Endereçamento de 400 lotes abre caminho para moradia para pessoas com deficiência em Ceilândia
A espera por um lar seguro, acessível e definitivo ganhou contornos concretos neste domingo (28), com a solenidade de endereçamento de 400 lotes urbanizados no Setor R Norte da QNR 6, em Ceilândia, e a autorização de supressão vegetal local. O evento marca uma etapa de profunda transformação para centenas de famílias que aguardavam a chance de ter a casa própria, com foco prioritário em pessoas com deficiência (PcDs) inscritas no programa Morar Bem, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). A governadora Celina Leão participou da cerimônia e destacou a essência humana e transformadora de amparar quem mais precisa. “Nós tomamos uma decisão política de fazer as entregas dos lotes unifamiliares. É uma política de habitação que deu certo, é rápida, você entrega e o negócio realmente anda. O decreto que nós assinamos vai oportunizar no total 10 mil moradias de lotes unifamiliares. Isso é mudar a vida de 10 mil pessoas. Isso é o que faz realmente a política valer a pena, cuidar de quem mais precisa. E seguindo os critérios da lista da Codhab. É um processo burocrático, porque tem que passar pela Codhab e pela Terracap. Estou muito feliz de estar aqui fazendo essa entrega e tirando do papel aquilo que muita gente esperava há muito tempo. E nós não vamos entregar só o lote, não. Nós vamos entregar o lote com cheque moradia, para que vocês possam construir com dignidade”, afirmou a chefe do Executivo. O endereçamento é uma etapa essencial para a organização de um território em projetos habitacionais. Na prática, é o momento em que cada lote passa a ter uma identificação oficial. Esse processo é importante porque permite o planejamento e o avanço das próximas fases de implantação do projeto, além de ser fundamental para facilitar o futuro acesso dos moradores aos serviços públicos. A governadora Celina Leão participou da cerimônia e destacou a essência humana e transformadora de amparar quem mais precisa | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Já a autorização de supressão vegetal é uma permissão legal obrigatória, emitida por órgãos ambientais, para que se possa retirar a vegetação nativa de um determinado terreno. Em projetos habitacionais, a supressão é necessária para "limpar" a área e prepará-la, de forma legal e ambientalmente responsável, para que as obras possam começar. A organização dos espaços definiu, nesta etapa, 50 lotes para cada um dos conjuntos de K a Q, e 25 lotes para os conjuntos J e R. Processo Todo o projeto habitacional foi cuidadosamente abraçado para acolher as necessidades físicas e emocionais do público PcD. Por esse motivo, a iniciativa teve o acompanhamento do Movimento Habitacional e Cidadania das Pessoas com Deficiência do Distrito Federal (Mohciped), entidade que atua diretamente na orientação e no amparo dos futuros moradores. Além disso, a área escolhida às margens da BR-070 não deixa as famílias desamparadas: a região já oferece infraestrutura pública essencial para garantir qualidade de vida, como unidades básicas de saúde (UBS 15 e 12), escolas classe (65 e 61), centros de ensino fundamental (27 e 24), o Cepi Ipê Amarelo e o Cras da Estação Cidadania. O presidente da Codhab, Marcelo Fagundes, celebrou o fim de uma longa espera para as famílias. "Por anos e anos, essas pessoas que estão aqui esperaram a oportunidade de ter uma moradia. Eu vi aqui vários PcDs emocionados e com razão, porque a gente sabe o quanto vocês esperaram e aguardaram isso com ansiedade. Cada um de vocês que está aqui precisa da sua moradia e precisa que a mão do Estado, a mão do governo resolva a vida de vocês. Todo mundo que está aqui vai ter seu lote e vai viver em paz", destacou o gestor. Novo capítulo A vida de Bárbara Kelly Gomes Pires, 45 anos, mudou quando ela se tornou pessoa com deficiência, há três anos. Mãe de dois, ela teve de se aposentar e hoje vive em uma residência cedida. “Saber que a gente vai ter a casa própria, que não tem que pagar aluguel, é maravilhoso”, contou. Para Bárbara, a conquista devolve a segurança para a família. “Você ter um lugar e poder dizer ‘é meu’ é muito gratificante. Fico sem unha de tanta ansiedade, mas fico feliz por mim e pelos demais que estão esperando essa chave logo chegar na mão”, comemorou. Para a dona de casa Caccilda Neres Pessoa, 51, o endereço definitivo encerra 19 longos anos de espera e angústia financeira. Sobrevivendo com uma renda apertada, ela relata o peso que a falta de um teto próprio causa. “Eu ganho R$ 800 de pensão. Só dá mesmo para pagar o aluguel, que já inclui água e luz, e não dá para comprar nada de comer”, desabafou. Agora, o sofrimento abre espaço para o alívio. “A maioria dos PCDs como eu ganha até um salário mínimo e não dá para se manter e pagar aluguel. Então, hoje é um dia de alegria. Parece que eu estou sonhando. Deus, quando faz, faz bem feito”, celebrou Caccilda. O mesmo sentimento tomou conta de Maria Edite Santos, 50, que aguardava na fila habitacional desde 2009 enquanto mora de aluguel. Refletindo o espírito coletivo das famílias amparadas, a dona de casa celebrou o impacto da entrega para toda a comunidade. “As pessoas que estavam sem casa, sem teto, agora vão ter um teto, uma casa, um endereço”, comemorou. Com a esperança renovada, Maria já projeta o futuro no novo local. “Estou só esperando a hora de construir tudinho para a gente entrar.” Meio ambiente como prioridade O avanço social na QNR 06 caminha de mãos dadas com o cuidado e o respeito à natureza. O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, destacou a importância de unir o amparo humano à responsabilidade ecológica. "Nós estamos aqui hoje inaugurando um projeto social importantíssimo, que é um projeto de habitação para pessoas vulneráveis”, explicou. A construção desses novos lares exige, de forma responsável, uma contrapartida para a nossa biodiversidade. "Logicamente, para que haja moradia, você precisa de terreno e, com isso, a supressão da vegetação", acrescentou o gestor. Para Bárbara Kelly Gomes Pires, 45 anos, que é uma pessoa com deficiência, a conquista da casa própria devolve a segurança para a família Para garantir esse equilíbrio, o evento trouxe também uma medida voltada à proteção da vida do nosso ecossistema. "Nós [estamos] fazendo nesse mesmo ato a revisão do decreto que cria critérios claros para compensação florestal, porque é muito importante que você tenha a política de moradia, principalmente para as pessoas mais vulneráveis, mas que você observe o Cerrado. Você estabelece os critérios para compensação florestal e automaticamente você faz a política habitacional acontecer. Isso é o que eu chamo de desenvolvimento sustentável", concluiu Gomes.
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Aprovado projeto urbanístico de parcelamento do solo urbano na Ceilândia
Foi aprovado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) projeto urbanístico de parcelamento do solo na QNR 06, na Ceilândia, de interesse da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). A área, com 629.368,25 m², será destinada a programas habitacionais do Governo do Distrito Federal. A proposta prevê a construção de 5.690 unidades habitacionais, com capacidade para atender até 17.752 pessoas. O Decreto nº 48.317, que formaliza o parcelamento, foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) na sexta-feira (27). O projeto amplia a oferta de moradias de uso residencial unifamiliar (casas) e multifamiliar (apartamentos), além de prever condomínios de lotes, novos espaços para atividades econômicas, Espaços Livres de Uso Público (Elup) e equipamentos de interesse público, contribuindo para uma área mais integrada e com maior convivência social. O imóvel é de propriedade da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), e o projeto estabelece que os lotes sejam ofertados de forma urbanizada, com infraestrutura implantada e planejamento viário. Arte: Seduh-DF Ao todo, estão previstos 589 lotes, distribuídos da seguinte forma: 15 lotes serão destinados aos usos comercial, de prestação de serviços, institucional, industrial e residencial não obrigatório (casas e apartamentos). Outros 91 lotes serão destinados aos usos comercial, de prestação de serviços, institucional e industrial. A área com o maior número de lotes parcelados prevê 480 unidades destinadas ao uso UOS RO1, com obrigatoriedade residencial para habitação unifamiliar (casas). Há ainda a previsão de dois lotes destinados à instalação de postos de combustíveis, para a atividade obrigatória de comércio varejista de combustíveis e lubrificantes na região. O projeto contempla também um lote destinado à implantação de equipamento público, com área de 17.438,92 m², que poderá abrigar, de forma simultânea ou não, equipamentos urbanos e comunitários. Próximos passos O parcelamento, aprovado por meio de decreto, conclui a etapa de aprovação do projeto e dá início à fase de licenciamento. A partir da publicação, a Codhab terá o prazo de 180 dias para requerer a licença urbanística, documento necessário para o registro dos imóveis em cartório. Esse procedimento antecede a adoção das medidas necessárias para a implantação da infraestrutura no local. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF)
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Sonho da casa própria vira realidade para mais 140 famílias no Sol Nascente
O ano de 2025 caminha para o fim com a realização do sonho da casa própria para 140 famílias, que receberam as chaves de novos apartamentos no Sol Nascente nesta quarta-feira (17). A entrega foi feita pelo governador Ibaneis Rocha, por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). Com a conclusão do repasse dessas unidades, o Governo do Distrito Federal (GDF) alcança a marca de 13.093 unidades habitacionais entregues desde 2019. “Um dos momentos mais felizes de quem governa é quando tem a oportunidade de fazer o bem para aqueles que mais precisam. Essa lista de entrega da Codhab, organizada de forma a cumprir todos os requisitos legais, atende famílias mais vulneráveis, pessoas que foram retiradas de locais impróprios para moradia e aqueles que não tinham a menor condição de sonhar em ter uma casa própria”, relembrou Ibaneis Rocha. O chefe do Executivo destacou o simbolismo do dia por meio da entrega do apartamento a uma família composta por uma avó e duas crianças, filhas de uma mãe vítima de feminicídio. Nesta gestão, a Codhab concede gratuitamente moradia a pessoas em situação de vulnerabilidade, como mulheres vítimas de violência e pessoas com deficiência (PcD). “Hoje, entregamos moradia a uma família marcada por uma tragédia. Agora, essa família tem um local para poder conduzir a vida, com segurança para que males como esse não voltem a acontecer. Então isso nos alegra muito: saber que pessoas como eles estão recebendo moradia nesse momento de forma gratuita. Esse é um programa que nos encanta.” Com a conclusão do repasse dessas unidades, o Governo do Distrito Federal (GDF) alcança a marca de 13.093 unidades habitacionais entregues desde 2019 | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília O investimento total no empreendimento foi de R$ 95.098.590,21, financiado pelo PAC Pró-Moradia II, e beneficiou diretamente cerca de 560 pessoas nesta etapa. A ação concluiu as 420 unidades do residencial localizado no Trecho II, Quadra 105, conjuntos W1 e W2. Desde 2019, o Sol Nascente já soma 1.008 unidades habitacionais entregues. Ibaneis Rocha ainda lembrou que as moradias estão sendo entregues junto à infraestrutura do Sol Nascente, que conta com pavimentação, drenagem, água e esgoto, além de equipamentos públicos como Restaurante Comunitário, rodoviária, Agência do Trabalhador, Centro de Referência da Mulher Brasileira (CRMB) e Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi), inaugurados por este GDF. “Essa transformação efetivamente está acontecendo. O projeto continua para que a gente tenha mais prédios para dar moradia de qualidade e um ambiente com toda a infraestrutura pronta.” Durante a solenidade, o governador anunciou as próximas obras na região, como a implantação da infraestrutura urbana completa do Pôr do Sol e a criação do Parque do Sol Nascente. “A infraestrutura necessária para que as pessoas que escolheram morar aqui no Sol Nascente e no Pôr do Sol tenha a mesma qualidade de vida daqueles que vivem em qualquer cidade do Distrito Federal”, emendou. Presente na solenidade, a vice-governadora Celina Leão também falou sobre o sentimento de dever cumprido com o programa habitacional do GDF. “A entrega de moradias dignas nos dá sempre muito orgulho, pois estamos garantindo que as famílias que mais precisam possam construir seus lares com o respeito que merecem, em habitações de qualidade que contam com toda a infraestrutura. É o poder público cumprindo sua missão e contribuindo para a realização de sonhos.” Para Fábia Dias, o momento representou mais do que a conquista de um imóvel. “Agora posso dar dignidade aos meus filhos" “Estamos na véspera do Natal, finalizando o ano com chave de ouro, um grande presente Natal para nós da Codhab e para quem recebe os imóveis também. São 140 unidades neste empreendimento disponibilizadas para famílias vulneráveis. Hoje nós temos aqui catadores, pessoas retiradas de áreas de risco e aquelas vulneráveis cadastradas nas nossas listas. Então é uma entrega de muita alegria, são pessoas que precisam muito, que têm a sua vida transformada a partir de hoje”, comemorou o diretor-presidente da companhia, Marcelo Fagundes. Moradia digna As moradias atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social, que conquistaram o sonho da casa própria de forma totalmente gratuita. Os apartamentos têm entre 53,53 m² e 64,13 m², com dois ou três quartos, cozinha, área de serviço, banheiro e varanda. Algumas unidades foram adaptadas para pessoas com deficiência. O residencial conta com playground e espaço de lazer | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Jeilza da Silva vai morar em uma das unidades com o filho, a nora e o netinho que está a caminho. “Essa casa vai mudar muita coisa. Só a estabilidade já faz toda a diferença. Eu vivo da aposentadoria e, com aluguel e contas, a gente acaba sempre no vermelho. Diminuir esses gastos é um alívio muito grande”, disse a aposentada. O residencial conta ainda com playground e espaço de lazer, pensados para fortalecer a convivência entre os moradores e oferecer mais qualidade de vida, especialmente para as crianças. Para Fábia Dias, o momento representou mais do que a conquista de um imóvel. “Agora posso dar dignidade aos meus filhos. Eles vão crescer sabendo que têm onde morar, que este lugar é nosso e que ninguém vai nos tirar daqui. É o fim de viver de favor e o começo de uma vida com mais segurança”, comemorou a dona de casa. Camila de Quadro será a síndica do condomínio. Ela destacou a localização do residencial como um dos principais pontos positivos, por estar próximo à rodoviária, ao Restaurante Comunitário e à Agência do Trabalhador. “Gostei da sacada e da ventilação. A vizinhança me parece tranquila e organizada. Há restaurante próximo, ponto de ônibus em frente e rodoviária nas proximidades. Acredito que seja um lugar com grande potencial de crescimento”, ressaltou a autônoma. *Colaboraram Adriana Izel e Ian Ferraz
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Convocadas empresas para construção de 563 habitações do Fundo de Arrendamento Residencial no Riacho Fundo II
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) publicou edital de Convocação Pública nº 03/2025, nesta quarta-feira (17), para seleção de empresas do ramo da construção civil interessadas em firmar parcerias para construção de 563 unidades habitacionais na Região Administrativa do Riacho Fundo II. O edital prevê a contratação de empreendimento habitacional com 563 unidades, em terreno de propriedade do DF, na quadra QS 29, conjunto 02 lotes 01 a 08, com área mínima da UH de 45,50 m², em lotes para o desenvolvimento do projeto de habitação multifamiliar. O objetivo da ação é viabilizar moradias para atender famílias da Faixa Urbano 1 (limite de renda bruta familiar mensal de 0 a R$ 2.640). As informações sobre como será o projeto, serão definidas após a seleção da empresa. O edital prevê a contratação de empreendimento habitacional com 563 unidades, em terreno de propriedade do DF | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília A triagem das empresas, construtoras/incorporadoras, será feita com comprovada capacidade técnica para viabilizar planos de negócio com a companhia, para contratação de empreendimento habitacional junto ao agente financeiro, no âmbito da linha de atendimento para subsídio de novas moradias de baixo custo, em áreas urbanas, com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), integrante do Programa Minha Casa, Minha Vida, voltado para famílias de baixa renda no Brasil, em especial as em maior vulnerabilidade social. Os cadastros vão até 8 de outubro às 23h59, exclusivamente pelo sistema eletrônico disponível em http://extranet.codhab.df.gov.br/dipro/novainscricao. Nota adicional As análises, informativos, atos e resultados ficarão disponíveis no menu “Informes” do sistema e no site da Codhab, na seção “Editais”, campo “Empresas – Convocação”. *Com informações da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab)
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