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Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF)

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HRSM prepara equipes para identificar potenciais doadores e acolher famílias

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Sua família sabe que você gostaria de ser doador de órgãos? A pergunta não precisa surgir pela primeira vez dentro de uma unidade de terapia intensiva (UTI), em um momento de dor e despedida. Pode fazer parte de uma conversa em casa, durante um almoço ou em qualquer momento ao lado de quem se ama. No Setembro Verde, mês de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, essa é uma das mensagens em destaque: falar sobre doação é uma decisão que pode começar ainda em vida. Uma doação capaz de transformar diferentes histórias começa muito antes do transplante. Depende da identificação de um potencial doador, de profissionais preparados, de protocolos seguros e de uma abordagem cuidadosa à família que atravessa um dos momentos mais delicados de sua vida. Para fortalecer esse processo, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realizou, nesta quinta-feira (17/9), o 1º Simpósio de Conscientização do Papel da Equipe na Doação de Órgãos, como parte das ações do Setembro Verde. “A doação de órgãos pode devolver qualidade de vida aos pacientes que aguardam por um transplante. Apesar de acontecer em um momento de muita dor para quem perde um familiar, esse gesto pode representar uma nova possibilidade de vida para quem recebe”, afirma o superintendente do HRSM, Lucas da Silva Santos. O encontro reuniu gestores, profissionais assistenciais e administrativos e especialistas envolvidos no processo. Participaram representantes das Equipes de Doação de Órgãos e Tecidos (Edot) do HRSM e do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), do Banco de Olhos do Distrito Federal e da Organização de Procura de Órgãos (OPO) do DF. Entre os convidados estavam a coordenadora da Edot/HBDF, enfermeira Ângela Aguiar; a representante do Banco de Olhos do DF, enfermeira Viviane Marçal; e o coordenador da OPO/DF, enfermeiro Jean Pierre. Uma doação depende da identificação de um potencial doador, de profissionais preparados, de protocolos seguros e de uma abordagem cuidadosa à família | Foto: Divulgação/IgesDF   Da identificação à doação Durante o simpósio, os profissionais conheceram as diferentes etapas que tornam a doação possível. O processo começa com a identificação do potencial doador e passa pela notificação, avaliação e, quando indicada, determinação da morte encefálica. Envolve ainda a manutenção do potencial doador, o acolhimento e a entrevista da família. Com a autorização familiar, o fluxo segue para avaliação, captação, transporte, distribuição e transplante. A programação esclareceu que doação e transplante representam momentos distintos. A doação corresponde à disponibilização de órgãos ou tecidos para utilização terapêutica, enquanto o transplante ocorre após outras etapas, como captação, logística e distribuição. Para o gerente de Enfermagem do HRSM, Izaías Silva, conhecer esse caminho permite compreender as diferentes dimensões humanas presentes em cada etapa. “Não é um momento fácil. De um lado, existe uma família enfrentando a perda; do outro, pessoas que aguardam a possibilidade de continuar vivendo por meio de um transplante. Por isso, é necessário acolhimento, preparo e uma abordagem adequada junto aos familiares”, destaca. Outro ponto abordado foi a determinação da morte encefálica. Diferentemente do coma, a morte encefálica é um diagnóstico médico estabelecido a partir de critérios específicos e envolve pré-requisitos, exames clínicos, teste de apneia, exame complementar e registro documental. Para o coordenador da OPO/DF, Jean Pierre, ampliar o conhecimento sobre o tema ajuda a reduzir dúvidas e reforça a importância de conversar sobre doação ainda em vida. “Todos nós podemos, em algum momento, precisar de um transplante. Por isso, é tão importante conversar em vida e deixar claro para a família o desejo de ser doador. Precisamos falar sobre a morte, apesar de ser um assunto difícil, porque essa conversa pode ajudar a família a conhecer e respeitar a vontade daquela pessoa”, enfatiza. Doação de córneas A doação de tecidos, especialmente de córneas, ganhou espaço na programação. O Banco de Olhos do Distrito Federal atua na capacitação de equipes multidisciplinares, em campanhas educativas, na busca ativa de potenciais doadores, na entrevista familiar e na captação. A enfermeira Viviane Marçal chamou a atenção para informações equivocadas que podem afastar famílias da possibilidade da doação. “Precisamos desmistificar a doação, principalmente de córneas. Existem situações que muitas pessoas acreditam impedirem automaticamente a doação, mas é necessária uma avaliação clínica. Uma doação de córneas pode beneficiar até quatro pessoas, trazendo a possibilidade de recuperar a visão e retomar atividades da vida cotidiana”, explica. Segundo Viviane, a possibilidade de captação de córneas está relacionada a uma janela de tempo após o óbito. A experiência da família com a assistência recebida durante a internação é outro aspecto considerado nesse processo. “Se a família não percebe um atendimento digno e cuidadoso, a abordagem para a doação se torna ainda mais difícil. Por isso, as equipes precisam estar preparadas, e a conversa sobre doação deve ser conduzida por profissionais capacitados para acolher essa família”, ressalta. Equipes preparadas para acolher O simpósio reuniu aspectos técnicos e humanos de uma cadeia que depende da participação e da articulação entre diferentes áreas. Para a vice-presidente da Edot do HRSM, Érika Melo, compreender o papel desempenhado em cada etapa é parte dessa preparação. “Neste Setembro Verde, nosso foco é também olhar para dentro e conscientizar as equipes que participam diretamente do processo de doação. São várias etapas, e cada profissional precisa compreender o seu papel para que tudo aconteça de forma segura e integrada. Quanto mais preparada estiver a equipe, melhor será a condução do processo e o acolhimento às famílias”, destaca. Atualmente, a Edot do HRSM é formada por enfermeiros e técnicos de enfermagem e conta com um médico como responsável técnico. A equipe atua de forma articulada com outros profissionais e serviços envolvidos na doação. A mensagem que encerra o simpósio, porém, ultrapassa os limites do hospital. A conversa sobre doação pode começar muito antes de uma situação de perda, entre familiares que conhecem a vontade uns dos outros. Dizer “eu quero ser doador” e compartilhar esse desejo com quem está próximo é uma maneira de permitir que essa vontade seja conhecida. No Setembro Verde, o convite é para que essa conversa aconteça em vida.   *Com informações do IgesDF

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Prestes a completar 30 anos, Rede Feminina transforma solidariedade em acolhimento

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Uma pequena sala no quinto andar do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) foi o ponto de partida para uma história que, três décadas depois, se espalhou pelos corredores e ultrapassou os muros da unidade. Criada a partir da crença de que nenhuma paciente deveria enfrentar o câncer sozinha, a Rede Feminina de Apoio ao Câncer cresceu e transformou solidariedade em uma rede permanente de acolhimento. Ao longo de 30 anos, foram cerca de 400 mil doações, entre cestas básicas, cadeiras de rodas, roupas e perucas. Atualmente, cerca de 250 voluntários participam de mais de 40 projetos, dentro e fora do HBDF. A trajetória da entidade acompanha parte importante dos 66 anos do próprio hospital. Mas o trabalho vai além da ajuda material. Um lanche durante a espera, uma conversa à beira do leito, cuidados pessoais, uma oficina de artesanato ou uma música tocada no corredor são algumas das formas encontradas pelos voluntários para oferecer companhia e tornar mais leve a rotina de pacientes e acompanhantes. Para a gestora da Rede Feminina, Larissa Bezerra, a experiência também aproxima quem escolhe dedicar parte do próprio tempo ao cuidado com o outro. “Sentimos o porquê de estarmos aqui na vida. Quando o voluntário está atuando, é quando ele se sente mais próximo de sermos todos irmãos”, resume. Ao longo de 30 anos, foram cerca de 400 mil doações, entre cestas básicas, cadeiras de rodas, roupas e perucas | Foto: Divulgação/IgesDF Uma rede que também transforma quem ajuda Foi enquanto acompanhava um familiar internado no Hospital de Base que Genivan Rosa conheceu de perto a atuação da Rede Feminina. Hoje, 13 anos depois, ela integra o grupo que despertou seu interesse pelo voluntariado. “Sempre observava o trabalho deles quando vinha ao Hospital de Base, e aquilo me emocionava. Entrei no grupo sem nem ser convidada, e isso preencheu um espaço dentro de mim que eu nem sabia que estava vazio”, relembra. A possibilidade de alcançar mais pessoas também faz parte dos planos da entidade. Segundo Larissa, o grupo trabalha para ampliar e estruturar cada vez mais a atuação. “Estamos trabalhando para conseguir oferecer um voluntariado profissional e, assim, poder ajudar o SUS”, destaca. Lígia Maria de Sena está há apenas um mês na Rede Feminina. Depois da morte do marido, buscou no voluntariado uma forma de se sentir útil. “Queria algo que me fizesse sentir útil. Eu já vi de perto o tanto que o câncer é difícil, então, se eu puder levar uma palavra de conforto a alguém, eu acho que consigo fazer uma diferença”, relata. No ambulatório, Lígia participa da entrega de lanches para quem aguarda consultas ou exames. “É muito gratificante. Voluntariado me traz paz, conforto. Me sinto preenchida”, confessa. Há 18 anos, Teresa Maria da Silva encontrou outra maneira de contribuir. Nas oficinas de artesanato, ensina pacientes a trabalhar com linhas, flores e outros materiais. “Através das oficinas, os pacientes interagem entre si e até com eles mesmo, com seus lados artísticos. Eles viajam através das linhas, das flores, dos trabalhos que estão fazendo e podem se distrair um pouco da doença que estão vivendo. Tirar um sorriso de uma pessoa que antes estava chorando é uma bênção”, afirma. Eterna Verinha A história da Rede Feminina também carrega o legado de Vera Lúcia Bezerra da Silva, a Verinha, que morreu em 2024. Voluntária durante quase toda a trajetória da entidade, ela ficou conhecida pela alegria e pela energia que levava ao ambiente hospitalar. Sua atuação voluntária começou antes de chegar ao Hospital de Base, mas foi na unidade que encontrou espaço para transformar solidariedade em ação. “Esse hospital era a vida da minha mãe”, relembra Larissa. Filha de Verinha, ela cresceu acompanhando a mãe pelos corredores e vendo de perto o vínculo construído com pacientes, familiares, profissionais e outros voluntários. Hoje, é Larissa quem ajuda a conduzir a Rede Feminina e a dar continuidade a um legado que começou a acompanhar ainda na infância.    *Com informações do IgesDF

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Hospital de Base chega aos 66 anos entre histórias, inovação e avanços

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   “Quando cheguei aqui foi outra história. O Hospital de Base foi tudo para mim. Fui acolhida, tratada. Esse hospital salvou a minha vida.” A declaração é de Maria de Lourdes Gomes do Nascimento, de 61 anos, que há cerca de duas décadas chegou ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) com leucemia. Curada após o tratamento, ela escolheu voltar ao lugar que marcou sua história. Há 16 anos atua como voluntária e acolhe pessoas que, como ela, chegam em busca de cuidado. A trajetória de Maria é uma entre milhões que atravessam os corredores do Base, que completa 66 anos neste sábado (12). Inaugurado em 12 de setembro de 1960, apenas cinco meses após a fundação de Brasília, o hospital cresceu junto com a capital e chega ao aniversário como referência em alta complexidade, com ampliação da assistência, novas tecnologias e projetos que apontam para o futuro. A trajetória de Maria é uma entre milhões que atravessam os corredores do Base, que completa 66 anos neste sábado (12) | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF Desde 2019, sob gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), foram aproximadamente 4,7 milhões de atendimentos ambulatoriais, mais de 85 mil procedimentos cirúrgicos e aproximadamente 560 transplantes. Atualmente, o HBDF dispõe de 789 leitos, sendo 86 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e reúne mais de 40 especialidades médicas e não médicas. Antes de chegar ao Base, Maria havia passado por diferentes hospitais. Fraqueza intensa, dores e hematomas pelo corpo faziam parte de uma rotina de incertezas até que, após conseguir um exame por conta própria, recebeu o diagnóstico de leucemia. “Eu estava definhando, morrendo sem o diagnóstico”, lembra. Transferida para o HBDF, passou quase seis meses em tratamento, entre internações e retornos. Depois de curada, decidiu transformar a própria experiência em cuidado com outras pessoas e tornou-se voluntária na unidade. Para a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, histórias como a de Maria ajudam a traduzir o significado do hospital para a população. “Vejo isso, por exemplo, nos pacientes oncológicos que chegam acreditando que ali encontrarão uma possibilidade de recuperar a saúde e seguir suas vidas. É muito gratificante perceber a confiança das pessoas no Base e saber que o hospital faz diferença em momentos tão importantes de suas histórias”, pontua. Assistência cresce e amplia alcance A evolução das consultas especializadas ajuda a dimensionar as transformações dos últimos anos. Em 2019, o hospital registrou 74.027 consultas médicas especializadas. Em 2025, foram 293.737, quase quatro vezes o volume contabilizado seis anos antes. Em 2026, o levantamento registra 197.294 consultas até o início de setembro. “O Hospital de Base é feito, antes de tudo, de pessoas cuidando de pessoas. Temos equipes altamente especializadas e profissionais que conhecem a dimensão e a responsabilidade de trabalhar em uma unidade que recebe pacientes de alta complexidade. Os números são importantes, mas cada atendimento representa uma vida e uma família que confiaram no nosso trabalho”, avalia o superintendente do HBDF, Paulo Saad. Em 2019, o hospital registrou 74.027 consultas médicas especializadas. Em 2025, foram 293.737 A atividade cirúrgica também avançou. O número de procedimentos passou de 13.436 em 2020 para 19.233 em 2025, crescimento de aproximadamente 43%. Em 2026, já são 12.403 cirurgias até início de setembro. Desde 2019, o Base também fortaleceu áreas estratégicas, como oncologia, cardiologia, nefrologia, transplantes, medicina nuclear, ortopedia e traumatologia. Um dos destaques está no atendimento ao trauma. O HBDF abriga o primeiro Centro de Trauma do Centro-Oeste e foi o quinto do Brasil a receber a Certificação Platinum da Linha de Cuidado do Paciente de Trauma. A unidade soma ainda 42 habilitações ativas, entre elas a de transplante de medula óssea. Para o chefe do Centro de Trauma do HBDF, Renato Lins, o reconhecimento representa um marco para a instituição. “Mais do que um título, essa conquista reconhece um trabalho construído diariamente há anos por uma equipe multiprofissional, com organização, capacitação, estrutura e compromisso com a segurança e a qualidade do atendimento a toda a população do Distrito Federal”, afirma. Na oncologia, entre 2019 e 2026, foram registradas mais de 187 mil consultas de pacientes com câncer, quase 6 mil cirurgias oncológicas e mais de 351 mil sessões de quimioterapia. O HBDF abriga ainda o Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), que reúne diferentes etapas do diagnóstico e do tratamento. Tecnologia muda a forma de cuidar Ao mesmo tempo em que amplia a assistência, o Hospital de Base incorpora recursos que aumentam as possibilidades de diagnóstico e tratamento. Em dezembro de 2025, o HBDF colocou em funcionamento o primeiro vídeo-EEG da rede pública do Distrito Federal, ampliando a capacidade de diagnóstico de epilepsia e outras alterações neurológicas. No mesmo ano, recebeu uma nova ressonância magnética, a única da rede pública do DF com capacidade para realizar exames com sedação. O diagnóstico por imagem também passa por modernização, com a aquisição de dois novos tomógrafos A Hemodinâmica ganhou um novo angiógrafo destinado a procedimentos minimamente invasivos e equipado com recursos de inteligência artificial. Na Medicina Nuclear, o hospital é referência na rede pública para exames de alta complexidade, como o PET/CT. Na radioterapia, está prevista a incorporação de dois aceleradores lineares para ampliar a estrutura destinada ao tratamento do câncer. O diagnóstico por imagem também passa por modernização, com a aquisição de dois novos tomógrafos, além de um novo arco cirúrgico para suporte intraoperatório e um aparelho de raio X telecomandado para exames dinâmicos e contrastados. Outra frente é a radiointervenção, com equipe médica especializada em procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem, como biópsias, drenagens e intervenções vasculares. Na prática, esses recursos ampliam a capacidade diagnóstica, tornam procedimentos mais precisos e permitem tratamentos menos invasivos. Novo Centro Cirúrgico aponta para o futuro Entre os projetos em andamento está o novo Centro Cirúrgico, que terá 16 salas operatórias e uma sala de recuperação pós-anestésica com 16 leitos. O complexo também está sendo preparado para receber cirurgia robótica. A nova estrutura surge em um cenário de crescimento da atividade cirúrgica e abre caminho para ampliar a capacidade do hospital, incorporar tecnologias e oferecer melhores condições para pacientes e equipes. Para Eliane Abreu, os avanços precisam estar diretamente ligados ao cuidado. “Queremos deixar para as próximas gerações um hospital ainda mais acolhedor, inovador e preparado para incorporar novas tecnologias, sem jamais se desconectar da essência assistencial e do cuidado humanizado. Inovação só faz sentido quando chega ao paciente e melhora a vida das pessoas”, ressalta. Eliane Abreu, presidente do IgesDF: “O Hospital de Base é complexo, resolutivo e gigante. É na assistência, no dia a dia das equipes, que gestão e cuidado se transformam em resultado para o paciente” Um hospital feito por pessoas Por trás dos equipamentos, salas, consultas e procedimentos estão os profissionais que mantêm uma das estruturas hospitalares mais complexas do Distrito Federal em funcionamento. O HBDF conta com 5.455 trabalhadores. Desse total, 424 atuam em serviços terceirizados, como cozinha, recepção, segurança e manutenção. A enfermagem representa o maior contingente, com 2.421 profissionais, entre 585 enfermeiros e 1.836 técnicos de enfermagem. O corpo médico reúne 1.181 profissionais, enquanto as equipes multiprofissionais somam 1.022 trabalhadores. Na área administrativa, são 407 colaboradores. É essa dimensão humana que a presidente do IgesDF associa à trajetória do Base. “Quando olho para essa unidade, vejo muito mais do que sua estrutura. Vejo o corpo clínico, a enfermagem, as equipes multiprofissionais, os voluntários e os profissionais terceirizados que ajudaram a construir esse legado. Meu reconhecimento e minha admiração são diários, porque são as pessoas, com seu senso de pertencimento e dedicação, que fazem a diferença no hospital”, afirma. A assistência convive ainda com ensino, pesquisa e formação profissional. O HBDF é cenário para 122 programas de residência médica e multiprofissional, além dos programas multiprofissionais do IgesDF. Atualmente, registra 61 pesquisas não patrocinadas aprovadas e 19 estudos patrocinados em andamento. Centro de Simulação Realística, salas de estudo e biblioteca complementam essa estrutura. Aos 66 anos, passado e futuro se encontram em um hospital que cresceu junto com Brasília e continua se transformando para acompanhar as necessidades da população. “O Hospital de Base chega aos 66 anos olhando para a própria história com orgulho, mas também com a responsabilidade de continuar avançando. Temos um legado construído por muitas gerações e, hoje, seguimos trabalhando para entregar um hospital cada vez mais moderno, eficiente e acolhedor. O futuro do Base continua sendo construído todos os dias, por quem trabalha aqui e por cada paciente que confia em nosso cuidado”, avalia Paulo Saad. Do primeiro atendimento ao procedimento de alta complexidade, da formação de novos profissionais à incorporação de tecnologias, cada avanço tem um destinatário comum: o paciente. “O Hospital de Base é complexo, resolutivo e gigante. É na assistência, no dia a dia das equipes, que gestão e cuidado se transformam em resultado para o paciente”, observa Eliane Abreu.   *Com informações do IgesDF  

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IgesDF supera 1,2 mil contratações em 2026

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Entre janeiro e agosto de 2026, 1.234 profissionais passaram a integrar as equipes das unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). As contratações alcançaram áreas diretamente ligadas à assistência, como medicina, enfermagem e equipes multiprofissionais, além de setores administrativos e de apoio. No período, o instituto abriu 98 processos seletivos para formação de cadastro reserva, que receberam 48.769 inscrições. Os profissionais aprovados podem ser convocados conforme a necessidade dos serviços e os critérios estabelecidos em cada edital. Entre os profissionais que passaram a integrar as equipes assistenciais está a médica clínica Janimar Lago, atualmente lotada na UPA de Sobradinho. Natural de Chapecó (SC), ela está em processo de mudança para Brasília e viu no IgesDF a possibilidade de construir uma nova trajetória profissional. “Procurava uma instituição sólida, que oferecesse suporte às equipes e transmitisse segurança. Participei de algumas seleções e fui aprovada para atuar na região de Sobradinho, mas continuo concorrendo a outras vagas da rede e aguardo uma possível convocação para o Hospital de Base”, relata. Também entre as novas contratações está Vanessa da Mata, auxiliar de farmácia no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Ela participou da integração realizada na última quinta-feira (3/9), etapa que antecede o início das atividades no Instituto. Com experiência anterior em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Luziânia (GO), Vanessa comemora a oportunidade de continuar atuando na área e iniciar uma nova etapa profissional. “Já trabalhava na área e estou muito feliz por conquistar esta oportunidade. É um novo desafio, uma nova etapa da minha carreira. Estou bastante ansiosa para começar”, conta. A integração também é um momento de acolhimento para quem está chegando | Foto: IgesDF A integração também é um momento de acolhimento para quem está chegando. Sempre que possível, a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, participa da recepção para conversar com os profissionais que iniciam uma nova etapa no Instituto. “Quando a gente recebe um novo colaborador, não está apenas preenchendo uma vaga. Está recebendo uma pessoa que chega com uma história, com sonhos, expectativas e vontade de fazer a diferença. Por isso, faço questão, sempre que posso, de estar nas integrações, me apresentar e dar as boas-vindas pessoalmente. Quero que quem está chegando saiba que é importante para o IgesDF e que o trabalho de cada um tem impacto direto na vida de quem precisa do nosso atendimento”, avalia Eliane. As contratações também alcançam áreas administrativas. David Carvalho vai atuar na Coordenação de Protocolo e Arquivo do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Para ele, a chegada ao Instituto representa a oportunidade de ampliar a experiência profissional e conhecer de perto a rotina da unidade. “É uma conquista muito importante para mim. Sei da responsabilidade do trabalho desenvolvido aqui e estou motivado para aprender, colaborar com a equipe e fazer parte dessa missão de atender a população com qualidade”, afirma. Julho concentra maior número de seleções Dos 98 processos seletivos abertos até agosto, 51 foram realizados no primeiro semestre, período que registrou 19.905 inscrições. Março teve o maior número de seleções nessa primeira metade do ano, com 14 processos, enquanto junho concentrou o maior volume de inscrições, com 7.534. Em julho, foram abertos 31 processos seletivos, o maior número registrado em um único mês em 2026, com 20.265 inscrições. Em agosto, outros 16 processos receberam 8.599 inscrições. Somados, os dois meses contabilizaram 47 seleções e 28.864 inscrições. Ao longo do ano, as seleções contemplaram diferentes especialidades médicas, entre elas pediatria, urologia, cirurgia pediátrica, oncologia, nefrologia, cardiologia, anestesiologia, neonatologia, cirurgia vascular, terapia intensiva pediátrica, emergência, hematologia e hemoterapia, otorrinolaringologia, pneumologia, infectologia, radiologia, endocrinologia, psiquiatria, oftalmologia e cirurgia cardiovascular. Nos meses de julho e agosto, foram abertas ainda seleções para cardiologia intervencionista e hemodinâmica, medicina nuclear, oncologia, pediatria, intensivismo adulto e regulação médica. Na enfermagem, houve processos para profissionais de atendimento pediátrico, UTI neonatal, UTI adulto, oncologia e hematologia, ambulatório, centro cirúrgico, Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e nefrologia. Para técnicos de enfermagem, as áreas contempladas incluíram centro obstétrico, atendimento pediátrico, UTI neonatal, medicina nuclear, psiquiatria, neurologia, mobilidade e urgência e emergência. As seleções também abrangeram profissionais de fisioterapia, farmácia, nutrição, psicologia hospitalar, fonoaudiologia, serviço social e laboratório. O IgesDF é responsável pela gestão do Hospital de Base, do Hospital Regional de Santa Maria e de 13 Unidades de Pronto Atendimento do Distrito Federal. Os processos seletivos são publicados de acordo com as necessidades das áreas e destinados à formação de cadastro reserva. Os interessados podem acompanhar os editais, consultar os requisitos e conferir as oportunidades disponíveis no portal de processos seletivos do IgesDF.   *Com informações do IgesDF

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