Aberta licitação para reforma do pronto-socorro do Hospital Regional de Ceilândia
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Está aberta a licitação para reforma e ampliação do pronto-socorro do Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Por meio da Concorrência Eletrônica nº 004/2026 – NLC/PRES, a contratação prevê a seleção de uma empresa especializada de engenharia responsável pela modernização do pronto-socorro. A licitação será conduzida pelo Núcleo de Licitação da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). Com investimento estimado em R$ 13.892.672,11, a contratação será realizada pelo regime de empreitada por preço unitário, com modo de disputa aberto do tipo menor preço. A sessão pública da licitação está agendada para 5 de novembro, às 9h. As empresas interessadas em participar podem acessar o edital completo e seus anexos exclusivamente nos portais eletrônicos da Novacap e do sistema de licitações. Para esclarecimentos e informações adicionais, a equipe de licitação disponibiliza os telefones (61) 3403-2321 e (61) 3403-2322, além do e-mail nlc@novacap.df.gov.br. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Novo tomógrafo vai reforçar atendimento no Hospital de Ceilândia
O Hospital Regional de Ceilândia (HRC) receberá, ainda este mês, o novo equipamento utilizado em exames de imagens computadorizadas. Com investimento superior a R$ 2,2 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF), a nova máquina ampliará significativamente a capacidade operacional e dará mais agilidade aos atendimentos de pacientes adultos e pediátricos da unidade. A expectativa é de que cerca de 4 mil pessoas sejam beneficiadas por mês, com a oferta de até 16 mil exames. O anúncio foi feito pela governadora Celina Leão durante o lançamento do GDF na Sua Porta, em Ceilândia, na última segunda-feira (1º). A chefe do Executivo anunciou o aporte de R$ 43 milhões que vão viabilizar cerca de 20 intervenções no HRC, além de serviços de manutenção nas unidades básicas de saúde (UBSs) previstas no planejamento deste ano para a cidade. Novo tomógrafo permitirá a realização de exames de imagem com mais rapidez, menor exposição a radiação e apoio de inteligência artificial | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília “Nós liberamos um contrato de manutenção que existia, mas não tinha dinheiro. Na semana passada, colocamos R$ 43 milhões nesse contrato" Governadora Celina Leão “Nós liberamos um contrato de manutenção que existia, mas não tinha dinheiro. Na semana passada, colocamos R$ 43 milhões nesse contrato. Ou seja, aquilo que você chegava ao hospital e via, como torneira quebrada, vaso quebrado, falta de manutenção, agora terá condição de ser resolvido com mais rapidez”, afirmou Celina, na ocasião. O subsecretário de Infraestrutura em Saúde, Leonídio Pinto Neto, ressalta a importância “desse olhar da governadora para ações de manutenção na rede de saúde". Ele completa: “Esse aporte financeiro irá ampliar a qualidade dos serviços fornecidos, trazendo maior qualidade aos serviços a serem prestados à população, e também aos servidores, que irão receber um ambiente de trabalho mais harmônico, mostrando o foco do governo em cuidar da saúde pública do Distrito Federal”. Qualidade diagnóstica e segurança O principal ganho assistencial esperado para a população é acesso aos exames de tomografia computadorizada com mais agilidade, qualidade diagnóstica e segurança, possibilitando redução do tempo de espera, maior rapidez na definição diagnóstica e início oportuno do tratamento. Além disso, o novo equipamento permite a realização de exames mais complexos, com menor exposição a radiação e melhor resolução de imagem, beneficiando tanto pacientes adultos quanto pediátricos e contribuindo para maior resolutividade da assistência prestada pela unidade hospitalar. O subsecretário explica que a produtividade exata varia conforme o tipo de exame (simples, contrastado ou cardíaco), e a agilidade da equipe — a plataforma Revolution Ascend foi projetada para ampliar o volume diário de atendimentos em relação ao modelo anterior. “Com o fluxo de trabalho mais ágil, é possível fazer, em média, de 3 a 5 exames de rotina por hora. O equipamento também permite varreduras de corpo inteiro em alta velocidade, muitas vezes em menos de 15 segundos” Leonídio Pinto Neto, subsecretário de Infraestrutura em Saúde “Com o fluxo de trabalho mais ágil, é possível fazer, em média, de 3 a 5 exames de rotina por hora, considerando posicionamento, aquisição de imagem e liberação do paciente. O equipamento também permite varreduras de corpo inteiro em alta velocidade, muitas vezes em menos de 15 segundos”, ressalta o subsecretário. Alta velocidade O novo tomógrafo permitirá a realização de exames de imagem com mais rapidez, menor exposição a radiação e apoio de inteligência artificial. Com capacidade para 128 cortes por rotação, o equipamento atende desde exames de rotina até procedimentos mais complexos, como os cardiovasculares. [LEIA_TAMBEM]O equipamento é o modelo GE Ascend, com 64 canais e 128 cortes, e se destaca pela alta velocidade na produção de imagens, maior precisão diagnóstica e otimização do fluxo de atendimento. Para a instalação do novo tomógrafo, a sala passou por reforma completa, com adequações às exigências técnicas do equipamento. Também foram adquiridos dois aparelhos de ar-condicionado de 60 mil BTUs cada um, por meio de compra centralizada, para garantir o funcionamento adequado do setor. O Hospital de Ceilândia já contava com serviço de tomografia, e o novo equipamento substitui o anterior. Antes, eram realizados cerca de 13 mil exames por ano, atendendo, em média, 3 mil pacientes por mês.
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Oficina no Hospital Regional de Ceilândia ensina cuidados com recém-nascidos
Com o objetivo de transformar aprendizado teórico em experiência prática, o Hospital Regional de Ceilândia (HRC) promove, todo terceiro sábado do mês, uma oficina de cuidados com bebês recém-nascidos. A iniciativa prepara, de forma didática, futuras mães, pais e acompanhantes para os primeiros dias de vida do bebê. Oficina no HRC transforma o aprendizado teórico em experiência prática e acolhedora para futuras mães e acompanhantes | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde Conduzida por enfermeiros e residentes do Programa Multiprofissional em Neonatologia e Enfermagem Obstétrica da Secretaria de Saúde (SES-DF), a oficina aborda desde a importância de um pré-natal bem assistido até os detalhes que envolvem a chegada da criança. Durante o encontro, são transmitidas orientações essenciais sobre banho, troca de fraldas adequada, vacinação e cuidados específicos com o coto umbilical. “O objetivo é aproximar a comunidade do hospital e também aperfeiçoar o cuidado dessa criança que está sendo gerada, que futuramente será um usuário da nossa unidade” Raquel Diógenes, enfermeira obstetra “O objetivo é aproximar a comunidade do hospital e também aperfeiçoar o cuidado dessa criança que está sendo gerada, que futuramente será um usuário da nossa unidade”, explica a enfermeira obstetra e tutora da residência, Raquel Diógenes, idealizadora da atividade no Centro Obstétrico do HRC. Simulação realística O diferencial da oficina é a metodologia de simulação realística. Sob a supervisão de preceptores e residentes, os participantes são convidados a praticar os cuidados aprendidos utilizando bonecos que simulam recém-nascidos. “Orientamos como são realizados os cuidados na prática. As famílias participam ativamente, o que ajuda a sanar dúvidas muito comuns, especialmente entre as mães de primeira viagem”, destaca a enfermeira residente Larissa Pinheiro, que ministrou o curso. Conduzida por enfermeiros e residentes do HRC, oficina aborda a importância de um pré-natal bem assistido e detalhes da chegada do bebê O convite para a oficina não se restringe apenas às gestantes. O programa incentiva a presença dos pais e de toda a rede de apoio — avós, tios e amigos que terão contato direto com o bebê. Como forma de incentivo e suporte, os participantes recebem também brindes oferecidos por parceiros da rede, como kits de roupinhas, mantas e acessórios de higiene. Oficinas de cuidados com o recém-nascido Quando: todo terceiro sábado do mês Horário: 9h às 12h Local: auditório da Pediatria do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) *Com informações da Secretaria de Saúde
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Cozinhas reformadas nos hospitais do DF garantem mais qualidade e segurança alimentar para pacientes
Na semana passada, Edilson Alves deu entrada no Hospital Regional de Samambaia (HRSam) com febre, náuseas e dor. O diagnóstico veio rápido: infecção urinária com complicações nos rins e na bexiga. Desde então, ele se tornou um dos mais de 3 mil pacientes atendidos por mês que recebem, todos os dias, pelo menos seis refeições preparadas na cozinha do hospital — desjejum, colação, almoço, merenda, jantar e ceia. Edilson Alves, internado no Hospital Regional de Samambaia, elogia a alimentação: “Eu sou diabético, e aqui a alimentação é balanceada. O médico disse que o alimento é um remédio natural, e aqui é mesmo” | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “Hoje no almoço, eu comi arroz, feijão, cenoura e carne”, relata o garçom aposentado, que recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC). “A comida chega quentinha, bem-preparada. Eu sou diabético, e aqui a alimentação é balanceada. Sempre tem um suco diferente. Já tomei de caju, uva, tamarindo. Tem muita variedade. O médico disse que o alimento é um remédio natural, e aqui é mesmo.” Na cozinha do HRSam são preparadas diariamente cerca de 1.218 refeições, das quais 954 se destinam a pacientes, servidores e acompanhantes A rotina de refeições mencionada por Edilson é resultado de um trabalho diário e estruturado. No HRSam, são preparadas 1.218 refeições por dia. Desse total, 954 são servidas a pacientes, servidores e acompanhantes, e o restante é enviado aos centros de atenção psicossocial (Caps) de Samambaia e do Recanto das Emas. Também são produzidos 306 lanches para setores fechados do hospital. Qualidade alimentar Segundo a nutricionista Rodeluzzi de Andrade, da Secretaria de Saúde (SES-DF), o trabalho começa muito antes de a refeição chegar à bandeja do paciente. “Nós prescrevemos a dieta de todos os internados e fiscalizamos a empresa terceirizada responsável pelo preparo”, explica. “O objetivo é garantir que o alimento chegue seguro, dentro do padrão e conforme a necessidade de cada paciente”. A nutricionista conta que a cozinha do hospital passou por uma ampliação importante em outubro de 2023. O antigo refeitório foi transferido para o andar térreo, abrindo espaço para reorganizar os setores internos. “Agora, conseguimos separar melhor cada área: saladas, panificação, dietas especiais e cozinha geral”, comemora. “Isso facilita a limpeza, melhora o fluxo de trabalho e aumenta a segurança dos funcionários”. Raimunda Soares relata que as refeições servidas no hospital ajudam a fortalecer seu organismo para o tratamento: “Eu estou comendo para me levantar dessa cama” Ela destaca ainda que a nova estrutura permite mais controle sanitário e menos risco de contaminação. “Os pacientes do hospital já chegam debilitados e com imunidade baixa, por isso a alimentação precisa ser segura e adequada”, pontua a nutricionista. “Com o novo espaço, ficou mais fácil garantir isso. Com uma cozinha maior, é possível receber mais profissionais e dividir melhor as tarefas, o que ajuda a garantir que a dieta prescrita seja exatamente a que o paciente recebe”. Cura nutritiva A boa alimentação também tem sido essencial na recuperação de Raimunda Soares. Internada há mais de um mês, ela chegou ao HRSam em estado grave, com pedras na vesícula e dificuldade de se mover. Segundo ela, as refeições ajudam a fortalecer o corpo para o tratamento. “Tem dia [em] que é peixe, tem dia [em] que é frango, carne ao molho, bastante salada e sobremesa”, detalha. “Eu estou comendo para me levantar dessa cama”. A irmã dela, Francisca Pereira, que a acompanha desde o início da internação, lembra que a melhora é visível: “Os médicos disseram que só um milagre faria ela voltar, e aconteceu. Hoje ela fala, reconhece todo mundo e come sozinha. A comida aqui é saudável e variada, e isso ajudou muito na recuperação”. Estrutura ampliada Além do HRSam, outras cinco unidades da Secretaria de Saúde foram reformadas desde 2019 para garantir mais segurança alimentar, higiene e conforto aos servidores e pacientes. As unidades que receberam as melhorias são os hospitais Regional do Guará (HRGu), de Ceilândia (HRC), da Região Leste/Paranoá (HRL), de Sobradinho (HRS) e de Taguatinga (HRT) — com intervenção ainda em andamento —, que produzem, respectivamente, 600; 1,2 mil; 1,7 mil; 1,8 mil e 2,8 mil refeições por dia, todas seguindo padrões nutricionais. [LEIA_TAMBEM]Os hospitais administrados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) também estão recebendo melhorias. Em setembro, foi anunciada a reforma completa da cozinha do Hospital de Santa Maria (HRSM), com investimento previsto de R$ 8,2 milhões. A unidade é responsável pela preparação de cerca de 5,2 mil refeições diárias, que atendem pacientes, acompanhantes e colaboradores do próprio hospital, além de seis unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF e do Hospital Cidade do Sol (HSol). Entre as principais melhorias no HRSM estão a construção de um novo refeitório, a instalação de câmaras frigoríficas modernas, a readequação dos espaços internos e a implantação de sistemas de climatização e exaustão mecânica. O projeto inclui ainda revestimentos de alta performance em pisos, paredes e tetos, garantindo mais higiene e segurança alimentar. O prazo estimado para conclusão da obra é de nove meses. Em 2023, o Hospital de Base também passou por uma grande modernização em sua cozinha e refeitório, com investimento de R$ 675 mil. A unidade, que produz cerca de 6 mil refeições por dia, ganhou novas câmaras frias, piso industrial, revestimentos renovados e dutos de exaustão revisados. O espaço recebeu ainda aparelhos de ar-condicionado e melhorias na pintura e limpeza das áreas internas, garantindo mais conforto e segurança alimentar para pacientes e colaboradores.
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