Creas Itapoã Parque cria grupo de acolhimento e fortalecimento de vínculos
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) Itapoã Parque iniciou um novo serviço de acolhimento para comunidade. O grupo geracional batizado de Entre Nós reuniu em seu primeiro encontro cerca de 20 pessoas, nesta quinta-feira (9/7), na unidade recém-inaugurada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). O nome do projeto está ligado ao seu objetivo: reunir atendidos da comunidade local para trabalhar questões ligadas ao amor-próprio, construção de relações saudáveis e criar uma rede de apoio para a construção de novos vínculos. Reunião do grupo geracional Entre Nós teve até a presença dos pallhaços Esquecidinha e Miudinho | Foto: Divulgação/Sedes-DF “O grupo pretende ajudar cada participante a reconhecer seu próprio valor, compreender que é uma pessoa importante em sua própria vida e refletir sobre relações que cuidam e relações que machucam” Jaqueline Tavares, psicóloga do Creas Itapoã Parque Seguindo o tema do encontro — “Uma palavra para nascer de mim” — , os participantes foram instruídos sobre o projeto e convidados a participar de uma dinâmica onde reconheciam qualidades que desejam cultivar em sua própria vida, a partir da palavra “esperança”. Para elucidar a palavra “alegria”, o grupo recebeu a visita da palhaça Esquecidinha e do palhaço Miudinho, em um momento de descontração e leveza. O encerramento do encontro se deu após o lanche comunitário, com o plantio das primeiras mudas do jardim do Creas, representando o início do grupo e o crescimento ao longo do tempo. “Eu amei, foi maravilhoso, uma tarde descontraída”, avalia Renata Tavares, de 32 anos, moradora da região. “Às vezes você chega aqui triste, e você sai feliz, com o coração bem”. Construção coletiva A equipe multidisciplinar da unidade desenvolveu o projeto em formato de percurso, um conjunto de ações desenvolvidas por um longo período, com reuniões quinzenais. Os profissionais observaram a necessidade de expandir o atendimento individual, para fortalecer os vínculos entre os conviventes, e a expectativa é que o projeto reúna mais pessoas conforme os encontros ocorram. Haverá diálogos, dinâmicas de acolhimento e convivência e ações ligadas à arte, cultura e regionalidade, sempre respeitando as individualidades e demandas. “O grupo pretende ajudar cada participante a reconhecer seu próprio valor, compreender que é uma pessoa importante em sua própria vida e refletir sobre relações que cuidam e relações que machucam”, explica a psicóloga Jaqueline Tavares, do Creas Itapoã Parque. “Esperamos que o grupo se torne uma rede de apoio, em que as pessoas possam perceber que não precisam enfrentar sozinhas todas as situações vividas” Creas A rede socioassistencial do Distrito Federal conta com 15 unidades do Creas, incluindo as do Creas Diversidade e Creas Migrantes. São pontos espalhados em locais estratégicos com profissionais capacitados para atender pessoas e famílias que vivenciam situações de violência ou violação de direitos. O atendimento é especializado, contínuo e articulado para fortalecer a autonomia, reconstruir vínculos familiares e minimizar os danos decorrentes das violações vivenciadas. No site da Sedes-DF, é possível encontrar os endereços e como ser atendido nas unidades. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social
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Ambulatório Trans do DF promove 1º TransEncontro no auditório da Biblioteca Demonstrativa
Em comemoração ao Mês da Visibilidade Trans, o Ambulatório Trans promove o Primeiro TransEncontro do DF, um espaço de diálogo, escuta e fortalecimento da comunidade trans e de gêneros diversos. O encontro é promovido em parceria com o Adolescentro, Centro de Referência Especializado da Diversidade Sexual, Religiosa e Racial (Creas Diversidade), Conselho Regional de Psicologia (CRP-DF), Ambulatório Trans do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) e Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF). Aberto a todas as pessoas trans e de diveros gêneros, encontro terá palestras e apresentações artísticas | Foto: Arquivo/Agência Saúde-DF O objetivo é realizar debates sobre temas de relevância para a população trans, como transparentalidades, linguagem neutra, mobilização social, movimentos sociais, entre outros assuntos apontados pela própria comunidade. A programação também conta com apresentações artísticas, todas conduzidas por pessoas trans e de gêneros diversos, reforçando o protagonismo e a representatividade. O evento é aberto a todas as pessoas trans e de gêneros diversos e se propõe a ser um espaço seguro para troca de experiências, expressão de ideias e fortalecimento coletivo. Os palestrantes são Saturno Fernandes Rezende Nunes, do Núcleo de Atendimento do Ambulatório de Diversidade de Gênero (Namb); Genice Berg, do Coletivo Mis Manes do DF; Leonardo Luiz da Cruz Lima, ativista pelos direitos LGBTQIA+ e da população negra no Distrito Federal; Alex Felipe Alves da Silva, multiartista e militante pela causa trans; e Ludymilla Anderson Santiago, ativista social pelo movimento LGBTQIA+. Ambulatório Trans [LEIA_TAMBEM]Mais conhecido como Ambulatório Trans, o Núcleo de Atendimento do Ambulatório de Diversidade de Gênero oferta assistência integral em saúde para o público LGBTQIA+, entre outros, com uma equipe multidisciplinar que atua no modelo de atendimento biopsicossocial. O Namb funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h e das 13h às 19h, no Hospital Dia, localizado na 508/509 Sul. O serviço foi responsável pelo atendimento de 678 pessoas, totalizando aproximadamente 3,7 mil consultas durante 2025. Serviço 1º TransEncontro do Distrito Federal → Data: quarta-feira (28) → Horário: 14h → Local: auditório da Biblioteca Demonstrativa de Brasília — EQS 506/507, Asa Sul/DF. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Creas agiliza a retificação na certidão de nascimento de pessoas trans
Em parceria com a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Diversidade promoveu, nesta sexta-feira (28), um mutirão para agilizar a retificação na certidão de nascimento do nome e gênero de pessoas trans. O atendimento é voltado para o público que tem o documento de outros estados. Nesse caso, a Defensoria Pública entra com ação judicial para facilitar essa retificação e garantir a isenção das taxas nos cartórios. “São pessoas que têm certidões e registro de nascimento em outra unidade federativa, o que implica uma situação mais burocrática e um aumento de custos. E é por isso que é importante o trabalho da Defensoria Pública na garantia da assistência jurídica gratuita e integral às pessoas que necessitam”, destaca o defensor público e coordenador do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da DPDF, Ronan Ferreira Figueiredo. O Creas Diversidade convidou 28 usuários para serem atendidos no mutirão desta sexta. São pessoas trans atendidas na unidade que estão com dificuldade de pedir a certidão de nascimento no estado de origem e fazer essa retificação. Uma delas foi Angel Maria, de 25 anos. Ela é do Mato Grosso do Sul e mora há dois anos em Brasília. Há um ano ela é atendida pelo Creas Diversidade e tenta essa mudança do nome. “Quero agradecer aos Creas por essa oportunidade. Ter esse nome social na certidão é muito importante para nós, transexuais, e, hoje, foi um dia histórico para a gente. Todo mundo quer um nome, todo mundo quer viver melhor e nada melhor do que pessoa chamar a gente pelo nome que a gente gosta e se sente bem”, conta. O Creas Diversidade é voltado especificamente para atender situações de discriminação, por orientação sexual, identidade de gênero, raça, etnia ou religiosidade | Foto: Renato Raphael/Sedes O Creas Diversidade é voltado especificamente para atender situações de discriminação por orientação sexual, identidade de gênero, raça, etnia ou religiosidade. A unidade é gerenciada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). “Esses usuários já vêm com histórico de rompimento de vínculos familiares, então, fica mais difícil conseguir comunicação com o estado de origem. É o rompimento de vínculos e a situação de vulnerabilidade, sem ninguém para interceder por eles”, reforça a agente social do Creas Diversidade, Carllyne Nobrega. Esse foi o primeiro grupo a participar desse mutirão do Creas Diversidade com a DPDF. A expectativa é ampliar esse atendimento. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] “É mais uma articulação interinstitucional do poder Público com a sociedade civil. A Defensoria Pública, o Creas Diversidade, Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa também estão nessa parceria, para efetivar e trazer assistência jurídica às pessoas que precisam, buscando viabilizar o direito à identidade de gênero e o direito ao nome na certidão de nascimento. A retificação desse documento é o acesso a direitos muito básicos e ao exercício de direitos da vida comum de qualquer pessoa”, pontua o defensor público Ronan Ferreira Figueiredo. “Retificar a certidão de nascimento traz dignidade e reconhecimento formal para as pessoas trans. E é o primeiro passo para acesso à cidadania e retificação de outros documentos pessoais”, finaliza a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social
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Indígenas conhecem práticas agroecológicas no Instituto Horta Girassol
Por meio de uma articulação entre a Emater-DF e as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes) e de Agricultura (Seagri), um grupo de indígenas das comunidades Guajajara e Kariri-Xocó, ambas do Setor Noroeste, conheceu o Instituto Horta Girassol, em São Sebastião, que é considerada maior horta urbana do DF. A ação ocorreu visando o intercâmbio de conhecimento envolvendo o cultivo agroecológico e sua produção, com objetivo de mostrar ao grupo práticas que podem ser aplicadas em suas comunidades. Existem hoje no Distrito Federal, segundo dados do Creas Diversidade, mais de 10 mil indígenas de 37 etnias. Considerada a maior horta urbana do DF, o Girassol recebeu o grupo de indígenas das comunidades Guajajara e Kariri-Xocó para um intercâmbio de conhecimentos envolvendo o cultivo agroecológico | Foto: Divulgação/Emater-DF A coordenadora do Instituto Horta Girassol, Hosana Alves do Nascimento, liderou a visita guiada ao espaço na quarta-feira (15) e contou aos indígenas o caminho percorrido com erros e acertos desde a criação da horta urbana, em 2005. Durante esse período, a produtora familiar tem recebido a assistência técnica da Emater-DF tanto em relação aos cultivos, como para a documentação e acesso ao crédito rural. “Essa troca de conhecimento, de vivências nos cuidados com a terra é muito rica, pois não foi fácil chegar até aqui. Foi e é preciso muita força de vontade. Tive que buscar conhecimento junto à Emater-DF e em várias capacitações e cursos que já realizei para adquirir o aprendizado que garante os resultados que temos hoje”, avaliou Hozana. [Olho texto=”“Nosso objetivo é mostrar aos indígenas outras possibilidades de cultivo e de práticas agroecológicas. Apesar deles serem historicamente os guardiões da terra, sempre há espaço para novos aprendizados que podem garantir mais produtividade e renda”” assinatura=”Iran Dias, extensionista da Emater-DF” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Os extensionistas da Emater-DF Lídia Ferreira Jardim e Iran Dourado Dias acompanharam a visita e falaram ao grupo sobre o cultivo agroecológico de hortaliças e frutíferas, como o consórcio e rotação de culturas, uso de cobertura morta, adubação orgânica e controle alternativo de pragas. “Nosso objetivo é mostrar aos indígenas outras possibilidades de cultivo e de práticas agroecológicas. Apesar deles serem historicamente os guardiões da terra, sempre há espaço para novos aprendizados que podem garantir mais produtividade e renda”, disse Iran Dias. O pajé da comunidade Kariri-Xocó, Ururaí de Krodí Selé, disse que levará para a sua comunidade algumas práticas adotadas pela Horta Girassol, como o uso de cobertura morta e a rotação de cultura. “Foi muito importante para nós conhecer um jeito novo de cuidar da terra e da produção. Lá, limpamos a terra. Então, saber que pode cortar o mato e deixar na terra que vai dar mais nutriente pro solo é o jeito de fazer a integração das plantações, plantando várias espécies juntas, como uma bananeira com a mandioca e o quiabo. Já plantamos tudo isso, mas de um jeito diferente. Aprendemos como vocês plantam e ensinamos como plantamos. Nessa integração, todos nós vamos crescendo”, falou o pajé. Segurança Alimentar e Nutricional Em parceria, Sedes, Seagri e Emater-DF estão trabalhando na construção do Projeto para a Promoção da Segurança Alimentar e Nutricional das Comunidades Indígenas do Distrito Federal. Para a assistente social do Creas da Diversidade Sexual, Religiosa e Racial da Sedes, Mirella Martins Oliveira, permitir que os indígenas experimentem uma troca de experiências é importante para a existência deles e fortalece a segurança alimentar. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Estamos criando possibilidades de existência e de criação de atividades agrícolas que promovem a segurança alimentar e nutricional, além da geração de renda. No entanto, é preciso que cada ator saiba qual é o papel de cada um e essa troca só gera frutos com o trabalho e persistência de todos”, afirmou Mirella, que acompanhou a atividade. Além de comunidades indígenas, os povos de terreiro, que são remanescentes de quilombos e têm o modo de vida baseado na ancestralidade, serão inseridos no Projeto para a Promoção da Segurança Alimentar e Nutricional e nas ações que promovam o intercâmbio de conhecimento e experiência com o cultivo agroecológico. *Com informações da Emater-DF
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