Instituído novo centro voltado à pesquisa, ensino e inovação em saúde coletiva
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Distrito Federal passou a contar com uma nova estrutura dedicada à produção de conhecimento e ao desenvolvimento de iniciativas na área de saúde coletiva. O Centro de Estudos, Pesquisas e Extensão em Saúde Coletiva do Distrito Federal (Cepesc/DF) foi instituído por meio de publicação no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (7/8). Vinculado à Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF), mantida pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), o centro terá entre suas atribuições o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa, inovação, extensão e cooperação técnico-científica em saúde coletiva. A criação do Cepesc/DF está alinhada às diretrizes da Secretaria de Saúde (SES-DF) e amplia, dentro da estrutura da ESP/DF, o espaço destinado à produção e à disseminação de conhecimento relacionado à saúde coletiva. O novo centro nasce com um grupo de pesquisa formado por 20 pesquisadores, a maioria com títulos de mestrado e doutorado. Registrado no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o grupo já conta com dez linhas de pesquisa, que abrangem temas como Políticas públicas, Gestão, Planejamento, Economia em saúde, Agroecologia, Ambiente, Saúde mental coletiva, Relação do direito e saúde, Desigualdades em saúde e Acesso aos serviços, além de pesquisas sobre Doenças Tropicais Negligenciadas (DTN) e Doenças Relacionadas a Saneamento Inadequado (Dsai). Com a criação do centro, atividades de ensino e pesquisa passam a integrar formalmente uma unidade técnico-científica específica dentro da ESP/DF, ao lado de ações de inovação, extensão e cooperação técnico-científica. A implantação do Cepesc/DF será gradual e dependerá de planejamento institucional, além da disponibilidade administrativa, orçamentária e estrutural. *Com informações da Fepecs
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Simpósio debate os desafios da formação técnica para o SUS
A Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP-DF) iniciou, nesta quarta-feira (17), o I Simpósio do Ensino Técnico, evento científico e institucional voltado à integração, à inovação e à valorização da formação técnica em saúde. A programação segue até esta quinta-feira (18), no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), reunindo estudantes, profissionais da saúde, servidores do Governo do Distrito Federal (GDF) e a comunidade em geral. A abertura do simpósio contou com uma fala da coordenadora de cursos de pós-graduação lato sensu e extensão da ESP/DF (CPLE), Vanessa Dalva Guimarães, que representou a direção da Fepecs e destacou a realização do evento e a importância da criação da Lei da Preceptoria e do Programa de Ensino Técnico Associado às Residências em Saúde (Protec) no contexto da formação técnica. “Em 2019, nós aprovamos uma lei da preceptoria para que ela fosse ofertada para a residência, graduação e para o ensino técnico. Nós ficamos com essa lei aprovada sem regulamentação por muito tempo, até que recentemente pudemos implementar o Protec. Essa experiência que vocês estão vivenciando é nova, mas permite a vocês ter uma visão do mundo do trabalho ao ir aos cenários e aprender com quem faz acontecer”, destacou Vanessa. Durante o simpósio, os participantes receberam cartões com palavras que simbolizavam a integração entre o ensino técnico e o Sistema Único de Saúde (SUS) | Foto: Divulgação/Fepecs Durante o evento, os participantes receberam cartões com palavras que simbolizavam a integração entre o ensino técnico e o Sistema Único de Saúde (SUS). Em uma dinâmica de acolhimento e integração, eles foram convidados a se levantar e ouvir reflexões sobre os conceitos apresentados, reforçando a importância desses conceitos para a formação dos profissionais de saúde. Na sequência, foi realizada a conferência magna "Os desafios contemporâneos da formação técnica e sua contribuição para o fortalecimento do SUS", ministrada pelo professor Nilceu Oliveira. A palestra trouxe reflexões sobre o papel estratégico da educação profissional na qualificação dos serviços de saúde e no fortalecimento do SUS. A programação do primeiro dia continuou com a Arena de Ideias, que debateu o tema "O futuro da formação técnica para o SUS", promovendo o diálogo entre especialistas, gestores, docentes e estudantes sobre perspectivas, desafios e oportunidades para o ensino técnico em saúde. Encerrando as atividades do primeiro dia, os participantes acompanharam a palestra "Habilidades atitudinais para o trabalho em saúde", proferida pela médica de família e comunidade Juliana Soares, que abordou competências comportamentais essenciais para a atuação dos profissionais no cuidado e na assistência à população. Segundo dia No segundo e último dia do simpósio, nesta quinta-feira, as atividades serão distribuídas em cinco eixos temáticos: Eixo Transversal, Eixo de Análises Clínicas, Eixo de Enfermagem, Eixo de Radiologia e Eixo de Saúde Bucal, com apresentações, debates e compartilhamento de experiências voltadas para o aprimoramento da formação técnica em saúde. *Com informações da Fepecs
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Encontro marca início de nova etapa formativa nos cursos técnicos da ESP-DF
Estudantes dos quatro cursos técnicos ofertados pela Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP-DF) participaram, nessa quinta-feira (5), do “Dia P”, encontro estratégico voltado ao alinhamento pedagógico do Módulo II do Programa de Ensino Técnico Associado às Residências em Saúde (Protec). Realizado no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), o evento marcou o início de uma nova etapa da formação, com foco na integração entre teoria e prática. A iniciativa foi concebida como um espaço integrador, voltado ao alinhamento pedagógico, ao engajamento acadêmico e ao fortalecimento dos vínculos institucionais entre estudantes, docentes e equipes pedagógicas. Durante o evento, os participantes acompanharam inicialmente uma abertura institucional no auditório, com apresentação da proposta pedagógica do módulo e da programação do encontro. O “Dia P” foi estruturado a partir de quatro eixos fundamentais: Percurso formativo, Prática, Pesquisa e Pertencimento, que dão nome ao evento e norteiam as reflexões propostas durante o encontro. Segundo a coordenadora dos cursos técnicos da ESP/DF, Sandra França, o momento marca a transição entre as etapas iniciais da formação e uma fase mais direcionada à prática profissional. “O módulo 1 é o módulo transversal, em que as atividades são integradas entre os quatro cursos. A partir do dia de hoje, cada curso segue a sua própria trajetória”, afirma. Realizado no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), o evento marcou o início de uma nova etapa da formação, com foco na integração entre teoria e prática | Foto: Divulgação/Fepecs Segundo Sandra, o novo módulo traz como principal novidade a implementação do modelo Protec, que amplia a integração entre teoria e prática no processo de aprendizagem. “O diferencial é a introdução do modelo Protec, que corresponde à parte prática do curso. Então, a partir de agora, os estudantes vão conhecer a teoria no que a gente chama de “Semana Escola” e terão a alternância dentro dos cenários de ensino com a parte prática, que chamamos de “Semana Cenário”, explica. Atividades específicas e exposição Além das apresentações institucionais, a programação do Dia P incluiu uma exposição de trabalhos acadêmicos no hall do auditório da Fepecs, o reconhecimento de estudantes em destaque, uma apresentação sobre os serviços da Biblioteca da Fepecs e uma exposição sobre o Programa de Iniciação Científica, Inovação, Tecnologia e Extensão (Picite), que incentiva a participação dos alunos em projetos de pesquisa e inovação. Após a abertura do evento, os estudantes foram divididos por cursos para atividades específicas. Nesses encontros, as equipes detalharam o funcionamento do módulo, os critérios de avaliação e apresentaram os preceptores, tutores e coordenadores que acompanharão os estudantes dos cursos técnicos de enfermagem, análises clínicas, saúde bucal e radiologia ao longo da formação. Outro aspecto destacado pela coordenadora é o compromisso da escola com a inclusão e a diversidade no processo educacional. “O ensino da Escola de Saúde Pública é diferenciado por estar alinhado ao SUS. Alguns dos materiais expostos foram preparados em braile e em Libras, além de utilizarem cores e formatos acessíveis. A ideia é que qualquer pessoa, desde quem tem menor nível de alfabetização até quem possui maior facilidade de aprendizagem, consiga compreender os conteúdos”, afirma. *Com informações da Fepecs
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Jornada científica debate gestão de saúde em emergências e calamidades públicas
Com o tema “Gestão de Saúde em Emergências e Calamidades Públicas”, a 5ª Jornada Científica do Programa de Residência Multiprofissional em Gestão de Políticas Públicas para a Saúde segue até esta quinta-feira (5), no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs). A iniciativa é da Escola de Saúde Pública (ESP-DF). Treinamento de líderes com foco na sustentabilidade é o assunto debatido durante a jornada | Foto: Divulgação/Fepecs O evento se consolida como espaço estratégico para formação profissional, troca de experiências e fortalecimento da produção científica, alinhada aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Desde a abertura, nesta quarta (4), o local tem promovido minicursos práticos, oficinas temáticas, simulações e mesas de diálogo. Há ainda exposição de trabalhos científicos e projetos de intervenção, que destacam práticas bem-sucedidas e replicáveis no âmbito do SUS. “Precisamos treinar líderes, gestores e começar a pensar em processos”, pontua o subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Robinson Capucho Parpinelli. “Isso vai revolucionar a sustentabilidade do maior bem que a sociedade brasileira tem, que é o SUS.” Gestão e residência Representante dos residentes que participam do encontro, Rafael Calvão lembra que a jornada nasceu das inquietações do grupo diante dos desafios da gestão: “Acompanhar o corre-corre da gestão já exige muito, mas quando somos surpreendidos por uma crise, como vamos agir? Foi a partir desses questionamentos e indagações que construímos essa jornada”. Conforme a coordenadora do programa de residência de gestão de políticas públicas para a saúde da ESP-DF, Ana Godoy, essa jornada contribui para a qualificação de profissionais para atuação em situações emergenciais, além de estimular a produção científica aplicada à realidade “É uma ação estratégica que fortalece a articulação entre ensino, serviço e sociedade, promovendo um SUS mais resiliente, eficiente e humano”, afirma. Programação No primeiro dia da jornada foram abordados conceitos e impactos de emergências em saúde pública, histórias recentes do SUS sobre o assunto, papel da tecnologia na gestão de emergências em saúde e ferramentas digitais para monitoramento, além da apresentação de trabalhos premiados. No último dia do evento, as atividades estarão direcionadas para o planejamento estratégico em situação de calamidade, financiamento da saúde em tempos de crise, saúde mental dos trabalhadores e liderança e gestão de equipes. *Com informações da Fepecs
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