Outubro Verde: campanha reforça pré-natal para combater transmissão vertical da sífilis
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Com o lema "Teste, trate e previna", a campanha Outubro Verde alerta a população sobre os riscos da sífilis – infecção sistêmica, crônica e exclusiva do ser humano, mas que tem cura. O Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado sempre no terceiro sábado de outubro, marca o ápice de um mês dedicado à conscientização e à testagem rápida. A rede pública de saúde do DF estrutura todo o seu cuidado pré-natal para mapear, prevenir e tratar essas ocorrências, com o objetivo de oferecer acolhimento integral às mães e proteger a saúde dos bebês. A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) bacteriana que, muitas vezes, permanece assintomática por longos períodos. Quando apresenta sintomas, eles podem incluir úlceras genitais, manchas pelo corpo (especialmente no tórax, abdome, palmas das mãos e plantas dos pés), febre e mal-estar. O grande risco durante a gravidez é a sífilis congênita, que ocorre quando a infecção, não tratada ou tratada de forma inadequada, é transmitida da gestante para o feto. Isso pode resultar em complicações graves, incluindo malformações e até óbito. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado contribuem para prevenir esses desfechos. O pré-natal, a prevenção e os serviços da rede pública são fundamentais nesse cuidado. O fato de a mulher ter uma infecção não significa que ela a transmitirá para o bebê. Os testes de sífilis, HIV e hepatites virais são rápidos, seguros e sigilosos e podem ser feitos, gratuitamente, em todas as UBS | Foto: Divulgação Para que a proteção seja efetiva, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza uma rede de apoio. As unidades básicas de saúde (UBS) do DF contam com equipes para conduzir o pré-natal, com atenção tanto ao acompanhamento clínico quanto ao acolhimento da mulher no serviço. Serviços contra a sífilis Os principais serviços disponibilizados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) incluem: ⇒ Testagem rápida e gratuita: disponível em todas as UBS. Os testes de sífilis, HIV e hepatites virais são rápidos, seguros e sigilosos. ⇒ Tratamento imediato: a sífilis tem cura. O tratamento adequado e oportuno durante o pré-natal contribui para prevenir a transmissão para o bebê. ⇒ Prevenção contínua: distribuição gratuita de preservativos (camisinhas masculinas e femininas), fundamentais para evitar a reinfecção e proteger pessoas sexualmente ativas. ⇒ Busca ativa: equipes mobilizadas para convocar gestantes para o tratamento, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social. Monitoramento e integração científica Para avaliar a sustentabilidade das metas e projetar ações até 2030, a SES-DF promoveu o 5º Fórum Ampliado de Transmissão Vertical do DF e o 1º Ciclo de Monitoramento do Plano Distrital de Eliminação da Transmissão Vertical. Realizado no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), na primeira semana de outubro, o encontro reuniu gestores da rede, representantes federais e pesquisadores acadêmicos. A cooperação técnica e acadêmica é um eixo estratégico para subsidiar a tomada de decisões nos serviços de saúde. A vigilância epidemiológica e a rede assistencial produzem informações sobre a realidade do território: identificam casos, acompanham os indicadores, reconhecem as vulnerabilidades e apontam onde é preciso intervir. A Fepecs, por sua vez, tem a missão de transformar esse conhecimento em pesquisa, inovação e educação permanente para os profissionais do SUS e os servidores da instituição. A integração dessas atividades contribui para transformar dados em conhecimento e em ações concretas para a população. O pioneirismo da SES-DF no combate às infecções transmitidas verticalmente, de mãe para filho, também foi reconhecido pelo Ministério da Saúde durante o evento. A SES-DF possui a certificação e o selo de boas práticas pela eliminação da transmissão vertical do HIV e da sífilis. Atualmente, o DF pleiteia a certificação também para HTLV e hepatite B. Durante o encontro, o Ministério da Saúde também destacou o papel do DF no desenvolvimento de inovações e boas práticas que inspiram políticas públicas em todo o país. *Com informações da SES-DF
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Dia Mundial contra a raiva: vacinação no DF registra recorde de animais imunizados
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A vacinação contra a raiva alcançou 99.903 cães e gatos no Distrito Federal neste ano, o maior quantitativo registrado nos últimos anos. Foram imunizados 82.878 cães e 17.025 gatos, um aumento de 87,18% em relação a 2025. O resultado reforça a importância da vacinação para manter a raiva sob controle e proteger tanto os animais quanto a população. Apesar dos avanços, a doença continua exigindo atenção permanente, já que o vírus segue circulando entre animais. "É um resultado expressivo, com o maior quantitativo registrado nos últimos anos", celebra o diretor de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Wendel Medeiros. O assunto é sério e que ganhou data própria. Nesta segunda-feira (28), é celebrado o Dia Mundial contra a Raiva, uma homenagem a Louis Pasteur, cientista francês que desenvolveu a primeira vacina de combate à doença, em 1885. Hoje, mais de um século depois, a imunização de cães e gatos ainda é uma das principais formas de prevenção. "É um desafio estratégico da saúde pública a necessidade de fortalecer a percepção de risco contínuo, considerando que o vírus da raiva mantém circulação ativa", afirma Medeiros. Onde e como vacinar seu animal? Todos os cães e gatos, a partir dos três meses de vida, devem ser vacinados anualmente, inclusive fêmeas que estiverem prenhas ou amamentando. Caso o animal esteja doente, a equipe irá avaliar o caso. Mesmo que os pets vivam em casas ou apartamentos, é preciso levá-los para receber a dose, pois há chance de haver contato com outros animais, como morcegos. Nesta segunda-feira (28), é celebrado o Dia Mundial contra a Raiva, uma homenagem a Louis Pasteur, cientista francês que desenvolveu a primeira vacina de combate à doença, em 1885 | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Além das campanhas de vacinação, o imunizante está disponível de segunda a sexta-feira na sede da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival) e nos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental. A lista completa com endereços e horários de funcionamento está disponível neste link, atualizada conforme a disponibilidade do serviço. Para que o animal receba a dose, o tutor precisa ser maior de idade e levar um documento de identificação válido e com foto. Vale ressaltar que a vacina oferecida no Sistema Único de Saúde (SUS) é destinada exclusivamente a cães e gatos. Quem tiver roedores, primatas ou suínos deve focar em outras medidas preventivas: evitar o contato e isolar animais que apresentem alteração de comportamento, como dificuldades de locomoção, alteração nos sons produzidos e salivação excessiva. Produtores com rebanhos de bovinos, ovinos, caprinos, equinos e suínos também precisam ficar atentos à raiva. Nesses cenários, as ações preventivas ficam a cargo da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF). Quais cuidados tomar? Caso cães ou gatos estejam com sinais de raiva, é preciso acionar a Vigilância Ambiental pelo telefone (61) 3449-4434 (WhatsApp). Nunca tente manejar, tratar ou medicar o animal por conta própria. Destaca-se que a Vigilância Ambiental não é responsável por resgatar animais de rua. Outro cuidado fundamental é evitar o contato com animais como morcegos ou macacos, principalmente se estiverem mortos. A Vigilância Ambiental também pode ser contatada nesses casos. Vale lembrar que animais silvestres são protegidos por lei e matá-los é crime. Como a raiva é transmitida? O vírus causador da raiva, do gênero Lyssavirus, é transmitido pela saliva, por meio de mordidas, lambidas e arranhões de animais infectados. Em geral, o ciclo da doença é iniciado entre animais silvestres, passando para animais de criação ou animais domésticos, antes de haver casos em humanos. Em cães e gatos, a transmissão pela saliva ocorre de dois a cinco dias antes do aparecimento dos sinais da doença. Isso porque, no primeiro momento, o vírus se multiplica no local da lesão. Só depois migra para o cérebro e as glândulas salivares, causando os sintomas. Depois dessa fase, a possibilidade de óbito é de quase 100%. O que fazer em caso de mordida? Se houver acidentes com animais, lave imediatamente o ferimento com água e sabão. Em seguida, procure atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital para ser avaliado. Os profissionais do SUS são treinados para avaliar a ocorrência de acordo com as características do paciente, do ferimento e do animal envolvido. No momento da avaliação, pode ser indicada a profilaxia pós-exposição, de acordo com o risco identificado pelos profissionais de saúde. A conduta pode envolver vacina e/ou soro antirrábico. Quais são os sintomas em humanos? Nos seres humanos, os sinais da raiva são similares aos de várias outras doenças: febre, dor de cabeça, perda de apetite e náuseas. Porém, em poucos dias, surgem sintomas neurológicos, como alterações de comportamento, espasmos, convulsões, delírios, alucinações e paralisia. O paciente também sofre com dificuldade para beber água e deglutir alimentos, além de apresentar salivação intensa. Em seguida, há o estado de coma e, em quase todos os casos, o óbito. Vale lembrar que a raiva não é transmitida por ficar no mesmo ambiente que um animal contaminado nem pelo contato com fezes ou urina. Também não há contaminação em caso de mordidas ou picadas de répteis, insetos ou aves, pois a doença afeta apenas mamíferos. Casos no DF Desde a fundação de Brasília, em 1960, foram registrados somente dois casos de raiva humana no DF: em 1978 e em 2022, ambos tendo como resultado o óbito. "A situação dos casos de raiva em humanos está controlada no DF. Mas, a manutenção desse cenário seguro exige vigilância e imunização contínuas", explica a enfermeira Geila Márcia Meneguessi, da área de Vigilância Epidemiológica da SES-DF. Os agentes atuam de forma integrada na identificação e na investigação de situações suspeitas, na avaliação do risco de exposição e na adoção das medidas necessárias para interromper a cadeia de transmissão. Vacina para prevenção O SUS também disponibiliza um esquema de vacinação pré-exposição para pessoas que têm mais chances de sofrer acidentes com animais ou entrar em contato com o vírus. É o caso de médicos veterinários, engenheiros agrônomos, zootecnistas, biólogos e estudantes dessas áreas. Também tomam a vacina funcionários de zoológicos, de clínicas veterinárias e de propriedades rurais, entre outras categorias. Para receber as doses, o profissional pode procurar uma unidade de saúde e apresentar um documento que comprove o risco de exposição ao vírus da raiva, como crachá funcional, declaração laboral ou da faculdade. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Dengue: saiba como se prevenir o ano todo
A dengue possui padrão sazonal, variando conforme a passagem dos meses. O número de casos e o risco de epidemias aumentam entre outubro de um ano e maio do ano seguinte. O clima dessa época combina calor e chuvas frequentes, criando o ambiente ideal para a multiplicação do mosquito Aedes aegypti. Quando a epidemia se instala, as ações de controle vetorial com uso do carro fumacê tendem a ter menor impacto na interrupção da transmissão. Portanto, é em períodos fora da sazonalidade da doença que ações preventivas devem ser intensificadas. Por isso, é necessário atuar de forma contínua e sistemática, com ações de monitoramento e de intervenção precoce em todo o Distrito Federal. Novas tecnologias Diferentes tecnologias são empregadas em locais específicos, conforme critérios técnicos e recomendações epidemiológicas. São observados os dados e identificadas as áreas de maior risco, que apresentam vulnerabilidade social e alta incidência de casos da doença. Drones são empregados no mapeamento de potenciais criadouros, especialmente em locais de difícil visualização ou acesso. Armadilhas, chamadas de ovitrampas, foram instaladas para mapear a proliferação do Aedes aegypti a partir da coleta de ovos. Diferentes tecnologias são empregadas em locais específicos, conforme critérios técnicos e recomendações epidemiológicas | Foto: Divulgação A aplicação de inseticida de longa duração nas paredes internas, denominada Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), é feita em imóveis considerados estratégicos, como escolas, rodoviárias, unidades de saúde e estações de metrô. Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) foram instaladas em residências de Sol Nascente/Pôr do Sol, Recanto das Emas e Água Quente para a eliminação de larvas dos mosquitos. Esses recipientes com água e larvicida atraem o inseto que, ao pousar no local, entra em contato com o produto e o carrega para outros criadouros. Foram soltos em dez regiões administrativas mosquitos com a bactéria Wolbachia. Esse mosquito produzido em laboratório retira do Aedes aegypti a capacidade de transmissão dos vírus da dengue, da zika e da chikungunya. Recomendações à população Em casa, a recomendação é reservar pelo menos dez minutos por semana para vistoriar quintais, calhas, vasos de plantas e outros recipientes que possam acumular água. Caixas-d’água e reservatórios devem permanecer vedados, enquanto baldes e vasilhames precisam ser guardados virados para baixo.
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Cuidados e orientações auxiliam na prevenção de acidentes durante chuvas intensas no DF
Com a aproximação das chuvas no Distrito Federal, previstas para o período entre o fim de setembro e o início de outubro, a orientação para motoristas e pedestres é a prevenção durante e após tempestades. Alagamentos, quedas de árvores, fios elétricos e danos em imóveis integram os riscos da época. A recomendação para a população é evitar o deslocamento em áreas alagadas, tanto a pé quanto em veículos. A água pode encobrir buracos, bueiros abertos e outros obstáculos, além de apresentar correnteza com força o bastante para arrastar pessoas e automóveis. Tanto quem está a pé quanto pessoas ao volante de veículos devem redobrar a atenção durante percursos sob chuva | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Para condutores, a orientação é não avançar em pontos de alagamento. Com a elevação do nível da água, a instrução é parar o veículo em local seguro, desde que a manobra ocorra sem riscos à vida. Durante tempestades com ventos fortes, a recomendação é manter distância de árvores, postes e estruturas instáveis. Cortes ou podas por conta própria não devem ocorrer, especialmente durante ou logo após o temporal. Eletricidade Outra medida envolve a rede elétrica. Ao identificar fios caídos ou em contato com árvores, água ou estruturas metálicas, a orientação é não se aproximar nem tocar em objetos com risco de energização. O local precisa de isolamento, com o afastamento de terceiros e o acionamento imediato da concessionária de energia ou do atendimento de emergência, pelo telefone 193. Em casos de destelhamento ou danos estruturais em imóveis, recomenda-se a desocupação do imóvel diante de risco à segurança. O retorno ocorre apenas com a área segura. Durante as tempestades, a instrução para a população é evitar a permanência em áreas abertas, perto de árvores isoladas, postes e estruturas metálicas ou em locais sujeitos a alagamentos. Atendimento de emergência O atendimento de ocorrências está disponível pelo telefone 193, com funcionamento 24 horas. Ao acionar o serviço, o cidadão deve fornecer o endereço exato e os riscos identificados no local, para direcionamento da equipe.
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Combate a escorpiões exige prevenção contínua
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O enfrentamento aos acidentes com escorpiões no Distrito Federal exige um esforço coletivo contínuo, já que o ambiente urbano oferece abrigo e alimento em todas as estações do ano. Com o registro de 4,7 mil acidentes em 2025 no DF, a melhor estratégia de controle é a prevenção dentro das residências e nos quintais. No DF, o escorpião-amarelo — venenoso, como os demais — é o tipo mais comum | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília A eliminação de entulho, o recolhimento de materiais de construção, a vedação de ralos e frestas em paredes e o controle de baratas — principal fonte de alimento desses aracnídeos predadores — são passos fundamentais para evitar o aparecimento de escorpiões. Cuidados simples, como examinar roupas e calçados antes do uso e afastar camas e cortinas das paredes, reduzem significativamente o risco de picadas. Em caso de acidente, a orientação é procurar imediatamente o atendimento médico. Pacientes adultos com dor leve devem se dirigir a uma unidade básica de saúde (UBS), enquanto quadros moderados ou graves recebem ampolas de soro antiescorpiônico nos hospitais da rede pública. A atenção deve ser redobrada com as crianças, que correm maior risco de complicações severas. A atenção deve ser redobrada com as crianças, que correm maior risco de complicações severas. “A piora do quadro pode ocorrer em poucas horas, e a pessoa passa a apresentar episódios de vômitos, suor extremo, confusão mental e dificuldade respiratória”, explica a toxicologista Flávia Neri, da Secretaria de Saúde (SES-DF). Capacitação Vigilância Ambiental promove capacitações e treinamentos para aperfeiçoar o combate aos escorpiões | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Agentes de Vigilância Ambiental (Avas) participam de treinamentos constantes para aperfeiçoar o trabalho de combate aos escorpiões. A iniciativa busca padronizar os procedimentos e mapear de forma mais precisa os pontos críticos de infestação em todo o território distrital. Os agentes trabalham com ações de campo para orientar a população quanto às ações ambientais preventivas, auxiliando a evitar ambientes de riscos para o aparecimento de escorpiões. No DF, o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é o tipo mais comum. Independentemente do tipo, todos os escorpiões são venenosos. “Precisamos lidar de maneira diferente com a grande quantidade de acidentes”, pontua o biólogo Israel Martins, da SES-DF. “A integração entre o cuidado individual dos moradores e o monitoramento técnico contínuo permanece sendo o caminho mais eficaz para mitigar os riscos.” *Com informações da Secretaria de Saúde
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Criado projeto para ampliar a pronta resposta em casos de violência contra a mulher
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Por meio da Portaria nº 358, publicada na edição desta quarta-feira (26/8) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instituiu o projeto Pronto Atendimento à Mulher. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a atuação da instituição no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, com ações voltadas para prevenção, repressão e investigação desses crimes. Projeto reforça o alcance dos dispositivos previstos na Lei Maria da Penha | Foto: Divulgação/PCDF O projeto, que será implementado pelos departamentos de Polícia Circunscricional (DPC) e de Polícia Especializada (DPE), busca ampliar a pronta resposta policial em situações de risco. “Nosso objetivo é garantir que a mulher em situação de violência tenha uma resposta policial ainda mais rápida, qualificada e efetiva”, enfatiza a delegada Ana Carolina Litran, diretora do DPE. “O projeto fortalece a atuação integrada das unidades da PCDF, amplia a capacidade de apuração das denúncias e reforça o compromisso da instituição com a proteção das mulheres e com a efetividade da Lei Maria da Penha.” Entre as medidas previstas está o reforço na apuração de denúncias de violência contra a mulher recebidas pelos canais 197 e 180. As denúncias relacionadas à Lei Maria da Penha que estiverem em aberto serão acompanhadas de forma sistemática, com distribuição às unidades responsáveis pela apuração. A Divisão de Controle de Denúncias (Dicoe) ficará responsável por fornecer mensalmente ao DPC e ao DPE a relação das denúncias em aberto e acompanhar os casos apurados. Já a Divisão de Análise Técnica e Estatística (Date) fará o acompanhamento semanal dos resultados do projeto, reunindo dados sobre denúncias apuradas, prisões em flagrante e diligências realizadas. As informações consolidadas serão encaminhadas semanalmente ao delegado-geral adjunto, permitindo o acompanhamento contínuo das ações e dos resultados do projeto. Além disso, a iniciativa também contará com recursos destinados ao Serviço Voluntário Gratificado (SVG). *Com informações da Polícia Civil do DF
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Saiba quando o intestino pede atenção médica
Muito além da digestão, o intestino exerce um papel fundamental para a saúde. Conhecido como o “segundo cérebro” do corpo humano, ele é responsável pela absorção de nutrientes e influencia diretamente o funcionamento do sistema imunológico, o metabolismo e até o equilíbrio emocional. Quando não funciona adequadamente, pode provocar sintomas como constipação, diarreia, gases, estufamento abdominal e refluxo. Entre os problemas que podem afetar esse órgão estão as doenças inflamatórias intestinais, condições que podem surgir por diferentes motivos e impactar significativamente a qualidade de vida. De acordo com o endoscopista digestivo do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Luciano Ambrosini, existem diferentes formas dessas doenças. “Temos dois grandes grupos: as inflamações do intestino grosso, chamadas colites, e as inflamações do intestino delgado, conhecidas como enterites. Na prática clínica, as colites costumam ser mais frequentes. Entre as causas mais comuns estão a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa”, explica. Atenção aos sinais As manifestações podem variar de pessoa para pessoa, mas alguns sintomas merecem atenção. Dor abdominal persistente, que não melhora com medicações de uso comum, episódios frequentes de diarreia e alterações no funcionamento intestinal estão entre os principais alertas. “É importante procurar avaliação médica quando a diarreia se torna persistente, principalmente se houver presença de muco ou sangue nas fezes. Esses são indícios que precisam ser investigados”, orienta o especialista. O enfermeiro Sérgio Barbosa descobriu recentemente que estava com uma doença inflamatória intestinal | Foto: Divulgação O diagnóstico geralmente é realizado por meio de exames específicos, como a colonoscopia, que permite avaliar diretamente o interior do trato intestinal e identificar alterações. A investigação costuma ser conduzida por gastroenterologistas, clínicos gerais ou internistas, médicos especializados em medicina interna. Mudança de hábitos O enfermeiro Sérgio Barbosa descobriu recentemente que estava com uma doença inflamatória intestinal. O desconforto abdominal constante foi o que o levou a buscar ajuda médica. “O que mais me incomodava era a barriga estufada. Nunca imaginei que pudesse estar relacionada a uma inflamação intestinal. Resolvi procurar especialistas porque estava acima do peso e com vários exames alterados”, conta. Há cerca de um mês, ele iniciou o tratamento e adotou mudanças importantes na rotina. “Comecei a praticar exercícios físicos e mudei completamente a alimentação. Cortei refrigerantes, massas, carne vermelha, açúcar e outros alimentos que estavam prejudicando minha saúde”, relata. Além do tratamento, hábitos saudáveis são aliados importantes na prevenção e no controle das doenças inflamatórias intestinais. Manter uma alimentação rica em fibras, consumir frutas, verduras e legumes diariamente, beber água regularmente, praticar atividades físicas, reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas contribuem para preservar a saúde do intestino. Sintomas persistentes, no entanto, nunca devem ser ignorados e precisam ser avaliados por um profissional de saúde. Saúde que vai além da digestão Os impactos das doenças inflamatórias intestinais não se restringem ao sistema digestivo. A curto prazo, podem surgir sintomas como cansaço excessivo, sonolência, falta de energia, inchaço corporal e dificuldade para controlar o peso. Já a longo prazo, o desequilíbrio intestinal pode favorecer o desenvolvimento de doenças autoimunes e outras condições crônicas. O acesso aos serviços começa pelas unidades básicas de saúde (UBSs), responsáveis pelas avaliações iniciais e pelos encaminhamentos para consultas e exames específicos. Depois dessa etapa, as solicitações são inseridas no Sistema de Regulação (Sisreg). Luciano Ambrosini reforça que é importante procurar atendimento médico sempre que os sintomas intestinais persistirem ou interferirem na rotina. “Cuidar do intestino é investir na saúde de todo o organismo. Afinal, quando ele funciona bem, o corpo inteiro sente os benefícios”, conclui o especialista.
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Câncer de mama: saiba onde buscar atendimento e tratamento na rede pública do DF
O diagnóstico precoce salva vidas e representa a principal estratégia para o sucesso no combate ao câncer de mama. Para assegurar o acesso rápido ao cuidado, a rede pública do Distrito Federal conta com um protocolo estruturado que acompanha o paciente desde a primeira triagem até o suporte oncológico completo. Embora seja raro, o câncer de mama também atinge homens. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que 1% dos pacientes seja do sexo maculino. Se você precisa de avaliação, saiba exatamente onde ir e como funciona o fluxo de assistência. Por onde começar A porta de entrada para o acolhimento é a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência da paciente. Mulheres com idades entre 40 e 75 anos, conforme diretriz do Inca, devem buscar a unidade mesmo sem apresentar sintomas. Para descobrir a UBS de referência, basta consultar este site e informar o CEP da residência. Também é preciso ficar atenta aos sinais de alerta que exigem ida imediata ao médico. Os principais sintomas são: Nódulo palpável (geralmente indolor); Alterações na pele da mama (como vermelhidão ou retração); Saída de secreção pelo mamilo; Mudança no formato ou tamanho da mama; Inchaço na axila; Inversão do mamilo; Dor mamária. A porta de entrada para o acolhimento é a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima da residência da paciente | Foto: Divulgação Onde fazer a mamografia Na própria UBS, o médico solicita a mamografia de rastreamento. O exame é feito nos hospitais da rede ou por meio do projeto Peito Aberto, uma parceria com o Laboratório Sabin que amplia a oferta de vagas e dá agilidade à entrega dos laudos. Após a marcação, a paciente é informada sobre a data, o local e o horário. - A oferta de mamografias abrange as seguintes unidades do DF: Hospital Regional de Sobradinho (HRS) Hospital Regional da Asa Norte (Hran) Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) Hospital da Região Leste (HRL) Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu) Hospital Regional de Samambaia (HRSam) Hospital Regional de Taguatinga (HRT) Hospital Regional do Gama (HRG) Centro de Radiologia de Taguatinga (CRT) Hospital Regional de Ceilândia (HRC) Atendimento com especialista e biópsia Se houver qualquer alteração na mamografia ou suspeita clínica durante o exame na UBS, a paciente vai direto para a consulta com um mastologista em um dos hospitais regionais. Esse agendamento é prioritário e demora, em média, menos de 30 dias para acontecer. Durante a consulta, se o nódulo for palpável e houver necessidade, o próprio mastologista já faz a biópsia no consultório. Caso o nódulo não seja evidente, a equipe agenda o procedimento em uma unidade de radiologia para ocorrer de forma guiada por imagem (por meio de mamografia, ecografia ou ressonância). Tratamento ágil Se o diagnóstico de câncer se confirmar, a paciente segue imediatamente para o tratamento. Essa rapidez integra protocolos criados para garantir diagnóstico e suporte rápidos, coordenados e humanizados. O plano terapêutico é montado de forma individualizada para cada caso. Dependendo do estágio do tumor e das condições da paciente, o tratamento nos aparelhos de saúde do DF pode começar por cirurgia ou por sessões de quimioterapia, com o acompanhamento integral da equipe médica e o suporte necessário para o cuidado completo.
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Período de seca exige atenção redobrada contra carrapatos
Com a seca, no período entre maio e setembro, os carrapatos encontram condições favoráveis para completar o ciclo de vida, exigindo mais atenção em trilhas, parques e áreas de vegetação. Diante desse cenário, especialista da Secretaria de Saúde (SES-DF) orienta a população sobre medidas simples para reduzir o risco de contato com o aracnídeo. Como não há vacina contra a febre maculosa, a principal forma de prevenção é evitar áreas com vegetação alta e, se isso não for possível, usar roupas claras, que facilitem a visualização de carrapatos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde “Prefira roupas que cubram a maior parte do corpo. Dessa forma, é possível identificar e remover o carrapato antes que haja tempo suficiente para a transmissão da bactéria” Camila Cibeli, bióloga da Diretoria de Vigilância Ambiental da SES-DF “É nessa época de baixa umidade, que os ovos dos carrapatos secam e eclodem, dando origem às larvas e às ninfas, fases iniciais do ciclo de vida que antecedem a fase adulta”, explica a bióloga da Diretoria de Vigilância Ambiental da SES-DF, Camila Cibeli. Prevenção Os carrapatos de importância médica estão associados principalmente à presença de capivaras e cavalos. Os aracnídeos são encontrados com mais frequência em trilhas, margens de lagos, parques e outros locais onde animais de maior porte circulam. Não há vacina contra a febre maculosa, doença infecciosa transmitida pelo carrapato contaminado. Por isso, a principal forma de prevenção é evitar áreas com vegetação alta. Quando isso não for possível, recomenda-se usar roupas claras, que facilitem a visualização dos aracnídeos. “Prefira roupas que cubram a maior parte do corpo, como calças compridas e blusas de manga longa”, orienta Cibeli. A bióloga aconselha, ainda, verificar o corpo a cada uma ou duas horas. “Dessa forma, é possível identificar e remover o carrapato antes que haja tempo suficiente para a transmissão da bactéria." [LEIA_TAMBEM] Caso encontre um carrapato preso ao corpo, a recomendação é removê-lo com uma pinça, puxando de forma firme e contínua. Não aperte nem esmague o aracnídeo. Em seguida, lave o local da picada com água e sabão ou álcool. Os cuidados com os animais de estimação também devem ser mantidos, pois são possíveis hospedeiros de carrapatos. Febre maculosa Entre 2016 e 2025, o DF notificou 391 casos suspeitos de febre maculosa, todos descartados. Desde o início da série histórica, em 2007, não há registro na capital de casos confirmados da forma brasileira da doença. Ainda assim, a SES-DF mantém vigilância contínua para identificar ocorrências suspeitas e investigar a possível circulação de patógenos. Transmissão A bactéria da febre maculosa é transmitida para humanos por meio da saliva do carrapato liberada na corrente sanguínea. Para isso, o aracnídeo precisa permanecer grudado à pele de quatro a seis horas. Os sintomas costumam surgir entre o segundo e o décimo quarto dia após a infecção. A doença não é passada de pessoa para pessoa. Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas incluem febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e dor muscular constante. Também é possível ocorrer inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e plantas dos pés e paralisia dos membros que pode evoluir das pernas até os pulmões, causando parada respiratória. Tratamento Ao apresentar os primeiros sintomas, a pessoa deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Diante da suspeita clínica, o tratamento com antibiótico pode ser iniciado antes mesmo da confirmação laboratorial, já que as chances de cura são maiores quando a doença é tratada precocemente. A confirmação da febre maculosa é feita por exame sorológico em dois momentos: o primeiro na suspeita clínica e o segundo após 15 dias. A comparação dos resultados permite confirmar a infecção. Os casos suspeitos devem ser notificados às autoridades de saúde em até 24 horas. *Com informações da SES-DF
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Saiba como evitar a presença de escorpiões dentro de casa
Um sapato deixado no chão, um ralo sem vedação ou uma pilha de entulho no quintal podem servir de abrigo para escorpiões. Com o aumento dos acidentes no Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) reforça os cuidados para evitar a presença desses animais nas residências e reduzir o risco de picadas. A recomendação é investir na prevenção e buscar atendimento médico imediato. De janeiro a maio deste ano, acidentes com escorpiões passaram de 1.800 no DF | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF O último boletim epidemiológico da pasta indica que, de janeiro a maio deste ano, foram registrados 1.856 acidentes com escorpiões no DF. No mesmo período de 2025, foram 1.594 ocorrências. Ao longo de todo o ano passado, o total chegou a 4.640 notificações. Adaptados ao ambiente urbano, os escorpiões procuram locais escuros e úmidos. Os tipos mais encontrados na capital federal são escorpião-amarelo, escorpião-de-patas-rajadas e escorpião-preto. Pilhas de roupas, caixas de papelão e áreas atrás dos móveis são locais atrativos para os escorpiões A bióloga Camila Cibeli Soares, da SES-DF, explica que esses animais podem entrar nas casas por diferentes estruturas: “É muito comum encontrá-los adentrando as residências por meio de ralos — de chão ou de pia —, bueiros, dutos que protegem os cabos e condutores de energia elétrica e até por lâmpadas frouxas. Por isso, esses locais precisam estar sempre muito bem vedados”. Escorpiões também costumam se esconder atrás de móveis, em rodapés soltos, pilhas de roupas, caixas de papelão e materiais acumulados. Nas áreas externas, entulhos e restos de construção favorecem a presença deles. Como prevenir Manter os ambientes limpos e organizados é uma das formas mais eficazes de evitar abrigos. Recomenda-se, ainda, checar roupas e calçados antes de usá-los e manter camas e berços afastados das paredes, impedindo que lençois e cortinas encostem no chão. Do lado de fora, é importante utilizar luvas grossas ao limpar jardins ou manusear materiais de construção. A vedação de frestas, ralos e rodapés também ajuda a bloquear possíveis entradas. “Uma das recomendações é que, ao se levantar da cama, a pessoa calce um chinelo para evitar pisar em um desses animais” Camila Soares, bióloga da Secretaria de Saúde Camila Cibeli ressalta que o controle de insetos dentro de casa é, igualmente, fundamental. “As baratas são a principal fonte de alimento dos escorpiões, por isso deve-se manter o ambiente sempre limpo”, indica. Os escorpiões-amarelos, espécie mais associada aos acidentes graves, têm hábitos noturnos. Por isso, muitos casos ocorrem durante o dia, quando os animais já estão escondidos em diferentes pontos da casa. “Uma das recomendações é que, ao se levantar da cama, a pessoa calce um chinelo para evitar pisar em um desses animais”, alerta a especialista. Orientações Em caso de picada por escorpião, orienta-se lavar o local com água e sabão, elevar o membro afetado e procurar atendimento médico imediatamente. “A pessoa não pode espremer a picada nem tentar sugar o veneno; se possível, fotografe o animal para auxiliar na identificação”, reforça a bióloga. [LEIA_TAMBEM]De acordo com o Ministério da Saúde, a dor intensa no local da picada é o sintoma mais comum. Também podem ocorrer vermelhidão, formigamento e sudorese. Nos casos mais graves, especialmente em crianças, podem surgir náuseas, vômitos, suor excessivo, taquicardia e dificuldade respiratória. A aplicação do soro antiescorpiônico depende da gravidade do caso, isto é, nem todas as vítimas precisam receber o antiveneno. Contudo, qualquer pessoa picada deve ser avaliada por profissionais de saúde para a definição da conduta adequada. Na rede pública, há soro no Hospital Regional da Região Leste (HRL), no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), no Hospital Regional de Brazlândia (HRBz), no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), no Hospital Regional do Gama (HRG), do Guará (HRGu), no Hospital Regional de Planaltina (HRPL), no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), no Hospital Regional de Sobradinho (HRS) e no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) A população também pode acionar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que funciona 24 horas, pelos telefones 0800 644 6774 e 0800 722 6001. Para solicitar inspeção em casos de aparecimento de escorpiões, o contato com a Vigilância Ambiental pode ser feito pelo número 162 ou pelo e-mail gevapac.dival@gmail.com. Em situações de emergência, a orientação é ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF 192) ou para o Corpo Militar de Bombeiros do DF (193). *Com informações da Secretaria de Saúde
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Pré-diabetes pode ser revertida, mas exige mudança de hábitos e acompanhamento médico
No Dia Nacional do Diabetes, celebrado nesta sexta-feira (26), especialistas reforçam um alerta importante: a pré-diabetes pode ser revertida quando identificada precocemente e tratada com mudanças no estilo de vida. A condição, caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue, é um sinal de que o organismo já apresenta dificuldade para controlar o açúcar e aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Em tratamento para diabetes há dez anos, Samuel Costa avalia: “Hoje em dia é fácil ter acesso a comidas industrializadas e pouco saudáveis, mas o corpo sente os efeitos de uma alimentação desequilibrada” | Foto: Divulgação/IgesDF “A pré-diabetes indica que o corpo está começando a dar sinais de que não está conseguindo controlar adequadamente a glicemia” Tatiana Wanderley, endocrinologista do Hospital de Base A alteração geralmente não provoca sintomas e, na maioria das vezes, é descoberta apenas em exames de rotina. Por isso, pessoas com fatores de risco devem fazer acompanhamento médico periódico para identificar precocemente mudanças na glicemia e evitar a evolução da doença. A endocrinologista Tatiana Wanderley, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), explica que a alteração funciona como um importante sinal de alerta do organismo. “A pré-diabetes indica que o corpo está começando a dar sinais de que não está conseguindo controlar adequadamente a glicemia”, explica. “É muito importante agir nesse momento para evitar que o quadro evolua ou, em alguns casos, até revertê-lo. O mais importante é mudar o estilo de vida, com alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas.” Exames frequentes A especialista lembra que a condição geralmente não provoca sintomas, o que torna ainda mais importante a realização periódica de exames, principalmente em pessoas com fatores de risco, como excesso de peso, pressão alta, alterações no colesterol e triglicerídeos, histórico familiar de diabetes e sedentarismo. [LEIA_TAMBEM]“Em situações mais avançadas, os danos ao pâncreas podem se tornar irreversíveis”, alerta a médica. “Já nos casos mais leves, a adoção de hábitos saudáveis e, quando necessário, o uso de medicamentos podem impedir que a doença se instale definitivamente. Tudo na vida precisa de equilíbrio. Não pode faltar, mas também não pode haver excessos.” Mudança de hábitos Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de brasileiros vivem com a doença. Identificar e tratar a pré-diabetes é uma das principais estratégias para reduzir o avanço da doença e prevenir complicações futuras. Paciente do HBDF, Samuel de Moraes Costa descobriu que tinha diabetes após perder muito peso sem motivo aparente. Em tratamento há cerca de dez anos, ele ressalta a importância do acompanhamento contínuo e acredita que agir ainda na fase da pré-diabetes faz toda a diferença. “Em caso de pré-diabetes, é essencial tentar controlar agora e não deixar para depois”, recomenda ele. “É importante tomar muito cuidado com a alimentação. Hoje em dia é fácil ter acesso a comidas industrializadas e pouco saudáveis, mas o corpo sente os efeitos de uma alimentação desequilibrada.” Por ser uma unidade de referência em atendimentos de alta complexidade, o Hospital de Base acompanha ambulatorialmente pacientes com formas mais graves da doença. A porta de entrada para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento do diabetes é a unidade básica de saúde (UBS), responsável pela avaliação inicial e pelo encaminhamento dos pacientes quando necessário. Veja a lista completa das UBSs do Distrito Federal. *Com informações do IgesDF
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Alta de casos de sarampo nas Américas acende alerta para reintrodução da doença no Brasil
Com a Copa do Mundo de 2026 em andamento e a circulação de milhões de pessoas entre diferentes países, a Secretaria de Saúde (SES-DF) recomenda atenção redobrada aos sintomas do sarampo e a manter a vacinação em dia. O alerta considera o aumento expressivo de casos nos Estados Unidos, Canadá e México, países-sede do torneio, o que amplia o risco de reintrodução da doença no Brasil. Saúde alerta: vacinação continua sendo a medida mais eficaz para prevenir, controlar e eliminar o sarampo | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Segundo o Ministério da Saúde (MS), mais de 248 mil casos de sarampo foram confirmados no mundo em 2025. Entre os países que recebem a competição, o Canadá registrou 5.062 ocorrências no ano passado e já contabiliza 871 em 2026. No México, os registros saltaram de sete casos em 2024 para 6.152 em 2025, chegando a 9.207 neste ano. Já os Estados Unidos notificaram 2.144 ocorrências em 2025 e outras 1.738 em 2026. “Os primeiros sinais podem ser confundidos com outras doenças respiratórias, por isso a presença de febre associada ao surgimento de manchas na pele deve servir de alerta para que a pessoa procure rapidamente uma UBS para avaliação” Marília Higino, pediatra da Secretaria de Saúde “Esse cenário está diretamente relacionado à redução de pessoas vacinadas, situação que aumenta o número de indivíduos suscetíveis à infecção e favorece a circulação do vírus”, explica a pediatra Marília Higino, da Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis da SES-DF. Imunização Desde 2024, o Brasil mantém o status de país livre da circulação do vírus do sarampo. No Distrito Federal, foram computadas 71 notificações de casos suspeitos em 2025, com apenas uma confirmação importada e sem transmissão secundária. Neste ano foram notificadas 20 suspeitas, mas nenhuma ocorrência foi confirmada até o momento. Os dados reforçam a importância da imunização. Em 2025, 94,7% dos casos confirmados no país ocorreram em pessoas sem histórico vacinal. De acordo com o calendário do MS, pessoas de 1 a 29 anos e profissionais de saúde de qualquer idade devem receber duas doses da vacina tríplice viral. Já adultos de 30 a 59 anos precisam de uma dose. Vacina pode ser encontrada nas unidades básicas de saúde do DF | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “A vacinação continua sendo a medida mais eficaz para prevenir, controlar e eliminar o sarampo, por isso é fundamental que toda a população mantenha o esquema atualizado”, reforça a pediatra da SES-DF. O imunizante está disponível em mais de 170 unidades básicas de saúde (UBSs) do DF. Para receber a dose, basta apresentar um documento válido e com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. A SES-DF também tem intensificado a capacitação dos profissionais da rede pública para identificar rapidamente casos suspeitos, realizar a notificação imediata e adotar medidas de resposta oportuna, especialmente após a Copa do Mundo. Sintomas exigem atenção [LEIA_TAMBEM]O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa. Os sintomas iniciais incluem febre alta, coriza, conjuntivite com ausência de pus e manchas vermelhas na pele, que costumam surgir no rosto e se espalhar pelo corpo. Outro sinal característico são as manchas de Koplik, pequenos pontos esbranquiçados que aparecem na mucosa oral. “Os primeiros sinais podem ser confundidos com outras doenças respiratórias, por isso a presença de febre associada ao surgimento de manchas na pele deve servir de alerta para que a pessoa procure rapidamente uma UBS para avaliação”, orienta Marília Higino. O diagnóstico é confirmado por exames laboratoriais. A transmissão ocorre pelo ar, por meio da tosse, espirro, fala ou respiração. Crianças menores de 5 anos, gestantes, pessoas imunocomprometidas, adultos acima de 20 anos, indivíduos desnutridos e moradores de locais com aglomeração estão entre os grupos mais suscetíveis às complicações. Não existe tratamento antiviral específico para o sarampo. A terapia foca o alívio dos sintomas e o reforço ao sistema imunológico até que o vírus seja eliminado de forma natural. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Teste de DNA-HPV na rede pública ajuda na prevenção do câncer de colo do útero
A rede pública de saúde do Distrito Federal já opera com o novo teste de DNA-HPV. O exame, mais moderno e sensível, é capaz de detectar 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV) associados ao alto risco oncogênico, permitindo maior agilidade no diagnóstico precoce e no tratamento de lesões precursoras e do câncer de colo do útero. Atualmente, o exame é feito nas unidades básicas de saúde (UBSs) das regiões administrativas de Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol e será ampliado para as demais regiões gradualmente. Letícia dos Santos fez a coleta, recebeu resultado negativo e pôde ampliar o intervalo entre os exames: “Agora, não vou precisar fazer o exame todo ano, vou poder fazer só daqui a cinco anos” | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “A longo prazo, vejo que vamos conseguir detectar com mais rapidez e precisão os casos de câncer, o que vai permitir o início mais rápido do acompanhamento oncológico e o tratamento” Luiz Fabiano Barbosa, enfermeiro A nova tecnologia apresenta maior sensibilidade diagnóstica em comparação ao exame citopatológico convencional, reduzindo a necessidade de avaliações complementares e intervenções desnecessárias. Além disso, quando o resultado é negativo, o intervalo entre as coletas pode ser ampliado, proporcionando mais conforto, segurança e rastreamento mais qualificado às pacientes. Foi o caso de Letícia dos Santos, de 42 anos, que fez a coleta da amostra na UBS 8 de Samambaia durante exame de rotina.“O enfermeiro me explicou direitinho como funciona,e eu achei ótimo”, lembra. “Agora, não vou precisar fazer o exame todo ano, vou poder fazer só daqui a cinco anos”. O enfermeiro Luiz Fabiano Barbosa ressalta que, além de proporcionar mais conforto às mulheres, o teste de DNA-HPV oferece maior precisão e rapidez na identificação de alterações. “A longo prazo, vejo que vamos conseguir detectar com mais rapidez e precisão os casos de câncer, o que vai permitir o início mais rápido do acompanhamento oncológico e o tratamento; é um grande avanço”, avalia. Estratégia O teste de DNA-HPV integra a estratégia de enfrentamento ao câncer do colo do útero baseada em três pilares principais: vacinação, rastreamento organizado e tratamento oportuno das lesões precursoras. “Com o teste de DNA-HPV, os protocolos de rastreamento tornam-se mais objetivos, organizados e padronizados, facilitando a compreensão tanto pelas usuárias quanto pelos profissionais de saúde” Simone Lacerda, gerente de Apoio à Saúde da Família da SES-DF A meta é alcançar 90% de cobertura vacinal entre adolescentes até 2030, além de garantir que 70% das mulheres entre 25 e 64 anos façam o rastreamento periódico, ampliando a detecção precoce e reduzindo a mortalidade pela doença. “Trata-se de um conjunto de ações integradas voltadas à eliminação dessa doença”, explica a gerente de Apoio à Saúde da Família da Secretaria de Saúde (SES-DF), Simone Lacerda. “O câncer de colo do útero ainda representa um importante problema de saúde pública, sendo um dos tipos de câncer mais frequentes entre as mulheres brasileiras”, aponta. “Além disso, destaca-se por ser um dos tipos de câncer passíveis de prevenção e detecção precoce por meio da vacinação, do rastreamento organizado e do tratamento oportuno das lesões precursoras.” A gerente também explica que o exame citopatológico convencional, apesar de ter sido fundamental ao longo dos anos na prevenção do câncer do colo do útero, frequentemente gerava dúvidas quanto à periodicidade correta de realização, levando muitas mulheres a repetirem o procedimento anualmente, mesmo quando não havia indicação clínica ou necessidade conforme os protocolos vigentes. “Com o teste de DNA-HPV, os protocolos de rastreamento tornam-se mais objetivos, organizados e padronizados, facilitando a compreensão tanto pelas usuárias quanto pelos profissionais de saúde”, detalha. “Isso fortalece o fluxo assistencial na Atenção Primária, reduz exames e intervenções desnecessárias, amplia a segurança clínica e permite um acompanhamento mais qualificado das pacientes.” Fluxo do exame [LEIA_TAMBEM]A coleta da amostra é feita de forma semelhante ao exame citopatológico (Papanicolau), sendo o material encaminhado para análise molecular por técnica de PCR. Nos casos em que houver detecção dos tipos HPV 16 ou HPV 18 — associados ao maior risco oncogênico —, a paciente será encaminhada para colposcopia. Quando o resultado for negativo, a recomendação é repetir o exame após cinco anos, conforme protocolo vigente. Se for detectado outro tipo de HPV, será feita a citologia com a mesma amostra. As amostras são coletadas nas UBSs e encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) para análise. Após a liberação dos resultados, as equipes da Atenção Primária à Saúde serão responsáveis pelo acompanhamento das pacientes, orientações e encaminhamentos necessários, conforme cada caso. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Mesmo sem casos em 2026, GDF empreende ações contínuas de prevenção contra a gripe aviária
O Governo do Distrito Federal (GDF) segue com medidas permanentes e rigorosas de prevenção à gripe aviária (influenza aviária), ações que já ocorriam antes mesmo da prorrogação da emergência zoossanitária nacional. O trabalho contínuo das equipes de saúde e defesa agropecuária tem gerado resultados positivos: em 2026, não houve nenhum caso confirmado da doença em animais ou humanos no DF. Trabalho conjunto entre SES-DF e Seagri-DF mantém fiscalização pontual: foco é a saúde da população | Fotos: Divulgação “Estamos trabalhando para evitar a chegada da doença com a restrição de entrada de animais vivos de outros estados e o aumento dos protocolos sanitários nas granjas, e isso traz tranquilidade para a população do Distrito Federal no sentido de que consumir carne de frango e ovos de galinha é plenamente seguro” Rafael Bueno, secretário de Agricultura A emergência zoossanitária no DF valerá durante todo o alerta nacional para a gripe aviária. Com o objetivo de resguardar ainda mais a população e o setor produtivo, o DF tem um plano de contingência interinstitucional para a doença que envolve as secretarias de Saúde (SES-DF) e da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF). O planejamento detalha as medidas a serem tomadas diante de eventuais casos suspeitos ou confirmados. “Antes mesmo da ocorrência da gripe aviária no Distrito Federal, o governo já estava preparado e trabalhando para evitar possíveis contaminações e disseminação da doença”, reforça o secretário de Agricultura do DF, Rafael Bueno. Ele relembra que o caso registrado em 2025, no Zoológico de Brasília, foi rapidamente controlado e não chegou às granjas comerciais. “Estamos trabalhando para evitar a chegada da doença com a restrição de entrada de animais vivos de outros estados e o aumento dos protocolos sanitários nas granjas, e isso traz tranquilidade para a população do Distrito Federal [no sentido] de que consumir carne de frango e ovos de galinha é plenamente seguro”, afirma Bueno. Segundo o secretário, o reforço na estrutura e nas ações de campo também foi destaque nas medidas preventivas. “Em 2025, a Seagri agiram atuando na fiscalização das propriedades comerciais”, aponta. “Ao longo desse período, adquirimos equipamentos e insumos e treinamos nossas equipes junto com parceiros para que cada vez mais estejamos atentos e prontos no caso de uma possível ocorrência.” Balanço de ações e fiscalização A Seagri fechou 2025 com 291 fiscalizações em propriedades com avicultura. Apenas no primeiro trimestre de 2026, já foram promovidas 61 fiscalizações de campo em propriedades avícolas, além da coleta de toda a amostragem recomendada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Controle rígido é praticado para assegurar que, em caso de confirmação de foco de influenza aviária, as medidas sejam adotadas imediatamente A subsecretária de Defesa Agropecuária, Danielle Cristina, explica a celeridade do protocolo em casos de suspeita: “Em caso de confirmação de foco de influenza aviária, o Serviço Veterinário Oficial inicia imediatamente uma operação de emergência para conter a doença e evitar a disseminação. A propriedade ou local afetado é interditado, o trânsito de aves e produtos é suspenso e equipes técnicas realizam investigação epidemiológica, coleta de amostras e monitoramento das propriedades próximas”. “Para os agricultores do DF, é o momento de reforçar as boas práticas de biossegurança, que já vêm garantindo há bastante tempo a situação de bem-estar” Eduardo Batista, do Sindicato dos Avicultores As exigências para os produtores são rígidas. De acordo com o coordenador de Programa de Sanidade de Suínos, Aves e Programas Sanitários em Geral, Daniel Nunes, o serviço se estende desde a avicultura industrial até os pequenos e médios produtores. “O trabalho desenvolvido pelo Serviço de Defesa Agropecuária do Distrito Federal na prevenção da influenza aviária ocorre de forma contínua, estratégica e integrada, envolvendo desde a fiscalização das granjas comerciais até ações educativas junto aos pequenos produtores rurais”, situa. Atualmente, pontua o gestor, nenhuma granja comercial opera no DF sem atender às exigências sanitárias previstas na legislação. [LEIA_TAMBEM] Biossegurança nas granjas Para os produtores, o momento de alerta nacional sinaliza a importância de reforçar medidas que já fazem parte da rotina. O cuidado nas propriedades inclui desde a captação de água em poços profundos até a instalação de telas e cercas antirrato. “Para os agricultores do DF, é o momento de reforçar as boas práticas de biossegurança, que já vêm garantindo há bastante tempo a situação de bem-estar”, indica Eduardo Batista, do Sindicato dos Avicultores (Sindiaves). “Os cuidados começam na origem. Após um rigoroso processo de sanitização, como banho e troca de roupa de colaboradores, vazio sanitário de pessoas, desinfecção de veículos e materiais, além do isolamento de propriedades, temos uma infraestrutura já dimensionada para biossegurança.”
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Dia Nacional do Controle de Infecções Hospitalares ressalta a importância da higienização
Ações simples podem evitar complicações graves, reduzir internações prolongadas e salvar vidas dentro dos hospitais. Nesta sexta-feira (15), quando é celebrado o Dia Nacional do Controle de Infecções Hospitalares, a Secretaria de Saúde (SES-DF) reforça a importância das medidas de prevenção adotadas nas unidades de saúde para proteger pacientes, profissionais e acompanhantes. Vigilância Sanitária recomenda controle e higienização constantes no ambiente hospitalar para evitar infecções | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-Df Embora seja popular o termo infecções hospitalares, a nomenclatura adotada pelos serviços de saúde é infecções relacionadas à assistência à saúde (Iras). Isso porque essas infecções podem ser adquiridas em diferentes ambientes, como hospitais, clínicas, unidades de pronto atendimento e demais serviços de saúde. “Garantimos que hospitais e demais serviços de saúde sigam protocolos e padrões capazes de reduzir a circulação de microrganismos e ampliar a segurança dos pacientes” Márcia Olivé, diretora da Vigilância Sanitária da SES-DF “O controle adequado reduz complicações, evita o uso excessivo de antibióticos e diminui casos de internações prolongadas e mortes evitáveis”, afirma a gerente de Risco em Serviços de Saúde da Vigilância Sanitária da SES-DF, Juliana Ruas. O infectologista Felipe Freitas, do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), alerta para os riscos: “A ausência de um controle eficiente das infecções relacionadas à assistência à saúde aumenta o risco de surtos, transmissão de doenças e proliferação de bactérias resistentes. Já a adoção de medidas preventivas reduz novas infecções e torna a assistência mais segura para pacientes e profissionais”. Monitoramento contínuo No DF, o monitoramento das Iras é feito dentro das unidades de saúde, por meio das comissões de controle de infecção hospitalar (CCIHs); e pela Vigilância Sanitária, com ações de fiscalização coordenadas pela Gerência de Risco em Serviços de Saúde (GRSS). Entre as ações da GRSS estão inspeções sanitárias, monitoramento das taxas de Iras, investigação de surtos e capacitação de profissionais sobre segurança do paciente e prevenção. “Garantimos que hospitais e demais serviços de saúde sigam protocolos e padrões capazes de reduzir a circulação de microrganismos e ampliar a segurança dos pacientes”, afirma a diretora da Vigilância Sanitária da SES-DF, Márcia Olivé. Casos de infecção em pacientes internados em UTI caíram significativamente no período de 2014 a 2025 Entre 2014 e 2025, a SES-DF registrou queda nos três principais tipos de infecção em pacientes internados em UTIs de adultos no DF. Os casos de pneumonia associada à ventilação mecânica caíram 57%, queda que nas infecções primárias da corrente sanguínea foi de 63% e, nas infecções do trato urinário, de 75%. Além de aumentar a segurança dos pacientes, a redução desses índices também contribui para diminuir custos com tratamentos e internações prolongadas na rede pública de saúde. Em 2025, a GRSS analisou 4.021 notificações de infecções, respondeu a 26 surtos e realizou 75 fiscalizações de alta complexidade. Também promoveu 36 encontros técnicos, capacitando quase mil profissionais. Em 2026, já foram promovidas 50 ações de fiscalização e monitorados seis surtos notificados. Prevenção começa pelas mãos [LEIA_TAMBEM]A SES-DF reforça que a higienização correta das mãos segue como uma das medidas mais eficazes contra infecções. “A limpeza adequada interrompe a transmissão de microrganismos e protege pacientes, profissionais e acompanhantes. É uma ação simples, rápida e extremamente eficiente”, enfatiza Juliana Ruas. Outras medidas incluem uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs), limpeza e desinfecção de ambientes e esterilização adequada de materiais. A orientação para visitantes e acompanhantes é higienizar as mãos antes e depois das visitas, evitar contato com superfícies fora do leito e não visitar pacientes em caso de sintomas gripais ou doenças infecciosas. Veja mais dicas no Instagram da SES-DF. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saiba os sintomas e como se prevenir da hantavirose, doença transmitida por roedores silvestres
Infecção transmitida principalmente pela inalação de partículas de poeira formadas a partir da urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados, a hantavirose é considerada rara e os casos costumam estar associados a ambientes rurais, galpões fechados, locais com acúmulo de entulho ou áreas com presença de roedores. A enfermidade é similar a outras doenças respiratórias e virais. Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça e dores no corpo. Em alguns casos, pode ocorrer evolução para tosse seca e cansaço extremo. Fatores ambientais estão relacionados ao aumento da circulação de roedores silvestres e, consequentemente, ao maior risco de exposição humana. Prevenção Fatores ambientais estão relacionados ao aumento da circulação de roedores silvestres e, consequentemente, ao maior risco de exposição humana | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF No caso da hantavirose, os roedores envolvidos são os silvestres. Portanto, não há intervenção com raticidas em função do impacto na cadeia alimentar. O uso pode matar os predadores naturais, como cobras e corujas. “Nós fazemos investigação a partir de casos humanos para identificar o local provável de infecção e, a partir da caracterização, entramos com educação em saúde, orientando a população como se proteger nos cenários rurais”, explica a bióloga da SES-DF, Gabriela Toledo. Em casos de acesso a galpões, o ideal é manter o espaço aberto por, no mínimo, quinze minutos. Também é preciso tomar cuidado em relação às atividades relacionadas ao turismo rural e evitar consumir e manusear frutos caídos. Em casos de suspeita da doença, a orientação é procurar o serviço de saúde mais próximo. Casos notificados no DF Arte: SES-DF Atualmente, três casos notificados de hantavirose estão sob investigação — sendo um deles, de morador da capital federal, com local provável de infecção em outro estado. Outros dois casos buscaram atendimento no Distrito Federal, porém residem e, possivelmente, foram infectados em seus estados de origem. Todos iniciaram os sintomas no mês de abril e as ocorrências não possuem relação com o surto ocorrido no navio proveniente da Argentina. Os últimos registros confirmados da doença no DF ocorreram em 2022. Os pacientes, inicialmente, foram investigados para outras doenças com sintomas semelhantes. No decorrer da investigação, a hantavirose passou a ser considerada por conta das características clínicas apresentadas pelo histórico de exposição de risco identificado. Todos os casos seguem com exames laboratoriais em análise no laboratório de referência nacional. Até o momento, não há confirmação laboratorial de hantavirose. “A Secretaria de Saúde já está realizando a investigação dos casos suspeitos da doença com análise clínica e epidemiológica, levantamento dos possíveis locais de exposição e articulação com os serviços de assistência, laboratório e vigilância ambiental. A investigação também contempla a avaliação de antecedentes ocupacionais e ambientais compatíveis com a hantavirose, além de monitorar informações que possam subsidiar medidas de prevenção e controle, reduzindo o risco de novos casos”, afirma a diretora de Vigilância Epidemiológica, Juliane Malta. *Com informações da SES-DF
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Falta de ar que vai e volta pode esconder asma fora de controle
A sensação de não conseguir puxar o ar direito começou de forma leve. No início, a administradora Jaqueline Mendonça, 34 anos, achou que era apenas cansaço. Com o tempo, vieram o chiado no peito, a tosse à noite e a dificuldade para subir escadas. As crises passaram a aparecer sem aviso. “Teve um dia em que parecia que o ar não entrava. Foi assustador. Eu só usava bombinha quando piorava, mas não sabia que precisava tratar todos os dias”, conta. A história de Jaqueline se repete entre milhões de brasileiros. Neste 5 de maio, o Dia Mundial de Combate à Asma chama atenção justamente para esse ponto. O tema deste ano, definido pela Global Initiative for Asthma (Gina), reforça que garantir acesso a inaladores anti-inflamatórios ainda é uma necessidade urgente para evitar crises e mortes que poderiam ser prevenidas. A Gina é uma organização médica internacional, colaboradora da Organização Mundial da Saúde (OMS). A asma é uma doença inflamatória crônica que atinge cerca de 300 milhões de pessoas no mundo. Não tem cura, mas pode ser controlada. O problema é que, na prática, muitos pacientes ainda tratam apenas os sintomas, e não a doença em si. A asma é uma doença inflamatória crônica que atinge cerca de 300 milhões de pessoas no mundo | Fotos: Divulgação/IgesDF “A asma não aparece só na crise. A inflamação está presente o tempo todo e precisa ser controlada de forma contínua”, explica a pneumologista do IgesDF, Nancilene Melo. Segundo a especialista, o tratamento correto inclui o uso regular de inaladores com corticoide, muitas vezes associados a broncodilatadores. Esses medicamentos atuam diretamente na causa da doença e reduzem o risco de agravamento. Quando a melhora engana Depois de procurar atendimento e iniciar o tratamento adequado, Jaqueline percebeu melhora rápida. A respiração voltou ao normal e as crises desapareceram. Foi aí que cometeu o erro mais comum. “Eu parei de usar a medicação porque estava me sentindo bem. Em pouco tempo, tudo voltou. Foi quando entendi que precisava tratar a doença, não só a crise”, relata. A interrupção do tratamento é um dos principais fatores de descontrole da asma. O uso isolado de broncodilatadores, que aliviam a falta de ar na hora, mas não tratam a inflamação, ainda é frequente. “Muita gente usa apenas a bombinha de alívio. Isso melhora na hora, mas mantém a doença ativa. O risco é a crise voltar mais forte”, alerta Nancilene. Onde buscar atendimento no DF No Distrito Federal, o tratamento da asma é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), desde a atenção básica até casos mais complexos. Um dos principais é o Hospital de Base do Distrito Federal, que conta com ambulatórios especializados em doenças respiratórias e alérgicas. Ao todo, o DF possui cerca de 27 centros de referência para atendimento de pacientes asmáticos, distribuídos em hospitais regionais e unidades de saúde, garantindo acesso ao diagnóstico, acompanhamento e medicação. Para ter acesso a esses centros, a porta de entrada são as unidades básicas de saúde (UBSs). Ao todo, o DF possui cerca de 27 centros de referência para atendimento de pacientes asmáticos Informação também é tratamento No Brasil, a primeira semana de maio concentra ações de conscientização sobre a doença, com campanhas educativas e discussões sobre novas terapias. Entidades como a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e a Fundação Proar reforçam a importância da adesão ao tratamento. Para especialistas, ampliar o acesso aos medicamentos é essencial, mas não suficiente. Entender a doença faz parte do cuidado. “Quando o paciente compreende que a asma é uma condição crônica, como diabetes ou pressão alta, ele passa a cuidar melhor e evita complicações”, afirma a pneumologista. Viver bem é possível Hoje, Jaqueline mantém o tratamento regular e não teve novas crises graves. Voltou a fazer exercícios e retomou a rotina sem limitações. “Eu achei que ia ter que conviver com isso para sempre daquele jeito. Hoje eu sei que dá para ter qualidade de vida, mas tem que fazer o tratamento certo”, diz. A principal mensagem do Dia Mundial de Combate à Asma é clara. Com acesso ao tratamento adequado e uso contínuo da medicação, é possível controlar a doença e evitar que a falta de ar limite a vida de milhões de pessoas. *Com informações do IgesDF
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BRT de Santa Maria recebe ação sobre saúde do trabalhador
Na estação do BRT de Santa Maria, a tarde desta terça (28) será marcada pelo Abril Verde – Trabalhador com Saúde. A iniciativa, que começa às 14h, é da Secretaria de Saúde (SES-DF), assinalando o mês de abril com a campanha Abril Verde, que tem como objetivo promover a conscientização sobre a importância da saúde e da segurança no trabalho, bem como a prevenção de acidentes e doenças relacionadas às atividades laborais. Quem passar pela estação do BRT terá acesso à oferta de diversos serviços de saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Durante a ação, trabalhadores que passarem pelo local terão acesso a serviços em saúde, como vacinação (calendário adulto), testes rápidos para HIV e hepatites virais, aferição de pressão arterial e aferição de índice glicêmico. Também haverá orientações sobre prevenção de acidentes de trabalho, riscos ocupacionais e a importância sobre a utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs). Dados De acordo com o Boletim Epidemiológico em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2021/2025, no Distrito Federal foram registrados um total de 35,9 mil notificações de acidente de trabalho nos últimos cinco anos, com aumento da incidência dos registros dessas notificações a cada ano. Os trabalhadores do sexo masculino representam 76,2% dos casos de acidentes de trabalho, com a prevalência maior na faixa etária entre e 20 a 29 anos (29,8%). [LEIA_TAMBEM]Quanto às ocupações, os acidentes de trabalho ocorridos com pedreiros (10,2%) lideram isoladamente o ranking, seguido por motofretistas (3,8%), açougueiros (3,7%), empregados domésticos (3,7%), serralheiros (3,6%) e serventes de obras (3,6%). Acidente de trabalho Acidente de trabalho é definido como todo caso de acidente por causas não naturais compreendidas como situações e violências, que ocorrem no ambiente de trabalho ou quando o trabalhador estiver desempenhando atividades relacionadas à sua função, a serviço do empregador ou representando os interesses do mesmo (típico) ou no percurso entre a residência e o trabalho (trajeto) que provoca lesão corporal ou perturbação funcional, podendo causar a perda ou redução temporária ou permanente da capacidade para o trabalho e até mesmo a morte do trabalhador e da trabalhadora. A campanha Abril Verde reforça a necessidade de sensibilização contínua sobre a importância da prevenção de acidentes de trabalho, do uso adequado de equipamentos de proteção e do cuidado integral com a saúde física e mental do trabalhador. Abril Verde — Trabalhador com Saúde → Data: terça-feira (28) → Horário: das 14 às 17h → Local: Estação do BRT de Santa Maria — QR 119. *Com informações da Secretaria de Saúde
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GDF reforça prevenção contra incêndios florestais com blitz educativa no Park Way
A manhã desta sexta-feira (24) foi marcada por uma mobilização educativa na feirinha da Quadra 14 do Park Way, de olho na redução de focos de incêndio e na proteção da Área de Proteção Ambiental (APA) Gama e Cabeça de Veado. A ação, coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), faz parte do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF) e reuniu diversos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) para abordar motoristas e pedestres. O secretário de Meio Ambiente, Rafael Luiz Ramalho de Santana, ressaltou a importância da antecipação ao período mais crítico da estiagem. "Estamos na nossa segunda blitz de prevenção e combate aos incêndios do ano. É fundamental a população receber informação e estar participando de forma ativa. A seca está logo ali e a gente sabe muito bem como o Distrito Federal sofre nesse período. Nosso trabalho primeiro é de conscientização. O Governo do Distrito Federal tem se preocupado bastante com isso, em colaboração também com outros órgãos", afirmou. Além dos órgãos que fazem parte do PPCIF, a ação também conta com 30 estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental I do Centro Educacional de Vargem Bonita. Para o secretário, a participação dos alunos torna o trabalho de conscientização "mais leve" e eficaz. “Sem falar que também é uma preparação para o futuro. O meio ambiente também se trata de futuro. Então, trazendo as crianças para participar desse momento, elas se tornam conscientes, e estamos preparando futuros preservadores do meio ambiente”, completa. A ação reuniu diversos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) para abordar motoristas e pedestres | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília A coordenadora do PPCIF, Carolina Schubart, explicou a escolha estratégica da região. "O Park Way está inserido dentro da APA do Gama e Cabeça de Veado, que é uma área super importante para o Distrito Federal em termos de preservação do Cerrado", detalhou. Segundo a gestora, a blitz ocorre agora porque, a partir de julho, os incêndios tornam-se mais agressivos, mudando o foco da prevenção para o combate. Para Carolina, a iniciativa em parceria com os estudantes desperta neles a importância do cuidado com o meio ambiente. Além disso, muitos moram na área rural e se tornam multiplicadores nas famílias e comunidades. "A gente trabalha com as crianças para trazer essa leveza e conscientização, especialmente em áreas rurais onde há maior incidência de fogo por queima irregular de lixo ou resto de poda", completou. Vozes da comunidade Os motoristas que passaram pelo local aprovaram a iniciativa. O motorista profissional Matheus Victor Silva, morador do Gama, destacou o impacto das crianças na abordagem. "Eu acho certinho isso. Tem que falar para o próximo para não botar fogo, senão estraga a natureza", disse. Para ele, o envolvimento dos alunos é um diferencial. “Quando é um adulto falando, muitas vezes a gente nem esquenta muito. Mas se é uma criança, a gente bota a cabeça no lugar”, avaliou o motorista. Elaine Carneiro, boleira que passava pelo local a trabalho, também elogiou a ação. "Acho um ótimo incentivo, não só para a gente, mas para as crianças também, porque todo mundo tem que ter essa consciência de preservar o nosso ambiente. Dependemos dele para ter uma qualidade de vida melhor", refletiu a moradora de Ceilândia. Próximas ações A blitz educativa do Park Way é a segunda de um cronograma que prevê mais cinco ações no Distrito Federal. De acordo com a Sema, as próximas mobilizações ocorrerão na última sexta-feira de cada mês. Em maio, está prevista uma blitz simultânea nas regiões do Jardim Botânico e do Lago Oeste. Outras áreas constantemente afetadas por incêndios florestais, como a Floresta Nacional de Brasília (em Brazlândia), Riacho Fundo e Granja do Torto, também receberão a iniciativa. Elaine Carneiro, boleira que passava pelo local a trabalho, também elogiou a ação Crime ambiental: multas e o que fazer ao avistar fogo Durante a blitz, foram distribuídos materiais informativos com o slogan "DF de Olho no Fogo", com orientações sobre a Lei de Crimes Ambientais e informações para produtores rurais sobre manejo controlado. A lei permite aos produtores rurais usar a queima controlada em algumas situações. Mesmo assim, ela é perigosa e precisa ser feita de forma correta. Um curso gratuito do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em parceria com o PrevFogo, aborda as técnicas seguras em propriedades rurais (Técnicas de Realização de Queima Controlada em Propriedades Rurais — Senar Play). Antes de fazer uma queima controlada, é preciso solicitar autorização da Sema-DF, que é obrigatória. A permissão pode ser suspensa, de forma temporária, nas épocas de estiagem intensa, que aumentam os riscos dos incêndios florestais. Entre as alternativas ao uso do fogo, estão adubação verde, agroecologia, agroextrativismo, apicultura e meloponicultura, artesanato e reciclagem, compostagem e minhocultura, consórcio e torração de culturas, ecoturismo e turismo rural, pastagem ecológica, pastejo misto, permacultura, plantio direto, silagem e sistemas agroflorestais. Fazer queimadas sem autorização do órgão ambiental ou sem tomar os devidos cuidados no DF é infração penal, de acordo com a Lei nº 4.329/2009, sujeita a multa de R$ 500 a R$ 5.000. Provocar incêndios em mata ou floresta é crime sujeito a multa e reclusão de dois a quatro anos. Denúncias sobre suspeitas de autoria de incêndios florestais devem ser feitas à Polícia Militar (190), quando há possibilidade de intervenção imediata, e à Polícia Civil (197), para crimes já cometidos. Caso o cidadão aviste um incêndio florestal ou práticas irregulares de queimada, deve entrar em contato imediatamente com os órgãos ambientais, o Corpo de Bombeiros (193) ou a linha verde do Ibama, por meio de ligação gratuita pelo telefone 0800 061 8080.
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Unidades de pronto atendimento abrem Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu a programação da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat) nas unidades de pronto atendimento (UPAs). Promovidas pelas unidades da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), as ações mobilizam colaboradores e reforçam a importância da segurança, do bem-estar e da prevenção no ambiente de trabalho. Célia Krawczyk (de calça verde), gerente da UPA de Brazlândia: “A Sipat agrega muito ao colaborador. É uma iniciativa educativa em que debatemos o uso correto dos equipamentos e a importância da prevenção” | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF Na UPA de Brazlândia, a programação começou nesta segunda-feira (13) e segue até o dia 17, com uma agenda voltada à conscientização e ao cuidado com os profissionais. A proposta é ampliar o acesso à informação, estimular práticas seguras no dia a dia e fortalecer a qualidade de vida das equipes. “A Sipat agrega muito ao colaborador”, aponta a gerente da unidade, Célia Krawczyk. “É uma iniciativa educativa em que debatemos o uso correto dos equipamentos e a importância da prevenção. Quando prevenimos, garantimos mais segurança para todos. Isso contribui para um fluxo de trabalho mais eficiente e reforça a necessidade de manter esses cuidados no dia a dia.” Programação Entre as atividades previstas, estão palestras sobre as atribuições da Cipa, bate-papo sobre saúde mental e ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, além de atividades de autocuidado, como ginástica laboral e práticas de bem-estar. A programação também contempla os profissionais do período noturno, com ações específicas para ampliar a participação. “A semana vem para reforçar e aprofundar as orientações sobre acidentes de trabalho, além de abordar temas como assédio moral e sexual”, explica a presidente da Cipa da UPA de Brazlândia, Alexandra Barbosa. “É um período dedicado à conscientização e ao cuidado com os colaboradores, com palestras, ações de saúde e atividades que também contribuem para a autoestima.” UPA Ceilândia I dá início à programação da Cipa nesta terça-feira (14) Outro destaque da programação é o concurso de frases, no qual os colaboradores concorrem a um prêmio a ser revelado na sexta-feira (17), quando será escolhida a melhor frase sobre a importância da prevenção de acidentes de trabalho na unidade. Para o assistente administrativo Gabriel Viana, a proposta deste ano ampliou o acesso à informação. “Aprendemos muito em momentos como esse, pois conseguimos nos atualizar e buscar formas de evitar acidentes no ambiente de trabalho no dia a dia”, pontua. Atividade integrada [LEIA_TAMBEM]A mobilização das Sipats ocorre simultaneamente em outras unidades do IgesDF. Na UPA de Planaltina, a ação foi na sexta-feira (10), reunindo colaboradores em atividades voltadas à conscientização e à segurança no trabalho. Para o gerente da unidade, Rogério Tavares, a iniciativa fortalece o compromisso coletivo: “A Sipat é um momento essencial para reforçar a responsabilidade compartilhada com a segurança no ambiente de trabalho. Quando os colaboradores se conscientizam, toda a unidade ganha em qualidade e eficiência”. Já na UPA de Ceilândia I, a programação terá início nesta terça-feira (14), dando continuidade ao calendário institucional. A proposta é garantir que todos os colaboradores tenham acesso a orientações e práticas que contribuam para um ambiente mais seguro e saudável. “Dessa forma, reafirmamos nosso compromisso com o bem-estar dos profissionais”, pontua a gerente da unidade, Graziele Faria. “Afinal, cuidar de quem cuida é essencial para construir um ambiente de trabalho mais seguro, acolhedor e eficiente”. *Com informações do IgesDF
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