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Lacen-DF é pioneiro do Centro-Oeste em implantação de biossegurança nível 3

Por trás dos diagnósticos que orientam tratamentos e ajudam a controlar doenças de grande impacto no Distrito Federal, existe uma estrutura altamente especializada que opera sob rigorosos protocolos. É o caso do Laboratório de Alta Contenção Biológica de Nível de Biossegurança 3 (NB3), do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF), pioneiro na implantação desse tipo de estrutura no Centro-Oeste.  O laboratório conta com rígidos protocolos de segurança, como acesso restrito e uso obrigatório de equipamentos de proteção individual | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde “Os patógenos manipulados nesse ambiente exigem cuidados rigorosos. Por isso, o laboratório conta com processos de biossegurança e descontaminação, evitando que esses agentes sejam liberados e ofereçam qualquer risco à população ou ao meio ambiente” Solange Fagundes, diretora do Lacen-DF  O espaço foi projetado para abrigar um trabalho seguro com agentes biológicos transmitidos pelo ar e que exigem medidas especiais de contenção. Atualmente, o laboratório NB3 é utilizado para o diagnóstico da tuberculose, tornando-se referência no estudo de uma das doenças infecciosas mais relevantes à saúde pública. “Os patógenos manipulados nesse ambiente exigem cuidados rigorosos. Por isso, o laboratório conta com processos de biossegurança e descontaminação, evitando que esses agentes sejam liberados e ofereçam qualquer risco à população ou ao meio ambiente”, explica a diretora do Lacen-DF, Solange Fagundes. Ambiente controlado O nível de biossegurança 3 é uma classificação destinada a laboratórios que manipulam agentes patogênicos transmitidos pelo ar, como a bactéria causadora da tuberculose. Dentre os protocolos exigidos no local estão o acesso restrito e o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual (EPIs).   Essa estrutura é fundamental e garante proteção em três frentes: segurança dos profissionais que realizam as análises diariamente; oferta de diagnósticos precisos aos pacientes; e proteção do meio ambiente, impedindo que qualquer cepa manipulada seja liberada e contribua para a manutenção da cadeia de transmissão da doença. “Para assegurar esse controle, o laboratório utiliza um sistema que impede a saída de ar da área de contenção sem o tratamento adequado”, detalha Solange Fagundes. Atualmente, a estrutura conta com cinco servidores especializados, sendo três analistas farmacêuticos e dois técnicos de laboratório.  Referência para a região Equipe do GSI e representantes da Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública do Ministério da Saúde em visita técnica ao Lacen-DF "Também realizamos testes de sensibilidade que identificam se a bactéria é resistente ou sensível a medicamentos de primeira e segunda linha, informação fundamental para direcionar o tratamento dos pacientes” Glaura Caldo, chefe do Núcleo de Bacteriologia do Lacen-DF Além do Distrito Federal, o laboratório NB3 do Lacen-DF recebe amostras de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Maranhão, consolidando-se como referência para a região. “Em média, processamos entre 400 e 500 amostras por mês. Também realizamos testes de sensibilidade que identificam se a bactéria é resistente ou sensível a medicamentos de primeira e segunda linha, informação fundamental para direcionar o tratamento dos pacientes”, ressalta a chefe do Núcleo de Bacteriologia do Lacen-DF, Glaura Caldo. Visita técnica Com o objetivo de fortalecer ações voltadas à biossegurança e à bioproteção em locais estratégicos no país, o Laboratório NB3 recebeu, nesta semana, a visita técnica de uma equipe multidisciplinar do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e representantes da Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), do Ministério da Saúde. [LEIA_TAMBEM]A programação incluiu apresentações institucionais, exposição das atividades desenvolvidas na unidade e visita às instalações. Para o tenente-coronel e assessor militar do GSI, André Bifano, o laboratório NB3 desempenha um papel-chave na saúde pública.  “A estrutura de biossegurança permite o trabalho seguro com patógenos de alto risco, garantindo que estudos, diagnósticos e pesquisas sejam feitos dentro das normas nacionais e internacionais. Isso garante à população serviços de qualidade e maior proteção”, afirma Bifano.  *Com informações da SES-DF  

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Capacitação orienta residentes de saúde em estratégias de busca e uso de bases científicas

Residentes dos programas de Enfermagem Obstétrica e do Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade da Escola de Saúde Pública (ESP/DF) participaram, nesta quarta (13), de um treinamento promovido pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) na Fundação Hemocentro de Brasília (FHB). A iniciativa, só este ano, já capacitou 220 estudantes e profissionais da área de saúde. Maurício Marques, coordenador da biblioteca central da Fepecs, alertou: “Pesquisar em fontes de credibilidade é fundamental” | Foto: Divulgação/Fepecs Durante o treinamento, os participantes receberam orientações sobre métodos de pesquisa, seleção de informações confiáveis e utilização de plataformas científicas. “A intenção é tornar esses profissionais mais capacitados diante dos avanços tecnológicos e das transformações na área da saúde, para que isso reflita, lá na ponta, quando estiverem atendendo pacientes em uma unidade de saúde”, afirmou o coordenador da biblioteca central da Fepecs, Maurício Mendes Marques. A aula também teve apresentação de diretrizes sobre a utilização da inteligência artificial na pesquisa científica. “Pesquisar em fontes de credibilidade é fundamental”, pontuou Maurício. “Existe o hábito de fazer pesquisas no Google, e, muitas vezes, o usuário se depara com sites falsos ou suspeitos. Além disso, hoje temos as inteligências artificiais como novas ferramentas de apoio.” A capacitação integra uma série de treinamentos promovidos pela Fepecs com foco na qualificação profissional e no incentivo ao uso de fontes científicas confiáveis. A proposta é fortalecer a formação e ampliar o acesso a ferramentas que contribuam para uma atuação mais técnica e atualizada na saúde pública.   *Com informações da Fepecs

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Pacientes da rede pública recebem cadeiras de rodas e de banho

Neste mês, a Secretaria de Saúde (SES-DF), por meio do Núcleo de Produção de Órteses e Próteses (Nupop), entregou 179 cadeiras de banho e de rodas do modelo paraplégico adulto a pacientes cadastrados em lista de espera. Outras entregas ainda vão ocorrer ao longo deste primeiro semestre, totalizando 1.582 cadeiras de rodas e 2.252 cadeiras de banho. O aposentado Cícero Gorgônia comemorou a aquisição: “Estou muito feliz em ter sido chamado. Agora eu vou poder ajudar a limpar a casa, dar uma força à esposa” | Foto: Yuri Freitas/Agência Brasília “Uma cadeira de rodas permite muito mais do que apenas se locomover; ela é um recurso essencial para autonomia, inclusão e qualidade de vida do usuário” Aloma Mendes, chefe do Núcleo de Produção de Órteses e Próteses Também conhecidos como oficinas ortopédicas, o Nupop e o Núcleo de Atendimento Ambulatorial de Órteses e Próteses e Materiais Especiais (Naopme) disponibilizam ainda outros dispositivos de locomoção, como palmilhas e calçados especiais, coletes, bengalas, andadores, cadeiras de rodas motorizadas, próteses de perna e de braço, além de aparelhos respiratórios de pressão contínua em vias aéreas (Cpap) ou de dois níveis de pressão de ar (Bipap). Para solicitar o material, o usuário de saúde precisa comparecer à sede do Naopme, na Estação 114 Sul do Metrô. Para se cadastrar na lista de espera, o cidadão precisa apresentar RG, CPF, cartão nacional do SUS e comprovante de residência atualizados, além de laudo médico ou solicitação de profissional da área da saúde. Não é cobrada qualquer taxa. “Uma cadeira de rodas permite muito mais do que apenas se locomover; ela é um recurso essencial para autonomia, inclusão e qualidade de vida do usuário”, ressalta a fisioterapeuta Aloma Mendes, chefe do Nupop. Retomada da independência [LEIA_TAMBEM]Um dos pacientes que receberam o material foi o aposentado Cícero Pereira Gorgônia, 57 anos. Ele conta que, após precisar amputar a perna direita, há seis anos, sua vida mudou completamente: “Fui caminhoneiro durante 35 anos. Daí veio o diabetes e foram aparecendo as sequelas. Começou com um ferimento no pé, que fui deixando. Eu devia ter dado uma parada, ido a um médico, mas tinha aquela teimosia em não ir”.  Com mobilidade limitada, o aposentado se emociona ao falar da mudança que a nova cadeira representa em sua vida: “Eu tinha uma cadeira emprestada, mas era muito antiguinha. Essa aqui não, ela é ‘maneirinha’, estou muito feliz em ter sido chamado. Agora eu vou poder ajudar a limpar a casa, dar uma força à esposa – ela é a única que trabalha em casa”.   *Com informações da Secretaria de Saúde      

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Projeto Hackacity Impulsiona Saúde será lançado nesta quarta (11)

Em parceria com o Instituto Multiplicidades, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) lança nesta quarta-feira (11), na Escola Técnica do Guará, o projeto Hackacity Impulsiona Saúde. O objetivo é aproximar estudantes e profissionais dos setores de tecnologia e saúde e de inovação dos desafios reais da saúde pública. O evento começa às 9h e terá uma palestra com o tema “Tecnologia na saúde: a combinação entre atendimento humanizado e recursos digitais”, abordando desafios e possibilidades da integração entre inovação tecnológica e cuidado centrado nas pessoas. Recursos digitais de alta tecnologia permitirão o aprendizado do tema proposto | Foto: Divulgação/Secti-DF Em meio a experiências práticas e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas alinhadas às demandas atuais, o projeto contará com um hackathon — evento colaborativo que reúne programadores, designers e especialistas para desenvolver soluções tecnológicas inovadoras — que prioriza os estudantes da rede de educação profissional técnica do DF, com incubação aberta para interessados em empreender na área da saúde, bootcamp (treinamento intensivo para capacitar profissionais da tecnologia) com hospitais parceiros e oportunidades para startups implantarem soluções desenvolvidas na Incubadora Multiplicidades, durante a execução do projeto. [LEIA_TAMBEM]“É uma excelente oportunidade de aprendizado que une qualificação profissional e tecnologia, sempre aliadas às necessidades reais da saúde pública”, enfatiza o titular da Secti-DF, Rafael Vitorino. “É um contexto de transformação digital que integra setores por meio de inovação e prática.” As inscrições podem ser feitas de até o dia 22 deste mês, pelo site oficial do programa. As incubações começam nos dias 27 e 28, para etapa de ideação, e se estendem até setembro. As facilitações e mentorias serão híbridas, com encontros online e presenciais.  Projeto Hackacity Impulsiona Saúde → Lançamento: quarta-feira (11) → Horário: 9h → Local: Escola Técnica do Guará (EQ 17/19, Lote A, Guará II) → Inscrições neste site.    *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação  

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UPAs do DF entram em 2026 com expansão, modernização e alta capacidade assistencial

O ano de 2026 começa com a expectativa de ampliação e fortalecimento da rede de urgência do Distrito Federal. Administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), as unidades de pronto atendimento (UPAs) seguem em expansão, com sete novas em construção, modernização estrutural contínua e consolidação de tecnologias que agilizam o atendimento e elevam a segurança assistencial. [LEIA_TAMBEM]O desafio para este ano é manter o ritmo de entregas e consolidar os avanços estruturais e assistenciais nas unidades. O foco é ampliar o acesso, reduzir deslocamentos e garantir acolhimento resolutivo à população. O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, destaca que os investimentos não se limitam à infraestrutura. “Também estamos fortalecendo as equipes com profissionais qualificados e treinamento contínuo. A assistência em urgência exige mão de obra altamente especializada, e esse é um compromisso que vamos aprofundar em 2026. A população pode esperar um serviço cada vez mais preparado, humano e resolutivo”, afirma. Protagonismo mantido Mesmo em um cenário distinto de 2024, marcado pela epidemia de dengue, as UPAs mantiveram alto volume assistencial em 2025 e seguiram como principais portas de entrada do SUS-DF na urgência e emergência. Entre janeiro e dezembro, foram registrados 1.686.822 atendimentos, número expressivo e que reforça o papel estratégico dessas unidades no equilíbrio da rede pública de saúde. Atendimento nas UPAs do Distrito Federal desempenha um papel estratégico na rede pública de saúde | Fotos: Divulgação/IgesDF As cinco UPAs com maior volume de atendimentos foram: → Ceilândia I — 201.528; → São Sebastião — 178.983; → Samambaia — 161.729; → Sobradinho — 159.326; → Ceilândia II — 152.364. Juntas, elas responderam por 50,62% do fluxo assistencial do ano. Segundo o superintendente de Atenção Pré-Hospitalar do IgesDF, Francivaldo Soares, a presença de especialidades estratégicas contribui para esse resultado. “As UPAs de Ceilândia, São Sebastião e Sobradinho contam com atendimento em Pediatria, altamente demandado, especialmente em períodos de maior circulação viral”, explica. Outras unidades também apresentaram alta procura, como as de Recanto das Emas (148.934), Vicente Pires (130.049), Gama (96.965), Riacho Fundo II (96.332), Paranoá (93.965), Núcleo Bandeirante (92.901), Brazlândia (89.965) e Planaltina (83.781). “Os dados mostram a alta capacidade de resposta das UPAs e o impacto direto dessas unidades na organização da rede. Ao absorverem casos de menor e média complexidade, elas desafogam os hospitais e garantem acolhimento ágil e regionalizado”, reforça Francivaldo. Teleconsulta teve resultados importantes em 2025, com 12,9 mil atendimentos, e agilizou casos de menor gravidade Modernização e novas entregas marcam o ano O avanço na qualidade do atendimento pré-hospitalar também foi impulsionado por um pacote de investimentos em tecnologia, infraestrutura e humanização. A teleconsulta, por exemplo, se consolidou nas UPAs do Gama, Vicente Pires, Ceilândia, Samambaia e São Sebastião, registrando mais de 12,9 mil atendimentos em 2025, principalmente em casos de menor gravidade, com diagnósticos e orientações rápidas. “A assistência em urgência exige mão de obra altamente especializada, e esse é um compromisso que vamos aprofundar em 2026. A população pode esperar um serviço cada vez mais preparado, humano e resolutivo” Cleber Monteiro, presidente do IgesDF As UPAs de Ceilândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Samambaia, São Sebastião e Sobradinho receberam obras de renovação e adequação, com investimento superior a R$ 1,9 milhão. Segundo o superintendente de Engenharia e Arquitetura do IgesDF, Adisson Gabriel Vieira, a prioridade é assegurar estabilidade operacional nas unidades já existentes. “Nosso objetivo é ampliar, com qualidade, o acesso da população aos serviços de saúde, garantindo que cada UPA tenha estrutura e equipe adequadas para atender com segurança e eficiência”, reforça. Também estão em construção sete novas UPAs de porte 3, cada uma com 65 leitos, pediatria, salas de estabilização, laboratório e imagem. As novas unidades serão entregues no Sol Nascente/Pôr do Sol, Taguatinga Sul, Estrutural, Água Quente, Arapoanga, Guará e Águas Claras. “Cada entrega amplia a dignidade no atendimento e reforça o compromisso com o cuidado integral à população do Distrito Federal”, destaca Cleber Monteiro. * Com informações do IgesDF

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Hospital de Santa Maria encerra 2025 com ampliação na assistência materno-infantil

Segurança, humanização e qualificação da assistência marcaram a atenção materno-infantil do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) em 2025. Administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a unidade implementou ações estruturantes que ampliaram a eficiência assistencial, reforçaram a segurança das pacientes e consolidaram a humanização como eixo central do cuidado às gestantes e puérperas. 26.203 atendimentos de urgência foram prestados em 2025, número maior do que os 22.500 registrados em 2024 Entre os principais resultados alcançados, destaca-se a redução de 41% no tempo médio entre a retirada da senha e o atendimento médico no Centro Obstétrico (CO). A melhoria impactou diretamente a experiência das usuárias e garantiu maior agilidade no cuidado, especialmente em situações de risco, refletindo a efetividade das mudanças implantadas ao longo do ano. Em 2025, o HRSM ultrapassou os números de 2024, com 26.203 atendimentos de urgência e emergência obstétrica, frente a 22.500 no ano anterior, mantendo o tempo de espera controlado, sem prejuízo à qualidade da assistência. Hospital de Santa Maria registrou equilíbrio entre os partos normais e cesarianas | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Os avanços também se refletem no volume e no perfil dos partos realizados na unidade. Em 2024, o hospital contabilizou 1.969 cesarianas e 1.878 partos normais. Já em 2025, até o mês de novembro, foram registrados 1.697 cesarianas e 1.721 partos normais, demonstrando equilíbrio entre as vias de parto e o fortalecimento de práticas assistenciais alinhadas às recomendações de segurança e humanização. Para a gerente da maternidade, Ivonete Rodrigues, os resultados são fruto de planejamento e do trabalho integrado entre as equipes. “Cada melhoria implementada foi pensada a partir da realidade do serviço e das necessidades das pacientes. Nosso objetivo é garantir um atendimento seguro, ágil e humanizado, desde a chegada à unidade até o pós-parto”, destaca. Investimento em novos equipamentos foi aliado à valorização dos servidores em 2025 Agilidade e segurança do cuidado Outro avanço relevante foi a implementação de um novo fluxo assistencial voltado aos casos de maior gravidade. Com a mudança, após a primeira consulta médica, as pacientes passam a receber as demais doses de medicação diretamente, sem necessidade de aguardar novo atendimento médico, retornando apenas em caso de intercorrências ou ao final do tratamento. A medida trouxe mais rapidez às condutas e contribuiu para a segurança clínica. Também foi desenvolvida uma estratégia específica para o manejo de intercorrências durante consultas ambulatoriais, otimizando o fluxo do pronto atendimento obstétrico e reduzindo gargalos no serviço. Fortalecimento das equipes  A reorganização das equipes foi um dos pilares das melhorias registradas em 2025. O reforço dos profissionais de ginecologia e obstetrícia possibilitou melhor distribuição no setor, impactando positivamente a realização de procedimentos, as visitas médicas em tempo oportuno e a redução do tempo de espera no atendimento de porta. [LEIA_TAMBEM]Somente no primeiro semestre de 2025, foram contratados 19 ginecologistas obstetras, totalizando 74 profissionais. “A equipe de enfermagem também foi ampliada, sendo que 80% dos enfermeiros são especialistas em ginecologia e obstetrícia, enquanto os demais possuem especialização em neonatologia e formação como generalistas ou emergencistas”, explica Pollyane Nobre, chefe de Núcleo de Enfermagem do Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico e Central de Material Esterilizado. A assistência às gestantes e puérperas foi garantida por uma equipe multiprofissional integrada, composta por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos e assistentes sociais, entre outros especialistas. O HRSM também se consolidou como referência ao ser o único hospital do Distrito Federal, das redes pública e privada, a disponibilizar fisioterapeutas especialistas em saúde da mulher 24 horas por dia, acompanhando as pacientes desde o pré-natal de alto risco até o pós-parto. Unidade é referência em atendimento humanizado e reduziu a fila de espera em 41% no Centro Obstétrico Humanização O cuidado humanizado ganhou ainda mais protagonismo com a atuação dos enfermeiros navegadores, que acompanharam e orientaram as pacientes durante toda a internação, promovendo acolhimento, informação qualificada e integração entre os diferentes pontos da linha de cuidado materno-infantil. Houve também iniciativas voltadas ao acolhimento das famílias e acompanhantes, com abordagens psicossociais e realização de reuniões familiares sempre que necessário. Outro marco de 2025 foi a inauguração do Espaço Terapêutico, em setembro, dentro do Centro Obstétrico. Implantado pelo IgesDF, o novo ambiente substituiu áreas improvisadas e passou a oferecer às gestantes e familiares um espaço calmo, arejado e acolhedor, contribuindo para o bem-estar emocional durante a internação. Espaço Terapêutico foi inaugurado em setembro e passou a oferecer um ambiente acolhedor para os pacientes O hospital também implantou o Net Promoter Score (NPS), ferramenta que subsidia estratégias contínuas de melhoria, além de avançar na implementação das práticas da Iniciativa Hospital Amigo da Mulher e da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (Ihac), baseadas em evidências científicas e no respeito aos direitos humanos, como a presença de acompanhante de livre escolha, liberdade de movimento, métodos não farmacológicos de alívio da dor e a redução de intervenções desnecessárias. Por fim, o HRSM encerra 2025 com avanços nos protocolos assistenciais, entre eles a fase final de publicação do Protocolo de Parto e Nascimento Seguro, além da revisão de outras diretrizes clínicas adotadas na unidade, reafirmando o compromisso com uma assistência segura, qualificada e centrada na mulher. * Com informações do IgesDF

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Congresso debate uso de inteligência artificial e inovações na saúde pública

A programação dedicada à inovação, ciência, tecnologia e políticas públicas em saúde seguiu, na última quarta-feira (19), no V Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa (Ciep 2025), organizado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Os debates abordaram como novas tecnologias, pesquisas e ferramentas digitais podem fortalecer o atendimento e modernizar o Sistema Único de Saúde (SUS). Ao longo do dia, temas como o uso de inteligência artificial na saúde, inovações para o diagnóstico precoce de câncer, terapias genéticas, avanços em cardiologia e desafios regulatórios e jurídicos ganharam destaque. A estudante de Nutrição Edna Albuquerque acompanhou a programação e elogiou os conteúdos apresentados. “Os temas estão sempre interligados e se conectando. Essas palestras estão abrindo mais a minha mente e me deixando mais segura”, afirmou. Último dia do Ciep 2025 abordou temas como temas uso de inteligência artificial na saúde, inovações para o diagnóstico precoce de câncer, terapias genéticas, avanços em cardiologia e desafios regulatórios e jurídicos | Fotos: Divulgação/IgesDF Pesquisas oncológicas e inteligência artificial A abertura dos trabalhos no último dia do congresso foi conduzida pelo oncologista Gustavo Ribas, gestor da Secretaria de Saúde (SES-DF), que apresentou atualizações recentes sobre as pesquisas relacionadas ao câncer de pulmão. Em seguida, a diretora-geral do Complexo Regulador em Saúde do DF, Mônica Iassanã, destacou a relevância e os desafios da regulação em saúde. Um dos temas centrais do dia foi o uso de inteligência artificial (IA) para aprimorar processos assistenciais. O pesquisador líder do Laboratório de Inteligência Artificial da Universidade de Brasília (UnB), Nilton Correia da Silva, reforçou que a tecnologia pode aperfeiçoar fluxos e reduzir burocracias no ambiente hospitalar. Com o tema “Conectando Saberes e Tecnologias para o Futuro da Saúde”, o Congresso do IgesDF teve início na segunda-feira (17) e reuniu autoridades, especialistas, gestores, profissionais de saúde e estudantes “O tempo que um profissional perde atrás de uma mesa, lidando com burocracia, é o tempo que ele poderia usar para se dedicar aos pacientes. A IA pode ajudar a organizar o cotidiano, para que haja mais tempo para os profissionais de saúde cuidarem melhor dos pacientes”, destacou. O pesquisador também ressaltou que a integração de sistemas é um dos principais potenciais da tecnologia: “A saúde, muitas vezes, precisa interagir com vários sistemas diferentes. Por meio da tecnologia, podemos criar formas para que essas plataformas conversem entre si, organizando e alimentando dados de maneira mais eficiente”. Embora reconheça o potencial da IA, o pesquisador reforçou que ela não substitui o trabalho humano. “Sempre vai haver a necessidade da verificação humana. Não podemos depender cegamente da tecnologia”, completou. Tecnologias que impulsionam a saúde Em sua palestra “Da Inovação à Prática: A Incorporação da Robótica e de Novas Tecnologias no SUS”, o cirurgião torácico Daniel Sammartino destacou como o avanço tecnológico ampliou a precisão e a eficiência do diagnóstico oncológico. O médico explicou que novas ferramentas permitiram melhorar a detecção e o avanço, o estágio do câncer no momento do diagnóstico. De acordo com o especialista, a taxa de sobrevivência de pacientes diagnosticados tardiamente com câncer de pulmão é de cerca de 20% após cinco anos — um avanço em relação aos 15% registrados anteriormente. O aumento é atribuído principalmente à detecção precoce viabilizada por exames mais modernos. [LEIA_TAMBEM]Terapias genéticas e avanços em cardiologia Outro destaque do último dia do Ciep 2025 foi o bate-papo sobre terapias gênicas, que reuniu Ana Karine Bittencourt, diretora-presidente do Instituto Deaf1; Ricardo Titze, coordenador do laboratório de tecnologia para terapia gênica da UnB; Raphael Bonadio, pesquisador da UnB; e a empresária Naiara Freire. Os especialistas discutiram o potencial de tratamentos baseados em genética para doenças raras e para o transtorno do espectro autista. A cardiologia também teve espaço relevante na programação. O cardiologista Diandro Marinho Mota abordou a importância da espiritualidade no cuidado cardiovascular, enquanto Gabriel Kanhouche, chefe da Hemodinâmica do Hospital de Base do DF, apresentou a evolução das cirurgias transcateter. Em seguida, Gabriela Thevenard, chefe do Serviço de Cardiologia do HBDF, destacou os resultados de projetos que fortaleceram a comunicação entre equipes médicas. Já o cardiologista Marcelo Ulhoa, coordenador do Programa de Transplante Cardíaco do Instituto de Cardiologia e Transplantes do DF (ICTDF), trouxe um panorama sobre os desafios do transplante de coração no país. Palestras focaram novas tecnologias, pesquisas e ferramentas digitais que podem fortalecer o atendimento e modernizar o Sistema Único de Saúde (SUS) Judicialização da saúde e encerramento A programação seguiu com um debate sobre judicialização na saúde, mediado pelo diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Rodolfo Lira, com participação da cardiologista Edna Maria, da promotora de Justiça Hiza Maria e de Túlio Cunha, da Superintendência Jurídica do IgesDF. Os participantes discutiram as repercussões legais e assistenciais das decisões judiciais na rotina dos serviços. Para encerrar, o doutor em Biofísica Diego Nolasco apresentou a palestra “Pense como um Cientista”, ressaltando a importância da curiosidade, da pesquisa e da análise crítica no desenvolvimento de soluções inovadoras para a saúde. Conectando saberes Com o tema “Conectando Saberes e Tecnologias para o Futuro da Saúde”, o Congresso do IgesDF teve início na segunda-feira (17) e reuniu autoridades, especialistas, gestores, profissionais de saúde e estudantes. Esta edição alcançou seu maior público: mais de 1.800 inscritos, consolidando o CIEP como uma das principais referências em inovação em saúde no Distrito Federal. O Ciep 2025 foi organizado pela Agência Sisters e contou com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), patrocínio da Financeira BRB e parceria das empresas AstraZeneca, Noxtec, Brakko, Concimed, Alabia, B2IF e Infinity Medical. O evento também recebeu apoio institucional da Caesb, Hospcom, Instituto Deaf1 e Samu. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Hospital de Santa Maria apresenta estudos no V Congresso Brasileiro de Saúde Pública

O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), tem apresentado estudos inovadores no V Congresso Brasileiro de Saúde Pública (Conbrasp), em curso no formato virtual até esta quinta-feira (6). O evento é um dos principais fóruns de debate sobre os desafios e avanços da saúde pública no país, reunindo pesquisadores, gestores e profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). Equipe do HRSM apresentou um trabalho que tem como foco a segurança das gestantes | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Apresentado pela equipe multiprofissional do HRSM, o estudo “Implantação de uma linha de cuidados em fisioterapia obstétrica em hospital público de referência no Distrito Federal: relato de experiência” reflete o compromisso da instituição com uma assistência cada vez mais humanizada e segura às gestantes. Trabalho coletivo “Trabalhamos para oferecer conforto e humanização às gestantes, respeitando o corpo e o protagonismo da mulher em todas as fases, do pré-parto ao pós-parto” Giovanna Cassaro, fisioterapeuta e coautora do estudo apresentado A fisioterapeuta Giovanna Cassaro, coautora do estudo, lembra que o reconhecimento no congresso é resultado do empenho coletivo da equipe: “Esse estudo representa a valorização de todo o esforço e dedicação de cada fisioterapeuta que atua no centro obstétrico, na maternidade e no ambulatório. Trabalhamos para oferecer conforto e humanização às gestantes, respeitando o corpo e o protagonismo da mulher em todas as fases, do pré-parto ao pós-parto”. Segundo Giovanna, quando o corpo da mulher e sua fisiologia são respeitados, os resultados são melhores. “Há menos necessidade de intervenções, redução de lacerações e maior autonomia da parturiente”, aponta. “É gratificante ver esse empoderamento acontecer no nosso dia a dia”. Dor crônica Outros trabalhos do HRSM também foram aprovados no congresso, entre eles, o estudo sobre linha de cuidados para pacientes com dores crônicas e a implantação do primeiro fluxo digital da assistência e faturamento nutricional do SUS. De acordo com a chefe do Serviço de Psicologia do HRSM, Paola Bello, o grupo tem caráter interdisciplinar, com atuação conjunta de enfermagem, psicologia, fisioterapia, nutrição, farmácia, serviço social e terapia ocupacional, garantindo uma abordagem integral e mais efetiva aos pacientes. “A dor crônica é uma condição que exige aprendizado e estratégias de enfrentamento”, enfatiza a gestora. “Criamos uma linha de cuidados voltados à psicoeducação, à promoção da autonomia e ao manejo da dor — inclusive com métodos não farmacológicos.” [LEIA_TAMBEM]A nutricionista Patrícia dos Santos, chefe do Serviço de Nutrição Dietética do IgesDF, explica que a iniciativa trouxe mais agilidade e rastreabilidade ao trabalho entre as áreas: “Com o novo sistema, todas as etapas da prescrição e do acompanhamento nutricional ficaram integradas e automáticas. Hoje conseguimos rastrear quem solicitou, quem prescreveu e em quanto tempo o atendimento foi realizado, garantindo mais eficiência e qualidade no cuidado ao paciente”. A gerente multiprofissional do HRSM, Luciana Gomes, lembra que a participação no congresso reforça a credibilidade do hospital e sua contribuição para o fortalecimento da saúde pública no Brasil.  “Cada vez que levamos nossos projetos e boas práticas a congressos como o Conbrasp, ganhamos visibilidade e inspiramos outras instituições públicas e privadas”, enfatiza. Com uma programação diversificada, o encontro reúne palestras, minicursos e apresentações científicas que incentivam a integração entre ensino, pesquisa e extensão. Para acompanhar o evento, acesse este link.  *Com informações do IgesDF  

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Parques e unidades de conservação terão fechamento temporário para dedetização

O Instituto Brasília Ambiental informa que, entre os dias 1º e 4 de julho, 14 parques e unidades de conservação do Distrito Federal passarão por serviço de dedetização. Durante a aplicação do produto, os locais ficarão temporariamente fechados para acesso do público, com interdição mínima de seis horas, como medida de segurança à população. O Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará II, terá dedetização na próxima quarta-feira (2/7) A ação tem como objetivo o controle de pragas urbanas e faz parte do calendário regular de manutenção e conservação dos espaços administrados pela autarquia. Confira abaixo o cronograma completo com os locais, datas e horários de dedetização: 1º de julho · Parque Ecológico do Gama – 9h · Parque Distrital do Gama – 10h30 · Parque Ecológico do Paranoá – 14h 2 de julho · Parque Ecológico do Tororó – 8h30 · Monumento Natural Dom Bosco – 10h · Parque Ecológico Ezechias Heringer (Guará II) – 14h · Parque Ecológico da Asa Sul – 16h30 [LEIA_TAMBEM]3 de julho · Parque Ecológico do Cortado – 8h30 · Parque Ecológico Saburo Onoyama – 10h30 · Parque Ecológico Areal – 14h · Parque Ecológico Águas Claras – 15h30 · Parque Ecológico Três Meninas – 17h 4 de julho · Estação Ecológica Águas Emendadas – 10h30 · Parque Ecológico Veredinha – 14h O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, reforça a importância da ação: “Essas medidas são fundamentais para garantir ambientes seguros e saudáveis aos frequentadores dos nossos parques”. *Com informações do Brasília Ambiental

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Acompanhe entrevista coletiva sobre gripe aviária

 

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Abertas mil vagas para castração gratuita de cães e gatos em Sobradinho

O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan-DF), lançou mais uma edição do Castra-DF, programa gratuito de castração de cães e gatos que promove saúde pública, controle populacional e bem-estar animal. Nesta edição, serão disponibilizadas mil vagas para castração de pets, com realização de exames como hemograma e avaliação geral do seu estado de saúde, para garantir a segurança durante o procedimento. As inscrições devem ser feitas no próximo domingo (1º/6), a partir das 7h45, no Ginásio Coberto de Sobradinho (Quadra 02, Área Especial de 01 a 05). Além de castração gratuita de cães e gatos, o programa Castra-DF oferece capacitação profissional gratuita com cursos presenciais e online nas áreas de banho e tosa, adestramento e auxiliar veterinário | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O cadastro é presencial e por ordem de chegada. Cada tutor pode inscrever até dois animais, e o atendimento seguirá critérios técnicos e histórico de participação. Animais com no mínimo seis meses e dois quilos poderão ser contemplados. As cirurgias estão previstas para ocorrer entre 16 de junho e 11 de julho, nas unidades móveis de castração, instaladas no estacionamento da Administração Regional de Sobradinho II. Além dos procedimentos cirúrgicos, o programa oferece capacitação profissional gratuita com cursos presenciais e online nas áreas de banho e tosa, adestramento e auxiliar veterinário. [LEIA_TAMBEM]De acordo com a vice-governadora, Celina Leão, o Governo do Distrito Federal está comprometido com o bem-estar e qualidade de vida animal. “Quando promovemos a castração gratuita e responsável dos nossos pets, estamos cuidando deles, prevenindo doenças, evitando abandonos e cuidando também da saúde pública. Esse é um compromisso do GDF”, destacou. A secretária extraordinária de Proteção Animal, Edilene Cerqueira, destacou o impacto social do programa. “O Castra-DF é um compromisso com a saúde pública e com o bem-estar dos animais. Também é uma porta de entrada para a profissionalização no setor pet, uma área que cresce a cada dia”, comentou. A expectativa da Sepan é reduzir o número de animais abandonados e estimular a posse responsável. Parte das vagas será reservada para atendimento prioritário conforme determina a Lei nº 14.626/2023. Mais informações e o resultado final do cadastro (disponível até 10 de junho) podem ser conferidos nos sites: castradf.com.br e sepan.df.gov.br. Serviço Castra-DF – Edição Sobradinho → Local: Ginásio Coberto de Sobradinho (Quadra 02, Área Especial de 01 a 05) → Data do cadastro: 1º de junho (domingo), a partir das 7h45 → Realização: Instituto Omni e Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan) *Com informações da Sema-DF

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Das nascentes às torneiras: Como são o caminho e o tratamento da água que você bebe

Investir em saneamento básico é um princípio fundamental para garantir qualidade de vida à população. Embora muitas vezes seja associado apenas ao fornecimento de água e ao tratamento de esgoto, o saneamento básico engloba outros serviços essenciais à saúde pública e ao meio ambiente. De 2019 a 2024, a Caesb investiu R$ 1 bilhão na ampliação e modernização dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília No Distrito Federal, por exemplo, a situação é destaque: segundo estudo do Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, a região apresenta um dos melhores índices de saneamento do país, com 99% das residências abastecidas com água potável. Mas você já parou pra pensar de onde vem a água que chega até a sua torneira e como ela é tratada antes do consumo? A Companhia Ambiental de Saneamento do Distrito Federal (Caesb) possui 28 mananciais superficiais, que são rios e lagos, e 177 mananciais subterrâneos, que são poços profundos ou artesianos. Para a escolha desses locais de captação é feito um estudo da qualidade da água e da viabilidade de captação. Em Brasília, situada no Planalto Central, uma região de nascentes, não há rios com grandes volumes, por isso são utilizados ribeirões menores, como o do Torto e o Contagem. Desde 2017 também é utilizado o Lago Paranoá para abastecimento. Segundo o presidente da Caesb, Luis Antonio Reis, nem toda água consumida no DF vem de rios ou corpos-d’água. “É muito importante entender que estamos no alto do planalto, com nascentes muito delicadas. Não temos um rio gigantesco, caudaloso, de onde possamos pegar o que quisermos de água. Essa é a nossa realidade; não é nem bom, nem ruim, é apenas a realidade. Por isso, em 2019, concluímos e inauguramos o Sistema Corumbá, trazendo hoje 1.400 litros por segundo, o que representa praticamente 15% do que se consome no Distrito Federal”, explica. Reis ressalta que a companhia vai investir na estação de tratamento do Rio Descoberto para aprimorar o sistema de tratamento e disponibilizar mais volume. “Também estamos trocando motores na elevatória do Descoberto, porque os motores originais têm 40 anos. Por necessidade de manutenção da segurança do sistema, estamos trocando esses motores”, destalha. Os 177 mananciais subterrâneos ou poços profundos possuem diferentes capacidades de abastecimento, a depender da localização e demanda da região: há poços que captam 30 litros por segundo e outros com 1 ou 2 litros por segundo. Segundo a coordenadora do Sistema de Produção de Água da Caesb, Cláudia Simões, é um número bom para o DF, ainda mais considerando a integração com o Sistema do Corumbá, que é o mais recente e já abastece regiões como Santa Maria e Gama. Nas estações de tratamento, a água passa por processos físicos e químicos para se tornar adequada para o consumo humano | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Para garantir a segurança hídrica do DF, a Caesb tem interligado sistemas e ampliado a infraestrutura de captação. Em parceria com a Saneago, foi concluída a obra que leva água do Corumbá até o São Bartolomeu e o Jardim Botânico, para permitir equilíbrio no abastecimento entre regiões. Também está em andamento a obra reversível, que transporta água do Descoberto para a área central e reforça o sistema Santa Maria, além de estudos para ampliar a captação no Lago Paranoá. Mesmo após 163 dias de estiagem no ano passado, os reservatórios estão em níveis seguros: o Descoberto está cheio e o Santa Maria com 80%, sem necessidade de racionamento. De 2019 a 2024, a Caesb investiu R$ 1 bilhão na ampliação e na modernização dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Para 2025, a companhia pretende intensificar ainda mais esses aportes, dentro de um plano que prevê investimentos de R$ 3,2 bilhões em obras até 2029. As melhorias se concentram em três frentes principais: redução de perdas de água, setorização do fornecimento de água e conversão de gás metano em energia. "Em 2019, concluímos e inauguramos o Sistema Corumbá, trazendo hoje 1.400 litros por segundo, o que representa praticamente 15% do que se consome no Distrito Federal", diz o presidente da Caesb, Luis Antonio Reis | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Há um conjunto de órgãos responsáveis por cuidar da água na capital federal, entre eles, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), que desempenha um papel central na gestão dos recursos hídricos da região, tanto na regulação do abastecimento humano quanto na autorização de uso da água por diversos setores. “A Adasa tem uma atuação muito especial porque acumula duas funções: é responsável pela regulação dos serviços públicos de saneamento e também atua como gestora dos recursos hídricos, conforme as políticas nacional e distrital da água”, explica o superintendente de Recursos Hídricos da agência, Gustavo Carneiro. Toda utilização de água diretamente da natureza, seja por pessoas físicas, empresas ou órgãos públicos, depende de uma autorização, chamada de outorga de direito de uso da água. Essa autorização é concedida pela Adasa. “A água é um bem de domínio público. Qualquer uso direto, de nascentes, rios, reservatórios, poços ou aquíferos, precisa de uma outorga. Isso garante que a quantidade retirada seja compatível com o que a natureza pode oferecer, promovendo um equilíbrio entre disponibilidade e demanda”, afirma Gustavo. "Nossas outorgas garantem que a empresa tenha acesso à água necessária para levar água potável à população do DF”, diz o superintendente de Recursos Hídricos da Adasa, Gustavo Carneiro | Foto: Agência Brasília No caso do abastecimento público, a Caesb é a principal usuária da água outorgada. “Cerca de metade de todo o volume de água outorgado no DF vai para o abastecimento humano, operado exclusivamente pela Caesb. Nossas outorgas garantem que a empresa tenha acesso à água necessária para levar água potável à população do DF”, destaca Gustavo. Processo de tratamento Antes de chegar à torneira, a água passa por várias etapas. Primeiro, ela é captada nos mananciais (superficiais ou subterrâneos), transportada por adutoras até as estações de tratamento de água (ETAs). Essa água ainda não tratada é chamada de água bruta. Nas ETAs, a água passa por processos físicos e químicos para se tornar potável, ou seja, adequada para o consumo humano, conforme definido pela portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde. Ao todo, há 12 ETAs na região, com capacidades variadas. “O tipo de tratamento depende da qualidade da água bruta. Águas subterrâneas, por exemplo, passam por processos mais simples. Já as águas de rios, mais expostas a impurezas, exigem tratamentos mais complexos”, explica Cláudia Simões. A gestora informa que a legislação exige que toda água de consumo humano, exceto a de poços, passe por filtração. “O tipo de tratamento depende da qualidade da água bruta”, afirma a coordenadora do Sistema de Produção de Água da Caesb, Cláudia Simões | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília As principais tecnologias utilizadas para o tratamento da água são: - Tratamento convencional com decantação: ideal para águas com impurezas mais pesadas, como as dos rios; - Tratamento convencional com flotação por ar dissolvido: mais usado para águas de lagoas, que têm mais matéria orgânica e algas; - Filtração direta: usada quando a água do manancial é de boa qualidade e não precisa passar por decantação ou flotação. [LEIA_TAMBEM]A coordenadora esclarece que, nos últimos anos, o uso de membranas no tratamento de água tem crescido muito. Segundo ela, essa tecnologia, já usada há anos na indústria, agora vem sendo adotada pelas empresas de saneamento. “A Caesb foi pioneira, usando esse tipo de tratamento desde 2017 na ETA Lago Norte, que trata água captada do Lago Paranoá. Brasília é referência e recebe visitas de várias empresas de saneamento e até indústrias interessadas nessa tecnologia”, afirma. Todas as estações, desde as pequenas com 7 litros por segundo até as grandes com 6 mil litros por segundo, são altamente automatizadas. Elas possuem equipamentos de medição online de qualidade da água. Esses sensores monitoram continuamente os parâmetros e tudo é rastreável. Se houver qualquer problema, a Caesb consegue investigar exatamente quando aconteceu. As ETAs operam 24 horas por dia e todos os dias como foi o tratamento do dia anterior. “Hoje a Caesb já utiliza inteligência artificial em algumas unidades para otimizar o processo, reduzir o uso de produtos químicos e melhorar ainda mais a qualidade da água. Além disso, todo o sistema de manobras nas estações é feito de forma remota, sem esforço físico. Ou seja, o trabalho é mais seguro, eficiente e de melhor qualidade para os operadores”, afirma Cláudia. Programa de recuperação de nascentes A coordenadora de Gestão de Águas da Sema, Elisa Meireles, destaca a relação entre proteção das nascentes e qualidade e quantidade da água disponível para consumo | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília As nascentes têm importante papel ambiental, pois levam água para os córregos e rios que abastecem toda a cidade. O Distrito Federal está localizado em uma área de recarga, numa das regiões mais altas do Planalto Central. Por isso, as nascentes daqui são fundamentais para garantir a segurança hídrica, não apenas para o DF, mas também para outras bacias hidrográficas que nascem aqui, que são três ao todo. Atualmente há cerca de 6,2 mil nascentes mapeadas na capital federal com uso de ferramentas de geoprocessamento. A Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF) trabalha com a recuperação de nascentes desde 2015; entretanto, é desde 2021, com o programa CITinova, que a pasta conseguiu mapear as áreas prioritárias para recomposição vegetal do DF, grande parte delas em torno de nascentes. “Entre 2020 e 2023, atuamos com cerca de 70 produtores rurais, recuperando em torno de 70 hectares. Também fizemos ações dentro de unidades de conservação, em aproximadamente três parques”, afirma a coordenadora de Gestão de Águas da Sema, Elisa Meireles. A coordenadora explica que a recuperação impacta na qualidade e quantidade da água captada, por isso é essencial proteger os locais onde o lençol freático aflora, que são as nascentes. “A água brota ali e, a partir disso, forma um curso hídrico. Por isso, a proteção começa com o cercamento da área para evitar a entrada de pessoas e animais, além da recomposição da vegetação nativa”. Elisa esclarece que isso pode incluir não apenas árvores, mas também plantas típicas de veredas, como os buritis, e vegetação de mata de galeria, dependendo da área.

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Governador Ibaneis Rocha exalta investimentos em saneamento no DF: ‘Temos resultados à prova’

Vicente Pires em um passado recente, Sol Nascente no presente e o bairro Santa Luzia num futuro próximo são exemplos de como o investimento em saneamento básico é capaz de transformar a realidade de cidades e pessoas e garantir qualidade de vida para a população. O governador Ibaneis Rocha citou as duas regiões administrativas e o bairro localizado na Estrutural para apresentar resultados e projeções de investimentos no Distrito Federal, na ordem de R$ 3,2 bilhões, durante a abertura do 33º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental (CBESA) e da Feira Internacional de Tecnologias de Saneamento Ambiental (Fitabes), no Ulysses Centro de Convenções, nesta segunda-feira (26). O governador Ibaneis Rocha destacou os investimentos que fazem do DF uma referência no país em saneamento, durante a abertura do 33º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental (CBESA) e da Feira Internacional de Tecnologias de Saneamento Ambiental (Fitabes) | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília Os dois eventos, que ocorrem simultaneamente a cada dois anos, são considerados os maiores e mais importantes do setor no Brasil e na América do Sul. Na ocasião, o chefe do Executivo destacou os avanços no Distrito Federal com relação ao saneamento na capital.  “Vamos investir, tanto na captação de água quanto na questão de saneamento, em torno de R$ 3,2 bilhões até 2029, isso vai nos permitir garantir água de qualidade pelos próximos 50 anos. Hoje, temos um sistema onde 99% da população é atendida com água potável e 96% conta com coleta de resíduos, o que coloca o DF em um ponto de grande vantagem em relação às outras unidades da federação. Esse é um dos exemplos que temos e que deve motivar os governos federal, estadual e municipal a seguirem também”, afirmou Ibaneis Rocha.    Com o tema “Saneamento para quem não tem - inovar para Universalizar!”, a programação do evento vai até a próxima quarta-feira (28), com previsão de reunir aproximadamente 15 mil pessoas. Está prevista a presença de autoridades, profissionais do ramo, representantes do poder público, pesquisadores e acadêmicos, além da indústria e setor privado.  Destaque nacional O DF é referência no país em saneamento básico, com uma das melhores redes de abastecimento, tratamento e distribuição de água do Brasil, segundo avaliações de institutos especializados. Desde o início da gestão do governador Ibaneis Rocha, em 2019, já foram feitos investimentos de R$ 1,5 bilhão em obras de ampliação dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. A meta da Caesb é ampliar a capacidade de atendimento diante do crescimento populacional e da expansão urbana, com previsão de investir mais de R$ 3,2 bilhões até 2029. “Brasília é referência no saneamento ambiental", destacou o presidente da Abes, Marcel Costa Sanches  De acordo com o governador Ibaneis Rocha, o acesso ao saneamento básico reflete também na promoção à saúde pública e à qualidade de vida. “A gente vê que na maioria dos locais onde não há uma condição adequada, a população, principalmente a de baixa renda, tem doenças totalmente evitáveis. Essa consciência precisa ser levada a todos os cantos e é necessário que se cobrem das autoridades investimentos sérios nesta área”, acrescentou o chefe do Executivo.  O evento, promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), conta com patrocínio do GDF, por meio da Secretaria de Turismo (Setur-DF), de aproximadamente R$ 3 milhões. O objetivo é discutir sobre os desafios e soluções para o saneamento e a sustentabilidade ambiental no Brasil, abordando temas fundamentais como manejo de resíduos sólidos, drenagem urbana, eficiência energética e mudanças climáticas. Marco Legal A Caesb se destaca no contexto nacional em relação ao Marco Legal do Saneamento, pois o Distrito Federal pode ser considerado um ente da federação que já universalizou os serviços de água e esgoto ao atender 99% da população com água potável e 95% de esgoto coletado, sendo que 100% do esgoto coletado é tratado, conforme dados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios. As metas legais do Marco Legal preveem 99% de cobertura de água potável até 2033 e 90% de cobertura de esgoto tratado no mesmo prazo. De acordo com o presidente da Abes, Marcel Costa Sanches, o Distrito Federal é um exemplo a ser seguido por outras unidades da federação: “Brasília é referência no saneamento ambiental. Existe já praticamente toda a população atendida por abastecimento de água de qualidade, esgotamento coletado e tratado e há uma condição envolvendo a drenagem urbana e no campo dos resíduos sólidos. Então, esses quatro componentes é que trazem esse selo de excelência para a capital federal.”  Santa Luzia  O trabalho que o Governo do Distrito Federal vai executar no bairro Santa Luzia, na Estrutural, já foi concluído em regiões como Vicente Pires e está em andamento, com previsão de finalizar até final deste ano, no Sol Nascente/Pôr do Sol.   A demanda histórica no bairro Santa Luzia, na Estrutural, será atendida com aporte da ordem de R$ 80 milhões por parte do GDF. O valor foi financiado junto a um banco privado, por meio do programa PAC Financiamentos, do governo federal, e será pago pela Caesb. [LEIA_TAMBEM]“Todos os governantes que me antecederam só tinham como como solução tirar as pessoas de lá e levar para outros locais por ser uma área de bastante dificuldade, mas nós assumimos o compromisso de melhorar a vida daquela população, juntamos os órgãos do Distrito Federal com a competência do Ministério da Cidades e conseguimos a autorização para esse financiamento“, complementou Ibaneis Rocha.  O projeto de saneamento para a comunidade prevê a instalação de uma rede de abastecimento de água com 46,5 mil metros, abrangendo os 89 hectares de extensão da área ocupada pelo assentamento. A rede de esgoto terá 35 mil metros e duas estações elevatórias, que vão encaminhar os resíduos para a Estação de Tratamento de Esgoto Norte, em Brasília. Serão implantados 5 mil metros de galerias de águas pluviais, além de bacias de absorção, pavimentação asfáltica e intertravada nas vias do bairro. Todas as etapas de execução do projeto serão acompanhadas por ações sociais e de educação sanitária e ambiental, com a participação de diversos órgãos do Governo do DF (GDF). “Eu acredito nesse projeto e será muito bem tocado. No momento estamos preparando a licitação para que as obras comecem o mais rápido possível. E fica o convite para outros estados interessados a irem até a nossa empresa para conhecer todas as nossas soluções integradas para a melhoria da vida das populações mais carentes”, concluiu o governador.  De acordo com o presidente da Caesb, Luis Antonio Reis, o projeto será executado em parceria com a população. “Seguiremos o conceito de saneamento integrado, vamos fazer tudo isso junto da comunidade. Ao mesmo tempo em que vamos nos aproximar da população, ela também vai participar e fazer junto de nós. Para isso, vamos trazer uma série de cursos para ambientar as famílias para receber essa nova realidade”, defendeu.

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Descarte irregular de lixo custa R$ 4 milhões por mês ao GDF e ameaça a saúde pública

Mais do que um crime e uma ameaça à saúde coletiva, o descarte irregular de resíduos é uma prática que onera os cofres públicos da capital do país. Mensalmente, o Governo do Distrito Federal (GDF) empenha R$ 4 milhões exclusivamente para fazer a remoção de lixos e dejetos descartados pela população em locais impróprios. Para se ter uma dimensão do problema, no último ano, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) retirou 651 mil toneladas de resíduos – uma média de 54,25 mil toneladas por mês –, que foram despejados pela população nas ruas, terrenos baldios e áreas públicas não indicadas para o recebimento dos materiais. A fim de coibir a prática e evitar prejuízos para a população, o SLU tem realizado mutirões de limpeza em parceria com as administrações regionais. Desde o início das ações, em janeiro deste ano, mais de 5 mil toneladas de lixo foram removidas e receberam a destinação adequada. A ação desembarcou, nesta quinta-feira (6), no Sol Nascente/Pôr do Sol, uma das regiões administrativas que lideram o ranking do despejo ilegal de lixo. “Essa é uma área campeã do descarte irregular”, enfatizou a diretora técnica do SLU, Andrea Almeida. “Em todo o DF, pagamos R$ 4 milhões por mês só para realizar esse trabalho”. O Mutirão SLU com as RAs, como a iniciativa é chamada, está na terceira edição e já ocorreu em Samambaia, Santa Maria, Gama, Ceilândia e São Sebastião, resultando na remoção de mais de 4,6 mil toneladas de resíduos descartados irregularmente | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Segundo a servidora, as equipes do SLU seguem um cronograma definido pela companhia com base no loteamento do território do Distrito Federal. “A cada semana, uma região é escolhida, e empregamos toda a nossa equipe manual e mecanizada para fazer a remoção do máximo de resíduos”, explica. O Mutirão SLU com as RAs, como a iniciativa é chamada, está na terceira edição e já ocorreu em Samambaia, Santa Maria, Gama, Ceilândia e São Sebastião, resultando na remoção de mais de 4,6 mil toneladas de resíduos descartados irregularmente. O cronograma prevê que a ação se estenda, nos próximos dias, às cidades do Recanto das Emas e Arapoanga. Esforço coletivo Ao longo desta quinta, 30 colaboradores fizeram a coleta manual e mecanizada dos trechos 1, 2 e 3 do Sol Nascente, além de endereços críticos do Pôr do Sol. “Sabemos que é uma obrigação do Estado, mas é dever também do cidadão manter sua cidade limpa. O lixo acumulado acaba gerando vários tipos de doença e é uma verdadeira ameaça à saúde pública”, alerta o administrador regional Cláudio Ferreira. Jamile Cabral, 26 anos, conhece de perto o impacto do descarte irregular de lixo: ela já precisou conviver com roedores e outros vetores de doenças A salgadeira Jamile Cabral, 26 anos, conhece de perto o impacto do descarte irregular de lixo. Ela contou que, em função da incidência criminosa de vizinhos, que insistem em jogar lixo na rua, já precisou conviver com roedores e outros vetores de doenças. “Chegamos a ter ratos e insetos em casa por conta de todo esse lixo”, disse. “Sabemos que o lixo, o mau cheiro, atraem roedores, e isso é ruim para a nossa saúde e para as crianças que brincam na rua. Também temos a dengue, ainda mais nesse tempo de chuva, que, com o acúmulo de resíduos, vira uma realidade. Essa ação vai amenizar a probabilidade do surgimento de novos focos”, avalia a moradora do Sol Nascente. Para o aposentado Antônio Maurício Neto, 61, a expectativa é que o mutirão realizado na região também conscientize outros moradores. “É uma situação complicada: o pessoal vem e joga o lixo aí, você reclama e eles logo querem brigar, então a gente fica sem ter o que fazer. E agora, sem esse lixo eu fico até mais tranquilo”. Crime ambiental O descarte irregular de lixo no Distrito Federal é considerado crime ambiental, conforme previsto na Lei de Crimes Ambientais (lei federal nº 9.605/1998) e em normativas locais. Quem for flagrado jogando resíduos em áreas proibidas pode ser enquadrado no artigo 54 da lei, que trata da poluição que cause danos à saúde humana ou ao meio ambiente. As penalidades incluem multa e detenção de um a quatro anos, podendo ser agravadas caso o material descartado ofereça riscos mais graves, como resíduos tóxicos ou perigosos. Além das implicações legais, o descarte irregular de resíduos compromete a saúde pública ao favorecer a proliferação de doenças. Lixo acumulado pode atrair vetores como ratos, baratas e mosquitos, aumentando os casos de leptospirose, dengue e outras enfermidades. A contaminação do solo e dos recursos hídricos também é uma consequência direta, afetando a qualidade da água consumida pela população. Por isso, além da fiscalização, o DF mantém programas de coleta seletiva e pontos de descarte adequado para minimizar os impactos ambientais e sanitários. Como descartar Para descartar o lixo corretamente, o primeiro passo é separar os resíduos de acordo com a respectiva categoria. Materiais recicláveis, como papel, plástico, vidro e metal, devem ser higienizados antes do descarte para evitar contaminação. O lixo orgânico, composto por restos de alimentos e materiais biodegradáveis, deve ser ensacado de forma adequada. Já os resíduos comuns, ou seja, que não podem ser reciclados, como papel higiênico e guardanapos sujos, devem ser descartados separadamente. Além disso, materiais perigosos, como pilhas, baterias, lâmpadas, eletrônicos e medicamentos vencidos, não devem ser misturados ao lixo doméstico e precisam ser entregues em pontos de coleta específicos. Após a separação, o lixo deve ser armazenado corretamente para evitar o vazamento de resíduos e o acesso de animais. Sacos resistentes e bem-fechados são recomendados, e objetos cortantes, como vidro quebrado, devem ser protegidos com papelão ou embalados em garrafas PET para evitar acidentes com os coletores. Por fim, é essencial respeitar os dias e horários da coleta na região. O cronograma pode ser consultado no site do SLU pelo aplicativo de telefone Coleta DF ou pelo telefone 162. O descarte nos dias corretos evita o acúmulo de lixo nas ruas, reduzindo impactos ambientais e riscos à saúde pública.

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Acompanhe entrevista coletiva sobre ações de combate à dengue em 2025

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Lacen realizou mais de 258 mil procedimentos em 2024

O Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) desempenha um papel crucial na proteção e promoção da saúde da população do DF. Como unidade de referência vinculada à Secretaria de Saúde (SES-DF), o centro de pesquisa coordena uma extensa rede de laboratórios públicos e privados, realizando análises essenciais para a saúde pública. O laboratório é essencial para o diagnóstico rápido e preciso de doenças como covid-19, sarampo, dengue, zika e hepatites virais | Foto: Divulgação/SES-DF Em 2024, foram realizados mais de 258 mil procedimentos, incluindo 59 mil testes para detecção de anticorpos anti-HIV-1 e HIV-2 e cerca de 44 mil para anticorpos contra hepatite B. Além disso, o laboratório processou aproximadamente 25 mil amostras para identificação de vírus respiratórios, 12.881 determinações de carga viral de HIV, 670 análises laboratoriais para o programa de monitoramento de alimentos e 544 dosagens de colinesterase, que indicam exposição a produtos tóxicos. O Lacen também analisou 256 amostras relacionadas a casos suspeitos de malária. “Nossa missão vai além das análises laboratoriais. Somos os olhos e ouvidos da vigilância em saúde, fornecendo dados cruciais para a tomada de decisões que impactam diretamente a saúde da população”, afirma Fabiano Queiroz Costa, gerente de biologia médica do Lacen. O laboratório é essencial para o diagnóstico rápido e preciso de doenças como covid-19, sarampo, dengue, zika e hepatites virais. “Essa agilidade é fundamental para conter surtos e epidemias”, destaca Costa. Reconhecido como referência regional e nacional em áreas como tuberculose, pesquisa de genes de resistência bacteriana e arboviroses, o Lacen também contribui para o monitoramento de novas linhagens virais. “Este trabalho é crucial para o desenvolvimento e a atualização de vacinas”. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Sancionada lei que cria o Dia da Prevenção ao Consumo de Álcool por Crianças e Adolescentes

O governador Ibaneis Rocha sancionou, nesta segunda-feira (23), a Lei nº 7.631, que institui e inclui no Calendário Oficial de Eventos do DF o Dia da Prevenção ao Consumo de Álcool por Crianças e Adolescentes, a ser comemorado anualmente no dia 20 de fevereiro. A criação dessa data representa um marco significativo no enfrentamento de um problema de saúde pública que afeta gravemente o desenvolvimento de crianças e adolescentes. A nova legislação também tem o objetivo de contribuir para a criação de uma cultura de paz, no combate permanente à violência doméstica. A criação dessa data representa um marco no enfrentamento de um problema de saúde pública que afeta gravemente o desenvolvimento de crianças e adolescentes | Foto: Divulgação/Sejus-DF No DF, a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) é o órgão responsável pelas políticas públicas voltadas à infância e adolescência. “O consumo precoce de bebidas alcoólicas está diretamente relacionado a uma série de consequências negativas, incluindo impactos na saúde física e mental, aumento do risco de dependência química e vulnerabilidade social”, destaca a titular da Sejus-DF, Marcela Passamani. A pasta, por meio da Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas (Subed), integrará a celebração do Dia Distrital de Prevenção ao Consumo de Álcool por Crianças e Adolescentes às atividades do Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, comemorado em 18 de fevereiro, e do Dia Nacional de Combate às Drogas e Alcoolismo, também celebrado em 20 de fevereiro. Em parceria com organizações da sociedade civil, instituições privadas e outros órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), a Sejus-DF promoverá uma série de atividades, como palestras, seminários, debates, oficinas educativas e ações de mobilização social, voltadas para a prevenção ao uso de substâncias psicoativas e à promoção de hábitos saudáveis. A legislação sancionada pelo governador é de autoria do deputado distrital Rogério Morro da Cruz. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF)

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Premiação em congresso destaca a importância da pesquisa para a saúde pública

Realizado de terça (26) a quinta (28), no Hospital de Base, o IV Congresso de Inovação, Pesquisa e Saúde do IgesDF teve como destaque o incentivo à pesquisa e o trabalho conjunto entre colaboradores do instituto. Para a diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF, Emanuela Dourado, o sucesso do evento só foi possível graças ao esforço conjunto dos colaboradores, apoiadores e palestrantes. “O feedback positivo recebido demonstra o impacto transformador deste congresso, que segue firme no propósito de fortalecer o ensino, a pesquisa e a inovação na saúde pública”, disse. Trabalhos premiados no congresso destacaram a importância da pesquisa para o desenvolvimento da saúde pública | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Já para a superintendente de Inovação, Ensino e Pesquisa, Camilla Lombardi, o evento foi uma celebração do compromisso da superintendência em promover o ensino, a pesquisa e a inovação como ferramentas para transformar a saúde pública. “Nesses três dias, vivenciamos um clima de alegria e inspiração que tomou conta do Hospital de Base. No próximo ano, queremos ampliar o número de inscritos e levar pelo menos um dia de congresso para outra unidade do IgesDF, permitindo que mais profissionais da saúde tenham a chance de participar presencialmente”, adiantou. Premiados no congresso ⇒ Apresentação oral 1º lugar – Ketlen Silvano de Sousa – Disfunção do assoalho pélvico de atletas masculinos com lesão medular: um estudo transversal 2º lugar – Fernando Elmiro Faustino – Eletroestimulação transcraniana por corrente contínua associada à fisioterapia para o controle motor na ataxia espinocerebelar: relato de caso 3º lugar – Amannda Gabrielle da Cruz Silva – Função sexual e autoestima de gestantes que realizam segmento na Atenção Básica de Saúde: um estudo transversal ⇒ Modalidade pôster 1º lugar – Emanoela Araujo Loiola Moura – Desafios operacionais, estruturais e a adequação do serviço no atendimento ao paciente obeso 2º lugar – Dyogo Ribeiro Paes Lima – Estratégias de tratamento da radiodermatites de cabeça e pescoço: revisão integrativa 3º lugar – Gabryel Silva Leite – Fisioterapia na marcha e equilíbrio na doença de Charcot-Marie-Tooth: uma revisão sistemática Palestras O transplante de medula óssea foi tema de uma das mesas redondas do evento O terceiro e último dia do IV Congresso de Inovação, Pesquisa e Saúde do IgesDF proporcionou novas discussões acerca de temas diversos de interesse para a saúde e para a medicina moderna. Abrindo os trabalhos do dia foi promovida uma mesa-redonda sobre Cidadania e Saúde, moderada por Alice Rocha, advogada e assessora da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF. A segunda palestra do dia teve o tema “Primeira infância: desenvolvimento emocional e aleitamento materno” e foi realizada pelas especialistas na área Ludmila Tavares Costa Ercolin e Elayne Rangel Marinho. No início da tarde, Luiz Henrique Ramos, chefe do Serviço de Hematologia, Hemoterapia e Transplante de Medula Óssea do HBDF falou sobre transplante de medula óssea: perspectivas e inovações. Em seguida, foi a vez de uma mesa-redonda sobre eletroneuroestimulação muscular do Hospital de Base. Por fim, veio a discussão sobre a importância da pesquisa para a mitigação das epidemias emergentes, com moderação de Julival Ribeiro, coordenador do Núcleo de Controle de Infecção do Hospital de Base. *Com informações do IgesDF

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Fórum de Governadores discute reforma tributária, segurança, saúde e trabalho nesta quinta (28)

Os chefes do Executivo de todo o país reúnem-se em Brasília nesta quinta-feira (28) para a XV edição do Fórum de Governadores, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), a partir das 9h. O evento contará com autoridades de diferentes esferas do governo e abordará temas fundamentais para o desenvolvimento do país, incluindo segurança pública, assistência social, saúde pública e reforma tributária. A XV edição do Fórum de Governadores vai reunir chefes do Executivo de todo o país no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), nesta quinta (28) | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O evento será oficialmente aberto às 9h pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, anfitrião do Fórum de Governadores. O primeiro tema da pauta será segurança pública, com participação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. Em seguida, o fórum abordará questões sociais, com a apresentação do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, virá na sequência para falar sobre os avanços e desafios na saúde pública. A programação será encerrada com um debate sobre a reforma tributária. O tema será apresentado pelo presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), Carlos Eduardo Xavier, e contará com a participação do senador Eduardo Braga, relator da regulamentação da reforma no Senado. “O fórum representa um momento para que cada governador apresente as questões pertinentes de seu Estado e também os pontos em comum e discordâncias nos assuntos mais importantes para o país. Cada encontro é muito importante para construirmos um país melhor e discutirmos o melhor para a população”, disse Ibaneis Rocha. “Essa edição terá temas essenciais como a questão da segurança pública, sensível a todos os estados, assim como a reforma tributária, que ainda carece de muita discussão e pontos a serem convergidos”, acrescentou. A programação do Fórum de Governadores abordará temas como segurança pública, desenvolvimento, assistência social, saúde pública e reforma tributária | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Sobre o Fórum de Governadores O Fórum de Governadores é um espaço onde os chefes do Executivo de todo o país se reúnem em Brasília para tratar assuntos de interesse comum aos entes federativos. Nas 14 edições realizadas, os representantes dos estados discutiram assuntos como o equilíbrio fiscal, o pacto federativo, medidas de segurança, a busca por mais recursos para a educação e a distribuição de vacinas. O marco legal do saneamento básico e questões ambientais também já foram pautas dos encontros. As reuniões também contaram com a presença de especialistas nas áreas de economia e segurança pública e membros dos poderes Executivo, Legislativo ou Judiciário. Antes de cada edição do fórum, os temas são discutidos pelos governadores e escolhidos relatores para assumirem a relatoria do assunto de acordo com a afinidade à área. Os encontros ocorreram em diferentes locais, tais como o Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), o Palácio do Buriti e o edifício-sede do Banco do Brasil. Também foram feitas reuniões virtuais em virtude da pandemia de covid-19.

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IV Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa reúne mais de 2,1 mil inscritos

O auditório da sede administrativa do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), recebeu, nesta terça-feira (26), a abertura do IV Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa. O evento, que conta com mais de 2.100 inscritos, entre participantes presenciais e online, visa impulsionar soluções inovadoras e aprimorar a capacitação profissional na área da saúde. O IV Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF começou nesta terça (26) e segue até quinta (28) com workshops e palestras | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Na cerimônia de abertura, a diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep) do IgesDF, Emanuela Dourado, destacou a relevância do congresso. “É com muita alegria que vemos o congresso atingir mais de 2.100 inscritos. Cada edição reforça nossa missão de transformar a saúde por meio da educação e inovação. Seguimos confiantes no sucesso do evento e na participação de todos”, afirmou. O vice-presidente do instituto, Cleber Monteiro, enfatizou a importância de eventos desse porte para o setor: “São fundamentais para discutirmos saúde, nos qualificarmos e nos conectarmos. Desejo que todos tenham um ganho intelectual significativo e aproveitem ao máximo”. Com programação diversificada até o dia 28, o IV Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF promete ser um marco de aprendizado, troca de experiências e transformação no setor de saúde pública Já o diretor-presidente do IgesDF, Juracy Cavalcante Lacerda Jr., abordou a necessidade de capacitação contínua para lideranças. “A área da saúde vive uma transformação tecnológica acelerada e iniciativas como este congresso são fundamentais para formar gestores preparados para liderar o futuro”, apontou. Representando a Secretaria de Saúde (SES-DF) e a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), Sérgio Eduardo Soares destacou os avanços no setor. “Vivemos um momento histórico na ciência e na saúde. Este evento equilibra os benefícios e os riscos das novas tecnologias para construirmos um futuro mais ético e responsável”, avaliou. A superintendente de Inovação, Ensino e Pesquisa, Camila Lombardi, encerrou a cerimônia de abertura ressaltando o crescimento do congresso: “Em quatro anos, crescemos de 300 inscritos para mais de 2 mil, mostrando o impacto deste congresso no setor. Que este seja um marco de aprendizado, troca e, acima de tudo, transformação”. Segundo a superintendente de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF, Camila Lombardi, em quatro anos de congresso, o número de participantes saltou de 300 para mais de 2 mil Workshops O primeiro dia do evento foi dedicado ao pré-congresso, com workshops realizados simultaneamente no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), abordando temas essenciais para a prática em saúde. No auditório do Hospital de Base, a palestra “Submissão de Projetos de Pesquisa”, conduzida por analistas de ensino e pesquisa do instituto, foi apresentada por Tayane Nobre, que compartilhou um guia prático para pesquisadores estruturarem e apresentarem ideias de forma eficaz. Em seguida, Ana Victória de Araújo detalhou o uso da Plataforma Brasil, sistema do governo federal para registro de pesquisas científicas. No Hospital Regional de Santa Maria, a médica emergencista Jule Santos e o gerente de Ensino da Diep, Paulo Estevão, lideraram a oficina “Introdução à Simulação Realística no Ensino em Saúde”, com foco em técnicas modernas de capacitação em cenários clínicos simulados. À tarde, no Centro de Treinamento da Diep, foram realizadas duas oficinas práticas. O workshop “Suturas Simples na Prática para Enfermeiros”, ministrado pela enfermeira obstétrica Ana Lígia da Silva Sousa, fortaleceu habilidades técnicas essenciais. Já a médica intervencionista Glecia Carla Rocha ministrou a oficina “Punção Guiada”, que incluiu o uso do equipamento de ultrassom phantom para simulações. “Oficinas como essas são ferramentas fundamentais para aprimorar habilidades e capacitar profissionais para enfrentar os desafios do dia a dia nos sistemas de saúde. Investir nesse tipo de formação prática é investir diretamente na qualidade do atendimento à população”, reforçou Camila. Com programação diversificada até o dia 28, o IV Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF promete ser um marco de aprendizado, troca de experiências e transformação no setor de saúde pública. *Com informações do IgesDF

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