton Carvalho, reforçou que a chamada pública também é um estímulo à reorganização da cadeia produtiva. “Por muito tempo tivemos produtores dispersos, com baixa escala. Agora, com o apoio do governo e a demanda da educação, temos um desafio positivo: ampliar a oferta de mel no DF. Essa provocação é necessária para que o setor cresça de forma estruturada e sustentável”, afirmou. Edital de Chamada Pública nº 02/2025 — Aquisição de mel da agricultura familiar para alimentação escolar → Prazo para envio da documentação: até 30 de setembro → Envio exclusivo por e-mail: comissao.suape@se.df.gov.br (cópia para diae.suape@se.df.gov.br) *Com informações da Emater-DF

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IX Encontro de Mulheres Rurais da Emater-DF destaca receitas e empreendedorismo com a casca da banana

A banana, fruta tão comum no dia a dia, ganhou destaque no IX Encontro Distrital de Mulheres Rurais, promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) nesta quarta-feira (3). Durante a palestra, na 33ª edição da Expoabra, na Granja do Torto, 60 mulheres produtoras rurais, atendidas pela Emater, aprenderam a fazer uma receita de bobó vegano com a casca da banana. A proposta foi mostrar como o aproveitamento integral do alimento pode gerar novas oportunidades de negócio e fortalecer a agricultura familiar. O aproveitamento integral da banana pode gerar novas oportunidades de negócio e fortalecer a agricultura familiar | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Segundo o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, o encontro faz parte de um trabalho contínuo de capacitação voltado às agricultoras. “Essa palestra faz parte das prévias do Encontro de Mulheres Rurais do Distrito Federal, evento que acontece no final do ano. É um trabalho de empreendedorismo feito ao longo do ano inteiro. Nós temos capacitações tanto na parte produtiva, de gestão da propriedade, quanto de artesanato, agroindústria e de processamento dos produtos”, afirma o presidente. Banana além da sobremesa Foi na prática, com uma cozinha montada no palco, que o chef Henrique Marques, professor do Centro Universitário UDF, mostrou como aproveitar toda a banana, da polpa à casca. “A banana está sempre na mesa, mas geralmente usada em receitas doces. O desafio é quebrar esse paradigma e mostrar que até a casca pode se transformar em pratos saborosos e nutritivos, o que ajuda na segurança alimentar e pode gerar renda extra”, afirmou o chef. Chef Henrique Marques: "Até a casca pode se transformar em pratos saborosos e nutritivos, o que ajuda na segurança alimentar e pode gerar renda extra" Para a nutricionista da Emater-DF Danielle Amaral, a iniciativa estimula o fortalecimento da mulher e mostra que elas são capazes de desenvolver novas receitas e produtos para a agricultura familiar. “Normalmente, essas produtoras rurais têm um pé de bananeira na casa. A gente tem o objetivo de ajudar nessa transformação”, disse.   Protagonismo em transformação De acordo com a Emater-DF, cerca de 40% das propriedades rurais do Distrito Federal são comandadas por mulheres. Além da palestra, foram realizadas gincanas com a participação das produtoras rurais. O tema “mulheres em transformação” norteou todas as atividades. “A gente trabalha não só com a produção, mas também com a questão econômica e o empreendedorismo. É importante abrir a mente das agricultoras para o mercado, para outras oportunidades que elas possam ter. Às vezes a pessoa está lá na propriedade, mas ela não sabe nem o que fazer com aquele produto que ela tem”, apontou Cleison Duval. Maria Rodrigues: "Como precisamos de renda, quanto mais conhecimento temos sobre a produção, mais conseguimos levar para a comunidade e garantir sustento para nossas famílias" Para a produtora rural Viviane Moreira, que mora na comunidade Gabriela Monteiro, no Incra 7, em Brazlândia, encontros como esse vão além da cozinha. “Aqui é o fortalecimento das comunidades rurais. Esse conhecimento vai agregar na nossa produção. A gente troca experiência e sai com o aprendizado”, compartilhou a produtora. Já Maria Rodrigues, produtora de bananas há nove anos, também no Incra 7, reforçou que a fruta rende muito mais do que parece. “Nossa! Da banana sai tanta coisa! Dá para fazer até artesanato. Como precisamos de renda, quanto mais conhecimento temos sobre a produção, mais conseguimos levar para a comunidade e garantir sustento para nossas famílias”, relatou a produtora.

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Apoio técnico e crédito rural garantem R$ 5 milhões à agricultura familiar no DF

Informação, orientação técnica e acesso ao crédito rural: foi com esses pilares que a produtora Maria Aparecida Pereira, 53 anos, decidiu inovar e apostar no cultivo de mirtilo, também conhecido como blueberry. Com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e a participação em programas de fomento à produção agrícola, ela impulsionou seus negócios no campo. Apenas neste ano, mais de R$ 5 milhões em crédito rural foram acessados por produtores do Distrito Federal com apoio técnico da Emater-DF. Ao todo, 89 projetos foram contratados por meio de programas como Prospera, Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) e Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Maria Aparecida Pereira classifica o crédito rural como "uma oportunidade única" | Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “É uma oportunidade única para a gente, que não tem dinheiro guardado. A gente recebe o produto antes e paga depois, com dois anos de carência. É muito vantajoso”, afirma Maria Aparecida. “Recebemos as mudas e, com o recurso, conseguimos comprar os recipientes e outros materiais necessários para a produção.” Além do cultivo de mirtilo, a produtora investiu na melhoria da produção de leite, com apoio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), de âmbito federal. Hoje, ela comercializa os produtos em feiras, mas já vislumbra novos horizontes: “Queremos vender em maior volume e colocar os produtos em mercados. Isso vai nos permitir alcançar mais pessoas.” Informação no campo A Rota da Fruticultura incentiva o cultivo de frutas com alto valor agregado e potencial de exportação A decisão de cultivar mirtilo veio após orientação da Emater-DF. Maria Aparecida e a família dela participaram de cursos e receberam consultoria técnica contínua. “Eles estão sempre por perto, dando força e trazendo informações importantes. A ideia da plantação surgiu com a Rota da Fruticultura, e o extensionista rural da Emater me ajudou a entrar no programa”, relata.   Segundo o extensionista rural Fernando Landim, a Rota da Fruticultura é uma iniciativa do Ministério da Integração, com participação da Embrapa, da Emater e da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. O objetivo é incentivar o cultivo de frutas com alto valor agregado e potencial de exportação. “São culturas com excelente produtividade e retorno financeiro significativo para o produtor. É uma oportunidade de entrar em um nicho que ainda está em expansão”, explica.  [LEIA_TAMBEM]Além da assistência técnica, a Emater-DF atua diretamente na elaboração de projetos e no encaminhamento da documentação necessária para acesso às linhas de crédito. “O crédito rural permite que o produtor faça investimentos que, muitas vezes, ele não conseguiria sozinho. A gente orienta, prepara o projeto, acompanha o processo junto aos bancos e continua ao lado do produtor durante toda a implantação: desde a compra dos insumos até o plantio e a irrigação”, detalha Landim. Podem participar de programas de crédito produtores rurais — pessoas físicas ou jurídicas — atendidos pela Emater-DF. Para isso, é necessário comparecer ao escritório mais próximo da empresa, levando os documentos pessoais e da propriedade, para avaliação da linha de crédito mais adequada e da viabilidade do projeto.

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Nova lei estabelece diretrizes de qualidade de alimentos artesanais

Agência Brasília · NOVA LEI ESTABELECE DIRETRIZES DE QUALIDADE DE ALIMENTOS ARTESANAIS A produção de alimentos artesanais no Distrito Federal passa a contar com mais um dispositivo de valorização da agricultura, com a sanção da Lei Distrital nº 7.710, de 12 de junho de 2025. A iniciativa reconhece os produtos feitos segundo os saberes tradicionais e a autenticidade dos alimentos, prezando pela origem específica deles. É um marco para a agricultura familiar e a produção artesanal, estabelecendo diretrizes claras de qualidade e fiscalização de alimentos do tipo. “A nova lei representa um marco para a agricultura familiar e para os pequenos produtores do DF. Estamos garantindo segurança jurídica, valorizando os saberes tradicionais e, ao mesmo tempo, assegurando a qualidade dos alimentos que chegam à mesa da população. Com essa regulamentação, ampliamos as oportunidades de comercialização e fortalecemos nossa identidade cultural e produtiva”, afirmou o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, Rafael Bueno. A lei também estabelece a certificação dos alimentos artesanais por meio do Selo Arte | Foto: Divulgação/Seagri-DF A diretora de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal da secretaria, Mônica Câmara, afirma: “Para os produtores, podemos considerar que a lei garante reconhecimento e formalização dos produtos artesanais, com uma fiscalização mais adequada a essa realidade”. Ela acrescenta que a nova lei também beneficia consumidores: “Podemos considerar que as pessoas terão acesso a produtos de qualidade, seguros e que valorizam a cultura e identidade regional”. Outro ponto em destaque na lei é o Selo Arte, instituído em 2022 pelo Governo Federal, que valida produtos artesanais de origem animal, a ser concedido pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) para os produtores. Para conseguir a certificação, o produtor de alimentos artesanais deve entrar em contato com a secretaria para fazer as adequações sanitárias necessárias, conforme previsto na nova legislação. Uma vez com o selo, o alimento poderá ser vendido para fora do DF, ajudando os comerciantes contemplados a conquistar novos mercados pelo país e diversificando a renda. A Seagri-DF também ficará responsável pelo registro e pela validação dos produtos, garantindo a qualidade dos alimentos artesanais, além de dar orientações sobre boas práticas agropecuárias. Quanto às questões sanitárias, os órgãos de saúde federal e distrital ficarão responsáveis pela fiscalização. *Com informações da Seagri-DF  

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Agricultura familiar, alimentação escolar e infraestrutura urbana do DF são destaques no 2º Brasília Summit

Agência Brasília · AGRICULTURA FAMILIAR, ALIMENTAÇÃO ESCOLAR E INFRAESTRUTURA URBANA DO DF SÃO DESTAQUES NO 2º BRASÍLIA SUMMIT Com investimentos robustos e foco na qualidade nutricional dos alimentos oferecidos na rede de ensino, o Governo do Distrito Federal (GDF) teve sua política de alimentação escolar destacada, nesta quarta-feira (11), na abertura da segunda edição do Brasília Summit, no Brasília Palace Hotel. O evento, organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), reuniu representantes do setor público, empreendedores e pesquisadores para debater a força do agronegócio na segurança alimentar e o papel do mercado imobiliário na geração de emprego e renda no país.  Durante o evento, o governador Ibaneis Rocha falou sobre os incentivos do GDF ao setor produtivo: “É um investimento que vem crescendo ano a ano e que faz com que essas famílias se fixem no campo, possam criar bem os seus filhos, dar educação e tenham qualidade de vida”   “A gente tem trazido uma melhoria muito grande para a alimentação das nossas crianças e adolescentes dentro das escolas”, declarou o governador Ibaneis Rocha. “Com isso, a gente incentiva também o setor produtivo, principalmente os pequenos produtores da agricultura familiar. É um investimento que vem crescendo ano a ano e que faz com que essas famílias se fixem no campo, possam criar bem os seus filhos, dar educação e tenham qualidade de vida. Esse é o foco do nosso trabalho.”    Até o momento, as escolas públicas do DF já receberam 2.164 toneladas de alimentos não perecíveis e 6.399 toneladas de alimentos perecíveis - desse total, 2.481 toneladas são provenientes da agricultura familiar. Por meio do Programa de Alimentação Escolar (PAE), 825 agricultores familiares são beneficiados e conseguem vender seus produtos diretamente para o GDF. Só neste ano, o valor previsto de investimento no PAE é de R$ 222 milhões para atender 400 mil estudantes da rede pública de ensino.  Infraestrutura Para além dos incentivos em manter e estimular a agricultura familiar no Distrito Federal, o chefe do Executivo destacou outros avanços, como a redução de taxas no setor imobiliário e os serviços prestados na infraestrutura da capital.  “O Banco Regional de Brasília [BRB] é o que mais financia o setor imobiliário no Distrito Federal, fazendo com que os nossos empresários e a cidade voltem a se desenvolver”, apontou Ibaneis Rocha. “Fizemos isso reduzindo os impostos também. Por exemplo, o governo anterior ao nosso aumentou o ITBI [Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis] para 3%, e nós diminuímos para 1%. Tivemos também um alto investimento em infraestrutura. Em 2018, antes do nosso governo, foram R$ 800 milhões em obras. Nós vamos fechar a gestão com cerca de R$ 12 bilhões neste segmento.” Espaço ampliado De acordo com o governador, os investimentos na infraestrutura da cidade refletem diretamente no crescimento do agronegócio, que tem ganhado cada vez mais espaço na capital federal.  “Na última edição da AgroBrasília, que foi realizada há 15 dias, houve um faturamento de R$ 6 bilhões”, detalhou. “Essa é a maior feira de agronegócio do país. Isso tudo coloca o Distrito Federal na vanguarda da produção, que tem sido incentivada desde a cadeia do pequeno até o grande produtor rural daqui. Além disso, o nosso investimento de mais de R$ 250 milhões em recuperação asfáltica e recuperação de novas vias permite que quem se dedica ao campo tenha melhores condições de trabalho, com um escoamento mais eficiente.” Na avaliação do fundador do Lide e ex-governador de São Paulo, João Doria, o encontro visa a reunir especialistas e autoridades para debater temas relevantes da agricultura e do mercado imobiliário: “O agronegócio hoje representa quase 30% da economia brasileira, é praticamente o que sustenta e estimula o crescimento do nosso país. Também discutiremos o desenvolvimento do mercado imobiliário, um setor importante. É o segundo setor na geração de emprego no país e que consegue sobreviver às agruras, às dificuldades e aos problemas do país. Mesmo assim, segue avançando, ampliando a sua infraestrutura, não só do âmbito das grandes obras, como também de empreendimentos imobiliários e empreendimentos turísticos”.

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Em cinco anos, usina de tratamento de lixo da Asa Sul amplia em 70% o processamento de resíduos 

A Usina de Tratamento Mecânico-Biológico (UTMB) da Asa Sul tem desempenhado papel fundamental na destinação sustentável dos resíduos sólidos urbanos do Distrito Federal. Somente em 2024, mais de 109 mil toneladas de resíduos foram processadas pela unidade. Das 51,5 mil toneladas de composto orgânico produzidas no DF no ano passado, cerca de 65% passaram pela Usina de Tratamento Mecânico-Biológico (UTMB) da Asa Sul | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Ao longo dos anos, desde 2020, a UTBM da Asa Sul registra crescimento contínuo na quantidade de resíduos processados. Entre 2023 e 2024, houve aumento de 8%. Em relação a 2020, o crescimento chega a aproximadamente 70%. Os números refletem a política de valorização dos resíduos adotada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), com foco na sustentabilidade e no reaproveitamento de materiais. "A unidade foi a primeira usina desse tipo construída no Brasil", destaca o subcoordenador da UTMB, Vinícius de Abreu Mendonça Esse volume expressivo reflete também a importância da usina como aliada na transformação do material orgânico em composto para uso na agricultura familiar. Das 51,5 mil toneladas de composto orgânico produzidas no DF no ano passado, cerca de 65% — o equivalente a 33,5 mil toneladas — passaram pela UTMB da Asa Sul. Desse total, mais de 18 mil toneladas foram doadas a produtores rurais da região, fortalecendo a agricultura familiar e promovendo a economia circular. “A unidade foi a primeira usina desse tipo construída no Brasil e nela, conseguimos tratar os resíduos que não são encaminhados para a coleta seletiva que veem da Asa Sul, Asa Norte, Sudoeste, Cruzeiro, São Sebastião, Varjão e Lago Norte. Esse apoio logístico contribui diretamente para o aumento da vida útil do aterro sanitário”, explica o subcoordenador da UTMB, Vinícius de Abreu Mendonça. Do resíduo ao composto [LEIA_TAMBEM]A UTMB da Asa Sul realiza a triagem dos resíduos sólidos e a separação dos recicláveis, com o apoio de cooperativas de catadores. Os resíduos passam por duas etapas de separação: a manual, para retirada de materiais recicláveis, e a mecânica, feita por uma peneira rotativa de 48 mm. As frações finas são então destinadas à compostagem. “Depois disso, o material segue em carretas e se soma aos resíduos processados no pátio da UTMB localizada no P Sul, onde permanece por 90 a 100 dias em leiras para o processo de maturação, com controle de temperatura e monitoramento técnico”, explica o subgerente da unidade. Ao final do processo, o composto passa por novo peneiramento, em malha de 10 mm, e é entregue em boas condições aos pequenos produtores do DF e da Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride). Além de reduzir o impacto ambiental e prolongar a vida útil do aterro, a ação contribui para o fortalecimento da economia circular. “Estamos promovendo sustentabilidade e uma gestão eficiente dos resíduos, diminuindo os impactos sociais e ambientais no DF”, reforça Vinícius. Fonte de renda “Com a separação do material, a gente tira esse lixo da natureza e ajuda com a renda para os nossos filhos e netos", afirma Adairan Feliciano Atualmente, duas cooperativas atuam no espaço: a Renove, que tem 98 catadores e a Cooperlimpo, que conta com 60 trabalhadores. Elas são responsáveis por separar os recicláveis do resíduo orgânico cru, como explica a diretora de logística da Cooperativa Renove, Eliomara Daniara, 36. “A gente separa as garrafas pets, as latinhas, os plásticos e os papelões em fardos, para depois vender aos compradores”. A atuação dos catadores, além de ajudar na renda da família, possibilita dar outro destino para o lixo, que iria ao aterro sanitário. “Com a separação do material, a gente tira esse lixo da natureza e ajuda com a renda para os nossos filhos e netos. É o bem para o futuro", descreve Adairan Feliciano, 32 anos, que atua há mais de seis anos na Cooperativa Renove.

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