Resultados da pesquisa

estudo

Thumbnail

Pesquisa de egresso do mestrado acadêmico da Escs é reconhecida em congresso nacional

Premiada no XIX Congresso Brasileiro de Transplantes e no XXII Congresso Luso-Brasileiro de Transplantes, principais eventos da área no país, uma pesquisa desenvolvida no Distrito Federal lançou luz sobre um dos maiores desafios do setor: a recusa familiar à doação de órgãos. O estudo do enfermeiro, servidor da Central de Transplantes do DF e bacharel em psicologia Anderson Galante, egresso do mestrado acadêmico em ciências da saúde da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), integrada à Universidade do Distrito Federal (UnDF), identificou que a desconfiança no sistema de transplantes é o principal fator que leva famílias brasileiras a negar a autorização. A relevância do trabalho foi reconhecida com a concessão do prêmio Cristina Massarolo, uma das principais distinções da área. Estudo conduzido por Anderson Galante, servidor da Central de Transplantes do DF, foi premiado em dois congressos nacionais | Foto: Divulgação/Fepecs O evento, promovido pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), foi realizado em outubro de 2025, em Fortaleza (CE), e reuniu especialistas de diferentes países para discutir avanços científicos, tecnológicos e desafios na doação e no transplante de órgãos e tecidos. A premiação foi concedida neste mês de março. O estudo, intitulado Fatores psicológicos presentes na não autorização familiar à doação de órgãos no Brasil: variável para a gestão de problemas, foi desenvolvido em 2025 como dissertação de mestrado acadêmico. Com orientação da professora doutora Leila Göttems e coorientação do professor doutor Tommy Goto, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a pesquisa trouxe uma abordagem inovadora ao analisar o tema sob a ótica da gestão em saúde aliada à psicologia. Anderson Galante explica que o trabalho foi realizado nos estados do Amazonas, Bahia, Goiás e no Distrito Federal, por meio de entrevistas com pessoas que recusaram a doação de órgãos. Utilizando o método fenomenológico e o método de análise e solução de problemas, a investigação buscou compreender não apenas as decisões, mas também as percepções e motivações por trás delas. [LEIA_TAMBEM]“Os resultados apontaram que a desconfiança no sistema de transplantes esteve presente em todos os relatos. Também foram identificados outros fatores psicológicos relevantes, como insegurança na tomada de decisão, ausência de apoio psicológico durante o acompanhamento hospitalar, sensação de injustiça no sistema, tentativa de interromper o sofrimento da família e percepções de desrespeito ou ameaça”, destacou o pesquisador. A pesquisa evidencia, ainda, que o desconhecimento da população sobre o funcionamento do sistema de transplantes contribui diretamente para esse cenário. Em uma das entrevistas, um participante afirmou: “O governo não explica como o sistema funciona, apenas faz apelo emocional uma vez por ano para a gente doar órgãos”. Para o pesquisador, os dados revelam a necessidade de avançar na comunicação com a sociedade sobre o sistema de transplantes, de forma a fortalecer a política pública de doação e transplante de órgãos e tecidos. O desenvolvimento da pesquisa contou com o apoio da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), além das centrais estaduais de transplantes dos estados participantes. *Com informações da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs)

Ler mais...

Thumbnail

Luz que ativa informação: pesquisa apoiada pela FAPDF é publicada na 'Nature Communications'

Imagine um dispositivo eletrônico que possa ser acionado não apenas por corrente elétrica, mas também por luz, como se um feixe luminoso funcionasse igual a um interruptor extremamente rápido e preciso. É justamente essa possibilidade que um estudo com participação do pesquisador Jorlandio Francisco Felix, professor associado da Universidade de Brasília (UnB) e líder do Laboratório de Instrumentação em Nanomateriais e Sensores (LabINS), ajuda a consolidar. Com mais de 50 artigos científicos publicados, o pesquisador atua na interface entre materiais bidimensionais, spintrônica e desenvolvimento de dispositivos avançados. A pesquisa foi apoiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) por meio da chamada BIO Learning, vinculada ao edital Programa FAPDF Learning (2023), iniciativa da Fundação voltada ao fortalecimento da produção científica nas macroáreas bio, tech, gov e agro. O artigo foi publicado, em inglês, na revista Nature Communications (2025), uma das revistas científicas de maior prestígio internacional. O que está em jogo: o spin do elétron O estudo se insere na área da spintrônica, campo da física que explora o spin do elétron, uma propriedade quântica que pode ser entendida, de forma simplificada, como um “estado interno” da partícula, associado a dois valores possíveis e capaz de representar informação. Segundo o pesquisador, a diferença em relação à eletrônica tradicional é clara: “Enquanto a eletrônica convencional utiliza apenas a carga elétrica do elétron, a spintrônica explora também o spin como uma nova forma de codificar informação”. Jorlandio Francisco Felix, Leander Michels e integrantes do Laboratório de Instrumentação em Nanomateriais e Sensores (LabINS) da UnB | Foto: Reprodução/Instagram LabINS Na prática, isso pode permitir dispositivos menores, mais rápidos e com menor consumo de energia. Mas, para que isso se torne viável, é preciso conseguir controlar o spin de maneira eficiente. É justamente nesse ponto que o novo estudo avança. Luz como ferramenta de controle Os pesquisadores, em colaboração com profissionais do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), demonstraram que é possível utilizar luz para controlar a conversão entre uma corrente de spin (fluxo de informação baseado nessa propriedade quântica) em um sinal elétrico mensurável, processo conhecido como conversão spin–carga. Na prática, isso significa que a iluminação adequada pode intensificar o sinal, reduzi-lo, ou até anulá-lo completamente. Em vez de depender exclusivamente de correntes elétricas, o sistema pode ser modulado por luz. Esse resultado abre perspectivas para a chamada opto-spintrônica, área que integra propriedades ópticas e magnéticas para o desenvolvimento de tecnologias potencialmente mais eficientes. [LEIA_TAMBEM]Um material ultrafino com múltiplas possibilidades O experimento foi realizado utilizando dissulfeto de molibdênio (MoS₂), um material bidimensional, isto é, com espessura de ordem atômica. Materiais 2D são considerados estratégicos porque permitem miniaturização extrema e podem ser combinados em camadas, formando heteroestruturas com propriedades ajustáveis. Além disso, o MoS₂ apresenta uma vantagem adicional: deriva da molibdenita, principal minério do molibdênio, o que favorece sua disponibilidade quando comparado a outros materiais avançados. Um dos resultados mais relevantes do estudo foi identificar que a conversão spin–carga no MoS₂ não ocorre por um único caminho. Os pesquisadores mostraram que existem dois mecanismos físicos distintos, um associado às bordas metálicas dos flocos do material e outro relacionado à região interna semicondutora. Esses dois “canais” atuam simultaneamente e competem entre si. Dependendo da geometria dos flocos e da intensidade da luz, um pode se tornar dominante sobre o outro. Em determinadas condições, ambos podem se equilibrar, anulando o sinal. Essa compreensão traz maior clareza sobre os mecanismos físicos envolvidos e oferece mais previsibilidade para o projeto de dispositivos futuros. O controle óptico da corrente de spin pode beneficiar diversas áreas tecnológicas, abrangendo desde o desenvolvimento de memórias e lógicas spintrônicas com menor consumo energético até a criação de sensores acionados por luz, dispositivos híbridos e arquiteturas voltadas ao processamento neuromórfico ou analógico. Em perspectiva, sistemas integrados que combinam spin e luz podem contribuir para aumentar a velocidade de processamento e reduzir a dissipação de energia. *Com informações da FAPDF

Ler mais...

Thumbnail

Público da Biblioteca Nacional de Brasília cresce 32% em 2025

O Governo do Distrito Federal (GDF) registrou um crescimento de 31,75% no número de usuários da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) em 2025, em comparação com o ano anterior. Entre janeiro e novembro deste ano, 129.681 pessoas passaram pelo espaço localizado no Setor Cultural da República, reforçando o papel da biblioteca como ambiente de estudo e difusão do conhecimento na capital. Vinculado à Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), o local é um dos principais equipamentos culturais da capital. De acordo com levantamento da própria instituição, 56.664 visitantes que passaram pela BNB neste ano não residem no Distrito Federal e estiveram na biblioteca como turistas, o que representa cerca de 44% do público atendido no período. O dado confirma o alcance do equipamento público também junto a quem visita Brasília, favorecido pela localização próxima à Rodoviária do Plano Piloto e pelo acesso facilitado ao espaço. A Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) registrou um aumento de público de 32% neste ano, em comparação com 2024 | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Ampliação das atividades Em 2025, a Biblioteca Nacional promoveu 442 eventos, número 82,64% maior que o registrado em 2024, quando foram realizadas 242 ações. A programação incluiu lançamentos de livros, aulões, clubes de leitura, oficinas, palestras, cursos, exposições, reuniões, visitas guiadas, feiras e apresentações artísticas. “Com certeza, esse aumento se deve à quantidade de eventos realizados pela biblioteca”, afirmou o diretor substituto da Biblioteca Nacional de Brasília, o bibliotecário Luís Eustáquio Braga. Ele destacou que a estratégia tem sido diversificar a programação para atrair diferentes públicos, como estudantes, jovens, adultos e idosos, por meio de aulões preparatórios para o Enem e para o Concurso Nacional Unificado (CNU), além de cursos gratuitos. “Muitas pessoas vêm pela primeira vez por causa dessas ações e acabam retornando, passando a frequentar a biblioteca”, explicou. O diretor também ressaltou que iniciativas como os cursos gratuitos de inglês e mandarim ajudam a despertar o interesse pelo espaço e fortalecem o vínculo do público com o equipamento cultural do Distrito Federal. No programa de voluntariado da BNB, são oferecidos cursos gratuitos de inglês, em módulos instrumentais (conversação e gramática), e de mandarim, nos níveis iniciante e intermediário. Ele comentou ainda que outro atrativo da biblioteca é a agenda permanente de clubes de leitura voltados a diferentes públicos e eventos culturais, como o Slam DFão, batalha de poesia falada com foco na cultura periférica e em temas sociais. “Além de ser um refúgio para estudantes que se preparam para vestibulares e concursos, a biblioteca tem localização privilegiada, próxima à Rodoviária do Plano Piloto, o que facilita o acesso de moradores de todas as regiões administrativas”, concluiu Luís Eustáquio. Em 2025, a Biblioteca Nacional promoveu 442 eventos; programação incluiu lançamentos de livros, aulões, clubes de leitura, oficinas, palestras, cursos e exposições, entre outras atividades Acervo físico e indicadores Mesmo em um contexto marcado pela digitalização do acesso à informação, a biblioteca mantém forte demanda por seu acervo físico. Entre janeiro e novembro de 2025, foram contabilizados 29.103 empréstimos de livros, crescimento de 23,2% em relação a 2024, quando o total foi de 23.610. Os dados também mostram avanço consistente nos indicadores da instituição. Em 2024, o total geral de acessos — considerando usuários e turistas — foi de 153.213 registros. Em 2025, o número de usuários atendidos até novembro já supera o total de usuários registrado no ano anterior, consolidando uma trajetória de crescimento contínuo. [LEIA_TAMBEM]Serviço Horário de funcionamento da Biblioteca Nacional de Brasília: • Segunda a sexta-feira: das 8h às 22h • Sábados e domingos: das 8h às 14h A Biblioteca Nacional de Brasília ficará fechada nos dias 1º, 2, 3 e 4 de janeiro. Na quarta-feira (31 de dezembro), o atendimento ao público será realizado até as 14h.

Ler mais...

Thumbnail

Cagaita, baru, murici, araticum… Projeto do DF pesquisa potencial de frutos do Cerrado

Há quem ame ou odeie o pequi. Mas você conhece cagaita, baru, buriti, mangaba, murici, jatobá-do-cerrado e araticum? Com o objetivo de conhecer o potencial destes frutos para a preservação do cerrado e para atender a políticas públicas da merenda escolar, o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) está desenvolvendo o projeto Caminhos da restauração: valoração dos produtos florestais não madeireiros. O projeto do IPEDF tem o objetivo de proteger o Cerrado, o segundo maior bioma em área do país, sua grande biodiversidade, espécies endêmicas (únicas para um determinado local), que ajudam a regular o clima e fazem a recarga de aquíferos abastecendo as principais bacias hidrográficas do país e são também importantes estocadores de CO2, especialmente em suas raízes. O Cerrado tem um gigantesco potencial de biodiversidade que pode servir de fonte de alimentos, medicamentos e cosméticos que, extraídos de forma adequada, podem aumentar o potencial econômico do bioma, além de reduzir as desigualdades sociais daqueles que utilizam produtos oferecidos pela floresta. O projeto do IPEDF tem o objetivo de proteger o Cerrado, o segundo maior bioma em área do país | Foto: Divulgação/IPEDF A iniciativa do IPEDF também está em consonância à lei nº 7.228/2023, sancionada em janeiro de 2023, que prevê que a merenda escolar do DF priorize a compra de frutos e produtos nativos do Cerrado. Assim, o projeto, ao trazer informações quanto aos benefícios socioeconômicos, culturais, ambientais, estimativa da cadeia de valor e traças cenários econômicos para os produtos florestais não madeireiros, está ao mesmo tempo subsidiando o governo quanto ao atendimento à lei e valorizando a floresta em pé. Manutenção do homem na área rural A pesquisa visa a contribuir com as ações do Governo do Distrito Federal, que reconhece a importância deste bioma para a manutenção da qualidade de vida das populações e manter o home do campo no seu habitat, além de gerar emprego e renda. A pesquisa vai buscar aprofundar o conhecimento sobre a cadeia produtiva e ajudar na implementação de políticas públicas que possam valorizar os produtos florestais não madeireiros, como as frutas do Cerrado, castanhas e sementes que podem ser processadas e inseridas na alimentação dos estudantes das escolas públicas do DF. *Com informações do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF)

Ler mais...

Thumbnail

Projeto vai estudar população de capivaras do Distrito Federal ao longo de três anos

O Instituto Brasília Ambiental, em parceria com a Universidade Católica de Brasília (UCB), iniciará um estudo inovador para monitorar e propor manejos das populações de capivaras e carrapatos na orla do Lago Paranoá e em outras regiões do Distrito Federal. Com duração prevista de três anos, o projeto inclui ações de monitoramento, educação ambiental e saúde pública, unindo ciência e gestão integrada. A iniciativa busca atender à crescente preocupação da população em relação à convivência com esses animais, especialmente devido ao receio de transmissão de doenças. Projeto, que terá três anos de duração, inclui ações de monitoramento, educação ambiental e saúde pública | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental Para o presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, a parceria representa um marco importante. “Esse projeto reafirma o compromisso do GDF em equilibrar a conservação do meio ambiente com os anseios da população. Queremos trazer respostas claras sobre as capivaras e os carrapatos, atendendo à preocupação recorrente dos moradores e garantindo a preservação da saúde coletiva”, declarou. O estudo utilizará métodos avançados para análise populacional das capivaras, identificação genética e mapeamento das áreas de maior risco de transmissão de doenças. Além disso, investigará a presença de bactérias do gênero Rickettsia nos carrapatos encontrados na região. Embora estudos anteriores tenham sugerido que o risco de febre maculosa seja baixo, a convivência harmoniosa com a fauna local ainda depende de ações educativas e manejo adequado. Thiago Silvestre, servidor da Gerência de Fauna do Instituto, destacou a importância do projeto. “Trata-se de uma pesquisa inovadora, cujo principal objetivo é garantir a segurança sanitária das populações humanas e promover a coexistência harmônica entre seres humanos e animais. Ao desmistificar a ideia de que as capivaras representam um problema, contribuímos para a construção de um futuro mais sustentável e respeitoso com a natureza”, afirmou. A iniciativa também inclui ações de educação ambiental, com o objetivo de conscientizar moradores e frequentadores da região sobre práticas seguras e sustentáveis para a convivência com a fauna local. Com essa iniciativa, o GDF dá mais um passo na promoção do desenvolvimento sustentável e na proteção da biodiversidade, assegurando que o equilíbrio entre natureza e cidade continue a ser um diferencial do Distrito Federal. *Com informações do Instituto Brasília Ambiental

Ler mais...

Thumbnail

Alunos da rede pública participam de 2ª fase de olimpíada de matemática

Neste sábado (19), cerca de 9.500 alunos da rede pública do Distrito Federal participam da segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). A competição, promovida pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), é a mais importante do gênero no país e oferece diversas oportunidades para jovens talentos. Mais de 220 mil estudantes foram inscritos na primeira fase. Estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal se preparam para a segunda fase da OBMEP | Foto: André Amendoeira/SEEDF A prova da segunda etapa, mais complexa que a primeira, exigirá dos participantes a resolução de seis questões discursivas. O teste foi elaborado de acordo com o nível de escolaridade dos alunos, abrangendo os anos finais do Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Para a subsecretária de Educação Básica da Secretaria de Educação (SEEDF),  Iêdes Soares Braga, a OBMEP vai muito além de uma simples competição. “As Olimpíadas de Matemática são verdadeiros catalisadores do raciocínio lógico e da criatividade. Ao participarem, nossos estudantes desenvolvem habilidades essenciais para o futuro, como a resolução de problemas complexos e o trabalho em equipe”, avalia. Além disso, ser medalhista na OBMEP é um passaporte para um futuro promissor. Os alunos premiados têm acesso a diversas oportunidades, como: Neste ano, a olimpíada homenageia os 100 anos de Johanna Döbereiner e César Lattes, cientistas brasileiros que inspiraram gerações com suas descobertas • Programas de iniciação científica – Os medalhistas podem participar do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC) e do Programa de Iniciação Científica e Mestrado (Picme), com direito a bolsas de estudo. • Acesso facilitado a universidades – Algumas das mais prestigiadas universidades brasileiras, como a Unicamp, Unifei, USP e Unesp, oferecem vagas especiais para os medalhistas da OBMEP. • Bolsas de estudo – A Fundação Behring e a IHS Towers oferecem bolsas de estudo para alunos medalhistas das áreas de Ciências e Exatas. A OBMEP também reconhece o trabalho dos docentes e das escolas. Professores com alunos premiados recebem cursos de formação, diplomas e livros, enquanto as instituições de ensino são contempladas com kits de material didático e troféus. O coordenador intermediário responsável pela OBMEP na Coordenação Regional de Ensino de Planaltina, Breno Ramires Vargas da Silva, enfatizou a importância da preparação dos alunos para a garantia de um bom resultado. “Esperamos que Planaltina continue se destacando na OBMEP e que nossos alunos tragam mais medalhas para o Distrito Federal”, afirma. Neste ano, a olimpíada homenageia os 100 anos de Johanna Döbereiner e César Lattes, cientistas brasileiros que inspiraram gerações com suas descobertas.  Olimpíadas internacionais Se destacar na OBMEP é o primeiro passo para representar o Brasil nas Olimpíadas Internacionais de Matemática. Os 300 melhores estudantes de cada nível (1, 2 e 3) são convidados a participar da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). Aqueles que se sobressaem nessa etapa são selecionados para representar o país em competições internacionais.  Os participantes dessa seleção passam por um treinamento intensivo, onde aprimoram seus conhecimentos e habilidades e se aproximam de uma oportunidade única: conquistar uma bolsa de estudos em uma universidade de renome internacional. *Com informações da Secretaria de Educação

Ler mais...

Thumbnail

Escolaridade dos pais favorece o ingresso de crianças na educação infantil do DF, diz pesquisa

O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) divulgou resultados complementares da pesquisa Desenvolvimento Infantil e Parentalidades no Distrito Federal. O suplemento trouxe informações sobre o perfil educacional das famílias e suas escolhas em relação ao ingresso das crianças à vida escolar, com foco na relação entre a escolaridade dos pais e a frequência de crianças de até 6 anos em berçários, escolas e creches no Distrito Federal. Estudos acompanham a frequência das crianças em instituições de ensino e creches no DF | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília De acordo com o suplemento, 50,2% das crianças dessa faixa etária no DF frequentam algum tipo de instituição educacional (berçário, creche ou escola). Para a faixa de até 3 anos, esse percentual é de apenas 25,1%; já na faixa de 4 a 6 anos, para o qual o ensino é obrigatório, cerca de 86% frequentam instituições. 92,6% Percentual de crianças de 4 a 6 anos, filhas de mães com ensino superior, que frequentam a escola Em relação às mães com ensino superior que têm filhos, 33% das crianças de até 3 anos frequentam a escola. Para as crianças de 4 a 6 anos, esse percentual chega a 92,6%. Esses percentuais diminuem entre as mães com menores graus de escolaridade. Ao observar as mães que não sabem ler nem escrever e têm filhos e 4 a 6 anos, o percentual de crianças que frequentam a escola é de 62%. Quanto à escolaridade paterna, 94,4% das crianças de 4 a 6 anos cujos pais possuem ensino superior completo frequentam a escola, enquanto 58,8% dos filhos cujo pai não sabem ler e escrever frequentam a escola. A pesquisa também investigou os motivos pelos quais algumas crianças não frequentam instituições de ensino. Os principais apontados incluem a falta de vagas em escolas públicas (30,8%), a decisão de não matricular a criança antes dos 2 anos (26,2%) e a escolha de esperar até que a matrícula seja obrigatória, aos 4 anos (21,6%). Outros motivos alegados são a falta de recursos para pagar por uma creche particular e a ausência de vontade de matricular em uma creche pública (4,8%), além da dificuldade de levar e buscar a criança na unidade escolar (2,6%). Acesse o material. *Com informações do IPEDF

Ler mais...

Thumbnail

Projeto Enem Inclusivo e Especial oferece preparação a estudantes com deficiência

Com as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) abertas até sexta-feira (7), a Secretaria de Educação do Distrito Federal, por meio da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin) incentiva a participação no exame dos estudantes com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA), comportamento de altas habilidades ou superdotação e transtornos funcionais. A inscrição no Enem 2024 é fundamental e necessária para que estes alunos possam participar do projeto de aulas preparatórias Enem Inclusivo e Especial. Realizado pela SEEDF, o projeto Enem Inclusivo e Especial é realizado desde 2019 | Foto: Mary Leal/SEEDF Desde 2019, a Subin realiza o projeto Enem Inclusivo e Especial, uma iniciativa fundamental para garantir que estudantes com deficiência e transtornos funcionais tenham uma preparação adequada com todos os recursos de acessibilidade necessários para a participação no Enem. Para participar do Enem Inclusivo e Especial é imprescindível que os estudantes realizem a inscrição no Enem 2024 até a próxima sexta-feira (7) Realizadas aos sábados, as aulas do projeto oferecem recursos de acessibilidade, como intérpretes de Libras, audiodescrição, leitores de prova e monitores da faculdade de pedagogia da Universidade de Brasília (UnB), assegurando que todos os participantes realizem o exame em condições justas e adequadas. Em 2024, o projeto continua com a missão de promover a inclusão. As aulas devem começar em agosto, alguns meses antes do exame, que, neste ano, será aplicado em 3 e 10 de novembro. Os encontros serão ministrados por professores voluntários de diversos componentes curriculares, como matemática, física, química, geografia, história, biologia, filosofia, sociologia, língua estrangeira, gramática, redação e artes. Inscrição Para participar do Enem Inclusivo e Especial é imprescindível que os estudantes realizem a inscrição no Enem 2024 até a próxima sexta-feira (7). Esse é o primeiro passo para garantir a inclusão dos alunos no projeto. As inscrições devem ser feitas no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Um vídeo de divulgação da subsecretária da Subin, Vera Barros, foi enviado para as escolas da rede pública com o objetivo de sensibilizar e incentivar os pais a inscreverem os filhos no Enem. As coordenações regionais de ensino e equipes gestoras das unidades escolares desempenham um papel crucial em informar e motivar as famílias sobre a importância dessa inscrição. *Com informações da SEEDF  

Ler mais...

Thumbnail

Estudo ambiental do GDF é apresentado em conferência internacional

Em La Serena, no Chile, a técnica de Planejamento Urbano e Infraestrutura do Instituto Brasília Ambiental Ana Paula Camelo participou, recentemente, da 4ª Conferência Regional América Latina & Caribe, promovida pela Ecosystem Services Partnership.  Painéis apresentados na conferência tiveram como foco profissionais ligados aos serviços ecossistêmicos | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental Desenvolvido em parceria com Instituto Federal de Brasília (IFB), o trabalho Análise da influência da distância às unidades de conservação no Distrito Federal foi aprovado pelos organizadores do evento para apresentação na sessão Projeções e desafios futuros da valoração socioeconômica dos serviços ecossistêmicos culturais na América Latina. [Olho texto=”Estudo de servidora do Brasília Ambiental teve como ilustração de caso a valorização de imóveis de Águas Claras com base no baixo índice de área verde por habitante” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “A troca de experiências é fundamental para que possamos criar soluções para os entraves encontrados ao redor do planeta; e, como a nossa realidade de ter unidades de conservação de diversos tamanhos, com diferentes funções, serviços ecossistêmicos variados e, mais importante, o mosaico e configuração delas junto às cidades, o Distrito Federal pode ser tornar um exemplo mundial de estratégias de desenvolvimento sustentável e atingir mais facilmente as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas para 2030”, avalia Ana Paula Camelo. Recursos naturais A técnica do Brasília Ambiental lembra que o bem-estar populacional e econômico depende da disponibilidade de recursos naturais. “E é fundamental para o Brasília Ambiental, enquanto órgão executor das políticas de meio ambiente, ter e saber a quantidade desse capital natural pelo qual é responsável”, afirma. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Com base nisso, foi apresentado um estudo de caso inicial sobre a atribuição de valor aos imóveis na região administrativa de Águas Claras com base no baixo índice de área verde por habitante e a predominância de prédios residenciais”, conta ela. No estudo, ela observou que os imóveis maiores e mais caros estão localizados a menos de 200 metros do Parque Ecológico Águas Claras – condição associada, principalmente, aos serviços ecossistêmicos estéticos providos pela unidade de conservação. Ao mesmo tempo, os imóveis menores e mais baratos estão mais distantes, podendo indicar o início do processo de gentrificação verde (exclusão social pautada na mercantilização de espaços com infraestrutura ambientalmente amigável, também chamada de infraestrutura verde). Troca de experiências “Com isso, tem-se a informação do valor estético exercido pelo parque ecológico e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de se evitar esse fenômeno, aumentando o número de áreas verdes por habitantes na região e promovendo o direito ao meio ambiente”, conclui a servidora do Brasília Ambiental. O encontro teve como objetivo fornecer uma plataforma para que profissionais, pesquisadores e entusiastas do campo dos serviços ecossistêmicos se reúnam e troquem percepções, discutam tendências emergentes e colaborem em soluções, fortalecendo os esforços da comunidade em direção ao desenvolvimento sustentável. *Com informações do Brasília Ambiental

Ler mais...

DF participa de estudo sobre eficácia da vacina de gripe no país

Para analisar a relação entre o número de internações e a cobertura vacinal em combate à gripe (influenza), a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), junto ao Ministério da Saúde (MS), realiza pesquisa em 12 unidades da Federação, entre eles o Distrito Federal. Esta é a primeira vez que o DF participa da pesquisa que avalia a relação entre o número de internações e a cobertura vacinal em combate à gripe | Foto: Tony Winston/Agência Saúde Na capital, a investigação foi coordenada pela Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar (Gevitha) da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). Nessa primeira etapa, foram selecionados 94 pacientes recém-internados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – um agravamento da síndrome gripal que, além dos sintomas típicos, pode incluir dispneia ou desconforto respiratório, piora nas condições clínicas de doença de base e hipotensão em relação à pressão arterial habitual. “Todo esse processo possibilita obter subsídios para decidir se há necessidade ou não de ampliar a campanha de vacinação para a influenza, além de permitir avaliar a efetividade da vacina na nossa realidade, ou seja, no cenário do DF”, explica a gerente da Gevitha, Renata Brandão. [Olho texto=”“Os resultados sugeriram uma redução de 40% a 50% das hospitalizações associadas à influenza em crianças de 6 meses a 5 anos e em idosos de 60 anos ou mais, dependendo do tipo/subtipo predominante durante a estação”” assinatura=”Renata Brandão, gerente da Gevitha” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O projeto, chamado Revelac I, consiste em uma rede oficial de países que expressam o interesse em gerar evidências para programas de vacinação e mensurar a eficácia da imunização contra o vírus influenza. Para esta fase, foram incluídas crianças de seis meses a cinco anos de idade e idosos de 60 anos ou mais, internados e diagnosticados com a SRAG, entre maio e junho de 2023. Cada paciente (ou seus responsáveis) precisou enviar o comprovante vacinal, com o devido sigilo e sem cobrança de qualquer valor. A previsão é de que a segunda etapa ocorra em setembro deste ano. Para Brandão, o projeto traz evidências sobre a eficácia da vacina contra a influenza sazonal em cenários do mundo real, dando a possibilidade de avaliação dos resultados por região. “O Brasil apresenta um volume de dados representativo e de suma importância para estimar essa efetividade.” Vacina que funciona Esta é a primeira vez que o DF participa da pesquisa. O projeto, contudo, é realizado anualmente desde 2012, com a utilização de dados de outros países latino-americanos e estados brasileiros. Dados de análises anteriores (2013 a 2017) comprovaram a eficácia da vacina contra a influenza na redução de internações relacionadas à gripe. “Os resultados sugeriram uma redução de 40% a 50% das hospitalizações associadas à influenza em crianças de 6 meses a 5 anos e em idosos de 60 anos ou mais, dependendo do tipo/subtipo predominante durante a estação, segundo o MS”, explica a gerente. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A vacinação contra a influenza faz parte do Programa Nacional de Imunização (PNI), instaurado em 1973. De acordo com dados do MS, durante o ano no qual a dose é recebida, o imunizante contra a influenza minimiza a carga e previne o surgimento de complicações decorrentes da doença, reduzindo os sintomas nos grupos prioritários e a sobrecarga dos serviços de saúde. Mais de 700 mil pessoas imunizadas Neste ano, a SES-DF tem atuado de forma diversificada para que a cobertura vacinal, tanto contra a covid-19 quanto contra a influenza, alcance o maior número de pessoas possível. Com recorrentes campanhas e forças-tarefas em espaços de grande circulação, a pasta busca facilitar o acesso à imunização. Entre 31 de março e 10 de julho, mais de 700 mil doses de vacina da gripe foram aplicadas. No grupo prioritário de idosos, a cobertura vacinal alcançou mais de 50% da público-alvo (54,3%). *Com informações da Secretaria de Saúde do DF

Ler mais...

Thumbnail

Vicente Pires e Park Way se destacam na agricultura urbana e periurbana

Vicente Pires, com 191 pontos de cultivo, e Park Way, com 154, são as regiões administrativas que apresentam a maior concentração de agricultura urbana e periurbana no DF. Os números fazem parte de levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), que será detalhado nesta terça-feira (11), a partir das 10h, com transmissão pelo YouTube. Acompanhe neste link. Estudo do IPEDF identificou 6.015 pontos de cultivo no Distrito Federal, dos quais 1.282 estão em áreas urbanas | Foto: Divulgação/IPEDF O estudo Agricultura Urbana e Periurbana no Distrito Federal revela o diagnóstico da agricultura no DF, suas características e atores, as tipologias encontradas e os potenciais de produção, com o objetivo de refletir sobre o desenvolvimento dessa prática na capital federal. Áreas periurbanas são as que se encontram numa posição de transição entre espaços estritamente rurais e áreas urbanas. Segundo o estudo, o Distrito Federal conta com 6.015 pontos de cultivo, dos quais 1.282 estão em áreas urbanas. A pesquisa avaliou áreas potenciais para produção da agricultura urbana e periurbana no DF, com estimativa de abastecer cerca de 2 milhões de pessoas com hortaliças e 3 milhões com frutíferas, contribuindo para redução da insegurança alimentar. O estudo também destaca que a produção alimentar contribui para o manejo das áreas de solo exposto e para a recuperação de áreas degradadas. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] De acordo com o estudo, a prática da agricultura urbana e periurbana no DF podem ser caracterizada em quatro tipologias: ? Agricultura de área remanescente rural ou de resistência: voltada para fins comerciais e/ou de subsistência, que se localizam em áreas que compõem o cinturão verde produtivo e que foram urbanizadas devido ao processo de expansão urbana. Presente nas RAs Riacho Fundo, Sol Nascente/Pôr do Sol e Vicente Pires. ? Agricultura periurbana: abrange cultivos desenvolvidos nas franjas urbanas ou fora da área urbana consolidada, com foco na comercialização e autoconsumo. Os acampamentos e assentamentos de reforma agrária estão incluídos nessa categoria. Presente nas RAs Brazlândia, Paranoá, Park Way, Planaltina, Sobradinho e Sobradinho II. ? Quintais produtivos ou biodiversos: áreas públicas ou privadas em regiões urbanas e periurbanas, com jardins produtivos, hortas, frutíferas, plantas medicinais e criação de pequenos animais, com foco no lazer, autoconsumo e/ou de comunidades. Presente nas RAs Guará, Plano Piloto e São Sebastião. ? Agricultura urbana de ativismo: uso de áreas públicas para plantio, capaz de reestruturar o espaço urbano e revitalizar áreas degradadas a partir de sua expressão ativista. Presente na RA Plano Piloto. Acesse o relatório e o sumário-executivo. *Com informações do IPEDF  

Ler mais...

Thumbnail

Estudo sobre agricultura urbana e periurbana será apresentado nesta terça

O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) apresenta nesta terça-feira (11), às 10h, ao vivo em seu canal do YouTube, o estudo “Agricultura Urbana e Periurbana no Distrito Federal”. Com o objetivo de refletir sobre os potenciais e desafios de desenvolvimento dessa prática, o trabalho apresenta o diagnóstico, suas características e seus atores, as tipologias encontradas e os potenciais de produção. Serviço Estudo Agricultura Urbana e Periurbana no Distrito Federal Data: 11/7 Horário: 10h Acompanhe pelo YouTube Mais informações: comunicacao@ipe.df.gov.br *Com informações do IPEDF

Ler mais...

Thumbnail

Estudo aponta que capivaras ocupam 25% da orla do Lago Paranoá

A Secretaria de Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema), em parceria com a Universidade Católica de Brasília (UCB), concluiu o estudo de identificação e monitoramento da população de capivaras da orla do Lago Paranoá. Os resultados obtidos depois de 15 meses de pesquisa geraram dados suficientes para estimar o número de capivaras presentes na orla, identificar os pontos de maior concentração dos animais, entender os mecanismos de reação com aproximação dos seres humanos e diagnosticar as espécies de carrapatos. [Olho texto=”“As capivaras são migratórias. Elas ocupam a orla, mas têm um espaço no lago de conectividade com outros lagos e corrégos. Por isso que não adianta tirá-las de lá, outras voltarão. Elas não ficam no mesmo lugar, elas migram pelo lago. Por isso, na época da seca, elas ocupam o lago, porque outras áreas alagadas são reduzidas”” assinatura=”Suzzie Valladares, chefe da Assessoria Estratégica da Sema” esquerda_direita_centro=”direita”] As capivaras ocupam, em média, 25% da orla, onde podem encontrar abrigo e alimentação. A desocupação das Áreas de Preservação Permanente (APP) na orla do lago, além de intensificar o uso desses locais para lazer da população, aumentou a movimentação da fauna nativa. A maior ocorrência de capivaras na orla é durante o período de seca. Confira a pesquisa na íntegra.  “As capivaras são migratórias. Elas ocupam a orla, mas têm um espaço no lago de conectividade com outros lagos e corrégos. Por isso que não adianta tirá-las de lá, outras voltarão. Elas não ficam no mesmo lugar, elas migram pelo lago. Por isso, na época da seca, elas ocupam o lago, porque outras áreas alagadas são reduzidas”, explicou a chefe da Assessoria Estratégica da Sema, Suzzie Valladares. Na seca, há maior ocorrência de capivaras na orla, com 1,43 indivíduo por hectare no mês de setembro | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Durante o período de pesquisa, também foi realizado um estudo com relação aos carrapatos presentes nas capivaras. De acordo com os dados obtidos, há uma relação fraca entre a abundância de carrapatos e o local onde ocorrem as capivaras na orla. Esta conclusão indica que os carrapatos provavelmente utilizam outros hospedeiros, que lhes permitem ocorrer de forma mais abrangente nesta área. “O que merece mais destaque é a questão de que não foi encontrada a bactéria da febre maculosa no DF. Apesar disso, é necessário que a população tome os cuidados necessários: não se aproxime de animais silvestres e tome os cuidados para não pegar carrapato, como o uso de roupas adequadas”, defendeu. Os pesquisadores também mantiveram contato com a comunidade para identificar a percepção dos moradores da região e de frequentadores do Lago Paranoá sobre as capivaras. Foram feitos questionários e mais de 30 ações de educação ambiental para conscientizar sobre a boa convivência com a fauna silvestre. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] A expectativa é que este estudo norteie as políticas públicas e produza as informações necessárias para a população. Na segunda fase do projeto, serão estudadas possibilidades para reduzir a circulação das capivaras em áreas urbanas. “Considero importante dar continuidade aos estudos para garantir a convivência pacífica entre as pessoas e a fauna silvestre. É especialmente relevante desenvolver técnicas que reduzam o acesso das capivaras às vias públicas prevenindo acidentes”, afirmou  o secretário do Meio Ambiente e Proteção Animal, Gutemberg Gomes. Sobre a espécie A capivara é o maior roedor do mundo. Chega a 1,35 m de comprimento, cerca de 60 cm de altura e aproximadamente 70 kg. Alimenta-se de capim, principalmente aqueles de áreas alagadas – eventualmente comem cascas e folhas de arbustos. Vive em bandos de cinco a 40 indivíduos.

Ler mais...

Thumbnail

Pesquisa mostra inserção de mulheres no trabalho remunerado

Em alusão ao mês internacional da mulher, o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentam nesta terça (7), às 10h, a análise anual sobre a inserção das mulheres no trabalho remunerado. O material será divulgado pelo canal do Instituto de  Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF). Os dados apresentados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Distrito Federal (PED-DF). O boletim mostra a participação feminina no mercado de trabalho, os níveis de desemprego e as alterações na estrutura ocupacional e no padrão de rendimentos, para homens e mulheres, entre os segundos semestres de 2021 e de 2022. Serviço Boletim anual – Mulheres e trabalho remunerado no Distrito Federal – Apresentação: terça-feira (7), às 10h, pelo canal do IPEDF no YouTube..   *Com informações do IPEDF

Ler mais...

Thumbnail

Conheça a trajetória dos socioeducandos do Distrito Federal

O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), apresentou na manhã desta sexta-feira (25) a Trajetória dos Socioeducandos no Distrito Federal: Meio aberto e semiliberdade 2022. O estudo, com o objetivo de retratar o perfil desses jovens na capital, levantou dados sobre as características socioeconômicas, trajetória escolar, relações familiares e pessoais, uso de drogas e situações de violência vivida por eles/as. Socioeducandos participam de oficina promovida pela Secretaria de Justiça e Cidadania | Foto: Ascom/Sejus Os dados apontam que os adolescentes do sexo masculino e negros são os mais presentes nessa realidade no DF, representando, no total, 87%. Separados por idade, 52% dos jovens tinham entre 16 e 17 anos. No quesito renda, 38% deles/as faziam parte de famílias com média mensal de um e três salários mínimos. [Olho texto=”No que se refere ao trabalho, 81% dos jovens tiveram um emprego, formal ou informal, em algum momento (81%) e 62% trabalhavam ou procuravam por um trabalho quando estavam apreendidos” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Ao mesmo tempo, 56% dos jovens não frequentavam ou frequentavam pouco uma escola antes de começarem a cumprir a medida socioeducativa. No momento em que a pesquisa foi realizada, 87% declararam estar estudando. Uma observação preocupante foi que entre os que interromperam a vida escolar, 54% o fizeram antes dos 15 anos. Cerca de 87% deles/as repetiram de ano ao menos uma vez, a maioria por excesso de faltas. A taxa de distorção idade-série chega a ser 60% no geral e 81% entre os jovens da semiliberdade. Por outro lado, entre pessoas da mesma idade em toda a capital, a proporção não passa de 10%. No que se refere ao trabalho, o emprego, sendo ele formal ou informal (68%), esteve presente na vida desses adolescentes em algum momento (81%). Ainda, 62% dos jovens trabalhavam ou procuravam por um trabalho quando estavam apreendidos. A média salarial de 53% deles era de meio salário mínimo. O estudo mostra que cerca de 87% dos jovens socioeducandos repetiram de ano na escola ao menos uma vez, a maioria por excesso de faltas Meio familiar Ainda segundo o estudo, 63% residiam com até quatro pessoas na mesma casa e 35% com cinco ou mais familiares. Mais da metade (70%) moravam com a mãe e 51% são de família monoparental residindo só a com a mãe sem presença paterna. Boa parte dos jovens recebiam limites em casa, como os responsáveis terem ciência de onde estão (53%), conhecerem as pessoas com quem estavam ao sair da residência (58%) e/ou terem hora para chegar em casa (47%). Apesar das adversidades, 67% dos adolescentes afirmaram que sempre puderam contar com apoio emocional de seus responsáveis. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] No entanto, 80% dos jovens contaram que experimentaram algum tipo de droga lícita ou ilícita. E 63% deles fizeram esse uso pela primeira vez entre 13 e 16 anos. Já os dados referentes ao contato desses jovens com a violência apontam que 44% já sofreram ameaça ou humilhação; 49% indicaram que o ato veio de pessoas desconhecidas e 29% alegaram que o ato partiu da polícia. As agressões foram apontadas por 55% deles/as. Desse percentual, 15% foram no ambiente familiar e 40% fora desse âmbito. Atos infracionais e apreensão Em todo o sistema, roubo/furto e tráfico de drogas foram os mais cometidos pelos jovens. No meio aberto, 30% cumpriram medida por roubo e furto e 37% por tráfico. Já na semiliberdade, 78% por tráfico. A média de idade para cometimento do primeiro ato infracional no meio aberto era de 14 e 15 anos (40%) e 13 anos para a semiliberdade (48%). Quanto à vivência na medida, 63% deles/as afirmaram que mudaram de turma de amigos e que passaram a frequentar mais a escola. A convivência deles no sistema também serviu para que 78% parassem ou diminuíssem o consumo de drogas. Acesse aqui o sumário executivo Trajetória dos Socioeducandos do DF.

Ler mais...

Thumbnail

DF é uma das cinco unidades da Federação com menor índice de informalidade

O Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPEDF), apresentou, na manhã desta terça-feira (22), o estudo Trabalho Informal no Distrito Federal, que observa como o mercado de trabalho se dividiu entre formal e informal e como a evolução desses grupos se deu ao longo do tempo. A situação foi avaliada em diferentes grupos sociais. Segundo o estudo, o DF se junta a São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul no quesito baixa informalidade | Arte: IPEDF Brasília é a unidade da Federação com a maior renda per capita do país, o que influencia na baixa taxa de informalidade presente na região. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua mostra que a capital do Brasil passou da segunda unidade com menor número de trabalhos informais para a quarta, entre 2018 e 2022. O resultado faz o DF estar no grupo com menor informalidade, junto a estados da região Sul (Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul) e do Sudeste (São Paulo). [Numeralha titulo_grande=”34,6% ” texto=”Percentual de homens em situação de informalidade; índice é mais reduzido entre mulheres, com 33%” esquerda_direita_centro=”direita”] Entre 2020 e 2022, a informalidade na capital aumentou 5,2 pontos percentuais, ao passar de 28,6% para 33,8%, no segundo trimestre deste ano. A justificativa para tal índice é a crise sanitária que, instaurada no país no primeiro ano da comparação, afetou direta e fortemente o mercado de trabalho. Essa evolução, assim como em outros lugares do país, foi influenciada pelo comportamento da economia nacional. Quedas O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que, em sua série histórica, houve duas fortes quedas do número de informais: 2015-2016 e 2020-2021. A diferença é que, na primeira, o número de informais retomou o patamar anterior. Já a segunda registrou aumento do número de informais além do patamar histórico. [Olho texto=”Park Way registra 8,18% de índice de informalidade, número só observado em países ricos” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Os homens são os mais afetados pela informalidade. Cerca de 34,6% das pessoas do sexo masculino estão em situação informal, enquanto as mulheres são 33%, de acordo com dados da Pnad Contínua. Esse padrão também foi observado na Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad), 28,3% e 26,3% entre homens e mulheres. As mulheres possuem menor participação nessa taxa devido ao seu nível de escolaridade, pois elas são maioria entre as pessoas que completam o segundo grau de ensino. Há também uma diferença substancial entre informais negros (cerca de 29%) e brancos (aproximadamente 13%) na capital. Entre as regiões administrativas (RAs), também há registro de desigualdade espacial. As RAs com maior informalidade, como SCIA, Itapoã, São Sebastião, Fercal e Varjão, chegam a 40% de informais, enquanto o Park Way, região com menor nível avaliado, tem apenas 8,18%, índice observado apenas em países ricos. A alta informalidade se concentra nas atividades não especificadas – que concentram 61,2% das pessoas -, seguida de construção (57,5%) e serviços domésticos (45,2%). Do grupo de baixíssimo índice de informalidade fazem parte as áreas da administração pública (5,13%), educação e saúde (11,1%) e comunicação e atividades financeiras (11,2%). Confira aqui o estudo elaborado pelo IPEDF.   *Com informações do IPEDF

Ler mais...

Thumbnail

Estudo sobre trabalho informal no DF será apresentado nesta terça (22)

O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) apresenta nesta terça-feira (22), às 10h, ao vivo em seu canal do YouTube, o estudo Trabalho Informal no Distrito Federal, que observa como o mercado de trabalho se dividiu entre formal e informal e como a evolução desses grupos se deu ao longo do tempo. A pesquisa avalia, ainda, essa situação em diferentes grupos sociais. Serviço Apresentação da pesquisa Trabalho Informal no Distrito Federal Data: 22/11 Horário: 10h Acompanhe pelo link: https://youtu.be/7yfeMSACbT4 Mais informações: (61) 3342-1632/1036 | comunicacao@ipe.df.gov.br *Com informações do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal

Ler mais...

Thumbnail

Pesquisa mapeia quase nove mil agentes da economia criativa no DF

Brasília, 16 de agosto de 2022 – O setor de economia criativa do Distrito Federal está sendo mapeado por um grupo de pesquisa do mestrado Profissional Inovação em Comunicação e Economia Criativa da Universidade Católica de Brasília (UCB). O estudo tem o apoio da Secretaria de Turismo (Setur), da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), da Câmara Legislativa e da Fecomércio. [Olho texto=”“É fundamental conseguirmos fazer esse mapeamento e ter uma ideia precisa de quais são os agentes criativos, quais são as competências e onde eles estão. Precisamos identificar para ver as necessidades de capacitação e ideias de potencialidade”” assinatura=”Alexandre Kieling, coordenador da pesquisa Panorama da Economia Criativa do DF” esquerda_direita_centro=”direita”] A primeira fase do estudo intitulado Panorama da Economia Criativa do Distrito Federal foi divulgada durante o Brasília Design Fórum em agosto – que integra a programação da BXB Brasília Design Week, evento promovido com financiamento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) – e revelou a presença de quase nove mil agentes criativos no DF atuando majoritariamente no Plano Piloto, mas com presença marcante também em Ceilândia, Taguatinga, Gama, Águas Claras e Guará. Dos 8.905 agentes mapeados na pesquisa, 2.565 trabalham com espetáculos e representam 28,8% dos agentes. A segunda área com mais representantes é o audiovisual, com 11,5%, totalizando 1.028. As ocupações transversais ocupam a terceira posição, 10,7%. A pesquisa também apontou a presença de agentes ligados a criação performática, fotografia, patrimônio cultural e natural, design, livros e editorial, criação visual e plástica e indústria fonográfica. A primeira fase da pesquisa consiste na revisão bibliográfica sobre o tema e no estabelecimento do número dos atores criativos da capital federal a partir de dados do Ministério do Trabalho cruzados com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, da Secretaria de Turismo e do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF). Arte: Divulgação/Universidade Católica de Brasília “É fundamental conseguirmos fazer esse mapeamento e ter uma ideia precisa de quais são os agentes criativos, quais são as competências e onde eles estão. Precisamos identificar para ver as necessidades de capacitação e ideias de potencialidade”, comenta o coordenador da pesquisa Panorama da Economia Criativa do DF, Alexandre Kieling. “Queremos oferecer indicadores que são fundamentais para o próprio governo fazer suas escolhas e tomadas de decisão. É um conjunto de informações que vão permitir que se tenha essa grande pujança da economia criativa do DF”, complementa. Apoio governamental A Secretaria de Turismo é a pasta que encabeça o projeto, mas há também participação das secretarias de Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Econômico e Desenvolvimento Urbano e Habitação. “No DF, impulsionar o setor criativo tem se tornado uma das prioridades do governo e isso inclui também a Secretaria de Turismo, que não tem medido esforços para promover e fomentar diferentes segmentos culturais, como designers, artesãos, publicitários, artistas e empresários”, afirma o secretário de Turismo, William Almeida. “Pesquisas como esta agregam, ainda mais, todo o trabalho, fortalecendo com dados atuais, reais sobre o atual panorama”, acrescenta.

Ler mais...

GDF vai medir impacto do programa ‘Criança Feliz Brasiliense’

O Criança Feliz Brasiliense tem o objetivo de promover o desenvolvimento da primeira infância, por meio de acompanhamento familiar e visitas domiciliares. No entanto, o Governo do Distrito Federal (GDF) quer entender o impacto desse programa no futuro e na vida das crianças atendidas. Para isso, lançou em julho, edital que vai selecionar projeto de pesquisa para estudar o programa. [Olho texto=”“Com a seleção dos projetos, esperamos a produção de um relatório da situação do desenvolvimento na primeira infância de crianças acompanhadas pelo ‘Criança Feliz Brasiliense’”” assinatura=”Mayara Noronha Rocha, secretária de Desenvolvimento Social” esquerda_direita_centro=”direita”] Dentro do Programa Desafio DF, da Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação do Distrito Federal (FAPDF), o edital é voltado a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação para avaliação do Criança Feliz Brasiliense no desenvolvimento infantil. Aberto desde julho, o período para inscrição de propostas encerra-se nesta quinta-feira (19). A fundação destinou orçamento de R$ 300 mil para esse chamamento. Os interessados devem ficar atentos aos objetivos específicos: – Avaliar o desenvolvimento de crianças participantes do programa; – Avaliar as relações de parentalidade responsiva de cuidadores; – Avaliar a situação de segurança alimentar e nutricional de domicílios cujas crianças e gestantes façam parte do programa; – Avaliar a saúde mental das gestantes e mães de crianças participantes do programa, além de estimar o impacto do número de visitas do programa no desenvolvimento infantil; – Avaliar a implementação do programa em relação à qualidade e fidelidade aos protocolos determinados pelo Programa Criança Feliz federal; – Fortalecer a gestão do programa. “Com a seleção dos projetos, esperamos a produção de um relatório da situação do desenvolvimento na primeira infância de crianças acompanhadas pelo Criança Feliz Brasiliense“, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha. Entre os resultados esperados estão: guia com indicadores para monitoramento da implementação do Criança Feliz Brasiliense; guia para monitoramento e articulação de ações intersetoriais no Distrito Federal; elaboração de manual de avaliação do programa com estratégias para otimização dos processos e custo-efetividade baseados em evidências. Criança Feliz Brasiliense Reconhecido internacionalmente por órgãos ligados ao tema, o Criança Feliz é um programa que tem como objetivo o desenvolvimento da primeira infância (0 a 6 anos). O DF aderiu à iniciativa em 2019, quando passou a atender cerca de 1,6 mil famílias. Neste ano, a meta de atendimento dobrou para 3,2 mil famílias nas regiões de maior vulnerabilidade. Por meio de visitas domiciliares com equipe especializada, a iniciativa tem finalidade de apoiar as famílias em seu papel protetivo, além de ampliar a rede de atenção e cuidado para o desenvolvimento integral das crianças na primeira infância. Os públicos prioritários da iniciativa são gestantes, crianças de até 3 anos e suas famílias com Cadastro Único atualizado, crianças de até 6 anos beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e suas famílias e crianças de até 6 anos afastadas do convívio familiar em razão da aplicação de medida de proteção prevista no art. 101 da Lei nº 8.609, de 13 de julho de 1990, e suas famílias. Serviço Chamada 001/2021 do Programa Desafio DF – Projeto Criança Feliz Brasiliense Data limite para submissão: 19 de agosto Íntegra do edital: http://www.fap.df.gov.br/editais-fapdf-2021/   *Com informações da Sedes

Ler mais...

Thumbnail

Fármaco se revela promissor na luta contra o Parkinson

A doença de Parkinson é um mal degenerativo do sistema nervoso central, crônico e progressivo. É causada pela degeneração das células da chamada substância negra, região do cérebro cujas células produzem a dopamina, responsável pela condução das correntes nervosas para o corpo. A redução ou a ausência de dopamina afeta os movimentos e causa os sintomas, como tremores, lentidão, rigidez muscular, alterações na fala e na escrita. [Olho texto=”“Até o momento, fármacos utilizados para impedir a progressão da doença com ação neuroprotetora são pouco estudados e não utilizados no tratamento”” assinatura=”Márcia Renata Mortari, coordenadora da pesquisa” esquerda_direita_centro=”direita”] No Brasil, pouco mais de 200 mil pessoas convivem com o problema, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Foi pensando em pacientes com essa realidade, que procuram atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), que a pesquisadora Márcia Renata Mortari, da Universidade de Brasília (UnB), desenvolveu pesquisa para aprimorar métodos de diagnóstico e avaliar a segurança de novos medicamentos para controle da doença. O estudo foi realizado com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação do Distrito Federal (FAPDF), a partir de chamada do Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde, cujo objetivo é apoiar projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação que promovam a formação e a melhoria da qualidade da atenção à saúde no Distrito Federal, no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). Medicamentos Um dos objetivos da pesquisa foi testar a segurança de fórmulas produzidas a partir do peptídeo neuroprotetor Neurovespina, composto desenhado a partir do protótipo identificado na peçonha de vespas sociais. De acordo com a estudiosa, há uma ausência de remédios disponíveis capazes de reduzir ou impedir a evolução do mal. “Até o momento, fármacos utilizados para impedir a progressão da doença com ação neuroprotetora são pouco estudados e não utilizados no tratamento”, afirma Márcia Mortari. Identificada na peçonha de vespas sociais, a Neurovespina se mostrou capaz de reduzir a descoordenação motora | Fotos: Reprodução Ela explica que os peptídeos bioativos têm sido excelentes candidatos ao desenvolvimento de novos medicamentos, devido a algumas características da sua atividade biológica, como alta especificidade, potência, baixa toxicidade e diversidades química e biológica. “A otimização de peptídeos tem sido muito empregada com o intuito de minimizar problemas inerentes ao composto e viabilizar o uso dessas moléculas como fármacos.” Os resultados do projeto indicaram que a forma injetável da Neurovespina, em doses de 7 e 4 mg/kg, foi capaz de reduzir a descoordenação motora e mostrou ação neuroprotetora de neurônios produtores de dopamina na substância negra do cérebro (substantia nigra). [Olho texto=”A pesquisa também buscou aprimorar escalas internacionais de avaliação de sintomas não motores para aplicabilidade na avaliação e diagnóstico de pacientes no SUS” assinatura=”Márcia Renata Mortari, coordenadora da pesquisa” esquerda_direita_centro=”direita”] “Esse estudo tem revelado que a Neurovespina é um fármaco promissor, capaz de prevenir a progressão da doença e perda neuronal. Além disso, foi realizada a produção de duas novas formulações, para a administração intranasal”, afirma Márcia Mortari. A cientista destaca, ainda, que a Neurovespina teve todo o seu perfil de segurança farmacológica avaliado em roedores e primatas, tendo sido bem tolerada sem geração de efeitos adversos. Ela ressalta as vantagens do uso da substância, como alta potência, excelente seletividade, baixa toxicidade química e imunogenicidade. Escalas para diagnóstico Outra grande limitação para o estudo da progressão da doença e de seu estágio em pacientes atendidos pelo SUS, é causada, em parte, pelo uso de escalas com baixa especificidade, sensibilidade e acurácia que dificultam uma intervenção farmacêutica adequada e uma correta orientação aos familiares, compatíveis com as necessidades dos pacientes. “Em especial, o diagnóstico precoce dos quadros demenciais pelo rastreio cognitivo é de fundamental importância, pois permite que o apoio ao paciente seja iniciado precocemente, além de possibilitar que o paciente participe das decisões sobre o planejamento futuro de sua vida. [Numeralha titulo_grande=”Mais de 200 mil” texto=”pessoas no Brasil convivem com a doença de Parkinson, segundo a OMS” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Em virtude disso, além dos testes com a Neurovespina, outro objetivo da pesquisadora foi traduzir, adaptar e aprimorar escalas internacionais de avaliação de sintomas não motores (especialmente cognitivos) para aplicabilidade na avaliação e diagnóstico de pacientes no SUS. Duas escalas foram avaliadas e adaptadas pelos pesquisadores, Escala de Avaliação Cognitiva da Doença de Parkinson (PD-CRS) e Cambridge Neuropsychological Test Automated Battery (Cantab). Para avaliação da PD-CRS, foram considerados 640 indivíduos saudáveis (40 anos ou mais) de cinco regiões brasileiras distintas. A escala foi adaptada para o português e validada através de comparação com testes neuropsicológicos amplamente utilizados — Teste das Trilhas, Teste dos Trigrama-consonante, Teste dos Cinco Pontos, Fluência verbal (frutas e animais). De acordo com os resultados atingidos, a escala demonstrou adequada reprodutibilidade e fidedignidade, podendo ser considerada válida como método diagnóstico. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “A PD-CRS mostrou-se uma escala com alta capacidade de triar, discriminar e diagnosticar, de forma precoce, graus leves de perda cognitiva em pacientes com doença de Parkinson, diferentemente de outras escalas neurocognitivas utilizadas na prática clínica atual”, destaca a coordenadora da pesquisa. Já a Cantab é uma plataforma digital de mensuração de funções cognitivas com ampla aceitabilidade internacional no meio de pesquisa em neurociência cognitiva e no diagnóstico neuropsicológico. No estudo, ela foi aplicada em 30 voluntários subdivididos em DP-CN (Doença de Parkinson – Cognição Normal) e DP-CCL (Doença de Parkinson – Comprometimento Cognitivo Leve). A escala demonstrou adequada validade do teste cognitivo. Quanto à importância e à aplicabilidade da pesquisa para o SUS, Mortari explica que a disponibilidade de um fármaco neuroprotetor é inexistente até o momento e que “os resultados poderão revolucionar a terapia de desordens neurodegenerativas, proporcionando uma melhora significativa para os pacientes e diminuindo os custos diretos e indiretos no SUS.” Confira a apresentação final de resultados. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação do DF

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador