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SUS completa 36 anos com histórias que mostram a importância da saúde pública

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Descobrir uma doença depois de meses buscando respostas. Fazer um exame que afasta a necessidade de uma cirurgia. Encontrar profissionais que oferecem atenção em meio a uma internação. Experiências como essas ajudam a traduzir, para além dos números, a presença do Sistema Único de Saúde (SUS) na vida dos brasileiros. Neste sábado (19/9), a Lei nº 8.080, que regulamentou a organização e o funcionamento do SUS, completa 36 anos. Sancionada em 19 de setembro de 1990, a legislação consolidou princípios e diretrizes do sistema de saúde previsto pela Constituição Federal de 1988. No Distrito Federal, unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) fazem parte dessa rede. No cotidiano dos serviços, histórias de pacientes e familiares mostram diferentes formas pelas quais a assistência se torna presente justamente quando alguém mais precisa. Waldemar Rodrigues de Rezende procurou o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) depois de passar meses em tratamento na rede privada para uma suposta infecção urinária, mas uma investigação clínica mais aprofundada identificou um tumor na próstata | Fotos: Divulgação/IgesDF   Aos 68 anos, Waldemar Rodrigues de Rezende procurou o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) depois de passar meses em tratamento na rede privada para uma suposta infecção urinária. Na unidade, uma investigação clínica mais aprofundada identificou um tumor na próstata, permitindo que ele recebesse o acompanhamento adequado. “Do administrativo à assistência, eu não tive problema algum, pelo contrário: encontrei pessoas carismáticas, prestativas, resolutivas e atenciosas. Se eu não tivesse vindo para este hospital, talvez não tivesse descoberto o tumor”, relata. João Carvalho, 48, morador de Sobradinho II, chegou a uma unidade de pronto atendimento (UPA) com dores na região abdominal e suspeita inicial de apendicite. Depois de permanecer internado por alguns dias, foi encaminhado ao HRSM para realizar uma tomografia do abdômen. O exame descartou a suspeita e afastou a necessidade de cirurgia. “Esta investigação foi importante para esclarecer a causa dos sintomas que eu sentia e evitar um procedimento desnecessário”, conta João. Jonatas Carvalho de Oliveira precisou do HBDF após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC)   Aos 31 anos, Jonatas Carvalho de Oliveira precisou do HBDF após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Ele permaneceu internado por duas semanas para observação e recebeu atendimento da equipe de neurologia. “Fui atendido pelos melhores neurologistas do país e, assim que subi ao quarto, tive um excelente tratamento. Percebi que, apesar de algumas mazelas, é possível, sim, contar com a saúde pública de Brasília”, relata. O alcance do SUS vai muito além da assistência hospitalar. O sistema reúne serviços que vão da atenção primária aos atendimentos de média e alta complexidade, além de ações de vacinação, vigilância em saúde, transplantes, urgência e emergência. Embora mais de 52 milhões de brasileiros tenham plano de saúde, a maior parte da população depende exclusivamente dos serviços públicos. Segundo estudo da República.org, elaborado com base em dados do DataSUS, 75,3% dos habitantes do país utilizam exclusivamente os serviços oferecidos pelo SUS. IgesDF é 100% SUS No Distrito Federal, o IgesDF integra a rede pública de saúde e realiza atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde. O Instituto administra o Hospital de Base do Distrito Federal, o Hospital Regional de Santa Maria, o Hospital Cidade do Sol e 13 unidades de pronto atendimento. Os serviços atendem usuários do SUS de acordo com os fluxos da rede pública e o perfil assistencial de cada unidade. É nessa estrutura que histórias como as de Waldemar, João e Jonatas ajudam a mostrar, para além dos números, como o sistema está presente na vida de quem precisa de assistência.   *Com informações do IgesDF

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Novos equipamentos ampliam capacidade de esterilização de materiais do HRSM

Cirurgias, partos e outros procedimentos realizados no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) passam a contar com um suporte mais ágil após a modernização da Central de Material Esterilizado (CME), setor responsável pela limpeza, desinfecção e esterilização dos instrumentos utilizados em procedimentos médicos. A unidade recebeu novos equipamentos que ampliam a capacidade do setor e reduzem o tempo necessário para disponibilizar novamente os instrumentais utilizados na assistência aos pacientes. São três máquinas que automatizam parte do processo de higienização e uma autoclave, utilizada na esterilização dos materiais. A iniciativa fortalece o suporte às equipes que atuam em áreas como pronto-socorro, centro cirúrgico e centro obstétrico. Três máquinas automatizam parte do processo de higienização | Fotos: Divulgação/IgesDF De acordo com a chefe do Serviço da CME, Camilla Soares, o trabalho realizado pelo setor é indispensável para garantir a continuidade dos atendimentos. “Sem esse processo, áreas essenciais, como o pronto-socorro, o centro cirúrgico e o centro obstétrico, poderiam ter suas atividades comprometidas. Todo instrumental utilizado precisa passar por etapas de limpeza, desinfecção e esterilização antes de voltar a ser utilizado com segurança”, explica. “Sem esse processo, áreas essenciais, como o pronto-socorro, o centro cirúrgico e o centro obstétrico, poderiam ter suas atividades comprometidas" Camilla Soares, chefe do Serviço da CME Atualmente, a CME processa cerca de 570 artigos por dia, o equivalente a aproximadamente 13 mil por mês. Além de atender às necessidades do HRSM, o setor também realiza o reprocessamento de materiais das unidades de pronto atendimento (UPAs) de Ceilândia I, Ceilândia II, Gama, Samambaia, Recanto das Emas e Riacho Fundo I, além do Hospital Cidade do Sol (HSol). Da limpeza ao armazenamento Antes de retornar ao uso, todos os instrumentais passam por um fluxo rigorosamente controlado. Após a utilização, os itens seguem para a limpeza manual e, posteriormente, para equipamentos automatizados, como as lavadoras ultrassônicas e os novos equipamentos de desinfecção térmica, responsáveis pela remoção de resíduos e pela higienização dos instrumentais. Na etapa seguinte, cada peça é preparada e inspecionada para verificar as condições de limpeza, integridade e funcionamento. “Precisamos garantir que cada instrumento esteja em perfeitas condições. Em uma cirurgia, por exemplo, uma tesoura precisa desempenhar sua função corretamente”, ressalta Camilla. Depois da inspeção, os materiais passam pela esterilização, fase responsável por eliminar microrganismos que possam causar infecções. Em seguida, são armazenados até serem redistribuídos aos setores assistenciais. “É um processo longo e criterioso. Cada etapa é essencial para assegurar a qualidade do atendimento e a segurança dos pacientes”, destaca. Autoclave utilizada na esterilização dos materiais | Fotos: Divulgação/IgesDF Mais agilidade para a assistência Com a modernização da estrutura, a CME, que funciona 24 horas por dia, ganhou mais produtividade e reduziu o tempo necessário para disponibilizar novamente os instrumentais às equipes de saúde. Segundo Camilla, a mudança já traz impactos práticos para a rotina hospitalar. “Um instrumental utilizado pela manhã, que antes só voltava a ficar disponível no fim da tarde, agora pode retornar para uso já no início da tarde, dependendo do horário de entrega. Isso amplia nossa capacidade de resposta e contribui para tornar os atendimentos ainda mais eficientes”, conclui. *Com informações do IgesDF

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Bebês prematuros celebram a primeira Copa do Mundo com ensaio especial

Toucas, adereços inspirados no futebol e muitos registros para guardar no coração transformaram a rotina da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Com o tema “Minha 1ª Copa”, bebês prematuros participaram de um ensaio fotográfico especial que levou leveza e emoção para famílias que vivem os desafios da internação neonatal. A ação foi idealizada pela equipe da unidade neonatal do hospital, que frequentemente promove registros temáticos para celebrar datas especiais e criar memórias afetivas para pais e responsáveis. Desta vez, a proximidade da Copa do Mundo serviu de inspiração para o cenário montado especialmente para os recém-nascidos. “Normalmente realizamos ensaios voltados para as festas juninas, mas este ano surgiu a ideia de fazer algo diferente. É um trabalho construído em equipe, em que cada profissional contribui com sugestões e, no final, sempre nasce algo muito bonito”, explica Lorena Mendes, chefe do Serviço de Enfermagem da UTIN. Com o tema “Minha 1ª Copa”, bebês prematuros participaram de um ensaio fotográfico especial no Hospital de Santa Maria | Foto: Divulgação IgesDF  Segundo a enfermeira rotineira da unidade, Thayná Cid, todas as ações comemorativas são planejadas com atenção especial ao aspecto emocional das famílias. “Sempre pensamos que essas são datas que os pais gostariam de estar vivendo em casa, reunidos e celebrando. Como isso nem sempre é possível, buscamos tornar esse período mais leve e acolhedor”, afirma. Ela destaca que os registros se transformam em lembranças carregadas de significado. “São fotos que vão acompanhar essas famílias para sempre. No futuro, elas poderão olhar para esses momentos e lembrar de tudo o que superaram juntos. Acabam se tornando um símbolo de vitória”, ressalta. Entre os bebês fotografados estava a pequena Liz Prado, nascida com 36 semanas de gestação e diagnosticada com uma cardiopatia. Prestes a ser transferida para outra unidade para dar continuidade ao tratamento, ela protagonizou um dos momentos mais emocionantes da ação. “Eu não fazia ideia de que elas estavam preparando isso. Quando vi as fotos, fiquei encantada" Liliane Prado, mãe de bebê prematuro “Eu não fazia ideia de que elas estavam preparando isso. Quando vi as fotos, fiquei encantada. O pai dela também adorou e até pensou que fosse montagem. Ver a Liz daquele jeito, tão linda, deixou meu coração muito feliz”, conta a mãe, Liliane Prado. Para Liliane, que acompanha diariamente a luta da filha pela recuperação, o ensaio representou um marco especial antes da transferência da recém-nascida. “Fechou esse ciclo com chave de ouro”, comemora.   *Com informações do Iges/DF

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Especialistas destacam cuidados para uma gravidez tranquila após os 40 anos

Primeiro os estudos, depois a carreira, relacionamento, estabilidade, viagens e, por último, a maternidade. Cada vez mais as mulheres têm mudado o foco e deixado o plano de ser mãe para depois. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010 a 2022, o número de brasileiras que se tornaram mães após os 40 anos cresceu 59,98%. A ginecologista e obstetra no ambulatório de gestação de alto risco do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Ana Carolina Ramiro, destaca a importância de se atentar para um planejamento familiar, tendo em vista que a produção de óvulos diminui significativamente com a idade. “Depois dos 40 anos, as chances de gravidez natural caem para menos de 5% por ciclo. Além disso, os óvulos disponíveis apresentam maior probabilidade de alterações genéticas, com predisposição para síndromes, como a de Down, por exemplo. E, infelizmente, as chances de aborto também aumentam”, alerta. Com 40 anos e grávida do terceiro filho, Mônica Christiani Ribeiro foi internada no HRSM por pressão alta e recebe acompanhamento contínuo no pré-natal de alto risco | Fotos: Divulgação/IgesDF “Ter um filho após os 40 não é apenas gestar uma criança, é equilibrar o agora ou nunca com a esperança de que tudo tem seu tempo. Com a idade, o corpo pode resistir mais à gravidez. Nem todo risco é só físico, muitos são emocionais”, afirma a médica. De acordo com a especialista, é comum que muitos questionamentos apareçam e todos são importantes, pois há mais chances de complicações em uma gestação tardia. Os riscos de diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, abortos, hemorragias pós-parto e trabalho de parto prematuro aumentam bastante.  Ainda assim, com acompanhamento médico e cuidados adequados, muitas mulheres têm gestações saudáveis após os 40 anos. “Observamos na prática diária no pré-natal de alto risco que essas pacientes apresentam mais comprometimento com o acompanhamento da gestação, o que pode incluir exames mais frequentes e acompanhamento multidisciplinar”, relata. Ana Carolina ressalta que nem toda gravidez tardia é considerada de alto risco, mas, como as chances aumentam acima dos 40 anos, é indispensável ter avaliação médica constante e acompanhamento rigoroso, preferencialmente com obstetras especializados. Referência em atendimento às gestantes de alto risco, o Hospital Regional de Santa Maria possui dez leitos de internação exclusivos para este perfil dentro da maternidade. As pacientes internadas são acompanhadas diariamente pela equipe multidisciplinar até que a alta médica ou parto ocorram com segurança para mãe e bebê. “Observamos na prática diária no pré-natal de alto risco que essas pacientes apresentam mais comprometimento com o acompanhamento da gestação, o que pode incluir exames mais frequentes e acompanhamento multidisciplinar”, afirma a ginecologista e obstetra no ambulatório de gestação de alto risco do HRSM, Ana Carolina Ramiro A psicóloga Alane Lima trabalha na maternidade do HRSM e percebe em seus atendimentos que as gestantes com idade superior a 40 anos possuem uma carga emocional maior com relação à gravidez. “Algumas chegam com histórico de perdas gestacionais anteriores e já enfrentavam dificuldade para engravidar. Outras, não imaginavam que pudessem engravidar nessa idade, lidando, então, com uma gestação não planejada. Tudo isso, somado ao fato de ser uma gestação de alto risco e de precisarem de hospitalização, aumenta a ansiedade e a preocupação”, explica. Segundo ela, é comum também o medo de complicações gestacionais ou obstétricas e de não darem conta de cuidar do bebê, não terem mais aquele "pique" para lidar com os desafios da maternidade. É então que entra o trabalho ativo da Psicologia, suporte essencial para lidar com medos, acolher frustrações e criar um espaço seguro para expressarem suas angústias sem julgamentos, fortalecendo o vínculo mãe-bebê e desmistificando crenças relacionadas à maternidade ideal. Diferença entre gestações [LEIA_TAMBEM]Mônica Christiani Ribeiro, está internada no Centro Obstétrico do HRSM desde a última quarta-feira (9) por conta da pressão alta. Ela está com 35 semanas de gestação, à espera de sua terceira filha, Maitê, que deverá nascer nos próximos dias. Além da pressão alta, ela é diabética e desde o início da gestação tem que ter cuidados redobrados e acompanhamento contínuo no pré-natal de alto risco. A gravidez não foi planejada. “Não pensei que ainda fosse engravidar, porque já tenho 40 anos, problemas hormonais e ovários policísticos, o que dificulta uma gestação. Por isso nem estava me prevenindo. Coloquei nas mãos de Deus, porque meu marido ainda não tinha nenhum filho e ele tinha essa vontade. Então, quando recebemos a notícia, ficamos felizes, não esperávamos que iria acontecer, mas deu certo e veio nossa bebê”, explica. Mãe de um casal de 21 e 17 anos, Mônica sentiu na pele o peso da idade e a diferença entre gestações em idade mais jovem e depois dos 40. Além dos problemas de saúde que ela não tinha na juventude, o vigor físico é menor e o corpo sente bem mais o impacto de gerar uma nova vida. Além disso, surgem outras demandas psicológicas. “Existem mais preocupações com a saúde da bebê, com a hora do parto, se vai ocorrer tudo bem, se ela pode ter alguma síndrome. Sei dos riscos, são bem maiores agora e isso gera uma preocupação e ansiedade. São medos diferentes, antes eu tinha medo de não saber cuidar, agora nem me preocupo com isso”, relata. No entanto, o ponto positivo que Mônica percebe é que, hoje, tem maturidade para buscar informações sobre qualquer dúvida que surge, o que nunca fez em suas outras gestações. Ela lê, assiste vídeos, vai atrás de páginas médicas e esclarece tudo, além de fazer um pré-natal rigoroso, sem faltar nenhuma consulta. *Com informações do IgesDF

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