Lacen-DF é pioneiro do Centro-Oeste em implantação de biossegurança nível 3
Por trás dos diagnósticos que orientam tratamentos e ajudam a controlar doenças de grande impacto no Distrito Federal, existe uma estrutura altamente especializada que opera sob rigorosos protocolos. É o caso do Laboratório de Alta Contenção Biológica de Nível de Biossegurança 3 (NB3), do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF), pioneiro na implantação desse tipo de estrutura no Centro-Oeste. O laboratório conta com rígidos protocolos de segurança, como acesso restrito e uso obrigatório de equipamentos de proteção individual | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde “Os patógenos manipulados nesse ambiente exigem cuidados rigorosos. Por isso, o laboratório conta com processos de biossegurança e descontaminação, evitando que esses agentes sejam liberados e ofereçam qualquer risco à população ou ao meio ambiente” Solange Fagundes, diretora do Lacen-DF O espaço foi projetado para abrigar um trabalho seguro com agentes biológicos transmitidos pelo ar e que exigem medidas especiais de contenção. Atualmente, o laboratório NB3 é utilizado para o diagnóstico da tuberculose, tornando-se referência no estudo de uma das doenças infecciosas mais relevantes à saúde pública. “Os patógenos manipulados nesse ambiente exigem cuidados rigorosos. Por isso, o laboratório conta com processos de biossegurança e descontaminação, evitando que esses agentes sejam liberados e ofereçam qualquer risco à população ou ao meio ambiente”, explica a diretora do Lacen-DF, Solange Fagundes. Ambiente controlado O nível de biossegurança 3 é uma classificação destinada a laboratórios que manipulam agentes patogênicos transmitidos pelo ar, como a bactéria causadora da tuberculose. Dentre os protocolos exigidos no local estão o acesso restrito e o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual (EPIs). Essa estrutura é fundamental e garante proteção em três frentes: segurança dos profissionais que realizam as análises diariamente; oferta de diagnósticos precisos aos pacientes; e proteção do meio ambiente, impedindo que qualquer cepa manipulada seja liberada e contribua para a manutenção da cadeia de transmissão da doença. “Para assegurar esse controle, o laboratório utiliza um sistema que impede a saída de ar da área de contenção sem o tratamento adequado”, detalha Solange Fagundes. Atualmente, a estrutura conta com cinco servidores especializados, sendo três analistas farmacêuticos e dois técnicos de laboratório. Referência para a região Equipe do GSI e representantes da Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública do Ministério da Saúde em visita técnica ao Lacen-DF "Também realizamos testes de sensibilidade que identificam se a bactéria é resistente ou sensível a medicamentos de primeira e segunda linha, informação fundamental para direcionar o tratamento dos pacientes” Glaura Caldo, chefe do Núcleo de Bacteriologia do Lacen-DF Além do Distrito Federal, o laboratório NB3 do Lacen-DF recebe amostras de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Maranhão, consolidando-se como referência para a região. “Em média, processamos entre 400 e 500 amostras por mês. Também realizamos testes de sensibilidade que identificam se a bactéria é resistente ou sensível a medicamentos de primeira e segunda linha, informação fundamental para direcionar o tratamento dos pacientes”, ressalta a chefe do Núcleo de Bacteriologia do Lacen-DF, Glaura Caldo. Visita técnica Com o objetivo de fortalecer ações voltadas à biossegurança e à bioproteção em locais estratégicos no país, o Laboratório NB3 recebeu, nesta semana, a visita técnica de uma equipe multidisciplinar do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e representantes da Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), do Ministério da Saúde. [LEIA_TAMBEM]A programação incluiu apresentações institucionais, exposição das atividades desenvolvidas na unidade e visita às instalações. Para o tenente-coronel e assessor militar do GSI, André Bifano, o laboratório NB3 desempenha um papel-chave na saúde pública. “A estrutura de biossegurança permite o trabalho seguro com patógenos de alto risco, garantindo que estudos, diagnósticos e pesquisas sejam feitos dentro das normas nacionais e internacionais. Isso garante à população serviços de qualidade e maior proteção”, afirma Bifano. *Com informações da SES-DF
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Saúde amplia monitoramento contra viroses gripais
A Secretaria de Saúde (SES-DF) aumentou a vigilância contra os vírus respiratórios. Agora, duas vezes ao dia, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF) vai liberar resultados de amostras de pacientes com suspeita de adenovírus, metapneumovírus, rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR), influenza e Sars-CoV-2 — este último, causador da covid-19. Análises do Lacen-DF ajudam a definir estratégias para enfrentar período de aumento do número de casos de doenças respiratórias | Foto: Matheus Oliveira/Agência-Saúde DF “A celeridade é necessária, inclusive, para qualificar a assistência dada aos pacientes: dependendo do resultado, pode-se indicar a internação ou, se for o caso, a alta”, explica a diretora do Lacen-DF, Solange Fagundes. De janeiro até março, a unidade registrou 6.866 análises para esses vírus. A expectativa é que a produtividade cresça ainda mais neste ano. “Todos os dias, fazemos o recolhimento das amostras coletadas nas unidades de saúde do DF”, detalha a gestora. “Os exames recolhidos no período da manhã têm seus resultados finais liberados até as 21h do mesmo dia. Agora, ampliamos o recolhimento das amostras com a adoção de mais uma rota: iniciamos às 13h30, com retorno ao Lacen-DF às 17h30, e essas amostras têm seus resultados liberados na manhã do dia seguinte.” [LEIA_TAMBEM]Além de representar agilidade para a assistência aos pacientes, a ampliação tem impacto para a gestão dos serviços, explica a enfermeira Rosana Campos, da Subsecretaria de Vigilância em Saúde. “A ampliação do monitoramento e a liberação rápida de resultados pelo Lacen-DF fortalecem a vigilância epidemiológica e permitem decisões assistenciais mais ágeis e eficazes no manejo das viroses respiratórias”, ressalta. Até o dia 10 deste mês, a SES-DF já confirmou 1.445 casos da chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Destacam-se 29 casos por conta da covid-19, 50 pelo vírus influenza, 482 pelo rinovírus, 282 pelo metapneumovírus e 143 por VSR. Os demais foram causados por outros agentes não especificados ou ainda estão em investigação. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Laboratório Central de Saúde Pública do DF superou marca de 550 mil exames em 2025
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) oferece um serviço laboratorial de referência, seguro e ágil que contribui de forma estratégica para o controle epidemiológico e sanitário na capital: o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF). Somente em 2025, a unidade realizou mais de 550 mil exames, atendendo às demandas essenciais de diversas áreas da saúde. Do total alcançado no ano passado, a Gerência de Biologia Médica realizou a maior parte dos exames, cerca de 500 mil, com destaque para o Núcleo de Virologia (424 mil exames). A Gerência de Medicamentos e Toxicologia foi responsável por quase 21 mil verificações, enquanto a Gerência de Controle e de Qualidade de Produtos e Ambientes chegou a mais de 30 mil. O Lacen-DF participa de diversas pesquisas, como de resistência bacteriana, hanseníanse, tuberculose e infecções sexualmente transmissíveis | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF “Juntamente com outros parceiros, o laboratório realiza vigilância sanitária e epidemiológica, ou seja, vigilância em saúde. Essa atuação traz mais segurança para a sociedade, não só a respeito das doenças em si, como também em relação ao consumo de alimentos e medicamentos”, explica a diretora do Lacen-DF, Grasiela Araújo. Novos equipamentos foram adquiridos ao longo de 2025, contribuindo para ampliar a produtividade e a qualidade das entregas do órgão. Comparado com 2024, o laboratório teve um acréscimo de 95% de sua execução orçamentária. Desse total, cerca de 22% foram voltados à aquisição de equipamentos entre autoclaves, aparelhos de ar-condicionado, cabines de segurança biológica e refrigeradores de ultrabaixa temperatura. Planos Para 2026, uma das prioridades é a implementação da vigilância laboratorial de metanol em bebidas. A iniciativa permitirá ao Lacen-DF atuar de forma mais célere e precisa na investigação de surtos de intoxicação por bebidas adulteradas, produtos químicos e outras ocorrências com potencial risco à saúde pública. Os planos também incluem a ampliação da oferta de diagnóstico molecular para doença de Chagas, malária, leishmaniose e Pneumocystis jirovecii. Aquisição de novos equipamentos ao longo de 2025 ampliou produtividade e qualidade das entregas do órgão [LEIA_TAMBEM] O Lacen-DF é um laboratório público que integra o Sistema Único de Saúde (SUS). A equipe é composta por farmacêuticos bioquímicos, biomédicos, médicos, enfermeiros, nutricionistas, biólogos, administradores, bibliotecários, além de analistas e técnicos de diversas áreas. Além das atividades de vigilância, o Lacen-DF participa de pesquisas estratégicas, como estudos sobre resistência bacteriana, que contribuem para o fortalecimento do sistema brasileiro de vigilância e prevenção da resistência aos antibióticos. A unidade atua, ainda, em pesquisas sobre hanseníase, tuberculose e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). No rol entra também o sequenciamento genético dos vírus da dengue e de agentes respiratórios, em parceria com o Instituto Butantan - passo fundamental para subsidiar a produção de vacinas e monitorar a circulação viral. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Servidores do Lacen-DF passam por exames laboratoriais e vacinação
A Secretaria de Saúde (SES-DF) realizou, nesta terça-feira (13), a primeira ação de saúde do servidor no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF), com o objetivo de promover a qualidade de vida no ambiente de trabalho. Durante a iniciativa, servidores e colaboradores da unidade tiveram acesso a exames laboratoriais e à vacinação, conforme o calendário de imunização para adultos. A próxima edição está programada para o dia 22 de agosto, das 8h às 11h, na sala do Núcleo de Recepção (Nure) do Lacen-DF. Nos dias 3 e 5 de setembro, a ação será levada à Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep). Durante a iniciativa, servidores e colaboradores do Lacen-DF tiveram acesso a exames laboratoriais e à vacinação conforme o calendário de imunização para adultos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “Reforçamos que, além de possibilitar o rastreamento de doenças ocupacionais por meio desses exames, o médico do trabalho realiza a avaliação e emite o Atestado de Saúde Ocupacional, confirmando que o servidor está apto a desempenhar suas funções. Vale ressaltar que essa medida também contribui para a promoção da saúde”, afirma a chefe do Núcleo de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho (NSHMT) do Lacen-DF, Glauce Ideiao. Os exames laboratoriais realizados incluem análises de sangue e urina. Para a coleta de sangue, é necessário que os participantes estejam em jejum por, no mínimo, 8 horas. No caso das vacinas, é importante apresentar o cartão de vacinação. O farmacêutico bioquímico Jorge Chamon foi um dos servidores que participaram da iniciativa. “Poder realizar esses exames e atualizar o cartão de vacinas no ambiente de trabalho é essencial e facilita o cuidado com a saúde. Recebi as vacinas contra gripe, hepatite B e covid-19”, relatou. A colaboradora Gisele Teles também aproveitou a oportunidade para se vacinar. “Achei a ação maravilhosa, porque não temos tempo de ir a uma unidade básica de saúde, e aqui consegui atualizar meu cartão de vacinação”, comemorou. A medida seguiu as diretrizes da Norma Regulamentadora nº 7, que rege o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). O programa visa rastrear e detectar precocemente os agravos à saúde relacionados ao trabalho, acompanhar os profissionais mais expostos aos riscos ocupacionais e controlar a imunização ativa, conforme recomendação do Ministério da Saúde. *Com informações da SES-DF
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