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Obras da UPA do Guará entram em nova fase após conclusão da estrutura

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. As obras da nova unidade de pronto atendimento (UPA) do Guará entram em uma nova etapa após a conclusão de toda a estrutura da edificação. Os trabalhos agora se concentram na alvenaria, nas instalações hidráulicas e sanitárias e na drenagem pluvial. A unidade, que integra o plano de ampliação da rede pública de urgência e emergência do Distrito Federal, terá 65 leitos, sendo 33 destinados ao público adulto e 32 ao atendimento infantil. Na terça-feira (7/7), a governadora Celina Leão vistoriou o andamento das obras. A governadora Celina Leão visita as obras da nova unidade, que vai funcionar 24 horas por dia: “Com isso, será possível desafogar outras unidades de saúde e oferecer um atendimento de mais qualidade à população” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília  “Será uma UPA com atendimento 24 horas por dia, uma das maiores do Distrito Federal, com mais de 2,6 mil metros quadrados de área construída”, detalhou a governadora. “Teremos atendimento de pediatria, e será um equipamento fundamental para atender a região central do DF, beneficiando também moradores do Guará, Estrutural, Núcleo Bandeirante e Riacho Fundo. Com isso, será possível desafogar outras unidades de saúde e oferecer um atendimento de mais qualidade à população. Ao todo, são sete UPAs em construção pelo Iges-DF [Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal].” A construção da UPA do Guará conta com investimento de R$ 17,23 milhões. Os recursos para a execução da obra são do Governo do Distrito Federal (GDF) e foram repassados ao IgesDF por meio de termo aditivo ao contrato de gestão firmado com a Secretaria de Saúde (SES-DF). Reforço da rede Juracy Lacerda, secretário de Saúde, ressalta a dimensão da nova UPA: “Pelo porte da estrutura, é praticamente um hospital. Em breve, toda a população do Guará e das cidades vizinhas será beneficiada”  O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, ressaltou a localização estratégica da nova unidade e a importância do reforço da rede de urgência e emergência na região: “Estamos falando de uma UPA muito bem-localizada, em frente a uma estação do metrô e próxima ao Hospital do Guará. A unidade terá mais de 60 leitos, sendo 32 destinados à pediatria, uma demanda importante da região. Pelo porte da estrutura, é praticamente um hospital. Em breve, toda a população do Guará e das cidades vizinhas será beneficiada”. O secretário também lembrou que a nova UPA faz parte do planejamento do GDF para equilibrar a demanda entre as unidades. “Estamos reforçando a Atenção Secundária, ao mesmo tempo em que investimos no fortalecimento da Atenção Primária”, afirmou. “Com uma Atenção Básica mais resolutiva, conseguimos reduzir a procura por casos de menor complexidade nas UPAs. A abertura de novas unidades também ajuda a distribuir melhor os atendimentos e a tornar a rede mais equilibrada”. Além da conclusão da estrutura da nova UPA, a alvenaria do pavimento superior também foi finalizada, e o espaço está pronto para receber a cobertura. “Agora os trabalhos se concentram nas instalações elétricas e hidrossanitárias, no reboco, na instalação das esquadrias e, na sequência, nos acabamentos”, explica o gerente de obras do Iges-DF, Matheus Meira. A estrutura contará com recepção, classificação de risco, consultórios médicos, salas de medicação, observação adulto e pediátrica, sala de emergência, sala de sutura, sala de inaloterapia, sala de gesso, leitos de observação, laboratório de análises clínicas, setor de diagnóstico por imagem, farmácia, áreas administrativas e de apoio, além de toda a infraestrutura necessária para garantir atendimento humanizado, seguro e de qualidade aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Após a conclusão das etapas construtivas, será a vez da instalação dos equipamentos médico-hospitalares e do mobiliário, da aplicação dos testes operacionais, da obtenção das licenças necessárias e dos preparativos finais para o início das atividades assistenciais. 

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Evento no DF discute Teste do Pezinho e doenças raras

O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) realizou, na última quinta-feira (25), o simpósio "Do Teste do Pezinho ao Cuidado Especializado". O evento reuniu profissionais, estudantes e especialistas em pediatria para debater a integração dos níveis de atenção no Sistema Único de Saúde (SUS) e a garantia de direitos de pacientes com condições crônicas, raras e complexas.  Simulação do teste do pezinho feita durante oficina prática no início do evento | Fotos: Maria Clara Oliveira/HCB "Em Brasília, temos o privilégio de ter um Programa de Triagem Neonatal que consegue detectar mais de 60 doenças raras logo ao nascimento. Isso faz toda a diferença, pois as crianças são encaminhadas ao tratamento especializado o mais precocemente possível" Valdenize Tiziani, diretora-executiva do HCB  A abertura oficial foi conduzida pela diretora-executiva do HCB, Valdenize Tiziani, dando início a um dia de intensa imersão científica sobre a jornada do "paciente raro". Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças raras são aquelas que afetam até 65 indivíduos a cada 100 mil pessoas.  "Em Brasília, temos o privilégio de ter um Programa de Triagem Neonatal que consegue detectar mais de 60 doenças raras logo ao nascimento. Isso faz toda a diferença, pois as crianças são encaminhadas ao tratamento especializado o mais precocemente possível", explicou Tiziani. Ela ressaltou, ainda, que a suspeita precoce na triagem, a celeridade dos testes confirmatórios e a inclusão imediata nos programas de assistência são a chave para a qualidade de vida desse indivíduo. O papel da enfermagem navegadora no diagnóstico precoce A primeira mesa-redonda do evento discutiu como o fluxo correto de atendimento transforma o prognóstico de cura, habilitação e reabilitação do paciente pediátrico. O painel destacou o protagonismo da equipe de enfermagem na unidade — essencial para acolher a família e coordenar o cuidado centrado no paciente.  Alice Santana com a filha Mirela Santana, de seis meses: "Cinco dias após o diagnóstico, ela já estava recebendo a medicação. O teste do pezinho salva vidas" Mirela Santana, de apenas seis meses, ilustra a importância desse fluxo. Sua mãe, Alice Santana, realizou o teste do pezinho como parte da rotina habitual de um recém-nascido. Poucos dias depois, recebeu um chamado do Hospital de Apoio de Brasília (HAB) para uma consulta de emergência com um médico geneticista. De lá, Mirela foi imediatamente encaminhada ao HCB para testes confirmatórios de atrofia muscular espinhal (AME), uma doença genética, rara e degenerativa que afeta os neurônios motores da medula espinhal. Ao chegar ao HCB, a bebê foi acolhida por uma equipe multidisciplinar: enfermeira referência, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e neuropediatra. Prontamente, a equipe assistencial acionou o Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf, mais conhecida como Farmácia de Alto Custo) e o Ministério da Saúde para incorporar a paciente no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da AME, habilitando-a para a terapia gênica. "Se não fosse pela proatividade deles, tudo não teria acontecido tão rápido. Cinco dias após o diagnóstico, ela já estava recebendo a medicação. Minha filha tosse e chora bem, como vocês podem notar, e ela poderia já não ter essa força pulmonar que tem hoje se houvesse demora. O teste do pezinho salva vidas", relatou a mãe.  A diretora executiva do HCB, Valdenize Tiziani: suspeita precoce na triagem, celeridade dos testes e inclusão imediata nos programas de assistência são a chave para a qualidade de vida de pacientes Conhecimento técnico e abordagem multidisciplinar no SUS O simpósio abordou os principais eixos que integram o Programa de Triagem Neonatal do Distrito Federal, incluindo estrutura laboratorial, alta complexidade e gestão em saúde. O médico hematologista pediátrico do HCB, Alexandre Antunes, abordou o manejo da doença falciforme.  "Quando os sintomas clínicos se tornam evidentes, a doença já está instalada e há perda neuronal irreversível. A triagem precoce é o nosso maior trunfo" Janaína Monteiro, coordenadora de Neurologia do HCB  Incluída nacionalmente no teste do pezinho em 2001, a condição apresentava, antes disso, uma taxa de mortalidade de até 25% em crianças menores de cinco anos por complicações. “Atualmente, com a triagem e a integração da rede de saúde, incluímos esses pacientes em programas de terapia precoce, transplantes ou mesmo terapia gênica", explicou Antunes. Complementando o painel, o coordenador do Laboratório de Pesquisa Translacional (LPT), Ricardo Camargo, debateu os avanços em hemoglobinopatias, que são um grupo de doenças genéticas que afetam a estrutura ou a produção da hemoglobina, proteína responsável pelo transporte do oxigênio no sangue. O especialista indicou a diversidade genética da população brasileira como um desafio e campo rico para a pesquisa epidemiológica. A coordenadora de Pneumologia do HCB, Luciana Monte, detalhou o cuidado na Fibrose Cística, desde a identificação até a transição para o serviço adulto. Ela destacou que todos os pacientes do HCB passam por sequenciamento genético para avaliar a elegibilidade à terapia modular, que corrige a proteína defeituosa causadora da doença. Conforme dados epidemiológicos apresentados pela especialista do Registro Brasileiro de Fibrose Cística (2023), a média de idade dos pacientes diagnosticados e incluídos em seguimento no país é de 15 anos, sendo que cerca de 70% da população afetada tem menos de 18 anos. Luciana Monte, coordenadora da Pneumologia do HCB, detalhou o cuidado na Fibrose Cística, desde a identificação até a transição para o serviço adulto No período da tarde, os debates focaram em imunodeficiências primárias, como a Síndrome da Imunodeficiência Combinada Grave (Scid). A médica alergista e imunologista Flaviane Siqueira ressaltou a necessidade de aliar tecnologia e humanização: “A triagem neonatal não é só colher a gotinha de sangue; precisamos de estrutura para acolher a família. Temos a oportunidade de fazer esse ecossistema funcionar do começo ao fim aqui no hospital”.  [LEIA_TAMBEM] A coordenadora de Neurologia do HCB, Janaína Monteiro, finalizou o bloco reforçando o panorama da AME no SUS: "Quando os sintomas clínicos se tornam evidentes, a doença já está instalada e há perda neuronal irreversível. A triagem precoce é o nosso maior trunfo." Além do referencial teórico, o simpósio promoveu o desenvolvimento de competências técnicas cruciais para a rede de saúde do DF. Foi realizada a oficina prática "Coleta do Teste do Pezinho: teoria, demonstração e simulação guiada", conduzida por Samara Paiva, enfermeira e residente de Neonatologia da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). A atividade demonstrou todas as etapas críticas: coleta adequada, distribuição e rastreio das amostras. A meta trabalhada pela rede é garantir que todo o processo de coleta e análise laboratorial seja concluído em até 20 dias, assegurando o tempo de resposta ideal para o início do tratamento. Ao integrar assistência, ensino e pesquisa, o Hospital da Criança de Brasília consolida um modelo de cuidado baseado no diagnóstico precoce e na humanização, pilares essenciais para transformar a jornada de famílias que convivem com o inesperado de uma doença rara.    *Com informações do HCB

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Oficina no Hospital Regional de Ceilândia ensina cuidados com recém-nascidos

Com o objetivo de transformar aprendizado teórico em experiência prática, o Hospital Regional de Ceilândia (HRC) promove, todo terceiro sábado do mês, uma oficina de cuidados com bebês recém-nascidos. A iniciativa prepara, de forma didática, futuras mães, pais e acompanhantes para os primeiros dias de vida do bebê. Oficina no HRC transforma o aprendizado teórico em experiência prática e acolhedora para futuras mães e acompanhantes | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde Conduzida por enfermeiros e residentes do Programa Multiprofissional em Neonatologia e Enfermagem Obstétrica da Secretaria de Saúde (SES-DF), a oficina aborda desde a importância de um pré-natal bem assistido até os detalhes que envolvem a chegada da criança. Durante o encontro, são transmitidas orientações essenciais sobre banho, troca de fraldas adequada, vacinação e cuidados específicos com o coto umbilical. “O objetivo é aproximar a comunidade do hospital e também aperfeiçoar o cuidado dessa criança que está sendo gerada, que futuramente será um usuário da nossa unidade” Raquel Diógenes, enfermeira obstetra “O objetivo é aproximar a comunidade do hospital e também aperfeiçoar o cuidado dessa criança que está sendo gerada, que futuramente será um usuário da nossa unidade”, explica a enfermeira obstetra e tutora da residência, Raquel Diógenes, idealizadora da atividade no Centro Obstétrico do HRC. Simulação realística O diferencial da oficina é a metodologia de simulação realística. Sob a supervisão de preceptores e residentes, os participantes são convidados a praticar os cuidados aprendidos utilizando bonecos que simulam recém-nascidos. “Orientamos como são realizados os cuidados na prática. As famílias participam ativamente, o que ajuda a sanar dúvidas muito comuns, especialmente entre as mães de primeira viagem”, destaca a enfermeira residente Larissa Pinheiro, que ministrou o curso. Conduzida por enfermeiros e residentes do HRC, oficina aborda a importância de um pré-natal bem assistido e detalhes da chegada do bebê O convite para a oficina não se restringe apenas às gestantes. O programa incentiva a presença dos pais e de toda a rede de apoio — avós, tios e amigos que terão contato direto com o bebê. Como forma de incentivo e suporte, os participantes recebem também brindes oferecidos por parceiros da rede, como kits de roupinhas, mantas e acessórios de higiene. Oficinas de cuidados com o recém-nascido Quando: todo terceiro sábado do mês Horário: 9h às 12h Local: auditório da Pediatria do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Cuidados na hora de o bebê dormir podem evitar a síndrome da morte súbita

Colocar o bebê para dormir com a barriga para cima até o primeiro ano de vida: essa é uma das medidas de prevenção à síndrome da morte súbita infantil (SMSI), caracterizada pela morte abrupta de crianças menores de 1 ano sem causa definida, durante o sono. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2024, 119 bebês morreram em decorrência da doença no Brasil. No Distrito Federal, no mesmo ano, foram registradas duas mortes. “O risco maior é até os seis meses de idade. Alguns cuidados diminuem essa ocorrência, como a posição segura para o sono, a utilização de colchão firme e plano, com lençol preso e sem travesseiro, pelúcias ou protetor de berço. A orientação é nunca colocar o bebê de bruços ou de lado para dormir, utilizar o saco de dormir em vez de cobertor a fim de evitar o sufocamento e o risco de superaquecimento. Caso seja prematuro, é indicado, ainda, fazer um rolinho preso ao colchão que fique ao redor do bebê”, explica a médica neonatologista e pediatra do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Marta Rocha. Uma lei de 2025 determina que os pais sejam orientados com relação à síndrome da morte súbita infantil ao sair da maternidade | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Orientação profissional Após a alta hospitalar, os pais devem deixar os hospitais e maternidades com as demonstrações e orientações profissionais sobre o posicionamento correto para dormir e de como organizar o ambiente de sono da criança. A prática é determinada pela Lei 7.722, de 14 de julho de 2025 e já é realidade nas unidades hospitalares do DF.  A dona de casa Jessica Kelly dos Santos, 29 anos, moradora da Estrutural, recebeu todo o apoio da equipe do Hmib, após o nascimento da filha Vitória, que nasceu prematura de seis meses.  [LEIA_TAMBEM]“Foi tudo muito bem explicado. Mostraram na prática como devemos proceder. Acho muito importante sair daqui com tudo esclarecido. Me sinto ainda mais segura para cuidar dela e garantir mais proteção”, afirmou. A filha ainda não recebeu alta, por conta da prematuridade, mas a mãe já está preparada para quando estiverem em casa.  Todo cuidado é pouco Outro cuidado necessário é com a chamada cama compartilhada, devido ao potencial de obstruir as vias aéreas do bebê. Isso porque os cuidadores podem acidentalmente rolar sobre o filho enquanto dormem, além do risco do bebê ficar preso na roupa de cama. A recomendação é de que o bebê durma no quarto dos pais, próximo à cama deles, mas em sua própria superfície, como berço ou moisés.  *Com informações da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF)

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Dia do Rim alerta para importância de exames de rotina no cuidado com a saúde

A segunda quinta-feira do mês de março é considerada, no calendário da saúde, o Dia Mundial do Rim. A data chama a atenção para cuidados com o sistema urinário e para a importância da dosagem de creatinina, exame que auxilia no diagnóstico de doença renal crônica. O Ministério da Saúde define doenças renais crônicas como “alterações heterogêneas que afetam tanto a estrutura quanto a função renal, com múltiplas causas e múltiplos fatores de risco”.  A pequena Maria Clara de Oliveira, de Tocantins, faz acompanhamento quinzenal com pediatras do Hospital da Criança | Foto: Divulgação/HCB    “O valor que vemos no exame não pode ser interpretado de forma isolada” Kallyne Morato, nefrologista do HCB Atualmente, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) acompanha mais de 60 crianças e adolescentes com esse diagnóstico, oferecendo acompanhamento ambulatorial e internação, bem como terapia renal substitutiva (hemodiálise e diálise peritoneal), quando necessária. Apesar de se voltar aos pacientes já diagnosticados com a doença, o HCB alerta para a necessidade de atenção aos exames de todas as crianças. Presente nos músculos, a creatinina é uma proteína filtrada pelos rins; quando eles apresentam problemas de funcionamento, a concentração dessa proteína na corrente sanguínea se eleva — alteração percebida na dosagem de creatinina. A coordenadora de nefrologia pediátrica do HCB, Kallyne Morato, explica que o resultado do exame não deve causar pânico, mas dar início à investigação clínica. Exames “O valor que vemos no exame não pode ser interpretado de forma isolada”, afirma. “Há outros valores que utilizamos para fazer o cálculo da função renal, mas é lógico que, quanto mais elevado, maior a chance de a função estar, de fato, reduzida.”  A médica lembra a importância de que tanto crianças quanto adultos façam a dosagem de creatinina anualmente. “Ela é superfácil de ser realizada, porque conseguimos, em um exame simples de sangue, ver se está alterada e ter esse alerta para fazer a investigação”, orienta. [LEIA_TAMBEM]Para garantir que as crianças façam a dosagem regularmente, é importante manter o acompanhamento com o pediatra na Atenção Primária à Saúde (APS). O encaminhamento ao HCB, unidade terciária da rede pública do DF, é feito por meio de regulação. Além disso, a equipe do hospital recomenda a adoção de hábitos de vida saudáveis: alimentação infantil equilibrada e com baixo consumo de produtos industrializados. Outra recomendação é reduzir o tempo de telas, incentivando a prática de atividade física. “A criança não vai fazer musculação, mas ela vai brincar, andar de bicicleta”, ilustra Kallyne. Beber água também é importante, mas a quantidade ideal varia de acordo com a criança. Segundo a médica do HCB, essa orientação é passada aos pais durante as consultas de rotina com o pediatra. “É importante manter o seguimento, avaliando o crescimento, desenvolvimento e alimentação da criança”, explica. Acompanhamento Foi durante uma consulta que Lauren Santos, 6 anos, descobriu a doença renal crônica e passou a ser acompanhada rotineiramente por um pediatra. “Eu acho que, se não fosse pelos exames, eu teria perdido minha filha, porque eu nem sabia que uma criança podia ser diagnosticada com doença renal crônica”, relata a mãe da menina, Eva Caroline Santos. Com o diagnóstico, as duas foram encaminhadas ao Hospital da Criança de Brasília, onde Lauren passou por sessões regulares de hemodiálise. O quadro mudou em abril de 2025, quando ela passou por um transplante de rim. Após esse procedimento, mãe e filha puderam voltar ao Tocantins, seu estado de origem. Hoje, elas comparecem ao HCB a cada 15 dias, para que Lauren passe por consultas, exames e receba medicação. “Ela está superbem”, comemora Eva. “A equipe já está avaliando para aumentar o tempo entre as consultas de acompanhamento”.   *Com informações do Hospital da Criança de Brasília José de Alencar  

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Rede pública vai receber 41 novos pediatras para fortalecer assistência infantil no DF

Em meio à sazonalidade das doenças respiratórias no DF, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) reforçou a linha de frente do atendimento infantil. Nesta terça-feira (3), 22 novos pediatras passam a integrar as equipes das unidades com assistência pediátrica da rede, ampliando a capacidade de resposta a essa fase de maior demanda, que tradicionalmente ocorre entre março e julho. Além do Hospital Regional de Santa Maria, várias unidades de pronto atendimento terão novos pediatras em seus quadros | Foto: Arquivo/Agência Brasília Outros 19 profissionais também foram aprovados e estão na fase de entrega de documentação. Os 41 pediatras vão atuar nas unidades de pronto atendimento (UPAs) e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), que concentram parte significativa da demanda pediátrica da rede. Recém-contratada, a médica Karolina Moura celebra a nova etapa profissional. É a primeira experiência dela sob regime CLT. Vinda do Mato Grosso, escolheu o Distrito Federal para atuar no HRSM. “Estou muito feliz e motivada para contribuir com a equipe e com o atendimento às crianças”, afirma. “Não se trata apenas de admitir profissionais, mas de planejar com antecedência, analisar indicadores epidemiológicos, mapear o histórico de atendimentos e estruturar processos seletivos alinhados às necessidades assistenciais das unidades hospitalares e das UPAs” Elaine Silvestre, superintendente de Pessoas do IgesDF Já Ediana Pantoja trilhou um caminho diferente. Concursada como enfermeira na Secretaria de Saúde (SES-DF), ela foi aprovada no processo seletivo para pediatra no Instituto e agora inicia a atuação na UPA de São Sebastião. “É a realização de um projeto profissional; tenho boas expectativas para esse novo desafio”, destaca. Planejamento e integração Antes do início dos plantões, os profissionais passam por integração institucional, etapa considerada estratégica para alinhar protocolos assistenciais, fluxos internos e diretrizes de humanização. O processo inclui a apresentação de indicadores e orientações sobre o funcionamento das unidades. “Não se trata apenas de admitir profissionais, mas de planejar com antecedência, analisar indicadores epidemiológicos, mapear o histórico de atendimentos e estruturar processos seletivos alinhados às necessidades assistenciais das unidades hospitalares e das UPAs”, esclarece a superintendente de Pessoas do IgesDF, Elaine Silvestre. A Superintendência de Pessoas atua de forma integrada com a Diretoria de Atenção à Saúde e com as superintendências das unidades para dimensionar corretamente o quadro de pediatras, fortalecer o cadastro reserva e garantir agilidade nas reposições e ampliações temporárias. “É um trabalho silencioso, mas essencial para assegurar que as crianças atendidas pelo SUS [Sistema Único de Saúde] recebam assistência qualificada, humanizada e no tempo adequado”, explica Elaine. Foram 55 candidatos aprovados no processo seletivo, originalmente destinado a 41 vagas; assim, haverá um cadastro reserva  O processo seletivo, de 41 vagas, foi concluído com 55 candidatos aprovados. Com isso, há um cadastro reserva de 14 profissionais, o que possibilita novas convocações conforme a necessidade da rede. A expectativa é que os 19 pediatras restantes concluam a entrega da documentação nos próximos meses. Capacidade de resposta Além da contratação de novos pediatras, o IgesDF já iniciou o atendimento por teleconsulta pediátrica nas UPAs de Sobradinho e Recanto das Emas. A implantação desse sistema ocorre dentro de um planejamento discutido desde 2025. A estratégia está diretamente relacionada à sazonalidade das doenças respiratórias no DF, que impactam principalmente o público infantil. Historicamente, o aumento dos casos ocorre entre março e julho. Futuramente, as UPAs de São Sebastião e Ceilândia I, que ofertam atendimento pediátrico, também passarão a contar com o atendimento por videochamada nessa especialidade. Ao ampliar o atendimento antes do período mais crítico, as unidades geridas pelo IgesDF se antecipam à alta demanda, garantindo organização, agilidade e segurança assistencial. A medida também enfrenta um desafio nacional: a escassez de pediatras, realidade que atinge tanto a rede pública quanto a privada. O modelo amplia o acesso ao especialista e fortalece a capacidade de resposta da rede. Alta de vírus respiratórios  [LEIA_TAMBEM]A circulação de vírus respiratórios atinge principalmente crianças, idosos e pessoas com imunidade mais baixa. Entre os quadros mais comuns está a bronquiolite viral aguda (BVA), infecção que compromete os bronquíolos — estruturas mais delicadas dos pulmões — e lidera as internações de crianças de até dois anos nesse período. O cenário reforça a importância da medida. Segundo dados da Secretaria de Saúde (SES-DF), em 2024, o aumento das síndromes respiratórias no Distrito Federal tornou-se mais expressivo a partir de abril, marcando o início do período de maior circulação dos vírus. Já em 2025, o cenário se mostrou ainda mais desafiador: até setembro, o DF registrou crescimento de 37% nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em comparação ao mesmo período do ano anterior. Pais e responsáveis devem ficar atentos a sinais como respiração acelerada, esforço para respirar (afundamento das costelas ou chiado intenso), recusa alimentar e sonolência excessiva. Diante desses sintomas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde. O IgesDF oferece atendimento pediátrico 24 horas no Hospital Regional de Santa Maria e nas Upas de Sobradinho, São Sebastião, Ceilândia I e Recanto das Emas. *Com informações do IgesDF  

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UPA de Sobradinho inicia teleconsulta pediátrica, e Planaltina passa a contar com atendimento online para adultos

A política de modernização da assistência pública no Distrito Federal dá mais um passo com a ampliação da teleconsulta nas unidades de pronto atendimento (UPAs) administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A UPA de Sobradinho iniciou a teleconsulta pediátrica esta semana, enquanto a UPA de Planaltina passa a ofertar atendimento virtual adulto a partir desta quinta-feira (12), elevando para oito o número de unidades com teleatendimento em funcionamento. A ampliação faz parte do planejamento institucional de expansão do serviço, que está sendo estruturado de forma gradual desde maio de 2025 e que já se consolida como uma estratégia permanente de organização da assistência nas unidades de urgência e emergência. Desde o início da operação, em 13 de maio de 2025, até 11 de fevereiro deste ano, já foram prestados 15.496 atendimentos por vídeo nas UPAs. Entre os pacientes classificados como baixo risco (verde), mais de 27% optaram pelo atendimento por vídeo.  E 85% dos casos foram resolvidos ali mesmo, pela teleconsulta. O serviço de teleconsulta das UPAs já atendeu a 15.496 pacientes | Foto: Divulgação/IgesDF No período, o serviço resultou em 9.434 prescrições de medicamentos, 5.112 solicitações de exames laboratoriais e 2.285 exames de imagem solicitados. Os dados reforçam que o modelo não é uma medida temporária, mas uma solução estruturada para garantir eficiência. No dia a dia, nas unidades de saúde, após a triagem presencial e a classificação de risco, os pacientes identificados com pulseiras verdes, que indicam menor gravidade, são direcionados para um consultório equipado para teleconsulta. Lá, um técnico de enfermagem acompanha todo o processo, presta suporte ao paciente, auxilia no manuseio da tecnologia e garante que eventuais dúvidas sejam esclarecidas. Primeiro atendimento virtual infantil em Sobradinho A estreia da teleconsulta pediátrica na UPA de Sobradinho já teve a primeira história registrada. A dona de casa Ana Vitória Martins Maciel procurou a unidade para atendimento do filho, Theo Lucca Martins Medrado, de 5 meses, que apresentava sintomas respiratórios e episódios de vômito. Ana Vitória Martins aprovou a teleconsulta e saiu do atendimento confiando no serviço oferecido na UPA de Sobradinho Inicialmente, a proposta de consulta por vídeo causou estranhamento. “Achei o atendimento diferente, quando me falaram fiquei um pouco sem entender”, relata a mãe. Após a consulta, no entanto, a percepção mudou. “Achei o atendimento rápido e bom. A médica também é muito boa. Ela já tinha consultado o meu filho aqui na UPA quando ele teve bronquiolite no ano passado”. Questionada se compreendeu todas as orientações dadas pela médica durante o atendimento por vídeo, Ana Vitória afirmou que sim. O relato reforça a confiança no modelo e demonstra que a tecnologia mantém o vínculo assistencial já construído entre profissional e paciente. A chefe do Núcleo de Inovação e Saúde Digital, Amandha Roberta Dias, esclarece que o modelo remoto amplia o acesso ao especialista e fortalece a capacidade de resposta da rede. “A operação da teleconsulta exige cuidado, atenção e, acima de tudo, compromisso com o paciente. Não se trata apenas de ampliar acesso ou garantir resolutividade, mas de assegurar um atendimento digno, humano e qualificado a cada cidadão que procura o SUS”, destaca. Antecipação ao período de maior demanda pediátrica "Estamos estruturando uma rede mais organizada, mais eficiente e preparada para os períodos de maior demanda, especialmente no atendimento infantil" Juracy Lacerda, secretário de Saúde A implantação da teleconsulta pediátrica no Recanto das Emas e, agora, em Sobradinho ocorre dentro de um planejamento que vem sendo discutido desde 2025. A estratégia está diretamente relacionada à sazonalidade das doenças respiratórias no DF, que impactam principalmente o público infantil. Historicamente, o aumento dos casos ocorre entre março e julho. Ao ampliar o atendimento online antes do período mais crítico, o IgesDF se antecipa à alta demanda, garantindo organização, agilidade e segurança assistencial. Além das duas unidades que já contam com o serviço, futuramente as UPAs de São Sebastião e Ceilândia I, que ofertam atendimento pediátrico, também passarão a contar com a teleconsulta nessa especialidade. A medida também enfrenta um desafio nacional: a escassez de pediatras, realidade que atinge tanto a rede pública quanto a privada. Para o secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Lacerda, a ampliação demonstra que a tecnologia está sendo incorporada de forma estratégica à política pública. “Não é uma ação isolada, é parte do planejamento da Saúde do Distrito Federal. Estamos estruturando uma rede mais organizada, mais eficiente e preparada para os períodos de maior demanda, especialmente no atendimento infantil. Antecipar a sazonalidade das doenças respiratórias significa garantir que as famílias encontrem assistência no momento certo, com qualidade e responsabilidade”, afirma. Serviço veio para ficar As UPAs do Gama (3.918 atendimentos), Ceilândia II (3.942) e Vicente Pires (3.711) lideram o volume de teleconsultas até o momento, o que evidencia maior adesão nas regiões de maior fluxo assistencial. Com estrutura já preparada nas 13 UPAs, a previsão é de ampliação contínua do serviço até o fim de março. Os resultados confirmam que a teleconsulta é segura, eficiente e pode abranger várias áreas de atendimento O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, destaca que o avanço é resultado de planejamento operacional e integração entre as unidades: “Essa modalidade de consulta veio para ficar. Estamos falando de um modelo estruturado, com indicadores, monitoramento e expansão gradual. Ao anteciparmos a oferta da teleconsulta pediátrica, mostramos que há planejamento e que o paciente está no centro da nossa estratégia”. Os resultados confirmam que o método é seguro, eficiente e pode abranger outras áreas de atendimento. A iniciativa contribui para redução da sobrecarga das equipes presenciais, melhor organização do fluxo assistencial e maior resolutividade nos casos de baixa complexidade. Mais do que inovação tecnológica, a teleconsulta consolida um novo modelo de organização da assistência pública no Distrito Federal. "A tecnologia, nesse contexto, é meio e não é fim" Lilian Santos, gerente de Comando Estratégico Segundo a gerente de Comando Estratégico do IgesDF, Lilian Santos, o modelo combina planejamento, eficiência e cuidado humanizado para fortalecer o SUS. “A tecnologia, nesse contexto, é meio e não é fim. Ela nos permite ampliar alcance, melhorar fluxos e apoiar a tomada de decisão clínica, mas o centro da estratégia continua sendo o paciente, [além do] compromisso ético com o cuidado”, conclui. *Com informações do IgesDF  

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Saúde oferece remédio contra doenças respiratórias a prematuros extremos nascidos em 2025

Famílias com bebês de menos de um ano (até 11 meses e 29 dias) — nascidos com idade menor do que 29 semanas de gestação (até 28 semanas e 6 dias) e que tenham recebido o palivizumabe em 2025 — já podem levar a criança para receber novas doses do medicamento. A aplicação será feita em oito unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF) até o fim de julho, sem prorrogação. Imagem: Divulgação/Agência Saúde-DF O objetivo é reforçar a proteção contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite e de outras infecções graves do trato respiratório em bebês e crianças pequenas. A época de maior ocorrência dessas doenças é entre fevereiro e julho, chamada de “período de sazonalidade”. A ação de 2026 é um reforço para crianças que já tomaram doses em 2025, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde. A médica Juliana Queiroz, referência técnica distrital (RTD) de pediatria da SES-DF, reforça a importância do medicamento: “O palivizumabe é um divisor de águas na vida de crianças que nasceram ou vierem a nascer prematuras extremas, com problemas pulmonares ou cardíacos”.  Proteção Amanda de Sousa com o filho Mathias, que nasceu com apenas 28 semanas de gestação: “Eu fico muito feliz pela opção do palivizumabe, porque sabemos o quão complicado e sofrido pode ser caso ele venha a ter bronquiolite” | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF “Nos últimos 14 anos, conseguimos evitar casos graves e até óbitos em uma população extremamente frágil nos primeiros 2 anos de vida, fortalecendo o sistema imunológico dessas crianças, principalmente durante a sazonalidade”  Juliana Queiroz, pediatra da SES-DF Amanda Carolina de Sousa é mãe do pequeno Mathias, que nasceu com apenas 28 semanas de gestação e acabou desenvolvendo uma série de comorbidades, como broncodisplasia e problemas motores. “Eu fico muito feliz pela opção do palivizumabe, porque sabemos o quão complicado e sofrido pode ser caso ele venha a ter bronquiolite”, relata. “Seria um grande risco para o meu filho. Então, fico grata e esperançosa.”  Para tomar o remédio, é necessário ter prescrição e relatório médicos atualizados, constando nome da criança e da mãe, data de nascimento, idade gestacional, peso ao nascer e o atual, descrição recente do quadro clínico e detalhes sobre eventuais comorbidades relacionadas à prematuridade. Não é necessário ter termo de consentimento.  Há 460 doses disponíveis na rede pública, com frascos de 50mg e 100mg, a serem usados de acordo com o peso do bebê. Serão aplicações mensais até o fim do período de sazonalidade, totalizando cinco doses, ou até a criança chegar aos 11 meses e 29 dias. [LEIA_TAMBEM]O estoque é suficiente para a demanda, explica a gerente substituta de Assistência Farmacêutica Especializada da SES-DF, Júlia Dantas: “A estimativa inicial é de recebermos cerca de 60 crianças, já que este ano a aplicação do palivizumabe será para concluir aquelas realizadas no ano passado em prematuros extremos”. Nirsevimabe Em paralelo, a SES-DF já iniciou a aplicação do nirsevimabe para nascidos de até 36 semanas e 6 dias de gestação, além de bebês de até 24 meses que apresentem comorbidades. Essa nova estratégia contra o VSR segue até 1º de agosto deste ano, ampliando o acesso.  O novo medicamento, na prática, vai substituir o palivizumabe, que é aplicado no Brasil desde 2012. A partir de 2027, o nirsevimabe será utilizado para todas as crianças nascidas prematuras no DF.  “Nos últimos 14 anos, conseguimos evitar casos graves e até óbitos em uma população extremamente frágil nos primeiros 2 anos de vida, fortalecendo o sistema imunológico dessas crianças, principalmente durante a sazonalidade”, enfatiza a pediatra da SES-DF Juliana Queiroz.  *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Sete anos do IgesDF: Hospital Regional de Santa Maria amplia o cuidado à população

Ao completar sete anos de atuação na saúde pública, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) consolida, no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), transformações que ampliaram o cuidado, qualificaram a assistência e impactaram diretamente a vida da população da região sul do Distrito Federal e de municípios do Entorno. Hoje, quem busca atendimento no HRSM encontra uma unidade mais estruturada, humanizada e preparada para responder às demandas de uma das regiões que mais crescem no Distrito Federal. Essas mudanças são resultado da administração do IgesDF ao longo dos últimos sete anos, período em que a atuação do instituto promoveu transformações. Além da excelência médica, o HRSM, hoje, oferece instalações modernas e equipe acolhedora | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF  Nesse período, a urgência e a emergência do hospital receberam reforços importantes. A unidade passou a contar com a Sala Vermelha de Trauma Adulto, equipada com quatro leitos, e com um novo box de emergência pediátrica com seis leitos, incluindo dois de isolamento com sistema de ventilação que impede a disseminação de agentes contaminantes.  Na assistência materno-infantil, os investimentos ampliaram o conforto e a segurança das gestantes e dos recém-nascidos. O centro obstétrico recebeu um posto de coleta de exames, permitindo a realização de procedimentos laboratoriais sem deslocamento interno, além de novas camas obstétricas para os períodos de pré-parto, parto e pós-parto. Foi também implantada a Unidade de Cuidados Prolongados Pediátricos, referência no Centro-Oeste, voltada ao cuidado de crianças e adolescentes com condições crônicas complexas. Com a inauguração do Espaço Terapêutico, o hospital passou a ser o único do DF a oferecer fisioterapia 24 horas no pré-parto, parto e pós-parto Outro destaque foi a criação do Espaço Terapêutico, ambiente humanizado destinado à fisioterapia, ao suporte social às gestantes e ao acompanhamento de famílias em situações sensíveis, como a perda gestacional. Com isso, o HRSM se tornou o único hospital do Distrito Federal a oferecer fisioterapia 24 horas no pré-parto, parto e pós-parto, consolidando-se como referência em assistência obstétrica humanizada. A ampliação da atuação multiprofissional também marcou esse ciclo de mudanças. Atualmente, o hospital conta com 166 fisioterapeutas e 22 terapeutas ocupacionais, com atuação integrada em todos os setores assistenciais, como unidades de terapia intensiva (UTIs), prontos-socorros, enfermarias e centro obstétrico. A presença contínua dessas equipes contribui para a recuperação funcional dos pacientes, a redução do tempo de internação e a melhoria da qualidade do cuidado. Tecnologia e estrutura a serviço do cuidado A incorporação de tecnologias assistenciais trouxe ganhos importantes para a assistência. Equipamentos de alto fluxo passaram a ser utilizados no tratamento da insuficiência respiratória, especialmente em pacientes pediátricos, ajudando a diminuir a necessidade de ventilação invasiva e a demanda por leitos de UTI pediátrica em períodos de maior sazonalidade. Já a organização dos atendimentos ambulatoriais por blocos de horários tornou o fluxo mais ágil, reduziu filas e garantiu mais conforto aos usuários. O novo tomógrafo da unidade de saúde tem a capacidade para realizar até 200 exames por dia e desafogou UPAs e UBSs da região Na área de diagnóstico e procedimentos, o hospital avançou com a modernização do parque tecnológico. Entre os investimentos estão novas máquinas de hemodiálise, equipamentos para a assistência neonatal e um tomógrafo computadorizado de última geração, com capacidade para realizar até 200 exames por dia. O equipamento ampliou a oferta de exames complexos e beneficiou pacientes do HRSM, das unidades de pronto atendimento (UPAs), das unidades básicas de saúde (UBSs) e de municípios do Entorno. Outros avanços estruturais incluem a implantação do setor de imuno-hormônio no laboratório clínico, a aquisição de mamógrafo, equipamentos de ultrassom modernos e novos aparelhos de laparoscopia, que possibilitam cirurgias menos invasivas e recuperação mais rápida. Em 2025, a ampliação da capacidade elétrica da unidade garantiu mais segurança e estabilidade, além de viabilizar a instalação de equipamentos de grande porte, como a ressonância magnética. Em 2025, a ouvidoria registrou 917 elogios ao HRSM A humanização do cuidado avançou de forma integrada às melhorias estruturais. O HRSM passou a contar com uma sala odontológica inclusiva, adaptada para atender pessoas com deficiência, pacientes autistas e crianças com síndromes raras. Outro marco foi a implantação do Espaço Humanizar TEA, primeiro ambiente sensorial da rede pública do Centro-Oeste voltado exclusivamente para crianças com transtorno do espectro autista. [LEIA_TAMBEM]O fortalecimento do diálogo com a população se refletiu diretamente no trabalho da ouvidoria, que ampliou sua atuação com projetos como o Café com Gestor e a Ouvidoria in Loco. As iniciativas aproximaram usuários, equipes e gestão e contribuíram para a melhoria contínua dos serviços. Como resultado, o número de elogios registrados cresceu de 455, em 2023, para 917 em 2025, colocando o hospital entre os mais bem-avaliados da rede pública do Distrito Federal. “Os avanços do Hospital Regional de Santa Maria ao longo desses sete anos mostram que gestão faz diferença. Com estrutura, tecnologia, equipes qualificadas e cuidado humanizado, conseguimos oferecer uma saúde pública mais resolutiva e centrada no cidadão”, destaca o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro. *Com informações do IgesDF  

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Hospital da Criança de Brasília fortalece excelência assistencial de alta complexidade em 2025

Os resultados de 2025 do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) reforçam o foco na qualidade e segurança do paciente, no investimento em pesquisas científicas, e na formação e capacitação de profissionais de saúde. De janeiro a novembro de 2025, foram realizados mais de 560 mil atendimentos ambulatoriais e mais de 4 mil cirurgias, entre elas, mais de 1.200 neurocirurgias.  Em 2025, o HCB recebeu a Avaliação de Alta Conformidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nas práticas de segurança do paciente, com menção honrosa aos serviços de diálise e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O reconhecimento é reflexo da robusta cultura de qualidade, referendada, também, pela manutenção do selo Acreditado com Excelência — ONA 3.  A usina fotovoltaica do HCB é a maior do DF em um prédio público | Foto: Matheus Oliveira/HCB As instalações foram modernizadas, incluindo a reforma dos consultórios odontológicos e a inauguração da nova sala de oftalmologia pediátrica. O conforto dos pacientes e acompanhantes foi priorizado com a atualização completa do enxoval e a disponibilização de poltronas eletromecânicas para o setor de terapia renal substitutiva. Outro avanço foi a inauguração da maior usina fotovoltaica instalada em prédio público do DF, que garante a geração de até 85% da demanda de energia elétrica do hospital, proporcionando economia e sustentabilidade. O ano ainda foi marcado por um impulso inédito em ciência e tecnologia com a primeira aplicação no Sistema Único de Saúde (SUS) da terapia gênica de alto custo para tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME). A unidade de saúde também recebeu habilitação em terapia gênica pelo Ministério da Saúde. Iniciativas como a utilização de impressora 3D na criação de brinquedos terapêuticos, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), e a realização de novas edições do HCB Ciência com discussões sobre inteligência artificial e Sequenciamento de Nova Geração (NGS) demonstram a cultura de inovação. [LEIA_TAMBEM]No contexto de educação na saúde, o HCB realizou cursos e webinars voltados à atenção básica, como o curso de emergências pediátricas e a capacitação sobre bronquiolite aguda. A instituição iniciou a 7ª turma de médicos residentes, lançou a trilha de formação de facilitadores em saúde e celebrou os 10 anos do Programa de Incentivo à Pós-graduação (PIP), que já beneficiou 68 funcionários, com investimento superior a R$ 614 mil em capacitações. Com 14 anos de atuação, a transparência e o compromisso com a melhoria contínua dos processos resultam na excelência da assistência aos pacientes com condições crônicas, raras e complexas no âmbito da Secretaria de Saúde do DF. *Com informações do HCB

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GDF Saúde lança serviço de telemedicina com atendimento 24 horas

Os servidores do Distrito Federal agora têm acesso a consultas médicas online, 24 horas por dia, sem sair de casa. O Governo do Distrito Federal (GDF) e o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores (Inas) lançaram o serviço de telemedicina, já disponível para os beneficiários do GDF Saúde. A nova ferramenta amplia a eficiência no cuidado com a saúde, melhora a qualidade do atendimento e garante mais praticidade aos usuários. Instituído há cinco anos, o plano já atende cerca de 104 mil pessoas, entre titulares e dependentes, e responde por quase 10% do mercado de planos de saúde do DF, consolidando-se como um dos principais instrumentos da política de assistência do governo. Os beneficiários do GDF Saúde agora tem acesso ao serviço de telemedicina, 24 horas, para consultas em clínica geral e pediatria | Foto: Divulgação/Inas “A telemedicina é uma realidade e agora integra o plano de saúde dos nossos servidores públicos para que possamos continuar prestando um atendimento de excelência. Com essa nova ferramenta, os beneficiários poderão buscar atendimento no conforto de suas casas, de forma mais ágil e eficiente, além de contar com amparo a qualquer momento”, disse o governador Ibaneis Rocha. Com a telemedicina, consultas podem ser feitas de qualquer lugar, inclusive de fora de Brasília, eliminando a necessidade de deslocamento. A modalidade reduz custos com transporte e estacionamento, além de encurtar o tempo de espera, oferecendo mais agilidade e conveniência. Principais benefícios do serviço → Atendimento 24 horas, em clínica geral e pediatria → Prescrição digital de receitas, atestados e pedidos de exames → Menor exposição a ambientes hospitalares e riscos de contaminação → Flexibilidade de horários, adaptada à rotina dos pacientes [LEIA_TAMBEM]“Estamos entregando uma solução que alia tecnologia e cuidado, permitindo que o servidor e sua família tenham acesso à saúde de qualidade em qualquer lugar e a qualquer momento. A inovação traz ganhos diretos para o beneficiário”, afirmou o diretor-presidente do Inas, Rodrigo Ramos Gonçalves. O lançamento da telemedicina integra as comemorações pelos cinco anos do GDF Saúde, que também prepara a oferta de novos serviços. Entre eles estão a Atenção Primária à Saúde (APS), voltada à promoção da saúde e prevenção de doenças, e a Atenção Domiciliar, que leva tratamento e reabilitação diretamente à residência dos pacientes. Ambos estão em fase final de implementação. Serviço O acesso ao atendimento de telemedicina pode ser feito pelo site do GDF Saúde ou pelo aplicativo, disponível para Android e iOS.

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IgesDF realiza mais de 100 mil atendimentos pediátricos em 2025

No Dia das Crianças, o cuidado também ganha voz. Em 2025, mais de 100 mil atendimentos foram realizados a pequenos brasilienses nas unidades do Instituto Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). “Eu sou corajoso e forte. Não tenho medo de injeção”, afirma Luan Emanuel Ramos Veloso, de 4 anos. Ele ficou duas semanas internado no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) por uma gripe que evoluiu para sinusite. Além de se cuidar, pacientes podem se distrair nas brinquedotecas dos hospitais | Divulgação/IgesDF Francisca da Conceição Ramos Marinho, mãe de Luan, conta que gosta de levá-lo à brinquedoteca do hospital, onde fez amizade com outras crianças. “No início ele chorava um pouco para tomar as medicações, mas agora já se acostumou”, explica. Luan é apenas uma das centenas de crianças recebidas todos os dias nas unidades do IgesDF. Foram quase 30 mil, em 2025, apenas no HRSM. Além de Santa Maria, há ala de pediatria nas UPAs de Sobradinho, São Sebastião, Ceilândia I e Recanto das Emas, e na UTI Pediátrica do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). O Hospital de Base é o único do IgesDF a contar com UTI Pediátrica. De janeiro a setembro, 723 pacientes receberam atendimento intensivo. Entre abril e julho, uma unidade temporária foi aberta para doenças respiratórias, ampliando a oferta de leitos durante os meses de maior demanda. Do total, 477 crianças foram internadas por problemas respiratórios, principalmente bronquiolite aguda viral, representando 64% dos casos da UTI. Cuidado humanizado Trabalhar com crianças exige uma atenção diferente do médico | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Para o pediatra do HRSM, Tiago Moisés, trabalhar com crianças exige atenção especial. “Como elas não conseguem descrever claramente o que sentem, os pais ou responsáveis passam a ser a voz da criança. Eles nos informam sintomas e pontos de estresse”, explica.  [LEIA_TAMBEM]A médica Loren Nobre, que atua com crianças há nove anos, reforça que o acompanhamento a longo prazo é gratificante. “Ver um bebê se transformar em uma criança saudável e cheia de personalidade é fazer parte da história daquela família”, conta. Tiago destaca a espontaneidade das crianças como um dos pontos positivos do trabalho. “O consultório se enche de gargalhadas e histórias inesperadas. Isso torna a rotina muito mais leve e prazerosa”. “Um sorriso, um abraço ou um desenho no consultório já fazem meu dia valer a pena. Trabalhar com crianças é receber diariamente uma dose de leveza, carinho e aprendizado”, ressalta Loren. *Com informações do IgesDF  

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UPA de Sobradinho celebra 11 anos de dedicação e cuidado à comunidade

Camila Martins dos Santos, 26 anos, acompanha a filha de 3, internada com pneumonia na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sobradinho. Essa é a terceira vez que a menina recebe cuidados na pediatria, um dos serviços de referência da unidade. “Sempre recorro à rede pública quando minha filha precisa. Aqui, encontrei acolhimento e segurança. O tratamento humanizado da equipe faz toda diferença”, conta. A jovem mãe destaca ainda a atenção constante dos profissionais. “Enquanto acompanho minha filha, toda hora alguém chega para saber se estou bem, se preciso de um cobertor, se estou confortável. Esse cuidado não tem preço em lugar nenhum”, descreve. Atendendo principalmente as regiões de Sobradinho, Sobradinho II e Fercal, a unidade garante acolhimento inicial a cerca de 200 pessoas todos os dias, desde casos simples até situações mais críticas | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF 11 anos de conquistas Inaugurada em 2014 e sob gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) desde 2019, a UPA de Sobradinho comemora, nesta quinta-feira (11), 11 anos de serviços essenciais à população. Reconhecida como referência regional em urgência e emergência, a unidade é uma das quatro do DF que oferecem atendimento pediátrico, um dos mais procurados pelos moradores. Atendendo principalmente as regiões de Sobradinho, Sobradinho II e Fercal, a unidade garante acolhimento inicial a cerca de 200 pessoas todos os dias, desde casos simples até situações mais críticas. De janeiro a agosto de 2025, foram registrados 44.569 atendimentos em clínica médica, 11.427 em pediatria e 1.469 em odontologia. A estrutura conta com mais de 300 profissionais, entre colaboradores diretos e terceirizados, que trabalham 24 horas por dia, sete dias por semana. A enfermeira Mariana Alves Reis Mariano, que atua na unidade há seis anos, lembra do período desafiador da pandemia. “Enfrentamos grandes desafios naquela época, mas a experiência fortaleceu a equipe para lidar com diferentes casos, até os mais inusitados”, destaca. Gerente da UPA, Amilton Xavier destaca compromisso da unidade com a população Compromisso com a comunidade Para o gerente da unidade, Amilton Xavier, a UPA se tornou indispensável para a população. “Nosso compromisso é oferecer um atendimento humanizado, ágil e seguro, fortalecendo a rede de urgência e emergência do Distrito Federal”, afirma.  Ele destaca ainda a diversidade de serviços: “Além da clínica médica e da pediatria, oferecemos enfermagem, fisioterapia, nutrição, serviço social. São centenas de atendimentos diários, somados aos cuidados com os pacientes internados”. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Referência em pronto-socorro e pediatria, Hospital do Guará comemora 33 anos

O Hospital Regional do Guará (HRGu) completou 33 anos neste mês. Inaugurada em 1992, a unidade hoje é referência em atendimento de pronto-socorro e pediatria. Na celebração, gestores, pacientes e profissionais de saúde se reuniram, nesta quarta-feira (13), para uma festa animada com apresentações musicais, homenagens aos servidores, sorteio de brindes e bazar. “Comemoramos o aniversário de um equipamento importante para a comunidade. Um mérito construído pelos profissionais que integram ou já integraram este hospital”, destacou o secretário executivo de Gestão Administrativa da Secretaria de Saúde, Valmir Lemos de Oliveira.  Valmir Lemos de Oliveira destacou a importância da unidade de saúde para a comunidade | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O superintendente da região de Saúde Centro-Sul, Ronan Araújo Garcia, endossou a dedicação de quem trabalha diariamente no HRGu. “Temos que agradecer aos nossos servidores, colaboradores e pacientes. Juntos, desenhamos uma trajetória de muito amor.” O HRGu conta com uma rede de 540 trabalhadores e realiza, em média, 1,5 mil atendimentos adultos de média e alta complexidade. A assistência, contudo, abrange urgência e emergência tanto para adultos (clínica médica) quanto para crianças (pediatria). No total são 65 leitos. O HRGu realiza, em média, 1,5 mil atendimentos adultos de média e alta complexidade | Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF “As pessoas nos procuram em busca de acolhimento, de cura, de atenção e encontram tudo isso aqui. Cada servidor tem um papel essencial na jornada do paciente, pois trabalham com muito profissionalismo e compaixão. Reafirmo nosso compromisso em continuar oferecendo atendimento ético, humanizado e de qualidade”, apontou a diretora do HRGu, Gisele Cipriano Mota Sousa.  Do outro lado do atendimento, está Maria Luiza Torres Cavalcante Rocha, 85. Paciente da unidade, a moradora do Guará I reiterou a atenção dispensada pelas equipes. “Aqui tem acolhimento de qualidade e, como se não bastasse a parte do posto de saúde, também tem aquele comprometimento com a gente. Só tenho a agradecer”, elogiou.  Durante a festa, como forma de agradecimento pelo trabalho, os servidores do hospital receberam um certificado e foram agraciados com um troféu simbólico com os dizeres: “Seu nome está gravado na história do HRGu como um exemplo de dedicação e excelência”.  Marcela Rosa procura fazer o melhor que pode no dia a dia de técnica de enfermagem do HRGu A técnica de enfermagem Marcela Rosa, 57 anos, foi uma das homenageadas. “Eu sempre gostei de fazer o que escolhi como profissão. Então, procuro fazer o melhor que posso todos os dias. Isso reflete na qualidade do serviço. Estou muito feliz com essa homenagem." Uma das profissionais mais antigas do ambulatório e hoje aposentada, a técnica de enfermagem Terezinha Aparecida de Almeida, 66, também segurava seu troféu. “Ao longo desses anos, tenho visto melhorias no sistema de saúde. Como servidora, só tenho a agradecer.” Avanços [LEIA_TAMBEM]O HRGu foi aberto à população no dia 5 de agosto de 1992 pelo então governador Joaquim Roriz e pela médica Maria da Paz. Desde então, a unidade vem passando por revitalizações.  Em janeiro deste ano, por exemplo, a sala vermelha do HRGu está mais moderna, funcional e adaptada às necessidades de atendimento médico de urgência e emergência. A reforma do espaço destinado aos pacientes com quadro clínico grave contou com um investimento de R$ 113 mil. Também já foram entregues as enfermarias da clínica médica e da pediatria. Outras obras estão em andamento como a adequação do pronto-socorro e das salas de repouso para os servidores. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Recém-nascidos do Hospital Regional de Santa Maria recebem kits artesanais

Em meio aos desafios que acompanham os primeiros dias de vida, um gesto simples e cheio de afeto tem feito a diferença para bebês internados no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A unidade recebeu dez kits com roupas feitas à mão para os recém-nascidos que estão sob cuidados médicos. As gêmeas Antonella e Aurora ganharam roupas novas; “foi uma surpresa muito boa”, disse a mãe das meninas, Lorena Santana | Foto: Divulgação/IgesDF As peças foram feitas pelo grupo de voluntárias Amigas para o Bem, do Sudoeste. Cada item carrega aconchego em forma de crochê: agasalhos, toucas, meias, além de cueiros e fraldas delicadamente bordadas. Tudo preparado com cuidado para aquecer os bebês nos dias mais frios. [LEIA_TAMBEM]“Doamos para hospitais, maternidades e instituições que acolhem pessoas em situação de vulnerabilidade”, relatou Maria Elisabeth de Souza, integrante do grupo. “Cada uma contribui como pode, seja produzindo as peças, doando materiais, montando kits ou cuidando da contabilidade. É um trabalho coletivo de fazer o bem sem olhar a quem.” Acolhimento Esta é a segunda vez que o grupo promove a ação no hospital administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A primeira foi no ano passado, também em época de meses mais frios. Para o chefe substituto do serviço de enfermagem da pediatria do HRSM, Dartway Santhiago, o gesto vai além do material. “Vejo essa doação como uma forma de acolhimento”, pontuou. “É um carinho para essas mães que passaram por momentos difíceis com seus filhos. Muitas tentam ser fortes o tempo todo; mas, no fundo, o que elas mais precisam é de cuidado, de um abraço, mesmo que para seus bebês.” Gabriela Ferreira, com as filhas Maria Helena e Maria Alice, que nasceram prematuras e também ganharam peças de crochê: “Dá para ver que foi feito com muito amor” Na pediatria, Lorena Nogueira Santana, mãe das gêmeas Antonella e Aurora, recebeu os kits com emoção. Após o parto no Hospital Regional do Gama (HRG), as pequenas seguem internadas no HRSM para alcançar o peso ideal. “Foi uma surpresa muito boa”, contou. “Quando a gente é mãe, tudo o que vem para os filhos é motivo de alegria. Perguntei se já podia usar, e no mesmo dia coloquei as touquinhas”. Na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (Ucin), outra mãe de gêmeas, Gabriela dos Santos Ferreira, também foi presenteada. As filhas, Maria Helena e Maria Alice, nasceram prematuras e estão em fase de transição da sonda para a alimentação com chuquinha. “Os detalhes das peças são lindíssimos”, comemorou Gabriela. “Dá para ver que foi feito com muito amor. Vou tirar até fotos para mostrar para minha sogra”. Para a superintendente do HRSM, Eliane Abreu, a iniciativa reforça o amor ao próximo. “A solidariedade aquece não apenas os pequenos corpos dos recém-nascidos, mas também o coração das mães que enfrentam dias desafiadores nos corredores hospitalares”.  

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Hospital Regional de Santa Maria transforma pronto-socorro infantil com arte e criatividade

As salas do pronto-socorro infantil do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) estão de cara nova. Antes marcados por paredes neutras, os espaços, agora, contam com cores vibrantes e ilustrações temáticas que transformam o ambiente em um lugar mais acolhedor e divertido para os pequenos pacientes. Ana da Silva levou o filho Davi Júnior para uma consulta e gostou do visual do consultório: “O ambiente está muito mais leve. Isso faz toda a diferença para a criança se sentir segura e menos assustada” | Foto: Divulgação/IgesDF A iniciativa partiu do chefe de Serviço de Pediatria, Fernando Martins, que identificou a necessidade de tornar o atendimento menos traumático para as crianças. Em apenas dois dias, os consultórios ganharam vida com temas como zoológico, fundo do mar e espaço sideral. [LEIA_TAMBEM]“A proposta é que cada consultório tenha uma identidade visual própria”, explica Fernando. “Pensamos nos temas para tornar a experiência mais leve e também facilitar a identificação dos espaços. Posteriormente, estamos estudando colocar adesivos nas portas para reforçar essa sinalização.” Entre os temas escolhidos, o que mais chama atenção de profissionais e crianças é o da exploração espacial. Davi Júnior, 12 anos, que esteve no hospital com dores abdominais, se encantou com a novidade. “Quando entrei, vi logo a pintura do espaço”, conta. “Achei muito bonito e bem realista”. A mãe dele, Ana Santana Ferreira da Silva, também aprova a iniciativa. “O ambiente está muito mais leve. Isso faz toda a diferença para a criança se sentir segura e menos assustada”. *Com informações do IgesDF

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Especialistas do HCB compartilham conhecimentos em congresso de pediatria

O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) participou, de quinta-feira a sábado (26 a 28/6), do Congresso de Atualização em Pediatria do Centro-Oeste (Capco 2025), promovido pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). O evento foi presidido pela gastroenterologista do HCB Renata Seixas e contou com especialistas do Hospital em simpósios e mesas redondas ao longo da programação. “Essa é a sexta edição desse congresso, discutindo temas relevantes sobre doenças complexas. Contamos com a participação, colaboração e apoio do Hospital da Criança de Brasília que, além dos palestrantes, trouxe trabalhos científicos. Pretendemos manter essa educação continuada, atualizando os pediatras”, afirmou Seixas. Na abertura do evento, ela proferiu uma palestra sobre os desafios da pediatria moderna, estimulando a reflexão sobre o papel do pediatra frente a questões como mudanças climáticas, avanços tecnológicos e o contexto pós-pandemia. Durante três dias, os profissionais do HCB abordaram temas relativos a suas respectivas especialidades pediátricas, levando informação aos colegas que atuam em outras áreas | Foto: Sckarleth Martins/HCB Reunindo pediatras de diversas instituições, o congresso foi uma oportunidade de compartilhar conhecimentos entre as especialidades. “Se as doenças são muitas, a criança é uma só. Todas as especialidades têm que estar unidas para dar assistência não apenas com a técnica, mas com ética e, acima de tudo, com humanização, vendo a integralidade da criança”, ressaltou a diretora clínica do HCB, Elisa de Carvalho – que também foi presidente de honra do Capco 2025. Durante os três dias, os profissionais do HCB abordaram temas relativos a suas respectivas especialidades pediátricas, levando informação aos colegas que atuam em outras áreas. A nefrologista Kallyne Morato orientou o público quanto às diferenças entre nefrite e nefrose e a forma correta de tratamento de cada uma. A oncologista Flávia Delgado alertou os pediatras da atenção primária quanto à importância de considerar que o paciente possa estar com câncer, garantindo o encaminhamento ágil aos centros especializados e o diagnóstico precoce. [LEIA_TAMBEM]A experiência do Hospital da Criança de Brasília no tratamento de pacientes com doenças crônicas e complexas também foi exposta durante discussões de casos clínicos. A equipe de pneumologia do HCB estimulou os participantes a sugerirem condutas a serem adotadas nos casos apresentados. Já o oncologista José Carlos Córdoba partiu de um caso atendido pela equipe de cuidados paliativos do HCB para demonstrar situações que vão além de uma única especialidade: “Muitas abordagens não vão ser feitas pelo pediatra geral, mas muita coisa, sim – como a dor e a comunicação (de notícias difíceis), a conversa sobre o cuidado desse paciente”. As equipes de gastroenterologia, alergia e cuidados intensivos do Hospital também integraram a programação científica. Os participantes do Capco 2025 que desejavam conhecer o Hospital da Criança de Brasília fizeram visitas “à distância”, por meio de óculos de realidade virtual disponibilizados no stand do HCB. Já o presidente da SBP, Edson Liberal, foi até o Hospital para conferir o atendimento oferecido às crianças. Acompanhado pelos presidentes das Sociedades de Pediatria afiliadas à SBP no Centro-Oeste – Paula Bumlai (Mato Grosso), Valéria Granieri (Goiás), Luciana Monte (Distrito Federal) e Ivan Akuzevikiu (Mato Grosso do Sul) –, ele visitou a ala de internação, a UTI e a área de exames de imagem do HCB. “Estou realmente muito encantado e impressionado com a qualidade do trabalho, a humanização, a investigação. É fantástico!”, elogiou Liberal ao final da visita. *Com informações do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB)

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Hospital da Criança de Brasília é referência nacional no tratamento e cuidado a pacientes com doenças raras

O mundo da agente de saúde Geane Ilha, 40 anos, virou de ponta-cabeça quando ela descobriu, por meio do teste do pezinho, que o filho recém-nascido tinha fibrose cística. “Deu uma alteração, nos chamaram para repetir o exame dias depois, e aí começou a angústia”, lembra. “Fizeram o teste visual, que comprova a doença, e, quando Pedro Henrique estava com um mês e meio de vida, recebemos o diagnóstico e iniciamos o acompanhamento”. Hospital tem instalações completas e equipamentos com capacidade de tratar doenças raras de crianças | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Sem nenhum conhecimento sobre a enfermidade rara, Geane foi encaminhada ao Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) e, logo na primeira consulta, teve certeza de que a saúde do filho seria garantida: “A equipe me acolheu de um jeito que até falo que são meus anjos. Me explicaram que, embora seja um problema raro, tem avanços no tratamento. No início, tínhamos que vir para as consultas todo mês, mas hoje é de três em três meses. E ele tem a vida de uma criança saudável”. Pedro Henrique, hoje com 4 anos, é um dos 72 pacientes com fibrose cística acompanhados pelo HCB atualmente. Referência nacional no tratamento e cuidado de doenças raras, a unidade hospitalar oferece uma série de programas específicos, que promovem atendimento humanizado, integral e multiprofissional de média e alta complexidade, a partir da confirmação do diagnóstico, com fornecimento de medicamentos, exames e consultas. Doenças complexas Lúcio Ilha, pai de Pedro (atrás, no colo da mãe, Geane), que faz tratamento no HCB: “Agradecemos a Deus todos os dias por ter esse hospital, é maravilhoso” Desde a inauguração, em novembro de 2011, até o final de abril deste ano, o HCB prestou mais de 8,2 milhões de atendimentos. Desses, destacam-se mais de 5,1 milhões de exames laboratoriais e mais de 1,2 milhão de consultas. Em cerca de 14 anos de história, foram mais de 587 mil diárias, 82 mil sessões de quimioterapia, 58 mil transfusões, 12 mil cirurgias ambulatoriais, 41 mil ecocardiogramas, 138 mil procedimentos de raios-X, 63 mil tomografias e 84 mil ultrassons, entre outros. “O Hospital da Criança é especializado em doenças raras e complexas da infância”, explica a diretora-executiva do HCB, Valdenize Tiziani. “Quanto mais atendemos, maior é a curva de aprendizagem da nossa equipe, que conta com pessoas especializadas em todas as áreas da medicina e que podem oferecer a melhor evidência científica no atendimento, tanto no diagnóstico como no tratamento.”   Segundo Tiziani, a unidade fornece terapias individualizadas e dispõem de equipamentos de última geração, utilizados para promover o bem-estar dos pacientes. “Fazemos questão de que a criança seja realmente tratada como criança, e falamos, inclusive, que aqui brincar é coisa séria”, detalha a médica. “Então, conseguimos adotar as melhores e mais avançadas tecnologias para o tratamento e para a cura, ao mesmo tempo que entregamos humanização e compaixão”. Cuidado que faz a diferença Enfermidade de origem genética, a fibrose cística causa alteração nas glândulas exócrinas, que liberam o suor, lágrimas e saliva. Devido a isso, as secreções ficam mais densas e começam a obstruir principalmente pulmões, pâncreas e sistema digestivo, causando problemas progressivos. Quanto mais cedo é descoberta, melhor é a qualidade de vida do paciente. Valdenize Tiziani, diretora-executiva do HCB: “Quanto mais atendemos, maior é a curva de aprendizagem da nossa equipe, que conta com pessoas especializadas em todas as áreas da medicina e que podem oferecer a melhor evidência científica no atendimento, tanto no diagnóstico como no tratamento” No caso de Pedro, a agilidade no diagnóstico é decorrente do teste do pezinho, exame oferecido em toda a rede pública de saúde do DF e capaz de identificar até 62 doenças. “Se nós não tivéssemos descoberto logo no início, talvez ele teria tido algum problema e não ia dar tempo de tratar”, pontua Geane. “Hoje ele corre, brinca, não sente cansaço, faz tudo como uma criança saudável. Sou eternamente grata ao HCB”. Assim como as demais doenças raras, o tratamento da fibrose cística inclui atendimento multidisciplinar, exames de controle, medicamentos para uso domiciliar, consultas médicas, a depender da necessidade da criança e adolescente. “Agradecemos a Deus todos os dias por ter esse hospital, é maravilhoso”, comemora o pai de Pedro, o empresário Lúcio Daniel Ilha, 44. “Já pensamos em nos mudar daqui, mas a dúvida que fica é: ‘será que lá terá um lugar assim?’. Aqui tem tudo: psicólogo, assistente social, dentista, fisioterapeutas”. Especialidades [LEIA_TAMBEM]Reconhecido como 11º melhor hospital público do Brasil em 2022, o HCB também foi o primeiro hospital pediátrico do Centro-Oeste a conquistar a certificação de Acreditado com Excelência (Nível 3) da Organização Nacional de Acreditação (ONA), o mais alto nível de qualidade hospitalar. A unidade foi criada a partir de uma parceria entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e a Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace). Destinada a atender exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de encaminhamento pela Central de Regulação da Secretaria de Saúde (SES-DF), a instituição é gerida pelo Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe). Entre as iniciativas, destacam-se o Programa de Reabilitação Intestinal Pediátrica (Prip) para pacientes com falência intestinal. São contemplados crianças e adolescentes que dependem do uso de nutrição parenteral total para sobreviver, devido à falta de capacidade do intestino de absorver os nutrientes da alimentação oral. Graças ao Prip, os pequenos podem seguir com o tratamento em casa e têm a chance de viver uma vida com mais normalidade. Atualmente, há sete pacientes internados com a condição e outros seis pacientes foram desospitalizados, com acesso completo ao tratamento domiciliar. Também há a oferta de transporte para pacientes com doença renal crônica em dias de hemodiálise. A ação evita faltas e atrasos, melhora a adesão ao tratamento, impedindo complicações decorrentes da ausência de terapia, além de otimizar a rotina do paciente e cuidadores. Há, ainda, a hemodiálise feita em casa, no período noturno, com todos os equipamentos e insumos custeados pelo HCB, com o objetivo de promover bem-estar e conforto ao paciente. Outro diferencial da unidade é a infraestrutura de ponta para diagnóstico e pesquisa de doenças raras, como o Biobanco, que armazena mais de 500 mil amostras biológicas, e a Unidade de Sequenciamento de Nova Geração, que permite avançar no mapeamento genético e na investigação de enfermidades complexas.

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Reformas na pediatria do Hospital Regional de Ceilândia levam mais conforto a pacientes

As adequações no setor pediátrico do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) estão avançadas. Três enfermarias já passaram por reforma e a quarta está em andamento. Haverá, ainda, obras nos banheiros, recepção, salas de triagem, área de espera e corredores. “Além de ampliar, essas melhorias vão trazer qualidade e humanização ao atendimento, com ambiente direcionado ao bem-estar infantil e materno”, afirma o diretor do HRC, Cézar Renk. O setor pediátrico tem capacidade para internar até 23 crianças, sempre com acompanhante. Em 2024, a unidade hospitalar registrou 5,7 mil internações de pacientes de zero a 14 anos. Já o pronto-socorro pediátrico tem 15 leitos, sendo quatro a pacientes graves e um de isolamento. Três enfermarias já passaram por reforma e a quarta está em andamento. Haverá, ainda, obras nos banheiros, recepção, salas de triagem, área de espera e corredores | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Em adição às melhorias físicas, a Secretaria de Saúde (SES-DF) investiu em itens para o setor. Em dezembro, foram adquiridas 342 cadeiras – para uso de pacientes, servidores e acompanhantes em todos os setores do HRC. Também foram recebidos biombos e carrinhos para o transporte de medicamentos e materiais. O subsecretário de Infraestrutura em Saúde da SES-DF, Leonidio Pinto Neto, destaca que os investimentos vão chegar a outros setores do HRC. “No ambulatório 2, por exemplo, o piso está sendo substituído por completo. Também foi iniciada a reforma das salas de repouso e das enfermarias da maternidade. Outras melhorias incluem a revisão dos alambrados em todo o hospital, o aprimoramento da comunicação visual e a construção de uma rampa de acessibilidade”, detalha. As obras atendem tanto aos requisitos de proporcionar mais conforto a pacientes, acompanhantes e servidores quanto às normas previstas para unidades hospitalares. Em cada área são modernizadas as redes elétrica, hidráulica e de gases, o que inclui rede de vácuo, fornecimento de gás comprimido e de oxigênio. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Doenças respiratórias infantis são principais causas de procura por atendimento médico nesta época do ano

As doenças respiratórias são comuns ao longo de toda a vida, mas na infância costumam ocorrer com mais frequência e são responsáveis por grande parte dos atendimentos nas emergências, principalmente em meses de sazonalidade dos vírus respiratórios, entre janeiro e julho. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), de janeiro a março deste ano, foram prestados 7.617 atendimentos no pronto-socorro infantil. A taxa de ocupação subiu com o passar dos meses. Em janeiro, era de 89,13%; em fevereiro, de 93,98% e, em março, foi para 145,84%. As doenças respiratórias podem ser transmitidas por meio de gotículas de tosse e espirros | Fotos: Davidyson Damasceno/IgesDF “Doenças respiratórias, como gripe, resfriado e bronquiolite, são comuns na infância e podem ser transmitidas facilmente por meio de gotículas de tosse e espirros. Durante os surtos de doenças respiratórias, como é o caso agora, é importante evitar a exposição de crianças a ambientes muito fechados e aglomerados”, explica a pediatra Loren Nobre, do HRSM. A principal prevenção, segundo a médica, é manter a criança afastada de pessoas com sintomas respiratórios como tosse, febre, coriza; e, se possível, cuidar para que a criança use máscara se necessário. Ela também orienta para a implementação de cuidados adicionais, como a prática de bom uso do lenço de papel para descartar secreções e manter o ambiente limpo. “Um ambiente limpo e bem ventilado é fundamental para reduzir o risco de infecção” Loren Nobre, pediatra “Um ambiente limpo e bem-ventilado é fundamental para reduzir o risco de infecção, já que muitos microrganismos proliferam em lugares fechados e úmidos. Por isso, o indicado é abrir janelas para permitir a circulação de ar fresco e reduzir a concentração de microrganismos”, destaca. Caso os sintomas se agravem, é necessária uma consulta com o pediatra Loren Nobre chama a atenção para a higiene regular dos brinquedos e objetos de uso comum, especialmente os que são utilizados em creches, escolas ou em casa, onde várias crianças podem ter contato com os mesmos itens: “Objetos de uso pessoal, como talheres, copos, toalhas, roupas e brinquedos, podem ser veículos de transmissão de doenças, especialmente em locais com muitas crianças”. A médica ressalta que cuidados básicos, como a oferta de uma alimentação saudável e equilibrada para as crianças, a atualização constante do cartão de vacina e consultas periódicas ao pediatra, são as maneiras de prevenir as crianças e melhorar o sistema imunológico. Se, mesmo assim, a criança adoecer, o importante é observar e buscar atendimento médico caso os sintomas se agravem. Além disso, oferecer bastante líquidos ajuda a melhorar alguns sintomas em casos de gripes e resfriados. *Com informações do IgesDF

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