DF terá espaço especializado para estudantes com TEA e altas habilidades em Samambaia
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Governo do Distrito Federal (GDF) dará mais um importante passo na ampliação do atendimento educacional especializado aos estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e altas habilidades/superdotação. Nesta sexta-feira (23/10), a medida foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) por meio do Decreto nº 49.608, de 22 de outubro de 2026. O documento estabelece a transferência da carga patrimonial do imóvel localizado em Samambaia, anteriormente vinculado à Secretaria de Saúde (SES-DF), para a Secretaria de Educação (SEEDF). Localizado na QR 301, Conjunto 4, Lote 1, em Samambaia, o espaço passará por uma reforma para receber uma estrutura voltada ao desenvolvimento das potencialidades dos estudantes, com ambientes adequados às diferentes necessidades educacionais. A proposta prevê a implantação de um centro especializado no atendimento a estudantes com TEA e de outro voltado aos estudantes com altas habilidades/superdotação. A iniciativa representa uma importante ampliação da oferta de atendimento educacional especializado na rede pública, fortalecendo as políticas de inclusão e valorização das diferentes formas de aprendizagem. Iniciativa amplia a oferta de atendimento educacional especializado na rede pública e fortalece as políticas de inclusão e valorização das diferentes formas de aprendizagem | Foto: Divulgação Com a transferência do imóvel, a Secretaria de Educação já adota as providências necessárias para a reforma, a implantação e o funcionamento do novo espaço. Desenvolvimento das potencialidades Conforme estabelece o decreto, a nova instituição terá caráter exclusivamente pedagógico, com atividades voltadas à promoção da aprendizagem, ao desenvolvimento das potencialidades e à participação dos estudantes no processo educacional. Entre as ações previstas estão o atendimento educacional especializado, o enriquecimento e o aprofundamento curricular, além de outras práticas pedagógicas compatíveis com as necessidades dos estudantes atendidos. O decreto estabelece ainda que a nova unidade será destinada exclusivamente a atividades educacionais, não abrangendo a prestação de serviços clínicos, terapêuticos ou médico-assistenciais. *Com informações da SEEDF
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Equoterapia marca encerramento do Abril Azul para pacientes do Cretea-DF
O Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea) do Distrito Federal encerrou, na quinta-feira (30), o ciclo de atividades promovidas em alusão ao Abril Azul com uma visita ao espaço de Equoterapia Cris César. Pacientes da unidade e familiares participaram de um momento de socialização, cuidado terapêutico e integração. Ao longo do mês de abril, o Cretea-DF promoveu uma programação diversificada, com visitas a espaços recreativos, como o planetário, e bate papos, entre outras atividades. Para encerrar o período, foi realizada uma vivência terapêutica e educacional por meio da equoterapia, método que utiliza o cavalo como recurso para o desenvolvimento biopsicossocial. Pacientes do Cretea-DF encerram Abril Azul com atividade de equoterapia, na quinta (30) | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A gerente do Cretea-DF, Viviane Veras, destaca que os passeios fazem parte da proposta terapêutica. “Não é um passeio qualquer, ele é terapêutico. Colocamos em prática o que ensinamos para as crianças, por exemplo, os treinos de habilidade social feitos dentro do consultório e levados para a vivência. Trazer a criança para o meio externo e para a sociedade é tão benéfico quanto ficar dentro do consultório”, explica. Ela também ressalta o impacto das experiências oferecidas. “Proporcionar vivências para crianças que talvez nunca tiveram essa oportunidade é muito emocionante. Na sessão de equoterapia, por exemplo, teve criança que nunca tinha tido contato com cavalo, nunca havia montado ou alimentado o animal”, acrescenta. [LEIA_TAMBEM]Gabriela Anchieta, 34 anos, participou de todas as atividades do mês com a filha Emanuele, 5, e se emocionou com a evolução. “Estou radiante de felicidade. Fico emocionada, porque a minha filha tinha medo de animais grandes e ver hoje essa evolução de socialização me dá vontade de explodir de alegria”, relata. Durante a atividade, as crianças puderam alimentar, acariciar e montar os animais em um circuito planejado. Toda a ação foi acompanhada por profissionais do espaço e do Cretea-DF. Claudineia Santos, 36 anos, acompanhou o filho Heitor, 8, e elogiou a iniciativa. “Achei excelente, uma experiência muito incrível. Meu filho é atendido pelo Cretea desde janeiro e começou a se desenvolver melhor, está interagindo mais. Hoje, ele montou no cavalo sem preocupações”, afirma. O administrador do espaço, Julio Henrique Cesar, destacou a importância da parceria. “Foi um prazer receber o pessoal do Cretea. Essa interação é muito importante para a equoterapia, que vem sendo cada vez mais difundida no Distrito Federal como complemento ao tratamento de diversas condições”, diz. Na visita ao espaço de Equoterapia Cris César, as crianças puderam alimentar, acariciar e montar os animais em um circuito planejado Abril Azul Abril é o mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), com ações voltadas à ampliação do conhecimento, ao enfrentamento do preconceito e à promoção da inclusão. Caracterizado por dificuldades na comunicação e na interação social, além de padrões de comportamento repetitivos, o TEA atinge cerca de 34,5 mil pessoas no Distrito Federal — o equivalente a 1,2% da população, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Espaço sensorial oferece conforto e acolhimento a crianças autistas no Hospital Regional de Santa Maria
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) conta com um cantinho especial para oferecer conforto e acolhimento às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA): o Espaço Humanizar TEA. Inaugurado em outubro do ano passado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o local foi projetado para reduzir estímulos visuais e sonoros, proporcionando tranquilidade aos pequenos, e desenvolver habilidades psicomotoras por meio de brinquedos e atividades lúdicas. O ambiente funciona como um suporte terapêutico dentro do hospital. As crianças neurodivergentes atendidas pelo equipamento podem ser encaminhadas ao espaço conforme avaliação da equipe durante a internação ou período de espera. Na sala, elas têm acesso a artigos voltados à motricidade fina e que auxiliam na regulação emocional, como paineis sensoriais, blocos de montar, quebra-cabeças e jogos de encaixe. O atendimento contempla uma única criança por vez, acompanhada do responsável, por equipe multiprofissional. O superintendente do hospital, Diêgo Figueiredo, salienta que a sala reforça o compromisso da rede pública com a inclusão e a humanização no cuidado em saúde. “A pauta dos transtornos do neurodesenvolvimento vem tomando cada vez mais espaço. São pacientes que também apresentam outras condições clínicas e acabam precisando desse atendimento complementar”, explica. “Vimos a necessidade de adaptar um ambiente para esses pacientes, garantindo segurança e qualidade na assistência.” O ambiente funciona como um suporte terapêutico dentro do hospital | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília O ambiente foi planejado para quebrar a rotina hospitalar tradicional, com redução do ruído externo e iluminação adequada. “O hospital costuma ser um ambiente muito frio. Aqui, a criança consegue se acalmar, brincar e até se desenvolver, porque o brinquedo também estimula aspectos motores e cognitivos”, destaca Anucha Soares, gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente do IgesDF, setor responsável pela execução e pela articulação institucional da iniciativa. De acordo com ela, o impacto vai além do conforto imediato. “Uma criança em crise, muitas vezes, não consegue permanecer em um ambiente com muitas pessoas. Esse espaço ajuda na regulação, permitindo que a assistência aconteça com mais sucesso”, afirma Anucha, acrescentando que o mobiliário e brinquedos foram doados pela GPS Foundation, sem a utilização de recursos próprios do IgesDF. A terapeuta ocupacional Bárbara Úrsula, uma das responsáveis pela assistência no espaço, observa que os artigos disponíveis no ambiente ajudam a tornar a experiência das crianças menos estressantes e mais humanizadas. “Aqui, temos recursos que muitas vezes essas crianças não têm acesso em casa. Ter isso disponível no SUS é muito importante e faz diferença no atendimento.” As unidades de pronto atendimento (UPAs) de Sobradinho, São Sebastião, Ceilândia I, Recanto das Emas também disponibilizam espaços lúdicos e terapêuticos para tornar o atendimento infantil mais acolhedor. Os Espaços Humanizar Kids contam com paredes coloridas, brinquedos inclusivos, livros e painéis interativos, pensados para reduzir o estresse e a ansiedade de crianças e responsáveis durante a espera.
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Carteira de identificação garante direitos a pessoas com TEA; saiba como solicitar
Aline Campos, de 45 anos, recebeu em 2022 o diagnóstico de que o filho, João Campos, hoje com 13 anos, tinha Transtorno do Espectro Autista (TEA). No mesmo ano, a servidora pública fazia os exames que, mais tarde, confirmariam que ela própria também estava no espectro. Foi nesse contexto que Aline conheceu a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). "Foi muito tranquilo, eu tive contato com o pessoal da Secretaria da Pessoa com Deficiência em um evento que participei, a Semana Azul. Foi aí que peguei todo o passo a passo para dar entrada na documentação", lembrou. Assim como Aline e o filho, 21.815 pessoas com Transtorno do Espectro Autista estão registradas no Cadastro da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal (CADPcD) e têm direito à Ciptea. O documento não é uma mera formalidade. Com ele, é possível ser oficialmente identificado como PcD/TEA, o que pode conferir prioridades, abrir portas para benefícios sociais e facilitar o acesso a políticas públicas, a exemplo do DF Acessível, que garante transporte porta a porta em casos elegíveis, bem como — também após avaliação — isenção de IPVA e de impostos na compra de veículos (IPI e IOF). "A Ciptea não é apenas um documento, é um instrumento de cidadania. Ela garante visibilidade às pessoas com Transtorno do Espectro Autista e assegura que seus direitos sejam respeitados em todos os espaços. No Distrito Federal, estamos comprometidos em transformar políticas públicas em ações concretas que impactem a vida das famílias", ressaltou o secretário da Pessoa com Deficiência, Willian Cunha. A Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea) não é uma mera formalidade. Com ele, é possível ser oficialmente identificado como PcD/TEA, o que pode conferir prioridades, abrir portas para benefícios sociais e facilitar o acesso a políticas públicas | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília De fato, a carteira ajudou o dia a dia de Aline e João, que ainda citaram mais exemplos de benefícios e acesso a direitos. “Você consegue colocar os contatos de emergência, caso seja necessário em um momento de crise do autista. Então, esse benefício foi maravilhoso. O atendimento prioritário também, tanto em serviços públicos quanto privados. E um outro serviço de enorme valia foi o acesso à vaga especial de estacionamento [conferido pelo Departamento de Trânsito — Detran], que facilita muito a vida, principalmente daquele autista que precisa de mais suporte e requer um pouco mais de cuidado na hora de sair de casa”, elencou a servidora. “A Ciptea traz vários benefícios, como a melhora da identificação de pessoas com Transtorno do Espectro Autista, ajudando a ampliar de forma geral a conscientização da população sobre os autistas. E isso ajuda a gente a conseguir mais respeito e empatia, porque a gente sofre muito bullying por sermos diferentes”, arrematou o jovem. Como solicitar A Ciptea pode ser solicitada pela internet. Então, basta preencher o formulário com os dados do solicitante e anexar documentos pessoais (RG e CPF), foto 3x4, comprovante de residência e laudo médico de psiquiatra ou neurologista (com conclusão detalhada em casos de diagnóstico na fase adulta). Após análise e validação das informações, a carteira digital já ficará disponível para download.
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