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Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)

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Samu ganha centro moderno de treinamento no Guará para aperfeiçoar socorro nas ruas

As equipes que salvam vidas nas ruas do Distrito Federal agora contam com uma estrutura nova para treinar e aperfeiçoar os atendimentos de urgência. O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou, nesta terça-feira (23), a reforma do Núcleo de Educação em Urgência (NEU) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no Guará. O prédio funciona no Parque de Apoio da Secretaria de Saúde (SES-DF) e passou por mudanças físicas em todos os ambientes. A governadora Celina Leão participou da cerimônia de reabertura da unidade. A chefe do Executivo ressaltou que preparar as equipes reflete diretamente na assistência à população. "Investir na capacitação do servidor é investir no cuidado; a pessoa vai estar apta e qualificada para fazer os atendimentos", avaliou, ao destacar a especificidade e a alta pressão do trabalho diário de resgate. "Aqui é um atendimento especializado. Ninguém chama o Samu quando está tudo bem. O Samu é chamado na urgência, na emergência, nas dificuldades. Falar sobre saúde pública e abraçar essa bandeira é só para quem tem coragem, porque a saúde pública tem problema todos os dias. A educação e a preparação são tudo. O treinamento é tudo". Com investimento de R$ 575 mil, o local recebeu novos pisos, divisórias em drywall para reorganizar as salas, banheiros reformados e aparelhos de ar-condicionado. Para as dinâmicas práticas e o conforto das equipes, a unidade agora tem um auditório ampliado, nova sala de reuniões, espaço para os instrutores e copa integrada a uma área de convivência e descanso. A unidade de ensino funciona desde 2006. No dia a dia, o núcleo executa cursos de capacitação contínua para os profissionais de saúde e projetos de pesquisa. O local também abriga o Projeto Samuzinho, que ensina noções básicas de primeiros socorros para estudantes e orienta a população sobre a forma certa de acionar o serviço de emergência. O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou, nesta terça-feira (23), a reforma do Núcleo de Educação em Urgência (NEU) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no Guará | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, pontuou a necessidade de preparo contínuo diante da tensão das ocorrências nas ruas. "Quem trabalha no Samu sabe o quanto é difícil, o tamanho da adrenalina e o quanto a gente necessita de treinamento constante. A equipe tem que estar muito treinada, cada um sabendo o que deve fazer. Cada minuto impacta. Isso reforça a necessidade de estarmos cada vez mais capacitando nossos servidores", concluiu. O suporte aos servidores do Samu, que lidam com milhares de ocorrências diariamente, é fundamental. Apenas no primeiro trimestre deste ano, o serviço de emergência prestou 83.925 atendimentos no DF.   Para a enfermeira-chefe do NEU, Carolina Cunha, a reestruturação física assegura um melhor acolhimento aos profissionais e amplia a capacidade de ensino: "O espaço foi reestruturado com um piso totalmente novo e todas as divisórias foram trocadas por drywall, então ele tem um isolamento acústico entre salas, isso facilita a simulação realística", avalia. Ela ressalta a importância do ambiente para o treinamento contínuo: "Aqui é o local de errar, de acertar, de aprender para que a gente possa fazer o melhor para o nosso paciente na rua. Esse investimento em educação é primordial para os servidores e isso vai influenciar automaticamente no serviço prestado para os pacientes". O suporte aos servidores do Samu, que lidam com milhares de ocorrências diariamente, é fundamental; apenas no primeiro trimestre deste ano, o serviço de emergência prestou 83.925 atendimentos no DF Agora reformado, o espaço funciona como um centro voltado às necessidades pedagógicas atuais das equipes que atuam no atendimento pré-hospitalar. A nova estrutura amplia a capacidade de formação não apenas dos socorristas, mas dos servidores de toda a rede da SES-DF, com ambientes projetados para unificar o ensino teórico e o treinamento prático. Com a configuração física atual, o núcleo aumenta a oferta de simulações realísticas, uma técnica de aprendizado essencial que prepara as equipes para os cenários de alta complexidade encontrados nas ruas. O trabalho desenvolvido no local fortalece a qualificação técnica contínua, com reflexo direto e imediato na assistência oferecida aos pacientes do Distrito Federal.

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Operação Ad Sumus reforça a segurança em Ceilândia, Sol Nascente e Brazlândia

Nesta quinta-feira (14), 4º Comando de Policiamento Regional (4º CPR) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) lançou a Operação Ad Sumus, que reforça o policiamento ostensivo nas regiões de Ceilândia, Sol Nascente/Pôr do Sol e Brazlândia. Operação reúne representantes de diversos órgãos de segurança do DF | Foto: Divulgação/PMDF A ação, que ocorre até este sábado (16), mobiliza equipes do 8º, 10º e 16º batalhões da PMDF, além de unidades especializadas da corporação, como o Grupo Tático Operacional (Gtop). As equipes atuarão em patrulhamento ostensivo, fiscalização de trânsito, abordagens preventivas e apoio operacional, ampliando a segurança da população. [LEIA_TAMBEM]A solenidade contou com a presença de equipes especializadas da PMDF, administradores regionais e representantes das forças de segurança pública do Distrito Federal, reforçando a atuação integrada entre os órgãos. “É uma forma de trabalho integrada, e com certeza os resultados serão positivos para a segurança da nossa comunidade”, enfatizou o comandante do 10º BPM, coronel Lins. Apoiam a operação o Corpo de Bombeiros (CBMDF), a Polícia Civil (PCDF), o Departamento de Trânsito (Detran-DF), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), conselhos comunitários de segurança (Consegs), lideranças comunitárias e demais associações representativas. *Com informações da Polícia Militar do DF e da Administração Regional do Sol Nascente/Pôr do Sol

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DF registra mais de 5,5 mil acidentes com animais peçonhentos em um ano

A Secretaria de Saúde (SES-DF) registrou 5.549 casos de acidentes com animais peçonhentos em 2025, um aumento de 24,55% em relação ao ano anterior. Mais de 90% dos casos ocorreram em áreas urbanas. Fenômenos como queimadas e início das chuvas fazem com o que o número de ocorrências cresça nos quatro últimos meses do ano. Nesse período, houve uma média de 42,8 acidentes por semana, sendo 86,4% causados por escorpiões e os demais por serpentes, aranhas e lagartas.   Servidora do Samu-DF exibe exemplar de cobra venenosa; acidentes devem ser imediatamente comunicados, para evitar riscos maiores | Foto: Jhonatan Cantarelle/AgÊncia Saúde-DF “Há erros comuns em caso de acidentes, como chupar a ferida ou garrotear, mas o maior erro é não procurar assistência médica” Vilma Del Lama, bioquímica do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) O lado positivo é que mais de 50% dos pacientes já foram atendidos em menos de uma hora, índice alcançado graças ao número de hospitais, unidades de pronto atendimento (UPAs) e unidades básicas de saúde (UBSs) disponíveis para a população.   “O atendimento é fundamental para evitar complicações, e no Distrito Federal a rede de serviços está distribuída em diferentes regiões administrativas, permitindo acesso rápido da população às unidades de saúde”, afirma a enfermeira Geila Márcia Meneguessi, da área de vigilância epidemiológica da SES-DF. Atendimento rápido Dos 5.099 casos entre moradores do DF, 4.676 (91,7%) foram considerados leves, enquanto 61 (1,1%) foram classificados como graves. Ao longo do ano, 328 pessoas precisaram receber o soro contra o veneno, atualmente disponível em dez hospitais da rede pública de saúde. Na maioria das ocorrências, o tratamento inclui medidas de suporte para alívio da dor e febre. “Há erros comuns em caso de acidentes, como chupar a ferida ou garrotear, mas o maior erro é não procurar assistência médica”, reforça a bioquímica Vilma Del Lama, do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox). “Há alguns anos, uma criança foi a óbito após uma picada porque havia parado de chorar, e os pais pensaram que ela estava tranquila. Na realidade, ela estava entrando em choque.” Vinculado ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da SES-DF, o CIATox é uma unidade de referência no tratamento de emergências toxicológicas, inclusive nos casos envolvendo animais peçonhentos. Com atendimento 24 horas, por meio dos telefones 0800 644 6774 e (61) 9 9288-9358, o centro orienta profissionais de saúde e a própria população.  Os servidores do setor têm acesso a dados sobre animais peçonhentos, tanto de arquivos brasileiros quanto internacionais. A partir dos sintomas dos pacientes e da identificação do animal agressor, é dada a melhor orientação a respeito da conduta a ser adotada, conforme o caso.  Animais peçonhentos [LEIA_TAMBEM]Animais peçonhentos são aqueles que produzem peçonha (veneno) e têm condições naturais para injetá-la em presas ou em predadores. É o caso de algumas espécies de serpentes, escorpiões, aranhas, abelhas, vespas e até peixes, como arraias e bagres. Por sua vez, animais venenosos, como lagartas, águas-vivas e sapos, se protegem expelindo o veneno na vítima. Os principais sintomas de envenenamento são dor, inchaço e reação inflamatória no local. Nos casos mais graves, pode haver dificuldades para respirar, alteração cardíaca e até parada respiratória. Alguns venenos podem causar náuseas, vômitos, tremores e convulsões. Os sintomas, porém, variam muito conforme o animal, por isso é importante buscar atendimento especializado. As crianças podem ter choros intensos, contínuos, iniciados de forma repentina.  No Distrito Federal, a maior parte dos casos é provocada por escorpiões, sendo mais comuns as espécies escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) e o escorpião com patas rajadas (Tityus fasciolatus). No caso das serpentes, as principais espécies responsáveis por acidentes são as jararacas e cascavéis. Já entre as aranhas, as de maior importância médica no DF são as armadeiras (Phoneutria) e a aranha-marrom (Loxosceles).   *Com informações da Secretaria de Saúde

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Rede de ambulâncias da Saúde soma 289 veículos e registra queda de trotes

Na linha de frente do atendimento à saúde, a atuação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) é primordial para otimizar o tempo de resposta, às vezes curto, mas sempre crucial para salvar vidas. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) contabiliza atualmente 289 ambulâncias distribuídas entre as sete regiões de saúde, o Samu e unidades de referência. No ano passado, ambulâncias do Samu prestaram mais de 80.600 mil atendimentos | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília O Samu-DF conta com 38 ambulâncias, sendo 31 unidades de suporte básico (USBs) e sete unidades de suporte avançado (USAs), além de um aeromédico (helicóptero) em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF). Os atendimentos prestados por ambulâncias do serviço, incluindo equipes de motos, somaram 88.957 ocorrências em 2023, 80.320 em 2024 e 80.626 em 2025. “Em uma ocorrência, quem estiver mais próximo é que vai fazer a diferença — e pode acabar sendo alguém que treinamos. Quanto mais bem-treinadas as pessoas são, mais vidas são salvas”  Lorhana Morais, diretora do Samu-DF Nos últimos três anos também houve redução nos registros de trotes: foram 16.075 em 2023, 12.713 em 2024 e 4.543 em 2025. De acordo com a diretora do Samu-DF, Lorhana Morais, o trabalho pedagógico  tem impacto direto nos resultados positivos. “A parte educativa é essencial”, afirma. “Em uma ocorrência, quem estiver mais próximo é que vai fazer a diferença — e pode acabar sendo alguém que treinamos”, ilustra. “Quanto mais bem-treinadas as pessoas são, mais vidas são salvas. Cada minuto de massagem [ressuscitação cardiopulmonar], por exemplo, aumenta em 10% a chance de a vítima sobreviver e diminui muito a possibilidade de sequelas.” Capacitação Ocorrências de saúde mental, como atendimento a pessoas com TEA, também são atendidas pelo Samu Entre as ações educativas intensificadas nos últimos anos, está o projeto Samuzinho, iniciativa que promove a capacitação em primeiros-socorros em escolas públicas e privadas do Distrito Federal. Lorhana destaca, ainda, que as parcerias com outros programas e órgãos do GDF também são primordiais, consolidando uma integração que faz toda diferença, pois todos os setores envolvem atendimento à comunidade. O Samu-DF também passou a reforçar a capacitação das equipes para ocorrências de saúde mental e atendimento a pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). Segundo Lorhana, no último ano houve um treinamento específico para o tema, na intervenção em emergência psiquiátrica. “Somos pioneiros no trabalho de saúde mental, tanto na central de regulação quanto na viatura”, afirma a gestora. “O Samu é um suporte avançado, e desenvolvemos um programa educativo e preventivo, além da prática de atender as urgências e emergências da população, seja em grandes eventos, seja no dia a dia.” Deslocamentos No transporte de pacientes em estado crítico entre unidades da rede própria, a Central de Regulação de Transporte Sanitário administra o Contrato nº 053386/2025  SES-DF, firmado com a empresa Só Saúde — que prevê quantitativo mensal de deslocamentos com possibilidade de ampliação conforme a demanda. A empresa opera com quatro ambulâncias, sendo três em atividade diária e uma de reserva, todas equipadas para suporte avançado de vida, com médico e enfermeiro a bordo. [LEIA_TAMBEM]No último trimestre, foram registradas 1.392 remoções. Em média, são efetuados 16 deslocamentos diários de pacientes graves. Em um tempo médio de 90 segundos, as equipes identificam paciente, solicitante, endereço e característica principal da ocorrência. Em seguida, a chamada vai para um dos seis médicos reguladores que, em cerca de 127 segundos, decide qual tipo de suporte será enviado e permanece na linha dando orientações de primeiros socorros para o solicitante. Nos anos de 2023 e 2024, foram incorporadas 74 novas viaturas à frota, com a pasta em fase de planejamento para novas aquisições. Entre as medidas adotadas para aprimorar o serviço estão a revisão de protocolos assistenciais, a implantação de sistema informatizado para monitorar solicitações de transporte, o acompanhamento de indicadores de desempenho e a integração entre unidades hospitalares, tendo como foco a liberação de leitos e na redução do tempo de espera para transferências. Outros veículos de atendimento Veículos especializados da Secretaria de Saúde, como furgões, caminhões e vans, reforçam as ações | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Caminhões, furgões e vans especializadas da SES-DF também reforçam a distribuição de medicamentos, ações de vacinação e atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). A secretaria incorporou 50 novos veículos à frota da rede pública como parte do processo de renovação e ampliação da infraestrutura logística da rede. O investimento, que supera R$ 28 milhões em aquisições já contratadas, envolve caminhões, furgões e vans especializadas, definidos a partir das demandas operacionais das unidades e com impacto direto na qualidade dos serviços oferecidos à população.

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