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Resultado preliminar do Pontes para o Mundo está previsto para esta quarta-feira (8/7)

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) informa o novo cronograma referente à divulgação do resultado preliminar das provas de conhecimento em línguas estrangeiras do programa Pontes para o Mundo. A publicação está prevista para esta quarta-feira (8/7), com período para interposição de recursos nos dias 9 e 10 de julho.  Estudantes candidatos ao programa Pontes para o Mundo aguardam resultado preliminar da prova de conhecimento em línguas estrangeiras | Foto: Jotta Casttro/SEEDF A expectativa é de que o resultado dos recursos seja divulgado em 15 de julho. Em seguida, no dia 16/7, será publicado o resultado parcial da primeira e segunda etapas, com convocação para a entrega da documentação da terceira etapa, prevista para ocorrer entre os dias 17 e 24 de julho.  O resultado definitivo do certame tem divulgação prevista para o dia 29/7. Todas as alterações no cronograma serão publicadas no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). *Com informações da SEEDF  

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Pontes para o Mundo aplica provas que definirão 400 intercambistas da rede pública

O programa Pontes para o Mundo, da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), deu mais um passo para levar estudantes da rede pública a uma experiência internacional. Neste fim de semana, candidatos da segunda edição participaram das provas de proficiência em língua estrangeira, etapa decisiva do processo seletivo que escolherá 400 intercambistas para estudar no Canadá, França, Espanha e Reino Unido. Em 2025, a primeira edição beneficiou 101 estudantes, que realizaram intercâmbio no Reino Unido. Neste ano, a Secretaria ampliou o programa, quadruplicando o número de vagas e expandindo os destinos oferecidos. As provas foram aplicadas simultaneamente em 13 das 14 coordenações regionais de ensino (CREs), mobilizando milhares de candidatos. De acordo com o coordenador do programa Pontes para o Mundo, David Nogueira, 1.127 estudantes realizaram o exame no primeiro dia, o equivalente a 99,8% dos inscritos nesta etapa. "Hoje é uma prova de língua estrangeira, então temos exames de inglês, francês e espanhol, a depender da escolha que o estudante fez. É uma prova de proficiência que mede a capacidade de leitura, de fala, de escrita e de interpretação. São quatro habilidades nas quais o estudante é testado durante uma hora para sabermos o nível em que ele está. Aqueles que obtiverem as melhores notas serão os escolhidos", explicou Nogueira. As provas foram aplicadas simultaneamente em 13 das 14 coordenações regionais deensino (CREs), mobilizando milhares de candidatos | Foto: Jotta Casttro/SEEDF O coordenador ressaltou ainda que estudantes com necessidades educacionais especiais, que necessitam de tempo extra, ou que precisaram justificar a ausência, realizaram a avaliação no dia seguinte, em polo concentrado no Centro de Ensino Médio Integrado (CEMI) do Cruzeiro. Preparação e suporte integral O Pontes para o Mundo é uma iniciativa do Governo do Distrito Federal executada pela Secretaria de Educação (SEEDF) para ampliar as oportunidades educacionais dos estudantes da rede pública por meio de uma experiência internacional de formação acadêmica e cultural. Além da bolsa de estudos, os intercambistas recebem suporte completo, incluindo preparação antes do embarque, acompanhamento pedagógico e psicológico e todo o apoio necessário durante a experiência no exterior. Presente nos locais de aplicação para dar as boas-vindas aos candidatos, a secretária de Educação interina, Iêdes Soares Braga, destacou a ampliação do programa e procurou tranquilizar os jovens. "Estamos hoje aqui acompanhando o primeiro dia de prova de proficiência dos nossos estudantes, candidatos a participar da segunda edição do Pontes para o Mundo. Este ano, vamos levar nossos alunos para países como Canadá, França, Espanha e Reino Unido, ampliando o alcance do programa e as oportunidades para os estudantes de nossa rede", celebrou a secretária. A gestora aproveitou o momento para oferecer apoio emocional aos alunos momentos antes do exame. "Desejamos muito sucesso, porque essa é, de fato, uma experiência transformadora na vida de cada um. É natural que a gente fique tenso ao ser avaliado, mas não se preocupem. É uma avaliação como a da escola. Fiquem tranquilos para fazerem uma boa prova e que saiam daqui muitos selecionados", incentivou Iêdes. Expectativas e mobilização escolar O engajamento das unidades escolares tem sido um diferencial na preparação dos candidatos. Nas escolas, professores de idiomas e equipes gestoras organizaram grupos de estudo e horários dedicados para auxiliar os estudantes. Pedro Miguel Sales Rocha, de 16 anos, aluno do Centro Educacional do Lago (CEL), concorre a uma vaga para o Canadá e relatou o clima de colaboração. "Os professores vêm nos cobrando para estudar e, às vezes, disponibilizam horários para conseguirmos praticar nossa língua, seja inglês, espanhol ou francês. Toda a escola está empenhada nisso porque, no ano passado, uma aluna conseguiu passar para o Reino Unido e influenciou a escola toda. A direção e a coordenação estão sempre nos ajudando", contou Pedro. Colega de regional, Matheus Ribeiro, de 16 anos, também estudante do Centro Educacional do Lago (CEL), destacou o apoio recebido durante a preparação. "Vim me preparando há uns dois meses, mas peguei firme mesmo na última semana. Tivemos muita influência e vários professores ajudando, principalmente os de línguas. Conheço muita gente da minha escola que está aqui fazendo a prova e estou confiante de que vai dar certo", afirmou. Ao fim da avaliação, o sentimento predominante entre os candidatos era de alívio e expectativa pelo resultado. Para a estudante Luana Sousa, a prova esteve de acordo com o conteúdo estudado. "Achei a prova muito bem explicada e num nível razoável. A parte de fala e a de escrita também achei muito tranquilas. Tirei um peso das costas depois de ter feito a prova. Estou muito feliz de ter conseguido responder tudo e estou confiante", avaliou a jovem.  *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)

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Centro Interescolar de Línguas 01 de Brasília celebra 32 premiações na Olimpíada de Espanhol 

Estudantes do curso de espanhol do Centro Interescolar de Línguas (CIL) 01 de Brasília, unidade da rede pública vinculada à Secretaria de Educação (SEEDF), foram homenageados na semana passada, durante a cerimônia de entrega de certificados e medalhas da 2ª Olimpíada de Espanhol. A competição nacional, promovida pelo Instituto Philotimia em parceria com a Embaixada da Espanha no Brasil, é destinada a estudantes da educação básica e ao público em geral.  Ana Júlia Dourado (D), uma das medalhistas: “Saber outras línguas é muito importante para a minha futura carreira profissional e também para me comunicar com pessoas de diferentes lugares e realizar viagens um dia” | Foto: Jotta Casttro/SEEDF Ao todo, o CIL 01 conquistou 32 premiações, incluindo cinco medalhas de ouro, seis de prata, 12 de bronze, duas menções honrosas e sete certificados de participação. O resultado reforça a qualidade do ensino de idiomas ofertado pelos centros interescolares de línguas da SEEDF, referência na formação linguística de estudantes da rede pública do Distrito Federal.   “O aprendizado de uma ou mais línguas tem impacto direto na trajetória acadêmica e profissional desses jovens” Jean François Sirino, secretário-executivo substituto da SEEDF A estudante Ana Júlia Fernandes Dourado, de 17 anos, que cursa o quarto semestre de espanhol e conquistou uma medalha de prata, afirmou que a premiação representa uma conquista pessoal e também o reconhecimento do ensino oferecido pela instituição. “É uma honra ter conquistado a medalha de prata”, afirmou. “Essa experiência vai ficar marcada na minha vida. Saber outras línguas é muito importante para a minha futura carreira profissional e também para me comunicar com pessoas de diferentes lugares e realizar viagens um dia.” “Essas 32 premiações dos nossos alunos só reforçam o compromisso da educação com a qualidade e a excelência”, ressaltou o  secretário-executivo substituto da SEEDF, Jean François de Figueiredo Sirino. “Como ex-aluno do CIL, eu valorizo toda a comunidade escolar. O papel da escola é mostrar caminhos para que os estudantes possam alçar voos cada vez mais altos. O aprendizado de uma ou mais línguas tem impacto direto na trajetória acadêmica e profissional desses jovens.” Sirino também destacou a importância dos CILs na formação dos estudantes da rede pública. Segundo ele, iniciativas como o programa Pontes para o Mundo demonstram como o domínio de outros idiomas amplia oportunidades educacionais e profissionais. Olimpíadas de Espanhol [LEIA_TAMBEM]A Olimpíada de Espanhol integra ações voltadas para a valorização do ensino de idiomas e ao fortalecimento dos laços culturais entre Brasil e Espanha. A ação também estimula o protagonismo estudantil e o contato dos participantes com obras literárias e manifestações culturais do universo hispânico. A iniciativa visa a despertar o interesse dos estudantes pelo idioma e pelos contextos culturais que o cercam, fortalecendo o ensino de espanhol tanto em escolas regulares quanto em cursos de idiomas. A competição também estimula o raciocínio linguístico, a interpretação textual e a ampliação do vocabulário, explorando diferentes aspectos da língua, como gramática, variantes regionais e compreensão de textos. Além disso, a olimpíada reconhece alunos que se destacam no uso do espanhol, valoriza o trabalho de professores e instituições comprometidos com o ensino do idioma, promove o espírito esportivo no ambiente acadêmico-escolar e incentiva reflexões sobre a língua espanhola entre educandos e educadores. “Foi mais uma comprovação da qualidade do ensino de língua estrangeira em uma escola pública” Dóris Scolmeister, diretora do CIL 01 de Brasília As provas são online e abordam aspectos linguísticos e características próprias do idioma espanhol, com parte das questões organizada a partir de um pequeno texto literário previamente selecionado. A diretora do CIL 01, Dóris Scolmeister, comemorou o resultado e destacou o trabalho desenvolvido pela equipe pedagógica da instituição: “Foi mais uma comprovação da qualidade do ensino de língua estrangeira em uma escola pública. Hoje tivemos muitos premiados, o que demonstra a seriedade com que nossa equipe conduz o ensino do espanhol. Que venham mais medalhas para o CIL 01 de Brasília”. Representante da Embaixada da Espanha no Brasil, Pablo Tenés Brenot reforçou: “A olimpíada é um projeto muito importante para a Embaixada da Espanha. Nesta segunda edição, tivemos a participação de cerca de seis mil estudantes de 188 escolas de todo o Brasil. O principal objetivo é motivar o estudo do espanhol. Aprender uma língua é uma forma de abrir a mente, pensar de maneira diferente e observar o mundo por outras perspectivas. Além disso, buscamos fomentar o hábito da leitura”. *Com informações da Secretaria de Educação

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Estudantes inscritos no Pontes para o Mundo são convocados para a prova de línguas estrangeiras

Já está disponível a lista dos 1,2 mil estudantes convocados pela Secretaria de Educação (SEEDF) para a prova de conhecimentos em línguas estrangeiras do programa Pontes para o Mundo 2026. Previsto para os dias 23 e 24 deste mês, o curso representa um momento decisivo na jornada de quem sonha com uma experiência de intercâmbio no Reino Unido, Canadá, França ou Espanha, os quatro destinos desta edição. Destinos do programa para este ano são Reino Unido, Espanha, França e Canadá | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF “A etapa das provas de idiomas é um momento importante desse processo, porque reconhece o esforço, a dedicação e a preparação desses jovens para viverem uma experiência acadêmica, cultural e humana transformadora” Iêdes Braga, secretária de Educação interina Os 1,2 mil convocados foram selecionados entre os 2.058 inscritos após a análise de documentos e o julgamento dos recursos apresentados. “Agora, cada estudante precisa preparar-se bem para a prova no idioma escolhido; é essa etapa que vai definir quem embarca para um dos destinos já anunciados”, explica o coordenador do programa, David Nogueira.  Até o momento, os estudantes foram avaliados por critérios documentais. A partir do dia 23, o conhecimento do idioma selecionado passa a ser o fator determinante para formar a lista dos 400 que vão embarcar. Os selecionados terão uma imersão de 13 a 16 semanas no exterior, com atividades desenvolvidas exclusivamente na língua do país de destino e convivência com estudantes de diferentes nacionalidades. [LEIA_TAMBEM]“O programa Pontes para o Mundo amplia horizontes, fortalece projetos de vida e mostra aos nossos estudantes da rede pública que o mundo também pertence a eles”, ressalta a secretária de Educação interina, Iêdes Braga. “A etapa das provas de idiomas é um momento importante desse processo, porque reconhece o esforço, a dedicação e a preparação desses jovens para viverem uma experiência acadêmica, cultural e humana transformadora.” Após a prova de idiomas, o cronograma prevê a divulgação do resultado preliminar em 2 de junho, com prazo para recurso entre os dias 3 e 5 daquele mês. O resultado definitivo sai em 29 de junho. Confira a lista de convocados.  Veja mais informações sobre o programa.   *Com informações da Secretaria de Educação    

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Selecionado para participar de programa na Suíça, professor de escola pública do DF é recepcionado com festa na volta

Famosa pelos Alpes, chocolates e relógios, a Suíça também é lar de muito conhecimento e tecnologia. É no pequeno país europeu que está o maior acelerador de partículas do planeta, o Grande Colisor de Hádrons (LHC), na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern). E um professor da rede pública do Distrito Federal teve a chance de conhecê-lo pessoalmente. Felipe Lemos, que leciona física no Centro Educacional do Lago (CEL), no Lago Sul, foi escolhido para representar o DF em um programa que levou docentes de todo o país para o Cern. Nesta quarta-feira (29), ele retornou à escola com uma recepção especial. "O Cern é um sonho dos físicos, é talvez o laboratório mais avançado do mundo. Eu me inscrevi, deu certo e foi muito interessante, porque a gente se aprofundou no funcionamento do acelerador de partículas. Então, eu tive a oportunidade de estudar mais a fundo um tema que é parte do currículo, física de partículas, mas que ainda é pouco divulgado no ensino médio, pouco discutido", contou Felipe Lemos. Felipe Lemos, que leciona física no Centro Educacional do Lago (CEL), no Lago Sul, foi escolhido para representar o DF em um programa que levou docentes de todo o país para a Suíça | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo o professor, a experiência vai contribuir para o dia a dia em sala de aula, não apenas nos conhecimentos sobre física, mas na ideia de que, estudando, é possível chegar longe. "Acho que fica como um exemplo de que o estudo e a ciência podem te levar a lugares que talvez você nem imaginou", afirmou. Os estudantes já captaram essa percepção. "Tenho aula com o professor Felipe desde o meu 1º ano, e ele sempre foi um professor que focou em nos ensinar algo muito além da física. Então, sempre foi algo que ajudou a nos formar como cidadãos, como alunos, e com certeza essa bagagem internacional vai agregar pontos inimagináveis para o CEL. Quando a gente volta do exterior, e eu sei por experiência própria, a gente volta muito mais evoluído", apontou Giovanna Borba, 17 anos, aluna do 3º ano, que participou da primeira edição do programa Pontes para o Mundo. "Saber que um professor foi [para o exterior] me motiva muito. Se ele foi, significa que a gente pode conseguir também. Ele pode explicar o que a gente precisa saber, porque tem muita gente que fica insegura sobre ir, mas ele nos traz essa segurança por já ter ido", emendou Ana Clara Rodrigues, 16, estudante do 1º ano que sonha participar do Pontes para o Mundo. Felipe Lemos: "Acho que fica como um exemplo de que o estudo, a ciência podem te levar a lugares que talvez você nem imaginou" E a experiência de Felipe Lemos pode ainda ser um estímulo para outros docentes. "A gente é uma escola bilíngue, então tem essa valorização de experiências internacionais, e dentro do Brasil também. Então, só a possibilidade de ele ir já foi uma coisa que inspirou os professores a ficarem de olho em programas, em editais", ressaltou o diretor do CEL, Vitor Rios. "Para nós, é motivo de muito orgulho, porque a gente vê um professor nosso, da rede pública, que está procurando, que está buscando se qualificar e ter experiências que aprofundem o seu conhecimento. É uma oportunidade, inclusive, para a gente estimular outros profissionais. Quando um professor se habilita, a gente tem certeza de que isso vai repercutir, que vai voltar nas nossas escolas", arrematou a secretária de Educação, Iêdes Braga.

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Professor da rede pública do DF visita maior acelerador de partículas do mundo na Suíça

Levar o nome da educação pública do Distrito Federal a um dos maiores centros de pesquisa científica do mundo é motivo de orgulho para o professor Felipe Lemos Cabral, do Centro Educacional (CED) do Lago Sul. Escolhido entre mais de 100 candidatos de todo o país, o docente de física participa, na Suíça, de um programa internacional no Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire (CERN), instituição que abriga o maior acelerador de partículas do planeta, o Grande Colisor de Hádrons (LHC). A programação começou dia 17 de abril e segue até 27, com sete dias de atividades presenciais. Nesse período, os participantes visitam instalações científicas, acompanham palestras, oficinas práticas e atividades culturais. O professor conheceu de perto o LHC e dois dos principais experimentos em funcionamento no local: o LHCb e o CMS, equipamentos que contribuíram para a descoberta do bóson de Higgs, em 2012, um dos marcos da física moderna. Felipe Lemos Cabral: "entendi a responsabilidade de representar o Brasil e o Distrito Federal, além de trazer esse conhecimento para a nossa realidade" | Foto: Arquivo Pessoal “Foi um momento de muita alegria e expectativa. Também entendi a responsabilidade de representar o Brasil e o Distrito Federal, além de trazer esse conhecimento para a nossa realidade. Acredito que a minha trajetória profissional contribuiu para a seleção, com destaque para a experiência em eventos científicos, atuação em sala de aula nas escolas públicas do DF, gestão escolar e participação no Programa de Escola Intercultural Bilíngue do DF (Pebi)”, afirma Felipe. Para explicar de forma simples o que acontece em um acelerador de partículas, o professor resume que o objetivo é estudar a matéria que forma o universo. “O acelerador de partículas busca entender do que tudo é feito e como funciona. Ele estuda estruturas menores que um átomo, usando altas energias e colisões entre partículas”, explicou. Detector de partículas do CERN, na fronteira entre Suíça e França, integra o Grande Colisor de Hádrons, maior acelerador de partículas do mundo e referência em pesquisas científicas | Foto: Divulgação/CERN Educação inovadora A estudante Sara Cerri, de 18 anos, do 3º ano do ensino médio do CED Lago Sul, falou sobre a importância do incentivo oferecido pelo professor Felipe e destacou a paixão dela pela física, área que pretende seguir no futuro. “Sou apaixonada pela disciplina e pretendo estudar essa área no futuro. Gosto de entender o que está acontecendo ao meu redor, como as coisas funcionam e os movimentos do mundo. Também quero agradecer ao professor Felipe, que sempre me incentiva, me ajuda muito e está ao meu lado sempre que preciso.” A aluna Giovanna Rosa, de 17 anos, acredita que a experiência internacional vivida pelo professor Felipe Lemos levará benefícios para toda a escola. Para ela, o contato com novas culturas, ideias e formas de ensino amplia a visão de mundo e fortalece a educação pública. “Essa experiência do professor Felipe vai agregar muito para a escola e para os estudantes, porque ele vai voltar com novos conhecimentos e novas formas de ensinar. Quando a gente tem contato com outras culturas e outras realidades, aprende coisas que talvez nunca conheceria aqui. Eu vivi isso no Reino Unido e sei o quanto essa troca amplia a nossa visão de mundo e inspira novas conquistas pessoais, acadêmicas e profissionais”, afirma ela, que participou da primeira edição do projeto Pontes pelo Mundo. Estudantes do CED do Lago Sul, ao lado do diretor Vitor Rios, celebram a participação de Felipe Lemos Cabral em programa internacional de Física na Suíça | Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF. Para o diretor do CED do Lago Sul, Vitor Rios, a participação de Felipe Lemos Cabral no programa internacional reforça o compromisso da escola com uma educação inovadora e conectada com o mundo. Segundo ele, o professor atua na unidade desde 2024, tendo uma boa relação com os estudantes e abertura para novas práticas pedagógicas. “Felipe chegou à escola em 2024 e rapidamente se destacou pelo trabalho com os alunos e pela disposição em buscar novas possibilidades de ensino. Temos certeza de que essa vivência internacional, com contato com professores de vários países e com a Física de ponta, vai enriquecer ainda mais as suas aulas. Aqui, valorizamos metodologias ativas, projetos e o protagonismo estudantil, em que o aluno também pesquisa e constrói conhecimento com a orientação do professor.” Ao retornar ao Brasil, o professor pretende compartilhar o conhecimento com estudantes e colegas da rede pública. “Essa experiência é transformadora. Estou mais preparado para aproximar a pesquisa científica dos meus alunos e mostrar novas possibilidades de carreira e estudo”, disse. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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Inscrições para o programa Pontes para o Mundo 2026 são prorrogadas até o dia 21 deste mês

A Secretaria de Educação (SEEDF) prorrogou o período de inscrições para o programa Pontes para o Mundo 2026: agora, o prazo vai até o dia 21 deste mês. A mudança foi publicada na sexta-feira (10), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), por meio de retificação do Edital nº 18/2026.  Além da interação com pessoas de outra língua, o programa de intercâmbio permite aos estudantes aprimorar a vivência educacional | Foto: Jotta Castro/SEEDF “Alguns alunos ainda estavam enfrentando dificuldades para acessar o e-mail institucional, o que poderia comprometer a inscrição no programa; por isso decidimos ampliar o prazo, garantindo que todos tenham a oportunidade de participar do processo seletivo sem prejuízo”, explicou o coordenador do programa, David Nogueira. Com a alteração, o cronograma do programa também foi atualizado. Os interessados devem ficar atentos às próximas etapas do processo seletivo. A homologação das inscrições está prevista para o dia 22 deste mês, e as provas de línguas estrangeiras serão aplicadas em 23 e 24 de maio. O resultado final está previsto para ser publicado em 29 de junho. [LEIA_TAMBEM]Além da prorrogação, o edital traz ajustes na distribuição de vagas para estudantes dos colégios militares. Para esse público, as oportunidades estão divididas entre os idiomas inglês (com destino ao Reino Unido e Canadá) e espanhol. Criado no ano passado, o Pontes para o Mundo levou 102 estudantes da rede pública para um intercâmbio de três meses em instituições de ensino do Reino Unido. Em 2026, o programa foi ampliado. O número de alunos participantes subiu para 400, e, além das quatro nações que compõem o Reino Unido, serão incluídas instituições de ensino no Canadá, na França e na Espanha.  Acesse  o site oficial do programa.    *Com informações da Secretaria de Educação    

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CGDF cede sistema de auditoria e gestão para Controladoria de Aracaju

A Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) e a Controladoria-Geral do Município de Aracaju (CGM-AJU) firmaram um termo de cooperação técnica para a cessão do código-fonte do Saeweb — um sistema desenvolvido pela CGDF para organizar, acompanhar e melhorar o trabalho de auditorias e ações de controle interno. A ferramenta ajuda os órgãos a monitorarem processos, identificar riscos e tornar a gestão pública mais eficiente. A parceria vai permitir que a Controladoria de Aracaju passe a usar o sistema em suas atividades de controle interno. Com isso, o município poderá organizar melhor o trabalho de auditoria e aumentar a capacidade de identificar e prevenir possíveis problemas na administração pública. Entre 2023 e 2025, o Saeweb foi adotado por 11 órgãos públicos em diferentes regiões do país, incluindo nove instituições estaduais, uma municipal e uma federal. A expansão ocorreu de forma contínua ao longo dos três anos, demonstrando o crescimento do interesse de órgãos de controle e gestão pela ferramenta desenvolvida pela CGDF. O controlador-geral do Distrito Federal, Daniel Lima, destacou o caráter estratégico da cooperação: “Ao compartilhar uma solução tecnológica consolidada, contribuímos para fortalecer o controle interno em todo o país. Essa é uma forma eficiente de racionalizar recursos públicos e promover a melhoria contínua da administração”. Paulo Márcio Ramos Cruz, secretário-chefe da (CGM-AJU), compartilhou o que motivou a adesão ao Saeweb: “A busca contínua da Controladoria-Geral do Município de Aracaju por soluções modernas, eficientes e já validadas na administração pública motivou a adesão ao sistema. Além disso, a iniciativa está alinhada ao compromisso da CGM de Aracaju com o fortalecimento do controle interno, a transparência e a melhoria da governança pública”. O controlador-geral do Distrito Federal, Daniel Lima, destacou o caráter estratégico da cooperação: “Ao compartilhar uma solução tecnológica consolidada, contribuímos para fortalecer o controle interno em todo o país" | Foto: Divulgação/CGDF O controlador do município também reforçou a importância dessa cooperação entre estados e municípios para o fortalecimento da gestão pública. “A cooperação entre entes federativos é um caminho estratégico para o fortalecimento da gestão pública no Brasil. Ao compartilhar soluções como o Saeweb, os órgãos públicos evitam a duplicação de esforços, otimizam recursos e aceleram a implementação de ferramentas eficazes. Essa iniciativa reforça que a atuação colaborativa entre instituições, como a CGM de Aracaju e a Controladoria-Geral do Distrito Federal, é fundamental para promover inovação, eficiência e transparência, beneficiando diretamente a sociedade por meio de uma gestão mais responsável e orientada a resultados”, destaca Paulo Márcio Ramos Cruz. Segundo o acordo, a adoção do Saeweb permitirá que a CGM-AJU modernize seus processos, reduza retrabalhos e fortaleça práticas de governança, transparência e integridade. O sistema também desempenha papel relevante no gerenciamento de riscos, ao apoiar a identificação e análise de vulnerabilidades, reforçando a atuação preventiva do controle interno. A CGDF e a CGM-AJU designarão representantes responsáveis pelo acompanhamento técnico da execução do termo. Também está prevista a publicação obrigatória do instrumento nos sítios oficiais, garantindo transparência à sociedade. *Com informações da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF)

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Edital de 2026 do Pontes para o Mundo será publicado nesta segunda (30) 

Lançada a edição de 2026 do programa Pontes para o Mundo, os estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal já podem se preparar para alçar voos mais altos. O novo edital da experiência acadêmica no exterior, promovida pela Secretaria de Estado de Educação (SEEDF), será publicado nesta segunda-feira (30), com início das inscrições na terça (31), marcando o começo de mais uma jornada rumo ao intercâmbio internacional. Este ano traz outra novidade: além do Reino Unido, França, Espanha e Canadá passam a fazer parte dos destinos do intercâmbio | Foto: Divulgação/SEEDF O lançamento deste ciclo reforça o convite para que os jovens aproveitem a oportunidade, se dediquem aos estudos e acompanhem atentamente o edital para participar do processo seletivo. “O programa representa uma chance concreta de transformação, incentivando os discentes a preparar-se para viver uma experiência que pode ampliar caminhos e perspectivas”, afirma a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá. “Os resultados foram positivos, especialmente no fortalecimento da autonomia e da maturidade dos discentes, além da ampliação de seus projetos de vida” David Nogueira, coordenador da primeira edição do Pontes para o Mundo Neste ano, a iniciativa da SEEDF vai contemplar 400 estudantes com o intercâmbio de três meses. Além do Reino Unido, o programa passa a incluir Canadá, França e Espanha, ampliando as possibilidades de vivência acadêmica e cultural no exterior. Para participar, é necessário ter entre 16 e 17 anos, estar matriculado na segunda série do ensino médio da rede pública do DF e manter frequência mínima de 80%. Desta vez, os estudantes dos colégios militares também estão incluídos e poderão garantir uma vaga no programa. Todas as regras, prazos e etapas estarão detalhadas no edital e nos canais oficiais da secretaria. Plataforma digital A partir de terça-feira, quando começam as inscrições no novo site do programa, a plataforma reunirá, em um só lugar, todas as informações necessárias para quem deseja participar, desde orientações iniciais até detalhes sobre os destinos internacionais. De acordo com o coordenador da primeira edição, David Nogueira, o ambiente digital foi pensado para facilitar o acesso dos estudantes e centralizar o processo. “Além da inscrição, o site também funcionará como um guia preparatório para os participantes”, explica. Os alunos poderão conhecer melhor os países de destino, acessar informações práticas e se organizar para a experiência internacional.  Experiência que transforma [LEIA_TAMBEM]Criado em 2025, o Pontes para o Mundo levou 102 estudantes para o Reino Unido e permitiu aos participantes vivenciar novas culturas, desenvolver autonomia e ampliar perspectivas acadêmicas e pessoais. A primeira edição também serviu como base para o aprimoramento do programa. “Os resultados foram positivos, especialmente no fortalecimento da autonomia e da maturidade dos discentes, além da ampliação de seus projetos de vida”, avalia David Nogueira.  Para este novo ciclo, o programa será aperfeiçoado com reforço na preparação pré-embarque, no acompanhamento psicológico e pedagógico e nos mecanismos de monitoramento e avaliação. A cerimônia de lançamento do programa em 2026, no Cine Brasília, trouxe ainda mais inspiração para quem sonha em participar. Durante o evento, foi exibido o documentário Pontes para o Mundo: educação que amplia horizontes, apresentando a trajetória de estudantes da rede pública do DF que viveram essa experiência internacional em 2025.    *Com informações da Secretaria de Educação    

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Estudantes de Santa Maria investem na preparação para o programa Pontes para o Mundo 2026

Morar e estudar em outro país parecia um sonho impossível para muitos jovens que frequentam escolas da rede pública de ensino — mas, para alguns estudantes do Distrito Federal, tornou-se realidade graças ao programa Pontes para o Mundo, da Secretaria de Educação (SEEDF), que teve a primeira edição no ano passado. A experiência vivenciada pelos alunos que participaram em 2025 inspirou outros a acreditarem que é possível um adolescente de escola pública estudar no exterior. De olho no intercâmbio internacional, Maria Eduarda, Lara Caroline, Antony Lucas e Geovana Pietra têm reforçado os estudos para participar do programa | Foto: André Amendoeira/SEEDF De olho nessa oportunidade, um grupo de alunos do Centro de Ensino Médio (CEM) 404 de Santa Maria decidiu antecipar-se e iniciar os estudos ainda neste ano, com o objetivo de cumprir parte dos pré-requisitos exigidos. E, mesmo durante as férias, os adolescentes Maria Eduarda Silva Lima, 16 anos; Lara Caroline Aires da Silva, 15; Antony Lucas Aguiar Pimentel, 16; e Geovana Pietra de Sousa Silva, 15, seguiram com a preparação. Agora, já cursando o segundo ano do ensino médio, eles compartilham mais um sonho em comum: a aprovação em todas as etapas para participar da segunda edição do programa.  Preparação Reuniões presenciais e atividades online fazem parte da programação de estudo do grupo do CEM 404 Desde que soube do programa, Geovana começou a mobilizar os amigos. “Vi que tinha a possibilidade de fazer esse intercâmbio”, conta. “Então, eu e o Antony começamos a pesquisar como o programa funciona; e, como a gente não tinha a possibilidade de ir no ano passado, pensamos em focar para conseguir ir no próximo. Começamos a chamar todo mundo, a formar o grupo de estudos”. A rotina inclui, além dos estudos individuais, reuniões presenciais e online. Antony e Lara contam que têm conseguido estudar e tirar notas acima de 7. “A gente já faz juntos os trabalhos de todas as matérias, aproveita e estuda”, explicou Lara.  A dinâmica entre eles foi organizada durante o período de recesso e férias escolares, conta Maria Eduarda: “A gente estudou inglês ao longo de toda a semana em casa, e, no final de semana, fazíamos uma videochamada para treinar a conversação e resolver exercícios”. Inspiração no primeiro grupo  No ano passado, 102 alunos estudaram por três meses no Reino Unido, na primeira edição do programa  | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF O desejo de participar de um programa como o Pontes para o Mundo permeia os pensamentos do grupo há bastante tempo. Inspirados por filmes, reportagens e histórias de outros adolescentes que tiveram a oportunidade de ter essa experiência, eles estão empolgados com a possibilidade de aprovação no processo seletivo de 2026. “Confio muito no meu potencial, estudei bastante e quero muito viver isso, porque é o meu sonho e a minha expectativa é alta. Acho que vai ser uma experiência única” Antony Pimentel, aluno do CEM 404 de Santa Maria Ao mesmo tempo em que sonham e seguem na preparação para as etapas do processo de seleção deste ano, eles tentam manter os pés no chão sem permitir, entretanto, que o medo seja um elemento paralisador. “Eu tenho um certo medo de não conseguir passar na seleção, mas não é algo que me impeça”, relata Antony.  “Confio muito no meu potencial, estudei bastante e quero muito viver isso, porque é o meu sonho e a minha expectativa é alta”, anima-se.  “Acho que vai ser uma experiência única, algo que nunca imaginei viver na minha vida, e eu posso viver durante a minha adolescência, com outros jovens com quem posso criar uma conexão muito forte, formar um novo grupo de amigos.” Torcida organizada Se depender da torcida das famílias, todos já estarão com os passaportes carimbados. A mãe de Geovana, a servidora pública Andreza Silva de Souza, é uma das entusiastas dos projetos da adolescente. Quando soube da existência do programa, foi a primeira a incentivar a filha. “Falei que é uma oportunidade ímpar, ainda mais para os estudantes da rede pública, cuja realidade torna quase impossível conseguir fazer um intercâmbio”, conta. “Aí, expliquei que é melhor ela começar a se preparar antes, porque geralmente as pessoas esperam chegar o edital, então começar antes é uma opção para aumentar as chances.” Pontes para o Mundo 2026 [LEIA_TAMBEM]A publicação do edital da segunda edição do programa está prevista para o final deste mês, e a ideia inicial é de levar 400 alunos para o intercâmbio. Em relação aos países selecionados, há possibilidade de que os participantes sejam enviados para o Reino Unido, Canadá, França e Espanha.   Os critérios de seleção deste ano devem permanecer os mesmos, sendo os principais ter idade entre 16 e 17 anos, frequência mínima de 80%, estudar na segunda série do ensino médio de alguma escola pertencente à SEEDF. Este ano, a previsão é que estudantes dos colégios militares também sejam contemplados no edital com oito vagas para cada escola. As informações a respeito de todas as etapas do programa estarão disponíveis em breve no site da SEEDF e nos demais canais oficiais de comunicação da pasta. O coordenador da primeira edição do Pontes para o Mundo, David Nogueira, avalia que a primeira edição do programa foi fundamental para consolidar o modelo da iniciativa. “Os resultados foram muito positivos, especialmente no desenvolvimento da autonomia, da maturidade e na ampliação das perspectivas acadêmicas desses jovens”, aponta.  “Para a segunda edição, nossa expectativa é aprofundar e aperfeiçoar o programa a partir das lições aprendidas”, pontua o professor. “Estamos fortalecendo a preparação pré-embarque, ampliando o acompanhamento psicológico e pedagógico dos estudantes antes e durante a experiência no exterior, e aprimorando os instrumentos de monitoramento e avaliação.”   *Com informações da Secretaria de Educação    

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Governador Ibaneis Rocha e primeira-dama recepcionam estudantes do programa Pontes para o Mundo

O retorno dos estudantes ao Brasil marcou o encerramento da primeira edição do Pontes para o Mundo, programa de intercâmbio internacional criado pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Na chegada de parte do grupo ao Aeroporto Internacional de Brasília, formado por 27 alunos e dois servidores da Secretaria de Educação (SEEDF), o governador Ibaneis Rocha e a primeira-dama Mayara Noronha Rocha estiveram presentes para recepcionar os participantes após cerca de 17 semanas de imersão no Reino Unido. “Eu tô aqui quase em lágrimas”, admitiu Ibaneis Rocha. “A emoção das famílias e desses adolescentes é uma coisa que nos inspira muito a continuar com programas importantes como esse, que dão oportunidade desses adolescentes conhecerem o mundo e terem novas experiências que vão engrandecê-los para o resto das suas vidas”, disse. O governador Ibaneis Rocha recepcionou grupo de intercambistas do programa Pontes para o Mundo, que desembarcou no Aeroporto Internacional de Brasília, nesta sexta (5) | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Durante a recepção, o chefe do Executivo reforçou a importância da continuidade do programa nos próximos anos. “O fato da gente dar essa oportunidade é muito bom. Então é pedir a Deus que aqueles que me seguirem no governo e me sucederem continuem com esse programa de imensa importância”. Para o próximo ano, já estão confirmadas 400 vagas e a expansão para outros países. A ideia do GDF é também transformar em um programa permanente. Idealizadora e madrinha do Pontes para o Mundo, a primeira-dama Mayara Noronha Rocha destacou a importância estratégica do programa para o futuro dos estudantes. “Hoje em dia não é mais luxo, é uma necessidade preparar nossos estudantes para se relacionarem com profissionais do mundo. É através desse tipo de programa que a gente vai conseguir expandir e sair do nosso quadradinho para o mundo afora e, ao mesmo tempo, trazer investimento, tecnologia e ensinamento do mundo para dentro do Distrito Federal. Eu tenho um super orgulho desse programa que veio para revolucionar”, completou.   Recepção calorosa A recepção celebrou o sucesso da iniciativa, que ofereceu vivência internacional gratuita a jovens do Distrito Federal. Ao todo, 101 estudantes viajaram ao exterior nesta primeira edição, passando por instituições de ensino de países de língua inglesa — Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte — onde tiveram contato direto com práticas educacionais que fortalecem tanto a formação acadêmica quanto o domínio do inglês. O programa, idealizado para ir além das salas de aula, proporcionou aos participantes uma rotina diversificada, combinando aprendizado formal com atividades culturais, visitas técnicas e experiências de convivência que estimulam a autonomia, a adaptação e a visão de mundo. Durante todo o período, os estudantes também contaram com suporte socioemocional e com cobertura completa de deslocamento, alimentação e hospedagem. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou a relevância do programa para a vida dos estudantes. “Os meninos que estão desembarcando hoje não são os mesmos que embarcaram em setembro. Eles adquiriram autonomia, independência, autoestima elevada e proficiência na língua inglesa, falando muito bem, fluentes e apaixonados pelo o que eles viram”, afirmou. “A gente quer que eles tenham essa perspectiva de ter outros espaços para eles atuarem, trabalharem e viverem”. Hélvia Paranaguá, secretária de Educação: "Os meninos que estão desembarcando hoje não são os mesmo que embarcaram em setembro. Eles adquiriram autonomia, independência, autoestima elevada e proficiência na língua inglesa" | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Transformação de vida A chegada de grupo ao Brasil simboliza o início de uma nova jornada para os jovens que vivenciaram o intercâmbio. É o que espera Felipe Berg, 16 anos, estudante CED 6 de Ceilândia e morador do Pôr do Sol, que esteve em Chester, na Inglaterra. “É uma oportunidade única para qualquer estudante do Distrito Federal. Essa experiência já está mudando minha vida. Primeiramente, porque eu não tinha o inglês como segunda língua. Eu estudo russo. Mas esse intercâmbio foi um motivo para eu conseguir realmente aprender, falar e desenvolver o inglês. Acho que essa experiência vai abrir portas para bolsas em universidades internacionais”, comemorou. Ivonildes Botelho, cabeleireira: "Esse projeto foi um sonho realizado. Ele sempre sonhou em estudar fora do país, mas financeiramente eu não me via em condição de mandar ele" | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A mãe de Felipe, a cabeleireira Ivonildes Botelho, 47, concordou que a experiência transformou o filho. “Esse projeto foi único. Abriu asas para ele voar. Ele não é mais a mesma pessoa. Ele amadureceu muito, muito mesmo. Ele está vindo transbordando em tudo”, disse. “Esse projeto foi um sonho realizado. Ele sempre sonhou em estudar fora do país, mas financeiramente eu não me via em condição de mandar ele”, completou. Sobre a sensação de rever o filho, ela disse: “É muita ansiedade, mas também muita gratidão. Essa vaga foi um presente de Deus. Foram dias muito difíceis. Eu senti falta dele em tudo”. Para Hugo Gaudino, 17, estudante do CEM Elefante Branco, na Asa Sul, a viagem foi a realização de um sonho. Ele estudou em Warwickshire, na Inglaterra. “Mudou a minha vida inteira ir para Inglaterra. Foi uma experiência muito boa. Fiquei muito feliz e ainda estou muito feliz e grato”, comentou. Hugo Gaudino, estudante do CEM Elefante Branco: "Mudou a minha vida inteira ir para Inglaterra. Foi uma experiência muito boa. Fiquei muito feliz e ainda estou muito feliz e grato" | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Ele disse que pretende dar continuidade a experiência internacional. “Eu pretendo cursar fora do Brasil teatro musical. Quero continuar trabalhando e, um dia, talvez, ajudar outras pessoas igual a mim, estudantes de escola pública. Acho que levantar a voz é uma das coisas que mais me motivam”, acrescentou. A mãe de Hugo, a professora Giselda da Silva, 49, disse que preparou o filho a vida inteira para essa experiência. “Eu treinei o Hugo para ser livre. Então ele se divertiu muito, viveu experiências novas e fez amizades com vários adolescentes internacionais da idade dele. E já está com planos de voltar. Eu, como mãe, quero que ele voe”.

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Primeira turma do Pontes para o Mundo desembarca em Brasília e marca início de um novo ciclo

Abraços apertados, cartazes, flores e até cestas de chocolates marcaram o reencontro do lado de fora da área internacional do Aeroporto Internacional de Brasília — Presidente Juscelino Kubitschek. Letícia Carvalho, de 17 anos, foi uma das primeiras a surgir no saguão do desembarque. Ela é uma das participantes do Pontes para o Mundo, um programa de intercâmbio do Governo do Distrito Federal (GDF) que levou 102 estudantes da rede pública para uma imersão de 17 semanas no Reino Unido. Recém-chegada de Chester, na Inglaterra, ela descreveu o college onde estudou como “de outro mundo”. “Tinha pessoas de diversas culturas e países. Todo mundo merece ver o mundo lá fora, ver o quão grande é. Eu quero fazer universidade no exterior, ser programadora e trabalhar para empresas internacionais”, disse a estudante do Centro Educacional Darcy Ribeiro, no Paranoá. A mãe da Letícia, Neide Carvalho, conta que a filha viveu uma experiência incrível e que voltou emocionada. “Ela chorou muito na hora do embarque. Gostou tanto que quer morar lá agora. O programa foi maravilhoso, foi uma experiência muito boa. Eu só tenho que agradecer”, diz a vendedora. Amanda Kayla Araújo, 16 anos: “Tive a oportunidade de estudar psicologia, que é uma área que eu já tinha interesse. No próximo ano eu vou continuar estudando, mais centrada para focar no vestibular | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Os estudantes foram distribuídos em oito colleges da Inglaterra, do País de Gales e da Escócia, com o objetivo de ampliar o domínio da língua inglesa, viver novas experiências acadêmicas e conhecer outras culturas. “Aqueles meninos que nós embarcamos no início de setembro não são mais os mesmos. O crescimento é visível. Eu estive nas formaturas e pude ver isso de perto. Não só a evolução no conhecimento da língua inglesa e na proficiência, mas também na autonomia e na autoconfiança”, garante a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá.   Ampliação Para o próximo ano, o governador Ibaneis Rocha já anunciou a ampliação do programa para 400 vagas, além da expansão para outros países, como Japão, Alemanha e Espanha. Ibaneis Rocha indicou, ainda, o envio de um projeto de lei para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) que transformará a iniciativa em um programa permanente. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, garantiu a continuidade do programa Pontes para o Mundo “Claro que o Pontes para o Mundo vai continuar. Ele será transformado em lei — o projeto já está tramitando — e, assim que a Câmara aprovar, o governador deve sancionar. Já estamos em tratativas para outros países também porque os Centros Interescolares de Línguas (CIL) oferecem espanhol, francês, alemão e japonês. Ou seja, há um universo enorme para o programa seguir crescendo”, afirmou Hélvia Paranaguá. Volta pra casa Na tarde dessa terça-feira (3), os primeiros 14 estudantes que participaram do intercâmbio desembarcaram. Entre eles estava Amanda Kayla Araújo, de 16 anos, que voltou decidida sobre o futuro. “Tive a oportunidade de estudar psicologia, que é uma área que eu já tinha interesse. No próximo ano eu vou continuar estudando, mais centrada para focar no vestibular”, conta a estudante do Centro de Ensino Médio 304 de Samambaia. [LEIA_TAMBEM]Para Aline Araújo, mãe de Amanda, a experiência foi transformadora. “Não teríamos condições financeiras de bancar um projeto desses, ainda mais por três meses. Foi incrível. Esse intercâmbio foi um divisor de águas. Ela realizou muitos sonhos e conheceu várias cidades. Inteligente ela já era, mas com certeza agregou muito mais conhecimento”, disse a dona de casa. Requisitos A seleção dos estudantes foi feita por processo seletivo eliminatório e classificatório. Para se inscrever, o candidato precisava ter, no mínimo, 16 anos na data da inscrição e não completar 18 anos até o retorno ao Brasil. Também era obrigatório estar matriculado na 2ª série do ensino médio regular ou na Educação Profissional e Tecnológica (EPT) — nas modalidades concomitante ou integrada — em escola pública do DF. Além disso, o aluno deveria ter cursado integralmente a 1ª série do ensino médio em uma instituição pública do Distrito Federal, entre outros requisitos previstos no edital. A chegada desta terça é apenas a primeira. Ao longo da semana, novos voos trarão o restante dos participantes da edição 2025. De volta para casa, em Samambaia Sul, Rafaela Bastos, de 16 anos, contou que a experiência mudou completamente sua visão de mundo. “A gente se dedica tanto para aprender inglês, e poder ir depois de tanto esforço é muito recompensador. Foi uma experiência transformadora, com certeza mudou minha vida. É difícil até explicar. Conheci pessoas incríveis, lugares maravilhosos e vivi momentos que vou levar para sempre”, relatou a estudante do Centro de Ensino Médio 414 de Samambaia. Para Adriana Bastos, mãe de Rafaela, a oportunidade do intercâmbio representa um passo importante na autonomia da filha. “É uma grande experiência. Sempre achei que a gente não pode tolher; eles têm que crescer, têm que ganhar o mundo. Eu tive a oportunidade de fazer minhas escolhas na vida, e eles também precisam ter essa chance”, afirmou a cientista química.

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Primeira edição do Pontes para o Mundo encerra ciclo com formatura na Escócia

O frio e a chuva típicos desta época do ano na Escócia deram lugar a uma calorosa celebração que marcou o encerramento do programa de intercâmbio Pontes para o Mundo, da Secretaria de Educação (SEEDF). Depois de passarem pelo País de Gales e pela Inglaterra, os integrantes da delegação brasiliense acompanharam a formatura dos intercambistas em dois colleges localizados nas maiores cidades escocesas: Glasgow e Edimburgo. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, na formatura da turma: “Parabéns a todos vocês. Que este seja apenas o começo de uma vida repleta de possibilidades, coragem e propósito” | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Na quarta-feira (26/10), 24 alunos do City of Glasgow College e do International Edinburgh College receberam o diploma do programa das mãos da secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá. Emocionada, a gestora disse estar com o coração apertado ao ver o fim do ciclo dos intercambistas da primeira edição do programa, mas feliz por testemunhar tamanha evolução dos estudantes da rede pública. “Que esta jornada continue a inspirá-los a buscar novos desafios e a acreditar que o mundo é muito maior e mais acolhedor do que vocês jamais imaginaram”, declarou. “Parabéns a todos vocês. Que este seja apenas o começo de uma vida repleta de possibilidades, coragem e propósito.” “Vocês mostraram energia, imaginação e senso de humor, e o nosso college ficou mais vivo” Scott Torrance, Negócios Internacionais do Edinburgh College International Os alunos da rede pública do DF foram os primeiros do Brasil a estudar no City of Glasgow College e deixaram uma boa impressão. “Vocês vieram, aprenderam sobre diferentes coisas, em uma língua diferente, com o nosso inglês com sotaque escocês”, brincou Roy Gardner, vice-diretor da instituição. “Parabéns, porque é ainda mais difícil de entender”. Segundo o gerente de Negócios Internacionais do Edinburgh College International, Scott Torrance, os brasileiros trouxeram alegria ao campus. “Quando o grupo chegou, em setembro, vocês pareciam tão quietos…mas em uma semana, felizmente, percebemos que estávamos errados”, disse. “Vocês mostraram energia, imaginação e senso de humor, e o nosso college ficou mais vivo”. Tour e host families O estudante Gustavo Rocha levou Margareth Craig, que o hospedou, à cerimônia:  “Ela faz caminhadas, me levou a passeios e adora cozinhar. Eu aprendi muita coisa e vou sentir muita falta dela” | Foto: Mary Leal/SEEDF A cerimônia de formatura começou com um tour pelo City of Glasgow College guiado pelos próprios alunos que estudaram três meses na instituição. A delegação brasiliense encantou-se com as dependências a que os intercambistas tiveram acesso — salas de aula diferenciadas nas quais puderam ter lições como de comissário de bordo em um simulador de avião.  A festa também teve direito a apresentação de gaita de fole e um jantar com pratos tradicionais da Escócia. Alguns estudantes puderam até mesmo ter a presença de familiares que os receberam. Gustavo Reis da Rocha, 16 anos, aluno do Centro de Ensino Médio (CEM) 1 do Guará, estava acompanhado de Margareth Craig, 70 anos, que o hospedou em Glasgow.  “Foi muito legal conviver com a Margareth”, relatou o jovem. “No Brasil moro com meus pais; e, por ela ser mais velha, achei que não seria tão ativa, mas ela faz caminhadas, me levou a passeios e adora cozinhar. Eu aprendi muita coisa e vou sentir muita falta dela.” Programa Pontes para o Mundo [LEIA_TAMBEM]O Pontes para o Mundo é um programa de intercâmbio educacional executado pela SEEDF que oferece a estudantes da rede pública a oportunidade de vivência internacional. A primeira edição ocorreu entre setembro e dezembro deste ano, no Reino Unido, onde os alunos selecionados foram direcionados a oito colleges diferentes na Inglaterra, no País de Gales e na Escócia. A partir do próximo ano, o número de vagas será ampliado. A previsão é que o Pontes para o Mundo também seja expandido para outros países. Além disso, para transformar a iniciativa em um programa permanente, a SEEDF encaminhará um projeto de lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).  *Com informações da Secretaria de Educação      

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Alunos do DF celebram ganho de autonomia após participação em intercâmbio

"Tornamo-nos estrangeiros para conhecer quem somos." A frase do escritor Octavio Paz no livro The Labyrinth of Solitude pode descrever um pouco da experiência inesquecível que 101 estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal vivenciaram nos últimos três meses com o programa de intercâmbio educacional Pontes para o Mundo. Para celebrar a formatura dos alunos que estudaram nos quatro colleges localizados na Inglaterra, 49 estudantes se reuniram na última terça-feira (25), no Rugby College, em uma cerimônia que juntou a delegação brasiliense da Secretaria de Educação (SEEDF) e autoridades das instituições educacionais inglesas. Com direito a beca, diplomas, um tradicional almoço inglês e uma playlist com pagode e outros gêneros brasileiros, os alunos se encontraram no Rugby College, na cidade de Rugby (Inglaterra), para a cerimônia. Ao citar a frase do escritor Octavio Paz em seu discurso, o coordenador do programa, David Nogueira, destacou o orgulho e esperança que sentiu ao conviver com os jovens brasileiros nos últimos meses. Com direito a beca, diplomas, um tradicional almoço inglês e uma playlist com pagode, os alunos celebraram a formatura do Pontes para o Mundo no Rugby College | Foto: Mary Leal/SEEDF "Durante esses três meses do programa, eu visitei todos os colleges e falei pessoalmente com cada um de vocês. E eu quero dizer que vocês me encheram de imenso orgulho e esperança. Orgulho por saber que nossas escolas públicas estão cheias de mentes talentosas e criativas. E esperança porque eu sei que vocês ajudarão a construir e governar um mundo que meus filhos pequenos vão viver”, disse. A secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, emocionou-se com o discurso do coordenador e complementou: “Essa cerimônia de formatura não é o fim de um capítulo, é o início de muitos outros. Vocês voltam para casa com horizontes mais amplos, confiança renovada e uma mentalidade expandida. Que esta experiência no Reino Unido continue a inspirar vocês a construir pontes entre culturas, ideias e sonhos”. Autonomia e resiliência Entre os aprendizados mais citados pelos estudantes estão a autonomia e a resiliência. Maria Eduarda Araújo, intercambista na Inglaterra, disse que a experiência superou as expectativas: "Eu vivi coisas incríveis. Meu inglês melhorou muito, mas também fiz muitas amizades e conheci pessoas que nunca imaginei". Ela conta que já se achava independente dos pais, mas notou que ganhou resiliência com o intercâmbio. "Eu tinha mais tendência a desistir e hoje vejo que consigo ir até o final. A gente nunca pode deixar se levar pelo medo porque é assim que vivemos coisas incríveis", indicou. A secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, ficou emocionada ao entregar os diplomas na cerimônia | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Programa Pontes para o Mundo O Pontes para o Mundo é um programa de intercâmbio educacional executado pela SEEDF, que oferece a estudantes da rede pública de ensino do DF a oportunidade de vivência internacional. David Nogueira, coordenador do Pontes para o Mundo, destacou o trabalho dos servidores da Educação para que a primeira edição da iniciativa pudesse acontecer em 2025. “Quando vocês voltarem ao Brasil, olhem bem para os professores, diretores, profissionais da limpeza, merendeiras de suas respectivas escolas, e lembrem-se que milhares de pessoas estão trabalhando diariamente para que vocês tenham oportunidades como essa", disse aos alunos. A primeira edição do programa ocorreu entre setembro e dezembro deste ano, no Reino Unido, onde os alunos selecionados foram direcionados para oito colleges diferentes localizados na Inglaterra, País de Gales e Escócia. A partir do próximo ano, o número de vagas do programa será ampliado. A previsão é de que o Pontes para o Mundo também seja expandido para outros países como Japão, Alemanha e Espanha. Além disso, para transformar a iniciativa em um programa permanente, a SEEDF encaminhará um projeto de lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)

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Estudantes do DF celebram formatura do Pontes para o Mundo no País de Gales

Ao som de uma playlist que mesclou repertório de Beatles com Tribalistas, estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal, participantes da primeira edição do programa de intercâmbio Pontes para o Mundo, celebraram a formatura da iniciativa no Reino Unido. Em seu discurso, o estudante Igor Pereira comentou: “Nós aprendemos sobre os nossos próprios sentimentos e sobre a cultura de diminuir o ritmo” | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF “A iniciativa foi criada com a missão de construir caminhos onde a distância já existiu, criar oportunidades onde havia dúvidas, abrir portas para que nossos jovens do Distrito Federal possam ver, experimentar e transformar o mundo com a força de suas próprias histórias”  Hélvia Paranaguá, secretária de Educação Os 28 alunos que viveram a experiência educacional internacional no País de Gales, no Pembrokeshire College e no NPTC Group of Colleges, foram os primeiros a receberem os diplomas da graduação. Emocionados, eles relembraram momentos da vivência de três meses, que classificaram como transformadora e única. Ao conhecer uma nova cultura, diferentes disciplinas e um novo modo de ensino, os intercambistas ganharam confiança e autonomia.  Durante a cerimônia de formatura realizada no País de Gales, a secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, destacou o papel do programa na vida dos jovens estudantes: “A iniciativa foi criada com a missão de construir caminhos onde a distância já existiu, criar oportunidades onde havia dúvidas, abrir portas para que nossos jovens do Distrito Federal possam ver, experimentar e transformar o mundo com a força de suas próprias histórias”. Aos formandos, a secretária declarou que toda a comunidade escolar do Distrito Federal está muito orgulhosa dos intercambistas. “Aqui no País de Gales vocês enfrentaram o frio, a linguagem diferente, abraçaram novas rotinas, provaram novos sabores, aprenderam novas formas de pensar e, acima de tudo, descobriram habilidades que talvez não soubessem que tinham”, relatou. Novos aprendizados  Com um discurso feito na língua inglesa, aprimorada pelo intercâmbio realizado, Igor Pereira, 17 anos, aluno do Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit) e do Pembrokeshire College, enfatizou os aprendizados que obteve com a experiência internacional.  “Nós honramos o nome do programa construindo pontes para o mundo, e agora, mais do que nunca, queremos explorar ainda mais o que a vida tem a nos mostrar” Maria Fernanda Caldeira, intercambista “Nós aprendemos sobre os nossos próprios sentimentos e sobre a cultura de diminuir o ritmo”, declarou. “Aprendemos a como nos manter calmos diante de situações difíceis e como isso pode nos ajudar a solucionar situações. A gente teve a chance de escolher as matérias, e acho que isso nos ajudou a criar um senso de pensamento crítico sobre o nosso próprio futuro ao responder uma simples pergunta: o que eu quero estudar?”   Já Maria Fernanda Caldeira, 17, aluna do Centro Educacional (CED) Stella dos Cherubins Guimarães Trois, que participou do programa no NPTC Group of Colleges, falou sobre a coragem dos estudantes de estarem ali. “Nós honramos o nome do programa construindo pontes para o mundo, e agora, mais do que nunca, queremos explorar ainda mais o que a vida tem a nos mostrar”, afirmou.  Momentos marcantes   O início da despedida dos professores foi marcado por muita emoção e pelas lembranças que os estudantes brasileiros levarão na mala. A diretora de jornada estudantil do Pembrokeshire College, Eva Rees, relembrou o primeiro contato do grupo com a neve.  [LEIA_TAMBEM]“Nunca neva em novembro, mas para vocês nós fizemos acontecer”, brincou. “Eu sei que desde o primeiro dia vocês estavam ansiosos para saber se veriam neve, e vocês não só viram, como aproveitaram ao máximo. Fizeram anjos, bonecos e guerra de bolas de neve. Tenho certeza que vocês sempre se lembrarão da primeira vez que viram a neve.” O Pontes para o Mundo é um programa de intercâmbio educacional executado pela Secretaria de Educação (SEEDF), que oferece a estudantes da rede pública de ensino do DF a oportunidade de vivência internacional. A primeira edição teve como destino o Reino Unido, onde os alunos selecionados foram direcionados para diferentes colleges na Inglaterra, País de Gales e Escócia. A partir do próximo ano, o número de vagas do programa será ampliado. A previsão é que o Pontes para o Mundo também seja expandido para outros países como Japão, Alemanha e Espanha. Além disso, para transformar a iniciativa em um programa permanente, a Secretaria de Educação (SEEDF) encaminhará um projeto de lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).    *Com informações da Secretaria de Educação

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Aprendizados e tecnologia para matar a saudade: família fala sobre experiências do Pontes para o Mundo

Da sala de casa, no bairro Vila Nova, em São Sebastião, dona Marly Alves abre diariamente o celular para fazer uma chamada de vídeo com as cidades de Cambridge e de Chester, na Inglaterra. A tecnologia, é claro, é que tem possibilitado essa conexão em tempo real com qualquer parte do planeta. Mas o fato de ter contatos do outro lado do Atlântico só foi possível pelo programa Pontes para o Mundo, do Governo do Distrito Federal (GDF), que enviou as duas filhas gêmeas de Marly para o Reino Unido. "A gente liga todo dia. O horário é difícil, porque elas estudam o dia todo e, quando elas chegam, eu estou no trabalho. Mas dá para falar um pouquinho na hora que eu chego, que já é hora delas dormirem", conta a educadora social, que nunca havia passado tanto tempo longe das filhas: "Elas fazem vôlei em um time aqui de São Sebastião e uma vez ficaram cinco dias em Minas, eu quase morri. Agora são três meses, meu Deus do céu." Do lado de lá, a saudade também é presença marcante. Mas, além da tecnologia, o aprendizado constante ajuda a amenizar a distância. "Sinto falta, mas é bom para a gente crescer e para aprender mais coisas", resume Lara Alencar, 16 anos. "Me tornei uma pessoa muito mais independente. Eu nunca saía de casa sozinha, estava sempre acompanhada, seja pela Lara, seja pela minha mãe ou meu pai. Agora, isso não é mais um problema para mim", emenda Larissa Alencar. Marly Alves fala diariamente com as filhas gêmeas, Lara e Larissa, que estão na Ingleterra pelo programa Pontes para o Mundo, do Governo do Distrito Federal (GDF) | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O objetivo do Pontes para o Mundo é exatamente proporcionar todo tipo de conhecimento — tanto aqueles obtidos na escola quanto as lições que os alunos aprendem ao morarem sozinhos em um país novo. Graças ao programa, 102 estudantes estão tendo a oportunidade de viver essa imersão, que vai durar três meses, com tudo pago. E haja coisa para conhecer. Ambas se impressionaram com as diferenças culturais — os brasileiros, afirmam, são mais "calorosos". Lara destaca a arquitetura de Chester: "A primeira coisa que fiz foi ir ao centro, ver a cidade toda. É muito diferente". Também tem gostado da vivência em inglês. "É melhor aprender aqui, porque fala toda hora, não tem como não aprender." Já Larissa percebeu uma diferença na iluminação de Cambridge. "As ruas são mais escuras. As luzes não são tão vibrantes quanto no Brasil, eles focam mais em um ponto fixo na rua e acaba não iluminando tanto", descreve. E relata estar na expectativa para ver a neve pela primeira vez: "A previsão diz que vai nevar semana que vem. Estou torcendo". Perto do fim da experiência — as formaturas estão marcadas para a próxima semana —, as gêmeas fazem coro ao avaliarem o impacto positivo do programa. "Acho que superou minhas expectativas. Eu vim para cá com muito medo e, quando cheguei, percebi que era melhor do que estava esperando. Gostei muito, de verdade. Voltaria todo ano se pudesse", aponta Lara. "Gosto muito da cidade, gosto muito das pessoas, das amizades que fiz, são pessoas que quero levar para o resto da vida. Os professores são ótimos, eles têm o cuidado de nos incluir nas coisas e eu adoro isso. Se pudesse, queria ter a experiência de fazer outros intercâmbios futuramente. E quero que outras pessoas tenham essa oportunidade, porque eu acho que é ótimo, você cresce como pessoa", completa Larissa. Por aqui, dona Marly projeta um futuro promissor para as filhas. "Para o crescimento delas, vai ser muito bom. Elas já são umas meninas espertas, já fazem inglês, mas, agora, aprendendo lá, vão chegar falando tudo. Vai ser bem melhor para entrar no mercado de trabalho, pelo inglês e por uma experiência dessa", ressalta. A mãe também já tem tudo pronto para a hora da volta, marcada para 4 de dezembro. "Reformamos a casa para ver se o tempo passava e eu não sentia tanta falta. Agora que está perto parece que está demorando mais. Estou naquela contagem regressiva. Elas dizem que querem que eu faça comida. Eu falo: 'Como vou fazer comida e buscar vocês [no aeroporto]?'. Mas eu vou preparar uma jantinha, sim", arremata, aos risos. Vivência Instituído em maio pela Secretaria de Educação, o Pontes para o Mundo tem o objetivo de proporcionar vivências acadêmicas, culturais e de inovação em instituições de ensino do Reino Unido. Ter boas notas na escola e falar outro idioma estão entre os pré-requisitos para participar do programa. Durante a estadia, os estudantes ficam em escolas parceiras, com rotina definida conforme o calendário local e atividades que vão além da sala de aula, como visitas técnicas e culturais e encontros com orientadores. A partir do próximo ano, o Pontes deve contar com mais vagas — um total de 400 —, além da expansão para outros países, como Japão, Alemanha e Espanha. A novidade foi anunciada pelo governador Ibaneis Rocha, que indicou ainda o envio de um projeto de lei para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para transformar a iniciativa em um programa permanente. Segundo o chefe do Executivo, o projeto é uma das inúmeras iniciativas deste GDF em prol de uma educação de qualidade.

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Estudante de Ceilândia cruza fronteiras para estudar no exterior pelo Programa Pontes para o Mundo

Um sonho que saiu do papel. Aos 17 anos, Letícia Joana Alves, aluna do Centro de Ensino Médio (CEM) 02 de Ceilândia, realizou a primeira viagem internacional antes mesmo de concluir o ensino médio. Ela foi uma das selecionadas do Pontes para o Mundo, programa da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) que oferece intercâmbio gratuito a estudantes da rede pública. Selecionada pelo programa Pontes para o Mundo, Letícia Joana vive o sonho de aperfeiçoar o inglês no País de Gales | Foto: Divulgação/SEEDF Na véspera do embarque, em 2 de setembro, Letícia mal conseguia dormir. Observava o movimento da rua em frente à casa onde mora, tentando assimilar o que estava prestes a viver. No dia seguinte, deixaria o país para vivenciar uma experiência de três meses no Reino Unido, destino que parecia distante para quem tinha o sonho, mas não os recursos financeiros. “Tudo aconteceu muito rápido. Eu estava sentada na calçada de casa, pensando no meu futuro, e no dia seguinte, embarcando para fora do país”, lembra a estudante. “Aqui no Reino Unido, os alunos têm muita autonomia. Eles tomam decisões, resolvem tudo sozinhos. No Brasil, a gente ainda não tem isso tão forte, mas o potencial é o mesmo”. [LEIA_TAMBEM]A comparação entre os dois mundos fez Letícia perceber o talento presente nas escolas públicas brasileiras e como a desigualdade limita sonhos. “Eu tive amigos com muito potencial, mas que precisaram deixar a escola para trabalhar. Se a gente tivesse a estrutura que tem aqui, de lá sairiam gênios, eu não tenho dúvida. O que me deixa mais feliz é saber que estão investindo na educação pública, e estar aqui, vivendo essa experiência, é a prova viva disso”, declarou. Inspiração de família O olhar maduro de Letícia vem de quem carrega uma história marcada por esforço e inspiração familiar. “Minha irmã faz Nutrição na UnB. Ela entrou pelo PAS, e foi com ela que aprendi o valor do estudo. Meus pais sempre disseram que é a única forma de mudar nossa realidade”, conta. A mãe, a promotora de vendas Marcilene de Lima, enfrentou dores e dificuldades sem deixar de ser exemplo. “Teve uma vez que ela machucou o braço e, mesmo com o atestado, a empresa não a deixou faltar. Ela trabalhou sentindo dor. E me disse: ‘Pra ter uma vida diferente, você tem que estudar’. Isso ficou na minha cabeça”, observa Letícia. Marcilene fala com emoção sobre a trajetória da filha e o orgulho que sente por suas conquistas: “A Letícia sempre foi uma criança muito falante, esperta e curiosa. Desde pequena, sempre se destacou nos estudos, sempre foi muito aplicada. Nossa família é composta por cinco pessoas: eu, meu esposo Jaílson Alves, que é pintor de automóvel, e três filhas. E nós cinco somos muito unidos. Em tudo o que acontece na nossa família, a gente está junto, um dando força para o outro”. A família da estudante: o pai, Jaílson Alves; as irmãs Lívia Michelle e Laura Miriam; a mãe, Marcilene de Lima; e Letícia | Foto: Arquivo pessoal Com a filha vivendo um novo capítulo longe de casa, Marcilene conta que o sentimento é de saudade, mas também de alegria e orgulho. “A gente conversa todos os dias. Está sendo difícil, porque nunca tínhamos nos separado, mas é uma coisa muito boa para ela, um futuro brilhante. É o que ela sempre quis, e a gente sempre deu força. Claro que tem dia que a saudade bate, mas estamos felizes por ela ter conseguido chegar onde chegou.” A estudante falou também sobre as lembranças de Ceilândia e as descobertas no Reino Unido. “Tudo que estou vivendo aqui está me mostrando que a vida pode ser melhor, mas também me dá mais vontade de ajudar a mudar a minha realidade, a realidade da minha família e até da minha cidade”, conta Letícia. “Eu amo a minha cultura. O jeito do brasileiro é único, a empatia, o calor humano, a força”. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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Aluno da rede pública do DF leva paixão pela arte para o Reino Unido

Apaixonado por música e teatro musical, o brasiliense Hugo Teixeira Gaudino, de 17 anos, foi um dos 102 alunos selecionados para o programa de intercâmbio da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), o Pontes para o Mundo. Morador do Riacho Fundo e estudante do Centro de Ensino Médio (CEM) Elefante Branco, na Asa Sul, ele agora vive em Royal Leamington Spa, no Reino Unido, onde concilia a rotina escolar com a descoberta de uma nova cultura. O intercambista Hugo Teixeira encantou-se com o espaço do college Royal Leamington: “Eu não sabia que havia um setor de moda aqui” | Foto: Jotta Casttro/SEEDF Hugo conta que, desde a infância, sempre esteve cercado de referências culturais em casa, o que facilitou a sua aprendizagem na escola e no inglês. “Sempre gostei de arte, de escutar música e de ir a peças teatrais. Acho que tive muito contato com o inglês nessa parte da arte mesmo, o que facilitou muito o meu aprendizado”, lembra o estudante. A música, aliás, entrou cedo na vida de Hugo. “Eu escutava música celta com a minha mãe, e isso foi me marcando. Acho que não teria passado nesse programa sem essa ligação com o teatro musical e com a arte”, relembra. Entre os favoritos, estão clássicos como Os Miseráveis e o recente Scarlett Pimpernel. Mas o gosto é variado: “Sou muito eclético, ouço de Joelma a heavy metal, pagode ou música pop, sem nenhum problema”. [LEIA_TAMBEM]Em Royal Leamington Spa, cidade inglesa onde está hospedado, Hugo já percebeu as diferenças culturais. “No Brasil, as pessoas são mais acaloradas. Aqui, são muito reservadas. Fui a um festival de comida e, mesmo em um grupo enorme, todos falavam baixo. Ainda estou me adaptando, mas estou animado para conhecer novas pessoas”, relata. O estudante encantou-se também com o espaço do college no qual vai estudar por três meses. “Eu não sabia que havia um setor de moda aqui. Fiquei encantado com as peças que os alunos criaram. Elas são fantásticas, e quero muito participar disso”, revela. Para o coordenador do programa Pontes para o Mundo, David Nogueira, a vivência no Reino Unido é um divisor de águas para os estudantes. “Estamos em Royal Leamington Spa, em uma instituição com cinco campi, que une educação profissional e superior. Os alunos têm acesso a oficinas, laboratórios e a uma estrutura de ponta. Eles estão muito empolgados, e temos certeza de que será uma oportunidade de crescimento e aprendizado para todos”, afirma. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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Intercambistas do DF aprendem sobre energia renovável no País de Gales

Localizado em uma região rural de Haverfordwest, no País de Gales, o Pembrokeshire College é referência em sustentabilidade. A instituição incorpora o uso de energia renovável no cotidiano das aulas e prepara os alunos para atuar em um mundo cada vez mais comprometido com a preservação ambiental. O colégio oferece cursos técnicos e formação prática em áreas como engenharia, ciências, negócios, tecnologia e projetos voltados à indústria energética. É nesse cenário que alguns dos estudantes participantes do Pontes para o Mundo, programa de intercâmbio da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), desenvolvem seus estudos. Alunos do Pembrokeshire College receberam a visita do secretário-executivo da SEEDF, Isaias Aparecido, e da equipe da pasta no início do intercâmbio | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF Entre as iniciativas modernas, destaca-se o Energy Transition Skills Hub, inaugurado recentemente com o apoio da Shell UK. O espaço oferece cursos de capacitação em energia eólica, solar, das ondas e em hidrogênio. A meta é formar cerca de 600 alunos até 2026, atendendo à crescente demanda das indústrias de energia renovável na região oeste do País de Gales. [LEIA_TAMBEM]“O que mais me chama a atenção é que não aprendemos só teoria. A escola tem salas de informática modernas, com equipamentos e programas avançados. Além disso, já prepara os alunos para trabalhar em áreas que ainda vão chegar, como a energia gerada pelas ondas do mar. Eles estão prontos para quando essas oportunidades aparecerem”, explica Valter Mello, 17 anos, aluno do Pontes para o Mundo no Pembrokeshire College. Na casa onde está hospedado, Valter percebeu que a preocupação com o meio ambiente vai além da escola. “Minha host mother, Aureol Lauman, faz compostagem, separa o lixo reciclável e usa painéis solares. O governo também oferece incentivos para quem recicla. Isso tudo acaba fazendo parte da rotina”, contou. O estudante também relatou sua rotina de estudos no país. “Estou cursando Ciência da Computação e Política, uma combinação que ajuda a entender tanto a parte técnica quanto o impacto social das tecnologias verdes. É tudo muito novo e ao mesmo tempo comum, pois são áreas que já tenho um pouco de afinidade”, concluiu. Na casa onde está hospedado, o estudante Valter Mello percebeu que a preocupação com o meio ambiente vai além do colégio Acompanhamento No início de setembro, o secretário-executivo da SEEDF, Isaias Aparecido, acompanhado da equipe técnica da pasta, visitou a unidade. "É fundamental que os alunos do Pontes para o Mundo tenham acesso a ambientes inovadores como este, onde a educação caminha lado a lado com as práticas sustentáveis e prepara cidadãos capazes de pensar soluções reais para os desafios do futuro”, afirmou. Para o coordenador do programa, David Nogueira, a experiência no exterior vai muito além do aprendizado acadêmico. “O programa conecta esses estudantes a novas oportunidades e mostra de perto como funciona uma educação voltada para o futuro. Em Pembrokeshire, eles têm acesso a projetos como o Destination Renewables e ao Skills Hub, que ensina sobre sistemas de energia renovável. É incrível ver como isso desperta novas ideias e motivações”, afirma o docente, que acompanha os estudantes no Reino Unido. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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No País de Gales, intercambistas do Pontes para o Mundo estabelecem rotina de estudos para o PAS

Uma semana depois de chegarem ao Reino Unido e conhecerem os colégios britânicos onde estudarão pelos próximos três meses, os alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal do programa Pontes para o Mundo, agora, estabelecem uma rotina de estudos para conciliar a vivência internacional e a preparação para o Programa de Avaliação Seriada (PAS). No Pembrokeshire College, no País de Gales, os alunos contam com salas modernas, bibliotecas e computadores disponíveis para os períodos de estudo. Além disso, os estudantes receberam acesso gratuito ao Guia do PAS, material didático disponibilizado pela Universidade de Brasília (UnB). A prova, antes prevista para 7 de dezembro, foi adiada para o dia 14.  Os alunos contam com salas modernas, bibliotecas e computadores disponíveis para os períodos de estudo | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF Segundo o secretário-executivo da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), Isaias Aparecido, a parceria com a UnB foi um passo importante e mostra o reconhecimento do impacto do projeto. “A UnB se sensibilizou com a magnitude do programa e compreendeu que apoiar esses jovens é investir no futuro do Distrito Federal. Com os simulados, conseguimos comparar o desempenho deles com estudantes de escolas públicas e particulares do DF, ampliando as oportunidades de preparação", afirma. Igor dos Santos, 17 anos, estuda no Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit), e conta como vem se preparando no Pembrokeshire College para a segunda etapa da prova. “Eu já estava estudando bastante no Brasil e, quando soube que viria para o Reino Unido, fiquei feliz em saber que a SEEDF estava disponibilizando a plataforma do Guia do PAS e as apostilas para a gente ter um estudo ainda melhor. Agora já tenho uma rotina de estudos aqui, pois chego em casa, dou uma olhada nos livros. É tudo gratuito e personalizado, com mentoria, simplesmente incrível", contou. Igor dos Santos se dedica todos os dias para a segunda etapa do PAS desde o Brasil [LEIA_TAMBEM] Paridade Já na cidade de Neath, no NPTC Group of Colleges, a aluna Giovanna Rosa Borba, 17 anos, explica que conciliar o intercâmbio com os estudos para o PAS tem sido uma experiência única. “Mesmo estando fora, sinto que tenho tudo de que preciso ao meu alcance. O Guia do PAS tornou essa experiência perfeita para mim e para todos os alunos do programa”, indicou. Isaias Aparecido destacou a importância de garantir igualdade de condições para os intercambistas: “É essencial assegurar que esses alunos tenham condições justas no PAS e possam ingressar na universidade”. Para a professora Helena Regina Cavalcanti, que acompanha os alunos durante os primeiros dias de intercâmbio, o apoio da universidade foi fundamental. “Primeiro, gostaria de esclarecer que essa alteração no calendário garante que nossos estudantes possam chegar, descansar e ter uma semana a mais de preparação", comentou. *Com informações da Secretaria de Educação  

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